One Piece
Segunda temporada
A segunda temporada do live action de One Piece chegou, adaptando a história original do jeito ideal pra funcionar na televisão: cortou coisa pra caramba, e pegou coisa do futuro, tacou no passado, tirou tudo de ordem, prometeu chegar no fim e parou antes da metade do arco que disse adaptar.
E foi ruim? Talvez... depende de como você encara One Piece. Se você é fã raiz, e adora a enrolação gigantesca que foi One Piece ao longo dos anos, tanto no mangá com a história picotada repleta de retcons do Oda, e o anime com fillers e cenas esticadas pra preencher o tempo de tela, tu vai odiar.
Agora se você gosta de uma história sem tantos rodeios, talvez ver a série seja o ideal pra conhecer a história de One Piece, afinal ela não enrola, nem inventa de ficar escondendo pontos chave pra revelar só daqui a quinze temporadas. Ela já adiantou muita coisa, deu um monte de spoiler e é bem divertida assim.
Bora explicar mais a seguir então...
Boa leitura.
A Série Antecipou Coisas
Essa temporada parece que vai correr, e quase chega a adaptar o arco de Alabasta, mas ele nem começa. Ela vai só até a entrada de Chopper no bando dos Chapéus de Palha, e para por ai.
Tecnicamente, ela conta tudo até que muito bem, sem descartar nada de importante, e se dá liberdade de modificar alguns detalhes que só fazem sentido muito mais pra frente no material original.
Por exemplo, já mostraram Bartolomeu, Sabo e Brook, personagens estes que só seriam introduzidos futuramente, através de um retcom do autor.
É que, esses três personagens quando entram na história original, são apresentados como personagens que já existiam bem antes, e apenas nunca foram mostrados. Bartolomeu era um fã de Luffy que o viu quando ele começou sua jornada, mas só o conhece lá pra 15° temporada/arco.
Sabo é um personagem odioso porém importantíssimo, que só aparece quando um personagem de igual peso é retirado da história, e isso inclusive prejudica bastante uma das cenas mais impactantes do anime e mangá.
Brook então, é o músico da tripulação, um caveira vivo que só vai entrar muito mais pra frente, só que quando ele aparece originalmente, ele conta que teve envolvimento com um personagem antigo e por isso, ele se encaixa numa das histórias passadas.
O comum entre estes três personagens é que eles não existiam nas histórias, nos pontos em que mencionam existir. Bartolomeu nunca apareceu no começo do mangá, Sabo nem estava nos flashbacks do Luffy quando ele lembra de momentos em que deveriam estar juntos, e Brook? Brook nunca esteve na história original.
Todos eles fazem parte de um monte de adições posteriores, que mudam o passado de One Piece pra se encaixarem em reviravoltas recentes, e tá tudo bem. É igual a piada da porta...
Quando portas se quebram em One Piece, levam só alguns quadros ou minutos dos episódios pra serem totalmente reconstruídas, e o autor criou um retcom pra explicar isso quando começou a ficar óbvio que era erro de continuidade: Ele criou o Carpinteiro das Portas. Um personagem que convenientemente sempre está nas cenas em que portas se quebram, e começa a trabalhar.
Essa piada está presente na série tá, e acontece isso sem que o carpinteiro precise aparecer, mas é bem engraçado pra quem conhece isso.
Enfim, algo legal da série é que ela já conta com informações futuras pra existir, então ela as trabalha melhor, criando e utilizando os personagens citados em cenas que combinam muito melhor com o momento, e ainda preparam o terreno muito bem pro futuro.
Personagens
Nami
Bem, Nami é a única que não chega a ter um arco ou desenvolvimento destacado, pois na verdade ela complementa a história de todos os outros.
Quando está com Luffy, ela ajuda ele a pensar, e até o manipula com suas ideias, conhecendo bem o capitão e guiando ele como uma boa navegadora.
Quando está com Usopp, ela incentiva ele, apoia e até provoca sua coragem, também guiando ele pro trajeto do Grande Guerreiro. Ela é uma das maiores e melhores conselheiras da tripulação.
Ao lado de Sanji, há um romance se formando. O par é indiscutível, e apesar dela não investir nem dar brecha pra qualquer gracinha, Sanji a faz suspirar com seu cavaleirismo, e a ironia, é que Nami permanece sempre inabalável.
Com Zoro a relação é puramente financeira, e o engraçado disso é que ela explora o tadinho sem o mínimo de piedade. Ela ajuda, mas ela cobra caríssimo por ajuda... cerca de 300%.
Legal que ela até chega a cantar a música meme entre Zoro e Nami em uma parte, que creio que foi adição da dublagem (afinal. é meme brasileiro do "Troco") mas, é bem bacana pois é assim que os dois funcionam.
E sobre o sonho dela, acho legal que diferente do anime, sempre estão destacando o objetivo dela em desenhar os mapas de cada ilha que visitam. Além dela sempre relembrar isso e tirar um tempo pra desenhar, ainda há amostras de suas artes em todo encerramento.
Aliás, ela luta muito, mas muito mesmo, usando o bastão que expande dela, a garota consegue fazer alguns dos melhores combates de toda a série. E olha que o forte dela é navegação, tendo como dom a capacidade de perceber o clima antes de qualquer um.
Zoro
O grande espadachim é o personagem mais hilário de todos, e ironicamente ele quase nunca ri, e quando ri, é por ser forçado a isso.
Ele é sério, contido, quase rabugento, mas muito emotivo. Eu ri muito com várias das situações em que encaixaram ele, e a forma como ele mostrou sentimentos, com total imparcialidade em suas expressões. Chega a ser contraditório.
Além disso, ele é realmente habilidoso nas espadas, sendo protagonista de todos os melhores combates, e mais longos também.
Gostei de como usaram as espadas dele como "níveis" de poder. Zoro usa quase sempre 2 espadas ao invés das três, mas quando ele coloca as 3, ele geralmente apela sendo imparável e encerra rapidamente qualquer luta.
E quando ele quer só testar ou acabar com oponentes fracos, ele só usa uma mesmo. Zoro também mantém sua característica de vestir seu lenço quando vai levar alguma luta à sério.
Mas, ele não se perde tanto quanto no original. Sua orientação ainda não foi prejudicada e o destaque mesmo fica pro seu temperamento, sempre calmo, fechado, mas sensível.
Sanji
Fizeram certo com o cozinheiro, finalmente. Na série ele não é um tarado que sai babando pra qualquer mulher, ele é um galã, que tenta seduzir através do estômago e do mimo.
Mas ele não sai atirando pra todo lado, ele sempre mantém a postura, e classe, simples assim. Essa constância torna o personagem muito mais firme e carismático do que um pervertido como a animação fez parecer.
Sanji também tem um lado muito mais sensível do que jamais foi visto, e se abre com Nami quando está confortável. É legal ver que ele foi respeitado.
Por outro lado, ele deixa a desejar no quesito principal: Cozinha. Poucos pratos incríveis são mostrados o que é triste, pois o personagem deveria ser acompanhado de fome imediata ao ver o que pode fazer.
Mas, se com as mãos ele teve pouco tempo de tela, ao usar as pernas isso muda, e em combate Sanji vira um capoeirista em potencial.
Usopp
Engraçado e medroso, além de muito mentiroso, Usopp deixa de ser o personagem insuportável pra ser a voz da razão, e isso é muito irônico também.
É que geralmente, vemos ele como o mais fraco do grupo, pois não tem poderes, não luta bem, e no máximo tem a melhor mira já vista na face do mundo Azul. Só que, por incrível que pareça, ele é o único sensato do grupo.
Já que seu medo escancarado só surge quando realmente há algo a se temer. Seus companheiros são todos monstros, e temer um monstro gigante não faz dele fraco, apenas realista, já que de fato é algo temível.
Usopp também tem suas mentiras como foco, afinal é preciso prestar muita atenção nas ladainhas que ele fala, pois são spoilers do autor. Tudo o que Usopp diz que fez como Grande Guerreiro do Mar, é uma previsão do que ele fará ao lado dos seus novos companheiros.
Aqui isso está sendo mantido, com mentiras como "O Enorme Peixe Dourado" se tornando realidade, e previsões como "O Combate com a Toupeira Monstro" sendo um spoiler de uma luta que ocorrerá em Alabasta.
Luffy
Um olhar psicótico de gelar a espinha, fico assustado com a forma que o personagem foi retratado. Faz sentido, é o Luffy, mas dá muito medo.
Ele não pisca, e quando sorri parece que quer matar alguém. Apesar dessas serem mesmo características do capitão, isso visto de forma realista dá um medinho.
O homem borracha quase não usa seus poderes, mais uma vez pra economizar em efeitos ao que parece, e ele também quase nem precisa. Muito do que foi retratado nessa temporada não demanda muita esticada.
Mas nas vezes em que usa, tá bem feito. Geralmente é só pra ataque, em raríssimas ocasiões são ataques estratégicos, e não há cenas de expansão de corpo.
O triste, é que o poder da Akuma no Mi fica meio de lado.
Nico Robin
Ela aparece em quase todos os episódios, tentando ajudar a tripulação dos Chapéus de Palha, mas ao mesmo tempo ainda sendo a Miss All Sunday. Ela é membro da Baroque Works, aliás, a vice no comando.
Só que assim como na obra original, ela parece querer sabotar seu comandante, o Mr Zero, e pra isso ajuda Luffy e os demais indiretamente.
Seus poderes de Akuma no Mi porém já ficam revelados logo de começo, e tá incrível. Se pra Luffy pegaram leve, com a Florista de Braços a coisa foi diferente, e fizeram ela brilhar enquanto torturava e massacrava marinheiros.
A personagem ainda está com um carisma sem igual, e chega a ser desconfortante o quanto ela é misteriosa.
Chopper
Aqui tem algo problemático... Chopper tem 3 formas apresentadas: Chopper CGI Interativa, Chopper CGI Ilustrativa, e Hulk da Shopee.
No Chopper CGI Interativa, ele tá fofinho, os olhos dele refletem as cenas e isso ficou surreal de bom. Porém, poderiam ter aproveitado cenas de costas pra usar algum modelo prático, e usar efeitos gráficos apenas nas cenas de diálogo ou combate mesmo, que dessem foco em seu rosto.
Quando está de costas, como usam CGI, fica difícil acreditar na direção dos olhares de quem contracena... mas isso é coisa boba.
O personagem foi muito bem desenhado pra sua forma "realista"... e não causa pesadelos pelo menos.
Na Forma CGI Ilustrativa, ele vira um quadrupede e ai sim, não dá pra acreditar na presença em cena. Fica evidente que é computação gráfica, sendo só uma animação 3D semi realista.
Não tá ruim, mas é esquisito pensar que os Dinossauros 3D ficaram melhor que o personagem que a partir de então, será constante na obra. Antes criassem um modelo físico real, pra usar como padrão de filmagem e aplicassem os filtros depois... acho que isso pouparia muitos gastos e seria mais realista.
Já que raramente filmam os personagens de corpo inteiro de qualquer forma. A filmagem dessa temporada quase que inteira é só de rostos... então que façam algo mais prático.
Mas talvez foi melhor assim, já que usaram maquiagem e efeitos práticos no Hulk da Shopee, a forma humana do Chopper. Ela sim ficou terrível.
É um cara fantasiado de Chopper, com nariz pintado de azul, muito pelo, e uma cartola... tá medonho.
E tem uma cena, uma única cena, dele segurando o riso... que me deu calafrios. Juro, eu vi aquilo e pensei "Eu não me preparei pra um filme de horror".
Lamento muito pela escolha, apesar de fazer sentido. Na forma humana ele teria de ser mais humano... então nada mais justo que usar humanos. Mas pura pelugem e maquiagem não ficou legal.
E o mesmo vale pra outro usuário de Akuma ni Mi do tipo Zoan... parece que isso será um problema posteriormente.
Muito pelo no rosto causa estranheza, e o que deveria ser realista na verdade é só muito diabólico.
E ainda há várias formas que ele nem usou, mas ele usará pois ele apresenta os remédios de transformação que criou bem no finalzinho... uma delas é puro pelo então, veremos como farão...
Enfim, bora resumir cada episódio.
Episódio 1
A partida para Grandline
Este episódio faz um trabalho excelente em adaptar um dos micro arcos mais importantes de One Piece, que o anime e mangá apresentam coisa pra caramba, mas também deixam muita ponta solta sempre retornando pra ele.
Aqui, a tripulação dos Chapéus de Palha se prepara pra partida pra Grandline, visitando o lugar em que Gol D. Roger morreu, decapitado num cadafalso.
Lá aparece o Marinheiro Smoker, um Vice-Almirante poderoso que cisma com Luffy e por isso vira seu nêmeses. No anime/mangá, ele é bem legal mas virou só um dentre muitos personagens secundários, o que nunca foi justificado pois ele realmente tem muito à adicionar, mas a série faz jus a ele, aparentemente.
Rola a emboscada do Palhaço Buggy junto da Alvida mais magra, onde um dos eventos mais importantes, que é o sorriso de Luffy no cadafalso prestes a morrer acontece. Aliás, essa parte perdeu muito do seu impacto pois o dublador fez uma risadinha meme pro Luffy e isso faz rir pra caramba. É um momento que risada não deveria ser comum...
Ainda rolam eventos com os outros tripulantes, mas nem todos ganham grande destaque. Por exemplo, enquanto pra Zoro e a obtenção de suas duas novas espadas tem um bom tempo de tela, e praticamente adapta tudo que aconteceu, da descoberta e negociação na loja, até a roleta russa com a espada...
Pra Usopp e sua obtenção do Óculos de Atirador bastaram 3 segundos. Quando ele vai comprar os óculos, até aparece a garotinha que comprou eles antes, que desencadearia uma disputa contra o pai dela, que conhecia o pai do Usopp e blá blá blá. Mas resumiram a um corte de cena que foca num interesse da Nami, e quando volta pro Usopp ele já tá de óculos.
Talvez o principal foco do episódio é em Bartolomeu, o "Calopsita", personagem que tá sempre em algum enquadramento, muito bem caracterizado diga-se de passagem, e que tenta dar um golpe na tripulação, mas nem consegue começar isso, já que Buggy e Alvida aparecem.
Ele tem seu contato com Nami e Luffy, mas ainda não é seu tempo. Essa aparição apenas ilustra algo que ele diz quando conhece Luffy na obra original, muito mais pra frente no arco de Dresrossa. Lá, ele diz que se tornou seu fã quando Luffy sorriu no cadafalso.
E esse ato de sorrir, é um paralelo com o próprio Gol D. Roger, que também sorriu perto de ser decapitado, na frente de milhares de pessoas, dando início à era de ouro dos piratas. O lamentável, é que tamanho paralelo não foi bem representado.
A série errou nisso, mas pelo menos apresentou Bartolomeu no momento que ele deveria ter aparecido no original (a citação dele é um retcom do original).
O episódio encerra com Dragon salvando Luffy do Smoker, que encasqueta com ele justamente por causa do sorriso. Dragon é pai de Luffy, e também líder da principal organização que é contra o Governo Mundial, e essa aparição dele também ocorre no original.
Só que, apesar dele ajudar com seu misterioso poder de Akuma no Mi relacionado a ventos e tempestades, lançando inclusive o raio que dilacera o Buggy e liberta o Luffy, ele ainda aparece ao lado de Sabo, outro personagem que só foi inventado muito posteriormente.
Sabo é o rapaz de cartola ao fundo, irmão de Luffy, só que este personagem nasce apenas após o arco do Barba Branca... e serve como alívio para a morte de outro personagem, que nem aparece nessa temporada infelizmente.
Episódio 2
Laboon
Após escaparem dos conflitos com outros piratas e a marinha, a tripulação do Chapéu de Palha viaja pra Grandline, navegando pra uma montanha, e após atravessar ela, se deparam com Laboon.
A grande baleia que fica espancando a Red Line tentando voltar pros mares Blue, em busca de seus antigos companheiros, simplesmente devora o Going Merry, e deixa Luffy do lado de fora.
Adaptam e mudam algumas coisas, mas no geral é exatamente a mesma história. A tripulação na barriga da baleia encontram 2 misteriosos agentes da Baroque Works, enquanto Luffy dá um jeito de regatá-los, com a ajuda do Cabeça de Pavão, um médico estranho que parece cuidar da baleia.
Então no meio do episódio rola o flashback da baleia, mostrando seus companheiros, e nos apresentando Brook, ainda vivo.
No original, Brook deveria ter aparecido nesse flashback, mas ele foi outro personagem que sofreu "retcom". Ele fazia parte da tripulação que era amiga de Laboon, e depois de muito tempo apenas ele restou, sendo seu grande objetivo voltar pra Laboon.
O personagem ficou bem caracterizado, apesar do blackpower dele não estar muito alinhado (o Brook caveira tem o cabelo bem mais redondinho). Mas ele ficou excelente no papel.
De resto, temos Vivi, ainda no disfarce de Miss Wednesday, e seu aliado, Mr 9. Todos muito bem caracterizados.
Ao resgatar seus amigos, Luffy pinta sua bandeira na baleia pra ela não se machucar, e após cantar a música de Brook pra ela, que ele conhece pela fama da mesma, a baleia aceita ser parte da tripulação, e não se ferir mais.
Eles também conseguem o Logpose, bússola magnética necessária pra atravessar os mares da Grandline, e assim partem pra primeira ilha.
Episódio 3
A Baroque Works 100
Seguindo o mesmo trajeto da obra original, eles chegam na ilha dos cactos, Whisky Peak, onde conhecem um grupo grande de pessoas que os recepcionam com muita festa.
Mas era só outra emboscada de caçadores de piratas, na verdade, da própria Baroque Works. É aqui que algumas adições excelentes acontecem.
Primeiro, Zoro é o foco do episódio, pois ele entra em conflito com suas emoções após sua derrota por Milhawk. Ele enfrenta uma memória recorrente do Olhos de Gavião, torturando ele psicologicamente por ser fraco.
E Zoro toma pra si o desafio de enfrentar qualquer inimigo, e se provar o melhor espadachim. E assim quando os 100 Baroque Works aparecem pra atacar a tripulação, ele sozinho dá conta de todos. É um dos melhores combates em plano sequência, e numa coreografia surreal de boa.
Este é um dos momentos mais violentos da série, e muito bem coreografado com lutas de espada excelentes. E no fim, mesmo alguns figurões da Baroque Works aparecendo e forçando a fuga da tripulação, Zoro consegue mostrar que ainda é o melhor espadachim.
De quebra, Vivi reencontra Igaram, e revela que ambos eram infiltrados na Baroque Works para salvar seu reino, e a própria Vivi revela ser princesa de Alabasta. É nessa parte que Nami faz um acordo para escoltá-la em segurança, por alguns berries, enquanto Luffy só deseja ajudar seus novos amigos, enfrentando o Mr 5 e a Miss Valentine, ou pelo menos fugindo deles.
Igaram contudo morre, ou não (a série parece não temer matar personagens, diferente do autor, mas vai saber né), e Vivi segue como tripulante sozinha.
Não tem o pato dela! Cortaram ele talvez pra economizar em efeitos especiais, e isso não faz diferença alguma pra ser sincero. Por outro lado, adaptaram a dança sensual hipnótica dela, junto da música de Igaram, e cara, a música ficou muito legal.
Também há um momento de sedução pro lado de Sanji. Aliás, a série ta respeitando muito o personagem colocando ele como um galanteador, e não um tarado maluco. Isso é bom pois a animação não soube desenvolve-lo dessa forma, transformando o cozinheiro num grande assediador.
Talvez essa alteração foi por conta das polêmicas mais recentes da má adaptação de mangá pra anime do Sanji em particular.
Mas, ele botou o Usopp no caminho da perversão! Um crime! Apesar de que na série todos os Chapéus de Palha são adultos já.
Episódio 4
Os Gigantes, Parte 1
Aqui ocorre uma das mais longas aparições de Nico Robin, ainda na alcunha de Miss All Sunday e sem revelar se é boa ou ruim. Ela tenta despistar a tripulação enviando eles pra outro lugar, mas eles optam por seguir direto pro caminho destinado: Little Garden.
Lá, o grupo se separa e rolam cenas como Sanji e Zoro enfrentando um T-Rex...
Enquanto Luffy e Vivi conversam sobre o futuro em cima de um dinossauro pescoçudo.
Nami e Usopp são os primeiros a encontrar um dos gigantes ilhados lá, e são levados pro jantar, mas não demora até ser revelado que ele era amigável.
Da mesma forma Luffy e Vivi encontram outro gigante, mas nesse ponto o episódio se estende muito pras apresentações, deixando também mistério no ar com alguém aparecendo e pintando sinais na perna do Zoro e da Nami, que faz eles ficarem fora de si.
A ideia é desenvolver o surgimento da perigosa dupla da Baroque Works que atacará os Chapéus de Palha nessa ilha, mas como levam tempo demais pra isso, o episódio encerra, dependendo de uma continuação artificial.
Pois muito nele poderia ter sido encurtado.
Tudo acaba com os gigantes indo pra uma luta centenária, e um deles "morrendo" por causa de explosões causadas dentro dele, pelo Mr 5 e sua parceira Miss Valentine, que não são os inimigos principais da ilha mas, aparecem pra continuar a atrapalhar os Chapéus de Palha.
Curiosamente, eles trocam de figurino, e achei interessante a preocupação do elenco em dar um novo visual pra vilões tão passageiros como eles.
Episódio 5
Os Gigantes, Parte 2
E aqui nos é introduzido a Miss Golden Week e o Mr 3, o carinha da vela. Na minha opinião passaram a enrolar muito pra mostrar os personagens de interesse a partir desse ponto, e quando mostram eles ainda não parecem tão bem desenvolvidos.
O Mr 3 tá espetacular, um cara de vela com veia artística, que captura os Chapéu de Palha e os tortura em sua nova arte de cera. É um copia e cola do material original, mas ficou muito bom ainda mais com a caracterização dele.
Já a Miss Golden Week, essa ficou estranha. Não pela caracterização, já que este é um dos maiores acertos. É uma mulher que parece criança, e tem um jeito psicótico, pintando tudo que vê. O problema está no seu poder. Enquanto Mr 3 é um usuário de Akuma no Mi da Cera, ela não parece ter uma Akuma no Mi.
Do jeito que a série mostra, parece mais que ela usa um tipo de ciência com tintas pra distorcer o emocional de quem ela mancha com suas tintas. Ela nem chega a ser artística, não colore nada, só faz um círculo e as vítimas ficam com as emoções trocadas. Tanto que no fim, o poder dela é usado contra ela e funciona (Akuma no Mis não funcionam assim).
Isso não justifica a ameaça misteriosa que tentaram produzir pra personagem no episódio anterior, e o próprio poder dela parece ser muito fácil de conter, bastando limpar o círculo que ela fez. Sem grande dificuldade, os dois inimigos são derrotados.
Há a cena em que Zoro tenta cortar a própria perna num plano bobo pra lutar, mas quem o impede é justamente o Mr 3, não por misericórdia, mas pra preservar sua arte em cera (faz muito sentido pra mim).
O auge do episódio está em Usopp, que uma vez que retiraram o Karu (o pato da Vivi) da história, levaram muito mais importância pra ele, principalmente na cena em que ele resgata Nami, Zoro e Vivi do Mr3.
Mudam um pouco o jeito como ele os salva, trocando a trilha de líquido inflamável que esquentaria a escultura de cera, na qual os amigos dele estavam presos, pra uma cominação de fuga e provocação, em que a Miss Valentine (que controla o próprio peso) quebra a cera com seus ataques.
O Mr 5 que originalmente era o oponente que queimaria o líquido inflamável, usando suas catotas explosivas, vira um expectador mas, pouco depois tem seu embate contra Zoro que é bem legal também.
Há alguns erros, como quando Luffy enfrenta clones de cera do Mr 3, que na verdade não deveriam ser coloridos (no original, a Golden Week pinta eles, mas ela é derrotada fora de cena). Sem contar que a cena reduz um dos momentos épicos de Luffy em questão de Observação, pois no original ele nem erra o primeiro golpe, adivinhando o alvo só por instinto... já aqui ele demora pra acertar.
Então, ajustando aqui e ali, conseguem contar a história do arco de Little Garden, encerrando com a amizade dos gigantes, que não tinham morrido, e o Peixinho Dourado que é morto por eles pra tripulação seguir viagem.
Além da promessa de um dia, Usopp visitar Elbaf. Aqui fica um ponto curioso: A série durará até lá?
Ah, também adaptaram o diálogo de Sanji com o misterioso Mr Zero, em que ele se nomeia como "Mr Prince" e provoca a ira do líder da Baroque Works.
O mistério no personagem se justifica e ao mesmo tempo é irrelevante. Todos sabem que é o Crocodile, então a série erra ao se apoiar nesse mistério seja pro público novo, quanto pro fanático pela obra, pois isso faz tudo ficar enrolado atoa.
Mas, é legal ver o combate de Sanji com os Unlockers (animais do Crocodile) e no fim, a cena ficou boa.
Episódio 6
Chopper
Parte 1 - Ilha Drum
A série chega na Ilha Drum, onde Nami fica doente e precisa de médicos, evitando seguir viagem pra Alabasta. O triste disso é que agora já sabem que Vivi tem que voltar pro reino dela, e lutar contra a liderança da Baroque Works, mas a temporada se limitará a esta ilha.
Enquanto no começo parecia que cada episódio adaptaria eventos chave até culminar em Alabasta, que é o arco de encerramento dessa saga, os episódios passaram a demorar muito pra contar pouca coisa.
E essa enrolação custou caro pois depois de 2 episódios só pra Little Garden, são 3 para a Ilha Drum, e ainda mal adaptados.
Primeiro que não sabem explicar a escolha da ilha, seja pela paisagem estabilizada dos mares da Grandline (que é o que ajuda eles a chegarem na tal ilha) ou o fato dela ser famosa por ter muitos médicos.
Optam por focar no passado de Vivi, num flashback dela na reunião de reis, vendo o pai em conflito com o rei de Drum.
Focam em mostrar o rei de Drum ganhando sua Akuma no Mi da própria Nico Robin, o que é estranho pois ele já era conhecido como Rei Devorador antes de pegar a Baku Baku no Mi, na série. Sendo que ele já tinha boca de lata e parecia ser quem comia tudo. A Fruta que ele ganha dá o poder aleatório de permitir que ele transforme o que come em coisas que deseja... ou seja... fizeram uma lambança aqui.
Também erraram na construção do vilarejo de Drum, pois pelo amor de deus, é só meia dúzia de cabanas cercadas por um muro.
Fica muito legal o mistério quando vista de fora, mas uma vez revelado o quão pequeno é... fica estranho chamar isso de Reino.
Acertaram ao retirar os Ursos da Neve e a luta deles, dando uma rápida referência com um empalhado num canto.
Apesar disso ter colocado Sanji intacto na escalada da montanha, e quase ter minimizado o épico momento em que Luffy sangra as mãos na escalada de gelo pra chegar até o Castelo onde estaria a única médica da ilha...
Mas consertam isso atordoando Sanji rapidamente e ainda usando o poder de esticar de Luffy pra salvar o companheiro. E além disso usar os poderes do Luffy, ainda reforçam o cavalheirismo de Sanji (que pensa somente na segurança da Nami mesmo em queda livre) e cara, ficou ótima a cena.
Pra dar mais ênfase na jornada de Smoker dão muito tempo de tela pra ele, em uma caçada paralela pela Baroque Works, o que poderia ser removido da série facilmente pra preencher com mais de Drum.
Mas o que importa é que no fim, eles terminam dando um vislumbre do misterioso Chopper.
Nessa hora, pensei que a série foi planejada pra lançamento semanal, já que essas reviravoltas de fim de episódio servem melhor com um hiato de sete dias.
Aliás algo reforçadíssimo é o cavalheirismo de Sanji, que neste episódio substitui Luffy na cena em que cuida de Nami, assim que ela adoece, e isso só eleva o personagem, sem contar que aproxima muito a dupla.
Episódio 7
Chopper
Parte 2 - Flashback
Chopper tem seus episódios de introdução adaptados quase que completamente. Cortam uma cena ou outra, mas é 1 hora contando a história da Rena que comeu a fruta do humano, e decidiu ser médica.
O episódio é emocional pra caramba, explica como Chopper era atacado por humanos, enquanto também conta que o Rei de Drum confiscou todos os médicos para si.
Conta como ele conheceu seu pai adotivo humano, um médico maluco, e conta como eles se ajudaram, até que no fim, o médico se explodiu.
Gastam todo o tempo do episódio nesse flashback, que é uma história contada pela Doctorine, a médica da montanha e conhecida como Bruxa, mas no fim, isso é só pra tentar introduzir o personagem pra quem não o conhece, sem tirar o peso dele.
O ruim é que não precisava. É muita enrolação, muito longo, muito flashback sendo que dava pra resumir.
Chorei? Sim... gostei? Absolutamente não.
Episódio 8
Chopper
Parte 3 - Partida pra Alabasta
E aqui encerram tudo às pressas.
O combate contra Wapol é vexaminoso, uma das coisas mais toscas que já vi ainda por cima num season finale.
Ele tem seus poderes recém adquiridos, e já os domina, come os próprios soldados e cria monstros genéricos que lança no vilarejo de 6 casas.
Um dos principais soldados dele, que virou novo governante do reino sem querer, usa uma Akuma no Mi do boi, e é só muito pelo e maquiagem pelo corpo.
A luta no vilarejo parece muito mais intensa que a do próprio Wapol, que manda seus capangas batem em Sanji e Chopper, e eles tomam uma surra bem coreografada.
E Luffy enfrenta Wapol sem grandes rodeios... é só empurra e joga, e no fim ele é tacado pra fora de uma janela, e morrendo ou não, seus poderes são imediatamente anulados fazendo com que os zumbis bizarros de metal voltem a ser soldados.
A ironia é que nunca fica estabelecido que o que ele come só fica transformado, enquanto ele tiver acordado, pois na verdade a história de Wapol foi toda picotada e mal contada.
E no fim, Luffy convida aos berros o Chopper pro bando, que aceita, apesar da rejeição falsa da Doctorine, e rola o festival de cerejeira com a explosão de despedida pra eles.
O melhor do episódio é ver Chopper nos ombros de Zoro... é fofinho... mas deu raiva saber que agora só vai ter Alabasta na terceira temporada.
Crocodile aparece totalmente ao lado de Nico Robin, mas deixam isso como gancho pro futuro... literalmente.
Sendo que daria muito bem pra encurtarem o episódio dos gigantes em 1, e todo esse arco de Drum em 1 episódio também, deixando 3 episódios para que Alabasta se desenvolvesse.
Sabendo que são 1 hora por episódio, foi uma escolha da produção enrolar... e isso é ruim pois foi assim que o anime se perdeu.
Se tem a história, conta logo e para de ficar enchendo linguiça. Ninguém quer ver Smoker enfrentando personagens inventados pra série numa caçada pela Baroque Works.
Ninguém quer ver personagem misterioso enrolado pra ser mostrado. Basta mostrar tudo logo, queremos ver a história andar!
Infelizmente Tudo Acaba Cedo
Eu estava gostando da fórmula que estavam usando nessa adaptação. A cada episódio, todo um micro arco era completamente adaptado, corrigido com adições, e encerrado, e isso se repetiu ao longo dos 3 primeiros episódios.
Mas a partir do quarto, as histórias começaram a ser cortadas. O episódio 4 é completado no 5, e os episódios 6, 7 e 8 são sequenciais diretos, com começo, flashback, e encerramento.
O triste é que depois que param de usar a fórmula, percebe-se um pouco de enrolação, e olha que tudo já é meio lento.
Talvez com o intuito de adaptar com perfeição, evitaram muito cortar ou encurtar cenas que não precisavam tanto de tempo. Acho até confuso que tenham removido personagens tecnicamente importantes, pra no final dar ênfase è personagens irrelevantes, e até criar personagens originais pra série, que não precisavam existir.
Então, a decisão de fazer grandes alterações nos 3 primeiros episódios, deveria ter sido mantida em todo o resto, mas optaram por abordar o arco da Ilha de Drum, e interrompem tudo ali.
O triste é que o arco de Drum é só uma pequena parte do arco real, que é o de Alabasta, e ele é a introdução pra esse evento principal. Encerrar ele assim, é como se tivessem parado a adaptação quando Luffy encontra o Usopp, e deixassem pra contar a entrada de Sanji e Nami apenas numa segunda temporda.
Afinal, qual a lógica de introduzir a Baroque Works, como grande grupo antagonista, se este grupo se resume literalmente ao conflito de Alabasta? Eles são peixe pequeno, sendo sim um grupo importante mas apenas no arco em questão.
O grupo é totalmente desfeito quando Alabasta é concluída, e dividi-lo em 2 temporadas é um precedente terrível, já que há muitos outros grupos que terão muito mais impacto que a Baroque Works no futuro, ou pelo menos haveriam.
Tem o grupo do Doflamingo, tem os Tenryubitos, tem o Exército de Enel, tem o Barba Negra, tem os Clones, tem os Carcereiros de Moria, tem os Monstros de Thrilerbark, tem a própria Marinha, tem os Shichibukais, tem os Yonkous, e cara... tem muito grupinho de igual peso que vai aparecer.
Não digo que não deveriam enfatizar, claro que não, mas se a ideia é adaptar, isso só dividiu um arco em duas partes.
Essa série, pelo menos esta temporada, necessitava de mais de 8 episódios. Apenas Chopper como grande marco é pouco pra ela.
É legal, mas haja saco pra esperar 3 anos pra conhecer a história mais chatinha de todas: O reino deserto e o combate contra Crocodile.
Eu jurava que as coisas acelerariam na série, quem sabe chegando logo em Sabaody! Quem sabe chegar logo em Egghead! Do jeito que tá indo, ela parece querer levar suas 20 temporadas... o que pra mim é exagero.
Mas, bora lá né... torcer pra conseguir manter pelo menos a qualidade visual até lá.
É isso
Espero que tenha curtido.
See yah!
2 Comentários
Pelo visto, seu ódio contra o Sabor continua o mesmo aqui. (Na moral, o Sabo não tinha culpa, o Oda que é burro). Enfim, é uma pena que fiquem rushando a série desse jeito, mas infelizmente, é a consequência de tudo ser absurdamente longo demais, e ter as demandas de série de botar um paralelo aos personagens da Marinha no site story, porque estadunidenses.
ResponderExcluirPior que eu adoro o estilo do Sabo, mas poxa, o cara chega do nada, tira o peso da morte do irmão, e quando o poder do irmão vai seguir em frente, ele vem e pega o poder dele sendo que nem precisa! Mancada demais... ainda acho que Rebecca ficaria épica de herdeira da fruta do fogo.
ExcluirMas ai que tá... na série podem tentar fazer certo com ele. Tu disse tudo: Ele não tem culpa!
O que tá estragando a série é justamente o foco na marinha. A Marinha nunca foi a coisa mais interessante, afinal geral quer ver é os piratas. O próprio Oda parece não dar muita importância, a Netflix ta vacilando muito.
E olha que eu gostei do Garp, do Smoker, mas nada ali merecia o tempo que teve...
Aliás valeu muito sr Wind!!!!
Obrigado demais por comentar, isso me estimula a continuar.
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