SérieMorte: The Last of Us - 1° Temporada - Episódio 1

Se havia alguma dúvida na qualidade dessa série da HBO, levando em consideração que é uma adaptação direta dos videogames, pois é, não tema, a série é excelente.


Talvez a melhor série adaptada que já pude assistir até hoje, e estou falando isso de forma arriscada pois só vi o primeiro episódio, por enquanto.

Falarei o que achei, e não, não vai ter spoiler. Série boa não da pra dar spoiler.

Boa leitura.

Com 1 hora de duração, e apresentação semanal (todo domingo, as 23h), essa série tem um tremendo potencial, e duvido muito que estraguem-na até o fim dessa primeira temporada.


Ela é bem escrita, bem dirigida, bem atuada, muito bem dublada, e apesar de ser uma adaptação fiel aos jogos, ela vai muito além disso, servindo até de COMPLEMENTO ao produto original.

E o melhor de tudo é que, independente dela ser fiel ou não, ela se basta sozinha. 

A série conta sua história, a mesma história do jogo, de forma perfeita, sem exageros, sem rodeios, e é perfeitamente capaz de causar as mesmas sensações que ocorrem nos jogos.


Totalmente ciente que em séries a fórmula deve ser diferente, os desenvolvedores souberam lidar com a trama com uma primazia sem precedentes.

Não é nenhuma novidade a ideia de contar o mesmo que há em jogos, só que no cinema ou nas televisões. É um jeito "fácil" se lucrar em cima do mesmo, e temos péssimos exemplos de como isso já foi usado, principalmente (mas não exclusivamente) nos muitos filmes adaptados e já lançados.


Há exceções, claro, como aquele filme de "Silent Hill" que tanto amo, mas é muito comum adaptações não funcionarem bem, pela troca da mídia.

E foi com uma satisfação gigantesca que pude testemunhar a revolução.

"The Last of Us - Série", conta a história de um apocalipse "zumbi" provocado por fungos, e uma sociedade devastada.


Ela começa durante o surto, mas se desenvolve 20 anos depois, durante um período ditatorial, onde os sobreviventes permanecem lutando dia a dia em uma sociedade distópica.

Nós acompanhamos então um encontro do destino, entre alguns sobreviventes, e passamos a conhecer mais dessa realidade, e das mais variadas ameaças que tomaram o mundo, muitas delas piores que os infectados.


No primeiro episódio temos o mesmo início do jogo, contando os mesmos eventos, mas com algumas sutis variações, que tornam a experiência inédita mesmo pra quem já conhece a história.

Algumas diferenças chegaram a enriquecer a obra original, com trechos longos que desenvolvem muito melhor a narrativa.


Assim como no jogo, no início acompanhamos Sarah, e temos um vislumbre maior de seu dia de preparo, e a percepção do início do apocalipse.

É incrível como tudo é mostrado com calma, e os pequenos detalhes são deixados no fundo para bons observadores, com tudo se amarrando no final.


Usam o tempo da série pra fazer o que no jogo seria exaustivo, e nos mostram melhor os personagens, suas personalidades, e suas ações. É fácil entendê-los, e conhecê-los, e isso favorece nosso relacionamento com eles.

Como conseguiram desenvolver melhor a relação de Joel e seu irmão por exemplo, é um baita acerto, pois nos prepara pro que virá no longo da temporada. 


Tem mais, a história nem começa do mesmo ponto de partida do jogo, na verdade, ela adiciona algo que melhora muito nossa imersão.

Numa entrevista, num show televisivo, comentam a Pandemia provável, e o surgimento de uma ameaça que arruinaria a humanidade, hipoteticamente. Falam dos Fungos, de como eles são perigosos, muito mais que os vírus e bactérias, mas inofensivos aos humanos por questões climáticas. 


Melhor ainda é quando explicam que, os fungos não evoluem, e são mortos em determinadas temperaturas, por isso que não infectam humanos. Mas numa referência subliminar ao Aquecimento Global, já preparam o terreno pra explicação de que, seria possível esse organismo evoluir para sobreviver e consequentemente infectar humanos.

Não sei até que ponto isso tem valor científico, mas é muito bem explicado e convence, o que já tira um monte de dúvidas do espectador.


Apesar da série não ser muito violenta, ela sabe trabalhar o terror, e com um bom uso de jogo de câmeras, e trilha sonora, tudo funciona e nos atinge em cheio.

A falta de ação constante é compensada com suspense e tensão, e foi mais uma ótima decisão.


Mas quando tem ação, ela vem com força e repleta de efeitos especiais de encher os olhos. Não só isso, o plano sequência de muitas cenas (como a cena do carro) funcionam muito bem, e da pra entender tudo, e sentir tudo. 


A ambientação, tanto no pré-apocalipse quanto no pós, está impecável. Tanto a passagem de tempo, quanto a degradação dos prédios, vestuários e até as pessoas (muitos com membros amputados) comunicam o quanto a humanidade está sofrida.


Apesar de tudo parecer perfeito, senti um pouco de excesso de informações no meio do episódio. Vem nomes de mais, dados de mais, e isso pode confundir um pouco (em caso de desatenção principalmente). 

Mas isso não compromete a narrativa, ela é bem trabalhada, e explica tudo o que precisa pra continuarmos acompanhando.


Um ponto em específico senti que funcionou até melhor que nos jogos, a cena do policial, aquela cena mostra muito melhor o trauma de Joel e... funciona.


Tem muitas adaptações assim, que substituem a violência e tiroteio por situações mais tensas, mas vários momentos são bem parecidos com os dos jogos, soando só como re-encenação em live action.

Mas, é algo aceitável uma vez que são os momentos de maior peso e significado e, estavam cientes que não dava pra mudar, não tinha o que diminuir ou aumentar. 


Agora sobre a dublagem, acertaram outra vez ao pegar as mesmas vozes que dublaram os jogos.

A atuação da galera (o Mandaloriano é o Joel mano, Pedro Pascal ficou muito bem no papel) já tava boa, e com as vozes originais então, ficou ainda melhor. É que não é só a voz, é o jeito que eles falam, e a liberdade criativa que possuem pra interpretar os personagens. 


Sei que, no áudio original o pessoal não teve esse gostinho, mas a dublagem brasileira fez uma magia que aumentou ainda mais a qualidade do que já tava bom!

Vale mencionar que Ellie boca suja chega a contornar as legendas (não vi um palavrão nas legendas, mas cara, ela tá exatamente como no jogo hein).


A Trilha Sonora também é praticamente a mesma do jogo (o que tava bom não tem pra que mexer!), mas adicionaram algumas músicas populares de épocas, relacionadas diretamente ao enredo, que por incrível que pareça, só somou! Adorei essa ideia.


Ta lindo de assistir, e o primeiro episódio termina no ponto certo pra nos deixar afim de muito mais.

Tem bastante coisa nova, que expande o universo de The Last of Us, e nos prepara com mais cautela pro eventos mais marcantes, então só precisamos assistir com o coração na mão.


Essa é uma baita série de drama, suspense e terror, e tem tudo pra ser premiada e histórica.

Vale muito a pena assistir, e bora ver o resto.


Infelizmente não joguei a parte 2 ainda (vendi meu videogame bem na hora que ia jogar, to esperando a Sony lançar pra PC), mas até lá tem tempo. 

Com certeza farão a segunda temporada inspirada na Parte 2, e eu não duvido nada que criem franquia. Só espero que a qualidade permaneça a mesma desse primeiro episódio!


E outra coisa, mesmo quem conhece o jogo, ainda vai se surpreender com muita coisa que a série mostra. Falarei mais disso em artigos posteriores, mas Neil Druckmann, roteirista do jogo, é responsável pelo roteiro da série, e fico aliviado em ver que, ele soube se adaptar pra mídia televisiva. 

Bem, é isso.

See yah!

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8 Comentários

  1. Grande shady! Obrigado pelo Review, mas com certeza não assistirei. Depois do lixo q virou o segundo jogo, eu desisti da franquia. Mas lerei você com certeza!

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    1. Agora fiquei preocupado. Eu não joguei o segundo então toda a paixão que tenho se limita ao primeiro... e pensando nele, a série ficou boa. Mas, se o segundo é tão ruim assim, talvez as coisas desandem...

      Mas de toda forma obrigado sr Ivan, e valeu pela confiança.

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    2. o segundo jogo não é ruim não, só não é bom igual o primeiro, a história é boa pra caramba, e os personagens são mutio bons também, cheios de ambiguidade, como personagens em um apocalipse zumbi deveriam ser, então, pode jogar senhor espinhudo, sem medo kkkkkkkk

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    3. Então vou jogar... só preciso que saia pra PC né. Vlw sr Wilson.

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    4. Eu aconselho profundamente a não jogar, o jogo é lindo graficamente e tecnicamente bem feito, mas a história é um desastre. Os personagens só mantém deles mesmos os nomes, pq em comportamento são ABSOLUTAMENTE outros. Furos de roteiro que nem uma criança de 5 anos escreveria algo tão sem nexo. É coincidência atrás de coincidência. Simplesmente nada faz sentido. Mas vá por sua conta e risco. quem sabe te agrada. Mas aposto que, se você gostou do primeiro jogo, vai odiar de corpo e alma o segundo.

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    5. Agora me deixou extremamente curioso. Quero jogar pra opinar... quando fico revoltado eu me solto mais ainda sr!!!

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  2. Grande shadilson, lembre-se: ''com grandes poder...'' não pera, frase errada, lembre-se: ''conte com a decepção, e você não se decepciona'' temos que manter as esperanças ne kkkkk, mas geralmente só de esperança a maioria só desce pro ralo, e não sobe nunca, a série parece estar muito boa e muito fiel...mass, ainda é o primeiro episódio ne, tem espaço pra se decepcionar muito ainda kkkkkkkkkkk.

    brincadeiras a parte, ótima leitura essa foi (ala, mestre yoda), enquanto não assisto a série vou acompanhando por aqui, só por favor, NÃO DÊ SPOILER, spoilers são mortiferos....mas pera, eu sei a historia toda já...que confusão kkkkk.

    see yah!

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    1. Brincadeira nada, você só disse verdades. Manterei meu ânimo assistindo mas também sempre temeroso quanto vacilos possíveis.

      Farei o possível pra não dar spoilers... claros. Pra quem já conhece a história algumas boas imagens dentro de certos contextos já contam o suficiente... rs

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Obrigado de mais por comentar, isso me estimula a continuar.

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