Telefone Preto 2
Reconheço que o filme não desagradou mas também não foi uma obra prima inesquecível do terror, ele é certeiro em boa parte do que quer mostrar, como um apanhado de características de filmes excelentes do gênero, mas ele erra apenas no desfecho, entregando "alegria e satisfação", coisas que eu não gosto nenhum pouco de sentir ao terminar obras assim.
Mas, é algo que vem de mim, no geral o filme é bom por assustar e criar tensão, e por incrível que pareça, ele não estraga a história do primeiro nem tenta ser inventivo demais... ele apenas complementa, dá um novo evento que é bem amarrado com o conto original e se sustenta muito bem como história original e continuada.
O único problema dele é o desfecho... juro que podia ser bem mais intenso e memorável caso tivessem "coragem". Mas bora destrinchar a obra e falar o que achei, evitando spoilers... talvez.
Estrutura do Acerto e suas Referências
Se quisessem fazer um live action de Silent Hill 4, Telefone Preto 2 seria um candidato a altura. A história não é nem de longe a mesma, mas as sutilezas do roteiro escancaram a inspiração principal: Um vilão que não tem nada a perder e tem todo o poder no mundo que apenas ele controla, e os heróis que comem na mão dele, caçados pelo paranormal quando estão no mais vulnerável possível.
Migração pra um plano astral onde o vilão tudo pode, e os reflexos disso no mundo real onde as vítimas só choram e se desesperam, eis um modelo familiar, é SH4. Só que a base não parte apenas disso... há também nosso querido Freddy Krueger 2.0!
O mal espreita em pesadelos, onde não temos pra onde fugir... sentia falta desse tipo de terror em que mesmo ciente que é tudo ilusão, tudo coisinha da cabeça, não da pra escapar daquele medo crescente da dúvida. Até onde um pesadelo pode nos ferir?
Então martelam o aspecto visual de "A Entidade", outra obra inspiradoríssima do terror, em que uma trilha sonora feliz se distorcendo ao longo de cenas viscerais e macabras, mal filmadas, corrompidas, trêmulas, só entra no nosso imaginário e usam dele pra construir o puro terror.
Se deu pra entender, a coisa é tensa de um jeito absurdo, e eu gostei muito disso.
O Pesadelo Claro
Boa parte do filme se passa em sonhos, ou melhor, pesadelos, onde a nova protagonista expande seu repertório de vulnerabilidades e mergulha de cabeça num oceano de problemas.
Só que ele nunca esconde isso da gente, o longa escancara quando é uma ilusão, ou quando é real, ele deixa claríssimo quando a protagonista está sonhando, e quando está acordada, sem aquele suspense besta costumeiro, sem ficar tentando nos enganar.
E é exatamente isso que causa temor, afinal sabemos que ela está num reino onde o mal domina, e por saber disso também antecipamos a catástrofe. Pior é saber exatamente todos os momentos em que algo vai acontecer, e ainda assim temer pois sabemos que vai ser absurdamente bizarro, e é, sempre é.
O filme faz questão de dar close em cenas viscerais pra gente ter certeza absoluta do que estamos vendo, e ele se orgulha muito dos efeitos que usa.
A trilha sonora também não deixa nada a desejar e amplia a sensação terrível de assistir, conduzindo emoções, distraindo e até nos "cegando" em determinados pontos. Tem um momento que toca rock pesado numa cena visivelmente calma, mas com tensão crescente, e isso nos entorpece como público, igual um dos personagens, antigo protagonista, fica entorpecido em pensamentos individuais.
Esse tipo de estrutura merecida de indicações a prêmios, é sem dúvidas o cargo chefe do filme.
Inversão de Protagonistas
Falando dos heróis e protagonistas, Finn e Gwen, os mesmos personagens que contracenaram no primeiro filme, reaparecem alguns aninhos mais velhos, numa nova aventura pra enfrentar os fantasmas do passado.
Só que agora, Finn vira o falso herói que desvia atenção, enquanto Gwen se torna a nova protagonista que parece vítima até alcançar a superação.
É o mesmo modelo do primeiro filme, só que sem cerimônias pra esconder as capacidades e qualidades de ambos: Gwen sonha com fantasmas através do tempo e espaço, e Finn é operador de telemarketing do além.
Enquanto Finn se recusa a trabalhar, negando qualquer fantasminha que suplica sua ajuda em qualquer aparelho telefônico que aparece, sem exclusividade (felizmente isso não vai pra celulares senão... lascaria a paciência de qualquer um), a irmã dele opta por dar crédito aos sonhos, investigar e sair perambulando em modo sonâmbula.
E ai mora o risco: Se ela anda dormindo, pode se machucar... felizmente ela tem o irmão pra protegê-la.
Ainda assim o longa não fica estagnado na ideia dela correr riscos no mundo real, mas começa a apontar os riscos do mundo sobrenatural em seus sonhos, visto que pouco a pouco ela começa a conectar as histórias... e talvez aqui tenha um problema.
Ethan Hawke Irreconhecível
Falei do vilão, claro, é o Ethan de novo como mascarado matador de crianças, mas o problema é que ele morreu né? Solução: Waltersullivaniza ele (referência a SH4, quem entendeu entendeu)!
Torne ele um fantasma consciente dos poderes sobrenaturais que ganha quando vira um fantasma, mas com a sede de sangue que tinha enquanto vivo, se tornando assim, claro, um novo Freddy Krueger.
Daí trouxeram o mesmo ator mas não dá nem pra perceber que é ele. O cara é tão bom, mas tão bom, que deu vida a um novo vilão perfeito para essa nova geração, sem depender de seu rosto, mas sim de sua atuação, sua voz, seus trejeitos e maneirismos.
Gostei muito que fizeram questão de manter as máscaras multáveis com base na personalidade e emoções que ele tenta mostrar, mesmo que isso já nem seja tão aplicável ao terror.
É respeito ao vilão, respeito ao personagem, respeito ao que tornou ele quem foi.
Só que forçaram a barra um pouco quando motivaram o vilão pela morte do irmão, algo causado por ele próprio, e que foi tão pouco enfatizado que no fim nem parecia tão importante, mas agora é. Isso foi o que despertou o ódio dele, e não a falha de seus planos e projetos.
Sua disputa além túmulo parte de vingança contra o garoto que o fez eliminar seu irmão, então ele se fortalece através das memórias e espíritos pendentes de vítimas anteriores.
Respostas Pendentes do Primeiro
Nesse ponto o roteiro se esforça pra soar crível e coeso mas, tem alguns ganchos e ideias bacanas até: A conexão da morte da mãe com o vilão da máscara foi bem feito, fez sentido, respondeu muita coisa... mas soou forçadíssimo!
A mãe deles era psíquica, e se matou, isso ficou pendente, a ideia nunca foi responder isso no primeiro longa, e sim surfar nos traumas desses eventos pra explicar a negação do pai da menininha com relação aos poderes dela. Só que agora, foram além: O vilão sempre esteve ligado à morte dela. Basicamente, a mãe dos protagonistas tentou investigar o primeiro desaparecimento de criança na cidade, e foi pega pelo vilão mascarado, com o suicídio simulado... e agora ele revela isso.
Infelizmente isso cria problemas, afinal uma mulher tão poderosa e dedicada que se sacrificou pra tentar fazer justiça, ignorou o risco dos próprios filhos e foi pro além, enquanto crianças que nunca tiveram qualquer indício de tendência paranormal, se mantém presas até serem resgatadas ou ajudarem novas vítimas a se safarem (sendo os fantasmas que ajudam o garoto no primeiro filme)... meio que... não ficou muito coeso isso. Porquê ela não virou um fantasma e eles sim?
E antes fossem só eles o problema, agora tem três novos fantasmas: As 3 novas vítimas antigas. São testes do vilão quando criou seu método de caçada, e agora retornam bruscamente pois ele as usa como energia pra se fortalecer... bem, ideia legal, mas sério que ele treinou com 3 crianças de formas tão dispersas assim?
Ficou bem claro que o vilão tinha algum problema com controle e um passado aparentemente de dominância por autoridades, forçado a seguir regras e a criar rostos para suportar a pressão... pelo menos era assim na primeira história.
Agora ele virou apenas um psicopata de acampamento que se safou uma vez, criou uma nova identidade, estruturou um modelo de caça totalmente funcional e falhou quando uma criança paranormal o impediu.
Teve mudança ai, que ao invés de continuar, alterou algo do cerne do vilão... mas não foi ruim, não é isso, gostei de ver um cara de machado que gosta de patinar, gostei dele arrancando o próprio rosto, e gostei muito do método novo dele de caçar torturando psicologicamente, pra ganhar força ao estilo It - A Coisa... só que né... não tá numa boa continuidade isso ai.
E ai vem o jovem antigo protagonista que ao invés de virar um psicopata em potencial, apenas simula as personalidades das falecidas crianças e se torna mais forte, para proteger a irmã e apenas isso. Isso segue uma boa ideia, isso movimenta a trama, isso alimenta o personagem, mas isso também reduz ele a coadjuvante de sua própria vida e... sei lá, eu acho isso um equívoco.
Envolvimento e Carisma
O maior acerto do primeiro filme foi o desenvolvimento dos personagens, puxando nossa atenção pra eles mesmo com o menor tempo de tela possível pra cada um. Tinham os personagens descartados claro, personagens bobos e de pouco interesse mas, no geral, aqueles em que precisávamos focar, conseguiam isso.
Aqui isso também acontece, e o legal é que repetem a fórmula com os próprios protagonistas. Todo o elenco é reapresentado ao público, sem precisar voltar o tempo todo aos eventos da primeira história, na verdade isso é feito pouquíssimo e de forma rápida.
O pai, que é rejeitado pelos filhos e ainda está traumatizado mas luta para recuperar o respeito deles, e também pra superar a bebida.
A garota que sofre pelo jeito como a cidade tratou sua participação na lendária luta contra o serial killer, sendo rejeitada por ser diferente.
E o garoto que matou o serial killer, e agora enfrenta tamanho trauma enquanto precisa defender a si, e a sua irmã, de todos os demais no mundo.
Conhecemos eles novamente, mesmo sendo os mesmos atores, e isso foi muito bem feito, rápido, sem precisar enrolar nem martelar arquétipos.
E ainda há o novo elenco, como o namorado em potencial da garota, que inclusive é irmão do garoto do banheiro (quem viu o primeiro filme sabe bem quem é), que em pouquíssimo tempo de tela, tememos por um destino equivalente de tanto que gostamos do personagem.
Tem a garota do cavalo, que com certeza quase nem aparece, mas arranca atenção na base da força de tão carismática.
E claro, o dono do acampamento que pelo amor, é protagonista de alguma história que não foi contada! Ele tá lá com uma aura farmada (mals eu queria muito usar esse termo modinha) que só por deus viu.
Tem o elenco bobo, tem sim, mas até eles conseguem atenção do jeito deles.
O Novo Cárcere
A história nova quase que inteiramente se passa em um novo ambiente claustrofóbico, afinal é tematizada no inverno, onde as crianças ficam presas num acampamento isolado nas montanhas com gelo, muita neve, e alguns pouquíssimos adultos.
Sem muitos personagens, mesmo sendo um lugar amplo, ele é trancado pois os limita muito, e a missão dos personagens é investigar os três fantasmas vitimados pelo vilão, que retorna como mais um fantasma.
Enredo simples, que se desenvolve bem usando os medos clássicos de lugares assim: Acidentes na neve, afogamento em lagos congelados, etc.
Mas como ele usa também a questão dos sonhos da menina sonambula, o terror paranormal é muito presente, o que cria também uma outra camada claustrofóbica: A própria mente. Ela tem visões dos fantasmas pedindo ajuda, mas o vilão se infiltra pra dar um salve.
Separada do corpo, a protagonista precisa enfrentar terror, enquanto vê coisas no mundo real, e é afetada pelos dois mundos. Uma prisão dentro de si, da qual ela não pode escapar já que ela precisa dormir, é natural, é uma necessidade comum da qual ela não tem como fugir.
O Telefone Preto Tem Significado?
Aquela pergunta que ninguém fez mas que faz sentido ser feita, e agora que sabemos a resposta concordamos com ela como se fosse a coisa mais lógica, sempre. Todo telefone tem um par... afinal se recebe ligações, tem que ter algo pra fazer a chamada né?
Então o que conecta os dois filmes é ainda o tal telefone, não aquele em que o protagonista anterior conversava com seus colegas de cela sobrenaturais, mas aquele de onde as ligações vinham, ou pelo menos a origem dele.
É que, quem ativou o telefone pela primeira vez, foi Gwen, a menininha mesmo, e a mãe dela! O poder de ambas se conectou através do tempo por aquele telefone, onde a mãe recebeu a chamada da própria filha, quando ambas tinham a mesma idade em seus respectivos lugares no tempo, e por conta da conversa, criaram o paradoxo temporal em que sempre estariam conversando.
Louco não? Mas é que a mãe da Gwen esteve no acampamento onde as 3 primeiras vítimas do cara da máscara foram feitas, e seus poderes despertaram ali, fazendo ela caçar ele no futuro sem perceber, o que causou a morte dela.
Mas Gwen despertou seus poderes bem antes de achar o telefone, continuando o que a mãe não conseguiu até culminar no salvamento do irmão dela, e agora, ela fala com a mãe através da linha do telefone, sem passar mensagens claras mas sim, a ideia da missão de ambas.
No primeiro filme essa ideia de que o telefone estava além do tempo fica clara, pois os fantasmas falavam em enigmas sempre, e no fim mostravam estar no futuro, já sabendo como tudo terminaria e apenas preparando o Finn pra lutar e vencer. As frases deles eram mensagens pro vilão, só isso.
Aqui ocorre quase o mesmo, mas sem que haja uma mensagem importante. O importante é o despertar da mãe da Gwen, que futuramente provocaria o despertar da própria Gwen, pra concluir o ciclo paradoxal.
Bizarro né? E o Telefone Preto é só uma coincidência de design. Na década de 60 pelo jeito todo telefone era preto... e foi nessa década que a primeira ligação delas foi feita, unindo o telefone do porão onde Finn ficou preso no primeiro filme, com o telefone do acampamento onde Gwen ficou presa no segundo filme.
Os Fantasmas
E tá, chegamos nos gasparzinhos, que apesar de não serem tão criativos são presentes e estão em toda parte. O terror que envolve o Finn é mais leve agora, ele quase nem corre riscos de verdade (já que o vilão quase não pode machucar ele mais... eu disse quase).
Eles são três crianças genéricas que morreram de formas aleatórias provocadas pelo vilão, e nunca descansaram. Mas agora por conta da morte do cara mascarado, e o retorno dele ao ponto inicial onde fez suas primeiras matanças, em espírito, eles agora chamam por ajuda.
O medo deles e a presença do fantasma mascarado iniciam eventos paranormais no acampamento, que são meramente citados. Na verdade, apenas 1 evento é mostrado e mesmo assim, é só depois que as crianças chegam pra enfrentar o cara da máscara. Daí fica aquele terror escondido que podia ter sido mais aproveitado.
Dessa vez infelizmente os fantasmas não fazem muito, e apesar de terem forte conexão com o antagonista, e com a derrota dele, eles se resumem a seres paranormais a serem achados.
Encontrar seus corpos e dar descanso a eles, é o mesmo que tirar o poder que mantém o vilão ativo. Não que alguma coisa disso seja explicada dignamente na verdade.
O bom é que tem umas ótimas cenas de terror, sendo as visões das mortes deles as melhores, sem dúvidas. São os momentos que mais lembram o terror de A Entidade.
Desfecho Doce
E então vem o fim em que, bem, tudo acaba sem baixas.
Pra muitos pode parecer um longo filme repleto de promessas que não entrega nada mas, ele consegue construir muito com pouco. Ele complementa a primeira história, cria tensão, tem terror e horror, e mesmo sem mortes recentes, ele trabalha bem com as antigas.
Tem cenas que suspendem a descrença legal, mas igualmente são horripilantes (a cena da cabine e a mina dentro, girando espirrando sangue... aquilo é traumático).
Mas, infelizmente o final feliz é descartável ao meu ver. Uma ligação do além, do paraíso, com uma mensagem positiva que faz chorar, não combina com o tema "terror".
É um equívoco tomado com frequência recentemente, em que precisam dar alegria pro cinema não sair traumatizado, mas esquecem que né... é filme de terror! Quem foi pra sala quer sair traumatizado, no mínimo.
Mas no geral, diria que até isso ta condizente com a obra.
Conclusão
Telefone Preto 2 é um complemento bem vindo, agrada, causa medo, traumatiza em certos pontos, mas é só um complemento.
Acho que o filme funciona isoladamente, mas o forte dele está em atrair pro primeiro, e nos dois casos isso é bom.
Eu gostei, veria de novo, e recomendo. Mas ele nem chega aos pés do primeiro (principalmente por causa do fim).
Acho que se ele terminasse com um clifhanger pesado, uma morte repentina ou uma sutil aparição pós crédito, clichês comuns eu sei, mas que certamente faria ele entrar no status cult.
Por exemplo, se ele acabasse com o telefone tocando e pronto, créditos subindo.
Ninguém espera continuidade, o filme acabou já, mas tá ali em aberto! Assim eu não teria como ou do que reclamar!
É isso.
Foi o que achei... espero que veja e goste, e caso concorde ou discorde, comenta ai por favor.
Obrigado pela leitura e bom filme!
See yah.
2 Comentários
Então... demorei bastante para vir comentar algo aqui... mas vamos lá...
ResponderExcluirAo menos fico feliz que o filme ficou de aceitável para bom, ficaria muito triste se fizessem a continuação e ela fosse medíocre... nesse caso seria melhor não ser feita.
Como não assisti ainda então não posso compartilhar bem a minha opinião sobre, mas fiquei curioso para assistir, vamos ver quando vai aparecer nos streamings para que eu possa ver.
A vantagem é que mesmo lendo toda a sua crítica, pegando a base da história e talz, faltam os detalhes e por esse motivo não entendi 100% da história, então, agora é buscar assistir para complementar aqui também kkk.
Sr Sieg!!! Obrigado pelo feed, eu fiquei preocupado do texto não ter ficado claro, isso costuma acontecer quando evito spoilers rs... eu sou péssimo pra fofocar sem dar detalhes huahua. Mas ai eu fui reler e notei uns erros bem grosseiros...
ExcluirTive que corrigir algumas coisas que de fato deixaram tudo muito confuso, obrigado pelo toque sr Sieg. Eu tentei muito não dar spoilers mas tem algumas pequenas partes que eu precisava ao menos contextualizar pra fazer sentido e eu não percebi. Lendo agora notei isso... e já corrigi. Basicamente é a parte sobre a mãe deles, e a parte sobre motivações do vilão. E eu por alguma razão tenho a mania de trocar "inverno" por "inferno" e tive que corrigir isso afinal, mudou totalmente o contexto.
Quando o filme sair em todo caso, torso pro sr curtir! Eu curti né... acho que podia ser bem melhor mas ele ao menos não seguiu a moda atual de Hollywood em continuar na base do empurrão.
Teve roteiro dessa vez.
Obrigado demais por comentar, isso me estimula a continuar.
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