AnimeMorte: Made in Abyss - 1° e 2° Temporada

Fofura e muita violência, se acha que "Madoka Magica" era assim, prepare-se pra vislumbrar o abismo!

"Made in Abyss" é um anime de arte diferenciada, puxada pro Chibi, repleta de crianças, que acabam passando pelos eventos mais perturbadores que pode-se imaginar.

Sem spoiler, to aprendendo.

Boa leitura.

Pra fazer uma sinopse decente, devo resumir a história em duas partes: O Abismo e A Protagonista.

É que, ele é uma história grandiosa com muitos detalhes mas que pode-se resumir bem nessas duas características.

O Abismo seria o ambiente onde tudo ocorre. A história começa num vilarejo grande que cerca um enorme abismo sem fundo visível, em uma ilha isolada. Os habitantes vivem bem, mas são seduzidos constantemente pelos segredos do abismo, por isso eles criaram um tipo de "profissão" semelhante a arqueologia, onde grupos viajam de tempos em tempos até o mais fundo que puderem. Porém, ninguém que desce no abismo, pode voltar, pois uma maldição afeta qualquer um que tente subir.

É uma releitura da Pressão Atmosférica e como ela nos afeta quando tentamos escalar ou descer de mais. Porém na visão do anime, a maldição é cruel, e extremamente letal, podendo causar náusea, cegueira, implosões, distorções, morte ou até coisas piores. 

Tudo depende de quão fundo se consegue ir, por isso os "Apitos Brancos" (elite da tal profissão) são basicamente suicidas com passagem só de ida pro desconhecido (tem várias categorias de "Apitos", cada um ganhando acesso a um ponto ainda mais fundo).

Pra piorar, no abismo existem ameaças, monstros, criaturas mortais, e por ai vai. Viajar por ele é uma escolha de aventura em troca da própria vida, mas é uma baita de uma aventura que pode até valer a vida inteira.

A protagonista é uma criança que tem como sonho, reencontrar sua mãe, que viajou até o fundo do abismo e nunca mais deu notícia. Ela então quer descer o quanto antes e explorar, fazendo isso de forma despreparada, e sozinha. E assim, ela assina a própria certidão de óbito, mas ganha uma bela aventura, conhecendo pessoas, fazendo amizades, fazendo inimigos, sofrendo muito, e por ai vai.

Apesar de ser um ótimo anime, com sua arte magnífica (ainda mais de cenários), além de possuir músicas extremamente envolventes, e uma dublagem (a original em japonês mesmo) espetacular e emocionante, ele tem uma história incrível, cheia de reviravoltas, mas bastante incômoda.

É que, ele faz bom uso de um "contraste narrativo", nos mostrando coisas adoráveis, ao lado de coisas totalmente desagradáveis, e isso não se estende somente ao patamar artístico. Muito da história tem seus altos e baixos agradáveis e repulsivos (que abordam todos os temas que pode-se imaginar, desde violência física, moral, emocional e até sexual, sem nada explícito).

Ainda assim, este é um anime que eu gostei muito, tanto na primeira temporada, quanto na segunda. E digo mais, foi o primeiro anime que me fez procurar pelo mangá pra acompanhar a história.

É que, a primeira temporada termina de uma forma aberta e sem ir tão "fundo" nos mistérios que ele promove. Curioso, eu fui buscar respostas na versão mangá, e me vi tão preso a ela que a consumi em tempo real, inclusive acompanhando seus lançamentos mensais, as vezes nem esperando a Tradução em Inglês e "lendo" pelos quadros mesmo (depois retornava pra versão traduzida é claro).

Quando a segunda temporada foi anunciada, fiquei ansioso, ainda mais, mas fiquei também meio preocupado. É que, o arco que ela adaptaria ainda estava em desenvolvimento, pois o mangá não tem uma progressão tão rápida assim.

Além disso, esse arco seria ainda mais complexo por tratar de duas linhas temporais simultâneas (uma falando da "origem" do Abismo de certa forma, e outra continuando a jornada da protagonista), o que me fez pensar se cortariam algo ou enrolariam, ou apenas explicariam tudo de forma que acabaria tornando a experiência exaustiva ou rápida de mais, assim como foi feito (infelizmente) em "The Promissed Neverland".

Mas não, o resultado foi uma das melhores adaptações que já vi, e ainda por cima, conseguiu me fazer entender ainda melhor aquilo que eu havia lido.

A animação está impecável, e permanece com o estilo gracioso e grotesco em paralelo. Engraçado que, acho que esse é o primeiro anime que já vi onde vomitar e fazer as necessidades faz parte direta do enredo.

Também fiquei perplexo com a qualidade dos mistérios. Como tudo é revelado pouco a pouco e no timing certo, é admirável e preciso.

As cenas de ação são bem feitas e muito viscerais. Quando a violência começa, não há volta, e não temos mais como esperar algo bom surgir. E nem toda ação remete a "batalhas", onde a visceralidade se aplica em várias circunstâncias, as vezes nos pegando de surpresa.

A carga emocional também é altíssima, e tem certos arcos que podem nos deixar de cócoras no cantinho da sala, chorando forte. Claro que, depois de "Cyberpunk: Edgerunners", nada conseguirá nos fazer chorar tanto. Mas, dependendo de como você absorver a história (ainda mais se tiver gatilhos) isso vai te atingir fundo no peito.

Em todo caso, eu recomendo muito que assista.

É isso.

See yah!

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