AnáliseMorte: Puppeteer - Nintendo copiando Sony

Recentemente falei do jogo "Princess Peach - Showtime!", lançamento da Nintendo para Switch que me impressionou horrores, entrando pra minha lista de jogos favoritos, isto até um leitor mencionar "Puppeteer".


O jogo é um exclusivo da Sony de 2013, lançado apenas para PS3, e teria uma temática similar, com Teatro como base do enredo e da jogabilidade, e muitas alusões a 5° Arte. Porém, por pura curiosidade, fui conferir o jogo e notei muito mais que mera semelhança. Tudo o que há em Puppeteer tem em Peach, porém mil vezes melhor, e olha que o jogo tem mais de 10 anos de idade a mais!

Peach ainda é um jogo que me agradou muito, mas ao conhecer Puppeteer, não consigo relevar a simplicidade vista no jogo de 2024. E o pior, não consigo evitar a comparação, pois há muito, mas muito conteúdo praticamente plagiado de um jogo pro outro, e mesmo assim, Puppeteer é tão rico em qualidade e diversidade, que se sai melhor em tudo em relação ao título da Peach.

Enfim, bora falar tudo do jogo do Fantoche de Madeira sem Cabeça, na luta pra salvar a Lua, tudo num espetáculo coreografado e ovacionado em tempo real.

Boa leitura.


Como o Jogo é?


"Puppeteer" significa "Marionetista" e é basicamente uma peça de teatro com fantoches de madeira, jogável.

Com direito a narrador e plateia, assistimos e controlamos o protagonista (e seus assistentes), em pleno palco, enquanto atuamos para que a peça seja contada.

Tudo se passa em uma tela fixa (o palco mesmo), mas essa tela é constantemente mudada junto do cenário, criando um verdadeiro espetáculo sem nem sair do lugar.


É tudo muito dinâmico, e o cenário muda o tempo inteiro, com engrenagens movimentando os objetos cenográficos para passar a impressão de que é tudo muito maior do que realmente é.

Seja pro lado que for, cima, baixo, até mesmo o fundo, as 3 paredes do palco são expandidas graças a essa pequena movimentação, e o jogo ganha um ar de Aventura em Plataforma com isso.


No controle de um boneco de madeira sem a cabeça, nós precisamos seguir o roteiro, interagindo com a cena, pulando obstáculos, subindo em plataformas, enfrentando inimigos (incluindo mini chefes e chefes), completando vários atos, tudo pra que a história seja contada.

Apesar de ser tudo literalmente roteirizado, o jogo não é totalmente linear, pois há um tipo de "improviso" do protagonista, que pode seguir rotas diferentes na trama, para chegar no mesmo objetivo final.


Essas rotas não afetam a história diretamente, mas são interessantes e, dependendo das cabeças que o personagem obtém, algumas surpresas e segredos são desbloqueados, abrindo também caminhos únicos, bônus e muito conteúdo divertido, apenas pro entretenimento. 


Um exemplo é a rota do tubarão, que leva pro mesmo ponto do mapa, mas tem todo uma dinâmica dependente da cabeça usada. Pode-se avançar montado num tubarão, ou então seguir um caminho mais difícil montado em uma lula, com um Peixe Lanterna tentando devorar os heróis...


Ou tudo ainda mais fácil com a ajuda de uma lula gigante, que ataca o peixe e deixa o mapa livre pra explorar.


Tudo muda, mas o destino não é afetado, sendo linear, mas variado ao mesmo tempo.

Sobre as cabeças, elas são um dos muitos recursos que o jogo possui para entreter, e a dinâmica dele é sustentada por essa variedade: Tem o sistema de cabeças, o sistema de Controle Duplo, o sistema de ataque da Tesoura, os poderes especiais, a coleta de Almas de Crianças, e mais os muitos segredos em cada cantinho dos mapas.



Puppeteer vs Peach


Antes de falar com mais detalhes do jogo em si, preciso falar rapidamente de "Princess Peach - Showtime!", e explicar o porquê de não consegui evitar a comparação.

"Peach" é um jogo solo da princesa do Mario, lançado em 2024, e que apesar de muito simples, fácil e rápido, é tão divertido e dinâmico, além de bonito, que impressiona facilmente. Porém, tudo o que ele tem de criativo é o fato de usar Peach como protagonista.

Todo o resto foi tirado de Puppeteer, sem nem tentar esconder isso, e simplificado para que o Switch rodasse.


Fator: Teatral


O primeiro ponto copiado foi o aspecto de Teatro, com Cortina Vermelha e tudo mais. É sem dúvidas a coisa mais importante do jogo da Peach, e foi a primeira coisa que me chamou a atenção pela "originalidade", afinal na época eu não conhecia o jogo da Sony.

Tudo se passar em um palco, com itens cenográficos, mas em uma aventura real, é algo em comum nos dois títulos. Porém, enquanto em Peach temos a princesa em pessoa tomando papel de outros personagens em várias pequenas peças com 3 atos cada, em Puppeteer temos um monte de bonecos contracenando em uma mesma peça dividida em 7 atos.


A princesa seria uma atriz em pessoa, enquanto Kutaro (protagonista de Puppeteer) é um fantoche. Nesse sentido, os tipos de "teatros" seriam diferentes, mas o estranho é que o de Peach tem falhas grotescas na composição e na forma que mantém essa composição, que se destacam muito quando vistas lado a lado com os acertos de Puppeteer.


Detalhes como, o show de luzes que é feito para dar vida a água por exemplo, é algo que é observado nos dois jogos, praticamente do mesmo jeito, mas enquanto em Peach não demora até a magia teatral ser substituída bruscamente por "magia de verdade", com ciclones tomando o palco como se fosse o mar real, em Puppeteer isso se mantém do mesmo jeito até o fim, sem nunca abandonar o tema do Teatro.

Inclusive, há a presença constante de aplausos da plateia que assiste em Puppeteer, e mesmo sem vê-los, é possível imagina-los sentados na frente do palco, assistindo conosco. Dá até pra se sentir na pele deles em muitos momentos. 


Só que em Peach, isso não ocorre muito bem. Há aplausos quando algo especial é feito, há reação da plateia, mas não da pra imagina-la ali. A princípio confesso que nem me importei com esse detalhe, era como se a adição das vozes e palmas fossem como as risadas de sitcons, mas sem a necessidade de terem mesmo pessoas assistindo, apenas como algo ilustrativo, um arranjo para animar o público do jogo em si. Mas vendo isso sendo adicionado ao tema e enredo de Puppeteer, me fez notar um potencial ignorado em Peach.


Fator: Coop


Isso piora quando começamos a notar outras particularidades do exclusivo da Sony, que deveriam ser a primeira coisa pensada no exclusivo da Nintendo.


É que, Puppeteer é um jogo NATIVAMENTE Coop. Ele é jogado com dois personagens ao mesmo tempo, independente de ter dois controles: Controlamos o protagonista com o Analógico Esquerdo, e o Auxiliar com o Analógico Direito.

Isso é um recurso que na época foi adicionado para fazer uso total do "Dualshock", e mostrar o enorme potencial do PS3, algo que combinou muito com o jogo pois ele não usa aquele clássico sistema de "girar a câmera", normalmente aplicado ao Analógico Direito, pois ele nem precisa disso (os cenários são tecnicamente parados no fim das contas, mesmo o jogo sendo em 3D), logo, ele não desperdiça essa funcionalidade do controle, e ainda deixa tudo ainda mais dinâmico.


Então em Peach, mesmo a princesa tendo também uma "Auxiliar", é esquisito notar que não há Coop, algo que inclusive reclamei no artigo que fiz sobre ele. É um erro terrível, e desperdício da plataforma, lançar um exclusivo sem esse recurso, já que o Switch é um console NATIVAMENTE Coop.


Eu sempre digo e volto a dizer: o Switch se destaca por ter dois controles de fábrica, e ele nem funciona sem eles. Ou seja, TODO JOGO deveria ter Coop, e isso não obrigaria seus consumidores a comprarem outros joysticks. Já que, o famigerado Joycon se divide em 2, e é a grande inovação da Nintendo nesse console.


Ver que Puppeteer, com a mesma mecânica e o mesmo estilo de jogo, foi capaz de criar um Coop decente (e divertido), que pode ser usado individualmente também (num controle que nem divide), só agravou ainda mais o erro de Peach, jogo que só pra lembrar, saiu em 2024, pra uma plataforma focada em jogos multiplayers locais.


Fator: Atuação

Enquanto em Peach, os atores em geral são unidimensionais e esquecíveis, até mesmo as "estrelas" são genéricas e Peach as substitui; em Puppeteer há tanta personalidade, tanta história, tantas camadas, que da pra virar fã dos atores, encontrar preferências, e rir muito com cada um deles.


Há tantos personagens interessantes que colocam até sub-enredos para eles, em livretes fora do palco, para que os espectadores leiam. Pra gente, esses livretes são revelados no menu do jogo, como livros de histórias infantis ilustrados, os quais são lidos e narrados pelo grande Narrador (que também tem muita personalidade só pra constar), mas da pra imaginar as pessoas indo pro teatro e ganhando panfletos com esses resuminhos de personagens, algo comum inclusive, pra preparar o público pras peças.

Aliás, o ponto que me fez começar a suspeitar de "plágio" e não meramente "inspiração" por parte da Nintendo, foram os Animais, algo que eu fiquei completamente confuso em Peach, mas é extremamente lógico em Puppeteer.


Os chefes de ambos os jogos são Animais Gigantes, que contracenam e antagonizam a história. Porém, Peach os coloca como capangas sem emoção, sem significado ou importância, em batalhas interessantes (mas que pasme, não é novidade ao comparar), mas sem jamais explica-los. São 4 (sem contar a chefona), e são só objetos do teatro, modificados com Máscaras, que tomaram forma de animais. É meio vazio isso, e os próprios chefes conseguem ser menos profundos que os sub-chefes do mesmo jogo.


Já em Puppeteer, são animais também, e muitos. Tem muito mais chefes só pra constar, 12 no total (sem contar o chefão), só que eles são os animais do Horóscopo Chinês! Eu percebi isso de longe, lembrando do desenho que fiz pra um campeonato (do qual fui desqualificado injustamente!), e é algo que faz sentido junto à trama do jogo, que tem uma pegada celestial.


Sem contar, que cada chefe não se limita a representação de um animal, eles tem personalidade, tem falas, tem razão pra fazerem o que fazem, e o melhor de tudo, cada um deles tem um objetivo individual.

Eles não são meros capangas, eles tem suas motivações e todas derivam de origens individuais. E olha que eles nem são os personagens de verdade, pois por trás de seus papéis, ainda há as histórias dos ATORES que os interpretam (sim, os bonecos são atores!).

Fiquei perplexo quando ao ler a descrição de alguns itens, notei que todos ali no palco seriam atores, e como se não bastassem seus personagens terem background e várias camadas, ainda haviam mais histórias nos bastidores.


Fator: Dublagem



E eu que me impressionei com o fato de Peach ter legendas em Português brasileiro, fiquei estupefato ao ver que Puppeteer tem DUBLAGEM em Português brasileiro. Aliás, português americano, pois também tem em português europeu (de Portugal).

Preciso mencionar que comecei a assistir/jogar Puppeteer com áudio europeu, pois a primeira versão que obtive foi justamente a Europeia. Nela, o português é de Portugal, mas graças a um amigo (vlw sr Ed) aprendi que a versão Americana do jogo que tem o português brasileiro, já que o Brasil fica na América.


Mas, mesmo tendo gostado da dublagem br, e admitir que ela foi bem feita (tem erros de interpretação e algumas vozes não combinaram, mas no geral ficou bom), eu acabei me deleitando com a versão de Portugal.

As falas no idioma europeu são mais empolgadas e engraçadas, e a voz que faz a Bruxa é simplesmente IDENTICA a voz da atriz que faz a Micalatéia de Hermanoteu na Terra de Godah (Adriana Nunez)... 


Eu ri muito com ela, só pela lembrança da Peça dos Melhores do Mundo. Claro que assim que descobri e obtive a versão brasileira optei por joga-la, mas senti falta da portuguesa.

Peach tem legendas. Nem mesmo falas há, e algumas partes talvez seriam mais interessantes se tivessem vozes, como o caso da vilã que "fala rápido", mas só percebemos isso pela legenda acelerada dela.


Fator: Tamanho


Terminei Peach em 8 horas sem o mínimo de esforço. O jogo é pequeno, fácil, beira a infantilidade de tão simplório, mas me diverti. Já com Puppeteer, levei alguns dias, jogando de 2 a 4 horas por dia, curtindo e me divertindo diariamente.

Cada um dos 7 atos tem 3 Cenas longas e repletas de trechos, que levam lá suas 2 horas pra serem completados, isso se o jogador não quiser explorar bastante. O legal é que dá pra voltar depois, e o próprio jogo estimula isso, para que procuremos Cabeças novas, e desbloqueemos segredos dos cenários, caminhos alternativos, e coisas divertidas e engraçadas.


Fator: Dinâmica


Peach tem aquele sistema de troca de roupas que dependem do mapa em que esta, para que os poderes correspondentes sejam utilizados, o que é interessante e limitador. Em Puppeteer também há o mesmo sistema, mas ele complementa a troca de visuais com a troca dos cenários em tempo real.

O personagem muda o tempo todo, cabeças vem e vão e apesar disso não afetar em nada a ação em si, isso combina com o mapa, e dependendo da situação tudo muda, seja numa batalha, seja na exploração. Quanto mais avançamos, mais aquelas cabeças e poderes interferem nas cenas, e as vezes podemos até voltar algumas fases para explorar melhor com os novos poderes.

A riqueza dos mapas é enorme, e a agressividade da transição também. Tudo se move violentamente e o controle chega a saltar da mão de tanto vibrar, o que nos coloca na pele da plateia!


Como o palco fica lá parado, pra que novos ambientes cheguem há uma troca brusca de objetos em cena, e tudo gira, dobra, sobe e desce, trazendo novos elementos, e isso só engrandece mais ainda o jogo em si, dando profundidade de exploração, pra algo que nem sai do lugar.

É um fato, nós assistimos a peça, jogamos ela, e nos sentimos na história, mas tudo nunca sai dali, daquele mesmo palco.


Aliás, é perceptível a repetição de "temas" nos dois jogos. Peach tem os mesmos temas que Puppeteer, sejam pras fases mostradas, sejam pros poderes adquiridos: Ambos tem espadachins, ninjas, lutadores, sereias, faroeste, culinária, espionagem, super-heróis, espaço, etc.

Só que Puppeteer tem muito mais temas, o que não me surpreenderia se "Peach 2" coincidentemente também tivesse similares quando lançado, como "corrida", "magia", "piratas", etc.


Fator: Replay



Mesmo depois de terminar o jogo, é difícil não querer voltar tudo e explorar melhor. Em vários momentos me vi voltando a mesma fase, para tentar pegar uma rota secundária, ou vencer uma fase bônus, e é isso que torna o fator replay válido.

É como em Donkey Kong Country, onde mesmo que não tenha um troféu, um item supremo ou uma arma secreta, ainda é divertido só pelo fato de ter uma fase bônus diferente, com coisas divertidas e variadas, com algo inédito e próprio apenas daquela fase, além de todo o mistério pra desvenda-la.


Esse tipo de coisa atiça a curiosidade e atrai o jogador. Peach não tem isso, e lá, tudo que buscamos são Estrelas pra pegar Roupas, fazendo algo bobo e repetitivo. 

É mais um detalhe que parecem ter negligenciado, mas que deveriam ter imitado, pois certamente melhoraria e muito a experiência do jogador.



Jogabilidade


Movimentos Básicos


O protagonista anda, pula, abaixa e pode dar uma cambalhota pra frente pra passar por alguns buracos ou locais baixos, ou meramente avançar um pouco mais rápido.

Isso é tudo que ele sabe fazer, e isso serve pro mais básico de tudo, passando por obstáculos, pulando em plataformas e até se pendurando nelas. O pulo não vai muito alto, e não tem "regulagem de altura", então é tudo bem pesado pra ele se mover, e dificultoso.

Os upgrades que ele recebe melhoram sua mobilidade, mas curiosamente são diferentes dos costumeiros "pulo duplo" ou "dash". O que o protagonista ganha é bem mais interessante que isso...


Movimentos do Auxiliar


Pra deixar tudo mais complexo, ainda há o segundo "protagonista", que chamo de "auxiliar". Sempre há algum personagem voando junto, que pode e deve ser controlado com o Analógico Direito.


Esse personagem controlado paralelamente, não ganha poderes nem tem ataques, mas ele pode interagir com qualquer parte do cenário, revelando o que tiver escondido.

Usa-lo permite encontrar segredos, mas em alguma situações ele é essencial pra abrir caminho, e também para coletar Cabeças.



A Tesoura Calibrus


A primeira arma que o protagonista obtém é o cerne do jogo, e serve pra tudo, de movimentação a combate.

A Tesoura Gigante é um item mágico que torna o protagonista um herói, escolhendo ele para porta-la. Ela simplesmente corta tudo, fatiando em pleno ar e fazendo com que ele plane e até voe, dependendo da velocidade que corta.

O garoto destrói os cenários, cortando cortinas, roupas, itens cenográficos, sejam de papel ou papelão, ele fatia tudo, e pode fatiar o que já foi fatiado, cortando os pedacinhos mais e mais pra subir mais e mais.


Quanto mais ele corta, mais alto e distante pode chegar, e há uma tolerância no ar para que ele continue cortando. Move-lo pra direção desejada e cortar ajuda a alcançar os pontos mais difíceis do jogo, e não só seguir a jornada, mas coletar segredos também.


Em alguns momentos, ele pode seguir "linhas de costura", pegando velocidade enquanto apenas desliza a tesoura pelos tecidos alheios. 


E, todos os sub-chefes (e até alguns chefes) tem partes com tecidos, que devem ser cortadas por inteiro para serem derrotados.


Essa tesoura ainda ganha um upgrade, conseguindo cortar mais longe, se o corte for lento. Isso só torna a mobilidade ainda mais fluída, e o protagonista consegue praticamente voar pra onde quiser.


Os 4 Heróis


Há também 4 armas secundárias, que habilitam poderes especiais e condicionais. Mesmo que sejam armas, nenhuma delas causa dano suficiente ao ponto de serem uma opção à Tesoura, mas dependendo do inimigo, apenas elas podem servir para derrota-lo.

Todas as armas permanecem no protagonista após ele obtê-las, e a mecânica dos mapas cresce gradualmente com relação a elas. 

Cada cenário vai ficando mais complicado e variado, mas também são liberados segredos nos mapas anteriores a obtenção dessas armas, o que abre espaço pra revisitar os locais.


O Escudo do Cavaleiro


Ao invés de uma espada (que seria óbvio), o protagonista pega um Escudo do Cavaleiro. Esse escudo serve pra defender de ataques físicos, rebatendo-os, e também pode refletir a luz.

Pode parar golpes grandes se usado no tempo certo, e há inimigos que atiram projéteis que podem ser jogados de volta para derrota-los. É o único jeito de vencer esses inimigos.


Porém ele tem apenas 3 cargas seguidas, falhando caso seja usado além delas. É preciso ficar sem ele por alguns segundos pra ele recarregar e ser reutilizado.


A Bomba do Ninja


Ao invés de poderes ninjas furtivos, o protagonista ganha uma Bomba de fumaça, que detona objetos pelo caminho.


Essa bomba não causa muito dano, mas serve pra abrir passagens, acionar interruptores, e em alguns inimigos é usada para destruir suas fraquezas, tornando eles vulneráveis aos golpes da Calibrus.



O Gancho do Pirata


Do herói pirata, o protagonista coleta um Ganho que pode se expandir e puxar coisas em sua direção.

Esse gancho serve para segurar objetos e puxa-los, ou para puxar inimigos, e acionar interruptores distantes.


Peach tem 2 cópias disso praticamente, com o Gancho Espião e a Corda de Vaqueira funcionando praticamente do mesmo jeito.


A Máscara do Lutador


Ao invés de Kungfu ou Punhos de Super-herói, o protagonista obtém o poder da Lucha Libre! Ele consegue a força do herói lutador, vestindo sua máscara e assumindo seu manto.


Ele pode puxar e empurrar objetos pesados, movendo o cenário inteiro como se fosse o contrarregra. Ele também pode cair rápido no chão, finalizando após um pulo, e causando danos altos no solo e nos arredores com o impacto.


Quanto mais alto, mais forte é o golpe, e essa finalizada serve tanto para destruir cabeças de chefes, quanto para atordoar inimigos menores.


Troca de Cabeças


Há dezenas de cabeças pra se pegar, e umas servem exclusivamente para liberar outras, mas todas são curiosas.

São várias cabeças, algumas são animais ou partes de animais, algumas estão vivas, algumas são objetos aleatórios que o protagonista decide vestir, e por ai vai.

Cada cabeça tem uma animação especial, que se feita no ponto correspondente, ativa um efeito especial, liberando um bônus em forma de roleta.


Ou então liberando uma Fase Bônus exclusiva.


Tem aquelas que servem só pra liberar outras cabeças, ou são melhoradas nas condições certas.


E por fim há as que alteram o cenário, ou o combate dos chefes. Algumas cabeças podem enfraquecer drasticamente os chefes, mudando todo o sistema de batalha e o desafio ficando muito mais fácil, mas não são obrigatórias.

As cabeças servem como vida para o personagem acima de tudo isso, com ele podendo carregar até 3 de uma vez só, e alternar entre elas.


Manter as cabeças desejadas em estoque é um desafio legal para motivar o jogador, afinal torna-se complicado ficar sem receber dano, ou sem pegar outras cabeças até chegar nos locais de interação.


As cabeças quando perdidas ficam pulando pelo palco por um tempo, até se transformarem em moedas.

As moedas, também obtidas do cenário em si, servem como Continue caso o jogador perca as 3 cabeças.

Daí, a cada 100 moedas adquiridas, 1 Continue é habilitado, fazendo com que o protagonista retorne pro último ponto seguro/salvo, com as 3 últimas cabeças que teve.


Caso o jogador queira muito pegar todas as cabeças, há dicas na "Galeria", citando vagamente o que deve-se fazer para pegar as cabeças faltantes. Vai do jogador interpretar e colocar em prática a dica.



Personagens


Kutaro, a Criança sem Cabeça


O protagonista é uma criança da Terra que teve sua alma raptada enquanto dormia, e foi levado para a Lua, onde um Urso maligno a devorou.

Sua alma foi encarnada em uma projeção de madeira de seu corpo, a qual teve a cabeça arrancada pelo Urso como um castigo cruel.

Curiosamente, o ator que faz o papel de Kutaro (também chamado Kutaro), teve a cabeça removida para o papel, e isso incluso na trama, pois ele era péssimo em decorar falas, e sua voz era baixa de mais.


É engraçado isso, e é algo revelado na descrição da Cabeça dele, que só é recuperada no final da história.

Enfim, Kutaro não tem nada de especial, exceto o fato de ser o protagonista. Várias outras crianças eram encaminhadas para a jornada, como um grande plano da Bruxa, e calhou de Kutaro conseguir dar um passo que ninguém dava, conquistando a milagrosa Tesoura Calibrus.


Ying Yang, o Gato Voador


Esse é um gato imortal, que morreu várias vezes, mas continua vivo pois é imortal. Ele é como um fantasma agora, e vive fazendo a vontade da Bruxa da Lua, encaminhando crianças para a difícil missão de recuperar a Tesoura Calibrus.


Tudo que ele faz é guiar a criançada que não vira Sopa pro Urso, para uma missão furtiva pra roubar a Tesoura. Só que, todas sempre falham.


Antes disso, ele era comandante do exército da Lua, líder dos 4 Guerreiros mais poderosos, mas viu todos eles morrerem na tentativa de enfrentar o Rei Urso.


Ele é bem depressivo e preguiçoso, mas permanece tentando achar um herói para salvar a lua.


Ezma Potts, a Bruxa da Lua


A Bruxa da Lua é uma bruxa, que vive na lua, na função de cozinheira do Rei Urso.


Ela transforma almas de crianças em sopa, e prepara para o grande Urso, mas secretamente ela tenta impugna-lo, roubando uma arma poderosa que ele escondeu, e que seria a única coisa capaz de enfrenta-lo, a Tesoura Gigante chamada Calibrus.

A Bruxa é feia, manipuladora, e esconde um grande segredo, estando atrás também dos Fragmentos da Pedra da Lua.


Ela é a única personagem que consegue ir pra qualquer parte em questão de segundos, viajando pela lua para dar suporte para Kutaro, mas ela não pode revelar que é aliada publicamente, pois o Urso é seu mestre.

Além disso, ela sempre troca de roupa, pra se disfarçar nos cenários visitados, assim ajudando Kutaro em momentos de treinamento com poderes que ele adquire.


Pikarina, a Princesa do Sol


Uma pequena fada que diz ser a filha do Sol, ou seja, ela é uma princesa.


Porém ela é rabugenta, mandona, e muito temperamental, ajudando Kutaro no lugar do Gato fora do castelo sombrio, e em toda a jornada.

Seu objetivo é recuperar sua forma verdadeira, e pra isso ela é obrigada a resolver toda a situação da Lua.


Só que, ela quem escolheu isso, pois ela escolheu ir até a Lua para resolver a situação, numa audiência com o Rei Urso, e foi amaldiçoada.

Ela cuidava do universo na ausência de seu pai (na verdade, ele tava resfriado), e quando soube da situação da Lua, quis ajudar e só se ferrou.


Agora, ela segue o pequeno Kutaro em toda parte, mexendo onde ele não alcança, e tentando ajudar com dicas e muitas broncas.


Gafe, Pirata Amaldiçoado


O Pirata solitário chamado Gafe é alguém que surge em um certo cenário, e passa a ser parte do elenco principal indiretamente, só pelo romance que ele cria.


Ele se apaixona pela Ezma Potts à primeira vista, e vice-versa, e a partir daí ambos ficam juntos.


Inclusive, a história para eles deveria acabar no encontro romântico deles, mas pro azar de ambos ela continua.


O triste, é que tecnicamente Gafe estava fadado a um romance fracassado, pois ele estava amaldiçoado pela própria Ezma e não sabia.


É que, no passado, o Pirata era um assediador de mulheres, que sequestrava todas as garotas que julgava belas, e as tornava suas noivas em um grande harém.


Isso repudiou a Deusa da Lua, que não curtiu nada o que ele fazia na Lua, e amaldiçoou ele de forma muito cruel: Ela fez ele enxergar tudo feio.


Assim, ele matou todas as namoradas, esposas e noivas que tinha, achando que eram monstros, e ainda matou toda sua tripulação, pelo mesmo motivo.

Ele passou a desconfiar de tudo e todos, e se isolou em seu navio. 

O curioso, é que ele também tenta matar Kutaro e Pikarina, mesmo eles o ajudando. Isso é mostrado em cenas onde ele ataca Kutaro durante a conversa, e ambos duelam (sem ser uma luta real). Kutaro nem entende porque é atacado, mas se defende sem mata-lo.


O triste, é que o que fazia Gafe se apaixonar por Ezma era o fato dela ser muito feia, tão feia que aos olhos amaldiçoados dele, parecia linda. E, tudo piora quando a identidade real dela surge...


O Casal Árvore

Esse casal são Cedros que governam uma das florestas na Lua, e acabam caindo na lábia de um dos vilões, precisando da ajuda de Kutaro pra se salvarem.


Eles não são personagens recorrentes, afinal nem podem se mover, mas é engraçado como eles conversam.


A Mulher é "gorda" e o Homem "flatulento", e eles brigam por isso o tempo todo, como um casal de idosos, buscando soluções em produtos duvidosos.


A Mãe Sapo

Outro personagem da floresta é a Sapo (que é um tipo de Kapha), que devora seus filhotes depois de cair na maldição dos vilões.


Posteriormente é explicado que sua espécie não come os filhotes, apenas os armazena no estômago para que cresçam saudáveis e seguros (aham), mas a atriz em si se destaca muito.


Além de ser um chefe, ela acaba sendo tão tagarela, que vai além das falas dadas e força um corte brusco na cena. Ela é muito exagerada.


Rei do Mar e o Polvo "Sushi-man"

O Rei do Mar da Lua é um tritão com um grande tridente mágico, que também tem problemas por causa da interferência dos vilões, precisando da ajuda de Kutaro.


Sua participação na história é breve, e ele deixa suas sereias cantarem por ele, só soltando a voz no final de um musical. 


Ele é um cara viciado em sushi, por isso ele tem um Polvo gigante que fatia os peixes (seu próprio povo) e os transforma em pratos pra ele.

O chefe é inclusive esse polvo, um "sushi-polvo" que parou de cozinhar pro rei... da pra ver uma representação dele em um segredo.


É bizarro.



Nebulosa, A Princesa do Halloween

Na terra do Halloween o principal destaque fica na Nebulosa, que é uma atriz exagerada que pode esticar o pescoço, mas é boa o suficiente pra ganhar um papel adicionado de ultima hora na peça.


Ela seria uma garota que encarnou no corpo errado e não se considera uma igual com os demais habitantes de Halloweenville. Porém, ela é justamente princesa desse reino, filha do grande rei do Halloween.


Seu pai perdeu a cabeça mas tava vivo, e ela tinha se transformado em uma abóbora gigante até ser salva.


Mesmo assim, ela continuou recusando sua natureza, buscando voltar pra sua forma astral.

Nada disso importa pra história, e é apenas uma grande enrolação que, acaba ganhando destaque pela atriz ser provavelmente famosa.


Sr Rosado, O Flamingo Ponteiro

Por fim, dentre os personagens secundários há um Flamingo que foi transformado em um ponteiro pela Deusa da Lua, como um presente e não como um castigo.


É que, o cara era corno, tava na pura derrota, não arranjava emprego, e se sentia um inútil. No fim, ele tentou se matar, mas ganhou a chance de virar peso morto em um dos itens mais importantes da Lua, o Relógio do Tempo.


Com essa função, ele se sentiu feliz, útil, e necessário.


Ele é bem tagarela, e ajuda muito Kutaro na rodada final.

Fora da peça, o cara é mó letrado, formado, muito inteligente, mas aceitou o papel de ponteiro mesmo, e sua tagarelice deriva de seu conhecimento, limitado por suas falas. Baita ator.


Rei Urso da Lua


Então, o grande Urso é um ser cruel que controla 12 animais, e os obriga a seguirem suas ordens cegamente. 


Ele roubou uma Pedra Sombria da Lua, e destruiu a Pedra Luminosa da Lua, ganhando poderes malignos e tirando os poderes da Deusa da Lua, sua ex-dona. 


Ele era apenas um ursinho de pelúcia vivo dela, que se voltou contra ela ao ter contato com a Pedra Sombria (que ele era proibido de tocar), e despertar conhecimento e se tornando questionador.


Com seus poderes malignos, ele rapta almas de crianças da Terra e as devora, aumentando cada vez mais sua forma e massa corporal. E ele perambula pela Lua com seu próprio castelo andante, destruindo tudo que a deusa criou.


Ele também matou os 4 maiores soldados da Lua, e entregou os fragmentos da Pedra da Lua Luminosa para seus 12 Generais.


O Urso não sabe o que quer, mas deseja toda a força das almas das crianças para conseguir saber o que quer. 


A Deusa da Lua

A deusa desapareceu assim que o Rei Urso assumiu o trono, mas acredita-se que recuperando os cacos da lua ela voltaria.


Ela é uma entidade poderosa, que mantinha a Lua em ordem, mas ela perdeu tudo quando sua pedra foi destruída.

No fim, é revelado que a Bruxa e ela são a mesma pessoa (mas sem a memória), e ela retorna, com uma dubladora diferente, e personalidade diferente (ela é mais calma).


Triste isso pro Gafe, a troca de atrizes acabou com ele.


Narrador Gregório de Queiroz


O Narrador da História é um personagem que nunca aparece, mas está sempre presente, chamado Professor G.

Ele participa muito, conversando diretamente com Kutaro e Pikarina, descrevendo as situações, fazendo monólogos e apresentando tudo.

Sua voz sempre narra, e até canta em uma parte, além dele ser a ligação da peça com os espectadores. 

É o único que pode falar diretamente com o público, sem prejudicar a peça (as vezes Pikarina não se segura e viola essa regra). Além disso, ele as vezes se empolga nas falas e cria narrativas secundárias dentro da peça.

As vezes ele fala como se estivesse do lado dos vilões, as vezes ele conta histórias paralelas, ele viaja muito, mas é muito legal de se ouvir.


Tecelões e Larvas


Há muitos Tecelões, que são personagens mudos que só servem de mini-chefes, e são invocações do Rei Urso (improvisadas com coisas do cenário). Quando são derrotados, eles sempre liberam vários balões com almas de crianças.


Falarei deles enquanto conto a história, mas é importante dizer que tanto eles, quanto os inimigos mais comuns do jogo (os Larvas) são derivados de almas de crianças humanas. Então acaba sendo uma conquista do jogo derrotar o máximo possível pra recuperar as almas, que o Rei Urso não devorou.


Os larvas são só inimigos corriqueiros que existem em todas as fases, e são um obstáculo, que pode ser ignorado, mas se enfrentados liberam 1 alma (apenas na primeira vez que forem derrotados). Tem até um gigante mas, é de fase bônus e não chega a ser enfrentado.


É explicado depois nos bastidores que só tinham 3 atores para fazer os Larvas, então eles revezavam papéis e quando precisavam de mais de 3, colocavam bonecos dublês... ou seja... dava tudo na mesma.


Chefes

Apesar dos chefes principais serem tecnicamente os 12 animais que seguem o grande Urso, há muito mais chefes espalhados pelos Atos, alguns até mais difíceis que os animais. Cada Ato tem 3 fases longas chamadas de "Cenas", e cada fase tem um chefe, ou até mais de um.

Mas, aqui vai uma breve descrição de cada chefe e sua origem. Aliás, todos eles são animais do Horóscopo Chinês.


Tigre


Todos os animais eram mascotes da Deusa da Lua, que foram corrompidos pelo Urso, seu mascote favorito (e único que não é do horóscopo).


O tigre era só um filhotinho quando foi corrompido, e acabou crescendo como braço direito do Urso, manipulado por sua lábia, e presenteado com um dente feito de Pedra Lunar.


Rato


Ele era um pequeno rato que gostava de inventar coisas, e quando foi presenteado com uma pedra da lua, ele virou um ser obcecado com vendas de produtos de sua autoria.


Apesar de ser esperto e traiçoeiro, ele também é facilmente manipulado pelos outros, o que acontece tanto com o Urso, quanto com Kutaro.


Serpente


Ela era uma cobrinha pequena, que após ser levada pro exército do Urso, enlouqueceu. 


Ela acabou crescendo muito com o poder da pedra da lua, e sua loucura virou um perigo até mesmo pro Urso, que decidiu manter ela presa no calabouço do castelo, por conta de seu veneno nocivo.


Cabra e Porco


Os generais Porco e Cabra sempre foram amigos, e passaram de brincar de piratas, para se tornarem piratas reais, que conquistaram os mares lunares, arruinando tudo graças ao poder de seus fragmentos.


Eles se mantiveram unidos, mas pegaram gosto por poluir o mar.


Touro e Égua


Já no caso do casal Touro e Égua, eles passaram de um casal unido e amoroso, para uma dupla de competidores inconsequentes.


As pedras que receberam fizeram o amor que sentiam um pelo outro sumir, e começaram uma corrida pra superarem um ao outro a qualquer custo, ignorando ordens e correndo eternamente pela lua. 



Macaco


O Macaco era pequeno e gostava de estudar, até que a pedra lhe deu conhecimento e o transformou num cientista maluco.


Ele é o mais leal ao Urso, e sempre age furtivamente, aparecendo pelos bastidores, só sendo enfrentado no fim da história.


Cachorro


Ele um dia foi um cachorrinho fofinho, mas com o poder da pedra seu corpo se transformou em um robô.


O que tinha de vivo nele se foi, e agora ele é uma mera máquina, com um pingo de personalidade, e mantido numa coleira, usado como cobaia do Macaco em suas experiências descaninas.


Coelho


O Coelho forma uma dupla com o Galo, mas ambos se separam rapidamente quando a hora chega, pois cada um tem uma visão do que fazer.


O Coelho é um mágico, que com a Pedra da Lua ganhou magia verdadeira para seus shows, e enlouqueceu com isso.



Galo


Já o Galo, é de uma espécie lunar rara em que, além de poder voar, ainda tem os dois gêneros. 


Ele pode botar ovos mesmo sendo um galo, e a pedra potencializou isso nele.



Dragão


Por fim, o Dragão é o general mais forte do Urso, que era só um dragãozinho na passado antes da grande rebelião dos bichos.


Ele é mantido escondido pelo rei, e só é solto quando chega a hora de atacar a Terra.

O Dragão é dito como um personagem com "sotaque" diferente, mas na dublagem isso se perde.

Um adendo: Apesar de na história todos morrerem, eles são só atores num papel, e ninguém morre de verdade. Estou na captura das cabeças deles pra saber o que fazem na vida real, mas é bem difícil coletar todas as cabeças do jogo.


A História

Bem, bora contar a história do jogo Ato por Ato. Aproveito e falo dos chefes e seus respectivos combates e desfechos.


1° Ato - O Castelo e o Cavaleiro


Cena 1

Esse é o ato de introdução onde aprendemos o básico do jogo. A temática dele é toda centrada em "Castelo", apresentando o protagonista e os principais personagens, no Castelo do Rei Urso, na Lua.


Na primeira parte, Kutaro é guiado pelo gato da bruxa para encontrar a Calibrus, a Tesoura que estava em posse do Rei Urso. Ele atravessa a cozinha da bruxa, onde ela preparava as almas das crianças para o Rei Urso, e conquista a grande Tesoura, roubando do cofre.


Paralelo a isso, ele testemunha a Princesa do Sol sendo capturada, e o Urso interagindo com seu general Tigre, o que o distrai para que o roubo seja efetivado.


Ao roubar a tesoura escondido, Kutaro é forçado a enfrentar o primeiro Tecelão.


Uma Armadura com uma Lança, que aparece como "segurança" do cofre do rei. Kutaro precisa fatiar a Cortina/Capa dela, pra então liberar as almas de crianças (na forma de balões).





Cena 2

Após levar a Tesoura para a Bruxa, a própria Tesoura parece ter vida própria e ao invés de ir pra bruxa, faz com que Kutaro fuja.


A Bruxa o orienta e até o protege do general Tigre, escondendo sua presença, mas ela demonstra interesse apenas na tesoura, usando Kutaro para seus próprios objetivos.


Eles então saem do Castelo e a aventura é basicamente Kutaro cortando Plantas com Espinhos que surgem em torno do castelo, enquanto foge do tecelão.


No fim, ele precisa enfrentar o Tecelão melhorado, agora com uma Cabeça de Cavalo e maior, novamente tendo de cortar a grande Capa/Cortina dele.





Cena 3


Vencendo o Tecelão, Kutaro encontra o Escudo, que havia sido tomado pelo Urso como um troféu.


Equipado com ele, o garoto enfrenta as plantas diretamente, para libertar a Princesa do Sol.


Só que, ao liberta-la, o General Tigre surge e a devora, iniciando a luta do chefe.


O Tigre da patadas com eletricidade, e precisa ser rebatido com o Escudo do Cavaleiro.


Quando ele é derrotado, Kutaro corta todos os dentes dele, para pegar um Fragmento da Pedra da Lua, que ele usava como dente.


A princesa da Lua é libertada então, porém ela estava na forma de uma fada, amaldiçoada pelo Urso, e passa a viajar ao lado de Kutaro.


Aliás, o Tigre é morto posteriormente, e transformado em um tapete do Urso.




2° Ato - A Floresta e o Ninja


Cena 1


A bruxa leva Kutaro, o Gato e Pikarina para o Castelo da Deusa da Lua, onde se refugia e assume o trono. Ela também explica seus planos para o garoto, pedindo para que ele recupere todos os Fragmentos da Pedra da Lua, que estariam com cada um dos generais do Urso.


Apesar de Pikarina desconfiar, ela opta por acompanhar Kutaro afinal ela também queria os Fragmentos da Pedra da Lua, e juntos eles seguem para caçar os Generais.

O primeiro alvo fica na Floresta da Lua, onde o Rato assumiu o controle, vendendo uma toxina pros animais da floresta e contaminando tudo.


Kutaro acaba ganhando o poder do Ninja nessa parte, para destruir as toxinas do Rato e limpar o mapa.

Essa primeira parte tem como chefe um Tecelão especial, formado de um santuário envenenado na floresta. Literalmente, um Santuário ganha vida, e Kutaro precisa lutar contra ele, parte por parte.



Primeiro contra as Lanternas de Festivais Chinesas, as quais se convertem em Pesos que tentam esmagar Kutaro em tambores.


Depois, ele enfrenta o Portão do Santuário, que ganha a aparência de um Tecelão com sua Capa/Cortina para ser fatiada.



Cena 2


Visitando o Pântano da floresta, a dupla precisa resolver o problema dos Sapos, encontrando e enfrentando a grande Mãe Sapo.


O Rato havia contaminado todos os animais e cegado eles com suas toxinas, e até a Mãe Sapo estava enlouquecida, sendo a chefe dessa fase.

Ela aparece no meio da fase, e é uma chefe, sendo derrotada com as bombas.


Depois de libertada da toxina, a atriz exagera muito no papel e não para de falar, forçando Pikarina a interromper a cena e pular pro próximo palco bruscamente.


Então, eles vão para as árvores, ajudar o Rei e a Rainha da Floresta, o casal Cedro. 


Com o áudio do Rato ludibriando o casal, vendendo sua poção mágica de emagrecimento e cura da flatulência crônica, Kutaro e Pikarina chegam ao topo das árvores, encontrando o casal já afetados pelas toxinas.


Eles precisam limpa-los, enquanto enfrentam o Rato com sua armas de veneno e mochila a jato.


Após derrota-lo, ele ainda tenta enganar a todos pra escapar, quase convencendo os Cedros novamente, mas Pikarina acaba com ele e pega o Fragmento da Pedra da Lua.



Cena 3


A General Serpente é enviada pelo Urso para resolver o problema, e ela simplesmente devora a floresta inteira, transformando tudo em um deserto. Ela também devora o Rato.


Ela é gigantesca, tão grande que a fase inteira é apenas seu corpo, e é uma das mais longas.


Kutaro anda sobre sua pele pra tentar chegar na cabeça, passando por vários e vários obstáculos.


Depois ele é engolido, reencontrando o Rato e se aliando provisoriamente com ele, forçando ele a servir como seu Barco pra navegar pelas entranhas da Serpente.


Ao chegar na garganta dela, e escapar do estômago, Kutaro larga o Rato pra trás e enfrenta a serpente por fora.


O chefe é apenas um Quick Time Event (já que a fase é o próprio chefe) pra executar a Serpente, onde Kutaro obtém mais um Fragmento da Pedra da Lua.


O Rato morre pro Rei posteriormente, enforcado por ele fora de cena por ter fracassado.




3° Ato - Os Piratas e a Espionagem


Cena 1

Tudo inicia com Kutaro e Pikarina encontrando os Generais Porco e Cabra, ambos piratas que roubaram um navio e vinham tocando o terror pelos mares. Eles tentam roubar o tesouro deles (as Pedras da Lua) mas caem em uma armadilha e são capturados.


Porém, Kutaro consegue escapar, e ainda por cima liberta o Capitão Gafe, antigo dono do navio. Eles também encontram o Gancho do antigo pirata aliado da Deusa da Lua, mais um dos heróis, e Kutaro ganha a habilidade nova de puxar coisas.


Enquanto Gafe tenta retomar seu navio, atacando a dupla de piratas, Kutaro só tenta escapar sem afundar com o navio, e é pego no meio da batalha.


No final, ele enfrenta um Tecelão formado pelo mastro do navio.


Aliás, quando ele solta a Cortina/Capa, ela forma o corpo dele com ossos todo envergonhado, mas Kutaro fatia tudo.

 

Só que, os piratas fogem em um Submarino na forma de uma Baleia, e Kutaro é enviado por Gafe atrás dele, embaixo d'água.





Cena 2

Numa forma aquática do palco (apenas luzes e bolhas), Kutaro conhece as Sereias, e o grande Rei dos Mares, triste por ter perdido seu Tridente.


Para ajuda-lo, e também para purificar o mar, Kutaro e Pikarina buscam pelo tal Tridente, após um breve musical cantado pelas Sereias e contracenado por eles.


Acontece que o mar havia sido contaminado por óleo que deixou as criaturas malignas, algo provocado pelos piratas do Urso da Lua. Kutaro tem de buscar o Tridente nos tentáculos de um grande Polvo, que antes era sushi-man/polvo do Rei do Mar.


Afinal, o grande Tritão adora sushi.

Esse Polvo é o chefe da fase, mas boa parte dela consiste em correr navegando em cima de lulas e saltando obstáculos.


Já o chefe, é derrotado após ter seus tentáculos cortados, num longo combate cheio de etapas.




Cena 3


Com o Tridente em mãos, o Rei dos Mares purifica o oceano, mas não da tempo de comemorar e o garoto é engolido pela Baleia Submarino.


No interior dela, Kutaro aprende a controlar melhor a Calibrus, e ganha a capacidade de cortar pausadamente no ar. Assim, ele fatia as entranhas da baleia por dentro, destrói os motores e faz o submarino explodir.


Desse jeito ele vai pra superfície, e os piratas fogem pra uma ilha, onde Kutaro chega com ajuda do Pirata Gafe (que o atira de um canhão).


Então tudo vira um jogo de espionagem, onde Kutaro invade a ilha tentando ser furtivo, até dar de cara com os Generais Porco e Cabra, montados em um enorme robô de uma instalação avançada secreta deles.


A Máquina é o chefe, um robô caranguejo gigante montado pelos Generais juntos, e conforme ele é cortado, ele se transforma em uma Nave Espacial.


Só que Kutaro divide ela ao meio, e dá uma surra nos dois generais ao mesmo tempo.


Pegando mais dois fragmentos da Lua.




4° Ato - O Faroeste e a Luta Livre


Cena 1

Agora na parte mais iluminada da lua, que também acaba sendo a mais quente e composta por um grande deserto, Kutaro encontra mais dois generais, só que ao invés deles o atacarem, eles o ignoram.


Os generais Égua e Touro preferem lutar entre si à cumprir as ordens do Urso, e ignoraram cartazes de procurado de Kutaro pra correrem um contra o outro, em uma eterna competição. 


A primeira cena consiste em Kutaro seguindo eles pra tentar chamar atenção, e no processo ele tem que arrumar a bagunça que eles fazem. Pra isso ele encontra a Máscara do Lutador, que dá forças pra ele mover os cenários.


Depois de alcançar eles, os dois até percebem Kutaro mas preferem continuar correndo um contra o outro, deixando um Tecelão pra trás.


Esse chefe é bem curioso, pois é basicamente um chapéu de cowboy fundido a um sinto, com duas pistolas.


Kutaro vence ele cortando a capa, e derrubando algumas medalhas dele, continuando a aventura na próxima cena.



Cena 2


Essa cena é uma grande corrida, em que Kutaro primeiro deve atrapalhar a disputa da Égua e do Touro, e depois desafia-los.


Inicialmente ele quebra o carro deles, correndo na vertical (cortando o cenário), atrapalhando muito a corrida deles.


Com isso, os dois param de brigar e se unem, com Égua virando um Trem gigante, e o Touro sendo seu maquinista. Juntos, apostam uma corrida contra Kutaro em um cavalinho.


É uma corrida longa, ele até entra nos vagões da Égua, destrói ela por dentro e por fora pra ter vantagens, e no fim ele vence a corrida.


Mas a Égua se enfurece pela derrota, e rola uma luta de chefe em que ela é a principal, e o Touro dá suporte.


O mapa é giratório, e Kutaro precisa acertar botões para enfraquecer a Égua, girando para ataca-la por trás. Enquanto isso, o Touro desabilita os botões que surgem, ficando sempre posicionado na parte de trás da Égua.


Mas, girando e girando uma hora Kutaro vence, e pega mais um fragmento da pedra da lua, deixando o Touro enfurecido, quem desafia Kutaro para um duelo de honra na próxima cena.


Cena 3

O duelo é uma luta livre, numa cidade em homenagem ao México, cheia de pinhatas e detalhes mexicanos.


Kutaro precisa atravessar uma cidade pra chegar no ringue onde rolará a luta contra o Touro, e no processo ele conhece um Macaco suspeito, mascarado, que diz que o prêmio da luta será um grande cinturão. 


Bem, quando Kutaro chega ao ringue, a luta é mais como uma Tourada, em que ele precisa levantar paredes dando golpes no chão, para que o Touro atordoe dando chifradas enquanto corre loucamente, também em um mapa giratório.


No fim, após bater algumas vezes na cabeça do Touro, e ter a contagem finalizada (Égua e o Macaco aparecem nessas horas, e o Macaco é como o juiz da luta), o Touro é derrotado, mas ainda tenta dar um golpe final, sendo humilhado.


Kutaro ganha mais um fragmento da pedra da lua, mas o Macaco o premia também com um cinturão.


Esse cinturão era uma armadilha, projetada pelo Macaco junto ao Rei Urso, mas isso fica pro próximo ato.




5° Ato - Os Doces e Halloweenvile


Cena 1

Aqui, Kutaro e Pikarina conhecem a floresta sombria da Lua, iluminada pela Terra (é o ponto onde é melhor explicado que a Terra é a lua da Lua).


O lugar é repleto de fantasmas projetados por luzes, abóboras e doces gigantes, e descobre-se que tudo ficou macabro por causa de doces contaminados que o Macaco ofereceu à população (lembra muito a premissa da fase dos doces em Peach).


Os doces haviam corrompido a mente do pessoal, e mais uma floresta foi prejudicada por ciência (igual o que o Rato fez). Só que aqui, Kutaro não está atrás do Macaco, e sim do misterioso Cachorro, que uiva o tempo todo.


O Cachorro é encontrado no final da fase, e ele é um robô, que ladra e tem seus latidos traduzidos por uma máquina para que entendamos suas falas.


Ele usa os mesmos movimentos do Tigre, e não é difícil de derrotar, mas, logo depois de pegar o Fragmento da lua dele, o macaco aparece com uma casa de doces infectados, e aciona o cinturão de Kutaro com um veneno.


Ele consegue infectar Kutaro e Pikarina, que vão pra casa comer e ignoram a aventura, enquanto ele pega todos os Fragmentos deles e foge pra usa-los pra seus próprios fins.



Cena 2

Kutaro e Pikarina engordam muito, e o início da fase consiste neles fazendo exercícios para emagrecerem, em uma corrida de obstáculos. 


Quem conta pra eles como se livrar da maldição doce do macaco é a Bruxa em pessoa, mas o Macaco escuta isso de longe, descobrindo que ela era uma traidora.


Kutaro fica dentro de uma roupa grande giratória, cortando as calorias da sua forma externa, enquanto Pikarina veste uma roupa com enchimentos, e fica voando.


Quando Kutaro corta tudo, ele se livra da roupa externa voltando ao seu corpo magro, mas Pikarina passa a reclamar pois nada foi feito pra ela deixar a roupa dela, então ela só troca mesmo alertando o público que os roteiristas a ignoraram.


Então eles continuam a aventura, enfrentando uma Abóbora Gigante que vomita doces. É mais uma corrida de plataformas para cima, e eles precisam escapar do vômito até alcançar o topo do cenário.


Mas a Abóbora devora Kutaro, iniciando uma luta de chefe dentro da boca dela. Kutaro precisa causar dor nela acertando suas cáries.


E depois, ele tem que andar dentro da boca dela, fugindo dos dentes, e acertando mais cáries.


No fim, a Abóbora explode e se revela como Nebulosa, transformada no monstro. Ela então diz que seu pai, rei da cidade do halloween, foi traído pelo Macaco e o castelo foi tomado por ele.


Kutaro avança para o castelo então.


Cena 3

Para chegar ao castelo, Kutaro passa pelo cemitério, cheio de fantasmas para ele cortar (aqui são feitos de lençóis ao invés de hologramas, para serem fatiados).


Ele chega até se encontrar com o Vampiro, que é um baita tagarela e diz que só procura por uma donzela pra morder.


No fim, ele enfrenta a própria Morte, um Tecelão irado, que voa e usa uma foice.


Ele o derrota com ajuda da luz da Terra, enfraquecendo monstro e cortando sua capa.


Depois disso ele chega ao castelo, todo modificado e mecanizado, e invade chegando ao Macaco, ou pelo menos onde ele deveria estar.


Em seu lugar está o Cachorro novamente, modificado com as Pedras da Lua, e transformado em um novo robô, mais poderoso que o anterior, e a luta ocorre com o macaco assistindo num monitor.


É complicada, pois o robô novo tem muitos movimentos, mas ele é derrotado com a combinação de todas as armas de Kutaro.


No fim, ele explode, os fragmentos são devolvidos, e o Macaco aparece, quase sendo capturado. 


Só que ele foge pulando por uma janela, depois de usar uma poção de invisibilidade que ele criou.




6° Ato - Magica e Tempo


Cena 1

Nesse ato, o Rei Urso decide cobrar o General Galo e o Coelho a agirem na Terra do Tempo, para acelerar seu plano. Seu objetivo é tomar o controle de um Relógio que fará todas as crianças da Terra mergulharem em um pesadelo eterno, pra ele devorar suas almas de uma vez só.


Porém Kutaro chega a tempo de perseguir o Coelho, e a primeira cena é ele o seguindo (referência clara a Alice no País das Maravilhas), que está tentando cumprir sua missão atrasado.


Ao superar os obstáculos da metrópole do tempo, Kutaro enfrenta a magia do Coelho, em um grande show de cartas, fugindo da magia dele, até enfrenta-lo em seu palco.


Pra isso, ele precisa passar por um grande cenário que é tomado por areia do tempo, enquanto usa as cartas do próprio coelho como plataformas.


Depois, invadindo o show, Kutaro atrapalha os truques de mágica do Coelho, com caixas surpresas que derruba do teto, forçando o mágico a tentar truques não conhece, falhando na frente do público.


Então, o Coelho é derrotado e um fragmento da pedra da lua vai para as mãos de Kutaro, só que ainda faltava o Galo.



Observação: O vampiro da terra do halloween aparece conseguindo uma vítima, e a transforma em uma vampira. 


No final da luta do Coelho, ela aparece atacando o Coelho como um dos truques que deram errado. É uma das variações curiosas se o jogador explorar bem.



Cena 2


Nesse ato, Kutaro cai em um labirinto de arbustos, onde conhece o Sr Rosado (mais referência a Alice), que estava sendo procurado pelo Galo, e acaba ajudando o inimigo a acha-lo.


Por isso as coisas saem errado, e o Galo captura o sr Rosado, levando ele para a Torre onde ele serviria de ponteiro. 


Por mais que Kutaro tente impedir, escalando a torre e enfrentando  o Galo e seus filhotes, no fim não da tempo de resolver o problema.


Kutaro enfrenta o Galo, que é bem difícil e precisa ter as duas asas cortadas (ainda voando do mesmo jeito).


O bicho ainda vira frango assado no final, mas ele tem sucesso em seu plano que era distrair Kutaro.


O Macaco aparece, e usa o Sr. Rosado para forçar Meia-Noite no relógio, e lançar a maldição na Terra.


Assim, o Rei Urso libera seu último General, o Dragão, para ir até a Lua capturar todas as almas pra ele.




Cena 3


Kutaro recebe ajuda do Sr. Rosado para correr atrás do Dragão nas nuvens, e depois de um longo percurso voando, ele alcança a cauda do grande animal místico.


Ele vai cortando partes da cauda, até ser atacado pela cabeça do Dragão, iniciando o confronto de chefe.


Nessa batalha ele só precisa fugir das bolas de fogo, e contra-atacar a cauda do dragão com explosivos. 


Depois de cortar um pouco do Dragão, o mesmo devora Kutaro, e Pikarina o ataca.


Na única vez na história em que ela age, ela liberta Kutaro, que finaliza o Dragão jogando ele num vulcão, sendo considerado um "super herói".


Porém, o problema não estava resolvido ainda, pois o Rei Urso e o Macaco ainda estavam de pé, e pra piorar, o Rei Urso decide capturar Ezma Potts, ciente que ela estava atrapalhando, e continua devorando almas da Terra mesmo sem o Dragão ajudando.


Kutaro precisava do fragmento do Macaco, e corre pra tentar obtê-lo antes do Urso devorar todas as almas.




7° Ato - Gelo e a Guerra Lunar


Cena 1

Para capturar o Macaco, Kutaro e Pikarina precisam enfrentar uma terra gélida presente na Lua, onde ele se esconde.


É basicamente uma grande montanha nevada, com sasquats ao fundo e uma temática natalina, sendo tudo bem escorregadio (faltou ter ringue de patinação).


O Macaco fica dentro de um vulcão escondido ali no gelo, e numa certa parte Kutaro precisa descer para dentro do vulcão, indo do frio pro calor extremo, correndo contra avalanches, monstros e lava, até chegar ao núcleo.


Só que o Macaco foge em um foguete espacial, se lançando pra fora do vulcão com Kutaro na cola.


Então começa uma corrida espacial, com combate em pleno espaço sideral, onde Kutaro pode escolher qual sua nave (eu peguei um Pinguim).


Podendo atirar contra o Macaco em seu foguete, e pulando obstáculos no espaço, como Polvos Marcianos e Lulas de Vênus, além de enfrentar pontos de Gravidade Invertida (me lembrou algo no outro jogo hein), Kutaro persegue o Macaco.


Até alcança-lo e enfrenta-lo, agora em um Disco Voador. Kutaro precisa apenas evitar os mísseis do Macaco, e usar o poder das Constelações para acerta-lo.


Nesse momento, ele recorta as 12 constelações principais dos Signos do Zodíaco, como uma referência ao combate estelar da Astrologia, botando o Horoscopo Chinês conta o Zodíaco.


Vencendo o Macaco, o último fragmento da Pedra da Lua é recuperado, e o Macaco cai no Sol.


Kutaro e Pikarina também vão para o Sol, mas Pikarina pede ajuda pra seu pai, que até tenta enfrentar o Rei Urso, mas é posto pra correr.




Cena 2


Tudo que o sol pode fazer é mandar sua filha e Kutaro direto para o Castelo Sombrio, facilitando assim o caminho deles.


O Gato Voador surge explicando que eles precisavam botar as pedras nos lugares certos, mas também precisavam da Bruxa livre, e ela estava presa no Castelo, que agora estava ainda mais protegido.


Eles precisam enfrentar as Trepadeiras, que agora cresceram muito mais do que no início, criando um grande Chefe Planta Carnívora.


Com o poder de refletir a luz com o Escudo, Kutaro consegue combater a planta e suas crias, enquanto invade o Castelo, para devolver os Fragmentos da Pedra da Lua para seus respectivos lugares.


Depois de lutar contra uma enorme Planta Carnívora cheia de olhos, eles completam a missão.


Isso faz com que eles recuperem tanto a forma real da Pedra da Lua, quanto a forma real da Bruxa, que se converte na Deusa da Lua. 


Mas ela é impedida de agir, presa novamente pelo Urso, pelo poder extremo que ele adquiriu, e a dupla heroica é expulsa do Castelo.




Cena 3


De volta ao Castelo de Luz, Kutaro recebe suporte do Capitão Gafe e seu canhão, sendo lançado para o Castelo Sombrio.


Lá ele precisa destruir as salas de máquinas, e fazer o castelo parar de andar, destruindo-o.


Depois de fazer isso, o Urso em pessoa surge, gigantesco, e começa a batalha final do chefe.


Essa luta tem 4 partes, e cada uma pode ser vencida com um dos poderes dos 4 cavaleiros da lua.


Na primeira parte, Kutaro e Pikarina lutam contra os Pés do colossal Urso, tendo de explodir com as bombas, pra destruir suas unhas e recortar suas costuras.


Depois de cortar as pernas fora, eles enfrentam a Barriga do Urso, com suas mãos estapeando para atrapalha-los, e com barrigadas, mas usando o poder do Gancho, Kutaro remove seu protetor de umbigo, e fatia suas costuras.


Então eles enfrentam o Dorso do Urso, onde suas mãos ficam mais presentes, batendo e formando verdadeiros tornados com vendavais, que jogam Kutaro pro alto.


Ele precisa descer, pra continuar lutando, e usa o Escudo para rebater os golpes das mãos do Urso e fatia-lo. 


Só sobra a Cabeça, mas ele ainda luta, tentando morder Kutaro e Pikarina. 


Juntos eles aproveitam quando ele fica imóvel para usar o poder do Lutador, e atordoa-lo, cortando fora seu nariz posteriormente.


Assim, o grande Urso é destruído, e todas as almas de crianças ficam livres. Mas o Urso maligno ainda existe e surge no tamanho normal, para tentar destruir Kutaro na força do ódio.


Kutaro o derrota mais uma vez, libertando assim seu eu interior, um ursinho pequeno que estava preso no corpo maligno.


Com a ajuda da Deusa da Lua, agora livre, Kutaro se aproxima do pequeno Urso e descobre que tudo que ele queria é um amigo, oferecendo sua amizade a ele.


Eles então se unem, e o Ursinho entrega a Pedra Sombria, que dava o poder ao seu eu maligno, e eles unificam as duas pedras.


Ao fazê-lo, a lua é restaurada, Pikarina recupera sua forma real, e tudo fica bem.


O lado maligno do urso ainda tenta de alguma forma influenciar o Ursinho, mas ele é convencido de que agora não está mais sozinho, e sempre terá Kutaro como amigo, destruindo completamente o lado maligno.



Final


Assim como todas as outras crianças, Kutaro agora volta pra Terra, com sua cabeça de volta, e se despedindo de seus amigos.


Apesar de prometer ser amigo eterno do Ursinho, ele precisava partir, mas a amizade de todos continuaria.


O único que se lasca nisso tudo, além é claro dos 12 generais que foram aniquilados e não mereciam isso, é o pobre Capitão Gafe, que agora tem o final triste de nunca mais ver sua amada.


Triste, mas fazer o que!



Encerramento


Se leu o artigo de Peach (ou jogou) já notou que tudo que há lá, tem aqui também. Há pontos mais criativos em Peach, como o modo culinário (que se inspira mais em Mario Party), e o sistema de patinação, mas esses detalhes não são criativos o bastante pra deixar de soar mero plágio.

A coisa que mais me agradou lá foi o cenário musical, em que Peach controla peixes com sua voz, e até isso é parecido com o que há em Puppeteer, só que aqui, essa mecânica de manipulação dupla ocorre O JOGO INTEIRO.



Comparações Rápidas


Espadachim vs Cavaleiro


Detalhes como as trepadeiras que precisam ser cortadas, justamente na fase onde o poder do Espadachim é conquistado, o cenário medieval e o sistema de realezas, além ser a abertura do jogo, isso tudo foi muito parecido, mesmo com Peach sendo mais ofensiva, e Kutaro defensivo (a Calibrus já é sua Espada).



Confeiteira vs Halloween


Não há um momento de fabricar bolos, mas há bolos e doces gigantes, e até mesmo a ideia deles corromperem que os comem. Enquanto em Peach é meio vago a transição pro palco do Haloween, aqui há uma história por trás disso, e ainda tem aquele momento de emagrecer que é genial.



Ninja vs Ninja


Peach tem poderes pra caramba com as habilidades Ninja, um mérito observável (que me fez rir muito pela criatividade), mas, Kutaro tem muito disso também, de formas adaptadas em sua própria jogabilidade dinâmica. Sem contar, que o sistema de bombas complementa seu arsenal. Além disso, há muito mais significado na aventura de Kutaro nesse cenário Ninja, enquanto em Peach fica bem confuso.



Detetive vs Pikarina/Gato


Não tem uma fase de detetives em Kutaro, mas é curioso como o uso de Pikarina (e o Gato na primeira fase) para explorar TODOS os cenários se enquadra nessa mesma mecânica. Inclusive, há puzzles de cenário que Pikarina interage enquanto Kutaro observa, e todos os diálogos investigativos partem justamente dela.



Furtiva vs Pirata


Há momentos furtivos no jogo, mas aparte de espionagem da Peach se enquadraria mais no breve trecho da ilha pirata. O curioso mesmo está em alguns bônus, como o dos Policiais, em que Kutaro se esconde de holofotes. Lembra um pouco a mecânica do Ninja de Peach, mas também se parece com o sistema de ninjas. Além disso, o gancho de Kutaro com o poder do Pirata é muito similar ao de Peach como espiã.



Vaqueira vs Faroeste


A cena do Cavalo, é praticamente A MESMA. O poder de Peach como vaqueira é uma corda, assim como o de espiã, mas em Kutaro há essa tendência em transformar o cenário de Cowboy em uma corrida de cavalos. E o irônico é que é tudo muito mais amplo em Kutaro.



Patinadora vs Gelo


Não tem patins, mas tem gelo tão escorregadio quanto. Puppeteer faz questão de incluir um cenário frio, na rodada final. Essa ideia foi melhorada em Peach, e o sistema de patinação, apesar de simples na prática, é mais criativo. Quem dera todo o resto também fosse.



Super Herói vs Espaço Sideral


Apesar de Kutaro não ganhar uma roupa voadora, ele voa pelo espaço, luta contra naves espaciais, enfrenta cometas e tudo mais! Só que é tudo ainda mais dinâmico do que em Peach, apesar de lá ter uma pegada bem mais heroica.



Sereia vs Sereia


Sereias cantam! Como mencionado, parece que reaproveitaram a mecânica dupla de Pikarinae Kutaro na Sereia Peach e seus peixinhos, mas a parte musical de lá realmente é melhor. Se bem que, a trilha sonora de todas as fases, e o musical de Kutaro é muito mais completo (apesar de não ter jogo rítmico).



Kung-Fu vs Luta Livre


Estilos diferentes, conceito similar. Artes Marciais versus Combate em Ringues.



Deslumbrante vs Deusa da Lua


Por fim, Kutaro não vira uma diva brilhante que atira lasers, mas a Ezma Potts sim! Ela se transforma na Deusa e a deusa usa justamente luz como fonte de poder.


Curioso como nos dois jogos, o chefe final é uma versão gigante de sua forma normal, e também se divide em duas etapas. Mas, o de Puppeteer realmente parece um chefe final, enquanto em Peach é só mais um chefe genérico de tiro.



Coincidência? ACHO QUE NÃO!

Não há problema em criar algo inspirado, ter semelhanças ou simplesmente fazer referências aqui e ali, mas ao conhecer Puppeteer, notei tanta coisa parecida, porém piorada no jogo da Peach, que pensei "Poderiam ter se esforçado mais".

Não que o jogo seja ruim, ele é divertido, mas é muito infantil e rápido (ainda mais pro preço que ta valendo atualmente). Se eu conhecesse Puppeteer antes de Peach, minha experiência teria sido muito diferente com certeza. Eu notaria com mais teor crítico as similaridades, e acabaria condenando o jogo pela simplicidade, ao invés de ovaciona-lo pela novidade (que no fim das contas não existe como um todo).

Mario também começou com plágio (falo disso no artigo sobre a verdade por trás de Mario vs Donkey Kong Country), então no fim das contas, não me impressiono com o que Peach fez.

Mas, espero que em jogos futuro, o pessoal da Nintendo seja mais criativo.

Também espero que lembrem desse título e tragam ele pros tempos modernos. É um jogo de 10 anos atrás, que ainda se mantém exclusivo pra uma plataforma quase morta.

Com PS5 quase encerrando a vida também, nem há retro compatibilidade com títulos assim, então seria bom se lembrassem dele, fizessem uma repaginada no marketing, e trouxessem pro novo público, seja como uma continuação, ou até um remaster (remake seria burrice, pois não se refaz o que é perfeito).

Certeza que o novo público adoraria.



É isso.

Obrigado pela leitura...

See yah!

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8 Comentários

  1. Nossa, este foi comprido, hein? Hahaha!!

    Bom, voltando às leituras aqui no blog com mais frequência, espero, haha. Bom, ainda vou terminar de ler a resenha de Peach, que afinal também ficou bem grande, mas antes decidi vir logo pra cá. Puxa vida, a criatividade aqui foi fenomenal, é um jogaço pra vida toda, eu diria, devido ao impacto que ele gera.

    E sim, olha lá como você fala do Mario e isso de plágio, hein?! Hmpf... Só pra constar, jamais gostei daquele desenho do marinheiro super sem graça do Popeye e menos ainda da irritante Olívia Palito e graças a Deus que a ideia não foi pra frente e eles botaram mesmo o Mario, muito mais carismático e fofinho afinal, pelo menos pra mim, do que aquele marinheiro chato e sem graça mas afinal é gosto é gosto!

    E falando em leituras também tô até lendo o livro de Veronica Mars, quem diria que depois de tanto tempo eu acharia o primeiro livro em inglês prontinho pra ler? Hahaha e assim vou seguindo por lá e também por aqui pelo blog! Vale lembrar que Maxxxine já chega hoje em Los Angeles e ainda este mês é lançando por todos o Estados Unidos! Mal posso esperar pra conclusão da história da Maxine depois de enfrentar sua algoz, Pearl, e de quebra ainda vamos ter um relançamento de Coraline! Quem dera façam uma sequência em breve também.

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    1. Saudades das AnalisesMorte longas, fiquei bem feliz com essa rs.

      Apesar de eu amar alguns jogos do bigodudo, eu nunca me dou bem com ele. Talvez seja pelo fato do meu 2° PC ter quebrado por causa dele...

      Mas fato é fato uai, o pessoal pinta que o cara foi genial em sua criação do mascotão da Nintendo mas tipo, ele nasceu de várias ideias secundárias e repaginadas... mas tá, eu vou respeitar ele rs.

      Maxxxine eu verei logo logo, tomara que seja tão bom quanto os outros. Valeu pela indicação alias.

      Sobre Coraline, eu já não gostei da ideia de relançamento... tá, é bom pra nova era o pessoal conhecer as obras primas mais antigas sem que sejam refeitas... mas já ta começando a virar uma nova moda isso de requentar obras do passado, ao invés de criar algo realmente novo... e isso pode ser uma praga mais pra frente.

      É que, se fosse algo promocionalmente viável beleza, mas fazer o público pagar cinemas para assistir algo que podem ver via streaming... sei lá... não me parece uma manobra honesta.

      E, eu também tenho muito medo de sequências das obras singulares. Coraline se basta ali em Coraline, mesmo que hajam livros que continuem, eu nunca foi favorável a continuações de obras que se bastam em 1 só película.

      A tendência é desastre consequente do abuso da nostalgia.

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  2. Mas praticamente tudo que já se cria já veio também de outras partes, soube até o autor de Berserk, pra você ter uma ideia, teria comentado inclusive das inspirações para a obra dele também, até os personagens da turma da Mônica por exemplo também foram inspirados só que em pessoas e etc, ne? Então sempre há uma base antes!

    Quebrou? Imagino como foi isso... Mas Mario é Mario afinal, a lenda dos games que se consagrou com a imagem fofinha e adorável, impressionante se levarmos em conta como hoje em dia a baixaria impera e muita coisa tem conotação sexual, uma das razões aliás a qual eu amo Chaves é como o seriado é engraçado, divertido e original até mas sem nunca apelar pra este tipo de humor nem baixaria. Coisa pra muitos poucos..

    Maxxxine pelo visto tá realmente emplacando, principalmente a atuação da Mia tá sendo super elogiada, mas eu vou me abster de mais detalhes pra num ter spoiler. Soube que até Pânico serviu de inspiração!

    Eu não me incomodo muito com um relançamento mas me incomodaria mais se lançassem um remake ou algo assim, afinal não vejo necessidade em fazer um de filme daquele. Quanto à praga em si isso já tá rolando pois recentemente até a famigerada franquia As crianças do milharal, O exorcista (argh) e até Cemitério dos bichos andaram ganhando filmes novos com base no apelo dos originais só pra faturar! Eu num vi nenhum destes e nem quero, não só por não ter interesse nos originais mas pra mim é só uma tentativa de faturar fácil.

    Sobre Coraline acredito que podia acontecer o mesmo que com A Fuga das Galinhas, onde a animação original é um clássico mas a sequência não faz jus à obra. Tenho esperança de um dia ter algo tão bom quanto o original, tanto que já li o livro e até a HQ dela!

    E enfim, vamos ver o que o destino nos reserva!

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    1. Super concordo, o único problema em relação a esse jogo e o da princesa, é que ta muito parecido, e o da princesa tem qualidade inferior...

      Se for pra copiar ou se inspirar, pelo menos faz melhor né rs...

      Eu to esperando Maxxxine sair, poxa, to muito afim de ver....

      Eu já n gosto dos remakes... o de Silent Hill 2 (falando de jogo) nem ta me animando... e eu deveria estar animado... Mas relançamento tb não me soa bem...

      Sinto falta de coisas novas rs.

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  3. Coisas novas é mais fácil de achar no meio indie, eu diria. É de lá afinal que veio meu game favorito de todos os tempos e foi de lá também que vieram muitos outros que até hoje amo muito. Acredito que coisas ótimas podem vir de remakes de games, como pelo visto foi o caso de Resident Evil ao menos na maioria dos remakes, mas... Tudo é possível.

    Falar nisso eu nunca fiquei com uma impressão muito boa deste remake em si, mas fico feliz que SH enfim tá voltando mesmo e torço pra que seja realmente tão bom quanto antes! E de quebra até um novo filme vão fazer, como já amei o primeiro filme tenho esperança pra este que tá vindo aí.

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    1. Então, até então SH já trouxe duas obras novas que, ficaram no meio termo. O Ascension é uma surpreendente porcaria, que apenas desapareceu em sua proposta falha e Pay to Win... ou seria Pay to Follow?! Porque a gente tem que literalmente pagar pra assistir uma série feita com animação de The Sims, e uma falsa votação semanal. Acho até que já deve ter acabado mas, é tão sem graça e genérica (a história também) que pelo amor....

      Já a segunda obra, Short Message, é bem mais interessante, e inclusive eu adorei ter jogado. O fraco é ser exclusivo de PS5, e também ser curtinho, mas a ideia da narrativa linear, com uma temática asiática, e um encerramento em loops é bem legal. A trama também foi excelente... mesmo sendo curto.

      O Filme é um dos poucos projetos que estou ansioso pra assistir, pois ele está sendo dirigido pelo mesmo diretor do primeiro (e isso em muito me agrada e alimenta minha esperança, pois aquele segundo foi uma tragédia que não soube interpretar o que esse diretor criou). Me deixa meio receoso o fato do produtor ser irmão do produtor que trabalhou com ele no primeiro filme, podendo isso interferir no resultado criativo talvez, mas no geral estou com muita esperança. A Interpretação do primeiro diretor foi ao nível Silent Hill, foi algo que não tentou só transformar o jogo em "live action", ele tentou criar uma história nova, dentro daquele universo, com a mesma essência, mas usando as histórias existentes como base. Isso sim foi o ápice da interpretação! Torço pra que o segundo filme traga uma abordagem de The Room mesclada com Shattered Memories, e creio que isso seguiria a lógica do diretor perfeitamente.

      O ruim mesmo é esse remake do SH2. Muitos fãs não entenderam o jogo de verdade, e a Konami seguiu a maioria dando ainda mais voz a interpretação rasa do jogo. Ele é muito mais profundo do que a maioria acredita... e isso me entristece, pois diferente de SH1 e Shattered Memories (vendidos como iguais, mas sendo complementos um do outro), SH2 Remake de fato soa só como um remaster em uma nova engine do já famigerado SH2... só que esse tipo de coisa tende a reforçar interpretações mais populares, e talvez removam a ideia subliminar de James Sunderland estar morto desde o começo.

      Temo... mas jogarei se possível rs.

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  4. Cara, só consegui ter tempo pra ler realmente agora, mas como foi bom!
    Eu já conhecia o jogo, mas tinha esquecido. Essa parte sobre ter as informações dos atores no menu principal eu não sabia, isso é algo muito legal, dá mais ainda o ar de que o tempo todo estamos só assistindo uma peça, isso é genial.
    Os nomes dos personagens também me agradam muito, por alguma razão, Kutaro é Pikarina são nomes perfeitos kkkk
    E concordo com tudo aí no final, esse jogo merecia bem mais reconhecimento do que teve, trazer ele pra nova geração seria uma boa, mas remake seria mesmo burrice (afinal ele não perde em nada pros jogos atuais).
    Fico feliz que essa indicação tenha te servido, espero que alcance muitas pessoas.

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    1. Eu que devo ser grato pela recomendação sr! Tipo, eu nunca nem havia ouvido falar desse jogo, e conhece-lo foi um tremendo agrado.

      Lembrando que o da Peach foi um dos meus favoritos até conhecer Puppeteer rs. O louco é que eu normalmente nem jogaria ele caso não tivesse a experiência de Peach...

      Fui movido pela curiosidade e quando percebi, não consegui parar de pensar no Kutaro.

      E simmm, os nomes são absolutamente perfeitos e únicos. É esquisito ele não ter viralizado na época mas, entendo que foi muito mais pelo fato de ser exclusivo de PS3 (que da Sony acabou sendo o vídeo game de menos fama), e o mascote não ser tão atrativo como um Sonic, Mario ou Crash da vida.

      Provavelmente o maior erro da Sony foi não ter tornado Kutaro seu mascote oficial da plataforma, e ter investido mais do Kratos. Não que ele não seja épico, afinal ele é... mas sério, imagina como seria louco ter mais arte como Puppeteer!

      Obrigado pela recomendação, e aliás, eu normalmente não jogo PS3 nem títulos da Sony (sem dicas rs), então qualquer coisa manda brasa.

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Obrigado de mais por comentar, isso me estimula a continuar.

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