SérieMorte: Pokémon Concierge - Um stopmotion lindo de mais

Que coisinha mais fofa! Pokémon Concierge é uma história curtíssima, dividida em 4 partes de menos de 15 minutos cada. Num dá nem pra chamar de série, e ainda assim, é uma das produções mais lindas da Netflix.


Usando arte em stopmotion, retratam uma jornada rotineira no mundo Pokémon, só pra relaxar.

Não tem combates, não tem problemas graves, não tem nem fanservice ou easter eggs da franquia principal. É apenas um resort Pokémon, uma funcionária nova, e muita diversão... e é bom de mais.

Pena que é curto, mas falarei o que der a seguir.

Boa leitura.


A história é levíssima, e mostra uma adulta toda estressada com os problemas da vida, chegando num emprego novo no lugar dos sonhos. Ela, que é toda qualificada, consegue a oportunidade de trabalhar como concierge no Resort Pokémon, um lugar onde humanos e pokémons vão pra relaxar e descansar.


"Concierge" é um tipo de atendente de hotel, que ajuda os hóspedes com o que precisarem, e no Resort, os concierges são os faz tudo, mas também são livres para fazer o que quiserem, desde que sigam a única regra do local: Se divertir.


A arte é toda em stopmotion, mas cada bonequinho tem seu material correspondente à textura do personagem. Pokémons peludos são feitos de tecido, e pokémons lisos são feitos de plástico. Também rola a mescla dos materiais nos humanos, combinando tecido e plástico em suas roupas e pele, e... é algo tão detalhado, e bonito de ver, que só isso já compensa assistir.


O Resort fica em uma ilha e é gigante, e cada concierge pode escolher com qual Pokémon lidar diariamente, sejam os de treinadores, ou até os selvagens, buscando sempre levar conforto, diversão, e auxiliar eles da forma como precisarem. Nós acompanhamos a rotina de Haru, a novata que vai se adaptando ao melhor trabalho do mundo.


Brincar com pokémons o dia todo, é realmente relaxante, mas mais que isso, é um trabalho puxado pois cada pokémon tem sua individualidade, e seus problemas para se soltar. Lidar com isso é algo complicado mas, no meio da liberdade de brincar, sem riscos nem perigos, sem preocupações com consequências, todos apenas vão melhorando, aprendendo e se divertindo.


Um paralelo metafórico com a vida, que até faz a gente pensar sobre o quanto intensificamos nossos momentos ruins, e perdemos bons momentos breves, mas felizes. 


É difícil encarar a vida e seus obstáculos com um sorriso de orelha a orelha, pois todos passamos por dificuldades, todos temos dúvidas, anseios, todos acabamos enfrentando adversidades como dores, traumas, e as consequências de falhas, erros, perdas.


Mas, tudo é tão lindo se observarmos. Os pequenos detalhes, assim como o pano e o plástico, os movimentos cuidadosos para torna-los vivos, o carinho de um roteiro simples. Isso deixa uma mensagem positiva de que sempre há algo pra nos fazer sorrir.


Sem pensar muito, sem analisar muito, esse curta agrada por sua leveza. É apenas uma história bonita, com picos de alegria, algumas transformações e aprendizados, e um encerramento feliz.


É bom ver algo totalmente positivo, engraçado, e com um charme único dos bonequinhos em stopmotion, repletos de expressividade, e tão bem animados.


E olha que além de fazer sorrir, ainda conseguem arrancar algumas lágrimas junto, só por conta da sobrecarga emocional de ideias subliminares inclusas entre uma passagem e outra. 


As dores do Psiduck que não vive sem sofrer, pois a dor acompanha suas habilidades, e só precisa de alguém com quem dividir isso.


O Magikarp que nem nadar sabe (tudo que um Magikarp faz é isso!) e ainda assim consegue se descobrir.


O Pikachu tímido e isolado, que tem um treinador imaturo que ainda não sabe lidar com ele e aceita-lo como é (os males de botar crianças pra treinarem bichinhos silvestres presos em bolas).


E principalmente, a Concierge preocupada, que teme não ser boa suficiente, mas aprende com os hóspedes a admirar o que faz de melhor.


Eu fiquei o tempo todo me questionando se o Ash apareceria, se isso teria algum valor canônico pra obra original, se teria alguma brecha pra uma reviravolta gigantesca até que, cheguei à conclusão que preciso parar de ficar sobrecarregando minha mente com expectativas, e preciso curtir mais o momento. 


Assistir uma série, um filme, um anime, jogar algo, precisa ser divertido, relaxante, feliz... e não só um monte de perguntas e críticas acumuladas. Talvez eu tenha aprendido algo com essa pequena e linda história de 1 hora.

Pena mesmo que é tão curto, mas valeu a pena assistir.


Quer relaxar? Assiste Pokémon Concierge... é certeiro.

Obrigado pela leitura.

É isso.
See yah

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2 Comentários

  1. Nem da pra acreditar que é da Netflix de tão bom que é! kkkkkk muito fofo mesmo

    Netflix ta fazendo umas coisas boas ultimamente, espero que não parem tão cedo

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    1. Sim sim, eles estão indo muito bem. Claro que vira e mexe tem uns tropeços, mas ta dando gosto assistir as últimas produções.

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