AnáliseMorte: Mega Man X4 - As Mentiras de Sigma

MegaMan X4 é um título lançado pra Ps1 e Sega Saturn em 1997, só que não em dezembro, e sim em outubro (já matou a tradição, começou legal!). Também recebeu uma versão pra PC no ano seguinte, e a primeira vez que eu joguei foi justamente ela. Mas falo disso depois.


O que importa, é que, apesar de já ter escrito a respeito, meu texto original ta muito falho, e vazio, e eu decidi reescrever de forma muito mais decente, e com atenção aos detalhes.

Logo de cara já notei um monte de coisas que eu deveria ter falado, e agora chegou a hora de re-analisar MegaMan X4. Falei do X1, X2 e X3 aqui, só clicar.

Chega a ser irônico meu equívoco no início, pois X4 é um jogo sobre equívocos. Sua história é um aglomerado de mentiras e manipulações, e relata uma guerra causada por desavenças equivocadas, apenas isso.

Inclusive, este seria o primeiro jogo onde tanto X quanto Zero são tecnicamente vilões, ou ao menos tão bastante errados no que tão fazendo.

Vou fundo no jogo dessa vez, então, boa leitura.

Música e Áudio


Das três versões lançadas, a de PC foi aquela que experimentei pela primeira vez. O que nunca entendi naquele tempo era o fato de não haver trilha sonora no jogo (não havia do X4 ao X6), o que era um problema com certeza, mas não prejudicava em nada a jogatina. 

Sim, era esquisito jogar sem musiquinha, mas ao mesmo tempo, não era uma perda tão grande de conteúdo. Aliás, depois entendi que a versão que eu tinha do jogo era "Ripada", diminuída com extração do que não era considerado útil (os caras menosprezaram as músicas!). Era uma versão diminuída não oficialmente, mas naquele tempo era o que meu PC aguentava (inclusive pelo download, que naquele tempo, era bem mais lento que hoje em dia).


As músicas de X4 são memoráveis, mas não são as melhores da franquia. Elas são bem serenas e englobam bem o jogo, além de conseguirem se ambientar adequadamente. Mas, mesmo sem elas, a experiência é bastante satisfatória.

Sem contar que aqui há vozes de personagens, e até cutscenes animadas, bem melhores que aquelas feitas às pressas pro X3. Como este jogo já nasceu em plataformas 32 bits, a qualidade desses trabalhos é mais otimizada, no entanto, há algumas ressalvas.


Uma coisa chata é que, ao menos na versão americana do jogo, as vozes são muito baixas em algumas cenas das animações. Daí, fica um pouquinho difícil entender, ainda mais sem legendas (nem mesmo em inglês há). As vozes também não são lá tão boas, pelo menos fica notável a baixa qualidade das atuações, e elas não transmitem emoções quando deveriam. E isso vale até pras falas antes das batalhas.

Tem uma parte em que um dos vilões fala algo como "Terei de lutar, não tenho escolha" mas, soa tão falso e sem naturalidade alguma, que parece que ele tá lendo um roteiro, e torna o momento meio cômico (o "no choice" dele sempre me faz rir). Coisa que ta longe de ser parte do que o jogo queria transmitir naquele momento.


Só que isso é só na dublagem americana. No áudio japonês as vozes são bem melhores, e mesmo sem entender absolutamente nada do que dizem, da pra sentir a emoção dos personagens e o peso de suas palavras.

Eu acabei jogando uma versão com as cutscenes e áudio em japonês, mas com legendas em inglês (e um tipo de retradução em cima do texto japonês). E, da pra notar sutis diferenças que significam bastante.

Por exemplo, os chefes, todos eles, passam a falar com vozes durante as batalhas. No jogo que tem no Legacy Collection e X Collection, que é a versão EUA de PS1, quase nenhum tem sons de luta, muito menos vozes. Os personagens que tem são só os "principais" como Sigma, ou os chefes que também aparecem nas cutscenes, com redublagens em inglês (daí os áudios debochados).


Mas na versão japonesa todo mundo fala, tanto com texto, quanto com som, e isso é bastante importante, não só pro enredo, mas pro gameplay também. Tipo, os chefes tem nomes pros seus movimentos, e barulhos que soltam antes de golpes específicos, o que serve de alerta pro jogador em batalha, ajudando bastante.

E, suas falas antes das lutas e inclusive seus "gritos de guerra", por mais que demorem e consumam tempo de combate, são uma das provas do que o jogo mais quer mostrar: Eles não são Mavericks.


Mas, falarei disso depois. Aliás, a abertura e encerramentos do jogo são exatamente os mesmos em animação, porém a música muda na versão japonesa, com algo mais animado e cantado, ao invés de apenas uma trilha sonora legal. Confesso que achei que a "trilha sonora legal" combinou muito mais, com a música cantada nem parecendo sincronizada com as cenas. Contudo, no encerramento a "música cantada" ficou bem mais legal.

Troca de Cores


O jogo parece ter sido modelado por equipes bem distintas e sem uma direção muito organizada. Isso é perceptível em discrepâncias visuais em tudo quanto é parte, e sim, venho falar outra vez dos olhos de X. O pior é que aqui, o negócio é muito mais bagunçado.


Em cutscenes animadas, os olhos de todos os personagens são de uma determinada cor, no caso do X, azul. Aí, dentro do jogo, seus olhos também aparecem azuis no modelo do personagem, mas...


Quando um diálogo ocorre, uma arte em quadro do perfil de X aparece, ilustrando sua fala, e nessas horas, seus olhos são nitidamente verdes. Chega a ser estranho, os olhos na arte verdes logo acima dele, e no modelo azuis.


Mas isso não é tudo, se o jogador aperta start, no menu, X aparece com olhos azuis.


E acha que isso já basta? Pois é, a arte muda também quando ele pega equipamentos, onde no desenho da apresentação da habilidade nova, os olhos voltam a ser verdes. E sabe o irônico? Eles continuam verdes mesmo com ele mudando a cor da armadura (com os demais poderes), ou seja, os olhos dele não acompanham a cor da armadura aqui.


Entretanto, no desenho de quando ele ta escolhendo as fases (e sim, agora aparece X ou Zero na seleção de fases, com direito a diálogos, dinâmica, e movimentação) os olhos voltam a ser azuis! Fala se não exageraram na variação dessa vez.


Pois é, e se você acha que isso é só com X, acredite, não é não. Tanto com Zero quanto com uma personagem feminina, os olhos mudam de cores nessa mesma condição. Por um tempo eu até achei que era apenas a paleta de cores meio falha em algumas cenas e tal... mas não, muda mesmo.


Simplesmente não se decidiram durante o desenvolvimento dos personagens, e na pós produção não corrigiram nada e ficou assim mesmo. Um erro desde o primeiro MMX, que perdura até agora no quarto título e cada vez mais bagunçado, só pra despistar a identidade do robozinho (teoria de conspiração pura).

Visual


Mas, olhando por outro lado, o jogo ta com gráficos excelentes, com um aspecto pré-renderizado e uma movimentação muito fluída e dinâmica. 

As paisagens estão lindas, muito coloridas e bem arranjadas, além de perfeitamente desenhadas e animadas, algumas até com fator climático, o que é bem legal de ver.


Apesar de não ter aquela interação de mapas que tanto amei no primeiro jogo, todos tem suas próprias diversificações e elementos próprios que, destacam cada fase de uma forma totalmente memorável.

Diria até que este é o Mega Man X com mapas mais marcantes em termos de beleza que me recordo, e muito disso se deve a dinâmica exclusiva de cada cenário.


É bom mencionar que a trilha sonora muda um pouco nas fases, entre cada um dos setores, e aliás, agora há mais de uma única fase pra cada chefe... 

Fases


Cada mapa é dividido em 2 fases, ou "Áreas", que até pode parecer com aquele esquema de "portões" dos jogos anteriores, porém difere pelo fato de haver transição total de cenário.

O que quero dizer é que, cada parte tem seus próprios desafios, ambientação, e até se separa do ponto explorado anteriormente, sem uma conexão direta (tanto que os personagens teletransportam de um ponto ao outro).


Assim sendo, uma fase se divide em duas (algumas em até mais), e cada parte tem seu próprio checkpoint, onde inclusive, caso o jogador perca, ele pode voltar ali mesmo daquele trecho, ou reiniciar a fase se desejar (as vezes, deixou algum segredo pra trás e quer voltar tudo, então isso é possível).

É aí que a música muda, não em todas as fases, mas em algumas (eu notei na fase de gelo uma mudança mais significativa), sempre em conjunto com a ambientação e desafios que ela passa a trazer. O jogo fica com um aspecto muito maior dessa forma, no entanto, permanece sendo bem linear, e não é tão longo não.


Este inclusive é um dos títulos que terminei mais rápido, talvez até mais que o X1, precisando apenas de umas 4 horas pra concluir ele em suas "duas campanhas", se bem que isso nem conta tanto, pois as campanhas não são tão diferentes.

Campanhas


Existem 2 personagens jogáveis agora, X e Zero, e ambos tem sua própria "campanha" por assim dizer, apesar de na prática ser tudo a mesma coisa. E sim, em X3 Zero era jogável (por tempo limitado e com várias frescuras pra usa-lo), mas dessa vez ele é totalmente habilitado pro jogo, pelo menos em sua própria história, lutando completamente independente de X.

Há minúsculas diferenças entre uma campanha e outra, normalmente algo relacionado ao diálogo dos chefes antes de suas lutas, ou por conta de cutscenes específicas pra cada campanha. Tecnicamente, as duas histórias e os desafios são os mesmos, mas na prática tudo varia por conta justamente de X e Zero.


Enquanto X segue aquele jogo de Aventura com Disparo à Distância, com o X-Buster e upgrades contínuos a cada chefe derrotado, ou segredo coletado nas fases, Zero já muda seu estilo de luta drasticamente com relação ao visto lá em X3.

Agora, Zero só usa o Z-Saber, sem o X-Buster, ou um Z-Buster, nada disso. Seus movimentos são totalmente voltados pra golpes físicos de corpo-a-corpo, o que muda muito a dinâmica do jogo, mesmo as fases sendo exatamente as mesmas pros dois personagens.


Nada nelas muda, nem os chefes, nem os desafios, nem os obstáculos, nem mesmo os locais onde os segredos estão. Porém, a forma como cada personagem é, exige habilidades bem diferentes do jogador. Talvez por conta disso as campanhas são completamente separadas.

Acontece que, mesmo sendo tudo igual pros dois personagens nas fases, não é possível intercalar entre eles. O jogador decide com quem começará o jogo, não podendo mudar depois (só se começar outra partida desde o início).

Ou seja, é preciso jogar tudo duas vezes pra ter a experiência dos dois personagens, o que por um lado é bem interessante pra que possamos realmente vivenciar cada um deles, no entanto, torna-se repetitivo ver os mesmos inimigos, as mesmas fases, e quase a mesma história, sem que isso mude alguma coisa importante.


A única mudança significativa mesmo, além da jogabilidade por parte dos personagens, são algumas cutscenes exclusivas pra cada um, o que gera interações diferentes com os personagens que ambos encontram. Também tem o caso de haver um coadjuvante pra cada um deles, mas depois falo melhor disso.

A Capcom costuma ter um pouco e preguiça na hora de desenvolver seus jogos com múltiplas campanhas, e foca apenas nos personagens, sem variar muito nas histórias visuais. As vezes parece que ignoram o fato de que o lado técnico em si também conta uma história (muito dela ta nas paisagens, gráficos, até sons) e não apenas diálogos e filminhos.

Jogabilidade com X


Por incrível que pareça, não há tantas novidades no gameplay em relação aos jogos anteriores. Talvez, pelo fato de Zero ter muitos movimentos novos, há uma impressão de algo totalmente diferente no entanto, tudo segue o mesmo estilo de sempre.

No controle de X, podemos atirar, ainda carregando o X-Buster pra danos altos, o que acontece relativamente mais rápido do que antes (ou seja, ele manteve suas atualizações de velocidade).


No caso de andar, pular e se arrastar em paredes, tudo isso tá igual. Mas, ele voltou a subir escadas não tão rápido quanto na última atualização que teve.


Ele ainda usa o Dash, e ta bem mais duradouro que antes. Provavelmente por seus pés melhorados, o impulso e velocidade de seu dash estão bem maiores. Porém ele perdeu o movimento de "correr no ar" ou "voar", pelo menos até sua próxima atualização.

E, essa atualização vem pelas Cápsulas de Light, mais uma vez posicionadas em locais totalmente inesperados (um dos pontos é uma nave inimiga, o que intriga mas depois tento explicar). Quando a campanha de Zero está ativa, essas cápsulas desaparecem completamente, e no caso de X, há uma parte onde ele pode escolher e alternar entre duas cápsulas pra aprimorar seu disparo.


Logo, são 5 delas, todas dando uma nova versão das modificações físicas de X. Além disso, X também pode, como sempre, copiar os poderes dos 8 chefes principais que ele enfrenta e destrói ao longo de sua caçada, todos com direito a efeito melhorado em caso de carga (isso se o X-Buster melhorado for pego) e, de início ao menos, consumindo Energia própria.

Dependendo das partes que X tiver da armadura, ele pode até mesmo cortar o consumo de Energia pras Armas, só que, da mesma forma que isso é muito útil, isso inutiliza um dos novos recursos que enfiaram no jogo, sem muito sentido: Sub-Tanques de Energia de Armas.


Ainda há como coletáveis os 8 Corações (um em cada fase) e os Sub-Tanques, só que agora só tem 2 ao invés de 4 como nos jogos anteriores. No lugar dos outros tanques, colocaram um novo tipo de Sub-Tanque que regenera apenas a Energia das Armas.

E, também botaram como um item coletável um tipo de Tanque de Vidas (que depois de pego, passa a oferecer 2 vidas extras pros personagens depois de um game-over, o que totaliza 4 vidas no início de cada tentativa).


A desvantagem do sub-Tanque de Energia pras Armas é o fato de que, em dado momento, se o jogador pegar o Capacete Aprimorado, simplesmente não há mais consumo de energia! E, no caso de Zero, ele nem usa isso... mas pode pegar também.

Aprimoramentos para X


Nas quatro cápsulas X recebe upgrades para suas partes já equipadas, seguido aquele mesmo método de antes. Ele já tinha os poderes, eles apenas estavam desatualizados ou desabilitados (ou apenas desgastados com o tempo).

Primeiro, a Parte do Pé, devolve pra X o Dash no Ar. Mas não apenas isso...


Ele também passa a poder planar e se mover pra frente ou pra trás, por um tempo, caso dê um segundo pulo e segure o salto. Isso ajuda na hora de atirar sequencialmente em alguns inimigos, como certos chefes.


Tecnicamente, esse é aquele "Impulso voador pra Cima", só que customizado pra que X se adapte à ejeção contínua de energia. Ele fica muito mais estável assim, o que é mais um passo pra que ele consiga o poder de voo.

O segundo poder é o do Capacete. Como mencionado, esse poder tira a necessidade de usar Energia para realizar disparos com as habilidades especiais.


Logo, qualquer poder fica com refil infinito... porém, isso só vale pra disparos simples. Ao usar golpes carregados, ainda há consumo (e só nessas horas o Sub-Tanque específico se torna útil). Sendo sincero, é o melhor tipo de atualização pro capacete que X já pegou, pois afeta mais seu potencial de batalha. Isso casa com a ideia dos aprimoramentos neste jogo.

Então tem os aprimoramentos pro X-Buster. Há dois, e dessa vez não é aquela ideia chata de chips de atualização. Agora, X pode escolher qual quiser, testar, e pode trocar quando quiser (desde que chegue até o local, o que não é nada fácil, tanto que demorei 2 horas pra tentar pegar, e só consegui porque meu irmão ajudou, com uma única tentativa, e ele nem joga MM!).


As duas cápsulas ficam lado a lado, e ambas oferecem um tipo bem diferente de disparo extra pra X. A primeira, que é a ideal da armadura dele (é branca), é um tipo de melhora daquele Chip do X-Buster em X3, pois ela também guarda disparos previamente carregados e os lança sem a necessidade de carregar.


Porém, apesar dela não ter consumo de energia, ela só é capaz de reservar 4 disparos. Ou seja, enquanto X carregar ele vai reservar 4 tiros totalmente cheios. Mas, ele só vai dispara-los nos próximos 4 ataques, em sequência, podendo refazer o processo após consumi-los.


A desvantagem desse tipo de tiro é que o dano é um pouco menor (a carga é menor).

O segundo tipo de X-Buster é um preto (que ironicamente nem combina com a armadura, e causa estranheza, mas há um bom motivo pra isso), que faz com que X carregue um tiro muito maior e poderoso que qualquer outro que já tenha tido, e ainda mais rápido.


Pra melhorar ainda mais, esse disparo cria esferas de energia quando atinge alvos, e essas esferas permanecem no local por um tempo, causando dano contínuo.


É um ataque explosivo poderoso, e sem desvantagens, exceto o design estranho.


Só que, esse design é propositalmente diferente, pois ela pertence a uma armadura ainda em desenvolvimento, que X ainda precisava de mais preparos pra poder usar... só que da pra conseguir antes da hora se "trapacear".

O último aprimoramento é o da Armadura (peitoral, que só da pra pegar co mo poder carregado). Nela, X recebe um pouco de resistência (nada tão grande quanto as versões anteriores, pois aparentemente X já está muito mais resistente), e o destaque fica pro Giga Ataque.


Seguindo a ideia da primeira vez que X pegou esse tipo de poder, ele também carrega o refil dele ao receber dano, e só pode usar uma vez depois que tiver totalmente carregado. No entanto, o ataque não afeta o cenário. Ele apenas cria Asas para X, e o torna invulnerável durante um Impulso pra Frente, no Ar.


É basicamente um Voo, só que com um altíssimo consumo de energia, algo que ainda ta em desenvolvimento, mas ele pode ter uma palinha de como será aqui, já se adaptando ao que seu corpo precisará suportar futuramente.

Ultimate Armor


Essa armadura, toda escura e poderosa, tem basicamente os mesmos efeitos dos aprimoramentos que X pega neste jogo. Porém, ela traz um diferencial realmente significativo: Giga Ataque Infinito.


Fica possível usar o Voo da Imunidade e Destruição quantas vezes quiser, continuamente, desde que tenha espaço pra X conjurar o ataque, e que ele toque no chão ou em alguma superfície uma vez antes de cada uso.

Não há consumo de energia, nem tempo de reuso, apenas esse pré-requisito e o botão R2 (é muito fácil usar). Esse ataque não só deixa X invulnerável durante o voo, como faz ele voar (muito mais longe que um Dash) e ainda por cima destrói qualquer coisa no caminho. Inclusive, serve como ponto fraco de TODOS OS CHEFES.


Tanto poder só pode ser pego trapaceando, por código, antes do jogo começar, algo que por um lado é bem injusto (e diferente da conquista oferecida nos 3 jogos anteriores), e infelizmente, é algo que pode ser feito sem que o jogador "mereça".

O código é simples: Em cima de X na guia de Seleção de Personagens, aperta duas vezes o botão de Dash (normalmente bolinha), e depois o direcional da Esquerda 6 vezes seguidas (não precisa ser rápido), depois deve-se pressionar L1 e R2 e apertar Start. 


No começo do jogo, na fase de abertura (sempre costumeiro uma fase assim) X vai aparecer com algumas partes do corpo na cor Roxa/Lilás/Púrpura, ao invés de azul. Isso significa que o código funcionou. Daí, na primeira fase dos 8 chefes (a fase onde o Aprimoramento das Pernas fica), só é preciso encontrar a Cápsula Light das Pernas.


Ao invés de entregar as pernas, Light dirá um texto diferente e dará todas as partes da Armadura Ultimate, incluindo o X-Buster Escuro.

Nesse caso, todas as demais Cápsulas desaparecem do jogo, mas X já fica com o poder máximo possível logo no início, o que deixa tudo muito fácil (da pra jogar só voando pra frente).


É interessante que, apesar dessa armadura ainda não ser cânone (já que é pega de uma forma extra), o texto de Light sobre ela já corrobora com a ideia de upgrades contínuos e pré-determinados dele. Mas, depois falo melhor disso.

Jogabilidade com Zero


Zero não pode disparar tiros, mas ele tem 3 cortes rápidos que drenam muita energia dos inimigos, apesar de terem um alcance pequeno.

Seus golpes ignoram "resistência pós dano" (que é quando o inimigo fica um período invulnerável), mas por ser preciso se aproximar, Zero fica bem vulnerável.


Ele também tem o Dash, tão rápido quanto de X, e apesar de não poder voar de início, ele consegue coisas como "pulo duplo" e dash voador posteriormente.

Ele não conta com nenhum dos aprimoramentos das Cápsulas Light (tanto que elas simplesmente somem pra ele), mas pode coletar os mesmos upgrades de cenário que X (até o Sub-Tanque de Energia pras Armas).


E, ao derrotar os 8 chefes, Zero não copia as habilidades como X faz. Ao invés disso, ele aprende novos movimentos físicos, quase como se tivesse imitando técnicas de seus inimigos.

Boa parte desses movimentos usa apenas um comando diferente de Zero, e não há consumo de energia. Apenas o Giga Ataque (o mesmo que ele usou no confronto contra X em X2) acaba usando esse tipo de energia, mas diferente das que X usa, ela pode ser restaurada tanto com as Esferas Azuis, quanto pelo Sub Tanque próprio dela, ou ao receber dano.


Sem contar que ela fica permanentemente habilitada ao lado da barra de vida de Zero.

Dentre os movimentos que ele pega, muitos usam elementos, mas, são projetados pelo seu Z-Saber, e não por ele necessariamente. Zero não tem a capacidade de copiar poderes, apenas os golpes.


Jogar com ele exige muito mais movimentação do jogador, o que é mais difícil, porém, Zero é mais forte que X por ter técnicas de combate mais agressivas.

Por fim, Zero também pode pegar uma "armadura especial" trapaceando, só que nem compensa falar dela pois, tudo que faz é mudar a cor dele pra preto e, não afeta em nada seu potencial.


O método pra liberar é quase o mesmo de X, só que é preciso ficar em cima de Zero na seleção, e segurar o R1, apertando o direcional da Direita 6 vezes enquanto segura o R1, depois soltando ele e segurando o botão de Dash (bolinha normalmente) apertando Start. Não é preciso fazer nada disso com pressa, mas, dando certo, Zero já começa preto, e nada muda.

No entanto, assim como no caso de X, esse extra é uma palinha do que virá no futuro, e isso sim é bem legal.

Mecânica


De resto, a fórmula é aquela de sempre: Independente de quem se escolha pra jogar, será preciso superar uma fase inicial de demonstração (já apresentando o esquema de 2 cenários).

Depois, 8 fases com seus respectivos chefes surgem, com o jogador escolhendo a que quiser tentar superar, na ordem que achar melhor, sendo possível retornar às fases já superadas quando quiser.


Também, da pra deixa-las por Teletransporte através do menu e a opção "Escapar". Só que, essa opção só fica habilitada caso a fase tenha seu chefe derrotado antes.

Um diferencial está no caso do jogador derrotar 4 chefes. Tanto com X e Zero, um chefe especial surgirá nessa hora, num combate obrigatório. Porém, apenas X o enfrenta, com Zero tendo uma cutscene que substitui a luta. Posteriormente, o jogo continua normalmente.


Daí, com todos os 8 chefes derrotados, uma fase extra surge com 4 etapas (praticamente como se fosse 4 novas fases).

Então tem alguns combates contra chefes novos, alguns sub-chefes, e no fim, surge Sigma como de costume, só que com muito mais formas do que antes (é a luta onde ele tem mais formas se não me engano).


Curiosamente, a quantidade de sub-chefes desse jogo é muito menor, e olha que há transição de cenários hein.

Há também algumas fases onde tem Mechas, e até uma fase inteira só de Moto (que é fácil depois que se aprende a passar, mas é bastante difícil de aprender).


Os Mechas voltaram a ter a vida oculta, e apesar de servirem como uma barra extra de defesa pros protagonistas, eles explodem depois de receber muitos golpes, piscando pra sinalizar quando estão prestes a detonar.

E, apenas 2 modelos estão presentes nesse jogo: 

O primeiro modelo é aquele simples, que da Murros e Pula, além de Correr, sem contar que ele resiste à lava.


Ele pode também destruir Blocos no murro, com também a capacidade carregar seus socos pra dar um golpe de energia um pouco mais distante (mas demora muito pra carregar).

O segundo modelo é o Voador, que agora pode voar por quanto tempo o jogador quiser, apenas descendo um pouco caso receba dano durante o voo.


Como ataque ele mantém os tiros de mísseis (agora totalmente de energia), só que pra carregar disparos perseguidores ele precisa parar de voar e ficar imóvel por um tempo (o que faz ser um golpe bem ruim de usar). De resto, ele também corre e pula.


Eles podem ser achados ao acaso no meio das fases, e uma vez destruídos não da pra recuperar (só voltando a fase de novo). Mas, uma novidade é que dessa vez da pra usar um deles num chefe, se o jogador conseguir leva-lo até ele. Isso dá uma baita vantagem na luta.

Quanto a Moto, ela não é como a vista em X2. Ela é guiada pela fase que se movimenta sozinha em suas duas partes, e só pode atirar, acelerar e pular, sempre se movendo pra frente.


O protagonista só pode mover ela um pouco pra frente ou pra trás na tela, mas tudo vai se mover independente do que o jogador quiser, com um monte de inimigos surgindo, e obstáculos como buracos e plataformas.


Essa moto só é deixada no fim da fase, onde o chefe é enfrentado numa luta comum, mas depois falo disso.

Personagens

Enquanto falo dos personagens já vou aproveitando pra contar pouco a pouco a história do jogo.

X


Continua um caçador guiado pela força do ódio por Mavericks, e que agora alcançou um novíssimo nível de ignorância. Por um lado, é possível entender que ele o fez pelo calor do momento, mas por outro, suas ações só repercutem em desgraças e, ele ainda sai como se fosse o mocinho.


X lidera a Unidade 17 dos Maverick Hunters, que tem como principal objetivo, atacar primeiro, perguntar jamais.

O cara chega com o pé na porta e dando tiros de X-Buster e nem tenta dialogar, e olha que dessa vez os inimigos buscam conversar antes, e até tentam negociar, porém X é muito intolerante, e não poupa ninguém, já partindo pra agressão antes de qualquer coisa.


Irônico que ele ainda fica todo emocional depois que acaba com todo mundo, e tem a cara de pau de ficar questionando sua existência, e temendo por seu próprio futuro. Mas, dessa vez ele exagerou muito.

X acusa Reploides e coloca a culpa de eventos catastróficos nas costas deles, e em momento alguma parece ao menos tentar investigar. Mesmo os reploides alegando que não tiveram nada a ver com as calamidades, ele mesmo faz questão de atacar e destruir tudo e todos, sem nem pensar primeiro.

O que ele faz, é injusto, e errado. Seus ataques e caçada é infundada e movida por nada além de mal entendidos, e sabe o que é pior? Ele é alertado inúmeras vezes, até mesmo pelo FALECIDO Dr. Light!

Dr. Light

Sim, as cápsulas de Light são sua forma de aparecer na trama, e apesar da I.A. dele ter meio que entrado no modo automático nos jogos anteriores, parece que ele voltou a "pensar" ou ao menos se atualizar com base nos eventos em torno de sua criação.


Logo no primeiro contato com as cápsulas, Light nem perde tempo e já informa X que, a guerra que tá pra acontecer é fruto de um equívoco, e que ele não deveria cair nessa armadilha. Sério, o holograma de um cientista falecido faz questão de chamar atenção de X para o que ele tá enfrentando naquele exato momento.

Não é uma gravação, não da pra Light ter previsto uma guerra por circunstâncias tão aleatórias como a que ocorre. Ele de fato se atualizou e gerou opinião, ao ponto de tentar alertar X, mesmo seguindo o protocolo de atualizações físicas que ele tinha planejado.


Light entrega as novas 4 (ou 5) partes, voltadas para batalha, para que X tenha potencial para vencer os novos inimigos. No entanto até ele, como um simples programa (que neste jogo já confirma que ele gerou um tipo de Inteligência Artificial de si mesmo nas Cápsulas), percebe que a Guerra contra a Repliforce era um engano terrível.

Zero


Apesar de agora liderar sua própria divisão, a Unidade 0 (de ataques furtivos e suporte em batalha), Zero é quase tão ignorante quanto X, mas, ele tem algumas características que o fazem ser mais tolerável.


Zero o tempo todo questiona o ocorrido com a Repliforce (eu vou mencionar isso daqui a pouco), e ele parece estar bem mais inteirado e relacionado com todos os envolvidos. Na verdade, se olharmos bem, da pra perceber que ao passo que X está diretamente ligado aos pouquíssimos Mavericks de verdade que aparecem, Zero é aquele que acaba enfrentando a Repliforce equivocadamente. Ambos erraram, mas tudo leva a crer que Zero foi o mais induzido ao erro.

Isso pois ele tem bem mais interação com os membros da Repliforce, e X com os Mavericks (que repito, são poucos e até se misturam). Tanto que, Zero já conhece muitos dos personagens, quase como se eles já fossem conhecidos de longa data (ele é respeitado por eles), enquanto X encontra geral pela primeira vez.


Por conta disso, pode-se considerar que este é um jogo mais sobre Zero do que sobre X, pois o peso da guerra acaba sobre os ombros de Zero, e ele é quem mais sofre com as baixas. Além disso, uma das maiores revelações de toda a franquia rola neste jogo, e é sobre Zero, porém o que pouca gente (ou ninguém) notou é que, é tudo uma grande farsa.

É que, através de Sigma, uma cutscene longa de uma luta contra Zero no passado revela que, Zero era um Maverick assim que despertou, e Sigma era um reploide inocente, que só depois acabou se corrompendo.


Mais que isso, por vários flashbacks que Zero tem de suas memórias do passado, ele vê (quase) claramente que foi criado por Dr. Wily, como oponente para Rock (ou Light). Poxa, ele vê o rosto, escuta a voz de seu criador, escuta as ordens, vê até a cápsula onde foi criado, e como foi criado. Tudo vem tão nitidamente em sua memória que até lhe causa DOR.


O engraçado, é que tudo isso passa a vir agora, assim, do nada, justamente quando Sigma tá agindo por trás de uma manipulação em massa buscando todo tipo de influência pra desencadear uma guerra.

É aí que tá meu ponto: Tudo é uma invenção de Sigma, uma distorção de suas próprias memórias, implantada na mente de Zero como uma bomba relógio informativa, para tentar transforma-lo em um aliado na hora que ele mais precisasse, surgindo no núcleo de seu maior inimigo, a Maverick Hunters.


Zero era respeitado, conhecido, e totalmente confiável. Ninguém nem suspeitava mais da vez em que ELE MORREU E FOI RECONSTRUÍDO PELO INIMIGO EM BATALHA. Sigma plantou sua armadilha a anos, esperando a hora certa pra ativa-la, e assim ele o faz, bem na hora em que todos estão numa guerra injusta, e o único que parecia tentar refletir a respeito era Zero.

Mas, uma vez que seu "passado" começa a tortura-lo, sua mente fica instável e ele começa a falhar, se deixa levar pela dúvida e raiva, e quase vira um X da vida, até que as consequências da Guerra o fazem recobrar a consciência.


As coisas não saem do jeitinho que Sigma queria, mas funcionam bem o bastante ao menos pra traumatizar Zero, e X, e causar um pouco de caos.

Irônico que, apesar do passado de Zero aparecer tão claramente, este mesmo passado jamais foi relatado na Maverick Hunters. Zero apenas é mencionado como um reploide de origem desconhecida, que passou a trabalhar ao lado dos caçadores, como um grande exemplo a se seguir. Mas, se um dia ele tivesse mesmo sido um Maverick que saiu na porrada com Sigma, seria mais provável seu descarte e destruição do que conversão em parte do grupo. Até porque, Mavericks não tem salvação, né?!


Este é um grande exemplo do quanto Sigma foi capaz de manipular a mente do reploide. Ele plantou essas memórias falsas, e as ativou quando precisou, e justamente por causa disso elas causam dores em Zero. São memórias que ele não reconhece, mas acaba aceitando por livre e espontânea pressão. Isso inclusive deve ter sido plantado na restauração de seu corpo em X2, motivo pelo qual o Dr. Serges e os demais mavericks da época devolveram tão prontamente o reploide pra Maverick Hunters.

Observação: A Arma atual de Zero é o "Z-Saber", no entanto antes era o "Beam Sabre", como visto em X3. O que difere ambas as armas, aparentemente, é essa capacidade de conter a energia dos inimigos e replica-la. Somando isso ao fato de Zero "aprender" certos movimentos dos inimigos, é bem provável que, no início ele usava apenas o X-Buster (como mostrado em X1), mas depois de enfrentar Sigma ao lado de X e ser reconstruído, ele aprendeu a arte da espada, herdando assim o Sabre que Sigma usava em seu antigo corpo. Então, depois de um bom tempo, ele mesmo projetou seu próprio Sabre (daí o "Z" no nome), que imitava a técnica de X em copiar inimigos.

A arma copia os elementos dos poderes inimigos, e Zero mimetiza suas técnicas. Ele juntou o que tinha de bom com o que observou em X.

Iris


Essa é a primeira Reploid Feminina a surgir na franquia X, o que já levanta algumas questões sérias sobre até onde um Reploid pode ser "humanizado", ao ponto de até haver diferença de gêneros.


Mais intrigante ainda é que há também relacionamentos conjugais, e até fraternais entre os Reploides. Isso tudo surge com Iris, de uma vez só, numa tacada só, pois além de ser uma garota, ela é IRMÃ de outro reploide (Colonel), e ainda é supostamente o par romântico de Zero (digo supostamente mas, ficou bem óbvio que eles tavam juntos).

Iris aparece numa cidade devastada por um ataque Maverick, o que inclusive é o estopim pra guerra entre as organizações Maverick Hunters e Repliforce. No entanto, ela é resgatada por Zero, quem já a conhecia, e provavelmente já tinha um relacionamento a tempos com ela. Tanto que, ele também reconhece logo de cara seu cunhado.


Iris não era um reploide guerreiro, mas era irmã de um, o Colonel, reploide este totalmente feito pra batalha, um soldado nato. Só aí já fiquei me perguntando: Como raios eles dois são irmãos se são modelos diferentes? 

Então, pelo que parece, ambos foram concebidos como um mesmo reploide, com uma dosagem elevada de Senso de Batalha e Senso de Justiça. Porém, isso causou instabilidade em sua programação, o que fez com que seus criadores dividissem o Reploide em dois, um voltado pra Luta, e um mais Emocional. Daí nasceram os irmãos Colonel e Iris.


Seguindo o que nos é mostrado, parece que comunidades inteiras de Reploides, unicamente reploides, foram se formando com o tempo. Logo, já havia se tornado muito comum a existência de máquinas com livre arbítrio e pensamentos próprios, e até mesmo com ideais libertários.

É ai que entra a linha tênue entre um Reploide e um Maverick. Originalmente, Mavericks eram todos os robôs que por alguma razão, saiam de seus protocolos e viravam um risco pra raça humana, ou apenas passavam a pensar de forma muito maliciosa e agiam de forma destrutiva. Reploides, eram só os robôs de aspecto mais humanoide, e com a capacidade livre de pensar e agir, mas que eram subjugados pelos seres humanos.


Então chegou uma nova era, onde os reploides evoluíram tanto, que eles tem sua própria "humanidade". Eles tem seus desejos, objetivos, moralidade e senso de justiça. Eles criaram sua própria comunidade, independente da vontade dos humanos, e agora são tão vivos quanto, com senciência, emoções e até "almas", por assim dizer.

Este é outro elemento que Iris parece destacar e trazer pra nossa reflexão, pois tecnicamente, ela encerra sua participação na história de uma forma bastante espiritual. Ela se reúne com seu irmão (sua outra metade tecnicamente) mas, o faz absorvendo o núcleo dele, que aparece numa forma globular, com uma aura de energia, quase como se fosse a representação de uma alma (primeiro Cyber-elf!!!).


Mesmo quando combinada (eu falarei da luta depois) as duas partes parecem não se fundirem totalmente, tanto que elas se separam no meio do combate. Dessa forma, da pra supor que tanto Iris quanto Colonel tinham criado suas próprias "almas", com o desenvolvimento individual de seus núcleos, o que faz muito sentido visto que eles são bem diferentes e tem personalidades distintas.

Considerando isso, o final fica um pouco mais marcante e significativo, pois seria impossível trazer Iris de volta, pois seu núcleo, sua alma, foi destruído, diferente do que ocorreu com Zero no passado. Ou seja, apesar de Reploides poderem voltar, certos elementos que os tornam indivíduos não podem ser trazidos de volta... pelo menos é isso que parece.


Enfim, Iris é uma personagem exclusiva da campanha de Zero, e apesar de aparecer na cede da Maverick Hunters, e até ficar na seleção de fases de Zero, além de em alguns momentos passar certas informações pra ele, geralmente relacionados ao irmão dela, ela não é uma Navegadora oficial.


Ela foi resgatada por Zero e posta sob custódia dele na base, bem na área de controle. Mas ela não trabalha pra Maverick Hunters, ou pra Repliforce. Ela apenas ta lá como "civil" e pra variar, ela tenta o tempo todo impedir que Zero continue lutando, implorando pra ele poupar o irmão dela e reavaliar a situação. Ela realmente é a voz da consciência, que infelizmente ninguém escuta.

Double


No manual do jogo (que confesso foi chato pra achar) é dito que Double foi a última criação de Dr. Cain! Logo, está provado, Cain é maligno! Isso pois Double é maligno (eu to brincado viu).


Na verdade, Dr. Cain só é citado no jogo uma vez, no flashback "fabricado" de Sigma, onde ele fica responsável pelos reparos em Zero, apenas isso.

Mas, no manual ele tem maior participação, sendo aquele que relata as falhas com o sistema de antivírus que Doppler criou, e ele aprimorou (a ta bom, ele botou a mão e o negócio passou a falhar). Mesmo com ainda havendo muito Maverick a solta, eles ainda estavam investindo em pesquisas pro antivírus de Sigma, o que acaba sendo bastante infrutífero.

Isso pois, apesar dos relatórios de Cain afirmarem que apenas a versão da Repliforce parece falha, até a dos Maverick Hunters tá ruim. Se bem que, agora o que torna um Maverick um ser corrompido não é mais apenas um erro de programação, e sim um ideal manipulado, algo em que Sigma parece ter se especializado.


Double é a prova disso. Ele é um Maverick Hunter novato que dá suporte à X em suas missões, funcionando como seu navegador, mesmo sendo tecnicamente um estagiário ainda (no mínimo suspeito).


Ele só aparece pra X, e parece ter bastante interesse no robô azul, sempre ficando em sua cola e fazendo questão de administrar seus contatos e diretrizes de missão. O tenso é que ele era um espião, plantado por Sigma pra conduzir e induzir X ao erro de enfrentar a Repliforce cegamente.

Double distorce os fatos, corrompe dados, mente e manipula X para que ele acredite que a Repliforce é um inimigo. Ou seja, já não bastasse a ignorância natural de X, ele ainda recebe um reforço do reploide infiltrado.


Disfarçado como um inocente robozinho gordinho, Double assume sua real forma apenas na parte final do jogo, aos mandos de Sigma, pra atacar X, o que não funciona em nada. Mas, já fica bem claro que Double não estava agindo por ter tido lavagem cerebral ou algo assim, ele era um maverick nato e totalmente controlado. uma versão dissimulada desse mal, que acaba sendo ainda mais perigosa que os mavericks descontrolados.

Colonel


Este é o irmão de Iris, um reploide soldado que em momento algum esconde sua vontade, e nem faz sentido ele ter sido considerado um Maverick.


Ele é tecnicamente o primeiro contato de X e Zero com a Repliforce "corrompida", e tudo que ele diz é "Eu não sou maligno". Ele em momento algum se declara vilão, ou diz que vai atacar a humanidade, muito pelo contrário, tudo que ele diz, em nome da Repliforce, é que lutará por sua liberdade.

Bem, a Repliforce é um tipo de exército formado apenas por Reploides, que tem por objetivo auxiliar qualquer um que precise deles seja humano ou robô. Eles são um exército independente, que não tem qualquer viés conquistador ou dominador, e apenas buscam dar suporte e resguardar pela segurança e ordem de todos.


A confusão começou quando uma cidade voadora chamada Sky Lagoon foi derrubada numa cidade no solo, matando os habitantes de ambas. A Repliforce foi pro local pra ajudar e regatar sobreviventes, assim como os Maverick Hunters, no entanto, os Maverick Hunters acusaram a Repliforce de ter envolvimento no incidente, e mesmo com eles negando, a acusação foi levada adiante.

Assim, eles simplesmente declararam que a Repliforce inteira estava corrompida, e era Maverick, o que iniciou uma guerra entre ambos. A acusação foi reforçada com as pesquisas de Cain sobre a falha do antivírus que eles usavam, o que só levantou suspeitas sobre a organização militar.


No entanto, a Repliforce não recuou ou cedeu, e com todo seu poder militar, decidiu simplesmente DEIXAR O PLANETA.

Pois é, em momento algum a Repliforce declarou guerra contra a humanidade ou contra os Maverick Hunters. No máximo, eles se organizaram para criar uma civilização utópica exclusiva de Reploides, para que assim ninguém mais os julgassem, e isso longe de qualquer humano, lá no espaço. 


Eles nem se quer atacaram pessoas (eles mesmos dizem que não atacariam os seres humanos nem seriam hostis de forma alguma em sua revolução), e apenas partiram pro espaço.

Só que, além de X e Zero sendo manipulados pra acreditarem que a organização militar tinha planos maquiavélicos por trás de suas supostas declarações pacíficas, alguns infiltrados em ambas as partes começaram a sabotar qualquer possibilidade diplomática.


Alguns mavericks estavam nas linhas dos Maverick Hunters e da Repliforce, fingindo serem reploides comuns, e apenas agindo supostamente em nome de suas respectivas organizações. Nem era só Double que tava infiltrado, Sigma havia colocado muita gente disfarçada no meio de todos.

E é assim, com um monte de vira-casaca e espião, que um soldado exemplar e pacífico acaba sendo caçado como um inimigo da humanidade, juntamente com sua organização, que apenas ajudava todo mundo!


Infelizmente, Colonel foi tão enganado e manipulado quanto X e Zero, e ele acreditava que atacar os Mavericks Hunters era a única forma de se proteger deles, visto que eles começaram a atacar seus recursos e formas de defesa. A coisa ficou bastante feia, e foi um baita jogo de manipulação de Sigma.

Aliás, cada  fase do jogo mostra um pouco disso. Dessa vez, nem todas as fases são necessariamente "pontos de mavericks". Alguma são locais da Repliforce atacados pela Maverick Hunters, e outros são locais da Maverick Hunters supostamente atacados pela Repliforce. Mas, depois falarei melhor disso.

General


Este é o Reploide que comanda toda a Repliforce, e é ainda mais pacífico que Colonel.


O cara faz questão de publicamente discursar e dizer com todas as letras: "Iremos lutar por nossa liberdade e independência, mesmo que nos chamem de Mavericks. Se quiserem nos considerar isso, aceitaremos essa ofensa mas jamais feriremos um único humano. Nossa revolução é pacífica".

Antes, sua organização ajudava qualquer um, botando suas vidas em risco se necessário para resgatar, salvar e proteger pessoas de todos os tipos, em todos os lugares. Daí por causa das acusações infundadas de terceiros, a decisão dele não foi hostilizar, nem mostrar poder, muito pelo contrário. A decisão dele foi buscar uma alternativa onde ele e seu enorme exército não seriam uma ameaça, ele buscou se refugiar onde humano algum poderia ir.


Mas as más línguas suspeitaram de suas ações: "Opa, ele tá levando armas pro espaço" ou então "Cuidado com isso, eles estão mobilizando suas frotas pra atacar o planeta". Mesmo com as declarações públicas dele, sua voz foi abafada pela frase "Eles são mavericks, não acreditem neles".

Claro que apenas palavras não bastavam, e ações estranhas repercutiram em uma imagem ainda mais prejudicada pra General e sua organização.


Alguns de seus soldados atacaram cidades, e nem precisou que falassem em nome da Repliforce, a opinião pública cresceu em cima desses eventos e apenas apontou pra eles. Se um Reploide errou, toda a organização errou. A falha era geral, não havia exceção... era isso que disseram.

General nunca teve escolha, e olha que no início de tudo ele faz questão de bater de frente com o próprio Sigma, negando qualquer influência dele. Uma pena que os novos métodos de corrupção de Sigma apenas ignoram o chefe da organização, e miram em pequenos peões muito bem posicionados.

Sigma

Por fim, o grande vilão ressurge, agora muito mais calculista do que jamais mostrou ser. Antes visto apenas como um mal proliferado através de um vírus, Sigma se mostra uma mente muito mais traiçoeira e corruptora do que qualquer um poderia imaginar.


Aqui ele não infecta ninguém por software, aqui ele infecta por palavras. Ele passa a conduzir suas vítimas ao erro num jogo de manipulação, os fazendo escolher e agir por conta própria, naquilo que ele próprio deseja.

Sigma é um estrategista sórdido, que vem planejando a muito tempo, e só agora começa a mostrar quem realmente é.


Botar as duas organizações mais poderosas do mundo, que eram tecnicamente as únicas que poderiam confronta-lo, pra se destruírem, é apenas uma de suas jogadas em uma partida que durará vários anos. Seus planos vão muito além de mera guerra, mas isso é mostrado apenas no futuro.

Aqui, seu plano é simplesmente tirar seus principais inimigos de cena. Usar a Maverick Hunters contra a Repliforce é sua tática pra fazer com que seus rivais se matem, sem que ele precise sujar as mãos. Inclusive, Sigma vence neste jogo, mesmo perdendo no final.


É que, ele realmente consegue destruir uma das duas organizações em suas táticas, e apenas cai por tentar algo além: Ele tenta corromper Zero, o que falha, e o faz ser derrotado parcialmente.

No entanto, a Repliforce perde seu General, perde seus comandantes, e muito de seu poder militar. Isso é uma vitória pra Sigma, que ganha mais espaço pra agir sem que tenha o que temer.

E ainda por cima, ele abalou a moral da Maverick Hunters, perturbou psicologicamente Zero, e deixou X transtornado. Sigma vence no fim.


Observação: Apesar de Sigma dizer que ele encontrou Zero, e lutou mano a mano com ele, sendo supostamente infectado com o "Vírus W" pelo contato na luta (isso tudo é mostrado na cutscene, que na verdade é Sigma falando), há muitos furos nessa história que podem facilmente ser notados.

Por exemplo, Zero já tinha o X-Buster de fábrica (aprimoramento este que X pega também da mesma origem, e isso foi mostrado em X1), e ele não usa essa arma na batalha que Sigma conta. É um detalhe bobo, mas já descarta a possibilidade de ambos terem saído no murro, até porque se Zero fizesse isso, Sigma teria explodido no primeiro soco (lembra do quão poderosos eram os murros de Zero?).


Outro detalhe importante é a conversão de Sigma ser muito mais profunda que de qualquer outro maverick. Sigma não é um reploide, ele é um programa, um vírus. A mente dele é genial e vai muito além daquele corpo que ele usou na primeira luta. Sigma é o próprio "Vírus W", apenas num novo nome.

Isso fica meio que ignorado quando ele alega que Zero é a origem de sua corrupção, quando na verdade ele próprio é a corrupção. Tecnicamente, se Sigma estivesse contando a verdade ele diria que saiu de Zero e foi pra um novo corpo, ou algo do tipo. Mas do jeito que ele conta, ele realmente quer fazer parecer que Zero era o vilão e ele o mocinho. Que ele só virou algo maligno por causa de Zero, e que Zero um dia retornará ao seu mal e objetivo original. Tudo balela.


Sigma diz todo orgulhoso que ele era um comandante da Maverick Hunters, sendo que tecnicamente, quem foi o comandante foi o corpo que ele possuiu. O nome daquele corpo era "Sigma", nome que ele adotou após infecta-lo, mas é bastante provável que Sigma na verdade seja apenas o "W-Vírus" adaptado pra nova era.

E o "W-Virus" era a mente de Wily... simples assim. Parece que ele tá se apoiando nessa história pra tentar convencer Zero de que ele é seu corpo original, e assim conseguir algum tipo de consentimento pra possuí-lo.


Eu não estranharia se durante a remontagem do corpo, Sigma tenha tentado domina-lo, e não conseguiu por causa do inibidor, mas, através de uma transfusão de memórias, ele vem tentando pouco a pouco fazer com que Zero passe a acreditar que eles precisam ser um.

Do jeito que ele se mostrou manipulador, tudo é possível, tudo é esperado vindo dele.

Sub-Chefes

Como mencionei, este é o jogo com menos sub-chefes até então. Há pouquíssimos, e destes não há grande destaque em nenhum. 

Eyezard

O primeiro desses chefinhos que eu comentarei é aquele encontrado na Fase do Gelo, mais especificamente no final da primeira Área (ele que demarca o fim dessa parte).


Ele é um mecaniloide simples até, e se resume a uma máquina oval com um olho, que funciona como um tipo de núcleo ambulante. Inclusive, ela em muito lembra inimigos comuns vistos em MMX3, que tinham não só o mesmo aspecto, mas comportamento em batalha. É inclusive bem provável que seja apenas um resquício dessa tecnologia já combatida por X no passado.


Em X3 haviam duas variações dele, uma que surgia na região da Mineração, e outro na região de Gelo. Em ambas ele se revestia com o material da própria fase (pedras ou gelo) pra criar um tipo de armadura. É exatamente assim que ele Eyezard age, criando uma armadura de gelo e voando em ziguezague pela sua sala onde é encontrado.


Além do dano que pode causar com o impacto de si próprio contra os robôs, ele também usa o cenário e diferentes formas de gelo pra atacar, como espinhos que cria no teto em forma de estalactites, e também garras de gelo que cria no próprio corpo.


Ele só recebe dano quando está sem a camada extra de gelo cobrindo seu núcleo (o olho vermelho), o que acontece sempre que ele ataca ou quando vai renovar o tipo de revestimento.

Algo muito interessante é que toda essa primeira área é uma referência aos jogos anteriores, pelo menos às fases glaciais, tanto que há até os Chefes dessas fases aparecendo de relance ao fundo, congelados na deles.

O Buffalo, chefe do jogo anterior, aparece no início da fase (e não é uma escultura, é ele próprio congelado... como foi parar lá ninguém sabe).


E o Pinguim, do primeiro jogo, aparece na sala onde esse mini-boss é enfrentado, igualmente congelado.


DG-42L

Na fase do trem, também como marco de transição de área, aparece esse enorme mecaniloide, perseguindo o trem que os caçadores tão fazendo questão de destruir.


Ela é apenas uma grande máquina formada por 3 espinhos em ganchos, que ela atira pra frente, em linha, além de um canhão no topo que atira energia intercalada aos ataques de seus espinhos.


Ela não pode se mover (apesar de tecnicamente estar em constante movimentação, poiso trem tá correndo nos trilhos logo à frente dela) e a batalha é contra ela travada no canto esquerdo da tela.

Nenhum golpe dela é letal (apenas se o jogador cair no vão entre os vagões ele pode acabar morrendo automaticamente), e apesar de resistente, ela não é um dos sub-chefes mais difíceis de lidar.


Apesar desses inimigos não terem barra de energia, da pra saber quando estão prestes a explodir pela progressão do combate. No caso deste, cada parte dele vai explodindo até que não sobra nada e o trem entra num túnel, continuando a fase na outra área.

Generaid Coid

Esse chefe aparece na fase Aérea, onde X/Zero tem que passar por um monte de naves pra invadir a principal e enfrentar o comandante da frota. Só que ela é bastante protegida, tendo esse mecaniloide como sistema de segurança.


A primeira área inteira tem várias naves grandes, algumas que nem da pra destruir (e atiram com lasers gigantescos de cima), mas o sub-chefe aparece pouco antes do confronto com o chefe, justamente como uma medida de segurança mesmo.

Ele é um núcleo preso na parede (que é a única entrada para a câmara do chefe, no topo da nave), que se expõe de tempos em tempos, enquanto invoca vários canhões voadores que atiram laser em linha reta.


Os canhões são fracos, e explodem com um golpe único golpe, e o núcleo também não é tão resistente, explodindo depois de atingido algumas vezes.


Tecnicamente, nem é um grande desafio, mas por ser um sub-chefe na cara do chefe, ele acaba enfraquecendo o jogador pra batalha final da fase.

Tentoroid

Tecnicamente esse é um robô de demolição parecido com uma joaninha, que aparece na fase do Laboratório Abandonado. Essa fase era um antigo laboratório condenado, o qual tinha várias dessas máquinas provavelmente para derruba-lo mesmo.


Mas, com a chegada do chefe, tudo lá foi corrompido, e esse chefinho, junto com várias outras versões dele, aparecem como inimigos.

Ao longo da fase há vários mecaniloides flutuantes que servem pra destruir (sempre os vi como tartaruguinhas). Alguns derrubam paredes, outros derrubam telados (ou estruturas inteiras da fase) e tem alguns que só patrulham, em busca de algo pra destruir.


Mas, tem o modelo base deles, que aparece numa parte da qual o protagonista não pode fugir. O chão é demolido parte a parte por ele, e ele avança pra cima, na direção que X/Zero estiver, sendo este o único momento em que da pra feri-lo. Curioso que se o jogador ficar sem chão pra pisar antes de derrota-lo, é tecnicamente fim de luta pro jogador afinal, embaixo das plataformas que ele destrói há apenas espinhos letais.


Mas há plataformas suficientes pra dar uma chance ao jogador.


Chefes

Com relação aos chefes, além dos 8 principais, e o inicial, há mais alguns especiais que são enfrentados no final do jogo. Aliás, dessa vez nem todos os chefes são Mavericks. Metade da lista é de reploides inocentes que foram atacados na suspeita de serem malignos, e a outra metade são espiões que mancharam a reputação da Repliforce.

Eregion

Na fase de abertura do jogo, que é a cidade voadora em queda livre que X/Zero tenta impedir, aparece um dragão enorme ao fundo, logo no começo. Ele é combatível, mas não pode ser totalmente vencido, e o objetivo na primeira área é destruir os portões de acesso pros motores da cidade e acessa-los o mais rápido possível, enquanto foge do dragão Eregion (ou foge dele, o jogador decide).


Porém, é no final da segunda área, quando a cidade voadora cai e causa uma destruição enorme numa cidade abaixo dela, que o dragão é encontrado de vez e enfrentado. 


Ele é simples, apenas fica voando no canto da tela, mudando de lado de tempos em tempos, e atira bolas de fogo.


O que importa nele é que, de início X/Zero imaginam que ele é uma arma da Repliforce, mesmo ele não tendo qualquer emblema, e mesmo a própria Repliforce negando.

Como ele aparece lá junto de sinais da Repliforce (que estava tentando combatê-lo ao que parece), equivocadamente a Maverick Hunters faz essa acusação. Curioso que Zero acaba reconsiderando isso, questionando se de fato Eregion seria uma máquina da Repliforce, mas não da tempo dele investigar, pois Colonel fica bastante ofendido com a acusação, ainda mais de um amigo, e apenas vai embora.


Zero por outro lado fica com a cabeça na lua por causa dos pesadelos recorrentes e sua sensatez dá lugar a uma paranoia repentina.


O pior, é que Eregion era um maverick criado e enviado por Sigma, só pra tocar o terror e jogar a culpa na Repliforce. Ele sabia que eles iriam tentar deter a criatura, assim como a Maverick Hunters, e planejou tudo pra que a catástrofe fosse inevitável, e o estopim da confusão.

Web Spider


Não há uma ordem certa dos chefes, mas vou falar deles partindo dos inocentes pros sabotadores, começando por Web Spider, um dos inocentes.


Sua fase inteira é uma floresta, sem mavericks, mas sim reploides da própria Repliforce a protegendo.

Nela há uma arma da Repliforce, um enorme canhão que eles mantém em segredo. A Maverick Hunters recebe informações falsas de que aquela arma seria usada na rebelião para atacar pessoas, então eles vão até a base secreta da Repliforce pra aniquilar tudo e todos, numa invasão irregular.


Ironicamente, é nessa fase que está a primeira Cápsula de Light, que passa a informação de que invadi-la é um equivoco, um erro que X não deveria cometer. 

Logo, provavelmente a cápsula dele estava mesmo sob os cuidados da Repliforce, tanto que ele os conhecia. E olha que da pra ir fundo nessa hipótese, teorizando a respeito da própria Repliforce ser uma evolução dos esforços passados de Light. 


De fato, a origem desse grupo não é contada, mas ele parece fazer exatamente aquilo que Rock fazia nos tempos de Light.

Enfim, todos os inimigos vistos nessa fase são reploides da Repliforce, que não são inimigos necessariamente, apenas guardiões de uma base deles. Alguns são meros robôs de segurança, outros são reploides lutadores que só surgem pra resguardar o local (tem forma de tritões) e tem até umas miniaturas do chefe, que são mais medidas de segurança.


No fim, o Spider surge, e ele também é um "inimigo" pacífico de início. São X e Zero que o ameaçam pra início de conversa, e eles que estão onde não deveriam.


A conversa com ambos é quase a mesma, onde ele apenas diz que vai defender seu grupo e seus aliados a todo custo, mas, é com Zero que ele acaba revelando mais, pois ambos já se conheciam previamente. Aparentemente, Web Spider e Zero já haviam se encontrado antes e até trabalhado juntos, mas agora Spider era membro da Repliforce e agia como um segurança daquela base, apenas isso.

Seus ataques consistem em lançar teias digitais que flutuam na direção de X/Zero. Se pegar, eles ficam presos recebendo dano por um tempo, fixos onde pararam, onde Spider pode surgir pra causar ainda mais dano com encontrões.


Spider fica saindo da tela pelo topo, voltando em diferentes locais, descendo pendurado em uma teia, sempre repetindo esse movimento, até ficar com metade da energia.


Daí ele fica um tempo invulnerável carregando suas teias tudo de uma vez, e as lança formando uma grande teia no centro, na qual ele fica ziguezagueando de um canto ao outro, intercalando entre disparos de miniaturas dele, e mais teias pra prender os outros.


Após vencido, ele entrega pra X o poder de criar Teias de Energia, 1 por vez, que fica na vertical, e serve apenas como parede temporária pra pegar impulso e pular mais alto.


Quando esse poder é carregado, X cria a super teia que, ele não pode subir nem escapar, mas causa dano na região central de quase todo o campo de visão de X. É um dano baixo, mas causa.


Agora, quando Zero o derrota, ele aprende uma forma de usar a energia desse chefe no Z-Saber, dando uma estocada elétrica de médio alcance. É um golpe lento, porém sem consumo de energia.


Storm Own


A fase de Storm Own (sem parentesco com Storm Eagle) é uma frota de naves inteira, tudo da Repliforce. Como a quantidade de naves equipadas inclusive com armas poderosas, é grande de mais, a ameaça era tangível o bastante para que os Maverick Hunters tivessem carta branca pra destruir geral.


Só que, toda a frota era apenas uma mobilização da Repliforce de seu pessoal pra grande mudança ao espaço, tanto que essa mesma frota é vista posteriormente fazendo justamente isso, na fase final.

Mas, os "heróis" chegam destruindo tudo, o que é a única razão para as armas atacarem de volta. Elas apenas reagem à presença dos invasores.


Isso é reforçado pelo próprio corujão, que quando aparece, reclama pela Maverick Hunters estar destruindo a frota sem motivos. 


Ele é um soldado respeitável, e faz questão de prestar continência antes da luta iniciar. Ele apenas defende o espaço militar da Repliforce, nada além disso.

Seus ataques consistem em voar de um canto ao outro no topo de uma nave, com um dos Estabilizadores da Nave servindo de plataforma.


Ele sai de tela entre um ataque e outro, e costuma variar entre investidas (onde pode agarrar os invasores pra causar dano) ou disparos de energia com vento.

Ele também pode lançar esferas perseguidoras, e laser em direções fixas, com rajadas de energia.


Também consegue invocar tornados (que matam no impacto) em metade da sala.


Por fim, se ele durar tempo o bastante, pode apelar invocando vento contínuo em quatro direções, que fica girando pela tela enquanto ele fica no centro, voando.

Ao ser derrotado, ele passa pra X a capacidade de lançar rajadas de vento nas duas direções de uma vez.



E, quando carregado, esse poder cria um tornado grande de vento, também nas duas direções.


Já Zero, converte a energia que o Coruja gerava em um novo tipo de lâmina pro Z-Saber, passando a causar um pouco mais de dano com seus cortes, e conseguindo fatiar disparos de inimigos.


Observação: As Cápsulas Duplas de Light ficam nessa fase, na segunda Área, antes do chefe e do sub-chefe. O estranho é que toda a área é uma nave, a nave principal do Corujão. É meio ilógico haverem cápsulas escondidas de todo mundo, em algo que foi construído para transporte, logo, é bem provável que a Repliforce estava conduzindo as cápsulas de propósito.


Talvez, a Repliforce tinha mais conhecimento sobre esse item do que X imaginaria, mas na ignorância dele, ele apenas saiu destruindo tudo. E olha que o objetivo nessa fase é DERRUBAR A NAVE. Se parar pra pensar, X estaria tão cego pela missão que agiu contra si próprio, e contra Light.

Slash Beast


O Trem é outro ponto atacado pelos Maverick Hunters, recheado de soldados da Repliforce, mas também com alguns mavericks invasores. O trem em si já estava sob ataque, mas quando os caçadores aparecem, eles apenas destroem tudo indiscriminadamente.


Isso fica bem claro quando vemos o trem sendo destruído "acidentalmente" por reploides da própria Repliforce, jogando granadas ao tropeçarem. Esse acidente é totalmente forjado, e na verdade eles estão destruindo os recursos da própria Repliforce, de propósito.

O trem era apenas um meio de transporte de equipamentos e suprimentos para a Repliforce se preparar pra sua mudança ao espaço, mas, a Maverick Hunters recebeu um falso alerta de que era um suprimento de armas pra guerra, por isso começaram a atacar.


Paralelo a isso, o trem também é constantemente atacado por mecaniloides com explosivos, e até aquele mini-chefe trem, que chega na perseguição para destruir os vagões, anda além disso.

Quando Slash aparece, ele surge correndo ao lado do trem (bem provável que ele nem tava nele, e só foi pra enfrentar os invasores), dando de cara com os mavericks Hunters.


Ele faz questão de dizer que está surpreso por eles estarem ali, atacando a carga deles, e diz que lutará com todas as forças, até feliz por finalmente poder destruir alguém. Sim, numa das conversas originalmente traduzidas, ele diz que não mata ninguém a tempos, o que apenas deixa evidente que apesar da brutalidade de seus ataques, ele não é um reploide agressivo, muito menos um maverick.

Na luta, ele se joga com as garras pra cima, dando investidas pra baixo com rapidez. Depois ruge pra ameaçar e repete o movimento.


As vezes ele apenas pula de um lado ao outro, e as vezes ele dá investidas, também com saldos à distância.


Conforme vai se ferindo, ele passa a dar investidas mais rápidas e com as garras afiadas por energia, de um lado ao outro do vagão, além de atirar laminas de energia.


Por fim, ao ser derrotado, ele passa pra X a capacidade de lançar 3 rajadas cortantes de energia pra frente.


Quando carregado, esse poder cria rajadas mais fortes, mas que na prática não cortam praticamente nada.


Já Zero, aprende um movimento extra pro Z-Saber, realizando um corte baixo bem rápido, caso esteja correndo, e use o ataque especial (o mesmo que dá o golpe elétrico).


Frost Walrus


O último dos inocentes é o Walrus, um tipo de Leão Marinho de gelo, que protege uma base numa região ártica.


Essa é a fase onde tem vários dos mavericks antigos congelados ao fundo, e pela forma como tudo se encontra, é bastante provável que Walrus e a Repliforce tenham tomado conta do local pra assegurar que esses mavericks não fossem "reciclados".

Tanto que um dos poucos que aparecem da antiga leva de vilões é justamente aquele sub-chefe de gelo. Boa parte dos inimigos dessa fase são apenas reploides da repliforce, que trabalham no congelamento dessa região.


Diferente do que é visto em outros jogos, esse gelo não tem o viés vilanesco, e não ta sendo criado pra destruir alguma cidade ou algo do tipo. Justamente pelo contrário, com a quantidade de mavericks congelados, soa como uma medida de contenção.


Tem até um reploide que surge voando na segunda área, que tem a capacidade congelar todos da região, todos os mavericks. E sim, a partir da segunda área passam a aparecer alguns robôs corrompidos, mas eles são igualmente contidos em cubos de gelo pela Repliforce.


Daí aparece X/Zero, com a missão de invadir uma base secreta dos vilões e destruir uma arma secreta que eles escondem lá. Outra informação falsa passada por gente infiltrada na inteligência da Maverick Hunters.


Quando Walrus aparece, protegendo uma sala onde o gelo era produzido, ele faz questão de debochar igualmente de Zero e X, por terem sido enviados pra atacar suas instalações. Ele diz que eles são crianças, jovens de mais para peita-lo, e como um bom soldado vai acabar rápido com eles.


Infelizmente ele não é muito forte, e costuma se jogar no chão escorregadio pra tentar acertar os "heróis" com seu corpo, lentamente.


Ele também pode criar mais gelo e gerar obstáculos pelo chão, nada de mais.


Walrus é um dos mais fáceis de derrotar, e quando isso ocorre, ele passa o poder de criar blocos de Gelo pra X, que reveste todo seu corpo com gelo e o deixa cair.


Quando carregado, ele cria vários blocos de gelo no ar, que caem em todo seu campo de visão.


Enquanto a Zero, ele aprende a transformar a lâmina do Z-Saber em Gelo com a energia pega desse chefe, e ao usar o especial pra baixo (mesmo esquema do ataque elétrico) ele cai rapidamente com gelo na lâmina.


Magma Dragoon


A lista de inimigos reais começa com Magma Dragoon, um ex membro da Maverick Hunters, que do nada virou um membro da Repliforce. Ele é visto logo no começo do jogo, e X/Zero deveriam suspeitar muito dele ali mesmo.


É ele quem passa as primeiras informações falsas sobre o envolvimento da Repliforce com os mavericks na cidade em queda livre, e depois sai vazado como se nada tivesse acontecido.

Na época do ataque, ele respondia pela 14° unidade da Maverick Hunters, mas ele não deveria estar ali naquela hora. Zero e X estranham a presença dele, mas diante da urgência, aceitam a ajuda de bom grado.


Só que Dragoon já chega falando que é impossível salvar a cidade voadora, e impedir sua queda, pois mavericks tinham destruído o motor dela. Curioso que ele é visto no local destruído, mas como ele é um aliado, ninguém suspeita.

Não da outra, dentre as missões que os caçadores recebem, uma era ir atrás de Dragoon, que tinha supostamente renunciado ao cargo da Maverick hunters e se unido à revolução da Repliforce. Tudo mentira.


Dragoon se instalou num vulcão e começou a causar problemas se passando por um Repliforce. Ele conseguiu até mesmo corromper alguns poucos reploides da Repliforce (e realmente tem bem menos reploides nas duas áreas dele), tudo pra fingir que estavam todos do mesmo lado.


Mas, antes de seu confronto, ele usa a verdade pra provocar X (especificamente X). Ele diz que foi ele quem causou a queda da cidade voadora na cidade comum, e ele que massacrou as pessoas tudo. só por isso X ataca ele sem dó, convencido de que ele era um maverick, e não mais seu ex-colega hunter.


No caso de Zero, ele apenas diz que a verdade não importa e agora ele responde à Repliforce.


Bem, sua luta inteira é uma grande referência à Street Fighter, ou melhor, aos movimentos especiais que X pega em X1 e X2. O chefe usa e abusa de Hadoukens de fogo e Shoryukens, além de dar chutes, investidas, e até lança meteoros.


Isso faz tudo ficar bem difícil, pois ele se move rápido e pula bastante ,além de variar muito nos golpes. Só que, este é aquele chefe que da pra acessar usando um Mecha.


Apesar de ter lava nos cantos da fase (o que mata instantaneamente ao contato), da pra andar por ela usando o Mecha que aparece um pouco antes da entrada do chefe. Ele pode romper aspedras da entrada, permitindo assim que X/Zero acesse o chefe equipado ao estilo "Vile".

Assim, o jogador já inicia a luta com uma baita vantagem de vitalidade extra, e ataques contínuos, pois mesmo quando o mecha tá perto de explodir, ele pode continuar atacando, e não há intervalos.


Enfim, após derrota-lo, diferente de todos os demais chefes, há um diálogo extra com Dragoon.


Ele explica pra X e Zero que tudo que fez, foi a pedidos "dele" (Sigma), e que tudo que queria era uma chance de lutar contra X ou Zero (na verdade, é muito mais provável que o rival dele real tenha sido X, pois ele não parece ter tanta interação com Zero). Só que, mesmo praticamente ele afirmando que tem gente por trás das ações da Repliforce, como ele não diz que é Sigma, X e Zero continuam suspeitando (até ainda mais) da organização militar, e redobram seus esforços para detê-los.

Bem, o poder que ele entrega pra X é a capacidade de jogar uma Bola de fogo pra cima.


E quando carregado, esse golpe dá um gancho pra cima com fogo (não é como o shoryuken mas, é bem parecido).


Já Zero, apenas aprende a dar um golpe com o Z-Saber, com a lâmina usando o elemento desse chefe, quando o especial é usado pra cima, também sem qualquer consumo de energia.


Observação: Uma das cápsulas de Light fica escondida nesse vulcão, mas ninguém sabia dela, nem Dragoon, nem a Repliforce, e provavelmente era uma das Cápsulas perdidas mesmo, tanto que ela está tão bem escondida quanto a cápsula que causava terremotos em X2.


Jet Stingray


Este chefe, que é um tipo de Arraia, é um criminoso pra valer que era membro da Repliforce. Ele foi totalmente corrompido, mas usa as insígnias e soldados da Repliforce (que foram corrompidos com ele) pra manchar a reputação da organização.


Uniformizado, ele ataca cidades e foge, e é numa dessas fugas que os caçadores vão atrás dele. A fase dele que é a da Moto, onde os caçadores tentam captura-lo numa perseguição.


A primeira área não tem qualquer sinal dele, e mais parece uma zona subterrânea (provavelmente um dos túneis que ele usou pra fugir), com alguns mavericks motoqueiros (repliforces corrompidos) e explosivos.


Já a segunda Área tem o próprio Jet voando, tentando fugir de início, mas depois tentando derrubar os caçadores.

Feri-lo não muda seu status na hora de lutar diretamente com ele, mas, ajuda na corrida com a diminuição de obstáculos.


Bem, quando encurralado, Stingray diz exatamente a mesma coisa pra quem quer que o encontre, apenas confirmando que é um criminoso maverick, e já que não conseguia mais fugir, iria lutar.


Seus ataques consistem em ficar aparecendo na direita ou esquerda do cenário, lançando miniaturas de si no solo (com água até a metade da tela), enquanto pode dar investidas, ou reaparecer do outro lado, repetindo o movimento.


É talvez um dos chefes mais fáceis de derrotar pois, ele fica perto da parede, mas não o bastante pra atingir X/Zero, assim, da pra ficar atrás dele atacando. 


As pequenas arraias também só se movem perto do solo, e o máximo que podem fazer de diferente é quando começam a sair na cor avermelhada, e descem para o chão na na direção de X/Zero (pra baixo na vertical mesmo).


Perto de ser derrotado, ele passa a fazer turbilhões de água na parte submersa, mas ainda se torna um alvo fácil pelas costas.

Quando derrotado, X aprende a lançar pequenas lâminas em forma de arraias que caem no chão enquanto se movem pra frente.


Se carregado, a lâmina sai um pouquinho maior (é bem fraca).


Já Zero, aprende o Dash no Ar, imitando a capacidade de Voo do Arraia.


Cyber Peacock


Esse é outro dos vilões reais, e pior, ele é um tipo bem diferente de reploide, pois sua composição é totalmente digital (semelhante a Sigma, ele é mais programa do que robô).


Esse grande pavão tomou conta de uma região repleta de servidores, aparentemente com o propósito de corromper a Cybernet, fosse pra ter mais controle sobre reploides e seus softwares, fosse pra produzir algum tipo de vírus como o de Sigma, o que importa é que ele o faz jogando a culpa na Repliforce.

Assim, X e Zero tentam impedir, invadindo o local e sendo analisados no processo. Apesar de que na lógica, esse mapa tem maior resposta a X do que ao Zero.


Isso pois, ele se divide também em 2 Áreas, mas a primeira Área é formada por 3 fases de teste desenhadas pra avaliar o tempo de ação e resposta de X/Zero.

É preciso atravessar cada parte o mais rápido possível pra habilitar uma sala extra no portal ao fim de cada cenário.


Há um rastreador em cima de X/Zero que avalia seu tempo e alerta quando ele tá demorando muito, e é preciso conseguir o melhor tempo pra ter um Rank S, e abrir uma passagem pra um Coração, um Subtanque e uma Cápsula de Light.

Com Zero, ao invés da cápsula, surge um Subtanque, e os demais itens são trocados também, com o Coração surgindo onde o Subtanque apareceria, e no lugar do Coração vindo apenas uma vida.


Essa é a primeira fase na franquia com desafio e recompensa, mas o curioso é que é um vilão que entrega as tais "recompensas", sugerindo que era uma provável armadilha.

Contudo, isso tudo era pra analisar o potencial máximo de X/Zero (na verdade, mais X pois ele só responde adequadamente a ele), e a recompensa é proposital pra motiva-lo.


A segunda Área é apenas um cenário que inverte o solo com o teto dependendo de interruptores que o protagonista pressiona, sugerindo que ele tem sua própria gravidade, além de estrutura digitalmente regulada.


Todos os inimigos que aparecem são apenas robôs criados por dados (lembra muito as máquinas que sigma criava quando entrava na forma Vírus em X2), logo, são todos mavericks fabricados.

Quanto ao Pavão, ele surge numa câmara pra confrontar X/Zero, e faz questão de demonstrar surpresa com relação à performance de X (no caso de Zero, ele apenas diz que ele chegou longe). Pela avaliação (que lembra muito a análise pela qual X passa também em X2), Peacock informa que a programação de X é irregular, incomum, impossível de existir (ele não diz tudo isso, mas fala nesse tom). Provavelmente, a Cápsula Light que ele acessa tava sendo monitorada, e foi igualmente analisada nesse processo todo.


Enfim, a luta contra ele consiste nele ficando invisível (ao virar apenas dados) e reaparecendo em cantos aleatórios, realizando movimentos diferentes com sua grande cauda com Penas.


Ele também pode apenas ficar voando num canto, enquanto lança um rastreador e uma a uma de suas caudas, como mísseis que voam na direção do alvo, explodindo depois de um tempo.


Ao derrota-lo, o poder que X pega é a capacidade analítica misturada com rastreio. ele passa a lançar um arco de energia pra frente, com um laser que pode ser movido pelo direcional. Se tocar em algum alvo, ele se fixa e causa dano.


Ao carregar o ataque, o laser fica em disparo contínuo independente de ter um alvo ou não, e X pode redirecionar o feixe de energia dentro do arco à sua frente.


Já Zero, relembra a codificação para o Giga Ataque, que ele só usaria caso Sigma tivesse obtido total controle sobre seu corpo em X2 (reparou que tem muita referencia ao X2 nesse mapa?). Assim, ele passa a dar o Giga Ataque se usar R2, e isso consome energia (é o único golpe que consome), a qual pode ser restaurada pegando Esferas Azuis ou recebendo dano.


Split Mushroom


Por fim, tem esse maverick que não responde nem em nome da Repliforce, nem em nome da Maverick Hunters, mas acaba sendo suspeito de ser um Repliforce por surgir em meio a recente onda de eventos.


Ele é ativado num antigo Laboratório Biológico, que tava tão velho e ferrado, que tinha centenas de reploides demolidores por toda parte.

A fase em si é curiosa pois também tem divisões de setores entre as Áreas, com uma escadaria giratória no começo (com um ótimo efeito 3D pré-renderizado das escadas) e elevadores.


As máquinas que mais aparecem são apenas as joaninhas demolidoras mesmo, e algumas plantas robô (provavelmente plantas criadas sinteticamente pra gerar energia ou coisa assim, de um projeto antigo que foi ou descontinuado, ou mudado drasticamente, e elas eram sucata).


O chefe, enfrentado no topo desse laboratório, é um jovem cogumelo robô, que realmente tem aspecto infantil. Só que, ele diz que só tá lá pra brincar, com o único objetivo de exterminar qualquer invasor.


Seus ataques consistem em pular nas paredes e invocar vários clones digitais de si mesmo, que se jogam na direção de X/Zero.


Ele também pode apenas criar uma cópia idêntica de si mesmo e ficar correndo e pulando de um lado ao outro na sala, pra causar dano em X. Esse efeito só é possível por alguns esporos que ele joga no ar (e afetam a visão dos robôs).

 

Ao vencer, X aprende a projetar uma versão virtual de si mesmo alguns metros à sua frente.


Quando carregado, esse poder permite que ele projete uma versão física de si mesmo, apenas com dados, que pode se mover (mas não pode sair da tela de visão do corpo principal) e pode explorar qualquer ponto, além de atacar, sem levar dano (mas some se cair em precipícios).


Zero no caso aprende dois golpes com esse chefe. O primeiro é um corte circular quando pula...


E o segundo é o Pulo Duplo. É interessante que este é o único chefe a entregar 2 movimentos de uma vez, mas na verdade, e nem da pra dizer que o Pulo Duplo é consequência do golpe giratório pois um independe do outro pra funcionar. Mas, na lógica, Zero aprendeu a dar mortal no ar então, também teve de aprender a dar o segundo pulo.


Colonel


Esse chefe é um especial que aparece para X quando 4 fases são superadas. Mas, ele também aparece pra Zero, só que eles não chegam a lutar por causa da Iris.


Colonel provoca X depois que 4 fases são atacadas (não importa quais) provavelmente por perceber as intenções da Maverick Hunters em sabotar a Repliforce. E com X, ele cria uma armadilha, e é o primeiro a bater.


Já com Zero, ele o convoca pra uma conversa pacífica, pra explicar a situação, mas Zero é o primeiro a atacar, e justamente por isso, Iris implora pra eles não lutarem, e a luta simplesmente não ocorre.


Em ambas as situações, esse é o primeiro confronto real de Colonel, mas não é o primeiro encontro.

Antes disso, ele aparece nos destroços da cidade voadora na cidade destruída, procurando por Iris. Ao encontrar X, ele é confundido com um Maverick e por se recusar a se render, ele acaba fazendo com que X alegue que ele é mesmo um maverick, e toda a Repliforce também (exagerado de mais).


Com Zero, ele o reconhece, e ainda vê que Zero resgatou sua irmã, permitindo que ela fique sob custódia dos Maverick Hunters. Porém, ele também se recusa a se entregar, não por ser culpado, mas por ser orgulhoso, e não aceita ser tratado como um maverick. Infelizmente, mesmo com Zero alertando que uma atitude assim seria mal interpretada, ele segue adiante e a guerra começa.


Enfim, ao lutar, Colonel usa um Sabre de Energia parecido com o de Zero, e pode correr rápido o bastante pra ficar invisível, dando golpes de surpresa.


Ele também pode cortar o ar gerando laminas de energia de longo alcance.


No confronto com X, ele só usa esses movimentos, só que, depois que os 8 chefes são derrotados, X e zero acabam atacando a frota da Repliforce uma vez mais, bem na hora que eles tão partindo pro espaço. É ai que Colonel surge pra impedir o ataque, confrontando eles.


Nesse caso, mesmo com Iris implorando pra zero não ir, ele vai e a luta é inevitável, sendo o primeiro e único confronto real de Zero contra Colonel. Já pra X é o segundo.


Colonel usa os mesmos movimentos, um pouco mais acelerados, e também passa a invocar raios no centro da tela, que jogam bolas de energia no solo após caírem.


Perto de ser derrotado, ele passa a criar uma grande lâmina de energia à distância, que arremessa pra frente, e que vai crescendo conforme se distancia dele (mas é fácil evitar ficando no topo do cenário).


Ao fundo, da pra ver as naves partindo, e não dá outra, após Colonel ser vencido, ele diz que é tarde pros caçadores, e que a Repliforce já conseguiu se realocar. Ele morre, na frente de Zero/X, e faz questão de pedir pra Zero que fale pra Iris que ele morreu como um soldado, e feliz.

É uma morte bem desnecessária, fruto da ignorância atual da Maverick Hunters.


Bem, a partir desse ponto, já começa as fases finais, e caso o jogador reinicie o jogo, elas sempre voltam do início da última gravação. Mas, por causa do sistema de Áreas, elas tem tecnicamente 2 chefes cada, tirando essa de Colonel.

Aliás, agora o sistema de Memory Cards é usado pra guardar o processo do jogador, o que aboliu o uso de Passwords de vez.


Iris


Com Zero, a primeira Área da segunda fase tem como chefe Iris, pois ela não suporta a morte do irmão.


Ela viaja junto com a Repliforce e já no espaço, absorve o núcleo do falecido irmão pra se vingar, atacando seu amado Zero. Ela até diz que, tinha avisado várias vezes, mas eles haviam chegado naquela situação, e ela continuaria o que seu irmão começou.


Apesar de tecnicamente ela ser a primeira maverick feminina que X e Zero enfrentariam, na lógica, ela nunca se tornou uma maverick, nem mesmo é uma reploide de batalha. Quando ela luta, ela se equipa com uma armadura estilo Mecha, e o ponto fraco dela nem é seu corpo, e sim o núcleo de seu irmão.


Curioso que durante a luta, no começo, Iris é invulnerável a qualquer dano, e o máximo que ocorre ao receber golpes de Zero e ela expelir drones, muitos deles, que atacam ele em seguida.


Mas, com um tempo de luta, o Núcleo de Colonel que ela absorveu simplesmente sai da armadura, e começa a lutar separadamente, lançando lasers, assim como ela.


Só que o núcleo leva dano, e é a única forma de vencer.

Ao meu ver, Colonel mesmo estando morto, ainda tenta proteger a irmã e só por isso ele deixa o corpo dela, tentando enfrentar Zero sozinho e evitar que ela se machuque fisicamente, e emocionalmente. Mas no fim, a explosão é grande de mais e o corpo dela é ferido mortalmente.


Zero pela primeira vez chora, muito, ao testemunhar as últimas palavras de Iris, que eram mais puras do que tudo que ele tinha ouvido até ali. Ela só diz que queria viver o sonho da Repliforce, num mundo só de reploides onde não haveria mais guerra, e queria viver com Zero ao seu lado.


O que Zero e X não entenderam desse sonho, era que na verdade, a Repliforce só tava deixando o planeta, e não tava planejando exterminar a humanidade ou coisa assim. O tenso é que, todas as informações foram tendenciadas e manipuladas para levar eles a uma interpretação muito enganosa.


Zero já passa a questionar suas razões de luta nesse ponto.

Double


No caso de X, ele mesmo decide ir interceptar a Repliforce no espaço, de nave tudo mais. Ele nem tenta avaliar a situação, apenas vai pra destruir tudo e pronto.


Só que, Sigma percebe que X pode atrapalhar e decide tirar Double da mera espionagem ,pra coloca-lo no caminho de X, enviando-o ao espaço também. Double massacra vários hunters facilmente, e ainda engana X no rádio, pra depois ir lá encontra-lo.


Ele assume sua verdadeira forma ao rastrear e encurralar X já no espaço, e ali admite ter sido um espião o tempo todo. Mesmo assim a ficha de X não cai, e ele não percebe que tudo o que ele tava fazendo até então era fruto de manipulação.


Ele só acha que Double foi mais um dos convertidos em Maverick e como sempre, decide dar fim ao robô.


Na luta, Double não é tão complicado. Ele apenas fica dando investidas em X, pulando nas paredes e teto e se jogando pra cima dele.


As vezes ele também cria esferas grandes de energia que ficam um tempo paradas no ar, só pra atrapalhar X na esquiva mesmo, além de lançar Lâminas de Energia grandes, mas isso perto de morrer.


Depois de derrotado, fica por isso mesmo. X não fica depressivo, e apenas aceita mais um maverick pra lista de corpos.


General


O chefe da segunda Área dessa mesma fase é o General, o grande líder da Repliforce.


Ele nem tava preparado pra batalha, e aparece sentado num trono gigantesco. No entanto, ele não evita a luta, apenas se mobiliza e começa a atacar, isso depois de ameaçado é claro. 


Tanto X quanto Zero o enfrentam da mesma forma, no entanto com Zero ele tem um pouquinho mais de interação, já que Zero o ataca por puro ódio, o culpando pela morte de Iris.


Assim como diz pra X, ele apenas alega que fez o que era preciso pra alcançar a liberdade dos Reploides, mas enquanto Zero estava cego pela fúria, X apenas ignora as palavras dele e acredita que ele é só mais um dos muitos Mavericks que ele vem destruindo a anos. Engraçado, pois dessa vez era mesmo verdade.

A luta é meio lenta, pois o cenário é grande, mas o chefe é enorme. Ele se move devagar, e apesar de poder voar, ele ocupa mais espaço que o Kaiser Sigma em X3.


A vantagem, é que em X4 os disparos de X acertam chefes mesmo quando estão fora do campo de visão (algo que não acontecia nos 3 jogos anteriores), o que da uma forcinha pra atingir a cabeça dele, seu único ponto fraco.


Já com Zero, a luta demora muito mais pois acerta-lo de Z-Saber sem sofrer dano é difícil. ele fica muito alto, e no máximo Zero pode atacar quando ele voa de um lado pro outro da sala, movimento este que ele raramente faz.


Geralmente ele fica num canto, atirando seus dois punhos como foguetes bem lentos, que servem de plataforma. Depois ele fica jogando anéis de energia na direção de X/Zero. O ruim disso é que, mesmo tentando guiar os anéis pra direção desejada e atacar a cabeça entre eles, é algo bem complicado de fazer, e ainda por cima com a necessidade de atacar com o Z-Saber.


Derrotar esse chefe de Zero é bem mais difícil, mas quando ele decide ficar voando de um lado ao outro, as vezes dando investidas no chão pra explodir tudo, ele vira um alvo fácil pro corte junto com Dash.


Após derrotado, ele fica com um braço e uma perna a menos (nem faz sentido pois são partes que nem são atacadas dele, mas okay) e então ele lamenta pelo ocorrido, mas não chega a explodir, pois bem na hora, alguém ativa o sistema de armas da base espacial em que estavam.


É ai que começa a fase final, com X/Zero deixando General pra trás e indo desativar a arma.


Os Oito Chefes

Como sempre, é preciso antes de tudo enfrentar logo de cara os 8 chefes novamente, cada um em uma cápsula que teletransporta pra um cenário próprio.


Esses não são os reploides restaurados, pois X e Zero não interagem com eles. Parece muito mais com uma simples simulação virtual, o que é provável depois que foi revelado que versões totalmente digitais, como Peacock, também podem ser confrontados fisicamente em ambientes propícios pra isso. Talvez as cápsulas de acesso sejam apenas câmaras digitalizadoras, para atrasar X/Zero.


Assim como de costume, entre uma luta e outra não há descanso, com no máximo um item de regeneração de energia vital e energia especial aparecendo entre as cápsulas.


Derrotando todos os chefes, uma cápsula dourada se habilita pra levar até o chefe final.

Sigma


O que é a segunda Área dessa última luta, é na verdade um encontro com Sigma, quem estava observando o tempo todo.


Com X, ele apenas debocha dele falando que ele fez tudo do jeitinho que Sigma queria. Todos que ele matou, eram alvos de Sigma, e X serviu como seu executor sem nem perceber. Mas, nesse caso X não se importa muito e como sempre, parece surdo quando se trata de um maverick na frente dele, apenas indo pra luta.

Agora, no caso de Zero, tem até cutscene! Sigma não apenas recebe Zero, como o provoca, diz que ele estava destinado a tudo aquilo, e começa a contar sobre seu passado.


Tudo o que assistimos, é Sigma falando. ele conta de como encontrou Zero, e como Zero era o vilão, e também como a luta mudou os dois. Claro que Zero ignora tudo o que ele diz, pois independente de ser verdade ou não, ele queria Sigma morto o mais rápido possível, tudo por Iris.

Zero chega a dizer que não ta nem ai se é maverick, se foi um dia ou se será. Ele só quer acabar com Sigma e pronto.


Aí a luta começa, numa sala projetada por Sigma.


De início ele aparece encapuzado como se fosse a própria morte, e atira energia, esferas pra baixo que desviam no chão...


Ou uma foice enorme que ele arrasta de um lado ao outro da sala.


Mas, ele é muito vulnerável a fogo (com o fogo carregado de X então, ele cai com 2 golpes), queimando ao ser atacado assim.


Uma vez que é derrotado nessa forma, ele assume seu corpo, com uma foice grande.

Sigma Ceifeiro

Nesse corpo ele tem vários movimentos que, acabam ficando padronizados se o jogador entendê-los.


Primeiro ele sempre dá um pulo pro alto e lança sua foice girando pro lado que X/Zero estiver, enquanto ele paira no ar. Nessa hora, a foice da uma volta completa e passa por baixo dele, sendo possível escapar ficando do lado oposto.


Mas, em seguida, ele pula mais uma vez e arremessa a foice novamente, no entanto ela não fica voando, ela se finca onde X/Zero estiver. Isso gera um segundo movimento dele em sequência...


Se a foice pegar na parede, Sigma pula pro lado oposto, enquanto a foice eletrifica a parede toda, e ele atira um laser dos olhos em direção ao chão. Da pra escapar pulando acima dele e atacando (ele é muito burro).


Mas, se a foice fincar no chão, é o chão que fica eletrificado, enquanto Sigma invoca vários "bumerangues" que ficam pairando no ar, e voam na direção de X/Zero de tempos em tempos (é o mais difícil de esquivar na minha opinião).


Depois de aprender como evita-lo e ataca-lo, induzindo ele aos golpes que mais deixam ele vulnerável, Sigma explode, mas não é o fim.

Sigma e seus Múltiplos Corpos

Tudo começa a desmoronar, mas antes de conseguir fugir, X/Zero se depara com mais um corpo de sigma, segurando um enorme rifle (no caso de Zero, Sigma faz uma provocação desumana dizendo que ele se unirá a Iris).


Só que esse não é o único corpo que ele usa. Naquele local (que pelo jeito era um tipo de esconderijo de Sigma dentro do território inimigo, onde ele ficou só observando a Repliforce se lascar de dentro), ele tinha uns 5 corpos!

Só que apenas 2 são seu ponto fraco. Sigma fica projetando esses corpos (pelo que parece ele usa a mesma tecnologia do Pavão) surgindo em suas formas intercaladamente, pra dar um golpe e trocar.

As formas são as seguintes:

A principal é com Rifle, aparecendo no canto direito e usando 1 dentre 2 golpes diferentes. O primeiro é um tiro que varre o mapa (na versão em inglês ele chama isso de "The End") mas da pra escapar planando ou dando pulo duplo. Ele só dá esse tiro e some.


O segundo é uma sequência de disparos de laser, lentos, que ele faz em 3 direções, tentando acertar onde X/Zero estiver. 


Nessas duas formas ele invoca suas Cabeças (que são as outras formas) mas, elas ficam paradas e servem apenas de plataformas, podendo ser destruídas mas, voltando posteriormente. Sigma só pode receber dano nessa forma (e em outra, mas já falo), e a barra de vida que ele tem nessa forma é individual (ou seja, é preciso derrotar ela e a outra).

A segunda forma principal é uma Cabeça grande Sucateada, que aparece no lado oposto do cenário, no canto esquerdo, também com dois ataques diferentes, mas usando apenas 1 por aparição, randomicamente.


O primeiro seria o que ele invoca Espinhos (Mortais) na parede, e começa a assoprar bastante, gerando um vento poderoso pra caramba, e empurrando X/Zero na direção dos espinhos. É preciso correr contra, e então aproveitar pra atacar a cabeça, que tem sua própria barra de vida.


No segundo golpe possível, ele invoca as cabeças, que apenas servem de obstáculo (uma delas também com espinhos letais). Ele então suga o ar, puxando os "heróis" em sua direção, mas também puxando um monte de pedras e detritos, que causam dano no caminho. Então, ele sopra tudo que absorveu, jogando X/Zero na direção da parede com detritos junto.


Nessa forma, da pra ataca-lo se destruir as cabeças e abrir caminho, porém o risco de levar dano pelos detritos é alto.


Entre essas duas formas, Sigma assume suas Cabeças elementais (as mesmas que ele invoca pra dar suporte nos ataques principais). Cada cabeça tem um movimento próprio, e são três:

A de Fogo, surge no canto esquerdo do mapa, e atira bolas de fogo na direção de X/Zero, se movendo pra cima e pra baixo, por alguns segundos, até sumir ou ser destruída. As outras duas cabeças viram plataformas no lado oposto.


A de Gelo, surge do lado direito, e começa a soprar gelo no chão, voando pra esquerda até chegar às outras duas cabeças, que também surgem apenas como plataformas no lado oposto.


E a de Raio, surge no centro na parte superior, e começa a atirar Bolas elétricas que ao tocar em qualquer superfície, explodem e jogam raio rente ao solo nas duas direções. Como sempre, as demais só viram plataformas nos cantos.


O tenso é que, se X/Zero tiver no espaço onde essas "plataformas" podem aparecer, ele explode assim que elas se projetam, pois é esmagado. Ou seja, o ideal é sempre ficar no meio e ir se adaptando a cada nova configuração de Sigma.

Por padrão, ele sempre surge com a Cabeça de sucata, depois uma das 3 cabeças elementais aleatoriamente, e então com o Rifle, aparecendo mais uma vez como uma das 3 cabeças, e reaparecendo com a sucata. Ele fica nessa, até que uma das duas formas principais seja destruída com seu hp drenado.


Quando isso ocorre, a que sobrou sempre aparece e em seguida invoca uma das 3 cabeças elementais, aparecendo depois, o que deixa tudo um pouco mais frenético.

Tanto as cabeças elementais quanto os ataques que as partes principais vão usar são aleatórios, então nunca da pra se preparar antes de aparecerem. No máximo, é possível tentar prever e ficar posicionado pra escapar ou lidar com o desafio mais facilmente, mas é fácil ser pego de surpresa.


Pior é a letalidade da batalha. Essa é a terceira forma de sigma, e é possível morrer com 1 golpe só se ficar no espaço em que alguma plataforma vai surgir, ou se for pego pelos espinhos na parede. Se isso ocorrer, é preciso enfrentar novamente a forma de Morte e Ceifeiro. E pior, se o jogador sem querer sair da fase, ao voltar é preciso enfrentar os 8 chefes da Área 1 de novo.

Não é nada fácil vencer na minha opinião, e eu mesmo sempre sofro (mesmo conhecendo todos seus movimentos). curiosamente Zero é mais forte contra Sigma do que X, pois o Z-Saber causa muito mais dano, mas é difícil se aproximar dele sem ser atingido.


E, mesmo com a Armadura Ultimate de X, não é fácil vencer. Os Encontrões de X em seu impulso voador são uma faca de dois cumes nele, pois o período pós ataque pode até mesmo causar dano mortal em X se ele acabar caindo numa zona bloqueada por alguma plataforma ou espinho.

Enfim, vencendo uma das formas mais difíceis de Sigma, ele explode mas não antes de provocar X/Zero e dizer que é tarde, e que a arma vai disparar contra a Terra.


Aí enquanto eles fogem, aparece General, e diz que pode impedir a arma da estação usando seu corpo pra detona-la. X agradece o sacrifício, mas na versão de Zero ele lamenta pela perda de mais um inocente (e nesse ponto ele já tinha entendido o quão errado foi até ali).


E assim, X/Zero deixa a estação em sua nave espacial, voltando pra Terra.


Finais Alternativos

Com X, o final mostra ele recebendo uma chamada de Zero, que está na base dos maverick hunters. Zero diz que a missão foi um sucesso e pede pra ele retornar, mas X começa a filosofar como de costume, e entra na depressão pós massacre.


Ele tem sua crise de consciência costumeira, e ainda pede pra Zero executa-lo caso um dia ele se torne um Maverick. Zero nem dá ouvidos pra balela dele, e desliga a chamada.


Com Zero, o final mostra ele dentro da nave dele, mas não chega a falar com X. ele tem flashbacks deturpados de Wily, Sigma, ele próprio, e tudo que ocorreu com Iris.


Então ele lamenta por ter sido um merd4, e ter perdido a garota que ele curtia, além de ficar em dúvida sobre sua real natureza. Ele acaba bastante abalado.


Depois de todos os créditos, um texto bobo aparece falando o de sempre, que X ta com crise após ter feito a besteira de matar geral, e que ainda quer entender os desígnios de Light.


Enquanto Zero se arrepende de tudo que fez e tem suas dúvidas sobre ser um perigo aos outros ou não.


E claro, Sigma foge da estação espacial, com uma luz sendo mostrada deixando ela em plena explosão no espaço.


Com certeza é Sigma, pois Zero ou X já tinham deixado a estação bem antes.

Bem, em termos de "canonicidade", eu não vejo bem o que considerar ou não de toda essa história.

É claro que X e Zero não estiveram na mesma missão ao mesmo tempo, mas é bastante provável que X tenha visitado algumas Áreas, e zero outras. É bem possível que em cada fase, a Area 1 tenha sido de um, e a Área 2 do outro, mas em fator gameplay a gente visita tudo e pronto.


É tipo as fases onde tem a cápsula de Light. X que visita as áreas onde elas aparecem, ou seja, ele esteve na primeira área da fase do Spider, na segunda área da fase do Coruja, na segunda área do Dragoon, e na primeira área do Peacock.

Isso implicaria que Zero esteve na segunda área de Spider, o enfrentando, enquanto foi X que enfrentou o Coruja e o Dragoon, por estar na área deles. O único caso controverso é o Peacock, que eu acredito que foi X que enfrentou mesmo, e não Zero.


Não da pra saber quem esteve em qual área do mapa do Leão Marinho, ou na perseguição do Arraia, ou do Cogumelo, nem no Trem. Pois na lógica, a conversa com eles é a mesma pros dois.

Mas, pode-se supor facilmente que ocorreu isso, de X ir em algumas áreas e Zero nas outras, e no fim, cada um enfrentou uma parte da ameaça.

Já no final, na lógica os dois finais são reais, com X e Zero indo pro espaço em diferentes pontos da estação. Mas, talvez Zero que enfrentou General e o verdadeiro Sigma, enquanto X ficou com o holograma de Sigma.


Aquela cápsula amarela que ambos acessam, pode ter levado qualquer um deles pra uma simulação, enquanto o outro enfrentou o verdadeiro. Penso que Zero enfrentou ele pois na lógica, era o maior interesse de Sigma, contaminar sua mente com mentiras. 

Nem é possível dizer que ambos lutaram juntos pois, o final de X mostra Zero já na Terra, então ele teria voltado bem antes. Igualmente, se Zero tivesse derrotado Sigma primeiro, X não teria demorado tanto, ou já teria visto as explosões do combate de Zero.

Então, chego a conclusão de que, X ficou la enfrentando as simulações e sendo distraído, na Área 1 final, enquanto Zero foi pra Área 2 direto, e enfrentou Sigma.


Bem possível que X nem tenha enfrentado Sigma nessa história, e tenha escapado assim que Zero derrotou o vilão e General explodiu tudo. Ele levou um pouco mais de tempo, e Zero na preocupação tentou contata-lo, gerando a conversa na nave.


Enfim, nem sempre vai dar pra considerar todos os finais, mas podemos apenas aceitar que, MMX4 é pesado.

Este é um jogo sobre enganações e manipulações onde os heróis são na verdade vilões massacrando inocentes por acreditarem nas mentiras de Sigma, sem nem se darem conta.


Fiquei mó triste por Iris, mas muito mais pela Repliforce que tinha boas intenções, e só se ferrou.

E pra variar, Zero agora começa a pensar que é maligno, e duvidar de seus objetivos. Sigma venceu neste jogo. 

Fim 

Obrigado pela leitura.

Espero que tenha curtido...


See yah!

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11 Comentários

  1. Ótimo texto sr. Megaman x se confunde com videogame pra mim,junto com power rangers the movie e street fighter 2,pois foram os primeiros jogos que joguei nas locadoras de super nintendo do meu bairro,eu gostava e curtia mas não ligava muito,até o dia que visitei a casa de um amigo e ele tinha um saturn no quarto,ele tirou o resident evil e colocou o rockman x4 pra rodar... cara,esse dia eu senti amor à primeira vista com um jogo de videogame,depois disso enchi o saco do meu pai pra ganhar um saturn,passei de ano adiantado e no fim de 1998 ganhei um saturn e esse jogo. Amava meu saturn e rockman x4 se tornou meu jogo favorito da vida,joguei as versões de coletânea, sempre tendo a versão de ps1 como base e te digo que a versão saturn é um pouco melhor.
    Engraçado a história desse jogo ser muito mais que a gente percebe numa primeira jogatina,o link com a série clássica reforçado com a participação do dr Willy e toda a atmosfera de genocídio e extermínio torna esse,pra mim,o capítulo mais triste e pesado depois que acaba,quando criança chorei ao ver a morte de Iris pela primeira vez,ainda hoje eu jogo num psvita e vejo o capricho que esse jogo recebeu,coisa que a série não viu mais,pra mim o x5 ficou muito inferior mesmo saindo depois de 3 anos,até então a série x era anual...sua teoria é a que mais faz sentido pra mim,engraçado todo mundo repetir as baboseiras do Inafune ao lembrar desse jogo quando ao se pensar o que foi dito aqui é o que mais faz sentido.
    Ainda tenho curiosidade de pensar como seria o remake maverick hunter x4.
    E que venham mais textos sr. Morte.

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    1. Obrigado sr Mário, confesso que eu curti analisar o X4, bem mais pela revisita aos detalhes de cada personagens. Acabei me esforçando mas, não sei se ficou aquilo tudo. Em todo caso eu agradeço mesmo pela leitura e partilha.

      Este é o jogo com mais seriedade de fato, e é aquele que discute mais a dualidade dos personagens. Uma pena que com o tempo ele foi mal interpretado pelo pessoal, ainda mais pela indução de envolvidos no projeto. O curioso, é que X ta se revelando a prova viva de que o produto final significa muito mais que a ideia por trás dele individualmente. As cores dos olhos!

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    2. Bem, tempo de festas, estou vendo o que farei agora. Pensei em X5 mas, não tenho certeza se compensa reescrever os próximos 4 jogos.

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    3. Bom,como o X5 fechou o ciclo seria bom revisitar,contudo é o seu tempo e você sabe como investir,no mais te desejo um ótimo fim de ano e boas festas.
      Te agradeço pelo conteúdo compartilhado,pela raiva que sentimos das bobagens da Marvel,pelas coisas boas,boas lembranças e experiências; e que venha um ano melhor,mais inspirador,com mais textos e mais feliz pra nós sr. Morte,estaremos juntos em 2022...

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    4. Poxa sr Mario, obrigado.

      Vou buscar algo legal pra publicar antes do ano encerrar, mas valeu mesmo. Sou grato por sua presença aqui e meu, espero que continue sempre!

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  2. Uia, megaman x4 finalmente... Vamos lá... Minha história com esse jogo... Esse foi o segundo jogo da franquia que tive contato.

    Já era fã de megaman x por causa do primeiro jogo no SNES, mas eu tive um Sega Saturn, que veio com o disco do Rockman X4 original... Tudo em japonês, mas é megaman x, um jogo de plataforma que teve evoluções na jogabilidade, mas tem muita coisa em comum ainda então da pra se virar...
    "CARAMBA, DA PRA JOGAR COM O ZERO? E ELE USA ESPADA? VOU JOGAR COM ELE!"

    Infelizmente meu disco veio arranhado então a animação travava um bucado apenas no jogo do zero kkk e eu morria muito jogando com ele, ou seja, não conheci a história dele quando criança.

    Mas joguei com o X, curti a armadura, curti os coletáveis, bosses (e suas frases antes das lutas), sofri um bucadinho mas zerei o jogo, cara, como eu gosto desse jogo...

    Já dei minha intro com o jogo kkk
    Agora vamos seguir seu roteiro, músicas:

    Então, eu tinha o disco de Rockman X4, versão japonesa, abertura já começava com Makenai Ai ga Kitto Aru tocando (musica que só descobri o nome anos depois ao jogar um jogo flash na internet chamado Final Fantasy Sonic X6 [ pois é, existe esse jogo e ele tem personagens do castlevania também ] ), enfim... As musicas mais marcantes da franquia não se encontram nesse jogo na minha opinião, mas tem algumas musicas bem bacanas como a abertura do jogo, a música tema da primeira fase com o Zero, o tema do Magmard Dragoon... Sim, eu me refiro aos inimigos pelo nome deles na versão japonesa kkk.

    Infelizmente a versão americana do jogo eu acho muito fraca... Abertura fraca, dublagem sem carisma nenhum, simplesmente não dá...

    Os chefes conversando e interagindo é algo bem legal de ouvir, mesmo eu não entendendo nada, dava um carisma a mais aos personagens.

    Novamente esse erro nos olhos dos personagens, capcom vacilando como sempre... Na época eu não via problemas com isso porque eu queria jogar, mas hoje isso incomoda um bucado...

    Quanto a arte existente no jogo, ele tem cenários maravilhosos, sprites maravilhosos, efeitos maravilhosos, saiu do snes e deu um salto gráfico incrível, infelizmente a gente vai ver que futuramente o cuidado que se teve ao chegar aqui vai ser deixado de lado...

    Quanto as transições de areas, é legal ver que uma fase tem variação nela mesma.
    Acho bacana a fase no trem que jogamos com ele andando e com o tempo estamos correndo nos trilhos porque os trilhos estão danificados.

    Ou a fase do Jet Stingren que começa numa caverna e termina num cenário aquático.

    A do web spidus começando com cachoeiras e terminando na floresta densa...

    E a mais legal de todas que é a do Frost Kibatodos, que tem a transição musical, é a unica fase que notei que muda a musica na segunda área.

    Relacionado as diferenças entre X e Zero, a mais notória mesmo é a jogabilidade que muda bastante.

    X ataca a distância com x-buster, acho bem mais fácil pra quem inicia, porque tem mais segurança de atacar a distância, e depois que pega a armadura é só usar fraquezas infinitamente (por causa do elmo) e o jogo tá garantido. Porém o jogo corre mais lento também.

    Em contrapartida, Zero usa seu Z-saber e ataca de perto, podendo combar e causar muito mais dano do que o X, fora que suas habilidades aprendidas com os chefes vai muito além de aprender a usar os disparos deles ele aprende golpes novos e isso é bem legal e abre novas possibilidades...
    O problema no Zero é só que o dano dos inimigos nele é alto, então se não dominar o jogo ou tiver cuidado vai acabar morrendo.

    Fora isso tem o tema musical da abertura de cada um que muda, diálogos dos chefes, as interações com o colonel (com o X são dois combates, com o Zero é uma cutscene e um combate), interações com o personagem suporte (O Double pro X e a Iris pro Zero) e tem toda a novidade da história do zero ser explorada.

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    1. Precisei dividir meu comentário em duas partes porque deu mais de 4096 caracteres kkk

      Os coletáveis do jogo são bem legais, temos a Fourth Armor do X, que traz consigo a escolha de dois busters (sempre fico com a segunda, seu tiro carregado que mantém um pouco mais é muito apelão, tentei jogar com o buster dos 4 tiros mas não gostei, embora veja outras pessoas usando e fazendo o maior estrago com eles).

      Concordo em relação ao sub-tanque de energia, desde que foi apresentado nunca vi grande uso pra ele... Nunca gastei as armas a ponto de precisar dele (nem nesse jogo nem nos posteriores), porém no Zero ele pode ser útil já que ele desbloqueia um ataque que consome e acaba rápido, então pra ele pode até ter utilidade.

      É bacana ver que agora o jogo possui um roteiro melhorado, personagens mas bem trabalhados, porém a guerra...
      Caramba, tudo um mal entendido e nenhum dos dois lados estava disposto a conversar direito, apenas julgaram estar certo e partiram pra cima, entendo o peso da situação mas é complicado aceitar essas consequências...

      Interessante essa nova visão quanto a história do Zero, dele ser praticamente uma bomba relógio que está ali pra ferrar com os Hunters por causa de manipulação de Sigma.
      Gosto dessa teoria e quero muito ver as ideias que vão além dela nos próximos jogos.

      Acho que essa análise sobre o zero leva a história a se tornar mais obscura e até a melhorar a história do jogo em si...

      Quanto a batalha dele com o sigma... Acho que o buster dele deve funcionar como a do X, que é convertida em punho/buster a partir do momento...
      Quanto a força do punho de zero, ele tem essa força após votar no x2 não?

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    2. Caramba sr Sieg, tu fez uma sub-análise, daora de mais, tu tem uma memória boa pros detalhes do jogo.

      Respondendo já o final... acho que sim. Não sei a razão de me lembrar dele quebrando coisas na ignorância em X1, mas lá ele quase nem aparece né. De fato, essa força surge no fim de X2.

      Eu fiquei empolgado em rever os vilões de X4. Na lógica, a Repliforce não tava querendo guerra alguma, foram os Mavericks Hunters que agiram como ignorantes atoa. Mas, Sigma teve proeza em manipular todo mundo.

      A primeira experiência é impossível de esquecer ainda mais quando há algo que a comprometa. Minha história com SH HC kkk. Felizmente, você conseguiu aproveitar e ter uma boa com X4.

      Bem, gostei do seu comentário, ele somou muito.

      Obrigado também pela leitura e, eu não sei se consigo analisar o X5 novamente kkk. Eu lembro que foi uma tarefa árdua... mas, vou reler o artigo e ver se é necessário. Se for, continuarei essa jornada de reworks rs.

      See yah sr, e sério, muito obrigado por aparecer.

      Aliás, seu comentário ficou gigantesco, mas é praticamente uma extensão do artigo. O sr analisa bem.

      Mas, nem falou das mortinhas kkkk. Mancada!

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  3. Suas análises sempre excelentes como de costume, esse foi um dos jogos que mais zerei na minha infância e pasmem, não fazia ideia de como a historia era profunda assim, não época eu era criança e não manjava absolutamente nada de inglês, na minha opinião esse é o melhor jogo da saga X, ja zerei o x3 e o x5, poder jogar com o zero indiscriminadamente foi sensacional, eu só pegava ele.

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    1. Eu acho ele um jogo muito bom, mas confesso que a obrigatoriedade em escolher entre os dois bonecos até o fim, me deixou meio cabreiro. Seria bem mais legal jogar quando quisesse de Zero ou X, por isso que pra mim, o X8 é o melhor. Mas X4 é o que tem a história mais controversa mesmo.

      Bem, sr Fellipe valeu por ler e comentar, e saca, eu fico muito mais animado a escrever assim.

      Aliás, feliz Natal sr, e feliz natal a todos também. Pensei em fazer um post desejando isso mas to com preguiça.

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