Série: Garota de Fora 3: Recomeço (The Girl From Nowhere 3 - The Reset) - ATUALIZADO: Episódio 6

Garota de Fora 3
Recomeço



A série da caçadora de pessoas ruins, chamada Nanno, voltou, mas não em uma terceira temporada. Na verdade, a série sofreu um soft reboot, ou seja, foi parcialmente reiniciada através de troca de elenco. Porém não deixa de ser a tão aguardada terceira temporada (e aqui começam as contradições), já que é impossível que a versão "original" retorne.

Esquisito isso rolar com uma série que já é marcada pela troca constante de elenco, já que cada episódio costuma ser antológico, mantendo somente a aparência e nome da personagem Nanno, mas moderando seu destaque pra se somar ao tema de cada história. Era sempre uma Nanno, com o mesmo rosto e modus operandi, mas nunca foi a mesma personagem vista anteriormente... só que isso mudou. 

Explicando: Nanno sempre viaja entre escolas, em praticamente universos diferentes, conhece pessoas diferentes, e causa conflitos diferentes. Só que pela primeira vez a própria Nanno também foi afetada.

A atriz que interpreta a Nanno mudou, e com isso a série passou a ser outra. Não que fosse necessário expor a transição já que no final da segunda temporada ficou subentendido que a personagem "mudaria". E infelizmente, pelo menos no começo, a série não soube aproveitar a oportunidade pra expandir sua própria mitologia.

Enfim, bora comentar semanalmente o que cada episódio trouxe de bom e ruim, já que a Netflix decidiu explorar ao máximo essa nova fase de "Garota de Fora".

Boa leitura.


A Mudança da Atriz


Durante a primeira e segunda temporada a atriz que dava o rosto pra Nanno era Chicha Amatayakul, o que com certeza ajudou na promoção da personagem. 

O carisma dela, as expressões, a risada maléfica, tudo isso só incorporou e ajudou na construção de uma verdadeira lenda.

Só que aparentemente ela decidiu seguir carreira na moda, e se afastou de projetos mais televisivos, assim abrindo espaço pra outra atriz brilhar. Curiosamente, dentro da história da série, no final de "Garota de Fora 2" a própria Nanno "passa o bastão" pra uma versão diferente dela, sendo uma garota que ousou desejar seus poderes pra si (Yuri).


A série poderia se aproveitar disso pra mostrar o surgimento dessa segunda versão, que poderia ser interpretada pela Chanya Mcclory (Yuri), mas ela optou por apenas ignorar a outra atriz e contratou uma nova: Rebecca Patricia Armstrong.

Com uma atuação completamente nova, essa nova Nanno segue os mesmos padrões da antiga, ignorando aparentemente a construção da outra série, e apenas aproveitando a ideia de uma colegial em eterno intercambio, ajudando a ferrar com a vida de pessoas consideradas inapropriadamente malignas por ela.


A atriz é boa, mas talvez o roteiro não esteja favorecendo ela, e a dublagem então... só prejudicou ainda mais sua estreia. É que na versão dublada, o nome "Nanno" foi repetido cerca de 198 vezes isso apenas no primeiro episódio.


A própria se refere a si mesma sempre em terceira pessoa, mas isso só acontece na versão dublada. Com legendas, e em tailandês, ela fala como uma pessoa normal. 


A Série Mudou?


Em todo caso, o maior erro da série não foi a trocar da atriz, mas subestimar quem a assiste achando que precisa desenhar tudo pra gente entender que "é outra versão". Apesar de permanecer sendo uma série produzida pela Tailândia, manter o formato antológico, preservar o nível de violência visual e psicológica (um pouco mais censurado mas, ainda há, o que reduziu a classificação pra +16), e claro, separar ela no bendito catálogo.


A Netflix fez questão de separar ambas no catálogo, sendo que espiritualmente e essencialmente, "Recomeço" vale como terceira temporada de Girl From Nowhere (Garota de Fora), e independente de quem seja a Nanno, a série nunca foi sobre ela (principalmente em questões de aparência).


Lançamento episódico semanal também não ajuda muito mas, pelo menos ela voltou né? Nanno voltou... certo?


Episódio 1
Sky


Nanno é famosa! Deixou de ser algo oculto e misterioso pra virar uma personagem famosinha das redes sociais, ou pelo menos um tipo de lenda urbana da criançada. É assim que a série recomeça pra gente.


Um cara chamado Sky, que sofre bullying, procura incansavelmente pela lendária Nanno, a vingadora das escolas, e relata tudo o que ela é, como se todos no mundo inteiro já soubessem.

Mas essa ideia só serve mesmo pra reapresentar a personagem pra gente, sem ter de contar outra vez mostrando que ela muda de escolas, que ela tortura psicologicamente e fisicamente pessoas ruins, e que ela vem e vai num piscar de olhos.


O próprio enredo do primeiro episódio só usa isso como uma muleta simbólica, abandonando ela na primeira oportunidade, o que até incrementa o mistério, fazendo parecer que Nanno manipulou todo um mundo para conduzir sua vítima da vez.

Tudo começa com esse cara procurando ela por pura vingança pois quer usar os poderes dela, pra acabar com o seu valentão. Mas ele falha miseravelmente, e decide se matar, e quando o faz, ele a encontra. 


Mas essa morte também é simbólica (ou será que não?). A série mostra o personagem se enforcando e em seus últimos suspiros, invocando a majestosa Nanno, e em seguida ele apenas se liberta da forca e se torna aliado dela na luta contra o mal.


O assediador da vez é um cara genérico que sofre abusos do pai, e desconta nos coleguinhas, sendo aquele valentão agressor de sempre. 


E ele é torturado, cortado, humilhado, tudo pra fazer a graça de Nanno.


Mas no fim, bem no finalzinho, Sky muda de personalidade, se transforma num cara bondoso e nada vingativo, que opta por poupar o valentão, e até quase desenvolve um romance com àquela que tanto procurou.


Esquisito, mas válido no contexto da jornada de Nanno. Ela nunca está nas histórias para ajudar, bem ou mal, ela está lá pra abrir portas, janelas, botar tapete e permitir que as pessoas escolham seus caminhos.

Apesar da pose de justiceira ela é só uma espectadora do caos, alguém que gosta de rir e se divertir enquanto os humanos cometem seus muitos erros.


E pra sua surpresa, em sua primeira aventura, ela testemunha um clichê de reviravolta no roteiro.

Ela própria mostra como desejava que tudo acabasse, o a série entrega o final bom, com todos saindo quase ilesos, e com uma lição aprendida: Evite bater no cara que só fala da Nanno.


Enfim, o primeiro episódio reapresenta a personagem, ela acaba rindo muito à toa e isso é incômodo, além dela só aparecer de verdade depois da metade da história, e pouco ou nada faz.

A Nanno de agora usa alucinações como principal ferramenta, não se esforça muito pra levar lógica pras suas ações, tanto que ela se transfere pra escola nova no dia de uma prova e no mesmo dia já conclui toda sua "vingança".


O mistério dela fica um pouco prejudicado por causa da sua "fama", só que depois que ela surge voando como um anjo maligno invocado por um sacrifício pagão com forca, todos no mundo parecem não saber quem ela é.

Na verdade se tem algo bacana do episódio é isso. De início ele nos mostra imagens dela no google, mostra comentários de pessoas sobre sua lenda, comunidades em fóruns dedicados à sua procura, e o protagonista maluco por ela. Só que depois que ela surge, nada disso realmente existiu, quase como se ela tivesse empurrado essas ideias para o Sky.


O ponto máximo da obra está ai, pois as histórias de Nanno nunca foram sobre tortura, sobre vingança, sobre terror bruto, mas sim sobre psicologia pura, e um tiquinho de terror sobrenatural misturado com subliminar.

Nunca podemos acreditar em tudo que vemos quando Nanno tá em jogo, e nesse quesito, a série voltou com tudo.


Ps.: "Paralelismo"... a série parece ter apostado alto nessa característica no primeiro episódio. Muitas cenas e situações se baseiam em repetições, apenas alterando a perspectiva. E isso levanta um importante questionamento sobre a própria Nanno.

Ela foi com uma expectativa, de que todos os seres humanos atuariam exatamente igual, e que todas as ações geram reações equivalentes, porém mesmo ela narrando que o cara mau era mau pois haviam feito mal pra ele, e que isso provavelmente se repetiria com a nova vítima, a vítima da vez não terminou mau.

Pelo contrário, ela passa pelas mesmas situações que o cara mau, mas escolhe certo e termina positivamente, o que até causa estranhamento pra Nanno. O real ensinamento do episódio é "Não faça com o outro o que não quer que façam com você." e isso parece ser a chave pra encerrar ciclos.

É um pensamento interessante a se abordar, o que só agrega pra série e, tomara que façam mais disso. Em todo caso, eu esperava um desfecho mais cruel... afinal ainda é uma série de Terror Social.

Episódio 2


Calcinhas


O episódio agora fala dos tarados nas escolas, jovens que fotografam garotas em situações vulneráveis e vendem as fotos em grupos de pervertidos.


Apesar de algumas garotas identificarem os tarados, e exporem eles, eles tinham costas quentes e tudo era liberado na dita escola, até que Nanno chegou.


Nanno inverte os papéis, dá poder e informação pras garotas e conduz um maquiavélico plano pra expor ainda mais os pervertidos, e ainda torturá-los não apenas fisicamente, mas moralmente.


E funciona.

O episódio pode até não ser explícito ao extremo, afinal ele se concentra em calcinhas, mas pra bom entendedor poucas palavras bastam. Ele expõe a parte mais suja do mundo onde é fácil se esconder uma câmera, e escancara uma verdade absurda.


Basta imaginar, garotas em vestuários estudantis, banheiros, situações onde não necessariamente a calcinha é o "troféu" pros tarados de plantão. Chega a ser bizarro como mostram a facilidade para obtenção de tais imagens, e o descaso feito com a privacidade alheia.


O pior nem é isso, mas o caso das "costas quentes". No começo quando as vítimas são acusadas de culpadas por não protegerem seus corpos, parece absurdo mas também faz parte de um discurso até comum na sociedade. Muitos culpam quem usa saia curta como alguém provocativo que é responsável por ser invadido e exposto, sendo que na realidade, nem deveria existir abertura pra tamanha ofensa.


Mas tudo fica ainda mais impressionante quando é exposto que a mãe de um dos alunos, também é a principal pessoa a lidar com regras infrigidas, e a única à quem poderiam recorrer. Isso cria um distúrbio, abre brecha pra continuarem, mas felizmente Nanno surge pra trazer e fazer justiça.


Há um momento único de tortura física, em que um cachorro é usado pra devorar as bolas de um dos garotos que ousou demais. E a aparição desse animal cria um precedente novo em Garota de Fora: Ela tem um aliado.


Ele apareceu no primeiro episódio também, ao lado do garoto que sofria bully e como um teste pra ver se ele projetaria o que faziam com ele, no dito animal, para se proteger. Mas ele poupa o cachorro, o que é bem simbólico na obra que "espelha" os feitos do Bully no Sky.


Mas aqui, o cachorro aparece como guardião de Nanno, não que ela precisasse disso.

O ponto alto do episódio é quando o plano real das meninas, delegado por Nanno, vem à tona, justamente no dia das mães, envolvendo as mães dos delinquentes.


E cara, é um dos momentos mais apoteóticos que vi na série, ao mesmo tempo de ser algo muito desconfortável. E olha que pegaram leve viu, pois se a série quisesse poderia ter vulgarizado tudo e tornado tudo muito mais explícito, mas ela tem um controle bastante preciso do que precisa ou não mostrar, pois o tema funciona mesmo sem revelar de mais.


Por fim, houveram dois problemas graves com o episódio que me pareceram desinteressantes.

O primeiro, e Nanno mostrar a própria calcinha, o que foi uma promessa aos pervertidos de plantão que assistem ao longo de todo o episódio, mas não era necessário. O episódio o faz como se carimbasse um selo de "tortura visual" para quem assiste, mostrando ela se expondo e feliz por tal.


Mas eu não entendi a mensagem disso. O corpo é dela, ela mostra pra quem quiser, mas precisava mesmo expor assim? E outra, na tortura psicológica dos caras tarados, que ficam com os olhos forçadamente abertos estilo "Laranja Mecânica", isso realmente seria uma tortura?


Se pensar, eles estavam vulneráveis pra caramba ainda mais depois do líder descobrir que se tocou olhando fotos da própria mãe nua sem saber, mas premiá-los com uma visão de uma calcinha reluzente escrita "Nanno" realmente é um desfecho ruim? Sei lá, eu fiquei constrangido.

O outro ponto ruim foi Sky, retornando. Sim, ele voltou, um personagem que deveria se limitar ao primeiro episódio, permanece em busca de Nanno, permanece vivo inclusive, e será um personagem recorrente.


Ele vê os feitos dela num celular, em outra escola, e parece querer achá-la mesmo ela já tendo ajudado ele. Já houve recorrência de personagens antes, foi o caso da Yuri... mas lá a perseguição se justificava.


Aqui, parece um garoto completamente obcecado além de sua própria causa (que era o bullying que sofria) e quer apenas a Nanno, por querer. Prevejo ele se dando muito mal...

Ah, e outra coisa: Nanno tá pegando o protagonismo sempre! Tanto que agora as personagens foco do episódio, tanto as garotas quanto os garotos, são meros fantoches dela (inclusive não tem nomes, e se tem são irrelevantes). Parece que o show se concentra em mostrar ela revelando algum arquétipo social corrompido, e levando soluções pra condenar os envolvidos, mas Nanno não era de se envolver tanto antes.


Episódio 3


Hater


Não sei se entendi bem mas, pela primeira vez Nanno está totalmente errada em tudo que fez, e ainda sai orgulhosa disso? O episódio em si é muito interessante, e ilustra uma guerra virtual como se fosse uma guerra física e tá bem legal isso...


Todos estão no celular, numa briga de #salve ou #bane e pra ilustrar isso, a série mostra uma guerra de pessoas mascaradas num pátio enorme, valendo todo tipo de violência como protestantes new age. E ai que tá, isso é uma representação da galerinha usando contas nas redes, rostos falsos, nomes como disfarce, e encobrindo suas reais personas.


Mas o resto do episódio só não faz sentido algum. 


O vilão é um hater que não gosta de um famoso da sala dele, o grande e amado herói, que tem um canal onde posta vídeos bobos ao lado da cachorra de estimação dele, e por isso, e o fato de ser rico, e o fato de ser bonito, e o fato de ser falsamente adorável com todo mundo, torna ele cada vez mais famoso.


Enquanto isso o vilão, que é isolado, tem seu canal nas redes ignorado por todos, não tem amigos, e até mesmo perde em atenção pra própria mãe (que segue o colega dele e ignora ele o tempo todo) extravasa criando meia dúzia de contas falsas pra bancar um hater, dando deslike, xingando, enfim, coisa de otário.


Mas ai vem Nanno, e força ele a se tornar um líder comunitário digital, apurando fatos, pegando verdades e expondo sobre o famoso, e fazendo de tudo pra derrubar a fama dele só por pura inveja, mas simultaneamente fazendo algo relativamente justo: Mostre a verdade pros fãs dele.


Tipo, ele é famoso por ter resgatado uma cadela e cuidado dela, mas isso era mentira, ele COMPROU... poxa vida, comprar ao invés de adotar ou resgatar, e depois mentir sobre isso pra crescer em fama? O cara merecia ser exposto!


Mas talvez não do jeito que foi, apesar disso só ter servido pra alavancar ele nas redes... a questão é que o papel de Nanno nisso tudo foi absolutamente contraditório.


Ela ferrou com a vida de um cara que já era ferrado, afinal ele ainda era pobre tá! Eu fiquei com pena do hater, e estou realmente sem entender qual a mensagem desse episódio.


Enquanto no primeiro, um Bully é vencido com Nanno estimulando Bullying contra ele, e no segundo assediadores são vencidos com assédio contra eles, agora a coisa simplesmente foi totalmente desequilibrada. 


Um hater sofrendo hate? Claro que não, ele foi humilhado, perdeu tudo que tinha, e ele nem tinha muito.


Isso tudo enquanto um figurão todo cheio de mimos se dá bem, pisa no cadáver figurativo dele, e ascende à fama. 



É sério, essa é a imagem de justiça! Eu fico imaginando, é assim que todo famoso se sente quando vence um hater? Pois tecnicamente, se a pessoa não gosta do que você cria, esmagar ela e pisar nela não deveria te dar satisfação, deveria te fazer rever o público que você alcança isso sim. Talvez escutar e tentar entender o que a pessoa não gosta, ou só ignorar mesmo, mas sério, usar ela como peso morto pra crescer? Magnífico isso, muito inspirador... nossa que coisa linda viu.



Ta de sacanagem que essa era pra ser uma história de redenção midiática? Nossa, vamos mostrar como os haters são ruins pra sociedade virtual, fazendo ele parecer o único sensato e injustiçado de toda a obra.

Se essa nova Nanno já não convencia, agora então me perdoe mas, pelas regras dos 3 episódios, eu abandonaria a série.


Muito ruim, e piora... mas piora muito.


Sky é o Protagonista


Terceiro episódio e agora o nosso amado Sky aparece tanto no começo, quanto no meio dele... e caramba, ele ta realmente stalkeando a Nanno.

E ela sabe disso, e tá gostando disso, ta deixando isso acontecer, pra?


Essa Nanno... sei não... tá muito errada.


Ou ela não é a versão correta, tá distorcida e corrompida apenas existindo pra levar o caos, ou de fato os criadores perderam a mão e esqueceram a essência da personagem.


Afinal, criar um par romântico pra ela que viaja entre realidades e sempre sabe onde ela está, ai já foi longe demais.



Episódio 4


OnlyNanno


É, oficialmente a série se perdeu.

Este episódio é longo, repleto de silêncio incômodo, promessas vazias, e um sentimento de nada a contar.


É evidentemente uma crítica às redes sociais adultas, onde rolam trocas de imagens, vídeos e favores sexuais. O problema é que a série não consegue mostrar isso, nem mesmo na onda sugestiva que vem seguindo.

Há nudez, mas não de personagens como Nanno ou a vítima da vez, e sim de um modelo nu artístico desfocado numa aula de arte. E isso até sugere que ao longo do episódio haverão cenas desconfortantes, mas a ideia se perde num limbo.


O pior é que dessa vez tiraram completamente os holofotes do personagem principal, pra focar somente em Nanno, e o significado do episódio inteiro se perdeu num fanservice distorcido, sem nada demais, apenas um monte de sugestões vazias.


A protagonista é Blosson, uma moça universitária que gosta de seduzir nas redes, e fica se expondo em troca de elogios. Ela nem chega a ficar nua, só que ela é famosa pra caramba na universidade que frequenta, pois grava vídeos e faz lives dizendo coisas sujas como "Eu to de pijama" ou "Ai safadinhos".


A série agora sai das escolas convencionais e vai pra universidade pois num tema desses, não podem haver menores. De certa forma isso não quebra o padrão de Nanno, mas prejudica a imersão, já que tudo fica num tom bem infantilizado. O plottwist mesmo, onde um adulto pagaria pra dormir com a vítima, acaba ficando sem qualquer impacto afinal, são dois adultos, e foi tudo consentido.

Tentam desviar o foco do tema, repetindo incansavelmente a frase "Meu corpo, minhas regras", numa alusão ao fato da personagem se dar liberdade de vender o corpo e imagem, mas convenhamos: O corpo realmente é dela, e ela não fez mal pra ninguém... ela já é adulta, ela nem foi longe demais, ela na verdade espalhou uma ideia de liberdade, só isso.


E se o tom da obra já não caísse bastante por essa censura conceitual, ela se auto sabota ao botar tudo somente na conta de Nanno.

Nanno surge do nada, invejosa pra caramba, e abre uma conta no "OnlyNanno" (paródia do Onlyfans) e começa a elevar o nível das apostas. Ela passa a mostrar o sutiã, tirar a calcinha, provocar os fãs com palavras provocantes, e até marcar encontros por doações à universidade.


Cara, que realidade bizarra é essa? Numa obra que se leva a sério, esse "elevar o nível" iria bem mais longe. E nem precisava mostrar nada, bastava sugerir. Há inclusive uma parte em que ela "se abre" pros tarados no chat, mas a câmera mostra apenas o necessário pra gente entender, o que funcionaria, caso repetissem a fórmula sem medo...


E tinha espaço pra mais coisas assim rolarem, contextualizando e deixando claro o tema, pra quem não entende a razão dela ficar encarando um celular no escuro... só que a série não consegue fazer muito.


A Blosson fica enciumada por perder a fama na universidade, e tenta sabotar a Nanno, mas nada acontece.

Ela apenas vira um personagem secundário na multidão, que Nanno insiste em falar que é tudo graças a ela... e tudo isso pra? Se Nanno não lembra que ela existe, ninguém lembra dela.


No final, Nanno transa com o diretor, e é conceitualmente "estuprada" pelos demais estudantes que tinham pagado pra participar de um sorteio de "uma noite com ela". Só que isso é bem mal feito.


Ela marca de dormir com o diretor publicamente (sem dizer que é o diretor claro), e dá endereço e hora do evento, e todos os demais pervertidos vão pra pegar ela no flagra e tirar vantagem, mas ao invés de fecharem uma porta e deixar a sugestão pra nos perturbar... eles apenas fazem os caras esquartejarem a Nanno...


Com muito efeito especial, sangue falso (digital mesmo, colocado no pós produção e visivelmente falso). O ruim disso não está na representação da violência contra o corpo humano, trocando carícias por esquartejamento, mas na redução do impacto que isso causa se comparado ao que poderia causar. 


De fato, apenas afastar a cena, mostrando Nanno sendo coberta por homens, e depois focar em outra coisa, já deixaria um trauma evidente. Mas fizeram escolhas ruins, e ainda encerram o episódio revelando que Blosson não aprendeu nada.


Continua a sacanagem nas redes, mas agora com mais liberdade ainda, e aquela mensagem incômoda ao público de que, há certas lições que mesmo chegando ao extremo não ensinam pra quem não quer aprender.


A pseudo protagonista encara a câmera, chorando e sorrindo enquanto tira a roupa e... baita final legal né? Seria se o episódio conseguisse construir isso de forma digna.

É apenas vazio. Uma ideia interessante, mas que precisava de acidez, coragem e ousadia, pra funcionar, e não apenas caras, bocas e muito silêncio.


Pareceu só uma história bem infantil, que quer expor uma realidade bizarra, mas não sabe fazer isso. Essas coisas, de garotas expondo os corpos ou até se vendendo, acontecem, mas do jeito que a série mostra, parece tão bobinho o tamanho risco que correm.

Também ridicularizam a escolha pessoal, a liberdade, dizendo que "Ela se mostrar é um pecado punível com a Nanno" quando na realidade, qual o verdadeiro risco de se expor nas redes? Aqui isso não ficou nada claro.


Resumidamente, é como se a Nanno tentasse falar que roubar é errado, e pra isso mostrasse um vídeo de um cara pegando o nariz de uma criança, naquela brincadeira do "Peguei seu nariz" com o polegar entre os dedos, e depois saísse em câmera lenta, enquanto a criança chorava acreditando que perdeu o nariz.

Então? Baita trauma ver que o nariz da pobre criancinha foi roubado né. Nanno encerraria dizendo "Viu, nem todos estão felizes" faria cara de maligna e sairia com a trilha sonora dela ao fundo.


É bem ridículo.


Sky Outra Vez


No meio do episódio ele aparece e tem um encontro num cinema com a Nanno. Cara, ela faz ele vencer um sorteio de doações, pra ter um encontro sensual com ela, mesmo ele não tendo doado nada.

Já é esquisito ver que o cara tá tão stalker que até o Onlyfan provisório dela ele achou, mas o mais bizarro é ver que Nanno tá estimulando ele.


E o tal encontro sensual, é um cinema, vazio, e só isso. Sem beijos, sem nada além, apenas um filme. Em que mundo isso é sensual?


Ainda bem também, afinal imagina já entregarem a grande reviravolta, do Sky pegando a Nanno, ainda no quarto episódio.

Vão arrastar a ideia até o fim, e provavelmente vão dizer que foi tudo um plano longo dela, pra torturar um stalker.


Se bem que, a série já se perdeu tanto, que tá longe de funcionar.


Episódio 5


Corrupção


O quinto episódio continua apostando em "terror social", e desvia mais e mais do que Garota de Fora foi um dia. A ideia já ficou bem clara: O tema das escolas não importa, o que importa são os males da sociedade. Agora, o alvo é a "Política".


Quando se pensa em política escolar, a primeira coisa que imaginamos é "Presidente do Conselho de Classe". Algo clássico que envolve votação, escolha popular de um representante oficial das turmas. Mas, não, este é o tema do episódio seguinte...

Aqui, o que vemos é uma analogia à política bruta, com direito a revolução, anarquia, corrupção e até ditadura. É uma forma de denuncia disfarçada com uma roupagem estudantil, quando isso simplesmente não condiz nem combina em absolutamente nada com o espaço escolar.


Resumidamente, um grupo de professores desviam verba da escola, destinada à restauração de um campus, e isso bota toda a escola em risco. A diretora faz vista grossa em sua ignorância, e um grupo de 5 estudantes forma uma rebelião que enfrentará de forma anárquica, espalhando denuncias e noticias sobre falhas na restauração do prédio, combatendo a diretoria sem tentar conversar, tudo para assim impedir a inauguração.


Paralelo a isso, os estudantes ficam sempre tendo o foco desviado pra noticias secundárias, enquanto os professores se fartam da ignorância da diretora. 


No fim, tudo dá errado para os corruptos, que são esmagados pelo prédio, enquanto os estudantes são todos salvos graças ao desvio de foco.


Se reparou bem, é uma analogia: Professores são políticos corruptos, a diretora é o presidente ignorante, os estudantes são a população, a escola o país, e o grupo de rebeldes são os defensores que tentam a todo custo informar, mas precisam enfrentar obstáculos como a falta de interesse da maioria.


Se olhar assim, nossa, genial, conseguiram resumir todo um conflito sócio-político em um episódio de meia horinha, e tem muito país que se enquadra nesses padrões denunciados de pura corrupção... mas aí que tá: Onde que isso tudo se encaixa na realidade escolar?


Desde quando alunos podem impedir uma construção estudantil se ela nem foi votada? Desde quando um diretor pode ditar regras sem nem comunicar os pais? Como que uma verba estudantil é desviada pra uma empreiteira, e uma construção é feita ou restaurada sem inspeção de segurança?


O episódio inclusive começa (em preto e branco, fotografia usada sem significado algum diferente de um certo episódio na temporada original) partindo de um grupo de estudantes tendo de denunciar os demais membros da rebelião, para não serem executados... digo presos... digo expulsos pela ditadora... digo presidente... digo diretora.


Sendo que desde quando um anuncio de expulsão é feito em palanque político? Desde quando os pais não são chamados? Desde quando nem a polícia, nem a defesa civil, nem qualquer responsável real é convocado?


O episódio extrapola na suspensão da descrença, e isso é um pecado gigantesco pois não deveria ser algo exigido pro enredo base. A gente já faz um esforço pra aceitar a imortalidade e onipresença da Nanno, dentre toda a fantasia na qual os episódios costumam se limitar... mas agora até o enredo?

Se era pra ser sobre política, deixasse o tema escola de lado e partisse pra tal, ou fizessem um esforço maior pra incluir o tema no cenário. Mas, como Garota de Fora consiste na estudante misteriosa surgindo, não podem ir longe disso, e fazem essa lambança com protestos políticos num ambiente não político.

Nanno Irrita

A Nanno mais uma vez é a o foco em personagem, tanto que o grupo de rebeldes nem tem nomes memoráveis. São só coadjuvantes em mais uma trama maluca da moça.


Ela dança, quando não faz sentido dançar, ela gesticula, quando não tem motivo pra gesticular. Ela faz caras e bocas, a trilha sonora acompanha, e a gente pensa "Era pra isso arrepiar?" quando na verdade, é só muito incômodo.


A identidade da personagem como "Figura do Caos" tá perdida, tanto que aqui ela atua dos dois lados, para no fim dizer que ajudou o lado certo, mas ainda deixando um ar de que fez algo errado.


Quando a gente tá vendo que nada ali aconteceu por causa dela! O prédio tava caindo de qualquer jeito, ela só enrolou pra tudo se concluir... os rebeldes mesmos já estavam conseguindo vencer e iriam conseguir salvar a todos com suas denuncias. Ela só surgiu pra bagunçar, e no fim ainda saiu como vencedora, sendo que ela não fez nada de importante.

Mó oportunista essa Nanno, e um exemplo perfeito é a cena do cachorro. No final, o cachorrinho da diretora sai do prédio sozinho, ele corre as escadas, a câmera acompanha toda tremida, a gente vê ele se salvando...


Pra no fim Nanno aparecer com ele no colo como se ela fosse a salvadora. Cara? Ela literal tomou créditos pelo que o cachorrinho fez sozinho!


Mas o episódio insiste em focar nela, nossa a Nanno espiona, ela aparece quando ninguém imagina, ela tem planos complexos, ela está a frente de tudo, quando só foram um monte de coincidências.


Ela manipula as redes, faz todos focarem num casal da escola, desviando o foco da construção ruim, desviando o foco da corrupção, pra no final fazer todos evitarem entrar no prédio junto dos professores, para olhar o casal se reatar. Isso é uma solução fraca pra um problema desse nível.

Filmografia Ruim


O episódio força uma câmera tremida, como se fosse um documentário... mas apenas no começo.

Ele também tem um filtro de preto e branco com destaque em vermelho, quase parecendo algo cinematográfico sendo que, não serve pra nada.

É só pra falar que foi no passado o evento, e pronto. Isso faz o episódio ser cansativo, arrastado, e a má filmagem resultante da câmera tremida causa enjoo.


Precisava? Não, nada disso combina com o tema. Poderia ser usado num formato found footage documental talvez, daria um foco a mais, mas com este roteiro talvez só matasse a ideia ainda mais cedo.

Sem contar que há humor pastelão ao longo do episódio, coisas que são desfocadas pela câmera pra gente notar só em segundo plano. A insistência nisso desvia ainda mais o foco, tornando o episódio confuso. Não sabemos se ele tá tentando ser engraçado, ou quer subverter nossas expectativas pra horrorizar com algo traumático nos pegando de surpresa... 


Mas em todo caso, ele é tão levinho que nem parece ser parte de uma série de terror social. Pelo menos nenhum cachorro se machucou nessa temporda...


Sky Outra Vez


Ele é convocado por Nanno numa mensagem de celular no fim do episódio, nos fazendo achar que ela tem planos pra ele, ou só ta flertando mesmo.


Infelizmente isso não era necessário. Já configurou um dorama, com desvio de foco nessas histórias sem nexo.


Episódio 6


Eleições


E aqui chega o final da temporada, com apenas 6 episódios.

Nele, Nanno, a garota nova, concorre às eleições da escola, contra o favorito que esbanja honestidade mas esconde um eu violentíssimo.


Ela induz ele ao erro só pela competitividade, e no fim mesmo com ele agindo de forma correta, ela o força ao caminho dos erros até ele errar.


Nanno tenta provar que os humanos são falhos o tempo todo, e que mesmo acertando, estão errados. Ela não quer evitar nada, não quer ensinar nada, só busca pela comprovação de que todo mundo não presta, e se presta morre antes de começar a não prestar.


E ela confirma isso aqui. Pois enquanto fica insistindo em ferrar com o concorrente, provocando, pegando provas de corrupção, e fazendo com que ele próprio sucumba ao desespero e raiva, ela também retorna lá pro Sky.


O cavaleiro branco surge pra salvá-la num momento corriqueiro pra ela, e ela vê a luz deixar os olhos dele, confirmando assim sua principal teoria. Explicando: O político tenta matar Nanno por ela encher o saco, e o Sky aparece do nada, e salva ela, morrendo pra um lápis na goela segundos depois, na frente dela, e ao lado também (pois o psicopata político é tão forte que mata os dois ali mesmo, com um lápis).


O problema são os furos de roteiro mas, a essa altura do campeonato, quem tá ligando pra isso? Quem liga pro fato do próprio Sky ter testemunhado a morte da Nanno episódios antes (na live dela), ou ele saber que ela é invulnerável ao que suas vítimas podem fazer com ela? Quem liga pro contato dele com ela, mas a surpresa dela em vê-lo ali? Quem liga pro John Wick ter entrado pra política escolar? Quem liga pra câmera filmando tudo diretamente do chão num canto vazio das escadas?


A lógica vai pra muito longe, e o que resta é só um show que não tem muito a ensinar. Pra que explicar a proximidade, a própria Nanno se surpreende com o surgimento dele... e no fim de nada serve. 300 aparições pós crédito pra no fim dar nisso? Sem explicações, sem profundidade, apenas uma prova de que "Ou você morre herói, ou você vive o bastante pra se tornar vilão." Batman ensinou isso melhor.

Nanno comprova que o santo presidente era na verdade um corrupto de mãos sujas com sangue, disposto a tudo pra vencer, enquanto também comprova que o seu stalker apaixonado e benevolente, é tão estúpido que morre rapidamente bancando o herói.


E pra fechar tudo, Nanno se vinga fazendo o que já iria fazer, sem necessariamente trazer justiça. Ela tinha o objetivo de ferrar com o politico anos depois, coisa que ela faz duas vezes (sim, tem viagem no tempo estilo Christmas Carol), e isso não muda em nada. Independente do Sky ter morrido, isso não mudou em nada o jeito dela agir. Ela só mantém o plano original, de ferrar o político expondo seu passado, no futuro, coisa que ela já havia mostrado pra ele antes. Ele achou mesmo que apenas matar a garota que fez ele ver o futuro iria desfazer as coisas?


E a principal questão é que a morte do Sky fica em aberto, e se a série seguir os moldes lógicos da fase anterior, ela trará ele de volta como uma entidade da pureza ou algo assim.


Sky morre mas é mergulhado numa banheira natural, onde seu sangue se mistura ao de Nanno. Como os dois corpos são jogados num lago, a lógica é que ele voltará, pois aconteceu algo muito parecido com Yuri.


Mas... queremos mesmo que ele volte? Queremos que Nanno, essa Nanno, retorne?

Ela não traz boas histórias, não mostra conflitos condizentes com a natureza na qual está imersa, ela não combina com a própria temática. São escolas onde as eleições são feitas sem a presença de professores, por exemplo.


Aliás, os professores, as aulas, tudo que remete ao acadêmico, sumiu em todas as histórias. Quando surge alguma figura de autoridade são crianças brincando de chefinhos, ou pessoas ditadoras que servem somente pra representar algo superior.

Estudo, escola, conflitos estudantis reais, dilemas acadêmicos, dilemas sociais, barreiras raciais, morais, éticas... tudo isso não existe nessa versão de Garota de Fora.


É apenas uma Nanno, que gosta de ferrar com pessoas pra provar que o mundo é um lixo.


Conclusão


A série encerra mencionando o próximo semestre, em tons escolares pra dizer que haverá próxima temporada. A questão é que ela só se lembra das regras escolares nessa parte.

O tema "Escola" virou menos que um palco, é só uma razão pra Estudante Nova existir. Mas nada do que isso representa ou deveria representar é assumido. Na realidade, se tirasse a Garota de Fora desse cenário e colocasse, sei lá, num circo, as coisas fariam tanto sentido quanto fizeram aqui.

A série começou promissora, foi se arrastando e se perdendo como um pedaço de carne no chão, e no fim sangrou tanto, sujou tanto o solo, e acabou tão suja e esmigalhada, que nem parece Garota de Fora. 

Essa é, querendo ou não, uma continuação de Garota de Fora, mas ela foge da essência. Ideias boas existem, mas foram mal adaptadas e apresentadas, soaram forçadas, falsas, ou exageradas. E o pior, não há lições.

Mas a nova Nanno tentou. Foi carismática, se esforçou de verdade, mesmo falhando muito em acertar o alvo. O público talvez goste da atriz, mas a personagem deixou muito a desejar.

Os trejeitos dela são similares aos da antiga, a risada alta e forçada também, mas tudo vem fora de tempo. Ela precisava só de um bom roteiro e talvez ficaria ótima... infelizmente não aconteceu.

Aqui poderia nascer um tipo de "Doctor Who Feminino Tailandês Escolar", onde a cada ciclo uma nova Nanno passaria a vestir a camisa. Mas infelizmente não acontecerá isso.


Na verdade a série quer abordar temas sensíveis como abusos, prostituição, tortura psicológica, corrupção política, mas sem mostrar nada disso diretamente, e usando uniformes e escolas falsas, totalmente mal adaptadas. É como querer falar de guerra, mostrando um jogo de UNO. A premissa pode ser a mesma, mas soa leve demais pra verdade que quer escancarar.

Essa autocensura contínua só destruiu a proposta de Garota de Fora, deixando tudo infantilizado e leve pra um público que nem vai consumir tal obra. 

E no fim, ela só aposta no seguro, e se perde por isso. 

Enfim, até a próxima...

Ou melhor...

See yah.

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8 Comentários

  1. Respostas
    1. O texto ou a série?

      Se for o texto: Poxa... pelo menos leu rs... obrigado pela leitura e comentário em todo caso, mas eu fiz meu melhor.

      Se for a série: Poxa... os caras se esforçaram! A série tenta continuar mas não tem coragem pra assumir por isso veste o manto de spin-off de outro universo, mas em todo caso só sabermos tudo no final. Pelo menos no quesito "trama", ela não entrega uma história boba, ela sabe desenvolver e surpreende, e é um terror básico baseado em bullying. Genérico? Talvez... mas é só o começo...

      Vamos dar uma chance, e torcer pra na verdade tudo isso não ser uma passa de bola pra ocidentalização hollywoodiana...

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    2. Seus argumentos são contraditorios.

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    3. Perdão, não quis ser contraditório, mas talvez tenha me expressado mal. Prometo que nas próximas atualizações serei mais metódico e menos vago!

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  2. Sobre o ep1 - como fã da garota de fora, minhas expectativas estavam bem baixas, mas gostei do tom da série, o episódio começou em um ritmo lento, mas quando ele engaja ele vai de uma vez, do dublado eu fiquei feliz que mantiveram a dublados original(ou parecida) o que não gerou tanta estranheza. Animada pro ep 2

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    1. Opa, de certa forma pelo menos não foi uma tragédia, agradou. Vamos torcer pra que ao longo da série não estraguem, e mantenham o compasso. É uma nova onda né.

      Também estou ansioso pra ver o segundo episódio. Pela regra dos 3, é no terceiro que nossa percepção sobre o conteúdo se esclarece. Até agora, ta mais positivo que negativo rs. Mas não escondo: Sinto falta da Nanno raiz.

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    2. Dizer que o saldo até agr é mais positivo do que negativo é contraditorio com quase tudo q escreveu.

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    3. Vish rs, vou buscar ser menos contraditório nas próximas atualizações.

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Obrigado demais por comentar, isso me estimula a continuar.

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