Superman 64
Recentemente estou numa jornada espiritual de autoconhecimento gamer e tô jogando de tudo, que recomendam nas lives. Certa vez um rapaz doou 10 conto pra que eu desse uma chance para "Superman 64", jogo este que eu dificilmente jogaria na vida afinal, a valorizo.
Só que né, pagando bem que mal tem! Com tal frase selei o trauma que me renderá pesadelos por algumas semanas e ainda me marcou tanto, que só de ver uma cueca vermelha ou uma capa, eu já fico com vontade de vomitar.
Enfim, bora fazer um review, pela primeira vez, de algo que eu nem sequer fui capaz de concluir.
O que define um Jogo
Superman (oficialmente "Superman: The New Superman Adventures") de 64 não pode ser considerado um jogo. Ele é um tipo de tortura digital idealizada por pessoas sádicas, pra promover caos, desordem e sofrimento aos jovens jogadores de sua época.
Lançado para Nintendo 64, em 1999, sim, perto da virada do milênio, sendo uma afronta a qualquer programador, fã de HQs, entusiasta de videogames, ou pessoa mesmo (não precisa nem gostar de jogos mano, isso te ofende!), esta "coisa" nem deveria existir.
O "jogo" nem é ruim, ele apenas não é nada que valha a pena conhecer. Tanto que, a história dele (que acredite é uma das coisas mais mal contadas porém geniais que já vi) passa um pano pra sua ruindade, tirando a responsabilidade dos CRIMINOSOS que deram vida a isso, e jogando no colo do Lex Luthor.
Que inclusive, graças a este "jogo" se converteu, na minha humilde opinião, O MAIOR VILÃO DO UNIVERSO DOS QUADRINHOS!
Enredo
Lex Luthor fez uma armadilha pro Superman, prendendo ele neste "jogo", e pronto, prepare-se pra tortura. O objetivo do Superman é procurar e resgatar Lois Lane, o Jimmy Olsen e um tal Doutor Armstrong que nunca nem ouvi falar.
Em algum momento o Brainiac aparece, pois ele é o destaque do menu, mas eu nem cheguei perto de conhecer os reais motivos dele estar na obra, mas conhecendo a figura, ele ajudou a construir este jogo amaldiçoado.
Sim, a história não é sobre fases a se passar, inimigos a derrotar, enigmas a resolver, claro que não. A história é sobre o quanto você suportará sofrer pra vencer o vilão que, construiu o próprio jogo pra tirar o máximo da sua força vital.
14 níveis! São Quatorze Fucking Níveis, de musica repetitiva, gráfico ruim, lag, bugs (severos, bugs surreais), e uma mecânica que confunde, ilude, humilha e tortura o jogador.
Eu joguei 2 fases, e nem consegui terminar a segunda. Não por falta de capacidade, não por falta de tempo, mas por puro amor próprio.
Tem gente, heróis, pessoas que realmente merecem a condecoração máxima do prêmio Nobel, que terminaram esta porcaria, e eu ainda sinto pena deles... pois sofreram, e sei que sofreram, muito mais que qualquer um.
Então sim, os produtores deste "jogo" foram gênios ao botar a culpa dele ser tão bom em ser ruim, no colo do vilão.
Fica fácil assim, mas convenhamos, isso realmente transforma uma experiência trágica e traumática em algo minimamente válido.
Falhar em terminar Superman 64 é fazer valer o vilão do jogo e seu plano maquiavélico, e sinceramente, por mim, que se dane o Superman, a Lois Lane, o tal Doutor Armstrong que num faço ideia de pra quê tá entre os sequestrados, e o Brainiac que tá na intro mas, eu nem cheguei perto de saber porquê.
Rage Game?
"Rage Games" são jogos feitos só pra frustrar, irritar, incomodar, fazer você odiar o controle, o console, e quem o criou, ou seja, tudo o que este jogo faz.
Porém seria Superman 64 o primeiro Rage Game da história? Bem, lamentavelmente não! Pois tecnicamente, este subgênero é usado com a intenção de te causar incômodo, o que não é o caso de Superman 64, afinal ele realmente se considera um jogo "bom".
A ideia dele não é te causar incômodo, é só dificultar a vida do Superman, e infelizmente nós controlamos ele.
Feito com todo carinho de um sequestrador com abstinência e fetiche por sadomasoquismo, este jogo serve à função de ser ruim, tão somente isso. Ele não se importa se nos incomodamos, nem se tentamos concluí-lo, não tenta nos recompensar com um estresse intencional, ele não se importa, apenas.
Então não, se havia dúvida se ele era um rage game, nem nessa categoria ele se encaixa.
A Música
Antes de começar tudo, preciso dizer que a trilha sonora deste jogo é o principal fator do meu trauma. No começo ela só é enjoativa, chatinha, repetitiva... mas conforme o jogo avança, ela vira um borrão sombrio na nossa alma.
A música preenche aquele espaço que poderia ser um alívio, com muito mais tortura. Você entenderá quando eu explicar minha experiência jogando, apenas pensando no seguinte: Imagine 3 notas tocando repetidamente enquanto tudo acontece.
Não são ruins sabe, todas as musiquinhas que tocam são parecidas, e em looping, com 15 segundos de duração... mas não são ruins. O que torna elas insuportáveis é se repetirem, repetirem, e repetirem, se misturando perfeitamente com a jogabilidade, com as mecânicas, com os bugs.
Da pra jogar em silêncio, é uma opção inclusive (o jogo deixa você tirar a música se quiser, vai lá, tente) mas isso deixa tudo vazio, e cria uma dependência sonora tão grande, que você se obriga a sofrer ouvindo o som repetitivo.
Consegue notar o quão cruel é isso? Jogar em silêncio cria um vazio que só pode ser preenchido com uma música escolhida a dedo pra perfurar seus tímpanos. É maligno isso, é maldoso, é Lex Luthor.
Jogabilidade
Argolas e Voo
É ruim gente, é só muito ruim. Se você já viu algo a respeito sabe que é aquele joguinho de argolas, mas isso meus amigos, é só um começo muito leve de uma tortura muito maior.
O jogo inicia como simulador de baliza aérea e fica nisso, repete isso, em longas sessões de voo por argolinhas.
A mecânica é terrível, com sensibilidade alta para mover o personagem, e inversão de controle para dar aquele gostinho de estar voando de verdade. Isso somado ao fato das argolas surgirem bem próximas, e ser necessário atravessá-las na ordem certa caso contrário o herói falha na missão.
Tem tolerância de erro, dá pra errar até 3 vezes consecutivas até falhar, mas essa regra muda conforme a vontade do jogo. As vezes passar as argolas e deixar algumas pra trás pode causar falha instantânea então, o ideal é só sair voando entre elas, antes do tempo acabar é claro.
Pois além de ser difícil manobrar, tem um tempo super curto pra fazer isso e atravessar um número enorme de argolas até o fim. Sem um número fixo nem mesmo um mostrador de quantas faltam ou quantas são no total (o que causaria conforto e Lex não quer isso pro Super), o jogador tem que se virar às cegas.
Só que isso é só pro sistema de voo básico! Na verdade há muitas coisas piores, por exemplo: O Pouso.
Não Pouse, Não Ande
O Superman voa com um botão de ação, e fica suspenso no ar com um botão específico (um dos gatilhos superiores do controle). Só que pra ele ir ao solo, esse botão precisa ser pressionado não uma, mas duas vezes.
Então ele precisa primeiro parar o voo, depois pousar, e pra voar ele precisa primeiro flutuar, depois voar. É super bizarro como isso é feito.
Além disso, subir e descer as vezes funciona com a posição do analógico (pra baixo vai pra cima, pra cima vai pra baixo) e as vezes com o tempo que o botão de planar fica pressionado. Isso depende muito do terreno em que o personagem está.
Dito isto, só pra fazer o básico é preciso ter doutorado em joystick. Mas o jogo não dá tempo pra pensar, afinal quando precisamos alternar entre voo e caminhada, isso precisa ser feito em 2 segundos ou a missão falha em começar.
Missões e Tempo
Na primeira Fase, que é dividida em setores alternados entre fase de argolas e missões simples porém tão rápidas pra começar e terminar que as tornam super difíceis, o jogador realmente precisa ficar muito atento e contar com a sorte.
As vezes eu nem entendia o que acontecia, por exemplo, numa das missões o Super precisa derrotar 5 inimigos, só isso, em uns 15 segundos. Eu nem sabia como pousar, então enquanto eu lutava pra pousar e ir lutar com os inimigos, eles próprios SE MATARAM, atirando uns contra os outros pra tentar me acertar.
Parece engraçado, e na verdade isso seria cena de comédia das boas, se eu não estivesse sofrendo pra aprender um simples comando básico pra progredir! Quando me dei conta os caras sumiram e passei a missão, fui pra voo de argolas outra vez, frustradíssimo por nem ter aprendido a pousar.
As vezes eu também venci simplesmente por não saber o que fazer, e o que me ajudou foi o tempo acabar, sendo que isso deveria me punir. Foi o caso da missão de salvamento dos civis contra atropelamento.
Superman aparece num cenário vazio com dois carros acelerando, uma mensagem de 2 segundos surge e não dá pra ler (tem como abrir a mensagem de novo apertando um botão mas, quem vai pensar nisso na hora?), e ele tem que fazer algo. Voei aleatoriamente, e ao encostar em um carro preto, o Super levantou ele. Então joguei pra longe e o tempo resetou, logo pensei "preciso tacar os carros".
Então vi uma mulher com um carrinho de bebê e sei lá porque eu pensei "vou tacar o carro nela, deve ser isso" Cara... a gente chega num ponto do jogo em que até o raciocínio de herói se confunde com de vilão.
Então peguei o carro e enquanto voava pra tacar ele, o tempo acabou e venci a missão. Afinal, o objetivo era evitar que os carros atingissem os civis. Faz sentido, eu sei que faz, mas cara tu tá num jogo, voando por argolas, e do nada aparece num cenário desses em que você só quer fazer algo diferente, a gente não pensa!
Por fim, nessa etapa do jogo, mesclando funções de voo com outras características, precisamos usar o Super sopro pra congelar tornados antes de atingirem civis que sabe-se lá porque, estão parados feito imbecis esperando.
E tá, como que faz pra soprar? O jogo nunca ensina, não tem tutorial, aliás até tem, mas é preciso apertar Start, ir até o menu de história, clicar algumas vezes e ai ele bota um texto vago dizendo "pra soprar segura tal botão".
Mas ele não explica por exemplo que é preciso TER ENERGIA, e pra coletar Energia é preciso vasculhar o cenário. Apertar o tal botão só coloca o Superman na postura pro Sopro, mas pra ser efetivo tem que ter a energia (que é limitada e ele não começa com ela). Tudo isso enquanto os tornados voam na direção dos civis sem contagem de tempo nesse caso.
Vidas, Salve e Continue
O jogador tem que adivinhar, e sabe o mais cruel? O jogo ainda arranja formas de sabotar o jogador! Tipo, enquanto apertava os botões pra entender alguma coisa, a missão falhou, então fiquei pensando o que fiz de errado e tals, e apertei Start... pra quê? Imediatamente o jogo voltou pra tela de abertura.
Eu tava perto do final da Fase, e ele apenas voltou pro começo de tudo, sem opção de salvar, sem explicação, só voltou. Eu fiquei deduzindo o que ocorreu, se havia limite de vidas não mostradas (afinal não há contador de vidas, apenas barra de energia), e na verdade só fui entender quando revi minhas filmagens do jogo.
No momento em que falhei na missão, apareceu uma mensagem minúscula na parte inferior dizendo, tudo junto: "Aperte A pra continuar Aperte Start pra desistir" cara... PRA QUÊ?!
Não há uma razão lógica pro jogo te oferecer a opção de desistir, se o jogador pode sair da fase a qualquer momento caso queira desistir. O momento de game-over deveria ser o momento em que o jogador retorna pro começo da etapa em que estava pra tentar infinitamente até aprender, já que o jogo não explica nada.
Mas não, ele quer que a gente falhe, por isso ele coloca coisas assim só pra pegar no erro e torturar. Não é à toa que a maioria dos jogadores parou na fase das argolas mesmo, e ele, o Lex Luthor, foi bem sucedido em derrotar o Superman.
Ironia, eu repito isso várias vezes pois pra aprender os comandos, a sinopse principal é escancarada pra gente: Ele criou isso, então prepare-se pois sofrerá.
Não Explore, Não Interaja
Passando pela tortura inicial, tudo piora, pois Superman entra numa fase contínua, agora andando e precisando bater, carregar e interagir com pessoas e coisas.
A missão é salvar uma represa de uma vilã que quer explodir tudo. Tem robôs explosivos, tem painéis de controle, tem portas. E acredite, as portas são as piores vilãs.
Além dos Superman andar da forma mais travada que se pode imaginar, sendo difícil a simples ação de VIRAR, ele precisa intercalar entre voar e bater, ou só sair carregando as coisas pra arremessar, dependendo da parte em que está. Só que, nada disso é intuitivo.
Há portas né, lasers bloqueando elas, e pra abrir o jogador tem que deduzir que é preciso destruir os robôs. Simples, prático, mas não é só isso.
Algumas portas só abrem se o Cartão de Acesso for inserido no Painel de Controle. O jogo nunca diz isso, nem qual cartão usar, como usar, onde usar, nada. O Superman só acha um item giratório no chão atrás de alguma caixa explosiva, e precisa levar isso pra um painel que imagina-se ser o certo pois é o único que não está quebrado.
Ainda assim não basta levar ele apenas, é preciso interagir... e como faz isso? Cara, tem uns 9 botões no controle, e colocam o botão de interação como sendo o mesmo de voar pra frente, que também é o botão de bater nas coisas (e geralmente tudo sempre explode na base do soco).
Tudo condicional é claro, pra isso funcionar o Superman precisa estar exatamente na frente do objeto que quer interagir, e já que nada é explicado, tudo parte de pura sorte.
Um Labirinto de Portas
Uma vez abrindo o caminho, começa o pesadelo! A fase consiste em voar evitando robôs explosivos, passando por portas que as vezes abrem, as vezes não, procurando Cartões de Acesso e voltando pro mesmo painel de controle, ou acionando interruptores pra drenar água e liberar mais salas.
Superman acha a vilã, que conta da bomba mas não esclarece onde fica, e ele também encontra funcionários da represa que após serem salvos de uma sala submersa, dizem que as bombas precisam ser impedidas.
Mas ai que tá, não falam como impedir, não falam como achar, não dão qualquer direção ou solução.
O jogador tem que se virar na dedução, enquanto um contador de 10 minutos aparece só pra deixar tudo mais divertido.
Legal que o Superman ganha energia pra super velocidade nessa parte, mas não serve de nada pois já é difícil andar, imagina correr em corredores super estreitos! Ainda é algo limitado pra variar, e acaba bem rápido, além de só funcionar quando ele está andando.
Depois, há um combate com a mulher estranha, que dá socos e chutes que tiram mais vida que os golpes do próprio Superman... e aqui nasce outro problema: Hitbox.
Não Lute
Os inimigos sofrem dano com golpes, tudo muito às cegas pois não há nenhum indicador de dano, além de um som que fazem, as vezes.
Pra variar o Superman precisa bater estando na distância certa, nem muito longe, muito menos muito perto. Tu tem que atacar dando socos estando posicionado corretamente caso contrário os golpes não surtem efeito.
Mas isso só vale pro Superman! Os inimigos acertam em qualquer distância, seja com disparos, bombas ou ataques corpo-a-corpo. Justo não?! Claro que não, justiça não existe nesse "jogo". É uma armadilha, entenda isso de uma vez!
Sabe o que me fez desistir disso? Uma porta, apenas uma porta, que ME CAUSOU DANO! Sendo que ela não era eletrificada, não tinha espinhos, não tinha laser, era só uma porta, era apenas uma porta, uma porta!
Tentei passar por ela enquanto ela abria, ela derrubou o Superman e tirou metade da vida. Cara... "Se até a porta é um inimigo, o que estou fazendo neste jogo?" foi o que pensei enquanto rugia de ódio.
Não Use Nada
Aliás lembra do Sopro de gelo? Aparentemente ele serve pra parar as bombas, algo que não tenho certeza pois desisti do jogo antes de descobrir. Mas, perto do fim dessa missão o objetivo parece ser congelar duas bombas até elas caírem... só que... é preciso achar a energia pra recarregar o gelo.
Ou seja, em 10 minutos depois de salvar os npcs, é preciso procurar pela energia de gelo, pelas salas das bombas, pelos cartões de acesso das salas, enfrentar o chefe que é a mulher estranha, e manter a vida de algum jeito (há escudos do Superman pra curar mas são raríssimos de achar).
Antes tudo isso que descrevi fossem os problemas, assim o jogo apenas entraria numa classificação de dificuldade alta pra conclusão... mas imagina tudo isso sendo apenas as falhas de jogabilidade, afinal ainda há as falhas técnicas.
Os Bugs
O jogo buga, e buga muito, teve horas que o Superman foi parar embaixo do solo, inclusive me trancando em um cenário que deveria ser inacessível. Foi engraçado, pois o objetivo era entrar nas salas das bombas, mas pra abrir elas é um rolê enorme de portas, e pelo bug eu cheguei em uma delas, ficando até feliz pelo atalho...
Até perceber que estava trancado, afinal eu não havia aberto a porta. Então, uma bomba eu consegui, mas a outra? O jeito era esperar os 7 minutos restantes acabarem ou reiniciar a missão inteira.
Teve horas em que os inimigos simplesmente sumiram, como a moça estranha que eu deveria derrotar pra abrir as portas, e ela só voou pro teto e nunca mais apareceu.
Outra vez eu congelei ela pra deixar ela mais lenta e assim cuidar dos robôs, que acredite são piores que ela, e ela simplesmente nunca mais descongelou, impedindo que a derrotasse pois ela não sofria dano, e nem batia, o que travou a sala (as portas ficam trancadas enquanto ela não for derrotada).
Haviam os muitos momentos em que o excesso de inimigos causava lentidão, e a lentidão fazia os golpes deles ficarem fora de sincronia com os sons, e por alguma razão isso dobrava a quantidade de dano que o Superman recebia.
Tinha horas em que o jogo apenas explodia coisas do nada, inimigos explodindo, caixas explodindo, o próprio ar explodindo, só pra causar dano. Sem qualquer objeto próximo tá, sem nada que justificasse isso, era apenas o jogo decidindo "Tá muito quieto, toma um pouco de dano aqui".
E tomar dano, significava vulnerabilidade ao Game-Over, que reiniciava toda a missão, do zero. Acredite, as fases das Argolas não são nada cruéis comparado a isso pois lá pelo menos o jogo voltava apenas pra fase anterior.
Aqui, é tudo reiniciado... e se o jogador caísse na armadilha do "Deseja não salvar" ele apenas se arrependeria muito mais de começar.
Não Salve o Superman
Sim, tem uma hora no "jogo" em que ele permite que salvemos a partida, algo raro de acontecer pois só surge após o término de cada Fase completa.
Mas não é só uma mensagem, é um desafio de múltipla escolha! Lex Luthor bota uma tela dizendo "Você deseja salvar, sua única chance" e o botão vem posicionado no "Não".
Como vem sem aviso ou cerimônia, é fácil o jogador desatento apenas apertar pra continuar e perder a chance de salvar a partida, e não faço ideia do que me aconteceu pra eu pegar a pegadinha na hora. Por sorte, pura sorte, salvei, mas é indiferente na verdade, já que nunca mais retornarei pra esta coisa.
Cansado, 2 horas na segunda fase pra não conseguir concluí-la, é muito frustrante.
Mesmo o pior rage game não causa a sensação que este jogo causa. Preferimos apenas deixar o Superman lá perdido pra sempre.
Daria pra Terminar, mas a que custo?
O jogo tem muito mais fases do que apenas essas duas, sim, foram apenas duas. Levei 3 horas em live pra avançar um pouquinho só, e eu parei, pra sempre.
Tem outros poderes, como Visão de Calor, Visão Raio X, mas eu nem cheguei a usar isso em fases pois não cheguei nelas, e se chegasse, eu estaria tão morto por dentro que provavelmente viraria um fantoche zumbi do Lex Luthor, apenas avançando sem amor, sem honra, sem vida.
Tem como testar esses poderes na Sala de Treinamento, que é só um local de teste de mecânicas, e que talvez os desenvolvedores deveriam ter usado pra ver se o "jogo" estava aceitável, mas não o fizeram.
Engraçado que na maioria dos jogos, as salas de teste são removidas pro lançamento, afinal são só recursos de Teste Beta. Mas aqui tudo é tão ruim, que deixaram como extra pro jogador sofrer se desejar e ver logo tudo que tem pra fazer.
A história dele passa um pano pra tudo isso, pois como repeti muitas vezes, o jogo é uma armadilha criada pra manter o Superman preso pra sempre nesse terror, enquanto tenta salvar seus amigos.
Mas ele é burro! Ele fica salvando NPCs, uma Metrópolis digital, enfrenta inimigos que são só códigos mal feitos, e mesmo com suas habilidades defasadas por comandos mal otimizados, e todo um sistema criado só pra feri-lo, ele continua "jogando".
Pra salvar ele, é impossível pois ele é aquele tipo de jogador que não sabe a hora de parar!
Superman deveria apenas explodir tudo, vilões e mocinhos, ao invés de seguir as regras do jogo, pois o jogo é sua perdição, e da gente também.
Conclusão
Ah tortura! Eu nunca imaginei que entraria nessa mas, fui literalmente pago pra fazê-lo!
Nas recentes lives abri uma opção de doação onde os jogadores podem decidir o que jogarei no dia seguinte, e eu me arrependi muito disso, pois o primeiro título foi logo este.
Tenho medo do que me espera, mas em todo caso, valeu a pena sabe?
Jogar isso me ensinou a valorizar as coisas boas da vida. Agora, eu cuidarei muito mais das palavras antes de falar de qualquer jogo, série, filme, qualquer obra criada pra nos entreter. Pois aprendi que há materiais feitos com o intuito de entreter o criador, baseando-se no nosso sofrimento.
É um mundo sombrio, que eu desconhecia. Os jogos podem ser armas traumáticas... Superman 64 ensina isso desde 99.
Enfim, é isso.
Obrigado pela leitura.
Desculpe por ser um artigo relativamente curto, sei que daria pra ser maior, se eu aguentasse as outras 12 missões... mas eu não aguento.
Talvez, um dia, quem sabe... eu... eu... não... eu nunca voltarei pra este jogo.
Limites!
Se quiser ver como foi a live, segue o vídeo das 3 horas de tortura:
See yah.
1 Comentários
Era melhor ter jogado o jogo do pelé kkkkks o que dinheiro não faz, pelo menos gerou o post mais engraçado que ja vi kkkkkkkkk
ResponderExcluirObrigado demais por comentar, isso me estimula a continuar.
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