CríticaMorte: Black Mirror - Bandersnatch

Na verdade meu objetivo era falar apenas de Black Mirror - Bandersnatch, resumindo mas não da, acho que vou me deixar levar com esse live action de Stanley Parable.


Já adianto que Black Mirror é uma série, Bandersnatch é um tipo de episódio, totalmente INTERATIVO, que é tão surreal e incrível que mal posso esperar pra 2019 começar direito, terei de publicar agora mesmo.


Então, sem mais delongas, esteja preparado para Black Mirror!

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  Quero Spoilers  



Boa leitura.



Bem, a Netflix é uma plataforma de entretenimento do início do século 21 que ta bombando, e sinceramente, vira e mexe comete umas gafes desastrosas e vergonhosas, mas as vezes acertas que é uma lindeza. Tem vários animes, alguns ótimos filmes, boas séries, mas essa... pelo amor de deus!


Black Mirror tem 4 temporadas, nem sei se já cheguei a analisar aqui no blog, mas que já senti vontade senti pra caramba. Todas elas sempre me deixaram feliz e empolgado, curioso e até meio perplexo... ao ponto de eu esperar pela quinta temporada ansiosamente já tem uma cota.


Então, nessa noite, me deparei com um episódio especial, travestido de filme, lançado de uma forma muito inovadora: Seria um Filme Interativo.

Eu ainda não tinha visto que a Netflix tava fazendo isso, mas meus irmãos na hora que comentei mencionaram que eles fizeram algo com Minecraft, em que tinha praticamente feito um jogo, na Neflix, de escolhas e consequências.

A ideia é muito boa, porém eles fizeram dessa vez algo com pessoas reais, e com uma história ao estilo Black Mirror, alias, é Black Mirror! Detalhe: Me lembrou muito Quantum Break.

Tecnologia, influenciando e causando coisas que não podemos nem imaginar... eis mais um episódio que na minha opinião, é o melhor da série até agora! 

E qual seria a premissa desse tão surreal episódio? Bem, um carinha, chamado Stefan, é aspirante a desenvolvedor de jogos, no meio da década de 80, e ai, recebe a grande chance de criar um jogo para uma empresa que ta se alavancando no mercado. Seu jogo? Bem, é inspirado em um Livro de Múltiplas Escolhas, e ele pretende levar essa experiência para o mesmo.

Então, só ai, na sinopse, já tem uma referência maravilhosa que me fez ficar muito empolgado com o longa/episódio/jogo (e sim, da pra considerar um jogo kkkk), pois ele apresentar um estilo de livro muito dinâmico, em que nós lemos um capítulo, e temos a escolha de ir para outro capítulo específico dependendo da nossa opinião, o que no fim, resulta em um final diferente!


Pois é, eu já mencionei algo assim na análise de Life is Strange - Before the Storm (onde também há uma referência), e esse estilo de livro é sim uma das grandes inspirações pra jogos e obras assim. Tudo que você decide a história e pode mudar o final, tem isso como base, e aqui, já começamos com o é direito!

Bem, o episódio então nos coloca como aquele que decidirá como tudo ocorrerá. Como? Nos da sempre 2 opções, e tudo seguirá com base nelas.

Nós escolhemos clicando com o mouse, ou com o controle, tem até um guia antes do episódio começar, que nunca se repete na sua conta, mesmo se você reiniciar a história inteira... (me senti em Undertale kkk).


E ai, seguimos a trama.

E ai vem a parte divertida: Tudo vai mudar tanto, que as vezes a história pode voltar no tempo, mudar de gênero, e principalmente, alterar a realidade, conosco entrando na própria história!

Achei isso tão genial, que tive de parar e aplaudir. Eu me arrepiei em vários momentos, onde simplesmente participei do enredo diretamente, não apenas como quem escolhe, mas como aquele quem escolhe... é muito irado!

Foi como eu disse aos meus irmãos, a história do filme se desenrola afetada por você, e ela não ignora isso, ela te usa pra isso. Você ta na história, eu me senti em Black Mirror, e isso é tão Black Mirror!

Qual a minha história, vamos la!

Meu Primeiro Final: Uma Nota Ruim


Tudo começa com Stefan acordando e se preparando pra mais um belíssimo dia...


Ele então desce, conversa com seu pai, que lhe oferece um cereal, ele pode escolher... e ai eu escolhi o do tigre.


Depois ele vai tentar "vender" seu jogo pra empresa, e no caminho, escolhe uma música pra ouvir no seu diskman... escolhi Thompson Twins. E ta, parece que ta ficando chato, eu também achei... 


Na empresa ele conhece seu ídolo, Colin, um cara que faz jogos e que ele jogou pacas, porém ele não tem todos os consoles por isso não pode jogar todos os jogos mas, isso não vem ao caso... ele fica mó feliz em poder ver em primeira mão um jogo que ele tava fazendo... e ai, ele recebe uma oferta pra mostrar seu jogo pra eles.


Ele recebe a oferta de emprego, e de fazer seu jogo ali mesmo, com uma equipe só pra ele, pra que tudo fique pronto até o natal. E ai, eu aceitei por ele.


Consequência: O jogo ficou uma bost4. Um crítico especializado da TV disse que ele é 0 de 5, pois nem finalizado foi direito, e é muito curto. Ai o Sephan diz "Não, não, eu vou tentar de novo"...


E sai andando, de volta pra cama.


Meu Segundo Final: Teimosia

E ai tudo começa outra vez... e as cenas se repedem um pouco mais rápidas, cortando o que não interessava. No encontro com o Colin entretanto, ele diz que acha que já o conhece, e muda algumas de suas falas, além disso algumas coisas mudam, pequenas, bem sutis, mais mudam, como a escolha que Colin faz no jogo interativo, quando eles testam. Tudo é bem diferente, de uma forma parecida.


E ai, como o jogo ainda não tava completo, o jovem Stefan recebe a oferta de trabalhar com eles ali, e novamente, eu aceitei por ele. Ele tava tão feliz!


E novamente, tudo não termina bem. Alias, Colin faz questão de dar um tapinha no ombro dele e dizer "Escolha errada cara".


Meu Terceiro Final: Suicídio

E ai o filme termina, dando a opção de voltar tudo, e re-escolher nessa parte.


Rolam flashbacks e ai, sem tanta opção assim, escolhi recusar.


Stefan responde feliz um sonoro "Não" e depois se da conta do que disse, tentando consertar explicando que prefere trabalhar sozinho, e em casa, mas que quer fazer o jogo pra eles. Então, ele recebe a autorização de fazer o jogo em casa, desde que esteja pronto até setembro, pra ser vendido em dezembro.


Então ele vai pra casa, passa um tempo com o pai, vê uma crítica do último jogo de Colin que deu 4/5, e ai, vai pra psicóloga.


La eles conversam sobre sua mãe, e sobre sua vida, sobre a raiva que ele sente de seu pai pelo passado, e ai temos a escolha de escolher se vamos refalar do passado e de sua mãe, ou não. Eu decidi por falar de novo, pois eu não sabia o que houve.


E ai, é contado a coisa mais referência a Donnie Darko da face da terra "Foi tudo culpa do Coelho". Ele conta que sua mãe morreu num acidente de trem, pois ele ficou procurando um coelho que seu pai escondeu, e ai, ele nunca mais perdoou seu pai. Alias, surge uma escolha, mas a única resposta é "Não", pra ignorar o coelho e ir junto com a mãe dele.


Então ele vai pra uma loja de disco depois da consulta, e compra um disco, no caso, escolhi por ele, o Triângulo das Bermudas pois curti o nome...


Ele também compra um livro sobre o cara que escreveu o livro no qual ele se inspira. Até esse ponto da história, já tinham comentado com ele que seu outro ídolo (o loirinho era o primeiro rs) tinha matado a esposa decapitada de tão louco que ficou, por causa justamente do livro, aparentemente. E ai ele estuda um pouco isso.


Ai ele vai pra casa, fica um bom tempo fazendo seu jogo, mas o mesmo acaba dando bugs. É ai que ele se irrita e... eu escolhi que ele gritasse com o pai dele, pra preservar seu trabalho. A outra opção era destruir o PC.


Seu pai fica tão bravo que decide força-lo a sair pra almoçar com ele, mas, ele na verdade o leva pra Psicóloga, e ai podemos escolher ir pra consulta emergencial, ou seguir o Colin que ele avista de longe. Escolhe a segunda opção e fiz ele dar no pé.


Ao seguir Colin, Stefan pede ajuda e ele decide leva-lo para seu apartamento, onde apresenta sua esposa e bebê, e depois lhe oferece seus sábios conselhos, porém, ele oferece drogas.


Eu não fiz Proerd.


Todo chapado, Colin explica que existem muitas realidades, todas paralelas e entrelaçadas ao mesmo tempo, só não podemos ver. Ele faz uma analogia genial sobre PacMan, onde "PAC" seria "Program And Control", onde o governo manipula a todos, pelos jogos, e este seria um bom exemplo de tal, inclusive ilustrando essa realidade. Ele fala que podemos viajar no tempo. Ele fala que podemos atravessar espelhos, que conectam os tempos... mano, ele viaja na droga!


E ai ele comenta que nós não fazemos nossas escolhas, é tudo o programa. Então diz que Stefan precisa se libertar... e o leva pra varanda. La, diz que um deles vai pular, e ai eu escolhi... Stefan.


Daí Stefan se joga, e morre. Meses depois, seu jogo é lançado, completo pela empresa, pelo Colin alias, e recebe uma crítica. Ele recebe 2/5 pois ficou violento de mais, e também teve como plano de fundo a morte do criador.


Meu Quarto Final: Bifurcação

Então podemos voltar outra vez, agora com duas opções: Pra consulta, ou pra varanda. Escolhi a Varanda.


Dessa vez escolhi Colin para a morte. E ele se jogou sem exitar, mas disse "A gente se vê por ai". Sua esposa gritou horrores quando o viu la embaixo espatifado.


E logo em seguida, aparece Pax, o demônio do jogo que Stefan tava fazendo...


Ai ele acorda, ainda no carro, indo pro consultório com seu pai. Teria sido tudo imaginação?


La ele se consulta, e diz que sente que não controla suas ações, que não escolhe o que escuta, o que come, ou o que faz da vida. Ai nós escolhemos, só de birra, pra ele puxar a orelha. Algo que ele evita posteriormente, se esforçando muito...


A psicologa então diz que ele não precisa se preocupar, receita uns remédios, diz que ta com ele, e diz pra ele ligar pra ela caso precise de qualquer coisa, pois ele sabe seu número.


Ai ele volta pra casa, vai tomar seus remédios, mas eu escolhi pra ele jogar no vaso (na verdade descartar era a única opção, só escolhemos o método).


Então ele volta pra desenvolver seu jogo, passa o tempo, ele vai pra empresa, descobre que Colin sumiu, e um colega da uma fita à pedidos de Colin pra ele, pra inspira-lo.


Ele escuta a fita, que é um documentário sobre o criador do livro, descrevendo tudo que ele passou em sua loucura até matar a mulher. Na fita é dito que ele tinha deixado pra trás, além do livro, uma porrada de símbolos iguais, grifos que ninguém sabia o que simbolizavam.


Então seu jogo buga, e escolhemos por ele, bater na mesa ou destruir o PC. Novamente decidi preservar a máquina... mas ele notou isso.


Ele nota que na verdade, esse era o simbolo da bifurcação, repetido em suas anotações para definir pontos de escolha pré-definidas, e que ele mesmo estaria vivendo isso, escolhas definidas.


Meio apavorado, ele decide descansar, e escolhe entre pegar uma foto da família, ou o livro que tanto lhe inspira. Escolhi por ele, o livro.


No meio da noite então, ele acorda, pega a chave do escritório de seu pai, e vai até o cofre, onde precisa por uma senha...


A senha que escolhi por ele, foi PAC.


Isso resultou no cofre se abrindo, e saindo um monte de documentos sobre Stefan, fotos dele criança, arquivos sobre seu crescimento, um dossiê sobre sua vida. Além disso, haviam vídeos, como gravações de suas consultas, e provas de que tudo na vida dele era manipulado pelo governo.


Inclusive uma gravação do dia em que ele foi traumatizado pela morte de sua mãe, que na realidade era uma atriz do governo.


Logo em seguida seu "pai" aparece, fica sem palavras, e é assassinado por ele... que acorda logo em seguida.


Então ele volta a trabalhar, e mais uma vez, o jogo teima em bugar. Ai decidimos quebrar o pc, ou quebrar o pc. Independente da escolha, Stefan nota...


E ai, ele passa a gritar conosco, comigo! Diz que sabe que tem alguém ali, e pede um sinal, uma resposta, qualquer coisa.


É ai que eu simbolizei usando o grifo.


Ele entra em pânico ao ver que o monitor mostrou o simbolo bizarro, e ai seu pai aparece no quarto. 


Ele corre, dizendo que não tem controle sobre nada, e seu pai se aproxima, com ele tremendo, pegando um cinzeiro e surgindo a opção de matar seu pai, ou desistir.


Escolhi desistir, e ele chorou ao lado de seu pai.


Meu Quinto Final: Viagem No Tempo

Então o filme surge com mais duas opções de retorno, para o momento da escolha mórbida, e para o momento de pegar a foto. Escolhi pegar a foto dessa vez.


Com a foto em mãos, ele dorme e quando acorda, anda em direção ao espelho, lembrando das palavras de Colin, que assim ele poderia viajar no tempo. Ele atravessa o espelho, e volta pra sua infância.


Ele confirma que seu pai pegou seu coelho.


Então ele acorda novamente no presente, passa pelo tormento do símbolo outra vez, e poupa seu pai...


Meu Sexto Final: Morte por Falta de Sincronia

E ai, na tela de escolhas, surge uma nova opção: Pegar o Coelho.


Ciente que isso alteraria a história, Stefan foi até o escritório de seu pai, como criança mesmo, após a viagem no tempo, e antes de dormir (pois isso o levaria de volta ao presente) e digitou outra senha: Toy. Isso mostrou o coelho la dentro.


E ai, ele se encontrou com seu pai, que disse que ele podia ficar com o coelho, e ele foi pra cama.


Ao amanhecer, sua mãe pediu pra ele acompanha-lo para o trem, e como ele não perdeu o coelho, ele não se atrasou. Então escolhi "Sim".


E ele morreu no presente. Sua mente se desligou de sua memória real, e ele simplesmente apagou, pra sempre. Se não me engano isso faz referência a algum episódio de Black Mirror, só não sei exatamente qual.


Eu não me lembro de um episódio em que podiam rever as memórias das pessoas e arriscar um apagão do tipo, mas me lembrou o episódio do Jogo de Vídeo Game de Realidade Induzida. Eu creio que esse cara tenha algo importante:


Meu Sétimo Final: Memória Ruim

De qualquer forma, o filme retorna pro menu, e ai a opção de voltar pro momento de questionamento surge. É ai que todos os muitos finais começam a rolar.


Primeiro, escolhi PACs dessa vez, e o computador dele sinalizou que era tudo o Program and Control.


A reação de Stefan é bem mais agressiva, ele se volta contra seu pai, e nem tem opção de matar ou não. Ele executa sem dó, ciente que seu pai ta manipulando ele e considerando aquele "sonho" dos documentos como real.


Em seguida ele pega o telefone pra ligar pra psicóloga, mas se esquece dos números. Com base nas memórias, nós decidimos que números colocar. Pra variar, eu esqueci também, e mesmo repetindo várias vezes os flashbacks ali, de fundo, eu errei.


Então da ocupado, ele enterra seu pai, e volta pro jogo. Só que uns cachorros que teimavam em fuçar no seu quintal desenterram o corpo de seu pai.


E ai, ele é preso por assassinato. Na cadeia assiste a crítica de seu jogo, que foi lançado mesmo com ele preso, e mesmo sem ter sido terminado. Ficou cheio de bugs, mas recebeu 2.5/5. 


Meu Oitavo Final: Netflix

Novamente, voltamos pro menu, e retornamos para o confronto, só que ao invés de PACs, aparece Netflix. Escolhi Netflix.


O legal desse desfecho é que é o momento que mais nos aproximamos de Stefan. Ele conversa diretamente com o "jogador", que explica pra ele que é tudo um sistema de streaming de entretenimento do século 21. Ele fica sem entender muito...


Ai ele fala pro seu pai, que o leva pra psicóloga...


La, ele conta tudo pra ela, que debocha, dizendo que se a vida fosse um programa de entretenimento, seria mais divertido. E ai escolhemos se queremos que seja mais divertido, ou mais divertido pra CARALH0. 


Não faz muita diferença, o resultado é o mesmo. Stefan joga suco na cara da psicóloca, que pega duas katanas e se prepara pra uma luta. Então surge uma opção, embalada por uma música bem frenética, de lutar ou fugir pela janela. Escolhi lutar, pra ver o show. 


Roal pancadaria, o pai de Stefan aparece também, escolhi dar um chute no saco dele, e ai ele é arrastado pra fora do consultório, gritando "Tão felizes pelo que eu e meu amigo do futuro fizemos?"


Então acaba, numa telinha de tv.


Meu Nono Final: Descobrindo a Verdade

Só que eu não desisti ai não ta... eu reiniciei o filme inteiro! Fiz minhas escolhas tudo de novo... e ai comecei a buscar outros finais. Normalmente não faço isso, mas tava tão divertido! Voltei pro momento de escolher matar ou poupar o pai, e dessa vez matei de primeira.


Primeiro, depois que se mata o pai, sem passar pelo evento da viagem no tempo, Stefan acaba confiando plenamente em mim, e ai ele pergunta o que fazer. Eu pedi pra ele enterrar seu pai.


Só que ai ele recebe um telefonema. Ao atender, é seu chefe, perguntando sobre o jogo. Podemos dizer pra ele se Stefan terminará logo, ou se não conseguirá entregar até o fim do dia. Escolhi dizer que ele consegue.


Consequentemente, seu chefe recebe a visita da esposa de Colin, perguntando se ele o viu em algum lugar. Era normal Colin sumir mas, ele tinha sumido fazia tempo de mais, e ai o chefe comenta que Stefan foi o último que o viu, apesar de insistir pra ela não atrapalha-lo afinal, ele tava fazendo seu jogo.


Ela não liga, vai até a casa dele, chegando logo após ele cavar a sepultura de seu pai, ainda arrastando o corpo. Daí Stefan atende, e eles conversam. Ela pergunta onde está Colin, e podemos escolher falar a verdade, ou dizer que ele não sabe. Eu escolhi falar que Colin se matou.


Então a esposa dele diz que isso é impossível, e inclusive, quando Stefan alega que ela viu, e chorou a morte de Colin, ela desmente.


Daí ele enterra seu pai, termina seu jogo, mas cachorros desenterram o cadáver.


Ele é preso, seu jogo não foi nem mesmo lançado, o dono da empresa foi posto sob investigação devido sua ligação com Stefan, e por fim, Colin desapareceu. A empresa faliu.


Meu Décimo Final: Tempos Atuais

Então a história volta pro momento de escolher o que fazer com o corpo.


Curiosamente, dessa vez, no flashback, as falas de Colin mudam! Ele diz "eu falei que nos veríamos de novo" como se os eventos de sua morte, fossem reais, e essa fosse uma nova realidade. 


Então ele mata seu pai e escolhe o que fazer com o corpo, e dessa vez escolhi corta-lo.


Então Colin decide ligar pra sua psicóloga e agendar uma consulta, depois do trauma de fatiar seu pai.


Nesse meio tempo, seu chefe liga, com Colin ao seu lado. Ele diz que o telefone ta ocupado, Colin debocha, e o chefe decide dar mais 24 horas pra Stefan trabalhar, com calma.


Assim, ele termina seu jogo.


Vai pra suas consultas normalmente... mente sobre seu pai ter viajado...


E conta que terminou seu jogo, deixou ele perfeito, e tirou as opções alternativas excessivas, deixando um único final, que ele mesmo escolheu, porém dando a falsa impressão de livre arbítrio aos jogadores.


Assim, ele fica feliz, guardando a cabeça de seu pai como troféu.


A crítica de seu jogo é magnífica, 5/5, foi o melhor da época... por alguns dias.


Descobriram o assassinato de seu pai, prenderam ele, processaram a empresa e retiraram os jogos do mercado.


Isso entrou pra história, e uma moça, a diretora deste filme, decidiu se inspirar no jogo de Stefan e fazer um remake, como streaming na Netflix.


E ai, enquanto ela ta la fazendo seu projeto, a história de Stefan...


Nós escolhemos o que fazer com ela. Quando um bug ocorre no pc, escolhi jogar chá nele.


E ela obedeceu.


Meu Décimo Primeiro Final: Confissão

Após esse final, voltamos pra tela de seleção... agora de volta pra parte do confronto, novamente.


Fiz as escolhas que levaram pro telefone, pra digitar, e dessa vez acertei.


Stefan liga pra psicóloga, que não está, pois foi num casamento, e praticamente confessa o assassinato de seu pai, além de ameaça-la, pois sabe que ela é da PACS.


Após enterrar seu pai, ele é preso por viaturas que chegam em sua casa.


Seu jogo foi lançado mesmo sem ter sido terminado, ganhou 2,5/5., e Stefan foi preso.


Meu Décimo Segundo Final: Cansado de Viajar

Voltamos outra vez pro confronto...


E dessa vez eu ignorei a opção Netflix que surgiu, e fui vendo todas as possibilidades.


Primeiro foquei em sempre enterrar. Com isso, o telefone sempre vai tocar, e Stefan vai atender. Dessa vez, ele atende, o chefe ta junto com Colin, porém ele nem da tempo do cara falar, ele já confirma "Beleza, fim do dia", sem nem ter opções.


E ai seu chefe pede carinhosamente pra Colin ir la ajudar ele.


Colin vai na sua casa, bem na hora que ele ta arrastando o corpo de seu pai pra enterrar. Só que... ele não vê o corpo, e sobe direto pro quarto de Stefan pra ver o jogo.


Colin fica meio surpreso pelo estado do quarto de Stefan e toda a trabalheira dele, e diz que ele ta bem fundo no buraco. Ao se virar, Stefan ta com uma faca, mas Colin nem liga. Ele apenas pergunta se ele vai mata-lo, ou deixa-lo partir, e ainda complementa dizendo que ta gostando dessa vida mas tudo bem, Stefan decidiria, se era ele mesmo quem decidia.


Não era, e eu decidi deixar ele ir. Então Colin vai de boa, depois que Stefan confessa ter matado seu pai.


Assim, Stefan é preso, a empresa fale, o dono dela declara que foi uma vítima de Stefan, e Colin diz para ele "Tenta de novo" pela entrevista. Algo que nem é entendido, mas ai Colin também é preso, por posse de drogas.


Meu Décimo Terceiro Final: O Chefe

De volta pro menu, voltamos pro momento do confronto, depois eu fiz todas as mesmas escolhas. Só que, agora, Stefan desliga o telefone na cara do chefe, só pra parar de tocar.


Ele fica tão puto, que vai pessoalmente na casa dele tirar satisfações.


Stefan se confunde um pouco, pois acha que ele ta falando de seu pai morto, que ele tava arrastando, mas era sobre o jogo. Ai fica tudo bem, até ele olhar pra trás de Stefan e ver o corpo.


Daí Stefan o mata.


Então, preso, sem jogo lançado, e com mais um morto no currículo, Stefan escuta outro conselho de Colin: Faz outras escolhas mano.


Meu Décimo Quarto Final: Neflix Falsa

Eu então fiquei cansado, e fiz só mais uma escolha: O final da Netflix, invertido.


Fiz tudo igual, até chegar ao combate contra a psicóloga. La, decidi pular a janela, pra ver como seria o efeito.


Pois é, não tinha efeito, era tudo cinematográfico. A diretora diz corta e chama a atenção de Stefan, que na verdade se chama Mike.


Só que "Mike", se via como Stefan, e ai a diretora diz pra ele se acalmar e pede um médico pra produção.


Meu Décimo Quinto Final: O Demônio

Tem uma outra variação de final que é bem rápida, das senhas no cofre. Ela apareceu depois desse, e coloquei só pra ver, mas ela não afeta a história em nada, nem finaliza o filme. Se for escrito Pax, o nome do demônio do jogo...


Da erro de acesso ao cofre, e o demônio aparece. Mas ai o cara acorda e tudo continua normalmente.


E pois é, tem tudo isso de final. 

Isso pois com toda certeza tem bem mais que eu ainda não fiz.

Esse filme com toda certeza é uma obra magnífica da Netflix. 

Repito, é o melhor episódio de Black Mirror que já vi, e cara, ele nem deve ser cânone, completamente é claro.

Repito que aquela cena do cara voltando no tempo e morrendo por causa disso me faz achar que seja um gancho pra uma nova temporada... eu espero!

Alias, notou algo estranho em Colin? Ele é o único da trama "livre" da própria trama. Eu fico imaginando o que será que ele realmente é, sendo que normalmente Black Mirror não trata de Sobrenatural, mas sim de pura tecnologia.

Será que Colin é uma IA, ou um Administrador, igual os da nova temporada de SAO????

Enfim...

Antes de terminar, preciso falar de Stanley Parable... mas vou apenas citar algo. 

Stanley Parable é um jogo que tem tantos finais alternativos e interativos que chega a ser praticamente idêntico a Bandersnatch. Na verdade, me senti como se estivesse jogando ele!


Senti aquela vontade de explorar todos os finais possíveis, mesmo sendo um filme, e acho que quase consegui kkkk.

Eu ia falar de Stanley aqui.... mas que tal eu fazer uma análise a parte hein?

O que posso resumir, é que o jogo vai mudando conforme você avança, e desafia as orientações do locutor. É tão amplo e simples ao mesmo tempo que, farei uma análise em breve. Aguarde!

Bem, até la, Feliz Ano Novo!




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6 Comentários

  1. Ah... poderia ficar horas falando sobre esse filme. Mas tô com preguiça hahaha. Num geral, achei o filme interessante, porém não achei nada convincente. Não gostei...

    O "não convincente" que digo não é sobre o lance de universos paralelos, sobre o poder de decisão que, mesmo escolhendo tal opção, aquele futuro vai acontecer mesmo assim num tempo paralelo, pipipipopopo...

    Mas fui assistindo, né? Tava até legal e eu tava fazendo de tudo pra dar certo pro Stefan (inclusive matei o Colin de primeira, pois o safado me dopou sem eu querer). Mas quando cheguei na parte em que o Stefan dá um piti e fica berrando querendo saber quem estava controlando ele já fiquei: "Oxe... Ah pronto! Agora a madame se rebelou". Porque até então, embora seja o telespectador que faça as escolhas, eu tava interpretando que o personagem era que decidia (mesmo não sendo né). E foi aí que achei forçado demais.

    Fiz vários finais, nenhum me agradava e sei lá... apenas não gostei. Eu entendi a proposta/crítica sobre o Sistema, controle de mente, controle das massas, porém ficou meio forçado pra mim.

    Além de Quantum Break e Life Is Strange, me lembrei também de um DVD versão limitada do filme Premonição 3, onde você escolhia o destino dos personagens (sempre havendo consequências, boas ou ruins). Eu tava esperando algo nesse nível. Talvez eu que tenha me frustrado com o tema desse filme. Realmente não sei explicar o que não gostei, mas não gostei. Ainda prefiro As Visões da Raven huahuahuah

    Feliz Ano Novo, carinha que mora logo ali! Até o próximo post o/

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    1. Eu acabei ficando tão imerso na trama e tão encantado com o simples fato de eu estar participando, e a história correspondendo, que relevei algumas coisas toscas. Por exemplo, o fato das e decisões em sua maioria serem insignificantes, o fato de não haverem consequências realmente definitivas, o fato da história não ser la grande coisa (é só um cara querendo uma boa avaliação de seu jogo, e visitando diferentes realidades) e principalmente, o fato de não haver exatamente um tecnologia diretamente responsável pela trama (o que é uma marca registrada de Black Mirror). Eu apenas curti, por ver que a história realmente era interativa, e fui me divertindo, buscando finais diferentes, ou pelo menos a "real conclusão", que nem existe.

      O que com certeza me agradou mais foi a fluidez de uma cena pra outra após as escolhas. Não havia uma pausa, nem um deley, era tudo muito rápido e pré-engatilhado. Isso acabou mantendo o clima da história e mais uma vez, me agradou. Entretanto, eu também não curti muito os finais. Adorei as premissas, mas o resultado não foi tudo aquilo não. Eu queria algo mais cabeça, e mais efetivo... por exemplo a luta da netflix... fiquei decepcionado com ela... achei a coreografia zoada... e isso me desanimou... porém a ideia de haver uma luta da netflix me arrepiou kkkk.

      Eu enxerguei minha presença no filme como uma conexão entre a minha realidade e a do filme, que era inclusive uma das histórias. Diferente do que eu imaginei que seria, de alguém alegando que o telespectador seria um agente da PACS sem saber, eu curti a ideia de que, existem tantas realidades que nessa, eu estaria interagindo com a realidade do filme! Melhor que isso só se a Netflix invadisse meu perfil e conseguisse meu nome kkk, citando ele na trama... ai seria de matar.

      Porém, eu não te julgo por não curtir... você tem bons motivos.

      E queria assistir esse dvd de premonição... gosto da saga, acho que vou correr atrás dele.

      See yah... e feliz ano novo sr João.

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  2. Quando assisti eu fiz de tudo possível pra evitar matar o pai (poxa, o pai dele é tão atencioso, fiquei com dó hahaha), e peguei vários outros finais sem essa linha. Inclusive, um que me chamou bastante a atenção e que vi poucas pessoas comentarem, é um que ele na opção entre ir na psiquiatra e seguir o Colin, escolhi ir direto na psiquiatra. Com isso, surge a opção de tomar o remédio (diferente de se você seguir, que surge só maneiras de descartar). Com isso, ele termina o jogo de boas sem nóias sobre conspiraçoes e ganha 2,5. Mostra uma cena dele no Natal observando o jogo pela vitrine.
    E aí que surge a minha teoria sobre o Stephan: todas essas paradas é causada pela esquizofrenia dele + não ter tomado os remédios + agravado com as drogas que o Colin lhe deu.
    E ele realmente tem a doença, se você observar bem, quando ele mexe na pasta dele se você digitar pacs (os arquivos dele que o governo criou), em uma folha mostra que ele é esquizofrênico diagnosticado. Tanto que nem a parada do computador mostrando uma mensagem pra ele, surge nesse final. Porque ele está medicado.
    O que acha dessa teoria? Abraço e obrigada pela análise, matei minha curiosidade sobre alguns finais que ele mata o pai. rs

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    1. E é Stefan né? Enfeitei o nome dele o chamando de Stephan, aff. Kk

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    2. Caramba então da pra salvar ele! Não o pai, mas o Stefan! Eu nunca saberia moça, obrigado por essa informação... caramba... eu tenho um amigo que odiou o episódio justamente por nunca ter um final feliz... esse vai agradar ele, vou contar o quanto antes rs.

      Bem, sua teoria ficou excelente, foi bem observado viu... eu não tinha notado os detalhes do documento, nem que ele era esquizofrênico... Parabéns e obrigado srta Aline... minha experiência ta completa agora.

      Pra ver como tem coisa pra se descobrir mesmo depois de achar que terminou tudo kkk... belo episódio.

      Alias, eu também fiquei com pena do pai dele...

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    3. E normal, eu escrevi "Estefan" quando escrevi o artigo, tive de corrigir kkk.

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