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sábado, 27 de abril de 2019

AnáliseMorte: Final Fantasy XV - Episódio Ardyn

Apesar de na análise principal ter adicionado as DLCs tudo da época, essa só saiu agora então, achei melhor fazer uma análise a parte.


Por ser uma análise de DLC, ela vai ser bem curtinha então não se preocupe, mesmo sendo FF, não vai ser um almanaque da vida.

Espero que goste... alias, recomendo que leia a análise de Final Fantasy XV,

Tem Spoiler

Boa leitura.


Quando encerrado o port de Final Fantasy XV para os PCs, foram anunciadas 4 DLC's, uma falando de personagens coadjuvantes de certa importância elevada pra trama, como a Lunafreya. Dentre as DLC's anunciadas, estava uma sobre Ardyn, o vilão.

Infelizmente, parece que as demais DLC's foram canceladas, mas ao menos a de Ardyn ganhou luz verde.



Diferente do que é visto em Prompto, Gladiolus e Ignis, a DLC não fala de uma história que se passa paralelo aos eventos do jogo principal, mas sim sobre coisas que antecederam tanto ele, quanto o Filme.



Aqui, conhecemos a história do próprio Ardyn, e algumas coisas são desmentidas.



Acontece que Ardyn é um vilão produzido pelos deuses, e na verdade, ele era mesmo o Rei de Insomnia.



Eu contarei a história do jogo, mas antes disso, vou citar como ele funciona.

Semelhante ao gameplay original, aqui, no controle do charmoso Ardyn, aprendemos o poder da imortalidade e invulnerabilidade.



O cara literalmente é imortal, e isso transparece em sua jogabilidade.



Ele anda e ataca, usando as armas dos reis antigos, assim como Noctis.



Mas, seu diferencial está no seu teletransporte. Ao invés dele jogar uma arma real, ele apenas vira fumaça mesmo e corre muito rápido, chegando onde bem entender.



Inclusive pode subir qualquer prédio, voando pra eles. Sua esquiva também se limita a flutuar por ai, e ele é praticamente um incorpóreo.



Ardyn também pode, quando os inimigos se enfraquecem, drenar a energia vital deles e amaldiçoa-los.



Esse poder tem haver com sua própria maldição, a de ao invés de curar, matar e transformar os outros em demônios, e apesar de ser algo cruel, é um poder bem útil.



Ele também invoca armas reais com o tempo, que contornam seu corpo e atacam por conta própria, podendo inclusive finalizar inimigos com especiais invocados por sua arma.



Outra habilidade incrível dele, é sua imortalidade. Ardyn tem uma barra e vida mas, se ela é reduzida, ao invés de morrer, ele se transforma numa versão diabólica que não pode se mover muito, apenas dar alguns tamas, extremamente poderosos e letais.



Ele fica assim até sua estamina acabar, e seu HP regenera completamente.

Ou seja, praticamente não da pra ter Game-Over. Se ele fica muito fraco, ganha poderes altíssimos e regenera sua vitalidade. Da pra falhar no jogo errando alguns Quick Time Events, mas no geral, ele é imbatível.



Outra coisa que Ardyn conta, como se já não bastassem todos esses poderes, é a habilidade de invocar Ifrit, o deus do fogo, que ele mesmo domou.



Ifrit é como um aliado dele, atacando por conta própria e causando danos implacáveis.

Tem uma barra de habilidades mas, é puramente conceitual. Libera-las nem faz diferença e o jogo é curto de mais.




O jogo também só pode ser salvo em cadeiras ou pontos de descanso. É bem no estilo da campanha principal, só que Ardyn que curte os momentos de pausa.



Por fim, é isso. O gameplay consiste em lutar contra alguns caras do reino de Lucis e por fim, destruir a cidade real.

Mas contarei o por quê, ao falar dos personagens.

Ardyn Lucis Caelum


Ardyn Izunia, na verdade, o primeiro da linhagem real, imortal, que permaneceu vagando pelo mundo, espalhando as trevas, em vingança ao fato de ter sido desconsiderado digno de ser rei... pois então, na verdade, a história é bem diferente do que foi mostrado na campanha original.



O passado de Ardyn e sua verdadeira história, é muito cruel, injusta e trágica. Ele era um curandeiro, amado, poderoso e bondoso. Tinha uma noiva, a qual ele amava mais do que tudo no mundo, e pra variar, ele ainda era o herdeiro do trono real, o primogênito, e o escolhido pra controlar a magia em Insomnia.



O problema é que ele tinha um irmão mais novo, o qual invejava seu poder e posição, e conspirou contra ele, para tomar seu trono por direito. Em meio a um ataque de fúria, seu irmão acabou ferindo mortalmente a noiva de Ardyn, e foi nesse instante, que a pureza no coração de Ardyn se corrompeu.



Tomado pelo ódio, sua cura se tornou em maldição, sua habilidade se converteu no mesmo instante no exato oposto, e ao invés de salvar pessoas, ele as destruía, começando justamente por sua amada.



A crueldade que os deuses trouxeram ao destino de Ardyn foi sem igual. Ao tentar curar sua amada, tomado pela raiva, ele a acabou acelerando sua morte, sem entender o que ocorria. A maldição o atingiu em cheio, na pior hora possível.

Por matar uma Oraculo, uma escolhida dos deuses, a única capaz de se comunicar com eles, Ardyn foi condenado no ato, pelos próprios seres divinos, a vagar pelo mundo eternamente, sofrendo por seu pecado.


Mas seu irmão, por outro lado, ganhou o direito ao trono, e pra variar, confinou Ardyn numa prisão (a mesma na qual Noctis envelheceu), tudo para que ele não ameaçasse seu reinado. Por gerações, Ardyn teve sua existência apagada dos livros, e em seu lugar, deu-se o surgimento da criatura amaldiçoada, e confinada, que não poderia ser libertada jamais.



E ai, um dia, alguém o liberta.



Depois de séculos, Ardyn permanecia o mesmo, afinal foi selado exatamente após seu crime, mas, ele descobre melhor suas habilidades, amaldiçoando pessoas que o atacam, ao invés de curar, e as transformando em demônios. Além disso, parte de sua identidade vai se perdendo a cada vítima, pois ele absorve memórias, e até a aparência daqueles que absorve.



Ardyn, apesar de manter sim sua forma quando quer, pode se transformar nos outros livremente, tendo inclusive as memórias dos mesmos, assim, ele deixa de ser apenas Ardyn, pra se converter em algo muito maior, e terrível, cada vez mais perdido em sua corrupção, e distante daquele que um dia foi.



Guiado somente pelo sentimento de vingança, ele segue em frente, se aliando aos inimigos de seu próprio reino, e atacando seu próprio sangue.

No fim, Ardyn não tem a menor escolha...

Aera Mirus Fleuret


Essa é Aera, a amada de Ardyn, e sua primeira vítima. 



Curiosamente, a maldição aplicada pelos deuses parece ser diretamente ligada ao fato de uma Oraculo ter sido morta. Como ela era, basicamente, a porta-voz dos deuses, sua morte atiçou a fúria deles sobre o carrasco, o que na teoria, é bem justo, mas na prática uma desonestidade sem precedentes.



Acontece que o verdadeiro assassino de Aera é o irmão de Ardyn, mas por ter sido Ardyn a fazê-la sofrer, com sua tentativa de cura-la mas, descoberta de sua contraditória condição, ele acabou tirando o último suspiro dela (e ainda causou muito sofrimento), resultando em sua culpa, não como cúmplice, mas como o principal e único assassino.



O mais injusto é que seu irmão, que tentou mata-lo, e esfaqueou justamente a Oraculo, foi condecorado como rei! Enquanto o rei original (que inclusive passou na provação do cristal) foi condenado, não pelas outrora precipitadas leis dos homens, mas pelas santíssimas leis divinas, e dos homens! 



Isso tudo porém não foi mero erro, engano, ou equívoco, foi algo proposital, arranjado justamente para ditar o próprio destino de Eos (alias, o planeta se chama Eos nesse FF)... e no fim, Ardyn que se fud3u.

Curiosamente, é Ardyn quem mata a Oraculo da nova era, Lunafreya, algo feito justamente para atiçar Noctis e motiva-lo a aceitar seu próprio destino com seu reino... mas, Ardyn foi posto ali pra essa função, outra vez sendo manipulado pelo divino. 



Considerando que mais ninguém atenta contra a vida de Lunafreya, torna-se lógico deduzir que todos tem ciência do quão imperdoável é causar-lhe qualquer mal, quem dirá mata-la. Logo, Ardyn, surgindo justamente pra executa-la, uma vez mais atacando os deuses, foi tanto uma forma de afetar o destinado, quanto evitar que outro caísse em maldição, como ele.

Verstael Besithia


O pai de Prompto, ainda em sua juventude, e já obcecado por tecnologia e clonagem, foi ele quem libertou Ardyn, em uma manobra de guerra contra Lucis.



Acontece que, de alguma forma Verstael alcançou a prisão de Ardyn, e com alguns soldados o tirou de seu confinamento. Ardyn, por ser imortal, perdeu apenas a noção do tempo, mantendo seu físico praticamente intacto.



É no encontro, e embate posterior contra alguns Kingsglave que tentam impedir a fuga de Ardyn, que ele descobre melhor sua própria maldição, entendendo que agora é incapaz de curar, e ao invés disso, torna aqueles que tem contato em demônios, corrompendo seus corpos e sugando suas mentes.



Verstael fica encantado com essa terrível condição, e decide usa-lo como uma arma a favor de Nifflhein, contra Lucis. Nesse ponto, ele leva Ardyn não como seu prisioneiro, mas como um convidado, direto para Nifflhein, onde o ensina tudo sobre o mundo atual, a recente infestação de demônios e por fim, como o reino de Lucis se consagrou como dominante de Insomnia, graças a magia do rei e seus sucessores. 



Relutante, Ardyn nega a participar dessa guerra a frente de seu tempo, mas ao ser atacado por Kingsglaves, em busca de sela-lo novamente, Ardyn acaba sendo levado e tentado à vingança.



Acontece que Verstael não apenas obteve a temida fonte da maldição escondida por Lucis, como também colocou suas mãos em um deus caído, Ifrit.



Sabendo do poder de Ardyn em corromper-se e aos demais, ele o convence a ajuda-lo a tornar Ifrit um aliado contra Lucis, e é assim, que sua escada para o abismo da perdição é construída.



Alias, é durante sua visita ao território antes inimigo, agora aliado, Ardyn descobre ainda mais sobre sua própria condição, aprendendo por exemplo que devido sua situação, sua pele é equivalente a dos demônios, e sofre muito com raios ultra-violeta. Por essa razão, ele se uniformiza posteriormente com vestes longas, estilosas, que revestem o corpo inteiro, e seu famigerado chapéu, tudo para protegê-lo do Sol.


Durante o jogo, é possível personaliza-lo com novos chapéus, mas, nada disso é canônico.


Samnus Lucis Caelum


O maldito Samnus, irmão mais novo de Ardyn, e o primeiro Rei Mágico de Lucis (e posteriormente, Insomnia).



Apesar de ser segredo, Samnus descobriu através de Aera que Ardyn seria o rei, não ele. Tomado pela inveja e injúria, ele tentou executar o futuro rei, porém, atingiu Aera com sua lâmina, ao invés de Ardyn.



Pra sua sorte, Ardyn tentou salva-la, mas foi contrariado pelos deuses e, devido a raiva por seu irmão, raiva recente devido ao ataque, acabou por transformar sua magia santa, em maldita, puxando toda a culpa do trágico evento para si.



Inocentado por seu irmão, diante os deuses, Samnus ainda usurpou o trono, abençoado por eles.



Mas, o problema é que na verdade, Samnus também era um dos manipulados pelos deuses. Ele foi conduzido à ira, e à tentativa de homicídio. Por mais arrependido que ele tenha ficado durante seu reinado, ele jamais voltou para Ardyn e o libertou, nem jamais tentou se desculpar.



Para ele, se livrar de Ardyn era o certo, não apenas pelo trono, mas pela profecia. Os deuses o haviam dito, que Ardyn se tornaria uma ameaça ao reino, por isso tudo isso ocorreu... As gerações que se seguiram de sua prole deram voz e forma a profecia, fazendo do reino próspero e cada vez maior, ao mesmo passo que o mal se espalhava durante as noites e impregnava o mundo.



Curiosamente, uma das formas de Ardyn buscar vingança era usando uma das magias mais antigas de Lucis a seu favor: Os Guardiões.



Todo rei, após morrer, se convertia num espírito guardião da barreira e de Lucis. Ardyn força a invocação desses espíritos em uma invasão, só pra poder confrontar e eliminar seu irmão. Claro que, espíritos não morrem, mas o gostinho de dar uma surra em seu próprio irmão lhe da forças. 



Porém, o primeiro rei era o espirito mais forte, parte inclusive da própria Barreira (isso é mostrado no filme). Ardyn o vence feio mas, não se da por satisfeito.



A única forma de vingar mesmo tudo o que lhe ocorreu, seria eliminando o sangue de seu irmão, e acabar com todos seus herdeiros.

Regis Lucis Caelum


E é ai que entra, o jovem pai de Noctis.



A primeira vez que ele e Ardyn se encontraram, foi quando ele era bem mais jovem, recém coroado inclusive. 



Regis estava em seu auge na época, e ele defendeu Lucis com todas as suas forças, inclusive invocando os guardiões. Ele confrontou Ardyn, e ainda naquela época, descobriu a natureza dele como um dos herdeiros ao trono.



Notando o poder das espadas reais ao lado dele, Regis já entende desde o inicio que Ardyn não é um inimigo comum, e olha que nesse período ele já havia sido consagrado Chanceler de Nifflhein.



Ambos lutam até a morte, e olha que Regis é bem forte, porém, num tipo de batalha com tal desfecho, Ardyn tem muita vantagem. 




Assim sendo, ele consegue vencer e botar Regis no chão, mas nesse momento, seu objetivo era fazer Regis invocar o primeiro Rei pra auxilia-lo. 



Depois de dar uma surra no Samnus, Ardyn fica insatisfeito e pensa em um novo passo pra sua vingança: Encerrar a casa de Lucis Caelum. 



Ele então volta pra Regis e decide mata-lo, mas se tem um crime que é pior aos olhos dos deuses que assassinar uma Oraculo, é o de cometer regicídio. Por isso, a entidade mais sábia e que se oculta em Lucis, se revela e intervém, salvando a vida de Regis.



Curiosamente, Regis encontra Ardyn uma vez mais no futuro (mostrado no filme) e ele o trata com todo respeito, mas ciente do quão poderoso ele é. Imagine como Regis se sentiu, vendo o mesmo cara que um dia, sozinho, matou centenas de Kingsglaves e devastou uma boa parte de Lucis, apareceu novamente, do nada, pra pedir trégua entre os reinos e de quebra, solicitar o casamento do príncipe, com a Oraculo (que ele mesmo tinha "sequestrado"). É ai que da pra entender a razão de Regis suspeitar logo de cara dessa manobra e fazer a viagem da boyband.

Ifrit


Apenas duas entidades divinas aparecem nessa história, mas ambas são aquelas que tiveram menos destaque na trama de Noctis. Começando por Ifrit, o caído.



Ifrit era o deus que se aliou aos humanos e foi decepcionado, chegando ao ponto de decidir eliminar a todos e, como medida de contenção, acabou sendo adormecido e isolado, pelos próprios deuses.



Cada deus foi pra um canto alias, mas Ifrit acabou sendo encontrado por Nifflhein bem no meio da guerra, e antes mesmo de ser despertado, foi induzido a se tornar um aliado.



Acontece que, Ardyn pode drenar a mente de quem quiser, em troca de parte da sua própria, e do corpo físico daquele que ele domina. Esse poder sombrio é a artimanha que Verstael deseja usar para controlar a mente, ou apenas corromper mesmo, Ifrit.



Inicialmente, Ardyn se recusa, mas depois é seduzido pela vingança, também contra os próprios deuses, e decide provar que até eles podem ser corrompidos, transformando metade de Ifrit em demônio, e tomando conta de sua mente.



Ifrit vira a invocação de Ardyn, cego pela conexão com ele, e corrupto mediante as trevas encrustadas em seu âmago. 



Vendo por esse lado, seu desfecho na campanha principal é bem menos trágico.

Bahamut


O outro deus que surge, é Bahamut, senhor das lâminas. 



Exatamente como surgiu pra Noctis, ele se revela apenas para dar a cartada final. Ele quem impede Ardyn de matar Regis, e ele também é quem conta ao corrompido que sua vida inteira foi apenas um grande plano divino.



Ardyn foi fabricado, conduzido a se tornar aquele que espalha o mal, para que o Eos chegasse à beira do colapso, e assim, o Rei Escolhido surgisse.



Pois é, o mundo tava de boa, e os deuses decidiram então fazer ele virar uma merd4, gerras ocorrerem, demônios surgirem (Ardyn, durante o tempo que existiu entre sua libertação e o ataque ao reino, ajudou a espalhar demônios por ai, e a vencer a guerra, reduzindo cada vez mais os domínios de Lucis), tudo só pra mostrar que eles mandam na porr4 toda.



Fizeram um ser puro, bondoso e predestinado, a se converter no ser mais maligno de todos (transtorno de Darth Vaider) só pra, fazer nascer um novo ser puro, bondoso e predestinado, mas covarde, que precisa ser convencido mediante a perdas e sacrifícios, a fazer de si próprio um sacrifício.



Como eu disse, uma crueldade injusta, nefasta, e sem igual. Os deuses, por puro capricho, causaram a morte de milhares de humanos, e tornaram o mundo algo ruim, só pra dizer que eles estavam certos em sua "previsão"... a tal profecia do escolhido.



Não tinha motivo pra tornar Ardyn um vilão, não tinha motivo pra corromper Eos. Mesmo a guerra entre os povos poderia ser (e seria) decidida facilmente, fosse através de diplomacia ou derramamento de sangue, mas não, eles precisavam intervir.



Pela influência dos deuses, o mundo virou aquela bola de neve que explode quando Noctis se mata... e ai vem a parte mais tensa...



Ardyn tem a opção, de aceitar seu destino, respaldado pelos deuses e, ciente que no fim, ele conquistaria tanto a morte, quanto sua tão desejada vingança (afinal, com o sacrifício de Noctis, a alma de Ardyn seria expurgada, e ele finalmente morreria, mas Noctis também, o que encerraria a a realeza de vez).



Mas, ele também pode escolher confrontar os deuses, e lutar contra o destino que eles escolheram, fazendo o que quer, e buscando seu tão merecido trono.



Acontece que independente da escolha, Ardyn segue exatamente o mesmo caminho. Ele já estava corrompido e cego pelo ódio, vingança e desilusão. Ele faz exatamente o mesmo que os deuses queriam, buscando pelo trono acima de tudo, matando Lunafreya, derrubando Lucis, acabando com o rei atual, e o Imperador de Nifflhein, traindo muitos, e até mesmo ajudando Noctis...



Achando que estava confrontando os deuses, ele estava na verdade os ajudando.



Porém, cada escolha tem um efeito imediato. Se Ardyn escolhe confrontar os deuses... ele é torturado por muito tempo, pela imagem de Aera mesmo, até perder sua sanidade e por fim, seguir seus planos a força.



Se ele escolher obedecer seu destino, ele é mergulhado na insanidade e depois de um tempo, desperta pra fazer o que lhe foi exigido. 



Em ambas as versões, ele mata tanto a memória de seu irmão, quanto a de Aera, bem como a sua própria essência, ou o resquício de bondade que tinha.



Ele vira Ardyn, o Adagium.



Enfim, essa é a história do jogo, e de seus personagens.

Não creio que seja necessário contar tudo detalhadamente, só assim já da pra ter uma boa noção do que essa pequena DLC oferece.




Alias, no final, a abertura muda, semelhante a Campanha Principal, mostrando Ardyn descansando ao lado de Aera, em referência a ambos finalmente podendo descansar em paz.

A parte mais longa do jogo, é o ataque a Lucis, onde Ardyn enfrenta uma pa de gente, e ganha pontos por destruir o cenário, mas nem é preciso destruir tudo, apenas 3 pontos aleatórios.

E é isso.

Não há uma luta contra Bahamut (seria épico), mas o chefe final é ele.

E a conclusão que tiramos é que, em FF15, os vilões são os deuses.



Outra coisa, considerando que Ardyn falhou em confrontar os deuses, pode-se dizer que o final principal do jogo se mantém, mas, é bom lembrar que Ignis e seu poder de alterar o fluxo do tempo, permitiu que ele alterasse esse destino.



Assim sendo, existe a possibilidade de Ardyn e Noctis, ambos, terem sido salvos por Ignis apesar de tudo... 

E mais uma vez eu digo: Pago muito pau pro Ignis.

Mas o Ardyn também é fod4.

Fim.

Se curtiu, comenta por favor.

Se não curtiu, me manda pra put... zoera... comenta também, adorarei responder.

Por fim, é isso.

Obrigado pela leitura e see yah. 

8 comentários:

  1. Vai pra put... digo digo (kkk).

    Vou fazer um desabafo:Eu simplesmente odeio DLCs. Não os conteudos que tem nelas, mas sim elas mesmas. Saudade da epoca onde todo conteudo era colocado apenas em um jogo só, e no maximo alguns bonus que abria quando vc termina. Pra mim isso é mais pra ganhar dinheiro. Eles sabem que quem gostou do "original" vai se interassar por DLCs e gastar dinheiro, é nessas horas que eu deixo de ser contra a crackers piratas e tudo mais. Bando de caça niquel. É isso.

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    1. Concordo contigo,a indústria seguiu um caminho de lucro em detrimento da experiência dos consumidores,infelizmente as principais plataformas estão com esse câncer chamado dlcs e não há qualquer indício de mudança a nosso favor...

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    2. Tamo no mesmo barco galera... geralmente eu evito jogar DLC's e até não dou muita bola pra elas. Porém, no caso de Final Fantasy XV, depois dos episódios extras dos amigos do rei, meio que notei que as DLC's ao menos desse jogo tinham algo a mais a oferecer, do que apenas uma experiência esticada a força.

      Mas, não tem como negar que esse recurso de venda é sim uma praga, um sangue-suga que existe mais pra favorecer as empresas ao custo de pouco, do que aos jogadores (por mais que as vezes, esse recurso sirva de fato ao propósito negociado, de melhorar, aumentar e promover uma experiência mais extensa e completa).

      DLC devia ser grátis, ou exigir alguma conquista prévia dentro dos jogos, e não ser vendida a parte como um jogo extra.

      Essa por exemplo, se não me engano foi uns 30 reais, por no mínimo 1 hora a mais de jogo. Da pra terminar essa DLC muito rápido e, apesar do conteúdo ser interessante, o preço é salgado de mais pra isso.

      O pior é que, FFXV foi um jogo "desbloqueado" antes mesmo de seu lançamento nos PC's. No dia anterior ao lançamento, já tinham cracks reais rolando por ai, mas eu, em uma das raras vezes em que tive a consciência tocada, optei por comprar a versão completa na Steam. Não digo que me arrependi, mas não foi uma "ajuda aos desenvolvedores" tão válida assim... enfim...

      Obrigado srta Bia, sr Mario, vlw pela leitura.

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    3. Sim não tem nenhum indicio de mundanças, pois(infelizmente)não ira mudar nada. Não a nosso favor. Só vejo mais e mais "extorsão" nessa "nova era". Ou melhor, "a era moderna"(nessas horas sinto falta de umas fitinhas de super nintendo).

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    4. Época onde DLC's não podiam ser aplicadas...

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  2. Ktalho,que coisa injusta...os deuses, são de fato cruéis. E por isso que sou ateu. Se Deus fosse perfeito, não cometeria erros. Pois saberia passado,presente e futuro. E não montariam um palco de sangue e ciclos de ódio ,mortes sem sentido.... E tudo por que eles queriam cumprir uma "profecia".... ao que parece, professias são mais importantes que vidas.... valeu shady morte por mais uma análise e sim ardyn e muito foda... queria muito que ele escolhesse o libertismo em vez do determinismo.

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    1. A crença no divino é um alívio espiritual. Mas o divino, é contraditoriamente cruel de mais... é difícil ver isso com bons olhos.

      FFXV em sua campanha original mostra que até os seres divinos podem acabar por se corromper, e que eles erram, sim, eles amam, sim, e até mesmo eles estão sujeitos às calamidades da existência. Eu lembro de ter ficado meio estranhado com Bahamut e a forma como ele se dirigia a Noctis, porém confesso... os caras desvirtuaram ainda mais essas entidades agora, mostrando o quanto elas são injustas e manipulativas. Seja esse um reflexo da realidade ou uma mera crítica religiosa leve, fez certo sentido.

      Eu queria ter visto Ardyn surrar Bahamut, e ser ainda mais incrível que Ignis, reescrevendo a realidade da forma como sua vontade. Triste que ele é torturado de mais...

      Durante meu gameplay e analise, eu costumo deixar wallpapers no pc que fazem alguma referência ao que to jogando/escrevendo. Um deles dessa vez era uma imagem de Ardyn confraternizando com sua esposa, irmão, e sendo um tipo de tio para Noctis ainda criança. Eu fiquei esperançoso que ele seria o grande salvador, mas não foi =/.

      Enfim, vlw sr... e seja sempre bem vindo.

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