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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CríticaMorte: Coringa

Espero que nunca haja uma continuação, pois essa obra prima, merece existir em solidão.


Exagero? Não creio... mas eu já explico meu ponto.

Bem... boa leitura.
Tem alguns spoilers... mas pouca coisa.

Esse ano Joaquin Phoenix incorporou o Coringa, o maior vilão do universo DC na minha opinião, sendo um empecilho mortal no encalce de todos os Super Heróis da editora, mesmo ele próprio não tendo qualquer super-poder, ou qualquer recurso super elaborado. Coringa é apenas um psicopata sádico, misterioso, e com um currículo assombroso, tão nefasto que supera em muito todos os outros vilões e super-vilões que enfrentam seu rival, Batman. Alias, Coringa consegue ser justamente o grande opositor ao Batman, seu nêmesis, seu reflexo distorcido (e Batman já é por si só, um "herói sombrio").

Talvez um dos grandes mistérios em torno desse personagem seja sua origem, que nas HQs, escritas e desenhadas por vários artistas, mas que canonizam-se no universo compartilhado desse tipo de mídia, jamais foi completamente abordado ou explorado... poucas foram as vezes em que tal personagem recebeu uma devida atenção em sua história de origem, e essas vezes se destacam mais que as dezenas em que o protagonista das mesmas histórias, Batman, recebeu uma retocada em seu surgimento.

Uma delas, a "Piada Mortal", tornou-se um marco no universo das histórias em quadrinho, sendo considerada inclusive uma obra prima, não por revelar o passado provável e a origem suposta do Coringa, mas por toda sua composição, e pelo clássico desfecho em aberto que nos faz apenas supor o que ocorreu, e se ocorreu.



Em Piada Mortal, Coringa tenta enlouquecer o policial amigo do morcegão, e pra isso, ele usa como método a ideia de que "Um dia ruim pode ferrar as idéias de qualquer um"... ou quase isso.

Ele faz isso pois em seu próprio passado, como mostrado em flashbacks na história, ele teve um dia péssimo até se lascar, cair num poço químico e renascer como Coringa, um completo enlouquecido.

A parte em aberto da história é o final, em que num desvio de imagem, com Coringa nas mãos de Batman, após lhe contar uma piada, começa a rir, junto com o morcegão, e em seguida surge o silêncio, dando a entender que Batman teria silenciado o palhaço de uma vez por todas.


Essa mesma história recebeu uma animação bem... duvidosa. Por mais que eu particularmente goste das animações da DC (bem mais que os filmes diga-se de passagem), essa foi bem fraca, devido a censura, e ao fato de metade da história contar algo fora da "Piada Mortal" original, onde tentam destacar mais a Batgirl.

Nessa mesma história, a filha do policial amigo do Batman (Gordon) é secretamente a Batgirl, e ela acaba sendo vítima do Coringa na tentativa de enlouquecer o único policial decente de Gotham, quem recebe um tiro e fica paraplégica, e também, é aparentemente estuprada pra Gordon ver, coisas que na animação foram "maquiadas".

O inicio dela acaba mostrando o relacionamento dessa personagem com Batman, pra ressaltar sua importância pra ele, o que ao meu ver, foi um erro terrível. A história era mais sobre o próprio Coringa, não sobre a "Oraculo", que é a identidade heroica de suporte que a moça assume depois de perder o movimento das pernas.

Bem, mais origens para o palhaço do crime foram cogitadas, como por exemplo o Coringa da Série Gotham, que apesar dos pesares, é bem válida.



Nessa série de televisão, que tinha como princípio focar na cidade mais ferrada que já existiu na DC e os policiais de la, e não no Morcegão, as coisas vão desandando a cada temporada ao ponto de tudo se tornar mais uma das origens do herói... porém, há alguns pontos interessantes e de destaque, onde dentre as dezenas de origens duvidosas de vilões, temos Jerome, e seu irmão gêmeo Jeremiah (interpretados obviamente pelo mesmo ator), que juntos consolidam o próprio Coringa, ou a ideia dele.


Em várias versões do que seria o vilão em suas personificações ao longo dos quadrinhos, a série quis mostrar vários Coringas e ideias de como ele surgiria, hora como um jovem de circo, psicótico, que simplesmente surtou...



Hora como uma ideia, que infecta a mente de moradores da cidade, transtornados, e com seus próprios problemas sociais, ao ponto deles próprios passarem a imitar o garoto psicótico recém falecido...



Hora como um cadáver, de cara costurada, ressuscitado e prontinho pra se vingar e causar em prol do caos...



Hora como um irmão gêmeo genial, escondido por segurança, que em um dia ruim acaba enlouquecendo como seu outro irmão, em um plano arquitetado pelo mesmo, e se torna sua nova ressurreição, mas agora de forma mais culta, racional, planejada, e bem mais maquiavélica.




E por ai vai (atualmente tem até a "versão decadente").

Todas essas ideias são sim baseadas em coisas vistas nas HQs. Um coringa bem vestido já foi visto, um Coringa inteligente também (em uma das histórias, ele chega a ser ainda mais terrível, depois de deixar sua personalidade Coringa e assumir uma com mais inteligência que o comum em "Cavaleiro Branco").



O Coringa da cara costurada? Sim, tivemos...



E o Coringa que é apenas uma ideia? Também. Na verdade, em uma das histórias de Batman, ele descobre, quando consegue o poder de obter qualquer resposta do mundo, que existiram até aquele momento, 3 Coringas diferentes, e ele nunca nem notou (DC Universe Rebith).



E assim, o vilão vai consolidando sua famigerada natureza sombria, e ao passo que Bruce Wayne perde seus pais naquele beco, história após história, as vezes por assalto, as vezes por mandantes do crime, as vezes por acidente, as vezes por mero acaso, nada descobrimos a respeito daquele que vive batendo de frente com o maior detetive do mundo, e se converte na única coisa que tal detetive jamais conseguiu desvendar.

Ai vem um carinha no cinema e diz "bora contar a origem dele?" Ferrando e acabando com todo esse histórico, com toda essa ideia. E sabe o que eu tenho a dizer sobre isso?

Genial.

Depois da atuação insana de Heath Ledger em "O Cavaleiro das Trevas", onde ele entrou pra história como o melhor Coringa já interpretado (fan aqui falando, eu sei que Jack Nicholson é fod4, mas infelizmente eu tenho minhas preferências), com direito a Oscar Póstumo (algo raro, mas fez-se necessário, pois ele morreu antes da premiação), batendo de frente com outros Coringas clássicos que já saíram no cinema (sempre são bem marcantes), era de se esperar que nunca surgiria um Coringa a altura... daí veio "Esquadrão Suicida" e provou que isso era meio que fato.



Quiseram competir com o Coringa do sorriso cicatrizado, onde sua origem e de suas marcas era tão vaga e variada, com uma versão jovial de dentes metálicos, aspirante a mafioso de quinta... que alias também é baseado em uma das versões de quadrinhos.



Mas, ai um dia, a ideia de mexer onde não se deve mexer veio a tona e surgiu o anúncio de que já estava sendo inclusive filmado: Coringa.

Quando o primeiro trailer saiu, foi maravilhoso... 



Ah desculpe, essa é a versão do Chaves... o verdadeiro é esse:



E então, saiu o filme... que de fato nos mostra a origem do Coringa.

Focando tudo no personagem Arthur, acompanhamos a história de alguém que potencialmente se tornaria o Coringa.

O que torna esse filme especial, além de todo seu âmbito artístico e mais uma tonelada de méritos, é o fato dele mostrar a origem do Coringa, mas ao mesmo tempo, manter o mistério.

Conhecemos aqui várias supostas origens... e sim, mesmo tendo uma visão mais precisa, próxima e completa, ainda é tudo vago, por incrível que pareça.

Arthur mesmo, nem existe pra dizer a verdade. O personagem que acompanhamos é resultado de anos de repressão e medicamentos fortes, e um controle que no fim, apenas mascarou o verdadeiro protagonista.



A origem dele, que numa parte chega a cogitar ser filho de Thomas Wayne (logo, Coringa seria desde sempre, o IRMÃO DO BATMAN!) é logo derrubada por uma enxurrada de dúvidas acerca do quão delirante e perturbadora era a infância dele.

Ele teria sido adotado? A adoção seria uma farsa criada pelo Wayne pra se proteger? Seria a mãe dele psicótica e abusiva? Teria ele sofrido horrores na infância ao ponto de ter cicatrizes psicológicas que refletem em, por exemplo, sua constante Risada Descontrolada em picos emotivos? Então, nada disso é revelado, pois não precisa ser revelado.

A construção dele é perfeita, pois do ponto em que nos deparamos com Arthur, ao momento em que Coringa mata Arthur pra tomar seu lugar por direito, tudo é satisfatoriamente conectado, explicado, e envolvente.



O nascimento, ou melhor, a libertação do Coringa é justamente o ponto alto desse filme, que pra mim, é o melhor filme da DC até hoje (eu disse o mesmo de Aquaman, e antes dele, eu dizia o mesmo do Cavaleiro das Trevas... então né... meu crédito ta ó, la embaixo...).

Cara, eu queria contar em detalhes cada parte do filme mas, compensa muito mais assistir. Veja, e tire suas próprias conclusões. Mas tenha estômago viu, ou melhor, mente. Coringa é um filme de Drama com "Horror Psicológico" e Patadas Sociais. Ele mostra exatamente a realidade do mundo, com personagens tão vivos e falhos que, deus, eu cheguei a chorar em uma parte, na qual sinceramente creio que eu não deveria chorar.



Na verdade, há várias situações em que emoções erradas e opostas às que deveriam ser geradas, são geradas. Por exemplo, tem um momento icônico em que Coringa (sim, ele já havia se transformado em tal) confronta policiais no hospital onde sua mãe acabou de ser internada, por ter sofrido um infarto, justamente por ter sido confrontada por esses mesmos policiais.

Então, depois dele dar uma senhora patada nos caras, dizendo que ele ta ali pra cuidar da mãe dele, os caras questionam se a doença dele, de rir descontroladamente, era real ou fazia parte do personagem. Ele responde algo como "Acha que eu sou palhaço?", e ao se virar, da de cara com uma porta de vidro, que não se abre.

Seria uma cena engraçada em padrões normais, mas, em meio a toda a composição, com a trilha sonora, e todo o background narrativo que precede, torna-se uma cena amargurante, vergonhosa, e nós nos sentimos tristes pelo Coringa e surpresos por ele não explodir e matar os policiais ali mesmo.

Esse é só um exemplo do que o filme nos faz sentir, e como ele desvirtua completamente nossa noção enquanto nos aproximamos na insanidade do personagem, e entendemos ela.

Por isso eu digo, tenha mente pra assistir, pois este é um filme intenso, perturbador, e com uma mensagem realista, porém bastante pessimista, sobre o quão cruel somos, o quão cruel o mundo é, e o quão cruel a realidade é.



Tem muitas cenas tão reais que, chegam a assustar pela frieza, e no momento em que percebemos que nos envolvemos e deixamos aproximar de um personagem tão grotesco, a vergonha nos toma. No fim das contas, este é um filme sobre um vilão, não sobre um herói, anti-herói, ou algo do tipo.

Apesar de se ambientar no universo DC, o realismo é a peça chave dessa obra. Sem super-poderes, sem nada que fuja do possível e provável... e isso assusta mais do que cenas viscerais ou jumpscary, por isso, tenho pra mim "Coringa" como um filme de terror.

Bem, em alguns momentos senti até referências a "V de Vingança", e toda a ideia anarquista que Coringa cria, sem querer, e também, na cena crua em que Coringa mata um cara ao vivo, senti um arrepio, fiquei assustado pelo fato disso já ter ocorrido no mundo real, e de ser tão simples e frio quanto é mostrado.

Isso porque a ideia original do Coringa ali era matar a si mesmo, e encerrar o seu sofrimento... mas ideias surgem nos piores momentos.

Alias, o final do filme, em que ele dança com sangue nos pés, dentro de um manicômio, seguido por um suposto motim, é aquele momento "em aberto" a la "Piada Mortal".

Antes dele ocorrer, Coringa se consulta com a psicologa de sempre, com a qual ele já havia se queixado sobre muitos de seus problemas reais e fora ignorado, e bem, ao meu ver, o sangue nos pés dele são dela.

Muito mais é deixado pra se interpretar, como o que ocorreu com a moça que ele achou que namorou, e a filha dela (que pelo histórico nas HQs, creio que foi muito pesado pra aparecer nas telas) ou o que ocorreu de fato com o Anão.


Tem certas coisas que nós conseguimos compreender depois que o filme acaba, mas é um exercício de imaginação, dedução, e conclusão.

Por exemplo, aquele momento em que Arthur se vê na televisão, participando de um show, e é pura alucinação.

Como é mostrado, Arthur vira e mexe pira tanto, mas tanto, que cria uma realidade própria e vivencia ela sem nem mesmo notar, e nós entramos no barco, o que deixa tudo muito mais confuso e misterioso. O que seria real, e o que não seria?



Até isso ser revelado, de forma bem chocante (a mina que ele namorava, nunca esteve com ele de verdade), dúvidas começam a surgir sobre tudo o que foi mostrado até então. As cenas, até aquele momento, são críveis e nada é suspeito, mas, depois que percebe-se que a mente dele gera coisas, as suspeitas vem a tona.

Uma delas, é o show de televisão. Ele e a mãe dele assistiam, e no momento em que ele se senta pra ver com ela, é coincidentemente o programa em que ele teria participado. No que é mostrado, da a entender que é uma gravação, e cenas do programa real e da gravação são intercaladas para que mergulhemos na experiência do próprio Arthur.

Daí, ele é percebido em meio ao público, e entrevistado ali, todo nervoso, mas orgulhoso, sendo defendido até em suas vergonhas (como o fato de ainda morar com a mãe, mesmo tendo bastante idade). Ele chega a ser levado ao palco, onde conhece seu ídolo, o apresentador e comediante com quem ele cria um vínculo paterno automático e é correspondido, com o apresentador, após entrar os comerciais, dizendo "Se eu tivesse um filho gostaria que fosse como você" e abraçando-o. Um momento tão terno e acolhedor, interrompido bruscamente para uma cena seguinte sem qualquer conexão, e sem qualquer conclusão.

Pois então, próximo ao fim, Arthur é convidado ao programa de televisão, o mesmo, mas em circunstâncias bem diferentes. Agora, ele foi humilhado publicamente após um show de Standup no qual "falhou", por causa de sua doença de riso, e foi ridicularizado na mídia. O programa tirou proveito de sua imagem, ganhou ibope, e como sempre, decidiu convidar a figura para que fosse mais humilhada ainda, em entrevista, gerando mais ibope ainda (quem não conhece programas assim?).

E ai, ele vai, com o plano definido em mente de se matar ao vivo, pra mandar sua mensagem a todos que tanto o humilharam. Ele tava tão certo disso que, até chegar aquele ponto, ele causa vários e vários crimes, sem o menor remorso. Mas ai, nos deparamos no encontro, no qual o figurão que ele idolatrava nem o reconhece, e nada se parece com aquela figura paterna com quem ele teria conversado... Além disso, o próprio Arthur, agora já como Coringa (inclusive usa o nome baseado no que seu ídolo o chama "Joker"), se apresenta e faz questão de dizer, ao subir no palco "É exatamente como eu imaginava".

Pois é, tudo aquilo na televisão, era apenas coisa da imaginação dele... e quando se torna real, a realidade fria faz ele mudar de ideia, se abrir, e fazer algo ainda mais impactante do que sua piada de "Toc-Toc".

O interessante desse longa é que ele funciona, tanto como uma Adaptação de HQ, que alias é pra mim a melhor feita esse ano, como um filme original, e em ambas as situações, ele não deixa a peteca cair de forma alguma.

Na verdade, a história é totalmente embasada no universo da DC, mas, não é fantasioso, e sim, realista. Essa realidade promove uma assustadora e familiar conexão com o espectador e esse foi o ponto que me aterrorizou. Talvez esse seja o "problema" do longa, onde muitos podem até dizer que ele é "tóxico" ou que pode influenciar ideias e ações negativas... e eu até concordo com isso.



A mensagem da anarquia passada pelo filme é escancarada, e a ode ao Coringa, um vilão tão maligno quanto em suas múltiplas versões é evidente, principalmente no fim. E é vergonhoso notar que no fim, estamos torcendo pelo mal, e conhecendo, compreendendo, e até concordando com as ações psicóticas de alguém tão insano... essa parte é o verdadeiro trunfo, e ao mesmo tempo, terror que o filme oferece.

Como história isolada, Coringa funciona perfeitamente. Se tirarmos os elementos da DC Comics, como nomes de personagens, ambientes familiares, e referências, temos uma história coesa de uma pessoa que ao longo de uma vida ruim, comum até, com altos e baixos, mas um passado tão traumatizante que nem é recordado, se converte aos poucos num simbolo para uma sociedade torturada pelos seus males, a beira do caos, e revoltada.


Mas isso não tira o fato de ser sim uma história de origem pro Coringa, aquele mesmo Coringa de sempre.

O "vilão" aqui, é o herói de sua própria história, mas isso não muda o fato de que ele é um vilão, e suas ações são vilanescas. Mesmo quando pintado como simbolo, mesmo quando erguido e ovacionado, ele não está ali com aquele propósito, apenas foi mais uma vez usado pela sociedade que ele tanto repudia, e é questão de tempo, até ele contra-atacar.


Espero que nunca haja uma continuação, pois essa obra prima, merece existir em solidão.

32 comentários:

  1. "Novo" Laranja mecanica e clube da luta.

    PS: poderia contar qual foi a piada que o coringa fez pro batman no final do piada mortal?!

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    1. Exato...

      Sim, eu conto:

      O Batman tenta convencer o Coringa a se aliar a ele, e voltar a sanidade. Depois de tudo o que ocorreu, ele ainda tenta fazer isso pelo Coringa, e ai o Coringa diz:

      "Desculpe, é tarde... hahaha... eu... lembrei de uma piada... escute...

      Tinha dois caras no hospício... uma noite eles decidiram que não queriam mais viver la, e resolveram escapar pra nunca mais voltar. Aí eles foram até a cobertura do lugar e viram, ao lado, o telhado de um outro prédio apontando pra lua... Entãoi um dos caras pulou sem problemas pro outro prédio, mas o amigo dele se acovardou... ele tinha medo de cair saca... aí o primeiro cara teve uma idéia... Ele disse 'Ei! Eu to com minha lanterna aqui, vou acenter ela sobre o espaço entre os prédios e você atravessa andando pela luz!' Mas o outro balançou a cabeça e disse 'O que acha que eu sou? Maluco?!' 'E se você apagara luz quando eu tiver no meio do caminho???' hahahaha... desculpe" Com isso o Batman começa a rir junto com o Coringa, que até então estava sério. Ambos estavam sérios, mas começam a rir muito... e ai ele coloca as mãos sobre os ombros do coringa enquanto gargalha junto, mas ao som da chuva, do nada, as risadas param.

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    2. É... sinistro mano... Joker junto com Darth Vader é o melhor vilão que existe, em midias em geral... e... DC melhor que Marvel pronto falei...

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    3. Coringa é épico, e cruel. Vader é um vilão redimido, Coringa por outro lado é bem controverso... Eu tenho ele como meu vilão favorito.

      DC é bem mais séria.

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    4. É uma escolha justa, tanto pra quem escolhe um ou outro, mas da pra respeitar sua escolha(hoje vai chuver né Max).

      Vc não quer polemizar kkkkkkkkkkk mas vc ja me disse que prefere a DC fora do blog(oloko ti dedurando ne max kkkkk), mas convenhamos a Marvel copiou muita coisa da DC, e seus super herois foram bem mais importantes na historia dos quadrinhos(só Homem Aranha bate de frente nesse quesito), e embora todo mundo fale do tão famoso MCU, no consigo ver um filme la que de pra dizer um "classico do cinema" como um Cavaleiro das Trevas, e vejo muito mais qualidades no filme do Coringa e no Aquaman do que muitos filmes da Marvel,pra não dizer todos(homem aranha 2 e guerra infinita foram otimos inegavelmente), e olha que Coringa e Cavaleiro das Trevas é muito mais raiz do que os filmes da Marvel com os seus exagero de efeito especiais. Os filmes fazem o sucesso que fazem por serem mais pra familia, o que leva mais pessoas da sociedade atual pro cinema(o que é algo bom até), mas é inegavel que as historias da DC são bem mais sombrias e complexas que a da Marvel.

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    5. E não entenda mal, não estou dizendo que a Marvel é um lixo e que seus super herois são ruins(sendo que curiosamente meu super heroi favorito de todos é um da Marvel), só estou dizendo o pq da DC ser melhor que a Marvel(e diferente dos marvelzetes que se encontra pela internet, com fundamentos). E acontece que muito marvelzete por ai são um bando de nutella(quem diria eu usando esse termo),que só abre a boca pra falar merda usando o hype dos filmes pra dar uma de bonzão e entendedor, sendo que muitos nunca abriram uma HQ na vida.

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    6. Eu queria só que Coringa batesse o recorde de bilheteria que a Disney+Marvel se esforçou tanto pra bater com Vingadores Endgame, mas sem qualquer esforço. Já imaginou o filme de 50 milhões (sim, ele custou só isso!) tem tudo pra ser muito melhor do que o repleto de efeitos especiais e entupido de elenco caro...

      Discutir pra que? Você ta certa uai... mas tenta não ficar revelando muito de nossas conversas, tipo, MEU NOME!

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    7. Os filmes da Marvel são mais infantis e família, enquanto os da DC, apesar de penarem pra encontrar uma identidade (por causa da Warner) acabam pendendo pro lado sombrio, justamente pelo tipo de roteiros que as HQs oferecem. Cada um acaba curtindo um dos dois tipos de "estúdios", logo, quem gosta de coisas mais animadas, topa Marvel, já quem prefere algo mais cabeça, vira pra DC. Existem exceções? Sim... tipo Shazam... um filme do car4lho da DC, que é totalmente infantil... e ao mesmo tempo "cabeça"... e tem é claro as Animações (que por incrível que parível, são mais sérias em sua maioria do que as da Marvel, mas ainda assim são animações), e tem a crise de identidade é claro, onde eles custaram a definir o gênero predominante no "DCU"... Eu só espero que agora decidam isso, com o sucesso iminente de Coringa, e façam mais filmes a la Aquaman, Coringa e Shazam. Se bem que né, já tem Aves de Rapina pra sair, que aparentemente é uma contraparte para Deadpool (e isso pode ser um pequeno erro), e tem o filme do Batman novo la... que pode entrar na mesma pegada de Coringa (torcendo pra isso, pra que seja um filme isolado e sério, realista, pé no chão, e sem fantasia)... A Warner e a DC tão fazendo suas apostas ainda, e pelo que sei, a Warner tem o péssimo hábito de cag4r com boas propostas (o Dark Universe por exemplo, era uma ideia perfeita, e fud3ram ela)... enfim...

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    8. Isso não vai acontecer, sabe pq?! pq a midia alem do mimimi do que é violento de mais e blablabla(são todos marvelzetes que no ultimato estavam até vibrando com cada coisa retardada do filme e fazendo as criticas mais exageradas da face da terra), ficou polemizando tambem que ele vai ajudar a causar mortes e blablabla, fazendo de tudo pra polemizar, é OBVIO que existe uma conspiração a favor da Marvel Studios(ainda mais agora com a Disney), Pantera Negra indicado ao Óscar foi o cumulo(ele foi bom, mas acha mesmo que não teve filmes poucos conhecidos mas melhores e mais interessantes do que ele em 2018?! pura lacração). Mas tambem tem o fator da classificação 18 anos, em comparação de um filme(para os kids) pra familia esse quesito pesa pra bilheteria. Mas que o filme foi MUITO melhor que ultimato isso é obvio que foi, só isso ja basta.

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    9. E a... eu só vejo a Ascenssão Skywalker com possibilidade de bater o ultimato na bilheteria... mas com o lixo do fandom isso tambem não vai acontecer.

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    10. Mesmo com os empecilhos, bem que eu sonho com essa possibilidade vaga de superação, pois na lógica, ele é superior.

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    11. Star Wars... pode ser legal... mas minha torcida mesmo ta no Coringa.

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    12. Pois é, eu as vezes me perco em sonhos.

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  2. Vc devia fazer mais posts sobre obras da DC aqui meu amigo.

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    1. Fato, eu deveria. Infelizmente eu sou meio aleatório na hora de fazer as coisas. Por mais que tenham várias obras da DC que eu sou apaixonado, na hora em que as vejo não surge a vontade de digitar. É o caso, por exemplo, das muitas animações, dos diferentes filmes, de alguns jogos, e por ai vai. Eu até pensei em analisar Injustice, pra falar um pouco mais do que eu acho do lado obscuro dos heróis, mas ai a vontade se foi.

      É algo chato, eu sei, mas é como eu funciono. Eu regulo esquisito.

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    2. Vc tem uma ideologia de não ver mais as coisas depois que digita...

      Varias coisas que vc poderia fazer post... Batman contra o capuz vermelho(animação classica e excelente da DC a nivel filme live action... e em varios bem melhor), Batman Ano Um, Superman e Batman inimigos publicos, o Injustice que vc citou fazendo comparação com o MK vs DC(seria bem interessante), e os jogos do Batman de snes.

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    3. Tava me convencendo e eu até tava acenando com a cabeça e crescendo os olhos até chegar em "batman de Snes". Srta Bia... eu tenho trauma desses jogos de heróis do Snes. NUNCA consegui terminar um jogo de super herói de Snes. Já perdi fins de semana da locadora (só podia pegar 1 fita por vez) por causa desses jogos malditos, e passei tanto ódio (sim, ódio) que eu tenho péssimas memórias desses jogos, inclusive Batman de Snes. Batman, Homem Aranha, Xman, esses games estragaram meus fins de semana com frustração pura!

      Verdades sendo ditas... mas... ainda assim eu pretendo sim analisar mais as obras da DC. Elas são boas ué.

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    4. Tu era tão ruim assim bro kkkkkkkk mas é os cara exagerava na dificuldade nos joguinhos de super herois dos anos 90(até a capcom rainha do gameplay colocava uma dificuldade ABSURDA nos que ela fazia da Marvel), mas ta faz de conta que eu falei ate só antes dessa parte lol

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    5. Ta certo rs. Curioso que ontem mesmo comentei com meu colega sobre minha dificuldade com jogos de heróis. O trauma é cruel.

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    6. Se bem que tinha uns que era dificil por ruindade mesmo, batman returns é um desses(mano os cara cagaram).

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    7. Eu não lembro os títulos em detalhes, mas lembro que era ruim de mais pra jogar, comandos estranhos e tipo, eu fiquei preso em pontos impossíveis de prosseguir. Creio que seja esse (nem vou pesquisar pra não ficar traumatizado).

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    8. Na verdade era o forever, eu confundi o nome, esse foi o auge da tosquera.

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    9. Pra mim, todos foram então, sem diferença.

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    10. Tosqueras?! só que não bro, a maioria dos do batman e do spider era topizera, não confunda dificuldade com tosquera, o unico que foi é o forever.

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    11. Ta certo... mas eu me lembro de ter sofrido inclusive com jogos do aranha.

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    12. Max vc devia fazer posts sobre jogos tosqueiras, num tom mais de humor, seria otimo pra descontrair, como aquele que vc fez do Max Payne 3 mesmo que foi de maneira não intencional kkkkk

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    13. A ideia é ótima, mas esses games são um sacrifício!

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  3. Eu fui assistir esse filme, e enquanto alguns riam de algumas cenas, eu simplesmente fiquei sério, analisando cada cena nas quais pude perceber a genialidade de Phoenix, e vendo essa análise eu pude ter mais noção disso tudo. Bem, eu me vejo como o oposto do coringa, pois apesar de eu ser filho de uma pessoa que enlouqueceu ao longo da vida, eu sempre procurei ser sério e não me abalar ou me corromper. Enfim, belo filme, bela análise.

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    1. Sr Webit... o sr assistiu de forma correta, e acho que sua experiência no cinema foi até que meio prejudicada pelos que riram. Isso é tão chato... por isso que não gosto de ir ao cinema...

      Bem, é interessante conhecer um pouco da sua vida sr... e que bom que conseguiu chegar tão longe apesar dos pesares.

      E bem... valeu sr... valeu...

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  4. E esse trailer de Coringa versão Kiko é genial

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