A Konami finalmente decidiu abrir o jogo sobre o próximo Silent Hill, anunciado em 2024 juntos outros 4 projetos (todos já lançados). E convenhamos: Promissor é o mínimo.
O novo jogo se passará em tempos modernos, e na cidade de St. Amelia, na Escócia, e o protagonista será Simon, numa jornada cheia de mistérios, carregando sua televisão portátil.
Pra variar, será um jogo em Primeira Pessoa, com cinemáticas abertas porém completamente focado no estilo Stealth, com combate opcional.
Bem, bora falar mais um pouco sobre e lembrando: Assim que sair o jogo, analisarei completamente e publicarei aqui. Provavelmente colocarei o link pra ele aqui.
Boa leitura.
Mais uma Transmissão
A Konami pegou gosto pela ideia de fazer pequenas transmissões ao vivo falando de seus projetos, e se tornou algo bem agradável de assistir. Através desses vídeos pseudo-aovivo (tudo gravado previamente, mas é legal assim mesmo), dá pra saber mais sobre os jogos mas, também mais sobre quem está por trás dos jogos.
A equipe de Townfall é um charme, eles parecem amar mesmo a franquia, apesar de não citarem títulos que os inspiraram. Na verdade tudo que falam é "Conhecemos o primeiro, o 2 Remake e o F" e fica por ai.
Claro que é pedir demais pra que apontem suas referências mas, observando o padrão de entrega da Konami, a proposta é se distanciar os originais, e tentar novas "lentes".
Townfall felizmente não ousará tanto quanto eu temia que ousaria, afinal a empresa que foi escolhida pro seu desenvolvimento tinha um portfólio bom, mas muito aquém do que é Silent Hill.
Seus jogos em sua maioria eram sim em primeira pessoa, mas completamente estagnados, focando muito mais em experiência de observação do que ação e movimentação.
E a ironia é que, pelo que falaram deste título, muito dele será quase parado, porém ainda com liberdade suficiente pra soar como um jogo da franquia.
Comparações Inevitáveis
Silent Hill 4, The Arcade e Shattered Memores são provavelmente as principais obras similares ao que Townfall entregará.
O SH4 não é só pelos momentos claustrofóbicos no apartamento, que compartilham do tipo de visão...
Mas também a ideia de tomar cautela com o que se faz, e andar escondido ou pelo menos evitando chamar atenção.
The Arcade é só pelo fato de ser um jogo com temática portuária (afinal, ele será quase totalmente numa cidade pesqueira pelo que parece), e também a visão em primeira pessoa.
Nesse caso, Arcade usa ela para permitir uma observação clara dos alvos, já em Townfall isso servirá pra intensificar o medo.
Shattered Memories contribui com a mecânica do Acessório de Exploração.
Ao invés de um Smartphone, será uma televisão portátil, usada para explorar os cenários sem se expor demais. Usar essa TV (CRTV) pra rastrear objetos, monstros, e resolver enigmas, é praticamente o mesmo que o celular fazia. Mas, aqui pelo menos há monstros.
Pior que o próprio Short Message usa essa ideia do aparelho na mão ajudando a rastrear, e ele também é em primeira pessoa... mas a diferença é que ele será um complemento, e ainda haverá o combate, não só se esconder e fugir.
Monstros Finalmente
Não só terão criaturas originais, e pelo que parece todas com uma lore psicológica bem legal, como haverá combates e tomara que tenham chefes.
No anúncio não mostraram muito, somente uma criatura de cabeça de machado, e uma outra com scalps de soro saindo do peito com agulhas. Se a ideia seguir essa linha de raciocínio, provavelmente serão versões de internados em hospitais, ou analogias com o mesmo.
O lado bom é que mesmo o jogo apostando alto na mecânica de se esconder pra sobreviver, terão momentos de combate e isso é bom, pois pelo menos foge um pouco da mesmice que foi em SM por exemplo.
O Protagonista
Simon é um homem negro, segundo personagem negro a protagonizar um jogo da franquia (o Carteiro de Book of Memories que também está em Downpour conta!), e isso é bacana pois mostra que querem dinamizar a etnia.
Ao que parece, ele terá um passado volátil, e intercalará entre a realidade, e um tipo de hospital. Bem provável que ele seja um interno, revivendo memórias ou algo do tipo.
Ele explorará uma cidade portuária, e conversará com uma moça pela sua televisãozinha. A questão é que muito do jogo parece apontar mais pra água do que para o solo, dando a entender que ele dificilmente se afastará da praia.
Com mistério a rodo, o que faremos com ele é explorar St Amelia, em busca de uma saída? Ou talvez apenas respostas mesmo, enquanto sobreviveremos aos muitos monstros bizarros da pequena cidade.
St. Amelia
Silent Hill deixou de ser a cidade, e agora é a influência. Outros lugares passarão a sofrer com o mesmo mal que assolou a primeira cidade, e assim agora sim é uma franquia ampla.
E o prédio em Kettenstadt (Alemanha) do The Short Message...
Já deixaram claro que a nova ideia da Konami é ir muito além de contos estadunidenses centrados na cidade turística de Silent Hill. Querem se aprofundar no que ela desencadeia, não importa onde, não importa mais com quem.
E eu gosto de pra onde tudo tá caminhando. O Ascension também mostra isso com Hope's Junction (EUA), mas ele aquilo lá nem deve ser considerado... de tão ruim que é.
Enfim, espero que o jogo saia o quanto antes.
Está planejado pra 2026, e com certeza eu jogarei e analisarei... terá pra Steam!!! (viva...).
É isso.
Vlw pela leitura e lembrando: Isso é só um vislumbre do que virá.
Talvez atualize este artigo com o tempo. Mas, até o lançamento do jogo principal!!!
See soon.
2 Comentários
Sei não, ta com cara de flop.
ResponderExcluirEu tava preocupado com isso antes, pois essa empresa só fez 3 jogos e os 3 são meio... meh. Mas vendo a empolgação tímida deles, grupo pequeno, 30 pessoas só, jogo com cara de indie, foco total em mistério... pra mim o que mataria a ideia seria ser como os jogos deles antes (são todos Adventures de Texto praticamente, legais, mas muito nixados). Neste caso eu vi algo interessante.
ExcluirNem falei do P.T. nesse caso em comparação pois tá bem diferente da ideia do looping de terror dele... mesmo sendo primeira pessoa. Sabe o que mais me animou na ideia deles? Usaram cenários reais como referência, o que diz muito sobre o quanto estão imersos na experiência.
Pior que Short Message também é primeira pessoa, com celular na mão, e segue a mesma linha, o que ele não entregou foi justamente ausência de combate... isso importa pacas em jogos SH.
To torcendo por ele na real... e já me anima saber que pelo menos não será travado numa sala xD.
Vamo ser esperançosos!!!
Obrigado demais por comentar, isso me estimula a continuar.
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