CríticaMorte: Adão Negro - Estragaram o Roteiro

Estrelado por The Rock (Dwayne Johnson), Adão Negro é uma quase continuação de "Shazam!" (2019), usando elementos parecidíssimos, mas apelando pra cópia descarada de fórmulas de outros filmes.


Aqui não vemos um filme de fato original, o que vemos é uma mescla de Shazam, Deadpool, X-Men, Vingadores, Doutor Estranho, Esquadrão Suicida (o 1 tá) e pasme: Mais da metade dessa lista é do estúdio concorrente.

De tudo que vi aqui, a única coisa criativa de fato é o enredo do personagem Adão Negro, que conseguiria facilmente levar o filme inteiro nas costas, mas optaram por transformar o primeiro longa do personagem em um filme de Grupo de Heróis.

Até diria que as cenas de luta se destacam, e os massacres que o anti-herói provoca são bem inusitados, mas até isso soa como plágio de algo, e mal feito. Em todo caso falarei mais a respeito a seguir.

Boa leitura.

O personagem que dá título a este filme precisa dividir o espaço com pelo menos 5 personagens fora de sua história! São 5 (no mínimo tá) heróis/vilões que não são nem de longe necessários pra trama, ainda mais a de estreia dele, e apenas estragam a história.


Nos tirando constantemente na trama principal, um grupo de heróis chamado "Sociedade da Justiça" é enfiado com força no roteiro como se isso fosse essencial, num momento onde não só nem faz sentido, como não é nada necessário, e nos distancia da narrativa original.

É que, o filme começa contando a origem do Adão, o quanto ele é importante pra cidade na qual ele foi soterrado, e como ele é aclamado pelo povo, e não odiado. Ao invés de darem o devido foco na jornada do herói estabelecida de um jeito "invertido" ao protagonista, a escolha que fizeram foi jogar um grupo genérico em tela pra, caça-lo, a mandos de um vilão conhecidíssimo no universo DC.


E sim, o anti-herói é caçado por um grupo de Heróis, formado por um vilão famoso, e tudo isso ainda nos primeiros minutos do filme!

Nem da tempo dos personagens da história (que sim, tem um elenco de apoio ao Adão Negro, fora todos esses personagens extras) serem desenvolvidos corretamente, explicados e aproximados do protagonista, muito menos há tempo de interpretarem os eventos atuais, seja entender exatamente como o anti-herói surgiu, ou sequer reagir, por exemplo com LUTO, pois eles tem muitas perdas só no encontro.


A justificativa que o longa oferece para que suspendamos nossa descrença, é a de que eles seriam Arqueólogos (em potencial) e já conheciam toda a lenda do herói da antiga cidade, e também como trazê-lo de "volta a vida". Algo que é contraditório ao que é realmente mostrado, pois eles o fazem como um "pedido de socorro" sem nem terem conhecimento do que resultaria disso.
 

Sem grandes spoilers, um grupo de pessoas "rebeldes" se revolta contra militares que vem tomando a cidade e buscam por recursos místicos para confronta-los, descobrindo algo a muito tempo perdido, num ponto que ninguém ta explorando (nem mesmos os militares/mercenários). Lá eles localizam um item mágico milenar, e ao serem furtados, despertam Adão que massacra geral, exceto seus invocadores.


E ta bom, é uma premissa bacana pra iniciar tudo, que se perde com alguns desvios bem esdrúxulos e até confusos, um deles sendo o fator Tecnologia.


O filme é sobre um guerreiro mágico que recebeu seus poderes de 5 deuses, exatamente como Shazam (os mesmos deuses, quando ainda eram vivos), sendo até mesmo os mesmos poderes, e pra quem assistiu ao filme humorado da criança que vira um bombadão heroico, já nota que as condições nas quais Adão recebeu seus poderes são diferentes, e ainda por cima responsáveis diretas da trama principal de Shazam! Pois sim, mesmo não citando que os eventos deste filme ocasionaram os de Shazam, fica nítida a influência.


Mas Adão Negro tem várias camadas temporais. Seu miolo principal se passa no presente, mas suas influências são de muito antes. A questão é que apesar do acerto em manter essa conexão meio subliminar, ele se perde no instante em que apresenta Motos Voadoras, Armas Anti-Magia, Jatos dos X-Men e Drones com Hologramas nos tempos contemporâneos! Algo que ao meu ver é uma novidade no universo DC (Batman tem nada disso, e é o mais tecnológico não?), mas algo comum na empresa de quadrinhos rival.


Pior ainda é ver que esses elementos CONFUNDEM nossa noção de antagonismo, pois além de haverem 2 elencos de apoio independentes pro protagonista, ainda temos dois tipos de vilões separados que usam Tecnologias de Ponta (muito a frente de qualquer uma já mostrada em todas as obras cinematográficas DC, e pior, nem tem desculpa de serem "Armas Alienígenas").


Um grupo grande de militares, que na verdade eram mercenários, já usa a tecnologia de ponta pra lidar com Adão Negro, descobrindo sua única fraqueza física ainda no início do filme ("descobrindo" nem é a palavra certa, seria "revelando", pois eles já sabiam como derrotar o cara antes de saberem que ele existe!). 


O outro grupo também já conhece as fraquezas do anti-herói, só que pela parte mágica mesmo, investindo na questão da palavra que ele não pode nunca dizer, pra tentar vencê-lo e captura-lo, MESMO ELE NÃO TENDO FEITO ABSOLUTAMENTE NADA QUE JUSTIFICASSE TANTO EMPENHO EM CAPTURA-LO!


Enquanto no caso do primeiro grupo de antagonistas até dê pra entender, pois eles tinham como alvo um elemento secundário que calhou de ser a fraqueza de Adão, apesar que, do jeito que contam e mostram no filme, é difícil não estranhar o tanto de conhecimento e poder que esse grupo possuí, ao ponto de relacionar a Coroa Perdida com um Herói enterrado. Já no caso do segundo grupo é quase inacreditável que eles tenham tanto conhecimento acumulado.


E olha que a apelação pra resposta Deus ex machina de que o "Mago Supremo" da DC tinha a visão do futuro, e conhecimento absoluto sobre magia, não é o bastante pra nos convencer que eles sabiam do esquema da palavra "Shazam". Adão Negro, perdia os poderes caso recitasse tal palavra (assim como o Billy do outro filme), e mesmo sem nos mostrar isso, o filme quer que acreditemos que todo mundo já sabe da maior fraqueza dos poderes mágicos vindos dos 5 deuses.


Ao assistir eu cogitei a possibilidade deles saberem o segredo e terem as armas que deteriam o recém desperto metahumano mágico, por estarem se preparando secretamente pra acabar com a raça do herói mirim bombado do outro filme... mas não, isso nem faz sentido pois, além dos dois times serem diferentes, eles também se confrontam.

O grupo de heróis é composto pelo Gavião Negro, o Senhor Destino, o Esmaga Átomos e uma moça genérica que solta vento colorido.


O Gavião Negro praticamente é uma mistura do Falcão, Homem de Ferro e Pantera Negra, tanto em características físicas, quanto em personalidade. O cara ainda tem influência, dinheiro, poderes, é uma entidade espacial milenar (é um Tanagariano que reencarna!), que usa uma Maça Anti-Magia, é líder de um grupo de heróis, e tem até um X-Jato numa mansão!


O Senhor Destino é o Doutor Estranho misturado com Cavaleiro da Lua e Thor. Ele vê o futuro, tem pleno controle sobre todo tipo de magia (inclusive teletransporte, projeção astral, distorção do espaço, voo e por ai vai), magia essa derivada de seu Capacete que escolhe quem vai afetar (tipo Martelo do Thor) e veio do espaço, além de ter um tipo de dupla personalidade mesclada ao artefato místico.


Esmaga Átomos é uma versão do Homem-Formiga, mas só fica gigante ao invés de reduzir de tamanho, além de ter um visual totalmente parecido com o Deadpool (quando veste a máscara é impossível não lembrar!). Sua personalidade é infantil, e atrapalhada, o que só lembra ainda mais os personagens citados.


E a moça do vento é uma mistura esquisita de Tempestade com Wanda, mas, o foco nem é os poderes dela, e sim seu relacionamento amoroso em potencial com o Esmaga Átomos (que toma muito tempo de tela viu).


Esses 4 heróis formam a Sociedade da Justiça que vai de encontro a Adão no instante em que ele é despertado, pra impedir que ele se torne vilão, fazendo ele virar vilão.

Como eles descobrem tão rápido dele? Pasme, não é o Senhor Destino que vê alguma calamidade no futuro relacionada e tenta impedir... é a Amanda Waller que conta, a fundadora do grupo (também fundadora do Esquadrão Suicida) que pede para buscarem mais um pra sua coleção.


O grupo de heróis nem química possui, sendo algo formado de última hora (sim, ele nem existia!) pela própria Amanda pra essa missão em particular.

Ou seja, além de toda essa informação que o filme nos dá, ele também conta que Amanda Waller é tão influente e poderosa, que pode pôr pessoas ricas, milenares, alienígenas, mágicas e superpoderosas sob seu completo controle, nos dois lados da moeda (afinal ela também controla os vilões caso deseje).


Tem como lembrar que é um filme do Adão Negro? Qualé, o cara voa, solta raios, é indestrutível, é rápido e superforte, e ainda por cima tem um passado misterioso, tem um grupo de mercenários pra derrotar em sua cidade (além de um conflito pessoal que enfrenta), sem contar que ele é LETAL, e nunca poupa um vilão, executando-os de forma cruel sempre.


Daí, ao invés do longa focar nessa parte pra lá de interessante, eles decidem copiar a fórmula de Deadpool?! Afinal é praticamente a mesma ideia, botar o anti-herói que mata vilões em conflito com os heróis reais tentando ensina-lo a não ser mal.

Só que aqui, esses heróis vão para prendê-lo, sem noção de quem ele realmente era, sem uma ameaça mostrada, sem nada que justifique a ação imediata deles. E, eles não ensinam nada não, pois lutam contra ele destruindo a cidade e afetando as pessoas que VISIVELMENTE APOIAVAM O ANTI-HERÓI E CLAMAVAM PELA AJUDA DELE!


O próprio filme fala isso, e parece ignorar ao insistir na ideia de que, Adão teria de ser preso. Tanto que, mesmo quando buscam justificar que ele é perigoso por conta de sua instabilidade (que causa danos aos arredores quando se irrita muito), eles próprios botam isso a perder quando ELES DESTRÓEM TUDO NA CAÇADA.


Nem buscam esconder as semelhanças citadas com os heróis Marvel tá, pois em vários momentos jogam indiretas (o maior exemplo é o Senhor Destino falando do nada pra uma pessoa A BEIRA DA MORTE que não é Doutor para salva-lo, e sim um Mago, referência essa diretíssima ao Doutor Estranho).


Nem sei como acharam espaço pra enfiar Zumbis na trama, e demônios, mas acharam, e isso soa tão ridículo que nos faz questionar se era preciso mesmo... e o pior é que ESSA É A PARTE CERTA DA HISTÓRIA.


É que, o protagonista tem como vilão ele próprio. Apesar dos idealizadores atirarem pra todos os lados, fica nítido o quanto Adão Negro batalha contra si mesmo, e seu passado, pra encontrar aceitação em suas responsabilidades. The Rock consegue transparecer exatamente a emoção e sensação que o personagem precisava, o que até surpreende já que normalmente ele é um "ator de atuação repetitiva".

Mas, tal conflito é espremido ao lado das sub-tramas de reforço, quase parecendo algo secundário, quando o título que tá estampado no longa é justamente, o nome desse personagem!


A impressão que tive é que não acreditaram no quanto a história do Adão Negro se bastaria, e apenas pegaram outros roteiros, de outros filmes, e botaram junto pra estica-lo.

E, num proposital distanciamento de seu filme irmão, quiseram inicialmente mostrar que Adão Negro é o oposto de Shazam, mas ao fazerem essa mescla simplesmente jogaram toda essa proposta no lixo, tornando até esquisita a ausência do Shazam aqui.


Afinal, se todos os heróis aparecem, porque justamente ele não?

E tem mais, usaram o Super Man no final, servindo a Amanda Waller também! Como uma indireta a cena pós-crédito do Shazam, só que agora interpretado de corpo e cabeça pelo Henry Cavill.


Pra quem não sabe no pós crédito de "Shazam!", Super Man aparece na escola do protagonista, mas só o corpo dele é mostrado, pois estava sendo interpretado por um dublê do Super Man. Desde então surgiram dúvidas se Henry Cavill ainda interpretaria o Super Man nos novos filmes da DC, ainda mais com versões alternativas dos heróis surgindo em filmes fora do "Universo Compartilhado DC".


Agora confirmaram que sim, ele ainda é. Mas também mostraram que Amanda além de controlar os vilões e os heróis secundários, ainda tem favores a cobrar com os heróis principais DC.

E sabe o que é mais curioso? Amanda tem tecnologia pra caramba e tá a anos luz de quem Batman sonha em ser. Eu fiquei com muita pena do morcegão.


E só pra constar, apesar de achar muito bom todos os momentos em que Adão começa a matar geral, implacável e no modo "fod4-se", é difícil não notar influências de outros filmes, como por exemplo a cena do Mercúrio salvando geral em câmera lenta (aqui, é o oposto né, ele mata geral em câmera lenta), ou os embates colossais entre heróis, anti-heróis e vilões já vistos incansáveis vezes em todo filme de grupo de heróis.

A luta final mesmo, onde Adão confronta seu nêmeses satânico, perde espaço significativo no impacto narrativo, se concluindo de um jeito facilitado e anticlimático, com pouco destaque pra entidade, e mais para o grupo secundário. E sabe o que é pior? NEM BAIXAS OCORREM. O filme nem coragem teve pra matar os personagens.


Foi um demérito da direção, pois o roteiro base de Adão conseguiria nos fazer gostar e entender o peso dessa grande luta. Mas, não foi isso que recebemos. Tudo pareceu mais uma introdução da nova Iniciativa Vingadores, versão DC.

E, pra piorar, tem muito buraco no enredo! Talvez o maior deles seja o Senhor Destino, que mesmo vendo todos os futuros possíveis (cara eu já ouvi isso em algum lugar...), não tinha nenhuma justificativa para caçar Adão. Em futuro algum ele se tornava um problema, e sabemos disso pois ao conhecer o próprio personagem, entendemos muito bem sua natureza e compreendemos suas reais motivações.


Só com o pessoal que ele conheceu ao despertar, ele já havia se recondicionado. O garoto lá fazia um perfeito paralelo ao irmão adotivo do Shazam (do filme Shazam) como "guia de heróis", e isso já era mais que o suficiente para manter Adão nos trilhos. 


O personagem é até bem interessante, fã se Super Heróis, mas inclinado ao lado rebelde, que seria uma perfeita influência instrutiva e emocional pro "Shazam Maligno". Tanto o ator quanto o personagem são ótimos, mas o filme esquece isso... e consegue fazer ele soar um coadjuvante qualquer.


Mesmo se algo ocorresse ao garoto e por alguma razão afetasse a mente de Adão, ele ainda poderia ser detido, fosse pelo próprio Shazam, fosse pela Liga da Justiça, Esquadrão Suicida, ou até essa Sociedade fajuta. Mas, o conflito antecipado só prejudica a narrativa, o que não faz o menor sentido, partindo justamente de um cara que VIU O FUTURO.


E, pra finalizar, preciso falar que o humor tosco e até infantil empregado aqui é uma decepção. É mais uma amostra do quanto a DC tentou imitar a Marvel (erro que sempre estraga suas obras). E eu sei, nos quadrinhos as semelhanças são sempre presentes, afinal uma coisa sempre inspira a outra... mas a questão aqui é a versão cinematográfica das obras DC.

A Warner sempre parece esquecer a parte boa dos filmes de herói que criam, e tentam apostar no que tá em alta pela concorrência (talvez nem tanto considerando as últimas investidas da Disney). Seus maiores acertos sempre são aquelas coisinhas diferentes, com heróis/vilões mais sombrios como em Coringa, The Batman, ou Esquadrão Suicida 2, por exemplo, e tramas mais sérias, ou até mesmo o oposto, com humor excessivo mas de um jeito mais adulto como no Pacificador.

Aqui até tem momentos inspirados, como a cena do vilão que "não sobreviveu", mas o humor só funciona mesmo quando é meio sórdido, ainda mais pelo tipo de protagonista adotado neste filme. Quando tentam apelar pra babaquice fica algo tão, incompatível. 


E olha que engraçado, esse humor sempre parte apenas dos múltiplos elencos de apoio, nunca do protagonista. Acho que chamaram The Rock pra filmar outro filme e acabaram com ele na edição.

Falando a verdade, o filme é uma porcaria, e tudo que se salva nele é o Adão Negro, que é o que ele deveria ser! Agora to esperando a versão "Director Cut Invertida", onde o diretor corta tudo que houve de extra no longa, e deixa só o Adão mesmo... algo que provavelmente jamais ocorrerá.


Enfim...

É isso.

Obrigado pela leitura.

See yah!

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8 Comentários

  1. Sou muito fã do The Rock,(a parte dele foi perfeita),mas esse filme foi muito fraco mesmo,no máximo nota

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    1. O pior é que o filme fica ruim por desviarem do tema do próprio filme! É como dizem, as vezes menos é melhor do que exceder.

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  2. Que decepção!! já estava cogitando assistir esse ao invés de Pantera Negra...mas acho que vai ter que ir de marvel mesmo...ou talvez seja outra perda de tempo...sei la! kkkkk, vamo ver.

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    1. Eu ainda n vi o pantera, verei amanhã, mas pelo que me disseram é um bom filme.

      Aliás, bom revê-lo sr Wilson!

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    2. Bom revê-lo também Sr. Espinhudo! ahahhahahaha, quando ver me fale o que achou, estou muito curioso

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    3. Espinhudo... bem pode deixar sr. Mas agora vou pra um jogo.

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  3. O filme foi fraco? Sim. Mas não o achei uma total porcaria como você escreveu no seu texto.

    Queria deixar algumas ressalvas que me incomodaram a respeito do que você disse dos outros heróis, pois senti que por pouco quase não os chamou de "cópia" da Marvel.

    Um pouco de pesquisa antes e o ano de nascimento de cada herói.

    Gavião Negro: 1940

    Sr. Destino: 1940
    Dr. Strange: 1963
    Cavaleiro da Lua: 1975

    Átomo: 1940
    Homem-Formiga: 1962
    Deadpool: 1991

    A Ciclope, no entanto, foi criada em 1996, enquanto a Feiticeira Escarlate em 1964 e a Tempestade em 1975, porém ela em nada tem semelhança com as últimas citadas, pois a Wanda usa magia e a Tempestade nasceu mutante, e a Ciclone, como falou no filme, foi sequestrada por um cientista que a modificou e assim ela ganhou poderes.

    Sobre o filme ter cinco heróis e ficar inflado: a Marvel fez isso nos últimos quatro filmes e séries e ninguém disse nada.

    Viúva Negra apresentou a Yelena, a "mãe" da Natasha, a Taskmaster, e o Guardião Vermelho.

    Thor 4 tivemos a Lady Thor, ou Poderosa Thor ou whatever, e a Valquíria, e no final é mostrado que talvez a guriazinha substitua Thor.

    Dr. Strange MoM é o filme da Wanda e da América Chaves. Dr. Strange é o figurante do próprio filme.

    Na série do Gavião Arqueiro foi inteiramente feita para apresentar Kate Bishop e a Yelena.

    E, Wakanda Forever, pois me recuso a chamar de Pantera Negra pois para mim a Shuri jamais será a Pantera Negra pois é fraca e sem carisma, é um filme de origem do Namor e da Coração de Ferro.


    Então, é isso. Você pode não ter gostado do filme, tem todo o direito, mas fazer comparações com heróis da DC que existem desde os anos 40 com a Marvel achei muito chato isso.

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    1. Obrigado pela leitura, sei que acabei sendo meio ácido em alguns pontos mas te garanto, tudo foi proposital.

      Você notou e destacou bem, eu "quase" os chamei de cópia, de propósito.

      Eu não conheço muito sobre quadrinhos, tanto Marvel quanto DC, e tudo que sei é por assistir aos filmes. Se li mais de 4 revistas do tipo já foi muito, e apesar de amar desenhar, eu não sou nem de longe entusiasta dos quadrinhos. Porém, eu respeito esse gênero e inclusive gosto muito das histórias.

      No entanto o que vemos nos filmes são adaptações destes, e toda adaptação tem total liberdade pra fazer o que bem entender com os personagens, vai da aprovação do público desse tipo de mídia recepcionar, aproveitar ou rejeitar o resultado.

      O que notei em Adão Negro foi uma insistência em nos forçar a comparar os filmes dos estúdios. Nem todos os personagens eu conhecia, mas conhecia bem suas "contra partes" e fiquei muito tentado a chamar tudo de plágio, pois sim, eu os vi como cópias sim, em suas adaptações. Mesmo que na obra original não sejam (o que nem é importante em termos de adaptação), a impressão que o filme passa é que são, tanto que fiz questão de citar a frase do médico, o que pra mim foi um dos maiores erros comparativos da obra.

      A Marvel de fato vem fazendo filmes de "multi-heróis" em praticamente tudo que lança. Nem nas séries consegue se focar apenas em 1 herói, sempre tem que ter algum a mais, como se isso fosse indispensável (e é, na tentativa de firmar seu universo gigantesco compartilhado na mente dos espectadores, e forçar dependência de filmes relacionados para compreensão de obras unitárias), mas a DC até então nunca vi depender disso, e nas vezes que tentou, falhou, em (quase) todas elas. Seja Liga da Justiça (que pra mim é um dos piores filmes que já vi deles, incluindo a versão de diretor, por ser alongada de mais - no entanto extremamente melhor que a de teatro), Aves de Rapina, Esquadrão 1, e até Batman vs Superman (eu não gosto, acho mal construído). Há exceções da fórmula? Claro, Shazan acho excelente e se encerra em grupo, Esquadrão 2 acho que redimiu a série da qual faz parte, assim como gerou Pacificador (que aliás, usa grupo, mas não usa mais de 1 "herói"). Pra mim a DC acerta mais nos filmes individuais de seus personagens, por exemplo o que deveria ter sido feito com Adão Negro.

      Confesso que entre DC e Marvel, eu acabo gostando muito mais das obras DC, até porque elas costumam ser mais "sérias" digamos assim. Mas ambos os estúdios erram ao tentar se imitar. DC erra muito quando tenta fazer filmes multiverssais, na fórmula que a Marvel anda fazendo (caramba, a DC já tem histórias multiverssais que botam as da Marvel no chinelo! Sempre envolvendo uns paradoxos irados...), assim como a Marvel é simplesmente incapaz de criar filmes mais maduros (mesmo que tente, sempre fraqueja pro humor).

      De verdade, eu inclusive evitei usar o nome da Marvel no artigo viu. Meu intuito era ser direto, sem nem precisar citar a concorrente, e confesso que me animou ter notado isso.

      Infelizmente, tem algumas coisas que eu sei que podem ter soado "desaforadas", o fato de eu nem ter citado o nome da soltadora de vapores coloridos por exemplo... eu sei bem quem ela é, mas me senti obrigado a dizer quem eu vi ela ser. O filme chega a falar o nome dela? Se diz, passou direto pela minha percepção acústica, de tão empolgante que a personagem foi.

      Apesar do meu texto ter te desagradado, eu fico admirado por sua resposta. Você se mostra muito bem informado, e sou grato por compartilhar.

      Aliás seja bem vindo por aqui.

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