AnáliseMorte: Hyrule Warriors - Quase Zelda.

Eu sei, que demora pra escrever algo né?

Mas aqui estou eu com mais um texto, agora falando de:

Hyrule Warriors


Um spin-off da franquia Zelda, que apesar de não ser nenhum pouco parecido com os Zeldas convencionais, tem tantos elementos curiosos e referências que, difícil desconsidera-lo. Além disso, eis um jogo que apesar de não ter nada a ver com a série em gameplay, consegue trazer muita coisa nova e interessante pra franquia, enriquecendo o enredo que já conhecemos.

Sem mais delongas, bora pra análise.

Boa leitura.

Hyrule Warriors é praticamente um "MOD" oficial em cima de outro jogo, que nem é da Nintendo, simples assim.

Eis que um dia a Nintendo pensou "Mas olha que jogo legalzinho, e se nós expandirmos ele em cima de outros jogos?" (sim, pra mim é a empresa que decide tudo, literalmente. É tipo uma casinha com o boné do Mario e uma pasta de executivo, que toma as decisões sobre o futuro de seus negócios!)

Foi ai que nasceram obras de arte como Smash Bros, aqueles spin-off que ninguém jogou tipo o "Link's Crossbow Training", e os jogos do Tingle.



Então um dia, a Nintendo decidiu ir na onda de outros jogos, levando o carinha de capuz verde pra eles para, fazer aparições especiais e promover um jogo no outro. Teve Link do Mario Kart, teve ele no Soul Calibur, e por ai foi. Sempre aparecendo mas, era apenas uma skin.



A roupinha, o visual, apenas um avatar, nada que comprometesse diretamente os jogos originais. Poxa, na versão de Sonic Generations de um dos consoles da Nintendo (acho eu que é no Switch, ou no Wii-U, e sim, ele existe) tem um mapa inteiro inspirado em Zelda. Claro, isso não interfere em nada no jogo né...



Então ai um dia, a Nintendo, esperta que é, pensou "E se fizermos 'Zelda' em cima dos jogos mesmo?".

Foi ai que nasceu "Cadence of Hyrule". Um jogo musical onde controlamos uma mocinha que precisa ajudar Zelda e Link em uma aventura sonor... pera... não, não é esse jogo que eu to falando... desculpa... qual era mesmo... ah é:



Ai que nasceu "Hyrule Warriors"! Um jogo de Batalha Campal/Estratégia, com exércitos de inimigos, conquistas de territórios e missões em tempo real pra vencer diferentes confrontos aleatórios, em vários pontos de um grande mapa.



Te lembrou outro jogo? Não se espante! Hyrule Warriors é justamente um Dynasty Warriors (do 2 em diante), jogo famoso (se você nunca ouviu falar, acredite, ele é famoso em algum lugar!) onde o objetivo é exatamente esse.



Num gameplay que geralmente tem como temática ambientes nipônicos e combates com samurais, retratando eventos históricos, nós controlamos um personagem, de uma grade de heróis pré-seletos, que precisa gerenciar o poder bélico de seus próprios homens e segurar a barra do exército inimigo que vem sentando o sarrafo com hordas infinitas!



Conquistar território aqui, perder território ali, fazer isso até chegar no campo inimigo e vencer o castelão, ganhando assim a guerra, ou melhor, a batalha!

Cara, isso lembra um pouco os MOBA tipo League of Legends e DOTA, só que é mais panorâmico e aberto, além de ser bem massivo nas lutas.

Enfim, Hyrule Warriors faz exatamente a mesma coisa, porém, com personagens Zelda!



O legal disso tudo é que apesar de ser sim um tipo de MOD em cima de Dynasty Warriors, no fim das contas torna-se bem mais dinâmico, principalmente pra quem acompanha e curte a série Zelda, pois os personagens alem de uma aparência diferente, e adaptada ao estilo do jogo, contam com ataques próprios, relacionados aos seus movimentos na franquia original.

Link por exemplo, usa espada, e um cajado mágico (originalmente). O jogador escolhe a arma que ele equipará antes da guerra e a partir dela, ganha movimentos únicos, que fazem referências constantes ao que ele realiza em suas aventuras originais. Alias, eu falarei dos movimentos depois, não se preocupe, e explicarei as referências.

Os personagens, tanto os mocinhos quanto os vilões, são adaptações dos vistos na franquia, em todos os jogos. Isso faz sentido junto ao enredo que basicamente é um crossover de realidades...

Link, é novo, único, criado só pra esse jogo, e eu considero ele o meu favorito de todos que já vi. Ele segue a mesma temática de sempre: Um jovem predestinado a se tornar o herói. Só que aqui meus caros, LINK - TEM - UM - FOD3NDO - CACHECOL!



Só isso já me venceu. O jogo me ganhou totalmente no inicio ao mostrar o Link tesudo do cachecol grandão. Meu... que beleza!

O mundo no qual esse jogo se passa, inicialmente, é uma versão Feudal de Hyrule. Temos Link como um dos soldados reais que, é só um aprendiz diante das guerras constantes que rolam. É um jogo de guerra, que até lembra Hack & Slash pelo tanto de inimigos que surgem, e a possibilidade de eliminar tudo com alguns combos bem encaixados.

Mas, vai além disso. Temos Generais, que são mais fortes, temos Chefes, que são bem mais fortes, e temos os Super Chefes, que são extremamente mais fortes! Tudo isso exige mais do que martelar o botão atrás de um ataque bonito, e precisam ser enfrentados com uma certa estratégia.

Cada inimigo tem sua forma de ser derrotado, e ao longo do jogo, conforme nos desenvolvemos, somos levados pra novas situações, equipamentos, interações e movimentos que de alguma forma afetam todo o desenrolar da guerra.

O Campo de batalha influencia. O que se usa influencia. Os tipos de manobras militares influenciam. Sim, é tudo bem influenciável.

Talvez o mais curioso seja o fato de nós termos de controlar outros heróis além de Link. Ele pode ser o protagonista na série Zelda, mas aqui, ele brilha tanto quanto todos os demais.

Cada personagem tem seu background, importância e impacto no enredo. E na verdade, Link é só mais um deles. Controla-lo é divertido, e um pouco nostálgico, só que jogar de Zelda, Impa, Darunia, e até mesmo Ganondorf, é muito melhor.



Alias, se tem algo que eu curti, foi o fato de nós conhecermos os dois lados da guerra. Creio até que seja uma característica de Dynasty Warriors, pois é algo bem interessante: A possibilidade de jogarmos como os "vilões", levando a trama pra frente pelos olhos do inimigo, como parte do enredo mesmo.

É legal pra caramba.

Gameplay

Antes de começar a batalha, podemos gerenciar nossos recursos. Checar nossos exércitos, os exércitos inimigos, seus generais, e a forma como estão distribuídos no cenário. Estudar isso ajuda a e preparar pro combate mas, na hora H, vale quem correr e surrar mais.



Assim que começa, os personagens começam a conversar via chat, enquanto atacam por várias rotas diferentes. Cada general segue sua própria estratégia (tanto que esse jogo funciona melhor se for jogado em co-op, creio eu), e ai seguimos com nosso herói, fazendo o que queremos.



Podemos conquistar território, eliminando os inimigos da região vermelha até a barra de inimigos esvaziar, o General aparecer e ser derrotado.



Fazendo isso, esse território se torna azul, e um general aparece pra protegê-lo. Geralmente é bem fraquinho, nem se compara aos heróis, mas é preciso deixar alguém la de qualquer forma. 

Os exércitos, tanto aliados quanto inimigos, respawnam o tempo inteiro desses territórios. Então é gente correndo pra todo lado, e se matando.



Nosso herói tem a capacidade de Atacar normalmente, ou realizar um ataque forte, que é mais lento.

Da pra intercalar entre os ataques, criando combos.

Ele pode correr, mas só se começar a andar e ficar nessa por muito tempo. É automático. O mesmo pra pular, que só ocorre em pontos específicos dos mapas.



Ele pode usar um Especial com o botão A, desde que a barrinha amarela esteja completamente carregada. Esse especial geralmente acerta um grande número de inimigos na região próxima.

Ele também pode usar um Especial que melhora suas capacidades físicas (velocidade, dano, etc) por um curto tempo. Pra isso é preciso apenas encher outra barrinha (a verde), diferente, e mais demorada. Ele também passa a finalizar com um especial em área com o botão A.



Todos os inimigos são divididos em categorias. Os mais fraquinhos só servem pra poluir o mapa mesmo, pois morrem com um ou dois golpes. Alguns entretanto já precisam de mais golpes, e até tem a capacidade de defender.

Ao defender, um inimigo fica invulnerável, mas é possível quebrar sua defesa com vários golpes consecutivos, ou melhor, da pra ignorar a defesa e pegar o inimigo pelas costas.

Tem também momentos em que os inimigos atacam e ficam ligeiramente atordoados/vulneráveis. Um simbolo surge acima deles mostrando a capacidade de resistência que eles tem. Da pra quebrar essa resistência, dando golpes consecutivos, enquanto o simbolo permanecer. Se o o simbolo for completamente drenado, um ataque especial para finaliza-los ou causar grande dano é executado automaticamente.


Além dessas funções, cada herói tem seus próprios poderes, e ainda por cima, há os Itens Extras.

Ao longo das missões, itens são conquistados, como parte da jornada mesmo (o que lembra muito o estilo Zelda de ser). Esses itens se mantém no inventário uma vez conquistados e não são gastos, podendo inclusive ser melhorados temporariamente durante a batalha, com upgrades que caem dos inimigos e jarros destruídos. Outra coisa, esses itens podem ser usados por todos os personagens, independente de quem pegou ou conquistou, sem qualquer consumo.

São eles:

Arco e Flechas, que serve pra atacar inimigos a distância e causa paralisia temporária.



Bumerangue, que também serve pra ataque a distância, mas ele apenas atordoa, não causa dano, e bate em área (ao redor).



Bombas, que detonam, várias ao mesmo tempo. Causam grande dano, explodem coisas, e não ferem o jogador.



Gancho, que pode puxar inimigos, objetos, e afins. Além de levar o herói pra onde ele prender também. Serve tanto como arma, quanto pra passar por obstáculos.



E, adicionado na última campanha do 3DS (na verdade é da DLC, mas depois vou falar disso), a Marreta. É baseada numa arma usada em alguns jogos como Phantom Hourglass e serve para acionar interruptores grandes de mais. Também é essencial pra batalha contra um determinado chefe.



Também tem um item de DLC que permite teletransportar em algumas fases, em estatuetas de corujas. Esse item é a Ocarina, que eu só encontrei no 3DS. Uma vez que uma estátua é ativada, essa ocarina permite ir até ela no meio da batalha a qualquer momento.



Além disso, há as Poções, que nesse caso são consumíveis, e precisam ser compradas (ou conquistadas durante o jogo), e restauram HP durante as lutas.



Os personagens tem HP, cada um com sua própria energia, e é possível salva-los (ficando atento aos chamados de emergência no chat de batalha), só chegando perto deles (do círculo verde), o que restaura completamente suas forças.



O único que não conta com esse suporte é o próprio herói que o jogador escolheu, que só pode ser "salvo" coletando corações mesmo, ou usando as ditas poções.


Da pra aumentar o Coração Máximo (vitalidade) do personagem, permanentemente, encontrando Baús com Contentores de Coração. Esses Baús geralmente ficam em bases inimigas e são revelados após essas bases serem conquistadas. Só que normalmente, são bases fora da rota padrão das missões.



As missões são meio aleatórias. Do inicio ao fim das batalhas é tudo bem frenético e meio bagunçado, e cada mapa tem sua ordem de eventos. Cada evento leva pra um desafio e uma conquista e acaba criando um empasse em algum canto. Em caso de game-over, os eventos se repetem, porém, o desenrolar é diferente pois os personagens, heróis, e os mobs acabam se comportando de forma diferente.



Lidar com essas pequenas mudanças é nosso maior desafio.

A história do jogo gira em torno de quem pegará a Triforce, e conquistará o domínio pela realidade e tempo, mas, o interessante é que tudo vira uma baita bagunça, mesmo com o desfecho, e independente de quem pegue tal poder, as coisas permanecem bagunçadas.

Mesmo no final do jogo, a história permanece "furada", tanto que foi necessário o lançamento de várias e várias DLCs para a correção definitiva (assim lançando a Definitive Edition para Nintendo Switch).



Muitos personagens extras são liberados ao longo da campanha, mas alguns só são liberados através do Modo Aventura, que é um tipo de batalha campal livre (são missões de batalha, sem fazer parte da história). Tem também o "Modo Livre", que serve pra jogar o modo campanha com qualquer personagem que tiver liberado sem se importar com a história.

Só que, mesmo havendo mais personagens pra se liberar, mais alguns foram lançados conforme as DLC's e Patchs saíram. Tanto para Wii-U quanto para 3DS, saiu um patch gratuito com personagens novos e algumas atualizações, mas depois disso vieram personagens compráveis, modos Aventura novos, também compráveis, e principalmente, no final de tudo isso, veio uma campanha extra que encerrava a campanha principal.


Essa campanha extra trouxe uma personagem surpreendente, e apesar de ser conteúdo pago, eu precisei dar um jeito de jogar... daí minha demora pra analisar.

Primeiro, tive de jogar a versão de Wii-U, que era a original, com apenas a campanha principal e no máximo a DLC gratuita. Depois disso, pra jogar as DLCs extras, tive de re-jogar tudo na versão de 3DS! O que... tecnicamente não foi ruim, pois percebi que a experiência no 3DS é totalmente diferente.

No 3DS nós podemos controlar mais de um personagem ao mesmo tempo! Dependendo da fase, nos é permitido transitar de personagem pra personagem, e escolher com qual iremos lutar naquele momento, quando quisermos. Há certos impedimentos, dependendo do momento da batalha ou da ação, mas geralmente é só clicar na tela inferior, na carinha do herói que queremos mover, e pronto, surgimos em seu controle logo acima.


Fiquei tão impressionado com essa mecânica que, nem me importei em ter de jogar toda a campanha novamente, que pode não parecer longa, mas considerando que cada embate leva em torno de 15 a 20 minutos, acaba ficando bastante demorada.



Ainda assim, fui capaz de concluir e jogar com todos os demais personagens, inclusive a nova e mais importante de todas: a primeira Link feminina!



Falarei dela daqui a pouco, mas antes, preciso falar dos personagens em geral.

Personagens

Cada herói tem sua própria jogabilidade, e seus próprios poderes, então bora falar deles agora, aproveitando pra falar um pouco do enredo junto.

Link



O herói de sempre é o primeiro que conseguimos controlar, capaz de usar uma Espada e um Cajado de Fogo, isso na versão original.



Esse Link é original de Hyrule Warriors. Pode não parecer mas, na verdade ele é totalmente vinculado ao enredo desse jogo, e apenas desse jogo, mas como sempre, ele não fala.



Inicialmente, ele é só um cavaleiro com o visual completamente diferente dos outros, mas, só o visual mesmo. Em guerra, ele acaba se destacando e chamando a atenção da Princesa e ai, é convertido no herói que conhecemos.



De começo ele é só um aprendiz de espadachim, nem soldado é de verdade, mas é predestinado. No meio do primeiro embate, quando decide empunhar uma espada de verdade indo contra a orientação de soldados de verdade, ele acaba despertando a Triforce da Coragem e comprova ser o destinado.



Alias, é quando ele veste a roupa do Herói, clássica indumentária esverdeada, para ir atrás de Zelda depois que ela é "raptada". Praticamente o herói Link emerge como um dos generais do exército de Hyrule, contra as forças do mal.

Bem, a Espada é uma arma padrão, e Link pode atacar dando suas rodopiadas, e golpes carregados, nada de mais.

Agora, o Cajado de Fogo, é provavelmente baseado no Cajado de "A Link to The Past", que pelo que me recordo também lançava fogo. Só que aqui, ele ta bem mais "tunado", e modificado visualmente e funcionalmente, podendo atirar bolas, e fazer até vários disparos de energia simultâneos, tudo depende do combo.



Antes de lutar, Link precisa ser equipado com o cajado ou a espada, e não da pra trocar durante a partida. O cajado serve pra causar danos físicos, mas seu forte está nos disparos mágicos e dano em área que faz quando comba.



Observação: Dentre armas destraváveis, vale mencionar a Epona, que sim, é equipável como arma. Foi a única que me dei ao trabalho de liberar de tão curioso que eu fiquei.



Ao equipa-la, Link começa a fase montado em Epona, e todos seus ataques são com uma Espada, combinada com patadas e rodopiadas do cavalo, sua eterna companheira de outras aventuras. Além disso ele pode atacar sem parar de correr, o que é maravilhoso pra chegar aos locais e batalhar ao mesmo tempo.



O Modo Aventura é um compilado de desafios, que precisamos passar um por um, abrindo rotas em um mapa com base na pontuação final de cada vitória. Os desafios vão de simples confrontos (tipo, mate 300 inimigos) a batalhas completas (como um jogo normal). Isso cansa as vezes, mas, é preciso ir pegando itens, e abrindo rotas até chegar em mapas que tenham algum personagem ou equipamento escondido.

Daí é necessário usar um item conquistado em uma fase anterior, pra explorar um segredo no mapa antes de acessa-lo, pra depois que vencê-lo (no ranking exigido) conquistar o prêmio tão desejado. A Epona é um equipamento pego em um mapa de batalha, chato que só, que precisa de um Bracelete pra ser encontrada (tem que usar o bracelete pra mexer uma estátua no mapa antes de acessar ele), depois tem que vencer o desafio no ranking A, Dourado, ou seja, com a pontuação máxima (tem que ser no melhor tempo, sem sofrer muitos danos, e derrotando o maior número de inimigos possível).

Tenso né? Então, o modo Aventura sempre tem uns desafios diferentes, mas, no geral, ele é chato pra burro, só compensou pela Epona mesmo.

Proxi



Essa é uma fada que surge bem no comecinho da guerra, e curiosamente, é original de Hyrule Warriors. Não há outra como ela, apesar de sim, ela se parecer muito com várias outras fadas.



Proxi é basicamente uma navegadora, uma fada que serve pra dar dicas a Link, e orientar ele no mapa, além de conversar com ele, que convenientemente é bem caladão. Ela até menciona isso as vezes.



Ela também cita que já acha que o viu antes em algum lugar, o que faz certa alusão a encontros de fadas com heróis.

Impa



Ela é original do universo Hyrule Warriors, porém, Impa é baseada em todas as outras de mesmo nome que tiveram as mesmas funções diante a realeza de Hyrule.


Ela é uma baba da princesa, que pertence ao povo Sheikah, e tem conhecimentos "ninjas".



De certa forma, essa Impa parece bastante com a vista em Ocarina of Time, mas, ela não é a mesma. Funciona como um tipo de mescla da versão de Ocarina com a de Skyward Sword, em sua versão jovial, pois em ambas ela atua como uma guardiã da princesa.



Mas essa Impa é bem mais forte. Ela usa uma Espadona Montante do elemento Água, e consegue fazer combos assustadores com suas habilidades ninjas, sendo rápida, e explosiva, gerando bolhas de água que afogam os inimigos e depois detonam, e executando cortes rápidos e quase imperceptíveis.



Ela é uma das generais do exército de Hyrule, e passa a ser controlável normalmente conforme a campanha progride.

Além disso, ela quem da o manto de herói pra Link, ao constatar o surgimento da Triforce em sua mão.


Sheik



Não é mistério pra nenhum conhecedor de Zelda que Sheik é a dita cuja, disfarçada. Esse disfarce surgiu em Ocarina of Time e se tornou-se uma marca dela sempre que é lembrada em outros jogos, como por exemplo no Smash Bross.

Só que na verdade, o disfarce "Sheik" foi usado apenas uma vez, em uma das muitas aventuras na qual a princesa se viu em apuros. Ela já teve vários outros disfarces, como pirata, pedra, pedra, mais pedra (sério ela adora virar pedra), armadura fantasma, e por ai vai, mas o pessoal teima em usar "Sheik" como seu grande marco.


Em Hyrule Warriors, ela se disfarça dessa forma, sem a orientação de Impa (o que é um pouco estranho até) a qual inclusive se surpreende quando Zelda revela sua identidade.




Acontece que no final da primeira missão, Zelda some, e os heróis acreditam que ela foi raptada pelos vilões. Logo em seguida surge Sheik, que na realidade é Zelda disfarçada e tentando preservar a identidade justamente pra não ser sequestrada pelos vilões. Só que isso acaba não adiantando de nada no fim das contas.

Suas habilidades de batalha são as mais complicadas de dominar, pois ela é um tipo de "mágica". Ela invoca diferentes magias com sua Harpa Real, dependendo do combo que faz. Cada magia tem um elemento e causa dano, mas isso não é tudo, o diferencial dela está em seu especial.

Quando ela termina de dar um golpe, o elemento da magia fica marcado abaixo de sua barra de magia. Assim, quando Sheik toca uma musica (que é um dos botões de ataque) ela invoca a música respectiva do elemento marcado.



Cada música faz um efeito extra:

Água invoca uma barreira protetora que ignora qualquer dano recebido, com uma certa tolerância. Essa barreira não tem tempo de duração, e resiste bastante dano.



Fogo invoca um círculo no chão que explode depois de alguns segundos, causando dano em área.



Raio cria um turbilhão elétrico que acompanha Sheik por alguns segundos e ataca todo mundo que tiver perto, causando um dano elétrico.



Sombra invoca um buraco negro no meio do campo que puxa os inimigos por alguns segundos e os prende, causando um pequeno dano constante.



Da pra combar um ataque com o outro, se Sheik for rápido. Particularmente, foi o personagem que mais gostei de jogar... principalmente na versão de 3DS.

O uso de uma Harpa, e as músicas tocadas, são todas referências a sua personalidade em Ocarina of Time, apesar de não ser a mesma Sheik. Aqui, Zelda assume esse papel para se esconder dos vilões após perceber que ela é o alvo deles... o que infelizmente não ajuda muito visto que mais pra frente a Triforce é retirada dela assim mesmo.

Lana



E então nos deparamos com a primeira personagem totalmente original de Hyrule Warriors: Lana, a garota do livro.



Essa mocinha surge do nada, já enfrentando os exércitos malignos e nunca foi vista em qualquer jogo Zelda. De inicio, ela até lembra uma das fadas, ou das sacerdotisas, como aquelas vistas nos Oracles, entretanto ela é uma personagem realmente original.



Lana a princípio se apresenta como sendo do mesmo clã da Cia, a vilã que ta querendo a Triforce a todo custo, o que é uma meia verdade. No fim das contas elas são duas metades de um mesmo ser.



Existia uma "Entidade Cósmica", que observava as realidades e o tempo. Na prática, ela era tão poderosa quando a própria Triforce, mas, ela não deveria influenciar nas realidades, apenas vigiar. Infelizmente algo deu errado, e essa entidade se dividiu numa parte boa e uma parte ruim.



A parte boa, Lana, ta lutando pra impedir a parte ruim, Cia, de sucumbir ao mal que a influenciou e cometer mais erros "cósmicos".

Lana tem duas armas: um Livro, e um Cajado em forma de Galho. O Livro pode invocar Raios azuis e também, criar paredes de Gelo. Isso faz alguns combos interessantes, com ela pulando nas paredes e eletrificando elas, conduzindo o raio de uma pra outra, entre os monstros.



O Cajado é ainda melhor, pois ele invoca a Árvore Deku, de vários tempos diferentes! Ela pode se transformar em folhas grandes que são usadas como paraquedas (algo que já foi usado por Link antes), um Estilingão, e em seus combos, pode invocar a Árvore Deku "semente", várias dela, pra atirarem juntas!



Ela também pode invocar a própria Árvore Deku em sua forma grande, mas de Ocarina do Tempo, que causa dano em todos os inimigos próximos, e até interage com ela. Alias existe uma Árvore Deku no Hyrule Warriors, como paisagem, e é própria do universo Hyrule Warriors. Ela não tem a mesma aparência da clássica, é bom mencionar isso viu...



Lana traz o objetivo de impedir sua irmã, fechando os portais que ela abre. É basicamente essa a grande missão dos heróis no começo.

Zelda



No 3DS, ela é jogável logo na primeira batalha, pois tem a opção de trocar de personagens, e ela ta no meio da guerra, sendo selecionável. Ela é uma princesa guerreira, não faz cerimônia alguma em partir pra guerra e enfrentar as hordas, e ela mesma empunha seu próprio florete.



Ela lembra bastante a Zelda de Twilight Princess, mas, diferente daquela princesa espirituosa que acaba por se sacrificar pelo bem do povo, essa bota a cara a tapa e vai de frente contra o inimigo. Ela só some e se "esconde", quando descobre que é um dos alvos. Ainda assim permanece lutando, sob seu disfarce.



Ela revela sua identidade depois de ajudar Impa a desmascarar uma Zelda corrompida, que era na verdade um vilão, e ai passa a andar como Zelda mesmo, junto com todos os outros personagens.



Antes de virar Sheik, ela usa um Florete e fura geral. De inicio nem parece tão forte, mas depois que ela volta, suas habilidades de ataque melhoram (por conta dos upgrades) e ela passa a usar Luz como elemento de batalha.



Junto com um Arco e Flecha de Luz, e a própria Triforce da Sabedoria, Zelda pode fazer várias invocações de energia.


Ela pode concentrar energia em forma de pequenas esferas de luz, com as quais pode lançar ataques cada vez mais fortes e extravagantes baseados em luz.



Apesar de Zelda se esconder em forma de Sheik, não adianta muito, pois na presença da vilã tudo vai por água abaixo.

Cia



Assim como em todo o universo principal de Zelda, a princesa é a detentora da Triforce da Sabedoria, e Link é o detentor da Triforce da Coragem. Aquela que detém o poder sobre a Triforce da Força é, por direito, Lana, ou sua contraparte, Cia, mas tudo pois o grande vilão a está manipulando, e ele é o verdadeiro mestre da Triforce da Força.



Cia/Lana observava as dimensões e tempos, com um certo apreço pelo herói de verde, justamente pelo seu elo eterno com a princesa de rosa.



Acontece que, devido a maldição de Skyward Sword, Link e Zelda sempre estariam juntos, em todas as encarnações. O antigo ser que Cia/Lana formava acabou por invejar essa união, e essa inveja atraiu Ganon.


Sob influencia dele, ela foi dividida em duas, daí veio Cia, a parte má, uma bruxa que pode abrir portais e trazer criaturas nefastas de outras dimensões e tempos.



Ela usa isso pra fazer com que aquele que manipula consiga tanto as partes da Triforce, quanto suas próprias partes de volta.


Cia até consegue pegar as três Triforces, que são convenientemente levadas até ela pelos heróis (Link e Zelda disfarçada) e com o poder dela, consegue abrir as dimensões dos tempos certos para resgatar as partes de seu "mestre". Alias, ela retira as Triforces deles sem a menor dificuldade, mostrando o tamanho do domínio e conexão que ela tem com o artefato.

Chato que depois que ela faz Ganon voltar, ela acaba por se libertar do controle dele, percebe que tava sendo manipulada e decide seguir seus próprios objetivos, buscando por poder e independência.



Ela se vê forçada a abrir mão dos fragmentos da Coragem e Sabedoria (devolvendo eles pros heróis), pra evitar que Ganon os pegasse, e ela mesma protege o da Força, mantendo ele longe e expulsando Ganon pra longe com sua magia. Só que mesmo sem a influência dele, ela permanece sendo uma vilã.



Daí o objetivo dos heróis, que até então era só impedir que ela tivesse sucesso em qualquer que fosse seus planos, passa a ser derrota-la a todo custo. Louco que até Ganondorf aparece em dado momento, enfraquecido, mas aparece, ainda assim, Cia é a grande vilã no começo.

Detalhe: Cia é obcecadíssima por Link. Ela tem vários quadros e estátuas dele em seu castelo, e ela de fato tem uma tremenda inveja do jovem herói e suas várias "encarnações". Quando se vê livre de Ganon, ela permanece querendo obter poder e controle sobre Link, e isso que a derruba, a fazendo perder a Triforce da Força para sua parte boa.



Nessa bagunça de quem fica com qual parte, todas as realidades e tempos que Cia/Lana monitoravam entram em choque, antes mesmo de Breath of the Wild, e temos um crossover de eras. Surgem personagens de uma pá de tempos diferentes, interagindo por acaso, e alterando temporariamente suas próprias histórias. Alias, isso rende até uma teoria, mas falo disso depois.



Cia tem uma campanha própria, liberada depois que o jogo termina. É interessante que essa campanha (que só tem na versão de 3DS, nas DLC's e na Definitive Edition) muito de seus planos é revelado. Por exemplo, como ela foi recrutando cada um dos seus seguidores, e também um pouco de sua personalidade e obsessão por Link.



Tanto que, em seu gameplay, um de seus ataques mais fortes é invocar Dark Links, pra causar danos sequenciais.



Ela também pode abrir portais sombrios pra lançar magias, pode jogar bola de energia, dar pisoteadas que acertam todo mundo na região, e claro, com seu Cajado que se transforma em Chicote, pode surrar todo mundo.


Alias, na campanha dela, no final, ela acaba se reunindo com sua "irmã" para enfrentar Ganondorf, e impedir que ele recupere a Triforce do Poder. Cia ainda tava acumulando energia pra fazer seu ataque final contra Hyrule, mas, Lana vê uma oportunidade pra não só tentar salva-la, mas quem sabe convencê-la de parar. Só que não da muito certo, apesar de ambas vencerem Ganondorf, o confronto final rola logo depois, cronologicamente.



Só que a história de Cia não termina ai... depois conto o resto.

Navi



Essa é a fada de Ocarina of Time. Ela é encontrado por Impa e Sheik assim que os universos se colidem. Os grupos se dividem para impedir os planos de Cia, e enquanto viajam para os estranhos mundos que surgiram, começam a se deparar com personagens inusitados, dentre eles Navi, a fadinha do herói do Tempo.



O interessante é que o Mundo do Herói do Tempo é conhecido em Hyrule Warriors, inclusive citado nas lendas (pela introdução e dito de uma forma como se fosse até uma honra pra Impa visitar essa época). Enfim, Navi não está com seu Link, pelo contrário, devido ao crossover, ela acabou indo pedir ajuda aos estranhos que surgiram.

Ela diz que ta tudo uma bagunça, que os Gorons estão em guerra com os Zoras, e inclusive sequestraram a princesa, tudo depois que a Princesa Zelda enlouqueceu! Navi fala isso pra Impa e Sheik, justamente no momento em que Impa está suspeitando de quem Sheik é, e curiosamente, Sheik fica apreensivo ao ver que tem uma Zelda ensandecida nesse mundo.

Sim, Impa fica suspeitando de Sheik, não apenas por ela ter surgido depois que Zelda sumiu, mas por ela se dizer membro dos Sheikah, e Impa não a reconhece. Por essa razão, nem da pra jogar como Sheik na versão de 3DS, visto que elas tão brigadas. Sheik só fica liberado(a) quando fazem as pazes na missão seguinte.

Enfim, Navi aparece e ajuda na navegação durante essa parte, servindo do mesmo jeito que a Proxi, dando as orientações do mapa.

Darunia



Esse é o Rei dos Gorons, do universo de Ocarina of Time. Darunia surge enfurecido, e completamente louco. Ele raptou a princesa dos Zoras e iniciou uma verdadeira Guerra, sabe-se la contra quem.



Apesar de no inicio do jogo, Gorons serem aliados, os Gorons do mapa de Ocarina of Time são inimigos, então temos de enfrenta-los. Quando Darunia chega, ele usa seu Martelo, que é o Martelo usado originalmente por ele pra vencer Volvagia, o dragão da montanha, na história "boa" de Ocarina do Tempo, arma essa que na versão "ruim" do jogo (que é a versão que jogamos do tempo) Link acaba usando.

Bem, ele é bem agressivo, e do elemento fogo, pode causar impactos explosivos, e é jogável depois que purificado e liberado. Acontece que toda sua fúria era por causa de uma influência cega, por magia de fantasmas.



Depois que ele é liberado dos fantasmas, na base da porrada, ele liberta Ruto, a princesa Zora, e mostra onde a Zelda maluca está, além de se unir aos exércitos de Hyrule.



Ao ser controlado ele faz o mesmo que quando tava maluco, mas tem um movimento ainda melhor de sair girando feito doido e acertando todo mundo, finalizando com uma martelada.


Ruto



A tadinha foi atacada sem nem entender a razão. Foi capturada e mantida prisioneira e, depois de liberta, só tem a agradecer. Infelizmente ela não é jogável por meios normais na versão original. Na versão de 3DS, ela é jogável na campanha especial, mas só pode ser liberada depois de jogar no modo Aventura.



Ruto auxilia em campanha no acesso ao Templo da água, o maior pesadelo de Ocarina of Time, e onde o mal de Ganon foi selado (originalmente, Ganon foi derrotado no castelo de Hyrule, mas, como o castelo foi destruído em batalha, não é de estranhar que seus fragmentos tenham afundado no templo da água... ué... porque não?!).



Seu gameplay consiste em invocar muita água durante a luta. Ela pode com isso nadar em pleno solo, jogando os inimigos dentro de bolhas gigantescas e fazendo várias acrobacias.


Agitha



Lana vai sozinha investigar a região de Twilight Princess. La, ela encontra Agitha, perdida no meio das zonas de Crepúsculo.



Agitha é uma mocinha que no jogo original era fanática por insetos. Ela servia basicamente pra prover dinheiro, comprando os insetos que Link capturava ao longo de suas aventuras.

Só que, ela acabou sendo puxada pelo portal de Cia, e jogada bem no meio da guerra. O legal é que ela nunca tinha ido pro campo de batalha, no máximo ela saia de seus aposentos para procurar insetos, mas aqui, ela também chega até a lutar!

Alias, ela ajuda Lana, mostrando uma forma de transitar pelo Crepúsculo (que são zonas não mapeadas). Ela lança uma borboleta guia, que as direciona pelo mapa até que a "vilã" aparece.

Os poderes dela são todos relacionados a insetos (a ta!!!) e ela funciona como um tipo de Invocadora.



Ela faz surgirem insetos Gigantes, pode criar pequenos enxames, e tem uma barrinha de energia especial que se carrega com cada golpe.



Uma vez carregada, ela pode invocar uma Borboleta gigante, que a a permite voar e atacar pelo cenário. É bem legal, mas dura pouco, e é preciso administrar o tempo de voo com ela.



Agitha não é controlável na campanha original da versão de Wii-U (não sei do Swith), mas no 3DS podemos jogar um pouquinho com ela depois que ela é recrutada, em uma única missão específica (usando a troca de personagens). Ela só se torna jogável entretanto, de forma livre, se liberada pelo modo Aventura.

Na campanha de Cia, é revelado que Agitha foi puxada para o reino do crepúsculo primeiro, sem querer, através dos portais, e ficou perdidinha no meio da guerra entre os dois povos das sombras (Midna e Zant). De certa forma foi Cia que a "ajudou" a sair de la, jogando ela por um portal, pra outra região de Twilight Princess.

Midna



Também do universo de Twilight Princess, alias, ela é a Princesa do Crepúsculo. No original, ela foi amaldiçoada pelo próprio Ganon junto a Zant, que tomaram o controle de seu reino e ela luta para recupera-lo, junto com sua forma física real.



Aqui, esse evento parece ter sido distorcido pelo portal. Primeiro, Midna afirma que foi amaldiçoada por Cia, e acaba se tornando uma inimiga tanto da vilã, quanto dos heróis, pois busca vingança pela maldição. Em sua primeira aparição inclusive, ela controla os Exércitos Amarelos.



O jogo usa exércitos azuis (aliados) e exércitos vermelhos (inimigos). Mas, tem os amarelos, que são os times neutros que podem surgir no meio da luta e enfrentar os dois lados, ou se aliar temporariamente com um deles. Os Cuccos por exemplo, são amarelos (se atacados, viram vermelhos, ou pode até se tornar azuis, depende muito do momento).



Midna aparece de forma neutra, em meio ao crepúsculo, e toma a batalha pra si, mas no fim ela é derrotada e entra em acordo com os heróis, por interesses em comum, e os acompanha (ela queria a todo custo encontrar e acabar com Cia, a "bruxa velha").

Ela é liberada como personagem jogável depois de se aliar, mas apenas sua forma normal. Nessa forma, ela usa como arma "grilhões", e invoca um Lobo de Sombra no qual ela monta pra atacar.



Isso faz alusão ao Link, que se transformava em Lobo em Twilight Princess (era a maldição dele) e Midna cavalgava nele em combates pelo crepúsculo. Claro que, nessa versão, acabou que Midna ainda não conheceu Link, mas ela ainda usa Lobo de montaria.

Ela pode atacar com sombras, esticando seu cabelo e puxando ou jogando os inimigos uns nos outros, além disso ela é bem rápida, faz bastantes rodopios e praticamente teletransporta em meio a luta.



Ela também invoca uma porrada de lobos de sombras, tudo dependendo de seus combos.



Alias, na campanha de Cia, é revelado que na verdade ela não foi quem amaldiçoou Midna, apesar dela debochar disso.



Ela só entrou no meio da guerra do Crepúsculo, atrás de alguém para servi-la (e acabou escolhendo Zant). Como Midna a viu ao lado de Zant, e tomou uma surra dela, acabou considerando ela como a responsável pela corrupção do cara, que até então era do seu próprio povo e iniciou uma rebelião para conquistar seu reino, sem motivo (na verdade, Zant estava fazendo isso por Ganon, mas era o comecinho de sua corrupção, e Midna ainda não sabia).




É literalmente o prequel de Twilight Princess, o momento em que Zant da um "golpe de estado" e toma o Reino do Crepúsculo. Cia interfere nisso (algo que é desfeito depois viu), por isso ela acaba sendo responsabilizada pela famigerada maldição da princesa.

A versão real de Midna usa o Espelho do Crepúsculo como arma, lançando magias sombrias e de longo alcance, além de invocar o próprio espelho em vários tamanhos diferentes. Ela também pode até invocar um canhão, mas, ela só fica liberada pra jogar durante uma campanha extra.



Pra liberar essa forma definitivamente, é preciso encontra-la no modo Aventura. Da pra jogar um pouco como ela numa campanha extra, quando ela e uma aliada repentina tentam resgatar Zelda de um pequeno desvio de missão durante as guerras. Midna consegue temporariamente se libertar da maldição, mas no final ela volta pra forma pequena pra preservar o reino do crepúsculo, quebrando o cristal que devolve a forma dela como princesa.


Fay



Link vai pra região de Skyward Sword, acompanhado de Proxi. Novamente, é citado que "Skyloft" faz parte das lendas de Hyrule, o que inclui Hyrule Warriors, cronologicamente, na frente de todas as linhas temporais até então. Pela descrição é mencionado que Link sempre quis conhecer a lendária cidade dos céus. É la que ele encontra a Master Sword, antes de ser a Master Sword.



Ainda na cidade das nuvens, Fay não tinha sido liberada pelo herói de sua história, inclusive, pelos eventos que ocorrem na batalha, tudo leva a crer que essa Cidade Flutuante é a cidade no momento em que ela sobe aos céus, bem na transição mesmo, ou seja, é bem antes de Skyward começar, talvez até antes da cidade em si ser desenvolvida.

Enfim, Fay acaba despertando temporariamente por causa da crise tempo/dimensional, e se oferece pra auxiliar Link, seu amo provisório.



Só que ela não o deixa empunha-la! Na verdade, ela mesma se levanta e luta usando a Espada do Pedestal! Fay apenas guia Link, e o orienta, ao lado de Proxi, mas ela mesma bota as mãos na massa (e pior é que ela nem tem mãos!).

Fay é uma Inteligencia Artificial criada pela deusa Hylia, e posta dentro de uma Espada Sagrada, selada na cidade dos céus. Essa IA só se ativaria com a presença do escolhido, e o guiaria para derrotar o grande inimigo da deusa, Demise, ao mesmo tempo que transformaria a espada e a refinaria na Master Sword.

Aqui, como teve toda essa interferência, ela pega a espada, que na verdade é ela mesma, e sai sentando o sarrafo em todo mundo, junto com seus aliados provisórios.

Fay usa encantamentos musicais (ela cantava no jogo) e dança enquanto luta (ela também dançava, e patinava), coisas que são encantadoras e causam dano sagrado e espiritual. Alias, ela pode se transformar na espada, com seu especial, pra encher uma barrinha de energia que se esvai com o tempo, para assim ficar no elemento Sagrado, e causar danos altos contra criaturas sombrias.



Ela também pode se converter na espada em meio aos seus combos, e entre luz e espadadas, é uma grande arte jogar com ela, que é liberada normalmente após ela se aliar.


Fim da Primeira História

Bem, quando todos esses personagens são recrutados, e Cia é enfrentada, é uma batalha bem acirrada mas, ela perde no fim. Então ela cai, e Lana corre até ela.



É curiosa a frase que Cia fala: "Eu vi como tudo acaba, e nós duas sabemos que está indo para a pessoa errada". Creio até que seja uma frase referente a Triforce... mas... depois falo disso também.


Então Cia some.


E com a Triforce dela, Lana devolve todos os heróis pra seus respectivos tempos...


Além de fazer as terras voltarem a normalidade, unindo todas as partes da Triforce em um desejo.


E ai tudo acaba... certo? Nop... Cia conseguiu libertar os 4 Fragmentos de Ganondorf e ele tava completo...


Logo, a história só tava começando.

Ganondorf



Ganondorf é um caso muito especial... quase um "Amalgama"...



Na inveja de Cia, quem foi atraído nem foi Ganon propriamente dito, mas o mal que o derivou. Aquele que surgiu antes mesmo dele, aquele que surgiu junto à maldição de Skyward Sword, alias, aquele que aplicou a tal maldição, o próprio Demise.

Vendo que um ser divino estava vulnerável, ele se aproveitou além tempo e espaço e o influenciou. Seu principal objetivo sobre Cia foi fazê-la usar suas habilidades através do tempo, e buscar todos seus "fragmentos", e os libertar.



Esses fragmentos são basicamente os momentos em que Demise foi rompido nos jogos. Quando Ganondorf foi derrotado e selado, ou quando o próprio Demise foi fincado na espada, esses momentos, demarcados pela Master Sword, foram os pontos chave onde parte de Demise se travou no tempo.



E olha que curioso, são esses tempos que Cia é levada a abrir. Ela abre um portal temporal para Ocarina do Tempo, Twilight of Princess e Skyward Sword, três momentos em que Ganon foi selado com a Master Sword (e olha que em Skyward Sword foi bem no nascimento de Ganon). Existiram outros momentos, mas esses são sem dúvida os mais marcantes.

Com os fragmentos, restava somente o 4ª Fragmento, a parte pertencente a realidade de Hyrule Warriors. Nesse tempo, Ganon teria sido derrotado em algum momento, e selado com a espada, num baú, com todo o mal dentro. A Espada lacrou esse mal pra todo sempre, e ele só se libertaria se ela fosse removida. Nos outros tempos a espada nem estava mais no local onde o selamento ocorreu, apenas um baú tomou o lugar, simbolizando o mesmo.



Uma história muito parecida com essa já foi até mostrada la em Minish Cap, com a Espada Minish selando o mal, e é aqui onde Ganondorf ressurge por inteiro. Link é obrigado a retomar a lâmina protetora, no final do jogo, pra vencer Cia em seus planos, e ao fazer isso, ele liberta o último fragmento de Ganondorf, Ganon, e Demise, o mal em si.



Ganondorf tenta atacar Cia durante a batalha final, e chega num exército amarelo. Ele acaba sendo o chefe final do Castelo de Cia, enquanto ela foge para o local onde abriu o primeiro portal, justamente onde ocorre o combate final. Mas, é interessante essa aparição dele pois, mostra suas tentativas de obter a Triforce, mesmo estando incompleto ainda.


Após a campanha de Link, nós acabamos controlando Ganondorf! Isso pois ele acorda com plenos poderes, e buscando mais, indo atrás de recuperar os fragmentos da Triforce que sua serva traidora perdeu, começando pela sua de direito, a da Força.

Ganondorf é a personificação física desse mal todo em Hyrule Warriors, mas ele não é nenhum Ganondorf específico de nenhum jogo específico. É um personagem "original" de Hyrule Warriors, e ao mesmo tempo, é uma concepção de todos os Ganondorfs dos Zeldas. Isso pois, ele é a união deles, em um único ser.



Ele não tem uma personalidade definida, é apenas movido pelo desejo de poder e seu objetivo principal: Obter a Triforce e conquistar Hyrule. Todos os desejos que suas versões já tiveram, se somam nele, e ele os segue cegamente. Chega a ser cruel com seus seguidores, que acabam por se curvar perante seu poder, o fato dele simplesmente ignora-los, e até menosprezar suas conquistas, como se fossem descartáveis.



Ele fez isso inclusive com Cia, pois, antes de assumir sua forma física completa, ele ainda usava ela como hospedeira. Quando ela pega 3 dos 4 fragmentos, ele já a deixa e personifica sua forma física, mesmo sem plenos poderes, e é ai que rola a traição.

Na verdade, Ganondorf é um fantoche de si mesmo, e isso é bem refletido em seu gameplay. Ele usa duas lâminas grandes, e ataca com uma fúria implacável. Usa danos sombrios, e pode fazer combos que chegam a invocar um "Ganon" sombrio atrás de si.


Esse Ganon varre tudo ao redor dele. Além disso, ele tem uma barrinha de energia maligna que carrega, conforme ele mata seus inimigos.



Ele pode estourar e causar um dano implacável com essa energia, ou simplesmente deixar suas lâminas chegarem ao poder máximo e causar ainda mais dano sombrio em todos.



Ganondorf recruta seu exército conforme vai surrando os inimigos, e aos poucos, conquista seus aliados. Ele é o grande vilão, mas também é o protagonista na metade do jogo (que começa depois do fim da campanha principal).

Ele acaba derrotado, apesar de assumir sua forma Ganon em seguida. Na campanha de Ganondorf, acompanhamos o crescimento dele como general, mas, a queda dele diante dos heróis (tanto que perto do final, o controle volta pra Link). Ai rola o final verdadeiro.

Alias, Ganondorf é tão forte que logo de cara enfrenta e conquista os 3 chefes gigantes iniciais na mesma batalha, ao mesmo tempo (o Gohma, o Manhandla e o Dondongo, depois falo deles). Ele também só enfrenta Lana, Link, Impa e Zelda, pois os outros heróis tinham voltado pra suas realidades.

A campanha de Ganondorf só dura até sua vitória em cima dos heróis e reconquista da Triforce, ai o jogo volta pras mãos de Link e seus amigos, pra conclusão.

Zant



Esse é um vilão, invocado por Cia do universo de Twilight Princess, um dos servos leais de Ganon, que não hesita em se juntar com a nova possuída de seu mestre. Ele aceita ir pra outro tempo e, ao invés de lutar pra libertar seu mestre do reino das sombras, ele tenta fazer seu mestre voltar em sua totalidade, juntando todas suas partes.



Bem, Ganon foi selado no reino das sombras, esse foi o selamento que o prendeu na Realidade, talvez esse seja o simbolismo de seu túmulo encontrado justamente no Reino do Crepúsculo. Zant estava la, mantendo os heróis distraídos enquanto Cia libertava o fragmento de seu mestre.



Depois que o portal é selado, ele escapa e até serve Cia por um tempo, até ela deixar Ganon, ai ele desaparece de vez.

Zant só retorna ao lado do próprio Ganondorf, personificado, se curvando diante dele e o ajudando a recuperar a Triforce. Ele é controlável alias, mas só na versão de 3DS, pela troca de personagens em batalha.

No jogo de Wii-U, ele precisa ser destravado pelo Modo Aventura, algo que também é necessário na versão de 3DS, porém da ao menos pra experimentar o personagem em algumas fases específicas, em que ele luta ao lado de Ganondorf, e Ganondorf é controlável é claro, como no Deserto Gerudo, deserto onde Ganondorf vai para consolidar seu exército, por ter lembranças familiares (ele é um Gerudo afinal de contas) mas, em Hyrule Warriors, o deserto tinha sido controlado por Stalfos e outros seres hostis, sem presença do povo de Ganondorf (o lado Gerudo dele meio que o guiou).

Bem, Zant é um Twily, da raça de Midna, mas é um traidor, que a amaldiçoou no original e tomou conta, tanto do Reino das Sombras quanto de Hyrule, em suas invasões com o crepúsculo. Aqui, ele ta mais fraco já que, tecnicamente, ele nem começou a agir ainda.

Ele pode usar poderes simples como invocações no crepúsculo, de totens em que ele sobre, ou que ele manipula pra atirar bolas de energia sombria.



Ele também pode ficar pulando feito doido pelo cenário, e atacar de forma desajeitada. O interessante de Zant é que ele tem uma barrinha de energia que aumenta conforme ele ataca, mas, que se chegar no limite e ele continuar atacando, ele fica levemente atordoado (tropeçando ou caindo). Esse ar desajeitado dele é algo comum do personagem, então é preciso administrar seus ataques.



A barrinha pode ser usada para transformar Zant. Ele remove o capacete e ataca com suas lâminas ou com bolas de energia negra, freneticamente, enquanto a energia durar.



Na campanha de Cia, o recrutamento de Zant é mostrado. Ele estava em pé de guerra com Midna, a princesa do crepúsculo, tentando tomar o reino do crepúsculo a força. Inclusive, ele tava usando meios malignos pra isso. Quando Cia chega, ela enfrenta os dois exércitos, mas no final acaba conquistando a empatia de Zant, e a fúria de Midna. Zant nem sabia que Cia estava com Ganon dentro de si, porém, ele aceita segui-la por instinto.

Grahim



Igualmente, Grahim é um seguidor do mal, esse já sendo bem mais antigo, e pra piorar, ele foi o seguidor da origem de Ganon, o próprio Demise. No original Grahim, o Rei dos Demônios, fez de tudo pra libertar seu mestre de uma prisão criada pela deusa, não apenas em um selo que ela criou, mas em uma forma monstruosa na qual ele foi confinado.


Grahim aqui foi tirado de seu tempo, de certa forma ainda muito mais jovem que a versão vilanesca vista em Skyward Sword. Aqui ele ainda não chegou a executar seus planos, afinal a reencarnação da deusa (Zelda) ainda nem tinha surgido. Mas, atraído por Cia, ele aceita auxiliar na invocação de seu mestre por uma forma alternativa, a partir de meros fragmentos dele perdidos nas eras, mas o curioso é que isso ocorre também ao acaso.



Na campanha da Cia, descobrimos que Grahim aproveitou a distorção tempo/espacial, que fez Altaria ficar exposta, e executou um ataque com tropas sombrias geradas por ele. Além disso, ele tentou invocar o Arauto do Mal, a versão bruta de seu mestre, na própria cidade dos céus. Só que, as coisas deram errado pra caramba, por causa justamente de Cia.

É engraçado e controverso, mas nessa campanha extra, Cia se junta a Fay, que acabou saindo da espada pra tentar impedir Grahim uma vez que o plano da deusa, de isolar a ilha, deu errado (por causa da distorção). De inicio, ela ajuda como se fosse uma aliada, pra testar o poder de Grahim, quando ela o vence, ele se rende e decide segui-la, percebendo o mal supremo que havia nela. O legal é que nessa partida o time muda no meio do jogo, e aqueles que eram aliados, se tornam inimigos e vice-versa.



Alias, depois da traição, Fay se sela na espada aguardando pela chegada de um herói, pois se julga insuficiente para proteger Altaria. É por isso que ela tava parada quando Link chega, e faz questão de se unir a ele por reconhecer sua "assinatura" como herói.



Grahim acaba sendo confrontado depois pelos heróis, bem no local em que seu mestre foi selado, mas a espada nem está la. Ele mantém o portal aberto, enquanto realiza seus rituais pra libertar o fragmento do mal, e ai praticamente entrega a batalha. Claro que, enquanto isso ele cria várias distrações, uma delas é libertar a forma monstruosa de seu mestre do selo, para ir ocupando os heróis.



No fim das contas essa forma é bem mais fraca em comparação a forma verdadeira enfrentada várias vezes em Skyward Sword (afinal, ele nem teve tempo de acumular energia ainda).

Ainda por cima tem um outro momento que Grahim aproveita sua liberdade temporária, assim que Cia se separa de Ganondorf, e acaba voltando ao seu mundo pra tentar libertar seu mestre por seus rituais (assim, teriam dois mestres do mal!). Só que da errado graças a interferência de uma certa garota (depois falo disso).


Bem, ele é o Rei dos Demônios, mas, na verdade, é um tipo de alter ego de Fay, assim sendo, da mesma forma que a deusa criou Fay para auxiliar o herói a proteger sua reencarnação, Demise criou Grahim, como uma espada também, viva, para servi-lo.



Seus ataques são todos relacionados a uso de Espadas (vertentes e extensões de si mesmo) e lâminas de arremesso. Na real, ele é um perito em lâminas, e esquiva, teletransportando durante a luta.



As vezes ele simplesmente interrompe o ataque e começa a se admirar, o que para um pouco seus movimentos. Isso é péssimo, atrapalha, mas faz parte de sua personalidade narcisista. Eu achei meio estranho jogar com ele, e inclusive não entendi alguns ataques, como um vínculo de sangue que ele faz com seus alvos.



O jogo permite mirar, então esse tipo de vínculo não serve só pra mira, mas não notei nada além de um simbolo surgindo abaixo da barra de especial. Alias, quando ele usa seu especial, ele entra na forma sombria de demônio, ficando mais rápido e forte.



Grahim não é liberado normalmente, é preciso jogar no modo Aventura pra isso, e encontrar ele. Mas, da pra ter uma palinha de como é ele, nas campanhas de Ganondorf, no 3DS, usando a troca de personagens.

Volga



Esse é um personagem original de Hyrule Warriors, e ao mesmo tempo, é uma referência a um personagem antigo. Em Ocarina of Time, havia um chefe chamado Volvagia, um dragão na versão do futuro de Hyrule, que acabou derrotando Darunia mas, foi vencido por Link junto ao Martelo de Darunia.



Volvagia aqui tem uma forma humana, e pode se transformar em dragão durante seus ataques, uma versão alada e bem diferente da versão cabeluda vista em Ocarina of Time, por isso ele é chamado de Volga. É fácil identificar a referência, não só pelo nome mas pela aparência do dragão, que apesar de não ser idêntica, tem suas semelhanças.



Volga é um servo leal a Cia, e de certa forma a Ganondorf. Ele concordou em segui-la e servi-la, e luta por ela em vários combates. Sempre surgindo como uma arma poderosa dela, ele explode tudo e é barra pesada de derrubar. Porém, Volga não é apenas um monstro, ele tem personalidade, voz, e no fim, ele faz questão de aceitar a derrota. Ele meio que deixa o exército de Cia e segue seu próprio caminho, não sendo mais visto.



Como ele sempre diz, ele só quer encontrar um rival a altura, e ele o faz quando é derrotado pela última vez, ao lado de sua mestra.



Tenho minha teoria sobre o que Volga realmente é, mas depois comento ela. Volga não é um personagem jogável, assim como Cia, não de forma normal. Eles são liberados ao terminar a campanha nas versões do 3DS (Legends) e Switch (Definitive Edition) além de estarem nas DLCs da versão de Wii-U.

No caso, Volga tem uma Lança de Fogo, com a qual da estocadas, brande e realiza grandes ataques de médio alcance.



Ele também pode soprar fogo, e causar pequenas explosões saltando direto nos inimigos, porém seu ataque mais legal é a capacidade de virar um enorme dragão alado, que da uma investida cega. É alias curioso isso, pois quando Volga se torna um dragão, ele ataca aleatoriamente, e perde-se o controle dele, quase como se a forma Dragão o tornasse irracional.



Na campanha de Cia o recrutamento de Volga é mostrado. Ele vivia no vulcão de Eldin, justamente onde o Rei Dondongo habitava, ambos em harmonia. Porém somente Volga tinha "evoluído" pra forma humanoide. Ele se recusa a seguir Cia e até a ataca, sendo um dos inimigos do combate. Ele até consegue converter um dos aliados de Cia (que ela recruta nesse mesmo combate) pro lado dele, mas no final ela os subjuga.



No final, ele é o único que se mantém leal a ela.

Wizzro



Outro personagem original, esse também foi domado por Cia como um servo, e é baseado em um tipo de criatura comum no universo Zelda, os feiticeiros Wizzrobs.



Ele porém usa um elemento inédito pra esse tipo de monstro, o da escuridão. Os Wizzrobs até então só foram vistos com magias de Fogo, Gelo e Raio, mas essa versão foi imbuída com o poder maligno, por isso surgiu com uma energia sombria, inclusive, Cia quem o traz de volta a vida, talvez esse poder seja original dela.


Ele é um tipo de invocador, que inclusive leva as tropas de Cia pros mapas. Além disso, ele pode se camuflar, transformar em personagens e até mesmo, sumir completamente. Por várias vezes ele foge dos combates.


Ele toma a forma de Zelda, por exemplo, pra liberar um dos fragmentos de Ganon. É ele quem é a "Zelda Impostora" que fez Darunia pirar na batatinha e sequestrar Ruto, pra manter o portal do templo da água aberto por tempo suficiente pro fragmento de Ganon ser extraído.


Wizzro parece um inimigo comum, mas na verdade é bem importante e até se torna jogável, só que apenas depois de concluir o jogo inteiro, no 3DS, ou encontrando ele no modo Aventura.



Na campanha de Cia, Wizzro foi recrutado antes de Volga, trazido a vida pela bruxa no vulcão de Eldin, através de um anel amaldiçoado (que ele usa como arma depois). Ele logo de cara aceita servi-la, por gratidão ao que ela o fez, mas assim que Volga o encontra, ele muda de lado e tenta trai-la, mostrando que é um baita de um vira-casaca. Porém, Cia da uma lição em ambos, derrota eles e o Rei Dondongo, conquistando os 3 pro seu exército sombrio.



Wizzro alias é bem infiel, tanto que na batalha final da campanha de Cia, ele a trai novamente, seguindo Ganondorf assim que o grande mal surge. Se não fosse por Lana aparecer pra dar uma força, e a lealdade de Volga, Cia perdia ali por traição.

Quando controlado, ele pode invocar uma mão sombria pra segurar os inimigos e joga-los no chão, além de lançar bolas de energia sombria.



Também pode invocar criaturas estranhas de sombra, como se fossem peixes, que somem depois de causar um dano, e pode lançar lasers, dentre outros ataques combados.


E o Jogo Continua...

Todos esses são personagens originais da versão inicial do jogo... só que a coisa ficou bem mais complicada quando as DLCs chegaram, e quando a versão Definitiva surgiu. Com ela, a lista geral de personagens aumentou drasticamente, e pra piorar, ainda tem equipamentos extras, liberados no modo Aventura, que eu fui encontrando aos poucos.



Vou mencionar um pouco do que é liberado, mas só irei dar a devida importância pro que faz parte da campanha e cânone. Nem todos os personagens ou equipamentos podem ser considerados "cânones", pois são incluídos mais como easter eggs ou agrados para os jogadores. São exatamente como meras skins, com poderes diferentes, liberados fora da campanha.

Inclusive, Link, Ganondorf, Zelda, etc, podem mudar de roupas pra ficar no visual de outras versões em outros jogos, apenas mudando a aparência. Isso não afeta em nada o gameplay. Mas, existem por exemplo outros Links, outras Zeldas, e eles são diferentes de se jogar, além de terem impacto no enredo, logo, isso os canoniza.

Talvez o mais importante a comentar de tudo isso, nem seja o sistema de Fadas implementando (que só oferece um poder extra, e confuso, que depende muito do que você encontra no modo Aventura), ou esses personagens extras... o mais importante a se comentar é Linkle.


Linkle



Em meio ao caos que se iniciou com Cia, enquanto os heróis partiam pra guerra, surgiu uma mocinha dorminhoca em um vilarejo afastado de Hyrule, que ao escutar as notícias, fez questão de pegar seu capuz verde, suas armas, e sua bússola, afirmando que ela era a reencarnação do Herói das lendas de Hyrule.



É engraçado que ela afirma que é a heroína pois a avó dela contou, e os camponeses comentam que toda avó fala isso. Isso até lembra a avó de Wind Waker que afirmou que Link era o herói das lendas só por ele ser seu neto.



Enfim, Linkle usa como prova de sua descendência heroica, uma bússola dourada com o simbolo de Hyrule, que acaba se tornando uma peça chave pra sua jornada.



O curioso é que Linkle seria a primeira reencarnação do herói no sexo feminino, o que seria uma baita de uma novidade, mas, ela está no mesmo tempo que Link, o do cachecol. Como ele é o herói, o qual inclusive empunha a Master Sword depois de um baita teste, e ainda carrega a Triforce da Coragem como herança, meio que Linkle parece apenas uma garota empolgada de mais.



Ela é diferente de mais de Link, alias, quase como o total oposto dele. 



Ela por exemplo não sabe manejar espadas, tanto que ela nem usa lâminas, de qualquer tipo. Seu forte está em Bestas, e ela é excepcional, tanto que é capaz de manejar duas ao mesmo tempo, com precisão impecável.



Como arma secundaria, ela é perita no uso de suas botas. Nos jogos, vira e mexe Link encontra uma bota pra ajuda-lo, seja a correr mais, seja pra flutuar temporariamente, ou seja pra afundar com o peso enorme delas, ele sempre tem alguma bota especial, mas nunca usa elas além da função básica.



Linkle consegue usar esses modelos de botas pra fazer muito mais do que apenas correr, flutuar ou afundar. Ela pisoteia, chuta, salta altíssimo, quase voa... ela é muito boa nisso. Suas habilidades com as pernas se equiparam com as de Link com os braços.

Alias, a maior diferença está no fato de Linkle ser obcecada por Cuccos! Ela ama Cuccos, tem uma fazenda só dessas galinhas fofas, e ela até as usa como exército durante os combates, de tão próxima que é dos bichinhos.

Enquanto em todos os jogos, inclusive nesse, ferir um Cucco equivale a assinar a sentença de morte pra Link, com hordas infinitas do animal o atacando pra se vingar, Linkle consegue controla-los perfeitamente, guia-los e até conversar com eles. Até em seus combos tem Cuccos!

Linkle só é péssima com direção. Ela não sabe guiar a si mesma, por isso o tempo inteiro está indo pro caminho oposto ao dos combates dos heróis. Ela porém acaba se envolvendo com batalhas paralelas que, indiretamente, ajudam eles. Como o momento em que ela impede Grahim de invocar seu mestre, com ajuda de Fay.

Ela ajuda Midna a recuperar sua forma real, mas logo depois essa forma é perdida por consequências do destino. Legal que da pra jogar com ela na forma Real durante uma missão específica, mas pra libera-la, tem que fazer do jeito chato mesmo.



Outra coisa que acontece com ela é ter seu contato com o Skull Kid, de Majoras Mask, quem rouba sua Bússola. Esse é um personagem que só surge no caminho dela, o que acaba por torna-lo cânone dentre os recebidos por DLC's, apesar dele não ser controlável normalmente. Pra liberar é só pelo modo Aventura.

Porém, apesar de todo o conceito de Linkle ser extremamente empolgante e curioso, o desfecho é bem desanimador. Cria-se todo uma expectativa sobre sua misteriosa e reluzente bússola de Hyrule, mas no final de sua campanha toda fragmentada, nada acontece.

Na verdade, Linkle chega no castelo de Hyrule depois que a guerra termina, assim que Ganon é derrotado. Todo mundo tinha sumido, ido pra seus respectivos tempos, exceto Zelda, Link e Impa. Link e Zelda tinham ido devolver a Master Sword pro pedestal, e ai, uma horda de monstros atacou o castelo.



Impa sozinha não deu conta, e chegou Linkle pra dar uma força. Ela ajuda nessa batalha, que é meio tensa, e surge um Rei Dondongo revestido por magia sombria. Do nada, a bússola dela ressoa com a criatura e a faz perder as sombras, ficando vulnerável, e pronto, eles vencem a luta.



Linkle nem chega a ser ovacionada nem nada, ela só é mais um na multidão de guerreiros comemorando. Impa é a única que a agradece, pois reconhece seu heroísmo e importância na vitória, mas na verdade, pros demais ela passa batida.



Ai chega Link e Zelda e pronto. Termina a história dela.



Não é explicado o que é sua bússola, apenas é deixado no ar que, ela foi encaminhada pra quele momento, naquela hora, pra salvar Hyrule e ninguém além de Impa sabe.


História de Wind Waker



Pra minha surpresa, só as histórias de Linkle e Cia, não são as únicas novidades extras das DLC's, ou do 3DS. A Versão de Hyrule Warriors de 3DS, que alias, leva "Legends" no título não é atoa, traz também uma história com o mundo do Herói do Vento (apesar do herói não vir junto, apenas como extra).

Te juro que, encheu o saco quando começou a surgir campanha nova atrás de campanha nova. Poxa, terminei a campanha principal com Link e seus amigos, veio Ganondorf. Terminei de Ganondorf, veio Linkle, terminei de Linkle, veio Cia, e ai terminei de Cia, veio a Tetra. Pelo amor de deus! Parem campanhas, parem!!!

Na versão original, eu me lembro que quando comecei a digitar pensei até em escrever algo como "Hyrule Warriors não é um jogo longo, a campanha é curta, e da pra encerrar em uma tarde", e ai peguei a versão definitiva e aqui estou, implorando pra terminar logo essa infinidade de conteúdo pra poder redigir um texto no mínimo abrangente... pois completo será difícil.

Tanta coisa extra, que parece que nunca vai acabar! Mas estou certo que essa é a última campanha então, bora falar da conclusão do jogo, com o surgimento de mais 2 personagens jogáveis:

Tetra



Assim que a história termina, Lana fica a ver navios e busca por sua outra metade. Acontece que, como Cia simplesmente evaporou após a batalha, ela tenta descobrir o que houve com ela. Fazendo isso ela é atacada por algo sombrio e abre sem querer uma dezena de portais novos.



Esses portais levam todos pro "universo" de Wind Waker, um tempo que ficou de fora da campanha principal, mas é crucial pra franquia, pois ele mostra o único período em que Ganon venceu. No caso, algumas ilhas do mundo naufragado são puxadas pra terra firme em Hyrule, e é numa delas que Tetra surge.



Essa pirata é uma das aliadas do herói do vento, o protagonista de Wind Waker. Ela fica rivalizando ele a aventura inteira mas no fim, ambos se unem, ainda mais porque é revelado que Tetra é Zelda, apenas com roupas e um modo de vida diferente.

Porém, a versão de Tetra que é puxada pelos portais é anterior ao surgimento de Ganon. Na verdade, o grande vilão ainda não se personificou em Ganondorf na realidade de Wind Waker, o que inclusive revela um detalhe curioso da trama desse game... Ganondorf não esteve o tempo todo dominando, apenas um fantasma do mal fez isso.

Tetra ainda não conheceu Link, porém ela conhece o Link de Hyrule Warriors, quem a ajuda a enfrentar hordas de criaturas que surgiram por toda parte, e a entender onde sua ilha foi parar.



Ela se torna jogável, e pode usar uma Adaga e uma Arma de Fogo. Assim como todo pirada, ela é muito boa em lutas, intercalando entre ataques de corpo-a-corpo e à distância. Sua arma é munida de água quente, que causa dano constante nos inimigos.



Ela também pode invocar a energia da Triforce, afinal, ela é Zelda... mas em momento algum ela assume essa forma (ou se encontra com a Zelda de Hyrule Warriors, seria interessante pacas).



Inclusive, a presença dela corrobora a existência de múltiplas versões "falsas" da Triforce, em tempos diferentes.

Rei Hyrule



Não apenas Tetra surge, como o grande Rei de Hyrule se personifica, fora da Hyrule afundada, e intercala na forma de Leão Vermelho e Rei.


No jogo original, o Rei de Hyrule foi o único que sobreviveu de todo seu reino, pois usou os poderes dos deuses (a família tem vínculo com os deuses) para afundar o mundo, e assim deter Ganon. Deu certo, Ganon foi detido por um tempo (sobrou apenas seu fantasma, até se personificar em Ganondorf), mas o Rei permaneceu observando o mundo, na forma de um Barco Vermelho.



Ele se une ao herói em sua aventura (ele que é o parceiro de Link em Wind Waker) porém no final, ele revela sua verdadeira identidade, e se sacrifica pra deter Ganondorf de vez.

Aqui ele ainda não encontrou o herói com o qual cria um vínculo, mas faz questão de se personificar como rei na terra firme onde seu mundo foi parar em partes. La ele se une com sua herdeira, sem mencionar isso (afinal são revelações que surgiriam apenas muito mais a frente na aventura original).



Juntos eles enfrentam o mal que fez com que os mundos se chocassem.



Em jogabilidade, ele é meio chato de controlar pois parece fraco. Tudo que faz é usar uma Vela (daquelas de barcos) pra atacar, dar rodopiadas como uma lança, e as vezes ele vira o Barco Vermelho, criando um pouco de água ao redor pra navegar por um curto período.


Inimigos

Existem várias hordas durante o jogo inteiro, que são os exércitos contra os quais lutamos. Todos são criaturas já existentes no universo Zelda, mas, o foco aqui é apenas nas formas humanoides, por isso há apenas os seres com aparência bípede, capazes de pensar e empunhar armas. Entretanto, tem também os chefes de fases, que as vezes são personagens mesmo, outras vezes criaturas enormes. Falarei deles mas, brevemente.

"Blins"

Esses são aqueles monstros com cara suína, basicamente isso. São criaturas tão próximas de Ganon que tem um pouco de sua aparência, e por isso sempre estão servindo ele.

Eles são invocados de várias eras, em vários modelos e cores, com muitos poderes diferentes, uns grandes, uns pequenos, uns servem como capitães, outros invocadores, outros líderes de tropas, uns defensivos, de tudo.



Todos já surgiram em algum jogo, mas no geral, atuaram da mesma forma.


"Lizalfos"

Os homens lagartos, da pra incluir a raça "dinolfo", são todos répteis humanoides, que também surgem ao longo da franquia como inimigos, jamais aliados. Aqui, descobre-se que na verdade eles não tem la um grande vínculo com Ganon, e são "dominados", mas são criaturas mais hostis e silvestres do que "malignas".



Existem os guerreiros e os voadores, os guerreiros geralmente tem um escudo em um dos braços, e a única diferença entre um Lizalfo e um Dinolfo é a palheta de cores, e poder físico, pois na prática, são tudo a mesma coisa.



Alias, é claro que tem uma baita diferença evolutiva entre eles, todos esses monstros que to citando, mas na real, como esse é um crossover de espécies, não há porque explicar a presença deles lado a lado.

"Stalfos"

É caveira e anda? É um Stalfo. Essa espécie é também leal a Ganon e é um tipo de invocação dele, apesar de haverem versões de Stalfos racionais ao longo da franquia que não eram totalmente subjugadas a ele. Sim, nem todo Stalfo é mal. Mas aqui, os que surgem são todos leais a Ganon, meras crias do mal.



São guerreiros esqueletos, basicamente isso.


"Gibdos"

Múmias que gritam pra paralisar, e são bem lentas pra se movimentar, também são muito comuns no universo Zelda e, são servas leais de Ganon, nesse caso sem precedentes de seres racionais, apenas casos sinistros.



Gibdos são os seres mais fortinhos, pois resistem a muito dano, e ainda ajudam suas hordas (de qualquer outra espécie, eles andam sozinhos) a atacar os heróis, com suas paralisias. O bom é que é muito azar aparecer mais de 1 ao mesmo tempo.


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"Gorons"

Apesar de serem aliados, as vezes eles piram na batatinha e fazem bobagem, além de ter a campanha em que Ganondorf é o protagonista, assim sendo, os Gorons viram os vilões.



Tem vários tipos, apesar de parecerem todos iguais, uns invocam outros Gorons, uns jogam pedras, outros são mais guerreiros, e por ai vai. Tudo é representado pelo tipo de vestimenta que eles usam.



"Soldados de Hyrule"

Considerando a campanha de Ganondorf, e um momento em que há um traidor infiltrado nas tropas de Hyrule, os soldados se tornam inimigos, então acaba sendo possível menciona-los.


Eles não são tão diferentes dos Gorons, tem os guerreiros, os generais, e é isso.

"Poes"

São difíceis de aparecer, mas quando aparecem são fortinhos. 




Poes são fantasmas que podem teletransportar e lançar magias sombrias. Eles são fortinhos, e ainda podem influenciar os outros (são eles que influenciam as mentes dos Gorons).


Armaduras

Tem uma versão de guerreiro que usam armaduras sombrias. Eles na verdade não são pessoas, são apenas as armaduras, vivas com espíritos sombrios dentro.



Ao longo da franquia há várias nesse tipo, mas, desse jeitinho, tão bem articuladas e com tantos movimentos e agilidade, é novidade. Porém, são como generais bem fortes, por isso, são raros de aparecer.

Invocações

Existem cópias dos personagens, como o Dark Link...



Ou os Fantasmas Sagrados, que são soldados de Luz que protegem a Master Sword.



Além disso há alguns clones dos próprios heróis, durante as lutas, usados como distrações, ou são só desafios tensos pra se enfrentar.



Apesar de não serem tão recorrentes, e na verdade surgirem junto com chefes, geralmente, é importante mencionar.

Beamos

Esse inimigo é um tipo "pacífico". Ele fica dentro de algumas bases inimigas e tudo que faz, é do cantinho, atirar lasers em qualquer invasor.


Só podem ser destruídos com bombas, nenhuma outra arma, algo que lembra um pouco seu aspecto nos jogos originais, em que geralmente essa criatura, também imóvel, costuma ser derrotada somente mediante a alguns termos... geralmente envolvendo tiro nos olhos ou bombas.


Bombchus

Esse "inimigo" na real é uma arma usada pelos Gorons, para atacar as bases dos outros. Como eles aparecem como inimigos, essa arma vem contra os heróis, e precisa ser parada antes de detonar a base principal. Eles também são aliados em algumas missões.



Ela é uma representação tamanho gigante de uma Bomba Móvel usada por Link em suas aventuras. Só isso. Não tem vida nem nada, apenas é direcionada pra um local e explode, mas aqui, é usada como um tipo de inimigo irracional, que pode até mesmo ser convertido em aliado no meio da batalha (tem que fazer um esquema de levar engenheiros até ele enquanto bate evitando que ele se mova).



Cuccos

Personagens neutros, mas que se forem agredidos, se convertem em verdadeiros diabos! Cuccos são galinhas que ficam na delas, e raramente aparecem em campanha normal.



Na campanha de Linkle, elas são o exército aliado.



Bem, quando um Cucco aparece, ele segue o jogador. Se o jogador bater nele muitas vezes, querendo ou não, ele invoca seus amigos, família, conhecidos, vizinhos, e todo o restante do país dos cuccos, além de um Cucco Dourado que invoca mais cuccos, tudo pra surrar o herói enquanto ele tiver em batalha.



E mesmo se o Cucco dourado for derrotado, eles permanecem vindo.


Legal que, eu fiz um teste, e aparentemente eles só atacam mesmo o Link! No 3DS, se você atiçar um Cucco com outro personagem eles só vão perseguir e agredir o Link (não sei se foi bug, mas foi o que ocorreu comigo).



Enquanto eles pesam pro lado do herói, eles amam a heroína.

Dekus Babas

Esse é outro inimigo imóvel. No caso, ele é um tipo de Planta Carnívora que cria uma névoa de veneno que impossibilita a passagem.



Pra ser derrotada, precisa tomar flechadas, por causa do perigo que a circunda. Essa criatura é comum no universo Zelda, apesar de não ter esse poder de "criar névoa".

Skulltulas Douradas

Existem essas aranhas que podem aparecer no meio da luta, escondidas em algum canto demarcado no mapa por uma grande teia (fica vago o ponto específico). Elas podem ser localizadas pelo sons das patas, e quando destruídas, liberam um colecionável (é só uma peça de uma imagem pra galeria, nada de mais).



São referências as Skulltulas que aparecem em alguns jogos como conquistas extras, se não me engano aparecem no Ocarina e no Majora.

Chuchus

Esse é um inimigo gelatinoso visto na campanha de Wind Waker. É comum ver essa espécie no universo Zelda, e ele só aparece mesmo pois essa campanha extra surge bem no final, caso contrário essa criatura nem seria usada em guerra.



Alias, ela nem é usada em guerra. Aparecem pouquíssimos, sempre individualmente, sem exércitos ou seguidores. Tem de todas as cores, e tudo que dão ao serem derrotados é um pouco de poção verde (que restaura um pouco da barra verde). O único destaque deles é o fato de serem imunes a golpes normais. Só podem ser derrotado por ataques especiais.

Chefes Gigantes

Além dos chefes comuns, que são os personagens também e sinceramente não vejo motivo para menciona-los, há os chefes gigantes:

Rei Dondongo



O primeiro grandão, surge invocado pelo Wizzro, e é uma versão do Dondongo visto la em Ocarina of Time, só que esse cresceu mais e se desenvolveu mais, e agora ta fora do vulcão, além de estar mais adaptado ainda ao fogo.



Levando em consideração que nesse tempo, os seres de Ocarina of Time meio que foram evoluídos, Dondongo seria aquele que não aprendeu muito. Ele é grande, sopra fogo, da rodopiadas mortais, pula, mas... ele ainda suga muito pra jogar bolas de fogo.



Essa sucção que ele faz permite que Bombas sejam arremessadas em seu interior, o que deixa ele vulnerável. Essa é sua única fraqueza, assim como na vez em que foi derrotado em OoT.



Detalhe, Dondongo já foi visto em outros jogos também, desde o primeiro, como chefe inclusive. Mas esse modelo de batalha mais se assemelha ao de OoT, e considerando Volga, fica mais evidente a referência.

Minha teoria sobre Volga alias é que, nessa realidade, o dragão pôde se desenvolver em paz no vulcão ao ponto de criar consciência e um corpo de guerreiro. Sem a influência de Ganondorf, que ocorreu no futuro negativo de Ocarina of Time, Volvagia teria se transformado nesse ser, e não apenas num dragão cabeludo. Dondongo por outro lado continuou bestão.

Gohma



Outro chefe que parece ter saído da mesma fonte, só que muito melhorado. Gohma é uma aranha sem 8 patas (mas eu chamo de aranha, me julgue), que tem um olho gigantesco e atira laser.



Sua vulnerabilidade é justamente essa. Depois que ele atira, ele fica um pouco atordoado e seu olho fica azulado, dando tempo pra tomar flechada.



Antes disso porém, ele usa suas patas dianteiras, com grandes cascos, como um escudo impenetrável. A única forma de derrotar ele é com o Arco e Flecha.



Durante a batalha, ele tenta incendiar a Árvore Deku de Hyrule Warriors, que não é consciente como a versão de Ocarina, além de ser muito maior e mais velha. Além disso, ele pode teletransportar, pulando alto pra tentar atingir a dita árvore. Tudo isso faz referência aos eventos de OoT, visto que Gohma era um parasita criado por Ganondorf que sugou toda a energia vital da árvore Deku no passado.

Manhandla



Um  tipo de Planta Carnívora, com 4 Cabeças, que cria toxinas e é invulnerável a qualquer ataque, enquanto suas 4 cabeças estiverem ativas.



Ela pode se mover, correndo muito rápido mas voltando pra mesma região, ou, pode entrar na terra e ressurgir em outro ponto do mapa. Além disso, ela pode se dividir em várias cabeças (mais do que 4 até).



Sua fraqueza, é o bumerangue. Uma arma que pode atingir todas ou várias cabeças em um único disparo. Fazendo isso ela cai atordoada e perde sua casca extra defensiva, recebendo dano.



Essa criatura surgiu no primeiro Zelda, e é interessante ver uma representação mais trabalhada, e em 3D dela, mais desenvolvida e desafiadora. Ela também já ressurgiu no Oracles of Season.


Argorok



Esse é um Dragão Sombrio vindo direto das regiões altas de Twilight Princess (esse dragão é enfrentado originalmente na cidade dos céus de Twilight Princess), dominado por Cia para servi-la. 



Diferente de Volga, ele não assume forma humanoide, mas, ele é ainda mais poderoso.



Na região do crepúsculo, quando surge pela primeira vez, ele é inacessível e inalcançável, mas faz questão de usar e abusar de sua posição no céu pra causar estardalhaços nas bases aliadas.



Argorok só pode ser atacado com auxílio do Gancho, mas, demora até funcionar. O Gancho normal falha, mesmo com especial, e é preciso o uso de uma Grande Fada, que apela pra várias correntes e até mesmo puxa a Lua de Majora's Mask, para força-lo a voar mais perto do solo. Assim, os heróis podem puxar ele com mais facilidade com o gancho normal. Alias, falarei disso depois...



Sempre que ele ataca com fogo, sua cauda fica exposta e pode ser puxada. Assim, ele cai no chão e pode ser golpeado.



Uma forma de batalha semelhante foi usada pra derrota-lo no Twilight Princess, mas la, Link tinha 2 Ganchos e tinha que escalar torres pra alcança-lo.


O Aprisionado



Ele é aquele que Grahim invoca pra distrair os heróis enquanto liberta o fragmento de Ganon. No jogo original, essa criatura surgia de tempos em tempos como chefão final, sempre com uma nova característica, e se tornava cada vez mais desafiadora. Ela chegava a criar braços, asas, tudo pra tentar chegar no templo perto do ponto onde tinha sido selada.



Aqui ela tenta fazer o mesmo assim que é libertada, e o desafio pra derruba-la é o mesmo.



Bater em suas unhas no pé, evitando os passos, até ela perder todas as garras e cair.



Só isso (é legal enfrentar ele usando a Fay! Sei la... mostra que ela nem precisava do Link no jogo original rs).


As vezes, ela começa a flutuar, ai da pra usar catapultas posicionadas nas bases montadas pelo cenário pra atingi-la.



No jogo original, quem montou uma única catapulta com esse fim foi um aliado de Link, que nesse tempo ainda nem deve ter nascido.



Grahim tenta invocar essa criatura de novo, só que faz várias versões menores, do que sobrou de pequenos fragmentos, do fragmento, de seu mestre. Ele tenta fazer uma segunda invocação, que falha miseravelmente graças a Linkle. Mas é legal enfrentar versões pequenininhas desse bicho.


Ganon



No fim do jogo, não é mistério algum, Ganon obtém a Triforce, e a usa para assumir sua verdadeira forma.



Primeiro, os heróis enfrentam seus capangas, na tentativa de obter alguma vantagem, pois Ganondorf bem sucedido deixou o campo de batalha e seus capangas ficaram pra traz, praticamente descartados.


Só que eram apenas distrações, usados como um tipo de armadilha. As hordas de monstros foram ficando cada vez maiores e mais poderosas, e Link, Lana, Impa e Zelda não conseguiam dar conta, começando a perder a batalha.


É ai que os aliados de outras eras retornam, num resgate triunfal, convocados através do puro vínculo da amizade (Lana os traz sem querer).


Então todos eles, revigorados, vão direto atrás de Ganondorf, o localizam, enfrentam e derrotam, depois de muito sacrifício.


Só que ai ele se transforma no Ganon verdadeiro, graças ao poder da Triforce.


Ele tem uma porrada de ataques, e tem as 4 fraquezas aos 4 tipos de armas especiais, mas, só é possível atingi-lo se a arma certa for usada na hora certa.



Quando ele suga, bomba.



Se ele fica com a cauda exposta, gancho.



Plantas nos Braços expostas, bumerangue.



Abertura no peito amostra, Flechada.



Se todos os pontos fracos forem acertados, ele começa a atacar com investidas, e é só o começo. Na real, a batalha só encerra quando Zelda atribui o elemento sagrado ao arco de Link, e torna possível ferir Ganon, com base em quantos heróis permaneceram vivos durante a luta inteira.



Quanto mais gente viva, quanto menos fugiram, mais fortes os disparos do arco se tornam. Aí, sempre que Ganon da uma investida, e fica vulnerável, é só dar um tiro nele e pronto, ele cai.


Derrotado, a Triforce o abandona e retorna outra vez pras mãos de Link e Zelda. A Triforce da Força vai pra uma bolha de Lana, que fica com a guarda dela.



Assim, os 3 juntam o item místico pra derrotar Ganon mais uma vez, que é selado.



Depois disso, eles desfazem todos os males temporais, usando o poder de desejo da Triforce.

Imediatamente, todos seus amigos que não são do tempo de Hyrule Warriors, somem, evaporam, indo pra seus respectivos tempos, provavelmente sem nem mesmo terem as memórias dos eventos. Os mundos que se misturaram também retornam pra seus respectivos tempos.



Em seguida, Link e Zelda levam a Master Sword pra ser posta onde o mal de Ganon emana.




Assim eles encerram a jornada do heróis.



Paralelo a isso, Linkle tava la peitando o exército de sobras de Ganon...

Só que a história não acaba ai...

Kranos, Rei Helmaroc



Na realidade de Wind Waker, Ganon tinha um seguidor, um pássaro gigante que fazia tudo por ele. Esse pássaro não fala, mas é extremamente inteligente, e estratégico. Ele quem fica raptando as garotas, com o objetivo de saciar os desejos de seu mestre.


No original, Ganondorf já havia se personificado como um só junto ao seu fantasma, e começou a conquistar os oceanos, só que aqui, ele ainda não teve sucesso nisso. Ainda assim, ele usa seu pássaro pra atacar por ele, e fazer as coisas funcionarem em sua ausência.

De inicio, o Rei Helmaroc completa com sucesso seu primeiro grande plano: Raptar Zelda. Na verdade no original, Ganondorf queria o poder da Triforce, e buscava por garotas nas ilhas que pudessem ter herdado tal poder. Ele erra capturando a irmã de Link, mas, nessa história o pássaro tem sua redenção, capturando Tetra depois que luta termina.



Ele aparece o tempo inteiro, enquanto Tetra, Link e até Lana se juntam pra fechar os portais das almas, e deter os exércitos vermelhos de monstros, Helmaroc surge na cor amarela, tomando postos e prejudicando os heróis. Quando atacado, ele foge, e volta um tempo depois.



Há uma missão na qual ele é confrontado de vez, ainda assim ele fica fugindo, voltando pra sua própria base e se regenerando. É preciso deter ele na base, ou nem tem jeito. Alias, ele é invulnerável a qualquer golpe, exceto em um momento no qual ele bica o chão.



Quando ele faz isso, ele fica com a cabeça afundada por um tempo, e pode ser atacado com a arma que Wind Waker traz, a Marreta, perdendo assim sua defesa e ficando vulnerável.


Phantom Ganon



Com o pássaro derrotado, os heróis seguem Lana que descobre que Cia ainda vive, e está presa nas trevas por causa da energia maligna que a atacou. Essa energia é Ganon, de Wind Waker, que percebeu toda a instabilidade nas eras e tomou partido pra, mais uma vez, tentar ressuscitar com poder total.

Esse era o fragmento que faltava dele, um quinto, mas que sozinho, era muito mais forte que todas as outras partes, pois a realidade dele era a "verdadeira" perante a triforce (falo disso depois). No caso, ele que atacou Lana, pegando a Triforce do Poder e reabrindo os portais tudo, e ele quem mantinha Cia trancada nas trevas.

Lana faz de tudo pra resgatar sua "irmã", e quando consegue, a protege a todo custo. Cia inclusive fica parada em uma das missões, e precisa ser protegida de centenas de hordas que tentam tomar seu poder para Ganon.



No fim, eles rastreiam a fonte do poder com ajuda de Cia e chegam num templo onde Ganon tentava se personificar. La rola uma baita de uma luta, com chefes grandes aparecendo (o Gohma e o da planta) e no fim, os heróis se reagrupam para derrotar Ganon de vez.



Ele é poderoso pacas, é um grande fantasma negro em forma de armadura. Ele ataca se multiplicando, e é praticamente imune a qualquer golpe, de tão forte que é sua defesa.



Mas, quando Cia, Lana, Link, Tetra e Hyrule se unem, eles conseguem jogar um golpe de energia concentrado que o enfraquece, debilitando seus movimentos.



Assim que o Fantasma de Ganon é destruído, a Triforce do Poder é recuperada e, junto com a da Coragem e Sabedoria, colocam tudo no seu devido lugar.



Primeiro, Tetra e Hyrule somem, pois voltam pro seu tempo, e mundo, provavelmente sem memórias do que ocorreu. E posteriormente o mundo de Wind Waker é posto em seu devido lugar.



Agora, com Cia restaurada, Lana tem sua irmã para acompanha-la no monitoramento das realidades, e ambas, fazem parceria uma a outra, não como uma única pessoa, mas como duas amigas. Isso meio que sacia a vontade de Cia, de ter uma ligação com alguém, e ao mesmo tempo a de Lana, de salvar seu "lado mal".



Com tudo no lugar, Hyrule continua de boa, Zelda com a Sabedoria, Link com a Coragem, e as irmãs Lana e Cia com a Força...



Por enquanto...

Fim

Teoria Cronológica

E então chegamos ao fim. Antes de acabar, eu gostaria de contar um pouco sobre o que achei de Hyrule Warriors e compartilhar algumas ideias doidas que tive.

Primeiro, ao meu ver, Hyrule Warriors é canônico na cronologia Zelda, mesmo não sendo em sua totalidade um The Legend of Zelda.

Como ele traz essa aventura original, com personagens próprios e um baita crossover entre todos os jogos, da pra tanto considera-lo, quanto descarta-lo... porém eu vi coisas que me fizeram pensar nele como essencial pra franquia.

Se você não leu meu artigo sobre Breath of the Wild, naquele artigo eu cheguei a dizer que ele era o último Zelda cronologicamente, pois acabava juntando todos os mundos em um único mundo, para que assim a Triforce Verdadeira ficasse completa.



Na minha visão da cronologia, tudo até o Breath of the Wild gira em torno da Triforce tentando se reagrupar. Esse item místico, como sempre digo, é praticamente uma entidade viva, que se personifica além do tempo, espaço e realidade. Só que, houveram eventos que fizeram com que esse item se dividisse em três partes, e depois, cada parte foi jogada em uma situação que não poderia se reaver com as demais.

Um fragmento foi posto em um tempo que jamais existiu, outro foi posto numa realidade além de tudo que já foi explorado, e o último, ficou em um tempo passado.

O fragmento que ficou no tempo que não deveria existir, simplesmente criou todo uma realidade própria, com inclusive cópias dos demais fragmentos.

O fragmento que foi pra outra realidade, favoreceu seu detentor e lhe deu o poder de emergir em diferentes espaços, depois de conquistar poder absoluto.

O fragmento que ficou no passado apenas acompanhou seu detentor, através das eras, também influenciando a realidade a seu favor, e abrindo rotas pra outras realidades, desbravando novos horizontes em busca das outras partes.

Ai uma porrada de histórias surgiram, sempre com triforces quebradas se reunindo, mas nunca era a reunião real. Faltavam detalhes, uma "bússola" para guiar todos pra um tempo comum, um espaço comum, numa realidade comum. 

Breath of The Wild trouxe o resultado dessa união. Já que cada fragmento "Verdadeiro" tinha desenvolvido seu próprio mundo, quando os 3 se tornam um, os mundos fazem o mesmo. Por isso surgiu o vasto mapa de BoTW, com centenas de referências aos demais jogos, sem qualquer compromisso temporal.

Agora, o que levou até Breath? É um baita mistério. Eu teorizei que, por Zelda acabar revelando ter a Triforce Completa nessa, que seria a realidade das Triforces Completas, ela era o ponto em comum para o qual os fragmentos verdadeiros tentavam se encaminhar.

Agora, com Hyrule Warriors e o conhecimento que ele me trouxe, fica fácil falar qual foi o caminho que a Triforce tomou pra isso.

A aventura das observadoras de realidade, que acabam abrindo portais entre todas as realidades e universos, é de fato um baita de um atalho pro item divino.

Se sozinha a Triforce não conseguia se reunir, pois cada fragmento tinha sua própria "consciência" e gerava cada vez mais caminhos que afastavam umas das outras, uma quarta parte acaba por liga-las de vez.

Fato é que, foi por causa desses portais, que os fragmentos decidiram "bora favorecer Zelda", e todos se uniram a ela, pra que a Princesa se tornasse um ponto em comum em todos esses mundos.

Uma vez que vislumbraram o sucesso dela em todas as histórias na qual surgiu, e o fracasso da grande aposta (Ganondorf), eles decidiram por isso. O herói nem foi cotado, pois ele era muito aleatório.

Com isso, Hyrule Warriors nos oferece a ponte entre todos os Zeldas, e Breath of The Wild. É nele onde as Triforces se comunicam.


Talvez por isso que Breath tem aquele ar militar em seu passado, algo que nem foi explorado em outros Zeldas. O período das grandes guerras foi em Hyrule Warriors, mas não é tão próximo assim. Ainda não haviam máquinas no tempo de Hyrule Warriors, e sabemos que em Breath o exército de Zelda usou tecnologia Sheikah pra fazer baitas máquinas.

Ai vem a questão, Hyrule Warriors pertence a qual Triforce? Coragem e as múltiplas realidades? Sabedoria e os muitos fluxos temporais? Força e os vários mapas diferentes?

Bem, a dica está na campanha de Linkle, a bússola.

O daora que nem é ela quem é a grande revelação de qual é o universo de Hyrule Warriors, mas sim um coadjuvante, que até se torna jogável mas, tem que ir na porcaria do modo aventura. Eu fui.

Skull Kid



A criança perdida, que se transformou numa criatura da floresta, e roubou uma máscara que não devia, ela mostra onde Hyrule Warriors se encaixa.

Esse personagem não fez parte do exercito de Ganon, ou Cia. Ele só aparece uma vez, no caminho de Linkle quando ela se perde na floresta. O curioso é que esse evento ocorre antes de Cia ou Lana abrirem os portais de realidade. 



Antes disso, Cia tava abrindo pequenos portais de alma para invocar monstros, ignorantes e dotados de pura magia maligna, só isso. Skull Kid não foi puxado por um desses portais, pois não era alvo de Cia, a magia dela era bem específica.



Então, como que ele ta la? Fato é que por causa da Majora's Mask, Skull Kid consegue pular entre realidades, algo que ele faz la no jogo de mesmo nome, no qual inclusive ele é derrotado no futuro.

Só que essa versão de Skull Kid é anterior a vista em Majora's Mask, algo mostrado pelas habilidades que ele usa, e talvez seu poder de saltar entre realidades seja na verdade algo ocasionado por Hyrule Warriors.



Um de seus ataques é uma invocação de um tipo de fantoche, um boneco de madeira que ataca por um tempo curto. Esse boneco não é de Majora's Mask, é de Twilight Princess!



Acontece que, antes de achar a máscara, Skull Kid já tinha esse talento de invocar com sua corneta esses fantoches. Alias, la no meu artigo sobre Twilight Princess, acabei deduzindo que o Skull Kid que aparece, protegendo o Templo da Floresta, é o mesmo que aparece em Majora's Mask, mas em um arco temporal diferente.

E olha que interessante! O fato de Skull Kid em Hyrule Warriors, antes de ter seus plenos poderes e ser completamente subjugado e controlado pela máscara, ter sua corneta invocadora de fantoches, só corrobora essa informação.



Sim, pode ser um mero easter egg, ou uma referência rápida por escassez de ideias pra colocar movimentos pro personagem, só que eu não acho isso não, pois há outra pista!

Em uma das missões, nós invocamos a Lua de Majora's Mask, recém "enfeitada", para derrubar o dragão sombrio.

O louco é que, quem puxa a lua é a Grande Fada, alias, a Grande Fada é um tipo de especial do cenário que pode ser invocado uma vez durante as campanhas, dependendo do mapa, e é parte da história.

Grande Fada



Elas nunca fazem coisas que distorcem a realidade, elas não tem esse poder. Tudo que as Grandes Fadas fazem é invocar centenas de fadas pequenas pra auxiliar com coisas do cenário, e assim causar um grande dano aos exércitos inimigos.



Elas fazem coisas simples, como pegar as bombas de todo mundo e juntar, formando uma grande bomba.



Pegar as nuvens e fazê-las ficarem juntinhas, criando uma tempestade.



Isso elas fazem pra apagar o incêndio na Árvore Deku de Hyrule Warriors.



Carregar uma panela gigante com sopa de abóbora, pra atrair a Baleia dos Céus, pra eletrocutar todo mundo e enfraquecer Volga (que tava bem forte).



Essa baleia é original de Skyward Sword, um guardião, que acabou sendo amaldiçoado na história original, mas aqui ainda ta livre pra ajudar, e é puxado junto com a mescla de mundos. Ele não é controlável, mas ajuda no cenário de Skyward Sword, e ele tem essa obsessão por Sopa de Abóbora, tanto que o povo de Altaria/Skyloft acabou criando um ritual para satisfazê-lo.



Por fim, tem uma invocação de energia de luz, um golpe de energia sagrada baseado na Triforce.



Mas, a Lua de Majora's Mask é invocada num mapa de Twilight Princess! Não tem como a Lua ter sido tirada de sua realidade, pois meu, é a LUA! Os mapas costumam ser pequenos, uma parte somente, nesse caso é a Lua inteira que é puxada.



Então, na lógica, ela tava ali o tempo inteiro. Como não há nenhum mapa de Majora's Mask puxado, além disso, o Mundo de Twilithg Princess está fora de sua realidade, no meio de Hyrule Warriors, faz sentido a Fada Grande pegar esse item pra empurrar o dragão pra baixo, assustando-o.

Isso nos leva a conclusão de que, Skull Kid já tinha feito sua traquinagem na Lua a muito tempo, antes mesmo de pensar em puxa-la pra Termina, e mais uma vez, Hyrule Warriors pode ter influenciado ele, que ao ver a Lua se movendo, teve a ideia da Pegadinha Final.

Pois é, isso nos faz ver que Hyrule Warriors está na mesma realidade de Termina. Talvez em um outro ponto do mundo, mas, na lógica, ambos os reinos estão no mesmo lugar.

Linkle surgindo em um povoado fora de Hyrule, que nem chega a ser afetado pelos exércitos de monstros, ou pelas invocações de realidades de Cia e Lana, mostra que, Termina pode muito bem ta la de boa em algum lugar, com seus próprios personagens.

Isso faz ainda mais sentido se lembrarmos que em Termina, cidade na qual Majora's Mask se passa, não existe Zelda, Impa ou Link, mas existem versões alternativas de todos os conhecidos de Link em Hyrule, no Ocarine of Time.

Não tem uma Zelda, uma Impa ou um Link pois eles estão em guerra! E olha que louco, isso explica também a existência de Sheik, que tem sua origem tão diferente mas ainda assim é tão semelhante. Na realidade de Majora's Mask, Zelda também escolheu se tornar Sheik, mas diferente de Ocarina of Time, ela se tornou uma guerreira pra proteger a Triforce, não pra se esconder.

Daria pra desconsiderar isso pela questão de idade, já que na lógica, Zelda ainda era criança em Ocarina of Time, então sua versão de "Termina" teria de ser criança também, mas isso pode ser descartado pois na realidade de Termina, uma personagem chamada Malon, no Ocarina of Time, tem tanto sua versão criança, quanto sua versão adulta, (Romani e Cremia) como duas irmãs.

Pois é, isso é só teoria viu, mas seguindo ela, Hyrule Warriors se passaria no mesmo universo de Majora's Mask, antes de Majora's Mask! Ele quem deu a ideia de criar o crossover de realidades, por isso que as Triforces criaram então os universos de Majora's, Wind Waker e Twilight Princess, e todos seus derivados. 

Além disso, ele influenciou Skull Kid, que começou a pular entre realidades (usando talvez um resquício dos portais que Lana e Cia abriram) e, ele teve a ideia de puxar a Lua.

Personagens Extras

Tem personagens, armas, visuais, uma porrada de coisas extras. Só que, nada disso faz parte da história. Por exemplo, tem a Zelda de Spirit Tracks pra jogar, que surge como fantasma dentro de uma armadura.

É divertido controlar ela, mas esse mapa, o mundo de Spirti Tracks, não fez parte do crossover. O personagem jogável ta la só pra, dar mais coisas pra se fazer.

De fato, Hyrule Warriors rende muito em conteúdo. Mesmo falando o máximo que pude, eu não disse tudo, nem de longe.

O Modo Aventura é um vasto espaço pra se explorar em busca de desafios e recompensas. Não é o tipo de coisa que eu gosto nos jogos, pois me contento com as campanhas e histórias, mas devo confessar que perdi algumas horas nesse modo, pra liberar a Epona, o Majora's Mask, e mais algumas coisas... e me diverti.


Ter o Ravio, que é o Link da "Hyrule Invertida", por exemplo, é algo divertido, mas é uma pena que não tenha sido parte do modo campanha.



Esses conteúdos são puro fanservice... por isso não falarei deles.

Entretanto, compensa jogar viu, se sua intenção é se divertir, só isso, Hyrule Warriors é uma ótima alternativa.

Bem, é isso.

Espero que tenha gostado, e por favor, perdoe-me pela demora. Eu tive tantos contratempos que, fiquei com medo de jamais conseguir postar, e estou feliz por ter conseguido.

Espero mesmo que tenha curtido.


Até.

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6 Comentários

  1. Caraca, que análise longa! (Aliás, árvore Deku? Isso me lembra de um certo anime...)

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    1. Pois é, foi longa e meio trabalhosa, desculpe.

      Deku, aposto que te lembrou Boku no Hero Academy. Em Zelda, Deku é o nome usado pra se referir a uma grande árvore sábia em alguns jogos, a uma raça de pequenas criaturas planta, e também é parte do nome daqueles monstros Planta Carnívora.

      Enfim, obrigado por comentar sr Webit.

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    2. O broto da arvore Deku... é tão fofinho🥺

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    3. Sim, ele é kkk

      Creio que se refere principalmente a versão do Ocarina of Time, e de fato, ele é carisma puro.

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  2. Tá aí um jogo que ainda quero muito jogar...enfim,otima análise senhor morte.

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    1. Valeu sr Mario. Eu torcia o nariz pra esse jogo antes de conhecer, ele compensa hein.

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