AnaliseMorte: Sinner - Sacrifice for Redemption


Bem, esse texto ficou curtinho, tanto quanto o jogo no qual ele se baseia.


Existem spoilers apesar de que, esse é um daqueles jogos em que a história é meio que secundária, e tudo foca mais nos desafios. É um jogo espiritualmente na linha de Dark Souls, mas eu contarei o que entendi.

Espero que goste.


Boa leitura.


Sinner - Sacrifice for Redemption é um jogo no mesmo estilo de Dark Souls, onde o desafio é basicamente sobreviver aos enfrentamentos intensos contra inimigos poderosos. 


Muito dele pode ser inclusive comparado, como visual, movimentação e dificuldade, e no geral, é quase como um Dark Souls portátil, mas de outra empresa (DarkStar Games).


O diferencial dele, está no fato de dispensar o modo "Aventura" e focar somente nas batalhas contra os chefes.

Aqui, controlamos um personagem que enfrentará 7 chefes, buscando estratégias pra cada um, na ordem que bem desejar.


O desafio, é derrotar eles ao mesmo tempo que sacrifica algo para acessá-los. E é ai que mora o perigo.


Todos os chefes ficam disponíveis ao mesmo tempo, mas para enfrentar qualquer um, o personagem precisa sacrificar parte de si, um poder, ou um equipamento, para assim merecer a batalha. O que ele sacrificar jamais será recuperado, a menos que ele ressuscite o chefe.

Para que o jogo seja finalizado, todos os sacrifícios precisam ser feitos, então, tecnicamente, o personagem ficará mais fraco a cada novo chefe enfrentado, e o jogo ficará mais difícil a cada nova batalha. Aí, cabe ao jogador escolher a ordem de sofrimento que deseja.

O personagem conta com os movimentos básicos do gênero: Andar, Atacar, Defender, Contra-Atacar (defendendo e rebatendo), Correr, Esquivar e Usar Itens. Tirando Andar e Usar Itens, tudo acaba consumindo Estamina, que se restaura periodicamente.


A Energia Vital dele se regenera automaticamente e lentamente durante a batalha, mas também pode ser curada com um item especial que ele leva em seu inventário. Além desse item, em várias unidades, ele também conta com várias lanças elétricas pra arremessar bem longe e causar muito dano, algumas bombas incendiárias e uns selos que aumentam seu poder de ataque.

Ele também conta com 2 armas, a Espada Pequena, que tem alcance curto mas é rápida e equipa junto com o Escudo, e a Espada Grande, que tem alcance longo e é lenta mas muito forte (além da arma especial pega após terminar o jogo), que podem ser alternadas em tempo real com um apertar de botão. Tanto sua postura quanto sua velocidade de movimentação e ataque alteram, mas seu dano também, dependendo da arma que ele equipa.


O personagem tem tudo isso no começo, mas... ele perde tudo isso no fim. Seus recursos são reduzidos drasticamente, sua estamina também, e até sua resistência. Eu falarei melhor disso ao descrever o momento da perda.

O Jogo

Tudo é bem simples pra ser sincero. Sinner conta a história de um reino que foi tomado por um tipo de "maldição". Na verdade, são varias pequenas histórias que se conectam entrelinhas com o protagonista. O foco delas, são os Pecados Capitais, os quais aparentemente condenaram os habitantes do tal reino, e caberia ao protagonista liberta-los... mas as coisas vão além, bem além, e se concentram mesmo no protagonista. No fim, ele é o centro da história.


O herói, chamado Adam, acorda sem lembrar de nada, sem lembrar quem é ou o que precisa fazer, nem onde está. 


Na verdade, ele lembra apenas que seu reino inteiro foi varrido por causa de uma ameaça repentina, mas não se lembra de detalhes. Então ele parte, movido pelo desejo latente de redimir seus pecados. 


No inicio ele enfrenta alguns fantasmas, habitantes do reino, mas é muito breve. Ele chega então até um local com 7 pedras, e uma fonte no centro. Adam passa a oferecer sacrifício pra essas pedras, pra abrir caminhos pra diferentes "arenas" onde enfrentará os avatares dos seus pecados. Após cada pecado vencido, um feixe de luz sai da pedra respectiva, e um fluído emerge da pedra à fonte.


O primeiro pecado que enfrentei foi o da Avareza/Ganância.


Trata-se de um curandeiro que era muito bem sucedido, mas não se dava por satisfeito e buscava vencer a própria morte, não apenas as doenças. Ele conseguiu, porém através de pesquisas desumanas com aves, fazendo de si mesmo um tipo de quimera. Ele descobriu a imortalidade, entretanto, converteu a si mesmo no Avatar da Ganância, e também, no cavaleiro da própria Morte.


O sacrifício para enfrenta-lo é quase 1/3 da Energia vital e estamina máxima. Talvez em referência ao que o curandeiro fez a si mesmo por pura ganância, debilitando seu próprio físico para atingir uma vitalidade maior, falsa, mas maior.


A batalha contra ele consiste em evita-lo, mas ataca-lo... é complicado. Ele pode voar pra longe, teletransportando, e também pode invocar fantasmas e esferas de energia sombria...


Tudo isso enquanto propositalmente se afasta para evitar receber dano. Mas, as vezes, ele pode teletransportar pra perto do personagem na tentativa de ceifa-lo.


Nessas horas, é possível ataca-lo, só que, ele sangra veneno. Veneno infecta o protagonista e se chegar em grandes dosagens, ele passa a ter sua energia vital drenada constantemente, até que o efeito passe, e isso demora.


Ele também pode invocar capangas ritualistas que dançam e lançam maldições, enquanto ele próprio fica inalcançável. Se eles não são destruídos a tempo, um tipo mais letal de veneno atinge o protagonista e é morta instantânea.


Após derrotado, o que é bem demorado (uma boa estratégia que eu usei foi jogar lanças nele até esgotarem, depois esperar ele teletransportar pra perto e bater com a espada até ele sangrar e fugir), apesar do sacrifício se manter, a energia vital de Adam aumenta um pouco.


O segundo pecado que enfrentei foi o da Gula.


O chefe foi um capitão de um navio repleto de tripulantes que navegou por mares gélidos em busca de um tesouro lendário. Ele encontrou o tesouro, mas era bem difícil de alcançar e ele sacrificou tudo para conseguir. No fim, ele teve pleno sucesso em obter seu tesouro, só pra si, mas toda sua tripulação morreu congelada, seu navio afundou no gelo, e ele se tornou o Avatar da Gula.


O que é sacrificado para essa batalha é a quantidade de Poções e a velocidade de recuperação de energia vital. Provavelmente isso se refere ao fato de que, para a sobrevivência no gelo, o glutão  e também capitão provavelmente acabou apelando para o canibalismo. Além disso, o ato da gula se atribui também ao fato de desejar algo além do necessário, e o desejo por tesouros que nem poderia carregar ilustra bem esse pecado.


Contra Gula, é preciso manter distância pois ele causa danos altos com golpes rápidos, apesar de andar lentamente, devido seu corpo obeso. Ele tem duas lâminas, e as usa pra causar cortes bem rápidos, mas se cansa, e é nesses momentos, nesses pequenos intervalos de exaustão, que ele pode ser atacado.


Seu mapa é um ringue de gelo, que é na verdade o lago congelado, com os tripulantes congelados, os quais ele não faz a menor cerimônia em esquartejar. O chão também se quebra em vários pontos, e é escorregadio, então é preciso tomar cuidado pra não cair, ou é morte instantânea. Caso ele caia, ele volta normalmente pulando como um leão marinho.


Ele tem uma boca na barriga, que usa pra sugar o protagonista de longe, e pra jogar bolas de ácido gástrico. Além disso ele pode devorar o protagonista e pegar a energia vital dele pra si.


No fim, ele é derrotado e rendido.


E apesar das poções e vitalidade permanecerem nerfadas, o HP de Adam aumenta mais um pouco.


O próximo pecado que enfrentei foi o da Inveja, e a história dele começa a mostrar sinais de ligação com a história do jovem Adam.


O chefe consiste em uma dama, uma Duqueza que acolheu um jovem e sua amada em seu castelo, os quais estavam em fuga. Ela era linda, mas solitária, e ao ver o casal, passou a invejar o relacionamento, e planejou atentar contra eles. Mas, um dos capitães da Duqueza acabou alertando o casal que fugiu do castelo, e a Duqueza enfurecida arrancou a cabeça desse capitão. Ela então se converteu no Avatar da Inveja.


O sacrifício para enfrentar esse chefe é a redução de recursos, e perda total de um deles (que já era bem limitado), a Chama da Força (aumentava o poder da espada ao custo de drenagem de energia vital temporariamente). Invejar o alheio nos faz perder o que temos.


Sua batalha se inicia com ela praticamente dançando num enorme salão de baile semi arruinado. 


Ela invoca facas flutuantes, enquanto carrega a cabeça do capitão que ela decapitou, em uma das mãos. A estratégia pra derrota-la é bem simples nessa parte, é só atacar e evitar seus golpes, esquivando.


Quando sua vitalidade chega na metade, ela gira e tira a própria cabeça, trocando com a do cavaleiro. Então ela passa a usar ataques elétricos e a distância. Assim, a estratégia de batalha luta, e é preciso atacar apenas quando ela da brecha, evitando ficar perto pois a eletricidade acerta em área.


Quando a energia de ambas as versões fica reduzida, ela invoca um corpo novo pra outra cabeça e surgem duas versões ao mesmo tempo, ambas com os ataques totais, enquanto o salão inteiro desmorona. As duas damas dançam juntas também, e tudo fica bem difícil.


Mas, após vencer ambas ela é redimida.


E mais vitalidade é aumentada.


O próximo pecado enfrentado foi a Preguiça, também acrescentando um pouco de história ao Adam.


O chefe em questão é um regicida, que usurpou o trono do rei atual, aproveitando uma confusão recente envolvendo a fuga de um cavaleiro. Ele matou seu próprio irmão, pegou sua coroa e assumiu o reino, mas ele não tinha a menor noção de como reinar. Então, ele assistiu a ruína de seu reino, sem a menor ideia de como ajudar, sem fazer absolutamente nada, e buscando proteger somente a si. Então, cercado de seus leais súditos, ele se converteu no Avatar da Preguiça. 


O sacrifício feito é a tolerância após a perda de estamina. Adam passa a ficar cansado de mais quando a Estamina acaba, e anda lentamente até ela se restaurar. Isso é um grande problema. Antes disso, ele apenas fraquejava mesmo. Isso talvez represente o ato do chefe em questão, entrando em estado de exaustão extrema ao fazer esforço.


A batalha contra ele é bem simples na verdade. Ele não é superpoderoso nem nada, apenas é um cavaleiro que se esconde atrás de suas dezenas de capangas. São vários e vários soldados ao redor dele, e é preciso mirar nele, e tentar atingi-lo sem ser pego pelos demais soldados.


As vezes ele os convoca pra protegê-lo, mas normalmente todos andam soltos, e ele fica passeando entre eles, buscando formas de atacar pelas costas.


Ao longo da luta, alguns soltados invocados passam a carregar lanças e são mais ágeis, mas no geral, todos são bem fracos. Nem compensa enfrentar os capangas dele pois são invocados infinitamente, então o truque mesmo é peneirar ele, busca-lo na multidão e tentar a afastar ele, com paciência, dos outros soldados. A Mira se torna crucial nesse embate.


Quando seu hp é reduzido ao máximo, todos seus capangas morrem, e ele é subjugado.


A vitalidade de Adam também aumenta seu valor máximo após isso.


O próximo pecado foi da Luxúria, e esse é uma peça chave pra história.


Essa é uma jovem linda que, por amor, abandonou tudo o que tinha e fugiu com um rapaz, um cavaleiro. Seu amor, se converteu em luxúria, pois ela abriu mão de tudo o que tinha, e também de seus deveres. Ela condenou o reino, ao abdicar de suas tarefas primordiais como um tipo de sacerdotisa, só para abraçar o luxo de amar. Ela se transformou no Avatar do Luxo.


O sacrifício exigido é a defesa e resistência física de Adam. Ele fica mais fraco, os danos são bem maiores, e apesar do escudo se manter, ele é danificado. Talvez isso represente a vulnerabilidade a qual a moça da luxúria assumiu ao acompanhar seu amado.


A batalha contra ela é bem complicada pois, ela é rápida, e fria. Literalmente, os golpes  dela causam cristalização, um efeito que congela aos poucos. Uma vez congelado, até dá pra tentar descongelar, balançando bastante, mas é difícil, pois ela com suas laminas duplas é tão rápida que estraçalha Adam em instantes.


Ela também é muito ligeira, esquiva bastante, da muitas investidas, e seus golpes não são nada fracos. Sem contar que ela tem vários tipos de contra-ataques rápidos.


Pra variar, ela também tem ataques a distância, muito mais letais. Ela usa um arco com flechas de gelo, e atira pra frente ou pra cima. Pra frente geralmente são disparos simples, mas quando ela atira pra cima, são rajadas de flechas, praticamente chuvas, e elas caem seguindo o rastro do protagonista. Se apenas 1 acerta, já era, pois elas o param, e as demais congelam, e as outras o quebram. É morte instantânea.


Pra variar, mesmo depois de derrotada, com sua energia praticamente esgotada, a luta não termina. Ela assume sua verdadeira forma, um bicho linguarudo gigante que rasteja, com a energia vital restaurada. Essa coisa na verdade é a representação do "luxo inflado" (pra não dizer outra coisa...) dela, da até pra ver os braços e pernas dela pendurados.


Ele é lento e não tem ataques à distância, porém seus golpes corpo-a-corpo são fortíssimos. Ele pula, esmaga, da lambidinhas, mordidas, investidas curtas e sopra gelo.


Ao soprar Gelo, por ser lento, da tempo de escapar caso Adam seja congelado, não chega nem perto do que ocorre nas flechas, ainda assim é bem perigoso.


Considerando sua velocidade reduzida e o fato de que, em caso de derrota, é preciso enfrentar a fase inicial outra vez (e ela é bem mais rápida), compensa manter a calma nessa parte e atacar depois que ela da as lambidonas ou investidas, pois acaba levando alguns segundos pra se restabelecer.


Quando seu ego é derrotado, ela retorna a forma humana e ai, pode ser redimida.


E a energia vital de Adam aumenta um pouco.


O mais interessante é que, de todos os pecados, de todos os chefes, o único que reaparece é a Luxuria. Ela ressurge após ser redimida e, apesar de não fazer muito, fica ali como um fantasma entre todas as pedras dos pecados, na frente da fonte onde o fluído deles se reúne sempre que são mortos.


Ela não reconhece Adam, que apesar de não ser ouvido, aparentemente faz perguntas pra ela. Porém, ela faz comentários que deixam evidente que ela e ele fazem parte de um mesmo passado.


Mesmo repetindo vários dos comentários, e as vezes sendo bem ignorante, jamais realmente grata, ela se torna o único personagem coadjuvante de todo o game, sem qualquer explicação, e sem nada a acrescentar ao gameplay. Ela apenas fica ali.


No máximo, ela fala um pouco de alguns chefes derrotados após ela, adicionando mais informações ao enredo, mas, eu fiz o teste... derrota-la primeiro não faz com que ela comente sobre todos os chefes. Ao que parece ela só comenta de alguns bem específicos mesmo.


O próximo pecado é a Ira.


Esse chefe é um Gigante, que foi caçado e derrotado a tempos, membro de uma raça de gigantes. Ele foi lançado na lava e deixado pra queimar mas, se converteu no Avatar da Ira. Curiosamente, pelo poema de sua pedra, tudo leva a crer que a jornada do guerreiro Adam iniciou nesse gigante, e teria sido o inicio do pecado dele.


O sacrifício dele é toda a defesa e pior, a auto-regeneração. Adam simplesmente perde a armadura, o escudo, e ainda deixa de se curar. Isso tudo numa luta contra um chefe Gigantesco. Talvez, isso simbolize exatamente o primeiro encontro de ambos.


A luta contra a Ira é bem tensa. Ele caminha sobre a lava e só é possível atacar a parte superior de seu corpo, ao mesmo tempo que se evita cair e morrer na lava, pois ele quebra o solo. Só pra constar, o chão é limitado, então é plenamente possível ele destruir todo o cenário e não restar lugar pra fugir, sendo necessário mata-lo antes.


Mas, se os golpes dos chefes já costumam ser altíssimos, com a defesa reduzida é ainda pior. Um golpe dele praticamente já mata, então Adam precisa esquivar de seus ataques e tentar reduzir a defesa dele, quebrando suas proteções nas mãos, quando ele ataca.


Isso sem contar que o próprio Gigante não fica só nos murros e pancadas. Ele também joga lava, pedras incandescentes e as vezes até arremessa lanças, semelhantes as que foram lançadas nele em guerra.


Ele também pode tirar pessoas de dentro da lava, como zumbis, que atacam Adam enquanto ele permanece esmurrando tudo.


Aí, é preciso vencê-lo antes do chão acabar, e sobreviver tempo suficiente com o que tiver em mãos, pra só então destruí-lo, golpeando seus braços.


Quando fraco ele cai, e é redimido.


E Adam aumenta sua barra de vitalidade.


O último pecado, é o Orgulho.


Esse chefe é um antigo guerreiro, uma lenda, um poderoso e triunfante vencedor que, falhou miseravelmente diante um garoto. Ele foi derrotado, e isso feriu seu orgulho inabalável. Ele se converteu então no Avatar do Orgulho.


O sacrifício pra batalha contra ele é justamente, a redução do ataque físico, para deixar Adam ainda mais inofensivo pra ele, tornando a luta mais vantajosa ainda. O orgulho de ser o mais forte é a fonte desse sacrifício.


No inicio da batalha ele é visto em um trono, e ai se levanta, louco pra se vingar.


Equipado com uma enorme lança e um standard ainda maior, ele faz questão de gelar a espinha de Adam, sendo rápido, forte, e muito poderoso.


Cada golpe dele balança a fase inteira, e ele consegue ser ainda mais desafiador que o próprio Gigante, apesar de tecnicamente ele ser um gigante. Ele também apela pra antigos e derrotados soldados que surgem no coliseu, mas, eles acabam sendo varridos pelos próprios golpes avassaladores dele.


Ataques próximos são uma boa cartada, apesar dele dar pisadas poderosas. Como da pra esquivar, é possível atacar ele no calcanhar até cair e ai meter a faca nas costas, mas é bem demorado e arriscado.


Apesar do tamanho, ele é muito rápido, inclusive em suas investidas colossais.


Mas no fim ele cai uma vez mais. E é redimido.


Assim sendo, a Vitalidade de Adam chega ao tamanho máximo, como o de um pecado.


Ao sair da última batalha, os fluídos dos pecados se reúnem e dão vida a um coração sombrio. Esse coração pulsante é a entrada para a última luta de Adam. Antes disso, a moça do gelo conta um resumo de sua verdadeira história.

O Pecador

Pelo que ela conta, a parte na qual ela se conecta a ele ao menos, parte do Campeão Derrotado, aquele que se tornou o Orgulho. Adam o venceu, num desafio sem motivos declarados. Mas os frutos dessa vitória foram além do mero orgulho ferido, Adam conquistou o coração da Princesa, a própria que falava.


Depois disso, ela cometeu os erros dela, alimentada pelos erros dele, causando a queda do reino através da brecha que derrubou o Rei, desfalecido por sua filha recém "raptada", gerando o surgimento da duquesa da inveja, quando esta se deparou com eles em fuga, e por fim, causando o próprio cataclismo do reino, quando a ausência da princesa acabou por consolidar a ruína e maldição.


Ao entrar no coração, a memória retorna a Adam.


Estavam todos mortos já, inclusive ele. Aquilo, eram apenas ecos de seus próprios pecados personificados para atormenta-los. Ele queria lutar para redimi-los mas era impossível, afinal todos já haviam partido. Ele arruinou o a vida de tantos com suas escolhas, e agora estava fadado a pagar por tudo isso ali, lutando, no limbo.


E a última luta, seria contra ele mesmo.


A batalha final não é contra um pecado, mas cotra o próprio pecador, Adam.


A diferença é que ele surge com todos os equipamentos, Armadura, escudos, armas, tudo intacto, enquanto o protagonista se mantém com os sacrifícios que fez.


Pra piorar, o Pecador possui ainda mais poderes, como a eletricidade dos cavaleiros (parecida com o poder do cavaleiro que a Inveja matou).


Os ataques do Adam também, como contra-ataques e esquivas, mas ele também tem poderes únicos como salto, investidas, combos constantes, especiais...


Além disso ele pode estourar, usar o máximo do máximo e ficar enfurecido.


Pode voar, praticamente, pulando muito alto as vezes e em sequência.


Pode correr, e até trocar de arma. E alias, nessas horas ele fica ainda mais forte. Quando equipa a Espadona, ele causa o dobro de dano.


Mas isso não basta, ele pode usar poderes e itens pra melhorar mais e mais sua defesa e ataque, e pega fogo. Ele fica muito mais poderoso quando está perto de morrer.


Mas, no final, ele pode ser derrotado com bastante, bastante, tipo bastante mesmo, muito, pra caramba, uma quantidade absurda, de esforço.


E ai, Adam fica diante de Adam.


Mas não é possível Redimi-lo.


Ambos apenas se deitam, e aceitam o destino.


Adam sacrifica a si mesmo pra tentar romper o ciclo... mas...


Isso só faz nascer um novo Adam e o jogo reinicia.


A história então é essa... No fim, As Lâminas da Gula são adquiridas pelo jovem Adam e da pra usa-las pra tentar lutar, mas no geral, é isso mesmo.


Certo certo, agora vem o que eu entendi da história:

Explicando a História

Tudo começa com um curandeiro, que despertou o primeiro pecado e iniciou a maldição dos pecados sobre o reino ao violar as leis naturais. Isso ocorreu bem antes de tudo, mas gerou o cenário para o verdadeiro pecador.


Um jovem guerreiro, sem nada de especial, que acabou se destacando na guerra contra os gigantes, pela proeza de vencer o mais poderoso deles, criando uma estratégia mirabolante que envolvia pontes desmoronando na lava, o que derrubou o tal gigante na lava. Isso criou o segundo pecado.


Esse jovem, condecorado, acabou por ser posto para desafiar o campeão dos campeões, por mero esporte na verdade, diante todo o reino, só que mais uma vez ele se destacou. Ele venceu o grande guerreiro, e isso fez o terceiro pecado nascer.


Ao mesmo tempo, a princesa viu no jovem guerreiro alguém digno de seu amor, e decidiu abandonar seus deveres com o reino para estar com ele. Ao que parece, devido a maldição inicial do primeiro pecado, a princesa tinha alguma tarefa primordial para resguardar o reino, mas para isso ela precisava se manter pura, algo que ela não fez ao estar com seu amado... e assim, nasceu o quarto pecado.


Mas, o casal se manteve junto por um bom tempo até os pecados realmente se consolidarem, e a maldição acabar com tudo. Dessa união, outros pecados nasceram, como aquele nascido do homem que assumiu o trono do pai da princesa, ao ataca-lo pelas costas em um momento de fraqueza. Após a princesa e o guerreiro fugirem, o tio dela matou o rei, e isso fez o quinto pecado surgir.


Na fuga, o guerreiro e a princesa convenceram um capitão a leva-los através dos mares para o mais longe possível, e isso apresentou ao capitão a lenda do tesouro dos mares gélidos. Assim mais um, o quinto pecado, surgiu.


No fim, eles encontraram abrigo nos domínios da Duquesa invejosa, e foi la onde o sétimo pecado ganhou forma. Curiosamente, apesar da história narrar que um capitão salvou a vida do casal em fuga, alertando-os das intenções da duquesa, tudo leva a crer que ela tenha sido bem sucedida. 


Ela pode ter matado o guerreiro, decapitando-o, e ao matar a princesa, finalizou a maldição e assim, trouxe ruína a todo o reino.


Assim, o Guerreiro se viu preso num ciclo eterno de vida após a morte, forçado a reviver seus pecados e buscar pela redenção que jamais teria, enfrentando a si mesmo, sempre e sempre.


Essa, é a história que eu entendi de Sinner, Sacrifice for Redemption.

Bem, eu gostei do jogo. Achei bem rápido mas, divertido.

Confesso que queria estender muito mais essa análise, falar mais dos pecados e simbologias, mas, eu pensei bem e não seria justo com o próprio Sinner. Ele quis ser simples, então eu também serei simples.

É isso.

Espero que tenha gostado.

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10 Comentários

  1. Ótima análise,sr.Morte,esse jogo está disponível para quais plataformas?

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    1. Vlw sr Mario, é um jogo para todas as plataformas atuais (Switch, Xone, PS4 e PC).

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  2. Inspirado no Shadow Of The Colossus só pode

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    1. Pior que eu vi algumas referências. O esquema dos faróis pro céu co ma derrota dos inimigos por exemplo... Mas toda aquela jornada contemplativa entre um colosso e outro é bem diferente do sistema de "sacrificar". Ainda assim, lembra sim... e provavelmente pegaram dessa fonte um pouco.

      Alias, vlw srta Lockhart, pela leitura.

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    2. Pena minha leitura nao te fazer feliz mais

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    3. Eu nunca disse isso. Sou grado por ler, comentar, e feliz por isso. Obrigado.

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    4. Srta Alvez ^^"... em correção, quis dizer "grato". Lamento o erro.

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    5. Errar palavras não é nenhum crime, por mais que pra vc isso de "não errar" seja uma questão de honra pra ti.

      E por nada meu bem

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    6. Obrigado por ser tão compreensiva srta Bia. E... bem, obrigado por estar aqui.

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