AdaptaçãoMorte: Fallout - Achei que era Ruim e é Bom

Eu nem conheço o jogo "Fallout", só de ouvir falar pouco sei, e do que sei nada entendo. Então quando a Primevideo anunciou uma série baseada nos jogos da Bethesda, logo pensei "Vish, mais uma porcaria genérica pra surfar na fama alheia". Então enrolei pra assistir, até que um dia apenas optei por dar uma chance, afinal, 8 episódios de 1 hora cada, tava sem nada pra fazer, porquê não?!
    

E a princípio, só foi confusão. A série é caótica, começa pelo fim e termina no começo (isso só pelos títulos já começa a confundir) e é uma explosão de informações, que no fim pareciam não levar a lugar algum. Só que, ao som de músicas clássicas, num ambiente maravilhosamente feio, apocalítico e futurista, com personagens cativantes (mesmo sendo um mais grotesco que outro), me surpreendi quando percebi que tudo que mais julguei confuso, na verdade tinha respostas, e respostas claras, fáceis de entender, mesmo tudo soando muito estranho.

Primeira vez que vi uma série tão cheia de detalhes, todos colocados ao acaso e numa conveniência incômoda, mas que se encaixam como dedos femininos costurados em mãos de Necróticos. E se essa frase final lhe soou confusa, acredite, até o fim do artigo você entenderá assim como eu entendi.


Boa leitura!


Adaptação de Jogo


Sou fã de adaptações, mas meu gosto costuma ser peculiar. Tenho amor por Silent Hill, The Last of Us e Prince of Persia, assim como tenho ódio por Resident Evil e World of Warcraft. Cheguei a criar uma lista com TODAS as Adaptações de Jogos até o momento no cinema, e em séries (se pá até animações), mas pelo jeito terei de atualiza-la bastante.

Há uma quantidade grande de novas adaptações surgindo, por isso não me surpreendi muito menos empolguei com o anúncio de "Fallout". Geralmente fujo dos jogos de tiro, e adaptações deles então, evito a todo custo. Tipo aquela de "Halo" (que também terei de colocar em dia agora), a qual evitei por acreditar que não entenderia.

E, esse é o ponto mais importante do que fizeram em Fallout, pois mesmo alguém que não gosta nem do tema, nem conhece sua fama, foi capaz de compreender e curtir a série, sem ter dúvidas ou ficar boiando em possíveis referências.


Na verdade, eu não saquei nem uma referência sequer, como parte ligada aos jogos de vídeo game, mas sim como detalhes que faziam alusão à própria série! O Mascote da Vault por exemplo, ele era aquilo que eu mais queria que fosse explicado (a única coisa que sempre notei ao ver coisas relacionadas ao jogo), mas nunca é explicado, e as referências feitas à ele simplesmente se conectam a outro personagem, que além de ser parte principal do elenco, ainda acaba se ligando perfeitamente ao simbolismo por trás do tal mascote.

E com esses detalhes, a trama é montada sutilmente, mas em formato caótico, o mais caótico possível! E sinceramente eu até senti vontade de dar uma chance aos jogos depois dela, curioso não só pelo enredo, mas pelo formato dos jogos e talvez pra mergulhar mais nesse universo. Algo que só me lembro de ter sentido ao assistir Silent Hill. A questão é que, em termos de dúvidas, a série é tão amarradinha que não ficou nenhuma, exceto aquelas que são pontas soltas propositais pra continuidade (o que com certeza haverá, a série precisa disso).

Então jogar, é totalmente opcional pro espectador, seja antes ou depois da experiência. A série independe disso.


A Série


Como nunca joguei, pularei comparações ao "material original", mas isso me permite falar mais da estrutura da série em si, que apesar de boa, tem erros incômodos.


Um exemplo de falha que me incomodou foi a coincidência constante de tudo o que acontece, onde tudo parece girar em torno do mesmo elenco sempre, mesmo o mundo sendo muito maior do que eles.

Os personagens se encontram fácil de mais, rápido de mais, e sempre parecem estar na cola uns dos outros, quando o enredo diz o contrário. No mundo apocalíptico de Fallout, tudo é cataclísmico e gigantesco, há sociedades dispersas, há comunidades fragmentadas e muito personagem interessante, sendo que tudo isso é posto de lado pra focar nos protagonistas e em suas buscas individuais, e meio sem lógica.


E olha que a construção do mundo é perfeita, afinal os cenários são enriquecidos por detalhes, e por mais que pareçam se repetir, todos são criativos e realistas, mostrando que é sim um universo gigante e cheio de coisas diferentes. Mas, como a trama insiste em nos puxar pros mesmos personagens, nesses mesmos cenários, acaba cansando, fazendo parecer que estão andando em círculos, e fomentando dúvidas sobre conexões de locais.


Foi o que pensei quando vi os protagonistas saírem de desertos ao estilo faroeste, totalmente destruídos, com ruínas de civilizações anteriores, mas cheias de pessoas sobrevivendo na sujeira e doença, chamando aquilo tudo de "Ermos", e indo para florestas verdes e cheias de vida, com direito a lagos, animais silvestres, mas estranhamente sem pessoas vivendo.


Me questionei "Povo burro, porque não tentam sobreviver na floresta?", e isso me distanciou um pouco da série, até que do nada veio a resposta da radiação extrema, água contaminada, consequências e riscos de se viver no mato e por ai vai.


Essas respostas vieram no mesmo momento em que eu me perguntei, quase como se a série lesse minha mente, e notei que isso se tornou um padrão. A cada evento absurdo repentino, respostas vinham naturalmente, bastando apenas parar de questionar e assistir quietinho.

Um "cala a boca" constante que tomei, já que amo assistir apontando o dedo e criticando, aqui apenas esperei pelas respostas no tempo da série, e todas vieram sem problema algum, sem forçar a barra.


A única coisa que persistiu foi aquela conveniência de roteiro chata, personagens se esbarrando como se tudo acontecesse no mesmo estúdio e, eu sei, acontece no mesmo estúdio, mas era pra série se aproveitar mais do vasto mundo cheio de núcleos que criou, e focar um pouco mais nisso ao invés de apenas empurrar os personagens através dele.


Contudo, até isso parece proposital, já que no fim, os 3 personagens principais (ou 5, depende da perspectiva) são mais interligados do que aparenta, e toda a jornada deles é crucial pra compreensão do universo de Fallout, mesmo eles não tendo motivo pra se conectarem, mas se conectando.


Tecnologias e Música


O mundo de Fallout já é confuso antes de começar a ser confuso, antes mesmo da guerra e de tudo virar o caos utópico de um futuro envelhecido, mas avançado. É que, há uma insistência em mesclar o antigo ao futurista.


Algo que vi também em "Bioshock", parece haver um fetiche com a ideia de usar o conceito "Clássico", com o futurista robótico. Por exemplo, no tempo avançado de Fallout, há robôs falantes, há energia ilimitada, há armaduras de guerra automatizadas, mas não há televisores a cores, ainda usam rádios, os carros são os modelos mais simples e clássicos possíveis, dos anos 60, e a música é também puramente dos anos 60.


É tudo muito vintage, como se nunca tivessem saídos dos anos 60, mas a tecnologia analógica é muito mais desenvolvida do que a que vemos nos século 21 real! E, é curioso como isso faz parte da trama.


Num meio capitalista, onde a Vault-Corp e outras empresas de robótica, praticamente tomaram o controle do mundo, eles ditaram o que o mundo pode ou não evoluir, e podaram a evolução virtual e digital, para formar na tecnologia robótica e analógica, afinal o "material e tangível" é mais lucrativo.


A Internet praticamente não existe, assim como computadores. O que existem são relógios grandes e incômodos, com visores verdes que dão acessos a certos recursos digitais, mas do jeito mais simplório possível (pra não despertar interesse). É usado pro mais básico possível, e somente as pessoas mais influentes podem ter.


Por outro lado, os soldados nas guerras usam trajes robóticos robustos, repletos de armamentos e até com mochila a jato, com energia infinita ainda por cima. Energia essa limitada a eles claro, pois nas comunidades há Carros Clássicos dos mais lentos e simples, servindo apenas pro transporte em terra para os civis.

Tudo é medido e calculado pra gerar lucros, sejam máquinas de venda de refrigerantes, seja a própria televisão, tudo só serve enquanto trouxer algum retorno monetário válido, e assim esse mundo cheio de coisas antigas e coisas futuristas se mistura, gerando um tipo de "Passado do Futuro", ainda sofrendo uma reviravolta com o apocalipse fabricado, onde a história se passa.


Personagens


Lucy


A história não começa com ela, mas eu vou começar a falar dela pois sem dúvida, ela é a principal protagonista. Lucy é uma garota sorridente e ingênua, que vive em um abrigo nuclear chamado Refúgio 33, junto à uma comunidade de descendentes dos sobreviventes de uma guerra a centenas de anos atrás.

Daí tá tudo certo, ela vive feliz com seu pai, seu irmão, e se prepara pra um casamento pra formar aliança entre os abrigos. É que, Lucy vive no Refúgio 33, que é conectado aos Refúgios 32 e 31, mas o contato entre eles é restrito a grandes eventos, como o casamento inter-refúgios. 

Mas ai rola o primeiro problema, com habitantes da superfície (até então tida como tóxica e inabitável) surgindo e aniquilando geral, sequestrando o pai de Lucy (que era supervisor do Refúgio 33) e fugindo do local.


Confuso? Sim, é tudo repentino e sem explicações, mas Lucy ignora o medo do desconhecido e foge do refúgio, indo pra superfície pra resgatar seu pai, em um ato heroico mas negligente, deixando apenas seu irmão pra trás.


E na superfície, tudo muda, muito, e muito rápido. Aos poucos Lucy conhece a realidade maluca do lado de fora do refúgio, e até mesmo outros refúgios, sobrevivendo na base da sorte até conseguir alguma chance de salvar seu pai, sem nem ter uma direção exata.


Mas, seu objetivo ingênuo, sem noção do tamanho do problema em que estaria se envolvendo, acaba sendo um dos objetivos mais sólidos da trama, pra nossa própria surpresa. É que, assim como Lucy, nós também somos ingênuos, pois tudo o que conhecemos do nosso mundo, da nossa realidade, não se aplica ao mundo real de Fallout. É irônico isso.


Maximus


Do lado de fora, sem enrolar, temos sobreviventes. Primeiro uma organização militar religiosa, que recolhe artefatos do passado, e tem até os Cavaleiros (armaduras usadas nas guerras do passado) ao seu dispor.


É uma das muitas seitas existentes ao longo de Ermos, da qual o jovem Maximus faz parte. Contudo, Maximus é um zé mané, que é humilhado por seus colegas, e parece ter nascido naquela sociedade.

Seu objetivo de vida é tão somente viver, então é submisso ao extremo, até que as coisas começam a mudar pra ele, numa reviravolta repentina.

É que, Maximus consegue virar escudeiro de um Cavaleiros, chamado Titus. Com isso, ele passa a segui-lo na busca de um artefato recém descoberto (na verdade uma caça à recompensa), e depois de um pequeno acidente, só sobra Maximus, e a armadura de seu cavaleiro.


No controle da armadura, ele tenta dar cabo à missão, e conhece Lucy, assim como outros personagens, criando ramificações pro seu próprio objetivo, e ganhando novos motivos pra viver.


Por mais que ele conheça o mundo externo, ele também é ingênuo, e muito que Lucy sabe ele não sabe, e vice versa. Engraçado que o conhecimento deles também se conecta ao nosso, e nós também sabemos tão pouco quanto eles, mas através deles, passamos a entender melhor o estranho mundo de Fallout.


O Cientista e O Cachorro


Em uma base militar avançada, repleta de cientistas adestradores de cães, conhecemos um cara (eu não me lembro o nome), que virou alvo de uma caça à recompensa por toda Ermos. Sua cabeça e a cabeça de seu cachorro são enviadas via código Morse (a bizarra tecnologia retrógada) pra todos.


Ele criou algo misterioso, um composto que injetou na própria nuca, e em seguida fugiu com seu cão. Apesar de seu objetivo ser encontrar uma determinada mulher revolucionária, ele acaba entrando no caminho de seus caçadores, e de Lucy, daí ele perde a cabeça em prol de seu grande objetivo final.


Seu cachorro o acompanha até o fim, mas ele também se separa dele em alguns momentos, e sua participação parece forçada. Porém, até isso tem significado, pois combina com a natureza passada de outros personagens.



O Necrótico



Um homem meio-morto, sem nariz, de uma raça de zumbis regenerativos e conscientes, esse é um dos protagonistas, "vivo" por centenas de anos, e corrompido pelo mundo que surgiu.

No começo, ele é mostrado com sua filha, ainda humano, antes do fim do mundo, ao menos um dos fins do mundo. E, ele era um ator, que interpretava um famoso cowboy, e era o VaultBoy, mascote da Vault. Contudo, em versão live action.


Muitas das ideias do personagem vieram dele, mas ele acabou esquecido após se voltar contra a Vault, em algum momento de sua vida pré-apocalipse nuclear. 


Como ele se transformou não fica claro a princípio, nem o que ele é, mas sua atuação é como um caçador de recompensas autônomo e poderoso, imoral, e imbatível, que já lutou na guerra (inclusive já usou os robôs), e é um exímio atirador.

O cara porém tem seu passado diretamente ligado a Vault, e tem objetivos seculares que acabam cruzando, por incrível que pareça, com a história do militar bobão, da mocinha ingênua, do pai sequestrado, da mulher misteriosa, do cientista e do cachorro.


A "espécie" dele também é explicada pelos detalhes, sendo apenas uma das muitas mutações resultantes do novo mundo. Nesse caso, um tipo de doença que regenera a pessoa indefinidamente, torna ela "imune" à radiação, mas transforma ela cada vez mais cadavérica e, pode atingir o cérebro transformando em um monstro zumbi devorador de carne.

Porém, dá pra evitar isso tomando um soro, periodicamente, soro este caro, mas fácil de obter na moeda do novo mundo. Aliás, a moeda varia entre dentes, carne, tampas, ou outros tipos de pecúnias. 


Os Demais


Por fim, há personagens menores que aparecem pontualmente, mas tem suas importâncias relativamente alavancadas quando surgem. O primeiro é o irmão de Lucy, que fica no Refúgio e precisa lidar com a ausência dela, e as recentes mudanças do próprio Refúgio 33.


Procurando e explorando, ele acaba descobrindo coisas de mais sobre o abandonado Refúgio 32, e no fim ainda descobre a verdade sobre o Refúgio 31, tudo em paralelo ao que Lucy descobre e aprende na superfície.


Pra ele, o pouco que descobre soa assustador até de mais, mas no contexto geral, somando com as demais revelações que nós recebemos, da pra entender tudo o que tá rolando. O problema é que ele não é um espectador da série! Então o terror que ele vive é real de mais pra ele.

Tem a misteriosa mulher que sobreviveu ao passado, chamada Moldaver, uma personagem misteriosa que invadiu o Refúgio 33, e apesar de na ocasião soar só como um monte de selvagens vândalos tocando o terror, na verdade era um plano maior.


Plano este que ganha cada vez mais significado por conta da jornada de Lucy e dos outros, principalmente por suas descobertas parciais.

E tem o Médico, que mesmo aparecendo pouquíssimo, acaba tendo contato com todo o elenco (direta e indiretamente). Ele é uma peça que responde o que é a condição dos Necróticos, transformando um dos personagens em um da espécie, com sua medicina alternativa.


O Pai de Lucy também é importante, mesmo aparecendo apenas no primeiro e último episódio. E não é apenas por ser o objetivo primordial dela, mas por ser um elo de toda a história.


Todos os personagens ironicamente se conectam a ele, e toda a história acaba se conectando no final, por mais dispersa e diversa que soe. 



Os Refúgios


Cada Refúgio tem um motivo pra existir, um sistema, um tipo de sociedade própria, uma localização e regras definidas por seu criador. O que conhecemos inicialmente, é o que basicamente cultiva uma sociedade derivada de pessoas nobres, que vivem em uma meritocracia diplomática bem organizada, formado de 3 Refúgios conectados por portões que abrem raramente.

É praticamente um sistema comunista fechado, onde ninguém é pobre ou rico, e todos são iguais, trabalhando em funções designadas sem salário, e provendo pra própria comunidade com o que são e podem fazer. Contudo, todos devem respeitar as regras igualmente e, o local é fechado, isolado do mundo e até dos demais refúgios. Pra variar, eles são educados dentro do sistema que habitam, como aqueles que repovoarão e reorganizarão o mundo, quando a radiação das bombas dissipar.


Claro que, há mentiras envolto disso, e Lucy não é a primeira a descobrir.

O outro Refúgio que conhecemos na série é o dos "mutantes", chamado "Refúgio 4". No caso dele, é um sistema isolado também, mas com a porta de entrada escondida pro povo da superfície alcança-lo em caso de necessidade, quase como uma armadilha.


Nele, qualquer pessoa da superfície pode entrar e ser adaptada, caso o encontre, e é incluída na comunidade, como um semelhante. Porém, o local é dominado por Mutantes, já que foi criado por cientistas que queriam desenvolver uma espécie humana resistente à radiação.


Então, há um certo preconceito com formas diferentes, vindo dos mutantes para os humanos naturais, mas no geral tudo lá funciona bem, com passividade e uma utopia de iguais.

Há muitos outros Refúgios, cada um com regras únicas e tentativas particulares de estabelecer uma sociedade perfeita, o que faz parte do plano da Vault pro mundo capitalista dela.


Engraçado isso, pois no geral, Fallout é um tipo de jogo de sociedades interligadas, mas todos pendendo sempre pro capitalismo no fim, já que a Vault que controla tudo.


O Passado do Futuro Presente


A Vault induziu Guerra pra lucrar com a venda de Bunkers, simples assim. Então, manipulando o mundo, eles geraram o caos lucrativo.

A questão é que o controle meio que se perdeu totalmente. Com tantas bombas, tantos eventos de destruição em massa, e a liberdade gigantesca (e poder) que cada refúgio obteve sobre o mundo, apenas fez com que tudo virasse o caos.


Primeiro que, há Energia Ilimitada, isso é uma fonte existente e muito invejada por todos. Os Refúgios por exemplo tem cada um sua fonte vitalícia de energia, mas há muitas outras máquinas e recursos que também bebem dessa mesma fonte, como as armaduras automatizadas.

Mas, isso é algo que está também fora de controle, já que as pessoas remanescentes pouco ou nada entendem de tal tecnologia. Se bobear, nem os habitantes dos bunkers entendem direito.


E o nível de tecnologias implantadas e dispersas é enorme e variadíssimo. Há desde robótica avançada, até manipulação genética, e criogenia. Chegam ao ponto de pegar partes amputadas uns dos outros e recolar como se fossem apenas peças encaixáveis. Há pelo menos 3 tipos de próteses orgânicas mostradas, e isso é só um pouco o que surgiu nesse mundo. 


Inclusive, alguns habitantes do mundo atual são sobreviventes de séculos anteriores, seja na condição de Necróticos, ou em outros métodos de preservação e prolongamento de vida.


Me lembrou muito Horizon Zero Dawn, e na verdade, a ideia aplicada é muito similar: Um mundo pós apocalíptico, ressurgindo por um backup humano, várias vezes seguidas até dar certo.

Mas, Fallout vai além, e dá inúmeras formas de re-população sobrepostas, tudo sempre retornando pra pura guerra.


A História


Só pra resumir a ópera, temos um bando de desajustados se encontrando ao acaso, na busca por algo em comum, se esbarrando e separando o tempo todo, até chegarem todos no mesmo lugar.

Mas, todos sofrem grandes transformações no trajeto, se adaptando pra sobreviver.


Só isso! Simples não? O legal é que é tudo muito louco, com um pouco de ação (é a parte menos interessante pra ser sincero), uma pitada de violência, romance e um vasto universo com muito pra mostrar.


Há monstros, zumbis, mutantes, canibais, baratas gigantes, robôs, e tudo que você pode imaginar na mais sórdida ficção científica possível, e ainda há mais por vir, certeza disso.

Também há mistério, muito mistério, mas tudo tem suas respostas, e nada é enrolado suficiente pra dar a impressão de que perderam a mão. Na verdade, perderam o pé, mas eles substituem fácil com uma panela ou sei lá o que tiverem.


E o melhor de tudo, apesar de ser uma série da prime, não tem tanta baixaria! Tirando uma única cena de nudez gratuita, a série até que se contém (raro isso nesse streaming).


Enfim, vale a pena assistir.

Tanto, que vou evitar dar mais spoilers.

É isso.

See yah!

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13 Comentários

  1. Este vai ficar para beeeeem mais tarde, porque esse eu tenho interesse em assistir kkk

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  2. eae carinha blz....logo quando lançou eu pensei sera que o fernando vai assistir...enfim assistiu kkkk....

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  3. Essa série foi uma surpresa agradável, um dos únicos jogos que joguei (por isso disse que não sabia quase nada) foi o fallout shelter, onde você precisa administrar um desses abrigos aí que apareceram na série, é bem divertido. Daí fui buscar outros jogos e descobri que a galera pagava um pau danado pro New Vegas, então tentei jogar e não me adaptei em nada, parecia tudo muito ultrapassado, aí desisti. Mas ele é mais um rpg do que um jogo de tiro em si, tava pensando em testar o 4 algum dia.
    Quanto ao ambiente me agrada muito, me lembra uma pegada meio steampunk como no bioshock mesmo, só que com energia nuclear ao invés das máquinas à vapor. É meio confuso né? É tipo um futuro com tecnologia ultrapassada, só que mais avançado que a gente. Parece não ter a menor chance de funcionar, mas funcionou.

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    1. Mais RPG do que Tiro, isso faz muito sentido. É uma franquia que eu não me vejo jogando tão cedo, mas tenho curiosidade.

      Esse universo futurista do passado é muito louco. Bioshock é outra franquia que me atrai pela temática mas afasta pelo gameplay... mas, quem sabe um dia né não sr Ed!

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  4. Hmm realmente interessante mas confesso que não me atraiu muito,e não só porquê já tô vendo 3 séries (um ep por dia que escolho de uma pra no outro ver o ep de outra) mas porquê realmente não tive vontade de ver, embora tenha me lembrado também Westworld (primeira temporada foi tão bacana pra depois vir aquela tragédia da segunda fora a terceira) desde o lance futurístico como também em como a humanidade parece estar condenada.

    Enfim, bom texto mais uma vez, senhor Shady! E bacana também ver o Sr.Ed por aqui, ele já sabe também o que quero.. Ne?! Rsrs tomara que chegue logo cap novo, tô esperando, e o mesmo pra você e KG!

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    1. Olá Sr Marcio, saiba que o próximo está sendo escrito. Estou fazendo com calma mas está sendo bem prazeroso escrever esse novo conto, espero que agrade quando sair.

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    2. Eu fiquei meio ruim pra desenhar mas, logo trarei uma arte legal prometo, e to no aguardo pelo mundo de Zara!!!

      Alias, sr Marcio... nunca assisti Westworld kkk. E... 3 ao mesmo tempo, haja concentração viu.

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  5. Pode mandar, por favor!! Tô muito curioso pra o que vem por aí, já li o que cÊ publicou até agora 2 vezes, tirando o último cap que ainda vou rever, e tenho certeza que vai ser muito legal!

    Sim, cê falou e falou mas ainda não trouxe KG, malandrão!
    Westworld é muito bom na primeira temporada (vi 3 vezes, por gosto e pra entender) já na segunda, nossa... Só mesmo uns dois eps gostei e só. A terceira soube que é horrível, nunca nem vi. Quarta soube que melhorou mas não vi, mas a cena final... Já revi várias vezes. É muito linda.

    E sim, 3 séries! Ambas são simplesmente demais, não é a toa que to afinal assistindo tudo de novo, hoje aliás é dia de "La Reina Del Sur" hahaha muito boa!

    Sim, aproveitando que hoje é dia das mães (todo dia é dia delas na verdade) não sei como tá com as de vocês mas desejo sinceramente que esteja tudo bem com elas e vocês, claro. De verdade posso dizer tranquilamente que elas têm filhos MUITO inteligentes e com grandes motivos para se orgulhar. Mesmo que não os conheça tanto já posso dizer que cês são muito inteligentes e dedicados até no que se propõem, e isso faz toda a diferença!

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    1. Que gentileza sr Marcio, desejo felicidades a você e sua mãe também, e grato por ela ter criado alguém tão gentil.

      Aguenta firme sr, logo virá conteúdo novo. Dias complicados só isso rs.

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    2. Muito obrigado Sr Marcio, também somos gratos por tua mãe ter criado alguém tão gentil e honesto. Espero que tenha aproveitado seu dia com ela e desejo que aproveite todos os outros.

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