AnimeMorte: The Rising of the Shield Hero

Que? Eu sei eu sei, 3º postagem seguida sobre anime? Pois é, eu disse que me empolguei com o tema. Originalmente daria até pra fazer uma lista de recomendações, mas, assim me sinto mais livre pra digitar.

Também no contexto dos animes de ressurreição e invocação, trago mais um anime que me foi recomendado, e que mais uma vez explodiu minha mente com tamanho brilhantismo. Sei la, to amando isso.

The Rising of the Shield Hero



Conheça a história de um cara que é forçado a defender um mundo, que odeia ele, e que ele odeia, e que nós também odiamos. Conforme a jornada dele progride, nosso ódio pelo mundo aumenta cada vez mais, até que, começamos a odiar o protagonista também, por ele odiar tanto tudo o que o cerca.

Quanto ódio né? Acredite, esse anime é maravilhoso, e nos faz chorar de raiva (ao menos me fez) pela injustiça constante mostrada, e ainda assim, é maravilhoso. Como explicar? Tentarei, a seguir.

Boa leitura.

Pra começar, a história de verdade fala sobre um cara otaku, que ao pegar um livro estranho sobre a Lenda das 4 Armas, é transportado pra um mundo completamente diferente, um mundo mágico, e é chamado de "Herói".


Ele e mais 3 caras aleatórios surgem nesse mundo, lado a lado, equipados cada um com uma das Armas Lendárias (Lança, Espada, Arco e Escudo), e logo são incumbidos da missão de enfrentar Ondas com monstros que surgem de tempos em tempos, e assim salvar esse mundo da destruição.


Até ai, tudo certo. Só que os 3 outros caras eram jogadores assíduos de Realidade Virtual, e logo de cara decidem tomar vantagem quanto a posição de herói, demandando recompensas, e exigindo benefícios. O protagonista por outro lado nunca nem tinha mexido com um jogo assim, pois na realidade em que ele vivia, ainda não existia essa tecnologia.

Sim, cada um dos 4 heróis tinham sido puxados de realidades diferentes, de um Japão diferente, e pro azar do protagonista, ele era o único que nunca tinha visto ou vivido uma experiência de herói temporário.


Pra variar, ele recebeu o Escudo como arma, sem opção de troca. Isso é considerado em todos os jogos como o equipamento mais básico, e pior, nem arma é considerado.


Logo ele é zombado pelos seus colegas, que não apenas debocham do fato dele não ter qualquer experiência com esse tipo de realidade, como também, ser o mais fraco dentre eles, com a arma mais inútil.

Se não bastasse, na apresentação ao Rei, o escudeiro é o ignorado. Nem seu nome é perguntado.

O preconceito contra o Herói do Escudo era tremendo nesse reino, e todos passam a rejeita-lo. Por exemplo, quando o Rei oferece aliados aos heróis, para que treinem e subam de leveis para enfrentar a Onda que chegaria em breve, o único que não recebe nenhum voluntário no começo é o do Escudo.


Pior ainda, uma moça acaba se voluntariando e o acompanha, o que até o deixa mais feliz de inicio. Ele também chega a ganhar um pouco mais de dinheiro que os demais, o que da a impressão que ta tudo ficando normal, mas não, as coisas ficam terríveis.

A moça, era a própria Princesa disfarçada, quem tenta seduzir o Herói do Escudo, e ao falhar, apenas faz de tudo pra destruí-lo. Ela faz ele comprar equipamentos caros pra ela, faz ele gastar dinheiro sem controle, e pra piorar, acusa ele de estupro durante a noite.


Ele fica conhecido pelo reino como um lixo, um traste, perde todo o suporte do rei, e só não é preso ou morto, pois é um Herói e era necessário, segundo a lenda, para vencer as Ondas.

Começando completamente na merd4, Naofumi é transformado de herói, para vilão perante as pessoas que o cercam, e sem entender nada direito, ele vai afundando cada vez mais, e mais, e mais, até simplesmente perder sua humanidade.


Ele fica sozinho, não confia em ninguém, passa a se tornar carrancudo e frio, e para poder lutar, e upar, uma vez que o escudo não serve como arma pra causar dano, ele chega aceitar um contrato com um estranho mercador de escravos.

Esse mercador lhe vende uma escrava Demi-Humana, Raphtalia, uma criança traumatizada e doente, por escolha do Escudeiro.

O Herói do escudo, acredita no uso dos escravos, pois estes levam uma maldição que os força a jamais desobedecer ou tentar trair seu mestre, caso contrário eles morrem. Num mundo onde logo de cara ele viu que não podia confiar em ninguém, sua saída foi usar algo sujo como a escravidão.

Mas, ele não é mau. Ele cuida dela, trata a doença dela, a alimenta, conversa, tudo enquanto também a treina, e a ensina a lutar, além de tankar os monstros pra ela ir upando.


Aos poucos, Raphtalia cresce (Demi-Humanos amadurecem e crescem com base nos leveis adquiridos, se forem crianças), e cria um vinculo ainda maior que a marca da maldição que carrega.


Mesmo que aos olhos do mundo, o Herói do Escudo fosse um usuário de escravos, estuprador, traidor, e seja la mais quais acusações, ele buscava ficar mais forte pra defender esse mesmo mundo de merd4, das ondas que matariam a todos.

Ele decide isso, por causa da história de Raphtalia mesmo, quem perdeu seus pais numa Onda dessas, antes dos heróis chegarem, e por causa disso virou escrava.


E as coisas continuam, o Herói do Escudo evolui, obtém dinheiro, respeito, e poder, mas tudo de formas alternativas. Por exemplo, ele vira um tipo de mercador, depois um tipo de curandeiro, depois alquimista, um transportador, ele começa a buscar alternativas para conseguir recursos para continuar lutando.

E ele é um ótimo mercador, com sua ganancia e arrogância, geradas pela sua desconfiança de todos, ele consegue sempre negociar sem qualquer peso na consciência, mas, no fundo, ele sempre tenta ajudar as pessoas.

Como curandeiro, suas habilidades de Escudeiro e as formas diferentes que seu Escudo Fixo (a arma do herói nunca sai dele, e ele não pode empunhar outros tipos de armas, mas, ela pode se transformar), ele tem benefícios ao usar poções de cura e as melhora, ajudando as pessoas, e ganhando dinheiro e recompensas por isso.

Como alquimista, ele cria itens, forja acessórios, constrói coisas, e é sempre muito bom no que faz. Os escudos dão características e atributos diferentes que favorecem certas funções, e ele aprende a usar bem essa funções, por exemplo, equipar o Escudo de Planta pra fazer colheita, faz as plantas ficarem ainda melhores do que quando plantadas.

Como transportador, ele não só ajuda as pessoas a chegarem muito mais rápido em seus destinos, pelo preço certo, como adquire informações, contatos, e missões no processo, conhecendo mais o mundo, e se ambientando melhor. Além disso, ele cria sua própria lenda.

O Herói do Escudo consegue novos aliados, sempre fieis, e de formas alternativas, como a Filo, um Filolial (Montaria em forma de Ave) raríssimo que obteve na sorte por um ovo, a qual inclusive pode tomar forma humana, e a Segunda Princesa, uma mocinha que simpatiza com ele propositalmente.


Observado pelas Sombras da Rainha, quem meio que o protege sem interferir, o herói consegue aos poucos superar o mundo que pesa sobre suas costas, e mesmo sendo sempre sabotado, e tendo vários obstáculos em seu caminho, geralmente postos pela Igreja, ou pelo Rei, ele consegue lutar nas Ondas.

E o melhor, ele é sempre o de maior destaque, pois é aquele que mais evolui.

O único que leva aquele mundo a sério, talvez pelo tanto que sofreu no começo, é o Herói do Escudo. Muitas vezes arrumando o que os demais heróis fizeram de errado, muitas vezes tendo de batalhar apenas confiando em seus aliados, contra inimigos quase impossíveis, ele sempre ruma pra vitória, pois tem em seu coração: Puro Ódio.


Não da pra esconder o fato de que, por causa da raiva tremenda que ele possuí, não apenas sua personalidade ficou mais fria, como ele também despertou poderes corrompidos. A Raiva, Fúria, Ira, toda a negatividade da violência, se personifica em forma de Escudos Sombrios, que causam danos mortais, e criam maldições terríveis.

Por pouco o Herói do Escudo não vira um vilão de vez. Ele só se mantém bom, por causa de Raphtalia, quem se sacrifica várias e várias vezes, como sua "Eterna Espada".


Ahh, a história vai longe viu. Temos conspirações, temos revelações terríveis, temos batalhas épicas (e que épicas) e uma sonoplastia surreal!

Ah, a música é sublime. Pense numa trilha sonora sempre bem colocada, e que consegue inspirar exatamente o que a cena demanda? Isso tem de sobra em The Rising of the Shield Hero.

Acompanhar a aventura de um herói todo ferrado, que é prejudicado por aqueles que deveriam lhe dar suporte, e no máximo, pode contar com a Rainha que precisa arrumar as merd4s que seu marido faz (a Rainha tem mais poder que o Rei nesse mundo), além de seus aliados, selecionados a dedo, que acabam por ser os mais fieis e poderosos que alguém poderia conseguir, é sem dúvidas o melhor desse anime.


As vezes, da uma sensação estranha de ver o Herói do Escudo sendo bruto com pessoas que, evidentemente são inocentes, ou necessitadas. Principalmente quando envolve algo como oferecer ajuda ou salvar alguém, porém, ao mesmo tempo, da pra entendê-lo.

Existe um episódio, que do nada ele olha pra Raphtalia, e meio aéreo diz "Você é mesmo a Raphtalia?". Esse episódio me fez chorar, pois nele é mostrado o quanto o herói estava destruído, afundado, perdido, cego. Ele não sentia gosto de nada, ele estava amargurado, e isso não aparecia, nem ele mesmo entendia. Ele também não conseguia ver a evolução física de sua aliada, até que ela a salva, e ela desperta sua visão, e o tira do abismo.

Por causa dela, ele volta a ser o Herói, e salva o mundo... talvez...


Até o momento o anime teve dois arcos apenas, encerrando com o momento em que o Herói do Escudo chega em seu ápice.

Durante toda a história, a problemática do herói era ser aceito pelos demais, ou ao menos resistir a rejeição ao ponto de não se tornar um vilão. Isso é resolvido ao termino desses dois arcos, mas um novo problema surge: O que ocorrerá quando ele partir?


Por ser um Forasteiro, ao terminar sua jornada, ele voltará ao mundo original. Só que ele criou vínculos fortes com algumas pessoas desse odioso mundo no qual foi forçado a habitar, e agora, ele se vê preso a dúvida de se prefere permanecer, ou partir.

Creio eu que isso vai muito além da mera vontade dele, pois na história desse mesmo mundo, já tiveram outros grandes heróis, e ao que tudo indica, eles se viram forçados a deixa-lo ao término das ondas, algo deduzível pela existência da Rainha dos Filoliais.

Essa personagem é muito overpower, capaz de derrotar sozinha os 4 heróis, porém, é antiga. Ela é equivalente a Filo, parceira do Escudeiro, só que ela é traumatizada, sem memórias de seu longínquo passado, apenas fragmentos de recordações.

Desses fragmentos, descobre-se que ela foi criada por um dos heróis, aparentemente o antigo Herói do Escudo, mas ele sumiu. Assim como ele, os demais se foram. Pelo tempo que passou, podem ter morrido, ou podem ter voltado pros seus mundos, sem opção... não da pra saber.

Na verdade até da, vendo o Mangá. Mas eu prefiro me manter no mistério e suspense, e imaginar o que virá, aguardando pela adaptação em anime.

Até la, é aguardar. Alias, da uma olhada na Opening:



Existem outras questões além do próprio herói, como os outros heróis, não só os 3 aliados, mas os heróis opositores... só que ai são outras histórias que sinceramente, prefiro que você assista!

Por favor, veja, são só 12 episódios em média cada arco, como sempre, e compensa viu.

Bem, é isso.

See yah!

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