AnimeMorte: I'm Standing on a Million Lives (100-man no Inochi no Ue ni Ore wa Tatte Iru)

Pra variar bora falar de um anime que vi recentemente. É aquele esquema de sempre, escrevo mais pra não me esquecer do que pra criticar.

E nesse caso ainda tem uma outra questão: O anime está em desenvolvimento. Tecnicamente, ele começou a Segunda Temporada tem algumas semanas, e passei a acompanha-lo na versão Dublada (exigência do meu irmão, que sempre tá comigo nessas empreitadas).

Então, tecnicamente, falta muito pra ele "acabar", e se eu for esperar até o desfecho, provavelmente esquecerei tudo da primeira temporada. Logo, bora falar dela.

Boa leitura... e vou evitar spoilers.

"I'm Sanding on a Million Lives" (em japonês nem sei falar) é outro anime de nome que eu jamais decorarei, mas que até compensa assistir pois, tem uma boa animação, uma história interessante, e tem um humor legal, sem ser muito apelativo ou infantil.

O ponto forte dele é que, ele aborda aquele tema que eu tanto gosto: Viagens entre mundos.

Tecnicamente, ele é um Isekai, pois os personagens pulam do mundo real pra outro, pra viverem suas aventuras, mas depois retornam ao mundo original, fazendo isso repetidamente.

A história é sobre um pequeno grupo de jovens que, um a um, são selecionados para formar um grupo de aventureiros num outro mundo. Guiados por uma figura bizarra de um homem com metade da cabeça, bancando o "Mestre do Game", eles precisam completar missões pra continuarem vivos no mundo real.

Lembra um pouco Gantz, mas não chega a ser tão sangrento (tem sangue, mas não tanto). As baixas durante a história são amenizadas com o fato dos personagens poderem ressuscitar a cada 30 ou 40 segundos, desde que ao menos 1 deles esteja vivo.

É uma premissa intrigante, pois ficamos com aquela apreensão sobre os personagens ficando em riscos constantes. Claro que, cientes que nenhum deles vai morrer, pois um "game over" acabaria com o anime imediatamente (geral morre junto logo, fim), essa apreensão também é amenizada, isso ao menos no começo.

Não demora até algo um pouco mais tenso ocorrer, pois com o tempo notamos que os personagens secundários, ou "NPCs" do mundo que eles visitam, vão se tornando tão interessantes (ou até mais) quanto os protagonistas.

E nesse caso, eles podem sim morrer, sem volta. Pior ainda é o segundo fator do mundo que eles visitam, que automaticamente nos deixa preocupados...

Quando os personagens são puxados pro outro mundo, eles permanecem lá até que a missão seja completada, ou, caso falhe, ainda não se sabe o que ocorre (provavelmente geral morre, ao menos é isso que eles temem). A questão é que, no mundo "real", seus corpos ficam paralisados no tempo, e o tempo do outro mundo corre diferente.

Ou seja, é como em Digimon, em que no mundo real passam-se alguns segundos, enquanto no mundo digital podem passar meses, anos, até décadas.

Isso vale também pro oposto, onde enquanto os personagens vivem suas vidas entre uma convocação e outra, o outro mundo segue em passo acelerado, tendo eventos diferentes, mudanças, e com personagens morrendo por casualidades da vida.

Consegue ver onde isso se torna preocupante? As vezes, nos apegar a um relacionamento de personagens pode significar um baita choque quando eles se separarem e, reencontrarem. 

Como não há um padrão entre uma viagem e outra, e o Mestre dos Jogos sempre parece querer que um novo jogador entre no grupo antes da convocação, não da pra antecipar quanto tempo se passou no outro mundo, logo, os personagens legais de lá podem simplesmente já ter ido dessa pra melhor.

É complicado isso, mas bem interessante, e é a melhor parte da história.

Só que, não tem só isso. O protagonista principal acaba se destacando muito por sua personalidade dupla.

Ele é um jovem calculista, e viciado em videogames. Então ele se sente bastante preparado pros desafios, e se sai bem, praticamente tomando a liderança pra si (ele não é o primeiro a ser invocado lá, é o 3° membro do grupo, e mesmo assim ele se mostra muito mais capaz que os outros).

Só que ele tem uma tendência a jogar sozinho, e muitas de suas estratégias são bastante individualistas. Além disso, ele não se importa em causar massacres, ou em perder seus aliados (ainda mais sabendo que eles voltam), deixando eles pra trás sempre que acha mais vantajoso, e os usando de iscas ou até só abandonando por serem fracos.

Ele nem tem habilidades que prestam no começo (quando um jogador inicia sua aventura, recebe uma classe aleatória de uma Roleta). A sorte é que a cada 10 leveis se não me engano, o jogador pode ganhar uma Classe nova, que se soma a anterior, e com o tempo ele vai ganhando poderes mais úteis.

Mesmo assim, ele sempre consegue se destacar mais por suas estratégias e rápida reflexão pra superar os obstáculos. Infelizmente nem sempre ele é complacente com os demais. Na verdade, ele nem curte outras pessoas, falando de seu ódio por todos com uma constância que beira o incômodo (já falo desse ponto), o que faz ele abraçar uma conflitante posição de "protagonista antagonista".

Ele as vezes se comporta como herói, e as vezes como vilão, na mesma história. O cara consegue dar um pouco de medo por seu comportamento instável e nada altruísta, capaz de ferir qualquer um (até pessoas) sem o menor remorso, só pra alcançar o que deseja.

Isso é feito paralelamente ao desejo dele de proteger seus aliados (pra também proteger a si mesmo), o que da uma falsa ideia de empatia pelos demais, sendo na verdade apenas mais uma forma de vencer e alcançar seus objetivos.

Nunca se sabe se ele tá pendendo pro lado maligno ou tá apenas fazendo as escolhas difíceis no lugar dos outros, mas fato é que ele tem tudo pra simplesmente virar o vilão do nada.

Os demais personagens, na primeira temporada, são apenas garotas, que ironicamente não tem qualquer "queda" pelo protagonista principal. Até rolam breves referências, mas nada que torne o anime um "harém" da vida.

Todas tem personalidades distintas, e conseguem atrair atenção... mas o pecado da obra ta na forma como suas histórias são abordadas.

Uma personagem, a primeira a ir pra esse outro mundo, e tecnicamente a líder original do grupo, é uma moça famosa na escola, popular pra caramba, e cheia de amigos. No mundo pro qual ela é levada, ela precisa se virar pra completar a primeira missão sozinha, o que é um tipo de trauma pra ela, pois ela precisa de amigos. Ela começa sua jornada como uma Maga do Vento.

A segunda personagem, é uma garota que quase não ia pra escola, por causa de uma doença física que a deixa debilitada de mais. Porém, ela acaba sendo convocada junto com a líder pra um mundo onde seu corpo acaba se tornando fisicamente mais forte. Porém apesar dela virar logo de cara uma Guerreira, ela não sabe usar sua força.

A terceira personagem, pulando o protagonista (que vem antes dela), é uma garota vloger que sofre bullying de algumas amigas/concorrentes e é salva pelo jogo (tecnicamente o protagonista é levado a recrutar ela). Ela é viciada em um anime e jogos de relacionamento, por isso tem uma personalidade meio otome extrema (ela fala com seus personagens!). E só pra variar, além do anime que ela curte ser de Garotas Mágicas, ela vira uma Maga do Fogo logo de cara, o que só faz ela pirar na batatinha achando que é uma personagem como as que ela tanto curte.

Existe mais um que é recrutado no fim da temporada, mas ele não tem muito dele mostrado, então nem vou citar. Porém é um rapaz com um irmão mais novo, e provavelmente, vai ter uma baita história melancólica por trás que será mostrada trezentas vezes até enjoar.

A parte negativa do anime está nisso: Ele exagera muito em flashbacks.

Todo episódio tem retrospectiva do anterior, tem flashbacks emocionais revelando coisas das vidas dos envolvidos, e também repete cenas do próprio anime, pra lembrar eventos.

Isso tudo sempre consome mais da metade da história, e acabamos tendo a sensação de que as coisas não estão avançando. É bem ruim isso.

Não tem problema ter flashbacks, ainda mais quando revelam um pouco mais da vida dos personagens, e explicam suas personalidades e motivações. O problema é quando isso é feito em TODOS os episódios, e com cenas repetidas!

É como se a cada capítulo o autor quisesse revelar um pouquinho mais do background dos seus personagens, pra aumentar o envolvimento né. Mas, a cada capítulo, ele não só adiciona 1 cena a mais no flashback, como repete ele inteiro, com comentários dos personagens ponderando sobre o que estão lembrando.

Tem um episódio que chega ao cúmulo de contar o passado dos 4 personagens! Algo que já havia sido dito várias vezes antes, e sem absolutamente nada a acrescentar. Isso é feito pra enrolar, e tomar tempo, num episódio que ainda por cima era conclusivo.

Pra variar, a conclusão é jogada pro episódio seguinte, que novamente, faz o flashback de uma das personagens! Com coisas que já estamos saturados de saber, só pra introduzir uma cena legalzinha.

Pra ser sincero, esse abuso do recurso acaba por ser anticlimático, onde ao invés de elevar o impacto da cena, simplesmente torna ela exaustiva de acompanhar e até sem graça.

O protagonista por exemplo, toda hora que ta sozinho, ou quando começa a pensar sobre o que vai fazer, lembra o quanto odeia a cidade em que vive, e o quanto odeia todas as pessoas. Ele diz isso, antes de se decidir, e nesse meio tempo tem flashbacks dele criança brincando com amigos de outra cidade, e os protegendo de um Urso com seu próprio corpo, entre outras coisas.

A cada novo devaneio, uma cena a mais no flashback surge, como uma Capsula do Tempo que enterraram quando crianças sendo destruída junto com a Árvore na qual plantaram, por uma ação da cidade que modernizou e construiu em cima.

Fica óbvio o que querem fazer, com a construção do background do personagem a passos curtos, com o intuito de impactar quando a explicação de sua dualidade e controversa personalidade, soar convincente o bastante pra justificar seus atos.

É bacana isso, mas ao mesmo tempo, como é contado, vai se tornando cansativo e até enjoativo. Tiveram momentos que eu pulei as cenas, de tão incomodado que fiquei, e isso não prejudicou em nada os episódios (na verdade até os melhorou, apesar de deixa-los ridiculamente mais curtos).

Enfim, vale falar que o Mestre dos Jogos acaba por ser um outro destaque positivo, pois ele é bastante misterioso e interessante.

Primeiro que sempre que ele aparece, além de ter apenas metade da cabeça (a parte da boca) ele só fala as coisas pela metade, sem completar. As frases sempre acabam antes da última palavra ser concluída. Tipo: "Esse anime é muito bac" ou "Espero que esteja gostando do art". É possível interpretar o que ele quer dizer dentro dos contextos, e chega a ser cômico.

Além disso, a voz dele muda a cada aparição. O dublador simplesmente muda, e não há explicação por hora. Os próprios personagens questionam, mas tem uma regrinha em torno dele...

Só é possível conseguir uma resposta dele, ao concluir uma missão e adquirir esse direito como prêmio.

Apenas o herói que concluiu a missão (que fez o último passo) pode fazer uma pergunta, que é respondida em detalhes.

O objetivo do grupo é questionar e compreender o jogo em si, então sempre acabam fazendo uma pergunta que revela um pouco da razão de estarem lá. Isso justamente é uma das perguntas, onde também chegaram a questionar coisas como Quem o Mestre dos Jogos é, e que Mundo é Aquele no Qual estão "Jogando".

Claro que, pra saber isso eu recomendo que assista, visto que é a melhor parte pra acompanhar.

De resto, bem, é isso.

Ah, o anime é mais voltado pro humor então, tem muitas cenas engraçadas (apesar de leves), porém também tem violência (algumas cenas bem impactantes), e a censura é quase nula.

Também preciso dizer que, ele tem uma leve mudança na abertura, apesar de ainda não compensar assisti-la todas as vezes. E, em um dos episódios, a abertura muda como parte da piada vigente.

Além disso, as cenas pós encerramentos são totalmente nosense. Uma delas mostra uma das dubladoras brincando na neve, durante a música final (que ela faz questão de dizer que ela cantou), e depois vendendo um Moletom do anime.

A cena pós crédito do fim de temporada também é totalmente fora da casinha, com o Mestre dos Jogos anunciando a segunda temporada com drama, conflitos, viagem espacial... é bem maluco.

Logo, assistir ou não vai do espectador... 

Espero que tenha curtido o texto e, caso veja o anime, diz o que achou.

Eu to acompanhando a segunda temporada, mas como terei de esperar dublar (meu irmão tem frescura e só assiste coisa dublada... na verdade ele tem preguiça de ler), pode ser que demore muito pra concluir.

To passando pelo mesmo com Tokyo Revenge e My Hero Academy (pensei em escrever mas, vou esperar acabar mesmo, é o jeito).

Mas, quem sabe eu comece a ver algo sozinho. Apesar de preferir a companhia do meu maninho, posso acabar pegando um ou outro pra acompanhar, tipo o que to fazendo com o anime do Slime.

Bem, obrigado pela leitura.

See yah!

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6 Comentários

  1. Ta aí uma bela empreitada, pelo menos pra mim, porque mano, eu não aguento ver coisa dublada kkkkk.





    Aliás, num tem muito haver mas, fiquei sabeno que tu faz live no site roxo (""um momento...se você não está divulgando esse site naquele outro site vermelho cheio de burocracia que implica com a divulgação de outros sites com o motivo de que isso pode ser considerado spam, por que usar essa nomenclatura para a Twitch?"")

    eu sei la po, sinceramente não sei, mas enfim...voooltando...



    Tu já tem horário? Ou tu joga aleatoriamente, quando ta afim e tem algum jogo que tu quer jogar?

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    1. Tem legendado também... e ta até mais avançado. Tente ver rs.

      E sim, eu to fazendo lives na Twitch. Porém eu ainda não peguei um horário fixo. Geralmente jogo de noite, mas vou me organizar pra conseguir manter um tempo.

      Qual site vermelho você diz??? Pinterest?

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    2. Vocêtube kkkkkkkkk.








      Carai mermão, que piada merda, mas é, o Youtube.


      Aliás, não fui eu que disse, foi o Rogers.

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    3. Ah ta, eu até tentei fazer algo no YouTube mas cara, lá é burocrático pra Live (tem que reservar horário, pelo menos quando tentei pediram pra aguardar 24h pra checar meus dados, e eu desisti).

      Na Twitch não tem problemas de edição, nem captura, e da pra transmitir (e até gravar) o tempo que quiser. Única desvantagem que notei é que a qualidade é fixada em 720p, e não da pra por redução de qualidade (ou melhorar). Até dá, mas tem que ter seguidores e tem umas frescurinhas.

      No entanto, pro que quero fazer por hora, ta compensando. Minha ideia é usar o Twitch como salva-vidas de vídeos de gameplays, pra fotografar posteriormente. Eu gravo a live (se alguém assistir ótimo, mas se não assistirem também não tem problema) e uso o vídeo depois. A Twitch guarda o vídeo por uns 15 dias se não me engano, mas da pra fazer download.

      Acaba sendo até mais seguro que gravar direto no pc, pois por exemplo, se a luz cair, a live é salva como tiver. Em programas de gravação, o vídeo pode corromper se não for encerrado corretamente. E esses últimos dias vem tendo bastante queda de energia por aqui.

      Sem contar que, eu mesmo posso acompanhar a live pelo celular, checando em tempo real se ta "gravando". As vezes eu sem querer fechava o gravador e nem percebia, acabando perdendo vários momentos da gameplay.

      No entanto, um ponto bem negativo é que lá a politica de direitos autorais come solta. Não da pra colocar um vídeo sem correr o risco de ter ele mutado por ter alguma música famosa. Pra você ter ideia, um dos vídeos do Metal Gear Solid 3 perdeu alguns minutos de áudio só por causa do som Ambiente, que tem animais da selva. Existe esses sons no youtube, e são reservados (nem sei como MGS os usou kk) e não da pra reproduzir. Ironicamente, esses sons tem no jogo inteiro e a Twitch não censurou os demais vídeos (no mesmo vídeo tem outras partes em que o barulho fica em maior evidência!).

      Bem, meu objetivo atual é mais unir útil a agradável e ir testando. A longo prazo, caso eu torne isso um hábito, pode ser que venha me arriscar a comentar durante o jogo, e quem sabe até analisar. Mas estou indo com muita calma.

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    4. Caramba, Análise em tempo real seria muito massa

      Magina só, Brisador em seu habitat natural.


      Comentar eu acho mais de boa, e naquele vídeo do Super Mario World até que ficou legal...

      Mas esse legal deve ser só pro expectador, porque ouvir a própria voz é tenso demais moço kkk.

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    5. Pois é, aquela do Mario é vergonha pura. Mas to pensando bem no que farei.

      Talvez de início eu só comente mesmo, mas falta um pouco de coragem.

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