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terça-feira, 16 de abril de 2019

AnáliseMorte: Shadow of the Tomb Raider

Depois de Tomb Raider (2013) e Rise of Tomb Raider, chegou mais um jogo desenvolvido pela Crystal Dynamics e a Square Enix: Shadow of the Tomb Raider.



Enquanto no primeiro acompanhamos a jornada de uma sobrevivente, e no segundo a de uma verdadeira assassina disfarçada de exploradora que destrói cidades, agora conhecemos a nova fase dela, como grande aniquiladora do mundo inteiro.

Dessa vez, sem fazer qualquer cerimônia, Lara decide abraçar seu lado sombrio e destruir o mundo de uma vez por todas... pelo menos é isso que parece. Mas é claro, ela ainda é uma inocente exploradora que só quer trazer a verdade a tona, ao custo de milhares de vidas.



Enfim, o jogo foi feito por uma equipe de pesquisadores empenhados e afins, e este artigo foi igualmente projetado, com muito empenho e dedicação, além de spoilers e opinião. Esteja avisado.

Boa leitura.

Então, enquanto eu amei o que fizeram no primeiro jogo, e me desapontei legal com o segundo, nesse fiquei em cima do muro.



Acontece que é um jogo incrível, bem mais bonito que o anterior, e com uma história melhor que a reciclagem marota que fizeram no segundo, porém... ele ainda é apenas uma DLC com gráficos melhorados.

Vivendo à sombra do que o primeiro foi, esse tenta inovar mas, não consegue. Aquela ideia de "O maior inimigo são zumbis e imortais" virou marca registrada de TB, tanto que o nome da série deveria ser "Lutando contra os Imortais"... alias até combinaria mais.



Raramente há exploração de tumbas, e as poucas que aparecem, ou são totalmente destruídas, ou são desnecessárias pra história. Só que, isso é figurinha repetida, eu já reclamei bastante sobre isso no segundo jogo.



O que esse traz realmente de novo, que vale ser mencionado e destacado, é a inspiração histórica da ambientação. Isso foi o que me fez amar o jogo em seu inicio.



Tudo se passa na América Central, e há uma riqueza cultural inegável. Os detalhes são maravilhosos, não apenas nos gráficos, mas na fidelidade com a realidade. Por exemplo, chegamos no "Dia dos Mortos", feriado característico do México, e podemos vislumbrar como tudo realmente é, pelos personagens andando e conversando, pela música tocando, pelos detalhes visuais, tudo é simplesmente incrível de se vivenciar.



Alias, o jogo é dublado, mas ele conta com um recurso de "Dublagem Natural", onde da pra escutar o áudio real de cada região, com os nativos falando seus idiomas, com apenas legendas para nos auxiliar. 



Isso é muito bem feito, inclusive os personagens movimentam suas bocas com base no idioma real, e mesmo com a dublagem, em qualquer que seja a escolhida, fica bem encaixada. Porém, nem tudo são flores nesse sentido...



Lara fala apenas o idioma principal, ou seja, se tiver em inglês, ela falará inglês, e os outros falarão seus próprios idiomas, ou inglês (se o jogador quiser). Não chegamos a vê-la conversar no idioma dos nativos, e isso é contraditório a própria comunicação.



Dentro da história do jogo, há até tentativas de explicar porque Lara consegue entender o que todos falam e vice-versa, mas, num convence nenhum pouco. Por exemplo, é dito que os caras de uma tribo aprenderam a entender inglês (ou o idioma que o jogador escolheu) pois os líderes religiosos estudaram com os forasteiros, e ensinaram a todos. Isso é bem forçado, principalmente pelo fato dos diálogos com a protagonistas soarem completamente naturais...



Chega a ser cômico ver ela falando frases inteiras e longas, e os nativos entendendo como se fosse a língua deles mesmo, respondendo entretanto no idioma deles, e Lara entendendo perfeitamente e até reagindo, mas sem falar uma palavra sequer de outro idioma.

É triste, mas valeu a tentativa. As coisas ficam sim um pouco mais dinâmicas com esses elementos, apesar de ficarem também meio estranhas. Na dúvida, da pra simplesmente ignorar esse recurso e jogar com geral falando em inglês, espanhol, português e etc. Os NPCs que não sofrem interação sempre vão conversar em seus idiomas nativos mesmo, então a imersão se mantém semelhante.

Referente ao detalhamento das catástrofes naturais, caramba, isso ficou lindo!



Lara agora destrói tudo usando a natureza mesmo, por causa de um tipo de maldição, o que acaba gerando coisas como tsunamis, desmoronamentos, tempestades elétricas e deslizamentos de terra. 



E ai, ela se vê no meio de tudo isso e sempre sai correndo ou nadando, e é bem legal.


Falando em nadar, agora Lara usa esse recurso com muito mais frequência, apesar de não contar com o aparelho de respirar embaixo d'água como no 2. Ela pode explorar a água e isso até lembra um dos TBs antigos, um que o foco eram mergulhos, só que aqui, isso é apenas um adicional.



Mas da uma agonia viu, principalmente na hora de passar por buracos. 




A sensação claustrofóbica desse jogo é iminente, com a protagonista tendo de escalar através de verdadeiras frestas em montanhas, e as vezes até de baixo d'água, com aquele desespero tomando conta do jogador, afinal, além de todo contorcido, ainda há falta de oxigênio, e é preciso passar pelos locais o quanto antes... é apavorante.



A movimentação ta bem mais realista, e dessa vez, há uma justificativa plausível para as mudanças de roupa. Parece um detalhe bobo mas, isso faz uma diferença lascada.



Lara troca de roupa pra se misturar, e ganha-se bônus e acesso a locais dependendo do que ela veste, como parte do enredo mesmo. Ainda da pra vestir coisas produzidas por peles que ela encontra de animais raros, ou rouba do varal da galera, e da pra colocar umas peças de DLC só por zoeira, como o visual clássico de Lara... clássico mesmo, dos peitos triangulares...



Mas, no geral, faz sentido ela mudar de roupas, tanto que a história da espaço pra isso várias vezes, então é um ponto positivo.

Agora na questão de armamentos... sem novidades. 



É pistola, metranca, espingarda e Arco e Flecha, além da famigerada faquinha, tudo pra esquartejar os inocentes.



Os dois machados de escala também tão de volta, e temos cordas pra nos pendurar, balançar, sendo uma novidade o esquema de fazer rapel e bancar a mulher aranha.



Em uma parte do jogo é até obtido uma botinha pra escaladas que permite subir montanhas na extrema diagonal e até na horizontal. 




É legal, mas nem faz sentido. Lara equipa isso como se tivesse num jogo de Zelda, tirando as botas sabe-se la de onde, e instalando elas automaticamente na hora de passar de uma escalada simples pra uma escalada íngreme. Seria bem mais realista se as botas ficassem nela o tempo todo, ou tivesse a animação dela as vestindo, mas da pra ignorar vai.




Existe também a opção de camuflagem, que mesclada com a capacidade de enxergar a alma das pessoas e coisas importantes que a srta Lara possuí, faz dela uma perfeita assassina.




Também tem uma árvore de habilidades um pouco mais complexa que a vista nos outros jogos, mas sinceramente, é a mesma coisa. Você pega pontos, escolhe o upgrade nas habilidades da própria Lara e é feliz com o resultado, ou fica frustrado pelo efeito não ser la grande coisa.




E também, vale mencionar que os Saves Upgrades são feitos tanto em Fogueiras (como sempre) quanto automaticamente, conforme se progrede, onde Lara reflete um pouco sobre a vida.



Alias preciso falar da lojinha. Algumas armas e munições podem ser compradas em lojas comuns, onde Lara usa dinheiro obtido por ouro e pedras preciosas vendidas, ou qualquer coisa que ela queira se livrar, e pode comprar armamento pesado.



O legal disso, é ver por exemplo uma mercadora de frutas, numa vila no meio do nada, vendendo penas de pássaros, bolsas pra suprimentos, e uma AK-47, assim, de boa.



Bem, tirando isso, o jogo até que é bem realista, principalmente nas paisagens. Agora, como tudo se passa numa região tropical, tem muito mais vegetação e fauna que no primeiro jogo.

Me senti em casa, vendo os macacos pulando nas árvores, os pássaros voando de um lado pro outro, os sons da natureza, era a verdadeira Amazônia, só que no Peru.

Brasil quase fez parte do game, se Lara não fosse tão espertalhona e decifrasse a verdadeira localização da Faca que a Trindade buscava... eles iriam pro Brasil, e eu não duvido que a ambientação seria muito mais fidedigna que a de muitos jogos por ai...



Bem, o mais triste entretanto é a história. Apesar de sim, fazer mais sentido agora, ter um trabalho mais profundo, no geral a história desse jogo é a pior da atual trilogia.

O pior de tudo não é a falta de profundidade narrativa, na real até que tem muita coisa interessante e nova, mas... o pior é o fato de terem transformado o clifhange do segundo jogo, em algo completamente minúsculo.

A temida Trindade, misteriosa e poderosa, agora se resume a um grupo liderado por um cara que vive numa tribo.

Lembra de quem matou a Ana? Ele nem aparece, na verdade é apenas citado depois de morrer junto com todo o resto da Trindade, por puro acaso mesmo. A descoberta de quem ele era, e o que ele fez, e a razão por ter feito, é sem a menor importância.

E isso é lamentável. 

Mas nem tudo é de todo ruim... Esse TB conseguiu ao menos ter um belo momento de Terror.




Na hora que os "zumbis" passam a aparecer, é apavorante, pois eles correm muito, e são ameaçadores de mais. Os animais, os atiradores, os gigantes de pedra ou os samurais vistos no passado não são nada, perto de criaturas esguias com presas, humanoides e assassinas, obcecadas por sangue e violentas, além de extremamente rápidas e claro, imortais.



São tantas, e mesmo podendo enfrenta-las, é algo medonho.




Eu até iria mencionar elas melhor num trecho sobre inimigos mas, não tem nada de mais. Temos apenas soldados, bandidos (que são soldados disfarçados), nativos (que também são soldados disfarçados, mas sem armas de fogo, pra se infiltrarem), alguns poucos animais (Onças Pintadas, mas só no começo, e alguns peixes, que nem da pra lutar pois são mais como armadilhas aquáticas, e umas raposas, só em uma parte), e esses "zumbis", que na real são apenas um povo, imortal, medonho, que vive isolado, e é violento, mas, curiosamente, se torna aliado no fim.




Também não vejo necessidade de re-apresentar as armas e o gameplay em si, afinal, é a mesma coisa (atirar no que se move, coletar itens do que morre, fingir que ta sobrevivendo mas na verdade ta exterminando, e as vezes resolver puzzles no cenário) então...



Eu vou falar dos personagens e já contar a história, tudo junto, mas confesso que não tem muito o que falar não. Em Shadow temos apenas Lara, Jonah, um vilão genérico, e um monte de personagens secundários.

No máximo, da pra dizer que o jogo insinua um romance entre Lara e o gordinho, mas Jonah acaba se dando bem com outra garota no final e, o que poderia ser o relacionamento perfeito se torna apenas uma doce ilusão e desejo por parte do jogador.

Lara

Certo certo, Lara retoma sua jornada já em um verdadeiro perrengue, caindo de avião, ao lado de Jonah, numa tempestade sem qualquer explicação. Dai o gordinho sai voando pelos ares e pronto, nossa heroína cai no meio de uma floresta, desacordada.



Após isso, os eventos anteriores são mostrados, com ela novamente num verdadeiro perrengue, presa numa montanha, escalando por sua vida. Resumindo, não importasse o momento, Lara tava lascada.



Ela e Jonah estavam investigando a Trindade depois da morte de Ana e, chegaram ali, naquele lugar, seguindo inúmeras pistas que não nos são mostradas. Lara pegou um atalho e quase morreu, mas chegou primeiro, enquanto Jonah chegou em segurança e, não fez a menor diferença.



O que eles buscavam? Era um artefato escondido dentro de uma montanha, e eles encontraram! Só pra destruir tudo mesmo pois a Trindade tinha deixado uma mina terrestre ou algo assim pra quando Lara chegasse. Aparentemente eles já tinham descoberto o local, mas evitaram mexer pra que Lara investigasse e encontrasse as pistas para um item que eles queriam, mas não conseguiam decifrar. Ai eles deixaram umas câmeras, gravadores e minas, e de fato funcionou.



Lara é pega pela adrenalina, decifra tudo, escapa da explosão e no fim, acaba descobrindo uma Adaga escondida num local que a Trindade nem imaginava, mas tava chegando bem perto. Só que ao pegar a tal Adaga, o mundo começa a acabar.



O apocalipse toma conta, muita gente morre, e Lara passa a se sentir responsável por isso. Visto que ela a essa altura do campeonato já manja que o paranormal existe pra valer, e certas maldições é melhor deixar quietas... ela percebe que ignorar a frase "Aquele que encostar na adaga iniciará o fim do tempo" não foi uma ação muito esperta.



Sendo assim, ela corre contra o tempo, desejando acima de tudo consertar a burrada que fez. Mas pra variar, não apenas as maldições, mas a própria Trindade, ficam na cola dela e ela se vê forçada a se converter em uma "Assassin's Creed" da vida, enquanto foge de um tsunami que arruiná uma cidade mexicana em pleno Dia de los Muertos...



Sobrevive a uma Tempestade Elétrica que derruba seu avião, e a desequipa completamente, jogando-a no meio de uma floresta no Peru, onde inclusive ela passa por uma vila recentemente devastada pelas fortes chuvas, e ainda enfrenta onças!



Depois ela encontra Jonah, vivo, e da a sorte de encontrar o povo perdido de Paititi, mais uma cidade lendária escondida. E é la que tudo se conclui.



Cara, tecnicamente a história é bem parecida, ela enfrenta soldados da Trindade, animais, encontra e desvenda mistérios bobos da própria cidade perdida, que na verdade é apenas uma cidade escondida mesmo, mas com entrada e saída até que nada difíceis, pra uma cidade milenar...



O fato de Lara falar o idioma da galera perfeitamente então, é de matar. Fica claro que a lendária cidade perdida, que inclusive é tratada assim pela trama, é apenas uma cidade isolada mesmo, que evita contato com a civilização externa.



Bem, no fim, ela acha um povo zumbi e participa de uma guerra entre todo mundo, enquanto as ruínas finais desmoronam... como visto nas outras duas grandes aventuras. Tem umas novidades mas no geral, é algo bem brochante.

O que importa é que, no final mesmo, ela meio que viaja no tempo, numa conferência espaço-temporal entre ela, ela mesma, sua mãe e seu pai. Pena que o Winstom não aparece pois, é mó mistério como ele é nessa versão.



Nem faz muito sentido também a tal viagem no tempo, pois isso ocorre quando Lara consegue colocar a Adaga na Caixa respectiva, e vence o maluco que queria rebornar o mundo.



Basicamente, o vilão do jogo queria usar o apocalipse gerado por Lara, para reescrever a história do mundo à sua vontade. Mas o poder em si não era "viajar no tempo", e sim, apagar tudo mesmo.



A Adaga dava ao portador o dom de destruir o mundo, e também o resplandor de um deus para assim, permitir que que este se convertesse num inegável líder.

Ou seja, na lógica, e prática também pois era o que o vilão conseguiu fazer, ou quase até Lara vencê-lo, o cara iria destruir o mundo, pra reergue-lo sob sua liderança como um deus, só isso. Esse era o poder que a Adaga dava, através do Ciclo dos Sois e Renascimento das Eras (conversões deturbadas e mistificadas dos calendários Maias).



E ai, Lara pega esse poder, e em cima da hora, visualiza seus pais, a si mesma, e diz que não poderá trazê-los de volta pois seria errado, e ai, decide parar o processo de devastação mundial. Só que a Adaga não permitia mexer no tempo...



Eu sinceramente fiquei bem perdido nessa parte da história, pois mais me pareceu uma adaptação forçada do Filme de Tomb Raider, e o icônico momento em que Lara conversa com seu pai, entre os tempos, e decide destruir o Triangulo do Tempo ao invés de usa-lo para distorcer o curso do tempo e trazê-lo de volta.



Se parar pra pensar, é basicamente isso que acontece... e no jogo, que é uma releitura do universo dos jogos, algum gênio decidiu inserir essa ideia de distorção temporal bem em cima da hora, numa história em que esse tema nem é abordado.

Alias, atiraram pra tudo quanto é lado nesse jogo viu, e nem to falando dos vilões e suas metralhadoras... Tem coisas como analogias ao cristianismo, referências à cultura inca, maia, azteca, chinesa, indígena, e putz, tem de tudo.




Por exemplo, a Caixa, onde a Adaga deveria ser posta pra ter seu poder liberado, ou contido (o portador escolhia) estava nas mãos de um pastor, que de alguma forma a conseguiu e fugiu com ela a centenas de anos. Ai Lara precisa procurar pelo local onde ele foi sepultado, fora de Paititi é claro, e encontra (facilmente), uma tumba cheia de puzzles cristãos, pra recuperar um artefato maia... é uma doidera.



No fim, o que importa, é que acabou... mas tenho mais a falar sobre os outros personagens.

Jonah

O gordinho, mano, eu nunca imaginaria que ele sobreviveria tanto depois do massacre na ilha la no primeiro jogo. O cara saiu de la junto com Lara e mais uma, e ganhou espaço garantido na trama como "coadjuvante gente boa". Ele cresceu tanto na história que rolou até um suposto relacionamento entre ele e Lara (deveria!), e ele ainda ganhou, quase, um momento jogável.



Ele vira um coadjuvante de suporte, e num dos momentos que talvez poderia revitalizar a franquia e de fato fazer algo diferente e marcante, ele e Lara trabalham lado a lado, auxiliando um ao outro, lembrando de mais o sistema básico de co-op visto em jogos como "The Last of Us".



Seria, com base na minha singela memória, a primeira vez que Lara conta com o suporte ativo e constante de um aliado. Não querendo diminuir o "Girl Power" dela, mas nessa nova fase, ela já tá tão estabelecida como a poderosa e imbatível Tomb Raider, que seria muito louco ter, quem diria, uma "Sombra".



Mas não, isso é descartado na segunda metade do jogo e Jonah volta a ser um mero coadjuvante mesmo.

Ainda assim, nada me fará esquecer (nem mesmo minha singela memória) o momento em que o gordinho olha pra cara de Lara e grita "Olha ao redor mulher, para de pensar só em si, olha o que você ta fazendo!". Aquilo devia ter sido uma lição pra vida dela, mas ela ignorou pois pouco tempo depois muito mais gente morreu.


Jonah sobreviveu a uma ilha amaldiçoada, com isolamento por tempestade, um monte de bandidos confinados prontinhos pra executa-lo, e ainda deu suporte a duas garotas, sem ficar com nenhuma delas. Depois ele tentou colar numa delas, seguiu ela pra uma montanha, sobreviveu a uma avalanche, morreu... mas passou bem (foi curado na verdade por um cara imortal) e ai, continuou tentando ficar com a moça...



Ai ele viajou pelo mundo, caiu de um avião, sobreviveu (sabe-se la como, e nem se machucou), encontrou a moça num reino perdido, ajudou ela a vencer leopardos, e no fim, teve que se contentar com uma nativa da região mesmo, pois ela não tinha olhos pra ele.



E é, no final, Jonah acaba ficando com uma moça que ele conhece ao acaso, e troca uma ideia numa passagem rápida pela cidade inundada pela tempestade.



Apesar de Lara nem ligar, nem mostrar um pinguinho de ciumes, gosto de pensar que Jonah quase conseguiu se tornar o parceiro ideal da Tomb Raider. Nada de 007 da vida, nada de modelo aspirante a clone invertido dela, não... seria um Haitiano bronzeado, robusto, inteligente, e manjador de lendas pesqueiras. Torci pro Jonah.




Alias, tem um momento que ela acha que Jonah foi assassinado pela Trindade, pois um cara fala isso pra ela via rádio. O ódio toma conta dela e ela mata a sangue frio dezenas de pessoas.




No fim, Jonah aparece pra abraça-la e ela só chora, aliviada e ao mesmo tempo, chocada consigo mesma... mas ainda assim não da uma chance pra ele.


Amaru
Vilão Genérico

Temos um cara, ele é líder dos vilões. Ele se da bem com todo mundo, todo mundo ama ele, toda as pessoas respeitam ele, até as crianças gostam dele. Ele fala vários idiomas, e é um cara com um semblante positivo, sendo que é taxado como vilão desde o início.



Ai ele joga na cara da heroína que ela causou o fim do mundo, e que ele quer evita-lo, e busca pela Caixa que iria impedir isso. Ele poupa ela, apesar de deixa-la tecnicamente pra morrer num maremoto...



Curiosamente, como se não bastasse a coincidência deste vilão ser líder majoritário da organização nefasta que gerou o suicídio do pai de Lara, e a queima de arquivo de Ana, esse cara é também Rei de Paititi!



E pior, ele volta periodicamente pra la, visitando seu povo, levando forasteiros e inclusive, a Trindade, é o nome original do Grupo de Soldados de Elite de Paititi! Tinha nada a ver com cristianismo não... sem um grupo maligno controlado pela igreja, nada disso (tiraram o corpo fora né Square).



Tudo sempre girou em torno de Paititi. A Trindade foi criada para ajudar a esconder a cidade escondida, e o desejo do irmão do rei o fez sair mundo a fora pra... bem... buscar formas de esconder a cidade que ele revelou pra mais e mais pessoas, recrutadas pra Trindade?! Tipo... se parar pra pensar... nada faz sentido!



Ele mandou matar o pai de Lara porque ele tava obcecado pela busca da fonte da vida eterna, e tava chegando perto, mas o que que isso tem a ver com Paititi? O cara comandou o ataque à cidade perdida la, e rolou a caçada centenária ao Profeta e a Fonte da Vida Eterna mas, o que isso tem a ver com Paititi? A presença da Trindade, como uma seita responsável por buscar pelos mistérios do mundo, ou melhor, mantê-los misteriosos, nem faz sentido!

Por fim, esse cara decide matar sua própria cunhada (ou irmão, não sei ao certo). Ela, como rainha por direito de Paititi, instaura uma guerra civil contra ele e seu reinado perverso e totalmente pacífico. A Trindade anda de boa entre os Paititianos, e vice-versa. 




Ninguém se mata, não tem cartazes de #foratrindade, tem nada disso. Todo mundo vive de boa la, tem gente sendo morta e apagada sim, mas é na maciota. 




Os caras da Trindade mesmo são tipo os guardas da cidade, tem uns mais radicais que fazem sacrifícios humanos e rituais bem perversos mas, o povo gosta, o povo ama um show.



É bem assustador alias, um momento que o próprio líder da Trindade guia um ritual de sacrifício por redenção e exemplo para os rebeldes, onde um cara é executado de forma banal, diante uma multidão bem animada e até ensandecida, com direito a crianças assistindo, como se fosse um programa familiar de domingo. 




O terrível é que tinham vários corpos jogados la nas escadas ritualísticas, ou seja, muitos eram sacrificados assim o tempo inteiro!



Enfim, ele mata a rainha "acidentalmente" mas convenientemente, pra assim ter total apoio da comunidade. 




Alias, tecnicamente foi ele pois, a autorização partiu dele, mas quem matou mesmo foi um dos membros da Trindade que cansou de brincar de índio e levou uma metralhadora pra brincadeira. 




Só não contava ele com a astúcia de Lara, que conseguiu controlar um povo ainda mais cruel que a Trindade original, um monte de zumbis não-zumbis que fazem parkour.




Alias, Lara quem encontrou tanto a Adaga, quanto a Caixa, e entregou ambos para esse cara em momentos diferentes. Mais uma vez, ela quem foi a responsável por todas as desgraças, afinal, se ela não tivesse buscado, a Trindade jamais encontraria nada, e pior, ninguém teria morrido, tanto os inocentes das vilas e cidades, quanto os soldados que ela massacrou.




Ela entrega a Adaga no começo da história, quando fica surpresa pelo caos instaurado por sua causa, e no fim, entrega a Caixa pra salvar Jonah.


Unuratu
Rainha de Paititi

Quando Lara chega na cidade escondida ela até que é bem recebida, e acolhida, sendo disfarçada (pra não ser percebida pela Trindade) apesar de o tempo inteiro a chamarem de "turista", mas no dialeto deles mesmo. Também chega a ser estranho ninguém notar uma moça bem branca, no meio de um povo de pele avermelhada.


De qualquer forma, a Rainha vira amiga de Lara e aos poucos, passa a confiar nela. Lara a ajuda inclusive a resgatar seu filho, que havia sido capturado pela Trindade Original e, depois desse resgate ela própria passa a agir pra livrar seu povo da seita manipuladora. Para tal ela precisaria desvendar uma misteriosa profecia sobre seu destino, que envolvia liderar um exército antigo e temido, tido como uma verdadeira lenda.



O problema é que ela morre antes disso. Ela é assassinada durante o processo de descoberta e preparação, e Lara acaba assumindo essa responsabilidade. Só por isso, Lara passa a ser a "escolhida", pois era a mina mais próxima na hora que ela morreu e pronto.



O exército em questão tem sua própria líder, que apesar desta nem conversar, ela acaba aceitando Lara como a escolhida, e serve a ela durante um tipo de guerra.



Antes disso entretanto esse mesmo exército é de dar frio na espinha, pois são como zumbis, super poderosos, ágeis, e infinitos, que correm e escalam... é bem tenso.



Príncipe de Paititi


Esse moleque que acaba levando Lara pra Paititi, que na pura sorte, o salva de um grupo da Trindade. Na real a mãe dele testemunha o ato heroico de Lara para com seu filho e decide acolhe-la.



Convenientemente, ele é o príncipe da cidade secreta.

Apesar de Lara ganhar a liderança como escolhida da profecia, o filho da Unuratu que se torna o novo regente de Paititi, por direito.



Seu tio, era o rei, mas também era um tipo de deus assumido e venerado, mas como esse garoto era o primogênito do rei anterior, após a morte de sua mãe ele herdou a coroa por direito, e passou a liderar a guerra civil e política, com uma maturidade invejável e repentina (ele era bem imaturo no inicio da aventura, e se torna assim do nada...).



No meio disso tudo, Lara manda ver na guerra entre povos. 

Pai e Mãe de Lara

Bem, o pai de Lara tem sua morte constatada e revelada agora. Um gameplay de Lara em seu passado, ainda criança, mostra su primeira grande aventura, escalando sua própria mansão, e também, o fim de toda sua alegria.


Sua mãe já havia falecido, e seu pai estava no escritório. O dia em que ela se divertiu (e quase morreu) escalando a mansão, foi o dia que testemunhou o suicídio de seu pai.



Lara escuta o tiro, e entra na sala dele, encontrando o corpo logo em seguida. Ela não vê mais ninguém, e se traumatiza... porém...



É revelado que a Trindade forjou o suicídio dele, para impedir seu progresso nas descobertas sobre imortalidade.



Triste que isso num tem nada a ver com Paititi, e ainda assim, a morte dele foi encomendada pelo líder da Trindade.



Aparentemente, ele teria sido recrutado pra Trindade, e recusou a oferta, motivo por não terem misericórdia dele. Lara chega a receber um convite também, e como ele, declara guerra. A diferença é que ela vence.



A Mãe de Lara aparece pela primeira vez, perfeitamente mostrada e interagindo. 




Mas é apenas uma memória, e no fim, Lara vê tanto seu pai quanto sua mãe, inteiros, vivos, ao lado dela, num passado longínquo.

Mordomo Winstom

Ele quase aparece, como o tutor de Lara após seus pais morrerem, ele a protegeu e cuidou até crescer.

Curiosamente ele ainda não foi fisicamente revelado, mas sua voz aparece, não apenas em documentos ou gravadores, agora, ele aparece no final do jogo, quando Lara está em casa, buscando seguir os passos de seu pai e se converter numa verdadeira Tomb Raider... Ele chama por ela...



Mas ainda não é visto.

O lado bom disso tudo é saber que ao menos ele ainda ta vivo, e pela voz, nem é tão velhinho assim (não como o velho Winstom peidorreiro dos clássicos).

Então... compensa falar da história do jogo?

Basicamente, Lara salva o mundo lutando contra o deus Sol encarnado no vilão genérico.



Ela toma a adaga no meio da luta e a usa contra a divindade encarnada... 



Ai o vilão se redime, pedindo misericórdia e perdão pra Lara, antes de morrer.



E no fim, ela se sacrifica, pra encerrar o poder.



Tecnicamente, ela deveria se matar, e ela o faz para que o ritual se conclua e o ciclo se interrompa, como um deus sacrificado (e uma vez com a adaga, ela vira uma deusa). Assim sendo, o poder divino se perde e o mundo é salvo (apesar de quem morreu permanecer mortinho).



Ela porém, não chega a morrer (sua divindade a protege em troca de si mesma, assim Lara vive, mas deixa de ser deusa)...



E se une ao seu amigo gordinho e a namorada dele.



A Trindade inteira foi destruída na guerra interna na montanha no meio da floresta, pois todos os diretores foram la pra assistir o chefão brilhar e morreu tudo. O assassino da Ana também morre, e só da pra saber mesmo via radinho, e cara, é uma decepção sem tamanho.



No fim, Lara ta livre pra sair destruindo mais tumbas e relíquias, sem a seita misteriosa em sua cola.



Fim.



Então, é isso.

Perdoe se ficou curto...


Na verdade eu pensei em pesquisar muito mais sabe, sobre a história do jogo, os atores que deram rostos e vozes aos personagens, a grande base da trama desse capítulo, e também as DLC's... mas... fiquei tão decepcionado com a história de Tomb Raider em si, a franquia "reboot" mesmo, e como ela se encerrou, que não da, eu não encontro aquela empolgação que tive ao explorar a lenda de Yamatai. 

Ainda assim, fiz meu melhor... dei meu melhor.

Espero que tenha gostado.

Obrigado por sua leitura e, até!

2 comentários:

  1. obrigado pelo post man. realmente é frustrante ver que um jogo q tem tudo para ter umaboa história vira essa bagunça aí. parabéns pelo belissimo trabalho! ainda ao aguardo do dead space hehe.

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    Respostas
    1. Valeu sr Ivan.

      Eu fiquei bem triste no final do jogo, não por emoção, mas por causa do resultado mesmo. Uma pena.

      Bem, Dead Space... preciso só ter coragem pra enfrentar a jornada de Isac.

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