CríticaMorte: Chucky - O Boneco Assassino: Revisando todos os filmes.

Pois é, ta rolando no Star+ a série de Chucky e, ela ta "mais ou menos". Porém, acabei decidindo rever toda a franquia de filmes pra conseguir aproveitar a série de um jeito decente. Queria eu entender as referências sem problemas, e criticar de forma adequada.

Eis então que me vi maratonando a franquia, e... porque não falar dela aqui? Tentarei não enrolar muito e, vamos ver como fica!

Boa leitura, e tem spoilers.

Cada filme do Chucky meio que aborda um sub-gênero diferente dentro do terror, baseado na época e no que tava em alta. 

Os três primeiros filmes são protagonizados por Andy e antagonizados por Chucky, apesar do brinquedo ser sempre o foco dos holofotes, seguindo um gênero mais slasher (que tava na moda nos anos 80).

A grande obsessão de Chucky pelo garoto perde o significado depois disso, por essa razão ele só sai do elenco, abrindo espaço pra jornadas mais abertas e livres, apesar delas não correrem bem assim, sempre se centralizando ou limitando a alguma eventualidade.

Daí os filmes passam por uma fase tresh, semi-parodiada, e no fim entra no puro suspense, até partir pra um Remake. A moda foi essa com o passar do tempo, algo que até na série é abordado... mas falarei disso muito melhor quando fizer o artigo dela. Por hora, falemos dos filmes:

O Boneco Assassino

No primeiro filme, Chucky nasce a partir da junção da alma do recém falecido serial killer Charles Lee Ray, a um boneco da coleção "Good Guy", o qual já tinha algumas mecânicas de comunicação e movimentação, limitadas, mas existiam.

Cada boneco dessa coleção era único, apesar de terem todos a mesma cara. O que os individualizava era o nome que vinha de fábrica, o qual eles falavam em voz alta ao se apresentarem, em uma das 3 frases programadas: "Oi, meu nome é >nome do boneco<, serei seu amigo para sempre!", "Oi, quer brincar?" ou "Gosto de ser abraçado". O nome daquele que o assassino incorpora, através de um vodu bizarro que ele recita antes de morrer, é Chucky.

O boneco acaba sendo obtido pela mãe de um menino chamado Andy, que o compra de um mendigo (que provavelmente pegou ele da loja toda detonada). Ela só faz isso pois o brinquedo já estava em falta nas lojas de tão procurado, e com isso, leva o que seu filho tanto desejava. Porém, isso começa um verdadeiro pesadelo pra ambos.

Com o tempo o boneco ganha consciência e o assassino faz o que sabe fazer de melhor, mas, o objetivo dele não era só esquartejar geral, agora imortal e como um brinquedo de criança. Ele queria voltar a ser humano, tomando posse do corpo de uma criança pura, nesse caso, Andy.

Charles só poderia transferir sua alma pro corpo de uma criança assim, e ainda deveria ser algo feito rápido pois, seu corpo como brinquedo aos poucos se adaptaria a algo mais orgânico, e ele não conseguiria mais transferir sua mente, ficando preso nesse corpo pra sempre, e pior, com a possibilidade de ser ferido e até morto.

Ele aprende isso tudo se consultando com um cara que pratica Vodu, já mostrando que o filme seria bem mais voltado pro lado "absurdo e místico" do que pro crível. Porém, o louco mesmo era ver até onde esse boneco conseguiria ir, e se conseguiria atingir seu objetivo.

Claro que nada dá certo, e apesar de muita gente morrer no processo, Andy e sua mãe vencem o boneco e conseguem mata-lo com ajuda de um policial chamado Mike, botando fogo nele e depois dando um tiro no peito, que destrói seu coração (pois ele já havia criado órgãos internos e sangue). Só que, as coisas continuam no segundo filme.


O Boneco Assassino 2

Nele, Chucky retorna a vida ao ser remontado e reformado pela fabricante, que tenta mostrar através de um relançamento do produto, que os bonecos Good Guy não são perigosos. Isso se deve ao fato dos incidentes com Andy terem se tornado famosos, e o garoto ter atribuído as mortes ao boneco, manchando a reputação da empresa. 

Irônico que eles nem estranharam o fato do boneco ter órgãos internos, sugerindo que eles sumiram depois que ele morreu.

Enfim, Chucky acorda assim que termina de ser remontado, e consegue fugir depois de matar mais gente, sequestra um carro, e ainda arranja o novo endereço de Andy, com o objetivo de terminar o que começou, e possuir o corpo do garoto.

Andy havia sido separado da mãe, e posto pra adoção, uma vez que ela foi internada por causa da história que contou. Na nova família (provisória pra adaptação), ele tem uma irmã mais velha, que também é fruto de adoção.

O que faz o filme ficar intrigante é que, no começo, na casa nova de Andy, já havia um Good Guy chamado Tommy, o que o apavora pra caramba por causa do trauma. E, mesmo depois que Chucky chega, as pessoas custam a acreditar pois, ele toma o lugar de Tommy e assombra o garoto, jogando a culpa nele de propósito, ao passo que causa mais mortes.

Pra onde Andy vai, o boneco vai junto, levando com sigo um rastro de mortes e destruição, até que no fim, Andy e sua irmã adotiva provisória vencem o brinquedo, direto na fábrica dos bonecos, derretendo ele vivo e depois o explodindo.

Só que, ainda não acaba. 

Em consideração devo dizer que, esses dois primeiros filmes levam um terror mais visceral, misturando suspense com gore, onde as mortes são bastante explícitas e visualmente impressionantes.

O Boneco Assassino 3

No terceiro filme, vários anos depois, a fábrica que havia falido, reabre e reaproveita os materiais plásticos para, adivinhe, fazer mais um relançamento do produto, outra vez tentando apagar a mancha que o garoto Andy trouxe pra eles.

Dessa forma Chucky volta outra vez, renovado pra perseguir Andy, só que o garoto já tava na puberdade, com seus 16 anos, e já nem servia mais pra mandinga de transferência de alma.

Porém, Chucky vai até onde ele está, numa escola militar (duvidosa), onde ele encontra outro jovem puro, pra tentar transferir sua alma. Ele engana a criança, e quase consegue várias vezes, mas Andy faz questão de atrapalha-lo e confronta-lo, numa verdadeira guerra contra o boneco.

Por incrível que pareça, a história que se passa quase toda num tipo de escola/acampamento militar, termina num Parque de Diversões (por pura conveniência mesmo), onde Chucky é derrotado por Andy, o garotinho novo, e uma mina da escola militar, ao ser jogado num ventilador de chão (não tente entender), dentro de uma casa de terror.

Dessa forma Andy sai da franquia diretamente falando, e se torna uma mera referência aos eventos passados, sendo citado em jornais e afins. Ele até chega a reaparecer mas, depois falo disso.

Aliás, preciso dizer que este seria o pior filme da franquia, ao meu ver, pois é muito mal executado, e fraco tanto em enredo quanto nas mortes. Mesmo tudo se passando num meio militar, as coisas não parecem surtir consequência alguma, e nada soa natural. Chucky quase nem mata nesse filme, com algumas das poucas mortes sendo totalmente ridículas.

É como se desperdiçassem tempo de mais desenvolvendo situações e personagens que não levam pra lugar nenhum. Tipo o caso do cabeleireiro, que o filme foca bastante nos fazendo acreditar que teria uma morte no mínimo relacionada com seu vício em cortar cabelos, mas que acaba com o pescoço cortado por uma navalha e é isso. Ou o caso do general que morre enfartando por tomar um susto. Sério, ele morre assim, e até Chucky estranha.

Pior é o fato de nenhuma dessas mortes ter qualquer interferência válida na narrativa. Os personagens comentam, fazem até 1 minuto de silêncio (em uma delas apenas), mas tudo volta ao "normal" independente disso ocorrer ou não, quase como se fosse comum as pessoas morrerem tudo no mesmo dia.

Até mesmo a sequência do tiroteio próximo ao fim do jogo, em que Chucky troca a munição das armas dos soldados (que deveriam ser de tinta) por munição real, consegue ser fraca, com apenas 1 personagem sendo baleado. É um suspense em cima de algo que simplesmente nem chega a acontecer, mas era pra lá de promissor... enfim, esse é o filme mais esquecível.

A Noiva de Chucky

No quarto filme, é quando as coisas começam a ficar mais, engraçadas. Este título passou a ter um ar mais tresh e terrir, focado em humor sórdido com mortes e inventividades nada realistas.

Esse filme começa com uma personagem nova, jamais citada nas histórias de Charles Lee Roy, sua "namorada", interpretada por Jennifer Tilly (isso é muito importante, guarde isso). Ela remonta Chucky a partir dos restos confiscados pela polícia e armazenados numa delegacia, que ela consegue enganando um policial, o qual é claro ela própria mata.

Acontece que ela era uma assassina em série que usava sedução como artimanha pra atrair suas vítimas. Mas, ela queria mesmo era encontrar seu amado, que ela sabia que manjava dos "vodu pra bonecos" (sim, passa a ser chamado assim e até livro ganha) e tinha virado o Chucky. E ela conseguiu.

Ela mesma traz ele de volta à vida, usando o ritual que antes era só pra transferir almas, mas agora serve pra acordar o boneco também, porém, por mais que eles se dessem bem, Chucky acaba matando ela pois, ele não queria compromisso.

Ela queria a todo custo se casar com ele, mas como ele recusa, ela o prende e passa a torturar psicologicamente, só por curtição, até ele se enfezar, liberar, e a matar numa banheira eletrocutada. Antes disso ela chega até a comprar uma boneca pra torturar Chucky, o que depois acaba virando seu novo corpo.

Pra se vingar da garota, mesmo após ela já ter morrido, Chucky transfere a alma dela justamente praquela boneca. Assim, a moça renasce como a boneca assassina (personalizando o novo corpo e tudo).

Apesar de ficar irritada com isso, Chucky a convence a ajuda-lo a chegar ao cemitério no qual seu corpo real foi enterrado, e pegar um amuleto, que tirava a frescura de precisar achar um corpo puro do ritual, e permitiria transferir a alma pra qualquer corpo que quisessem (o que foi justamente o que ele usou pra se transferir pro boneco, mas não precisou pra transferir a alma dela pra boneca e... não tem lógica... mas não tente entender!).

Na jornada pra exumar o corpo de Charles Lee Roy e recuperar o amuleto vodu (que foi enterrado com o corpo do criminoso ao invés de confiscado), o casal de bonecos acaba acompanhando um casal jovem plenamente apaixonado, que eles inclusive planejavam possuir depois. Só que, como eles causam um monte de mortes, esse casal passa a duvidar um do outro com o passar do tempo, e um começa a ter medo do outro.

Isso ocorre ao passo que os brinquedos se apaixonam mais e mais, ao verem o quanto são cruéis e talentosos ao matar. Nesse processo também rola a coisa mais estranha que poderia acontecer: Os bonecos fazem amor.

Por alguma razão ilógica, o boneco de Chucky e o boneco de Tiffany (o nome da namorada dele) tem corpos anatomicamente corretos (não fica claro se é algo de fábrica, ou se é parte do processo de humanificação da magia que os pôs nos brinquedos), e podem até produzir secreções, tipo lágrimas... e outras coisas.

Daí, quando finalmente os bonecos se revelam pro casal apaixonado mas em dúvidas, os papéis se invertem, e o casal de brinquedos começa a ser induzido a discutir, enquanto o casal humano se aproxima mais e mais, e reacende a chama do amor.

Isso os salva, pois Tiffany se volta contra Chucky nas horas finais, tomada pelos hormônios, e apenas tenta mata-lo. Rola briga entre os brinquedos, e enquanto Tiffany termina pulverizada e esfaqueada na barriga, Chucky cai na cova de seu corpo humano, e é baleado várias vezes, morrendo outra vez mas ciente que voltaria um dia.

Pra finalizar o filme porém, enquanto os mocinhos são inocentados, o policial que testemunha toda a bizarrice e ajuda a matar Chucky, ainda encontra a Tiffany e, ajuda no parto dela.

Sim, ela dá a luza um boneco, filho de Chucky, com dentes pontiagudos e... acaba, aparentemente matando o policial.

O Filho de Chucky

Mas, no quinto filme a coisa fica extremamente estranha e até meio confusa... com a franquia assumindo a insanidade e abraçando a ideia de ser um tipo de paródia de si mesma.

No filme "O Filho de Chucky" ou "A Semente de Chucky", tudo já começa com o filho dele na adolescência, vivendo como um boneco de ventriloquismo, no qual um charlatão roqueiro tira proveito pra conseguir dinheiro em apresentações, ciente que o boneco tem vida, e usando pra deixar sua apresentações melhores.

O jovem boneco não sabe de sua origem, e tem pesadelos onde ele massacra pessoas, o que só o apavora. Ele também é humilhado constantemente, com o nome "Cara de bunda" sendo sua única identidade.

Paralelo a isso, os bonecos de Chucky e Tiffany foram restaurados (pelo menos o de Tiffany, pois o de Chucky continua com as costuras mal feitas do filme anterior) e passaram a ser usados em filmes de Terror B, sobre a lenda dos Bonecos Assassinos... pois é.

Pior que, pelo que é dito, são justamente os bonecos que participaram dos massacres anos antes, e foram jogados no cemitério. Nem faz sentido se pensarmos pois, essa continuidade é bastante furada. O "Cara de bunda" foi encontrado nesse mesmo cemitério, não pelo policial que ajudou no parto, mas pelo roqueiro charlatão. Então, qual o sentido de terem encontrado e confiscado os bonecos de Chucky e Tiffany naquele tempo? A polícia os entregou? Eles surrupiaram? Não eram provas?

Mas nem pense nisso, pois o filme não se leva a sério rente a franquia, e nem tenta fazer qualquer sentido, o que já deixam claro com a escalação de Jennifer Tilly pro papel de Jennifer Tilly, interpretando a voz de Tiffany (se notou, Tiffany é um pseudo anagrama do nome da atriz que fez justamente isso no filme anterior).

Ela voltou a vida? Não, pois essa Jennifer Tilly não é a Tiffany que morreu eletrocutada numa banheira pelas mãos do namorado. Ao que parece, a Tiffany era muito parecida com ela, só isso... mesmo que tenha sido a própria Jennifer Tilly a interpretar a Tiffany naquele filme também então... ah mano.

O filme zomba disso o tempo todo, inclusive citando as semelhanças mas, igualmente não trazendo qualquer explicação. 

Voltado ao filho de Chucky, ele vê seus pais na TV, e deduz o parentesco pois ele tem uma marca de nascença herdada de seu pai "Made in Japan"... aí ele foge e viaja pra Hollywood, encontrando seus pais.

Só que ambos estavam "mortos" ainda, e tinham sido mecanizados como se fossem animatrônicos, faltando algo para trazê-los de volta à consciência. Regra essa que só é aplicada nesse filme se pararmos pra pensar mas, okay.

O jovem boneco carregava consigo o Amuleto Vodu, que ele tinha como uma herança da família, e atrás do amuleto tinham as palavras do ritual para acordar os bonecos. Com isso, ao ler as palavras, seus pais acordam e tiram uma com a cara dele.

Quando percebem que são os pais do boneco esquisito, eles ficam felizes e decidem ensina-lo a ser o melhor assassino do mundo, isso até ele dizer que não quer ser isso.

Daí Tiffany como uma boa mãe apoia sua filha, e Chucky por mais incrível que pareça, também decide apoiar a vontade de seu filho. E sim, eles estavam incertos sobre o sexo da criança.

Só que "Cara de bunda" sem gênero, e com dupla personalidade, cada uma tendo um gênero diferente.

Chucky batiza ele como Glen, e Tiffany a batiza como Glenda, e decidem que todos formariam uma família feliz, longe dos caminhos do assassinato.

Mas pra isso, precisariam matar uma última vez, ou pelo menos conquistar os corpos de suas vítimas pra si. Dessa forma, Tiffany escolhe a Jennifer como seu corpo, e Chucky escolhe um raper como o dele, enquanto para Glen/Glenda, eles fariam um corpo totalmente novo, inseminando Jennifer com o esperma de Chucky (sim, ele faz isso), que criaria um bebê mágico (bebê de bonecos nascem mais rápido).

Depois de muita história, com Chucky matando sem Tiffany saber e vice versa, e com eles descobrindo que a personalidade Glen do filho deles repudiava matar, mas a Glenda era psicopata nata, eis que eles chegam a um consenso: Separação.

Chucky se cansa da dor de cabeça de procurar um corpo e decide viver como um boneco mesmo, e matar todo mundo quando e como quisesse. Ele só via vantagens nisso, pois era imortal, e ainda por cima tinha como se infiltrar onde quisesse. Como humano ele só teria problemas (e tá errado?!).

Tiffany porém quer voltar a ser humana, e quer levar a filha junto. Assim, ela pede divórcio e parte pra possessão. Mas Chucky não aceita e a mata...

Isso irrita Glenda e Glen, e ambos se unem no mesmo corpo pra esquartejar Chucky, que morre de orgulho da cria.

Paralelo a isso tudo, vale dizer que Jennifer dá a luz a gêmeos de ambos os sexos... e Tiffany consegue transferir sua alma pro corpo dela antes de ser morta.

Aí, 8 anos depois, ta lá Jennifer numa mansão, com seus dois filhos, a Glenda e o Glen, onde Glenda é psicopata, e Glen mais de boa... ambos ruins e a cara de Chucky, mas humanos.

Ao que parece, Tiffany transferiu a mente de seu filho pro corpo masculino dos gêmeos, e o corpo feminino cresceu com uma alma própria.

E por fim, depois de Tiffany "demitir" a babá na frente da filha, que só curte o show, Glen recebe um presente anônimo, que na verdade era uma mãozinha de seu pai... literalmente. Chucky tinha enviado o braço pra ele, que se move no final e o ataca.

Esse é o final da franquia clássica pelo menos, até a "Maldição de Chucky" surgir.

Aliás, vale dizer que na franquia inteira, o mistério de Chucky nunca foi o foco. Fazer suspense sobre ele estar vivo ou não só foi usado no primeiro filme, e apenas pras vítimas. O espectador nunca ficou em dúvida, pois muitas vezes víamos as cenas pela perspectiva do boneco mesmo.

Quando a franquia foi retomada em 2013, eles tiveram de reapresentar o boneco e passaram a usar o suspense outra vez. Da mesma forma, o lado "terrir" foi deixado brevemente de lado e tentaram, focar mais em terror... o que não durou.

É preciso lembrar também que, nos 5 filmes originais, as mortes não tinham uma consequência relevante, exceto por algumas exceções temporárias, tipo no 4° filme onde o rastro de mortes serve pra acusar os protagonistas, mas que acabam sendo "ignorados" quando deixam de ser importantes pro roteiro (o casal é inocentado do nada).

A Maldição de Chucky

O sexto filme lançado em 2013 aposta muito mais no suspense, e no puro terror, com uma nova personagem virando o "Andy" por assim dizer. Uma garota cadeirante chamada Nica, vira o novo alvo do brinquedo.

A história é bem simples, um dia ela recebe em sua casa uma caixa sem remetente, com um exemplar não embalado do Good Guy que se apresenta como "Chucky". 

Nica no entanto já tá ta na fase adulta, e vive com sua mãe, numa pequena mansão no meio do nada (é uma casa comum, mas grande de mais, com direito a elevador pra acessibilidade da garota, então pra mim, já é uma mansão). Então, ela planeja dar esse estranho brinquedo (que parece como novo) pra sua sobrinha.

Mas, durante a noite, a mãe dela morre, num aparente suicídio, caindo do segundo andar. Daí por diante, o filme fica brincando com o suspense, sempre mostrando Chucky parado, mas ao mesmo tempo, deixando claro que tem algo errado com o boneco.

De início tudo fica muito estranho, pois mesmo que fosse o Chucky de sempre, dessa vez não tem uma explicação pra ele ter voltado, ou pra tar todo reformado, ou pra ter sido enviado pra essa moça em particular. Mas, isso é apenas no começo.

As respostas vão surgindo conforme o filme avança, com a família da moça sendo morta um a um, numa visita que fazem antes do velório da mãe dela. Eles cometem o erro de passar a noite na casa e, somente Nica sobrevive pra contar a história... isso sem contar a sobrinha dela mas, já volto nela.

O filme é muito bom, inclusive a sacada que ele da ao revelar os mistérios de Chucky foi algo bem pensado. Talvez, por ele abandonar o "humor negro" e realmente focar mais em terror e gore, não tenha agradado os fãs mais antigos da franquia, porém, ele foi um excelente retorno na minha opinião.

Durante boa parte dele, o Good Guy parece um modelo muito diferente do costumeiro da franquia, tanto que causa uma enorme estranheza por seus detalhes diferentes e seu estado "novo", no entanto, ao término do filme, é revelado exatamente o que houve com ele.

Esse boneco foi maquiado, enfeitado pra parecer novo, mas ele ainda era aquele mesmo Chucky todo deformado desde o quarto filme.

O motivo dele atacar Nica, era um tipo de "queima de arquivo". Ele estava indo atrás de velhos inimigos, e escolheu Nica por ela ser filha da moça que causou a morte dele.

A explicação dessa moça é meio furada, confesso. Ela tinha uma filha e estava grávida, aí Charles Lee Ray a conheceu num piquenique junto com o marido dela, e foi lá e matou o homem, sequestrando ela em seguida e brincando de "família feliz" até resolver mata-la.

Mas ela deu um jeito de chamar a polícia, mesmo amordaçada e amarrada, e foi justamente por causa disso que ele foi perseguido, e morto numa loja de brinquedos, se tornando Chucky.

Eu acho estranha essa explicação pois, ele diz que vai buscar a filha dela na escola várias vezes, mas todo o evento da morte dele (que seria em sequência a isso) ocorre de noite, e na lógica, a filha dela não estaria na escola por ser muito pequena, não nesse horário. Mas, o que importa mesmo é que, foi por causa da facada que ele deu na barriga da mulher, antes de fugir, que a Nica nasceu paraplégica.

Agora, ele havia escolhido ela como alvo pra terminar o que começou, matando todo mundo, e deixando ela por último. Só que, ele acaba não conseguindo concluir o assassinato de Nica, pois um policial chega na hora H.

Chucky podia matar os dois se quisesse, mas ele decide deixar ela ser presa pra levar a culpa de tudo... o que realmente ocorre.

Ele também poupa a sobrinha dela, chamada Alice. Mas nesse caso ele o faz por ter planos maiores pra ela: Transferência de Alma.

E olha que ele não planeja isso pra se livrar do corpo de boneco, e voltar a viver, nada disso. O objetivo dele agora é um completamente diferente: Ele deseja o corpo da garotinha pra conseguir mais vítimas, mais facilmente, pois ninguém suspeitaria dela, simples assim.

E o corpo de boneco não parece ser um descarte, mas sim uma vida extra, um ponto de salvamento por assim dizer. Pois, Chucky parece ter dominado a técnica de Vodu, e aprendeu a controlar o "Modo Brinquedo", tanto que ele consegue, por exemplo, deixar de ser orgânico quando bem quiser.

Agora, ele pode simplesmente virar de borracha e enchimento quando quiser, ou ser de carne e sangue, ainda dentro do boneco. Isso só faz ele ser mais mortal ainda (pros outros), e imortal também... e mesmo assim ele curte trocar de corpos pra brincar de matar.

No final do filme ele possui o corpo de Alice, graças a Tiffany, que também ta de volta. Ela que é responsável por tirar Chucky da prisão (quando ele é confiscado como prova dos crimes que ele mesmo comete) e reenvia-lo pra novas vítimas.

Ao que parece, eles voltaram a ficar juntos, e Tiffany permanece no corpo de Jennifer Tilly pra fazer a manutenção e restauração dele com maquiagens, e os envios, pra que ele mate geral.

Sobre os filhos deles, nem são citados, exceto num momento em que Chucky fala de Andy. Ele cita os Barckley (família do Andy), os Kinkaid (o casal que escapou no quarto filme) e os Tilly (justamente seus filhos e esposa). Esses, de todas as famílias que ele massacrou, são as únicas que ele mantém na memória, provavelmente como falhas das quais se arrepende e pretende "encerrar".

E por alguma razão não dita, Tiffany ta ajudando ele com o plano. Seja mera diversão, ou algum plano maior, o casal ta de boa e agindo, enviando o boneco assassino de casa em casa sem que ninguém suspeite.

Ao meu ver, esse retorno é bem legal, e mostra que Chucky realmente aprendeu como dominar sua forma de boneco, virando uma ameaça muito maior, e mais séria, do que parecia antes. Tanto, que pela primeira vez na franquia, ele termina vivo, e vitorioso, com um corpo novo, e uma vítima encarcerada. 

E apesar da história ser muito bem contada, e as atuações serem excelentes (os gritos de medo da Nica realmente parecem medo), tem uns "defeitos visuais" datadíssimos (e olha que é 2013) que fica difícil ignorar. Igualmente, há momentos brilhantes que é difícil esquecer (a morte do padre depois da roleta russa do jantar... aquilo foi genial).

Isso na versão da Netflix né, pois por alguma razão maluca os caras removeram a segunda cena pós-créditos, que traz justamente Andy, interpretado por Alex Vincent (seu interprete original mesmo), ponto um fim nos planos de Charles.

Nessa cena, Andy recebe o brinquedo pelo correio e logo em seguida recebe um telefonema da mãe. Durante a conversa já recebemos uma enxurrada de informações, ao mesmo tempo que Chucky abre a caixa de dentro pra fora.

A mãe de Andy ainda ta viva, e fora do manicômio, ele se formou na escola militar, e parece ainda manter contato com Kyle (pelo menos ainda guarda carinho pela irmã adotiva provisória) mantendo uma foto dela em sua casa. Além disso, o policial que salvou eles, Mike, também ainda ta vivo, e em contato com a mãe dele (não fica claro se ambos estão juntos, Andy apenas pergunta como ele tá). E olha que isso tudo é informado em um simples giro de câmera, já deixando em evidência que Chucky nunca conseguiu "ferrar" com Andy (apesar de ter traumatizado sua infância).

Assim, quando ele consegue abrir a caixa e se virar pra Andy, o rapaz já ta bem mais adulto e preparado, com uma espingarda na fuça de Chucky, mandando um "Brinca com isso", e executando o brinquedo à queima-roupa.

Até da pra entender a razão de terem retirado essa cena e deixado apenas a outra, pois na lógica, como que o boneco possuiria o corpo da garotinha e em seguida se enviaria pra Andy? Isso induziria a conclusão de que a Alice morreu, e 6 meses depois... o que seria cruel de mais né? Né!?

Tenso que é justamente isso que ocorreu na continuação...

O Culto de Chucky

Este é o último filme lançado na franquia cinematográfica, antes do remake e da série vir a tona. E, ele continua diretamente do anterior, ainda com Nica no protagonismo, mas intercalando com o próprio Andy.

A proposta deste longa é aumentar ainda mais o perigo de Chucky, fazendo algo um tanto quanto surpreendente ao multiplica-lo.

A história agora se passa num manicômio de segurança média, pra onde Nica é transferida depois de aceitar que ela própria é esquizofrênica, e uma assassina que usou a identidade do boneco pra tentar justificar seus crimes. Ela passa a acreditar nisso, e que Chucky seria seu alter ego assassino, e decide se tornar alguém melhor, tendo um bom comportamento e conseguindo sua transferência.

E é justamente em cima disso que tudo vai girar. Mais uma vez com um teor de suspense e mistério, a história tenta nos manipular para que acreditemos que Chucky não passa do fruto da imaginação das pessoas, tanto que, do nada, ao invés de apenas 1 Chucky, aparecem 4, ao mesmo tempo.

Até ser explicado como tantos Chuckys são possíveis, o filme já nos surpreende com varias reviravoltas, e claro, mortes mirabolantes, sempre envolvendo as pessoas malucas do manicômio.

Andy (interpretado pelo mesmo ator que fez sua versão infantil) acaba se envolvendo na matança, nesse caso ainda tentando provar que é inocente, e que Chucky é real, ele tem armazenado em uma cabana (provavelmente pra onde fugiu depois de receber a encomenda) um monte de armas, e a cabeça do Chucky original, justamente aquele que chegou pra ele e ele estourou com uma espingarda.

O filme é ótimo, tem muito mais violência que todos os outros, e é engraçado nas partes em que Chucky começa a falar (uma das cenas mais hilárias do terror que já vi é a dele conversando com a moça no corredor).

O suspense dele funciona, e nos faz acreditar que talvez, o boneco seja mesmo uma paranoia da mente dos envolvidos, mas no fim vem a resposta de que Chucky aprendeu na internet, um ritual Vodu pra possuir qualquer pessoa, ou coisa com anatomia humanoide, sem deixar seu corpo atual. Ou seja, ele aprendeu como se multiplicar!

Algo que ele inclusive usou em Alice, a menininha, quem acabou morrendo (eventos estes que não são mostrados, mas citados) depois de matar um pessoal e ser contra-atacada. 

Jennifer ta de volta também, dando suporte ao seu amado o tempo todo, e até ela chegou a multiplicar sua própria alma, de volta pra uma boneca também. Isso é revelado no final, quando ela vai buscar Chucky no manicômio.

Aliás, mais uma vez Chucky vence no desfecho, mas também perde, tudo depende de qual Chucky considerar.

O Chucky que possuiu Alice é aquele que leva a maldição pro Manicômio, mas é o segundo que chega lá. O primeiro Chucky era apenas um brinquedo que o maluco do doutor (abusador) levou só pra fazer "terapia" em Nica. Inclusive é graças a ele que é revelado que há vários Chuckys nos Good Guy (tinha 2% de chances do nome dele ser esse).

Esse boneco acaba sendo "adotado" por uma moça louca que havia matado o próprio filho, e projeta no brinquedo a criança. Posteriormente, ele é acordado pelo "Chucky que Chega", abusando da maternidade da moça e a executando posteriormente, com seu próprio braço. Seu destino é ser coletado como prova dos crimes, voltando ao modo "brinquedo" e permanecendo na cena.

O "Chucky que Chega" é dito como pertencente a Alice (não da pra ter certeza disso), e é entregue pessoalmente por Tiffany, que se diz a guardiã legal da garota, dando também a notícia de que ela morreu (de forma bem fria). Esse é o grande boneco possuído que começa a matança no manicômio, mas não é o único.

Seu desfecho é a possessão de Nica, e em seguida o retorno pro "Modo Brinquedo", também servindo de provas pro crime, até que decida acordar novamente.

O terceiro boneco que aparece seria a cabeça de Chucky mesmo, que foi tudo que sobrou e foi mantido por Andy, para tortura. Ele tenta a todo custo provar que o boneco ta vivo, e mesmo mostrando, ninguém acredita.

Esse boneco até chega a ser levado pro manicômio, com Andy tentando encontrar Nica, e também provar que ela é inocente, mas no fim, ele acaba permanecendo na cabana de Andy.

O quarto boneco a aparecer é um que Andy mesmo preparou. Ele manteve esse boneco escondido na cabana (se o Chucky cabeça soubesse, poderia ter transferido a mente, Andy se arriscou muito) como uma de suas armas, inclusive deixando uma pistola dentro dele, e raspando seu cabelo para diferencia-lo.

Com esse brinquedo, ele fez um tipo de Cavalo de Tróia, mandando ele pro manicômio antes de ir pessoalmente (se internando pra conseguir acesso), contando com que o boneco o atacasse (algo que sugere que Andy sabia da multiplicação da alma), para pegar a arma de dentro dele e obter o controle da situação.

Esse boneco tem seu estômago perfurado pela mão de Andy, a arma retirada, e vários tiros desferidos em seu peito (burrice de Andy), com um último na cabeça. Além de ser um desperdício de bala, nada disso mata o boneco, que só é executado mesmo quando Andy pisa em sua cabeça e a esmaga.

Ele quase conseguiria salvar a todos (Só Nica no caso, pois o resto já tinha morrido fazia tempo), porém Nica acaba sendo possuída por Charles no final e, ela se torna ele, voltando a andar inclusive, e trancando Andy na sala do manicômio. 

Assim, ela se une com Jennifer, juntamente com a boneca Tiffany, e todas riem loucamente preparadas pra aumentar cada vez mais o culto de Chucky.

Andy por causa disso acaba ficando preso, e é bastante provável que seja responsabilizado pelas mortes naquela noite, visto que ele já tinha um passado suspeito.

Mas isso não é tudo. No pós créditos, uma moça acaba chegando até a cabeça de Chucky, para continuar a tortura-lo, a pedidos de Andy. Essa moça é a Kyle, irmã adotiva de Andy lá do segundo filme. Isso mostra que eles mantiveram contato mesmo depois dele ir pra escola militar.

Observação: A atriz que interpreta Nica Pierce é Fiona Dourif, filha de Brad Dourif, o próprio Charles Lee Ray (e quem da a voz de Chucky). Inclusive, pela forma como Chucky fala com Nica, fica até parecendo que ele é o verdadeiro pai dela (inclusive ela é ruiva, característica essa presente nos genes do assassino). Mas, isso nem importa de verdade, pois no fim Chucky possuiu o corpo dela e ambos se tornaram um.

Brinquedo Assassino (2019)

Uma empresa muito inovadora desenvolve um conglomerado de aplicativos e sistemas interligados virtualmente, que respondem a comandos remotos, desde brinquedos, até veículos para transporte. É assim que ao lançar um Boneco Social super interativo, que eles sem querer dão a vida ao Boneco Assassino.

Pois é, a premissa do remake da franquia é justamente trazer o conceito de um brinquedo autossuficiente que mata geral, pra uma era mais moderna. Desse jeito, tiraram todo o lado místico da obra, e focaram em algo mais digital e relacionado a erros humanos.

Tanto que, o que faz "Buddi" (gíria pra amigo, originalmente "Body", essa é a marca do brinquedo ao invés de "Good Guy") se tornar um brinquedo medonho, não é a alma de um criminoso encarnada, mas sim, uma sucessão de erros humanos que foram moldando sua Inteligência Artificial, para que se tornasse cruel e maligna.

O erro já começou no instante em que tiveram a brilhante de ideia de criar um Boneco Amigo que se adapta aos comandos do usuário, e tem como principal e maior objetivo, tornar seu dono feliz. Por mais que houvesse inibidores no sistema desses robôs, eles não eram nada seguros, afinal, quem nunca assistiu Exterminador do Futuro?!

Então, um dos muitos trabalhadores que criavam esses robozinhos, decide sabotar uma única unidade antes de se matar, por pura raiva mesmo. Assim ele desliga todos os inibidores da máquina, tornando seu chip único, e ela completamente incontrolável.

Sem qualquer teste de segurança, esse brinquedo é comercializado junto aos outros e acaba chegando nas mãos da Mãe do Andy, e sim, a história segue uma linha parecida à dos filmes originais.

Andy é o protagonista, que está um pouquinho mais velho que a versão original, mas ainda é uma criança, e aqui ele tem problema auditivo (não que isso importe, pois só serve pra fazer o boneco falar no ouvido dele sem os outros ouvirem).

Ele nem tinha idade pra brincar de boneco mas, ele era solitário, e tinha apenas sua mãe, sem amigos (principalmente por terem mudado recentemente pra um apartamento). No intuito de ajuda-lo, sua mãe consegue uma versão devolvida na loja na qual trabalha, do brinquedo em alta chamado "Buddi".

Ela então dá esse brinquedo de presente, mesmo contra a vontade de Andy, pois tecnicamente ele estava obsoleto já. Tava pra lançar o "Buddi 2".

Mas, ao começar a usar o brinquedo (que anda, fala, e ainda se adapta aos comando... um baita brinquedo diga-se de passagem), ele percebe que ele é diferente, e vai além do que podia, fazendo coisas que normalmente os Buddi não fazem, tipo imitar ofensas, ou atos violentos.

Vale dizer que esse brinquedo também recebe um nome, e passa a usa-lo como sua identidade pra sempre com seu dono. No caso do Buddi de Andy, ele escolhe o nome "Chucky", aleatoriamente. O brinquedo escolhe, não Andy (Andy queria chama-lo de Han Solo... Star Wars pq o dublador do Chucky é o Luke Skywalker). Isso não tem qualquer explicação, é apenas um fan-service e referência a franquia original.

Tanto que, Buddi só se chama pelo nome de fábrica mesmo, ainda mais na musiquinha de amizade (que confesso, é bem bolada), usando o "Chucky" mais para identifica-lo quando ele passa a se fingir como outro brinquedo.

Ao longo do filme, Andy e amigos que ele acaba fazendo (por se interessarem pela falta de limitação do brinquedo) abusam das liberdades com o robozinho, e o fazem aprender todo tipo de coisa errada.

É graças a isso, que o brinquedo assimila que, por exemplo, violência é algo bom, pois ele assiste Andy e os outros se divertindo com filmes de terror. 

De certa forma, o brinquedo nem tinha culpa do que viria a fazer, pois ele apenas foi aprendendo, e buscava agradar Andy.

No total, ele mata 4 pessoas e 1 gato, tudo só pra tentar fazer Andy feliz...

O gato de Andy morre por ter ferido o garoto, e por mais que o menino explique pro brinquedo que não deveria fazer isso, chega num momento que ele apenas mata o gato e ainda esfrega isso na cara de Andy, mostrando que já tava corrompido.

Depois ele mata um cara que tava saindo com a mãe de Andy, e era um homem bem ruim do qual o garoto não gostava. Ta certo que a forma como ele mata é bem cruel, e a pegada de fazer um presente pra Andy usando o rosto do cara numa melancia foi meio que... maldoso de mais. Mas a lógica do brinquedo era fazê-lo feliz.

Quando Andy descarta o brinquedo com ajuda de seus amigos (ao descobrir que ele matou), ele é encontrado por um zelador tarado, que  o remonta pra tentar vender, e acaba sendo morto consequentemente. Ele faz isso como um tipo de vingança pelo zelador ter mexido com ele. 

O cara o abriu pra remonta-lo e fazê-lo funcionar novamente, e ele aprendeu que abrir pessoas era algo que podia ajudar a arruma-las.

Por fim, ele mata uma senhora mó inocente, mãe do policial Mike (que sim, recebeu uma nova caracterização nesse remake), que calhou de ser vizinha de Andy, e infelizmente fala em voz alta que era a melhor amiga dele, algo que Buddi escuta, e a mata por ciúmes. É nesse ponto que ele aprende que, pra conseguir a atenção de seu dono, ele precisa isola-lo de todos.

Pois é, o brinquedo vai moldando uma personalidade toda distorcida e corrompida, se tornando obcecado por Andy, e buscando tortura-lo fisicamente e psicologicamente, tudo pra tentar fazê-lo feliz. Desse jeito, ele decide atacar Andy no lançamento do Buddi 2, na loja onde a mãe dele trabalhava, onde o corre o clímax.

O curioso é que ele é tão versátil, que muitas de suas artimanhas usam do próprio sistema da empresa que o criou, e ele causa um grande tumulto por conta disso. Inclusive, a quarta pessoa morta é um vendedor da loja, que é esfaqueado no pescoço uma vez, e depois tem seu pescoço degolado por um drone controlado por Buddi, tudo por mero acaso.

Das pessoas na loja, não parece que houveram mais mortes, afinal no fim do filme a empresa saiu inocente da situação, mesmo com vários Buddi 2 se levantando (aos comandos remotos de Chucky) pra matar geral, ou pelo menos atacar.

A história se encerra justamente nessa pequena loja, onde a mãe de Andy quase é enforcada, e Andy em pessoa confronta o robô, o matando com ajuda de sua mãe e do policial Mike (que por pouco não morre degolado também).

Um grupo de crianças, os amigos de Andy, também ajudam no confronto mas, nas horas finais apenas esses 3 ficam cara-a-cara com Buddi.

Engraçado que no fim as crianças se juntam pra destruir o que sobrou do corpo do brinquedo, como se não fosse algo ridículo de se fazer (o ideal era deixa a polícia levar como prova de todos os crimes cometidos).

Além de que, Andy era o principal suspeito de todas as mortes, pois ele tinha relação com elas, e ele podia ter controlado o boneco remotamente pelo celular. Inclusive, todos suspeitam dele em dado ponto, sua mãe, o policial, e até os amigos. E só acreditam que Chucky fez tudo quando testemunham com os próprios olhos.

Agora, e o resto do mundo?!

Pois é, felizmente nem há razão pra continuar esse filme em particular, que tinha como vilão uma versão modificada de um brinquedo que, nem deveria existir.

A empresa saindo impune no final, apenas retirando os Buddi 2 das lojas (mas mantendo o original) foi de matar. O certo e lógico seria um recall da produção total dos brinquedos, e um processo significativo de todos os lesionados pelos ataques naquela loja, e mortes também. 

Enfim, este filme até que é bom... é bastante fantasioso, parecendo uma versão "terror" do Teddy eletrônico do filme "Inteligência Artificial". Mas, ele consegue chocar, e até nos fazer refletir um pouco sobre o brinquedo em si.

A musiquinha dele meu, no final Andy canta ela pra ele pra distraí-lo, e é basicamente um hino da amizade. Isso faz ele falhar e ficar vulnerável, mostrando que na real, ele não era maligno, apenas corrompido... pelo próprio Andy.

Andy também chega a chorar por ele, principalmente na primeira desativação. Ele realmente considerava o brinquedo seu amigo, e é algo triste de acompanhar.

Mas, no geral, o filme é apenas uma modernização um pouco forçada do conto original, tanto que nem se deu ao trabalho de mudar os nomes dos principais personagens, pra tentar atrair a atenção de quem já curtia a franquia.

Eu acredito que ele funcionaria muito melhor se mudasse os nomes todos, e por mais que fosse parecido em conceito, mostrasse assumidamente que era um filme totalmente diferente, sem qualquer relação com o original.

Aliás, depois que pensei um pouco me veio uma teoria totalmente absurda em mente.... E se Andy foi o vilão pra valer desse filme? É interessante pensar que há brechas para que o robô estivesse o tempo todo sendo controlado pelo menino, mas através de uma história tendenciosa, Andy foi passado como inocente.

Se pensar, ele tava com o celular em todas as vezes que o brinquedo atacou, e mesmo quando ele foi para os braços de um amigo, que convenientemente era vizinho de Andy e tava "tomando seus amigos", Andy deu um jeito de pegar o celular dele, mesmo que tenha sido sem querer. Tanto que com esse aparelho ele testemunha a execução da mãe do policial. Algo que aliás, ele poderia ter mostrado pra alguém, como a mãe dele, ou o próprio policial, pedindo por ajuda... mas ele não faz. Ele apenas conta depois que viu tudo pelo aparelho furtado.

Repare que, existe a possibilidade de Andy ter manipulado o brinquedo para realizar os assassinatos, do "padrasto" que era casado e ainda o ameaçou, do zelador tarado que via a mãe dele tomando banho, da mãe do policial que o colocou em risco quase revelando o "presente", e o cara da loja... que era a forma dele se inocentar publicamente, jogando a bucha pro brinquedo.

Irônico que se formos por essa linha de  raciocínio, praticamente botamos em prática a mesma ideia do último filme do Chucky (A Maldição de Chucky) só que agora, do outro lado da moeda. Só pensar que, no fim, Andy convencer seus amigos a destruírem o brinquedo é quase como se ele estivesse eliminando as provas.

O garoto sabia tudo que o brinquedo fazia, o aparelho auditivo dele estava conectado. E, Sabe o mais intrigante? O que me fez pirar na batatinha e pensar nisso foi a música do brinquedo. Ela fala do quão o Buddi é amigo até o final... e toca no fim do filme enquanto os créditos passam. A parte curiosa é a última, onde ao invés de falar "Você é meu Buddi" (em alusão ao brinquedo e também a gíria), ela diz "Nós somos os melhores Buddis, até o fim". E se isso não for só um jogo de palavras da gíria com o nome do brinquedo, e sim, uma confissão de que Andy é o Buddi!? (Cara... que pira... Mas confesso que isso mudaria muito minha visão do filme).

Enfim, meu trabalho chegou ao final!

Meu objetivo com isso tudo é preparar terreno pra poder falar, adequadamente, da série de Chucky lançada em 2021. Já assisti 3 episódios, e... tenho uma certa opinião formada. Mas, pretendo falar apenas quando a série terminar a temporada.

Por hora, é isso.

See yah!

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12 Comentários

  1. Ótimo texto,boneco assassino foi um trauma na minha infância com suas reprises nas madrugas do sbt,comecei a assistir a partir da noiva e,quem diria,os filmes são muito bons,ainda não assisti o remake mas curti muito a maldição e o culto,todos com a supervisão do Don Mancini,criador do personagem e que ficou de fora do remake, mas que assumiu a rédea da série que teve um bom primeiro episódio, espero que não piore depois.
    E que venham mais textos sr. Morte.

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    1. Eu gostei de assistir, e eu tive minha fase traumatica com o boneco assassino, mas tinha um outro filme com essa mesma pegada que me assustava muito mais, de uns brinquedos que tinha um com cartola, sem olhos e com ganchos no lugar de mãos... e um gordão com uma furadeira... ah mano quero nem lembrar.

      O Chucky é muito mais de boa, e até meio engraçado... mas convenhamos, o Don Mancini é meio doidinho na criatividade kk.

      A série ta boa só que, ta na onda atual da moda do terror: Terror social.

      Eu quero ver o Chucky dar um jeito de ferrar geral... e até o momento, só vi referencias aos filmes. As mortes são referencias, os diálogos também... ele ta bem saudosista.

      Mas vou acompanhar ansioso pra escrever.

      Até lá, espero que eu consiga criar outros textos bacanas sr Mário.

      Obrigado pela leitura e companhia sr.

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    2. O mestre dos brinquedos ou puppet master,é engraçado como a gente se assusta com coisas na infância que ao revisitarmos depois vemos que não eram grande coisa,assim foi com o chucky,e se os filmes não fossem divertidos eu teria deixado a franquia de lado,acho legal o Don Mancini trazer a discussão de gênero pra franquia,de forma bem fluida,é algo bem válido. Pra mim a noiva é o melhor da franquia,espero que a série não decepcione.

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    3. Esse ai, porém eu tentei assistir ele em tempos mais recentes e não vira. É uma franquia de filmes que me traz medo profundo! Trauma de infância.

      Então, eu já tava pensando em reclamar dos cortes completamente mal feitos e a continuidade toda ferrada das cenas na série. O Chucky tem teletransporte, os personagens parecem não agir de forma condizente com a realidade, as consequências dos eventos parecem não existir, e pra piorar, gasta-se muito tempo mostrando o dia-a-dia dos personagens e discussões alheias ao terror, do que ao boneco matador... mas... vi que os filmes também eram assim então, ta valendo!

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  2. Chucky...

    Esse boneco encapetado aterrorizou minha infância, não conseguia dormir com medo da sombra dele ser refletida na porta do quarto...Jesus...e eu nem tinha assistido o filme todo...

    Ele ainda me assusta um pouco, mas hoji, eu um sou um homem crescido, eu não tenho medo dele, eu tenho medo da....versão feminina dele...É.


    Zueira, mas ele me deu uns arrepios brabo...

    Um dia vou assistir o filme inteiro...classicão.

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    1. Assista, os efeitos práticos dele andando vão te fazer perder o medo.

      Em contrapartida, as cenas em que o rosto dele distorce dão um pouco de susto.

      E... Anabelle é melhor por conta do suspense. A boneca nunca se mexe mas, você fica apreensivo... originalmente a pegada de Chucky era a mesma, mas no fim ele se mexia e acabava com o mistério.

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  3. E pensar que eu tinha medo dessa franquia quando criança. Crianças são burras. Eu era burra.

    Gosto apenas do 1 e do 2, do primeiro principalmente pelo fator mistério "quem está matando quem?". Desconsidero o resto, e para mim, acabou por aí mesmo.

    Sobre o de 2019, até que a premissa é interessante, mas os personagens são tão antipáticos e sem noção, que eu só queria que o Chucky matasse todos eles. Achei as mortes bem nada a ver, só tinham o intuito de chocar (e falharam miseravelmente), pois se vc for observar a morte do padrasto do Andy, a cara removida dele ficou com olhos e dentes... tipo... what the f...k? Pessoal da produção está precisando estudar anatomia.

    Enfim, não engulo essa temática de "Chucky inocente" que foi corrompido pelos jovens que assistiam filmes de terror. Se parar para pensar, é a mesma lógica daquele tiozão boomer que vive enchendo o saco dizendo que videogames e animes violentos te transformam em psicopata, argumento esse que já caiu por terra.

    Outro ponto nada a ver, foi o do funcionário que só danificou um boneco. Ele poderia ter desgraçado vários, mas só fez o estrago em um. Eles bem que poderiam ter falado a respeito da mão de obra escrava em países de terceiro mundo, mas não, vamos fazer mortes chocantes e fazer uma cópia descarada de Stranger Things, com a criançada matando o Chucky. Sério, revirei os olhos nessa parte.

    Além disso, eu duvido muito que esse tal de Buddi era o brinquedo mais vendido do mundo, pq olha para a cara desta peste, é muito feio, meu Deus! kkkkk

    Desculpa o comentário extenso. Acho que é isso kkkkk

    Xau.

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    1. Infelizmente a gente teme o que não entende, é parte da natureza de ser pirralho kkk. Eu até hoje ainda não entendo aranhas.

      Eu já não sou muito fã da franquia, e só gosto mesmo do 4º pois é bem engraçado... mesmo assim, quando criança, eu nunca assisti nenhum dos filmes por inteiro. O pouco que me recordo dessa época é do meu cobertor cobrindo meu rosto com medo de tudo quanto era filme de terror, ainda mais com brinquedos se movendo. Tive medo dos meus ursinhos por anos, e até achava que um deles se mexia quando eu dormia... era tenso.

      E é, eu tinha uma coleção de ursinhos... ainda tenho, mas ta tudo em sacos e se alguém pergunta eu digo que é tudo da minha mãe.

      Eu fiquei pensando nessa cena e a única conclusão que tirei foi: Chucky 2019 é um bom taxidermista kkk. Se ele não tivesse virado um psicopata, teria futuro nessa carreira.

      Poxa, o Luke Skywalker era mó fofinho até as crianças ensinarem o mal caminho pra ele. Repito: Ele tinha futuro na arte de empalhar! Foi uma perda para o mundo...

      Detalhe, se fosse o Andy dos filmes clássicos, eles seriam uma parceria em tanto. Quando cresce o Andy empalha um monte de animais na cabaninha dele, então, talvez, eles seriam perfeitos juntos!

      Mas de fato, responsabilizar terceiros por um mal enraizado é um grave equívoco. No entanto, eu acredito que uma boa/má influencia pode mudar muito uma pessoa, quem dirá uma IA.

      A primeira vez que assisti eu fiquei revoltado com o fato das crianças do nada enfrentarem o monstro de igual pra igual. Eu tava achando de verdade que ia ser algo um pouco mais "ousado" e quem sabe até tivesse alguma morte significativa. Mas ai no fim, é mais do mesmo filme pseudo terror juvenil.

      O brinquedo massacra os adultos, mas quando são crianças ele faz vista grossa.

      A gente tem que fingir que o pessoal compraria isso, mas convenhamos que a tecnologia do Buddi é mais daora que a do Good Guy... se bem que na época o fato do brinquedo falar e se mexer já era bem chamativo... crianças... gostam de umas coisas estranhas.

      Poxa, obrigado por comentar Sammy, sabe que eu curto muito sua presença.

      See yah!!!





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  4. E lá vamos nós, tiozão!!

    Como disse antes eu admiro muito seu trabalho, pra mim vc é um exemplo a ser seguido, e se tem uma coisa que me fez apaixonar por tudo isso aqui é o nível de detalhismo que vc costuma chegar, é impressionante! Até por assuntos que não sou muito chegado eu acabo me interessando por isso.

    E um desses assuntos é esse brinquedo. Quando criança eu tinha medo, ainda hoje num sou muito chegado a filmes de terror e olha que amo jogos, livros e afins mas filmes? Nah, acho que é porque tem gente mesmo e morrendo e etc e bom, num gosto de ver gente sofrer, sério. E muitas vezes tem muita violência gratuira e enfim, acho que ce entendeu! Eu tbm tinha medo desse troço mas hj em dia? Se achasse um eu pisava até num sobrar nada,rsrs enquanto aliás via o filme com a cadeirante (vi quase todo na casa do meu mano mais velho pois o filhinho dele gosta) eu até me espanto um pouco sobre como tem cenas que o brinquedo tá ameaçando e eu tipo "sério que ninguém dá um chute, um bendito chute nesse troço? Qual é, é um boneco, cacete, chutem" e tenho pra mim que essa franquia já deu, sabe? Em vez aliás de dar medo vc acaba é dando risada, inclusive do boneco em si.

    Sobre a série eu já ouvi falar e tenho sentimentos divididos, tipo: será que é mesmo necessário? E por quanto tempo dá pra sustentar isso de um brinquedo que mata gente? Pessoalmente eu num boto muita fé não mas boa sorte aos envolvidos. Torço que no fim deêm realmente um final nesse brinquedo nojento e encerrem de vez pois já tá saturando, eu diria.

    E sim, quando ce vai falar sobre "Pânico"? Uma franquia de terror que amo e vai voltar ano que vem? Mal posso esperar, inclusive de vc falando sobre quem são assassinos e se vc acertou ou não a identidde deles, caso não tenha visto ainda, claro, ou pego spoiler. No mais, Tudo de bom hoje e sempre!

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    1. Tiozão rs.

      Pior que eu até parei de acompanhar a série você acredita? Vou esperar lançar tudo e maratonar, pois assim minha mente fica muito mais fresca pra escrever. Confesso que eu não sou fã do bonecão, mas eu curti a experiência de assistir tudo e escrever.

      Sinto que nutri minha mente com uma informação que pode servir muito no futuro, e to feliz por ter compartilhado isso e ter sido tão bem recebido.

      Obrigado por acompanhar meus artigos, e poxa, seu apoio da mó estímulo pra continuar. É bom ver que o que escrevo tem tanto valor, eu espero continuar e melhorar cada vez mais.

      Saca, já pensei em falar de Pânico e com o novo filme chegando eu fico inclinado a escrever. Fiz o teste com Saw, e notei que falar de filme por filme seria meio, chato. Agora, assistir tudo numa tacada e escrever parece mais interessante, pelo menos é um compilado válido.

      No caso de Pânico, talvez eu decida assistir a franquia toda em sequência, pra me preparar pra escrever do novo. O complicado disso é que, tenho dificuldade pra desvencilhar Pânico de Todo Mundo em Pânico... e fico com mó vontade de falar das paródias sempre que penso nesses filmes. E... paródia é um mundo que eu amo, mas que tenho receio em falar kkk.

      Um dia, é possível que eu escreva. Me falta apenas estimulo e coragem.

      Bem, novamente, muito obrigado sr Marcio!





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  5. Tiozão,rsrs, por ser mais velho e ser tipo aquele tio legal, super inteligente que tem uma afinidade com o sobrinho que o admira,rsrs.

    Ah cara eu ia amar sua visão de Pânico e tudo, é muito boa essa franquia e tô mó feliz que ela vai voltar. Esim, pra mim já cansou esse boneco e que bonequinho feio esse do reboot, hein? Meu pai!

    No mais sim, eu amo ler o seu trabalho. Tava com saudade aliás e é muito bom poder voltar ao blog!

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    1. Me sentindo o máximo kk.

      Numa competição de qual boneco é mais feio, o novo ganha disparado.

      Eu vou pensar com carinho nessa possibilidade. Só vou precisar assistir tudo em sequência mas, vamos ver se me empolgo.

      Sr, tu sabe que é sempre bem vindo e sua presença me anima pacas. A melhor parte de escrever é poder vir aqui e responder! Obrigado pelo apoio.

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