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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

AnáliseMorte: Fatal Frame 2 - Crimson Buttlerfly - A versão de PS2.

Uma compilação de histórias de fantasmas, eis Fatal Frame 2.



Dessa vez o jogo não alega ser "inspirado em fatos reais" mas usa da mesma fórmula do anterior (Clique Aqui pra ler a análise de Fatal Frame 1).

Tem ******

Então, boa leitura.

Confesso que Fatal Frame 2 (Project Zero 2 ou apenas Zero 2) é um jogo bem mais simples que o anterior, tanto em sua jogabilidade, quanto em sua narrativa.

Não se trata de um terror pesadão, nem é confuso. É algo bem direto na sua trama principal, apesar de ainda deixar alguns mistérios pairando no ar.

Eu me lembro que no primeiro FF eu reclamei pacas pelo fato de ter me perdido inúmeras vezes nas salas da mansão assombrada, o que me deixou injuriado e me fez perder muito tempo, e paciência. No caso de FF2, nós temos 4 mansões pra explorar, em um pequeno vilarejo com uma penca de portas e caminhos interligados.

Ainda assim, como eu já estava preparado, não fiquei travado em muitas partes, e nas que fiquei foi mais por ter ido cedo de mais ao destino final, do que por ter me perdido.

Lembro apenas de 2 partes:

A primeira foi um evento em que é preciso interagir com uma bancada em uma das mansões pra abrir uma porta falsa. Eu sabia onde era a mansão, onde era a bancada e até mesmo onde estava a porta falsa pra abrir, mas pra interação com a bancada destravar, é preciso conversar com um fantasma que da a dica de onde buscar e o que fazer.



Antes de falar com ele entretanto, é encontrado um mapa que indica onde o que fazer.




Foi assim que cheguei ao local, mas é obrigatório destravar o evento antes, e foi por causa disso que fiquei travado por um tempo.



Alias, nenhum fantasma é amigo ta. Existe apenas 1 fantasma que te ajuda dando dicas de pra onde ir e o que fazer, mas ele só faz isso porque acha que você é outra pessoa. Tirando ele, todos são inimigos, todos tão la pra te matar.

A segunda vez que fiquei perdido foi durante uma busca por uma chave. Era preciso abrir uma porta, mas a chave estava escondida com um fantasma. Encontrar o fantasma é até fácil, ele faz barulhos de guizos e correntes, o problema é o que acontece depois.



Ele passa a se esconder em armários por toda a mansão, e é preciso procura-lo. O que me travou foi primeiro, o fato do jogo não te dizer que é isso que tem que ser feito. Você apenas fica preso na mansão e esse fantasma passa a aparecer e fazer barulhos, as vezes até atacar, e nós deduzimos que é preciso buscar por ele.



Vários armários e armazéns pela casa acabam as vezes, liberando esse fantasma e uma luta contra ele, mas nada de chave. 



Eu cheguei a notar um armário trancado, que tudo indicava que iria liberar a "luta final" contra esse fantasma, porém, não tinha forma de abri-lo. Foi ai que fiquei desesperado procurando por toda parte, perdido e entrando cada vez mais em desespero pois, não dava pra sair da mansão e perguntar pro gasparzinho onde ir, e também não haviam dicas do que fazer.



Pra variar, chegou uma parte que eu já tinha andado e vasculhado todos os cômodos, e enfrentado o fantasma todas as vezes, e nada do armário trancado abrir. Foi quando eu apelei pra Detonado (sou contra, mas eu tava desesperado pelo menos pra saber se era o caminho certo ou se eu tava perdendo tempo).



Quem disse que ele ajudou? No detonado dizia que era pra buscar pelo fantasma, algo que eu já tinha imaginado, e la falava das localizações dele, porém eu tinha visitado todos os pontos e nada.




Foi quando revi uma das salas, um com um portão fechado, cheio de fantasmas violentos (que eu já tinha derrotado) e descobri um armário secreto, num canto, praticamente impossível de perceber.



Era o último armário, o fantasma saiu e depois disso, o que tava trancado abriu e rolou a batalha final.



Talvez, o maior problema de FF2 seja esse detalhe, dos cenários não terem indicadores, nada que destaque pontos de importância. Pra saber se algo esconde algo, é preciso procurar e "clicar" várias vezes até alguma coisa diferente ocorrer.

Isso também rolava no primeiro, por isso eu disse que estava "preparado". Joguei praticamente apertando botão de ação com a mesma frequência que o analógico pra andar, pois suspeitei que em qualquer canto poderia haver algo escondido, nem sempre com uma luzinha mostrando. De fato, isso é uma realidade, porém ainda assim travei nessa parte.

O resto do jogo é o de sempre, onde fotografamos fantasmas (quando estamos com a câmera) ou fugimos deles, buscamos espíritos escondidos pra pontuar, e tentamos compreender as histórias que são contadas, tudo enquanto buscamos por nossa irmã.

Falarei melhor disso a seguir, mas, nesse jogo temos nossa irmã ao nosso lado as vezes, o que da a impressão que é um co-op, porém, ela só ta la pra atrapalhar.



Jogabilidade

As coisas mudaram um pouco agora.

Nós não temos obrigatoriamente que caçar espíritos pra nos defender, tanto que em vários capítulos nem temos a câmera que é nossa única arma.

Também não há chefes e espíritos importantes e medonhos em todo canto, apenas fantasmas, boa parte deles repetidos que simbolizam coisas simples como os aldeões mortos.



Os fantasmas mais importantes compõe a trama principal, cada um simbolizando uma parte do enredo. O resto é só pra encher linguiça mesmo. Alias, a frequência de aparições é menor, e não da medo, pelo menos não tanto.



Pro cacife de um Fatal Frame, o 2 é bem calminho e até humilde, não sendo tão perturbador ou profundo.



Mesmo assim, as histórias paralelas são bem pavorosas, acredite. Depois contarei cada uma.

Bem, quando temos a câmera característica de FF, ela nos permite apenas apontar pros fantasmas e disparar, enquanto carrega automaticamente o nível de poder do disparo, com base na periculosidade e proximidade do fantasma.




Não há um tipo de trava de mira nem nada do tipo, e o efeito danoso dela, do exorcismo dela, só é realmente prejudicial pra entidade quando ela é pega no "Fatal Frame", ou seja, no instante mais agressivo dela.



Logo, pra que seja fácil vencer as lutas, é preciso tirar fotos na hora que o fantasma ataca, de preferência quando ele ta bem perto da gente e quase causando dano.




Mas, cada foto dela consome filme, como munição mesmo, e dependendo do filme o impacto da foto no espírito é maior. Tem até um que da "Fatal Frames" naturalmente. O tenso é que é um recurso bem limitado.



A Câmera também serve de bússola pra seres sobrenaturais, indicando onde eles estão e se são perigosos ou não. Apesar de no final das contas todo fantasma ser perigoso.



Acontece que há o sinalizador azul, que indica presença porém, segurança, e o vermelho, que indica perigo.

Mas, nem todo fantasma quer o mal da personagem, apesar de ser um indicador vermelho. Todo contato com espíritos causa dano espiritual, logo, todo fantasma que deseja se aproximar, é um inimigo.



Nem todos fazem isso por mal. Tem alguns que só querem abraçar, outros que querem conversar, uns que querem puro contato físico pra se sentir mais confortáveis, e ai mora uma das coisas pavorosas do jogo.

Por mais que as pessoas tenham morrido, muitas de forma injusta e como inocentes, elas se tornaram vilões do outro mundo. Elas estão desesperadas por conforto, ou respostas, e acabam causando problemas sem notarem.

É ai que entra um elemento novo do jogo, os Rádios de Cristais.

Não faço a menor ideia de onde essa ideia surgiu, ou no que ela é inspirada dentro do folclore asiático, porém, em FF2 existem cristais, os quais guardam as vozes daqueles que morreram próximos.



Basicamente, quando uma pessoa morre, se tiver um cristal perto (uma pedra preciosa), ele vai registrar seus pensamentos mais profundos, um pouco de suas memórias e claro, as últimas palavras que proferiu. Mas, para ouvir isso, é preciso usar um rádio de cristal, um aparato criado la pra 1900, refinado no universo de FF pra se comunicar com os mortos.



Usando o rádio e os cristais coletados, muitas vezes do local onde as pessoas morreram, ou onde seus espíritos foram derrotados, os mesmos acabam revelando um pouco de suas histórias, e as vezes até dando dicas do que fazer.

Como a protagonista visita e explora as casas das pessoas que morreram, suas memórias e mensagens acabam indicando cofres secretos ou esconderijos, ou simplesmente apontando a direção. Claro que também tem os fantasmas pra atrapalhar mas, a câmera serve pra isso, pra exorcizar geral.

Apesar de útil, a câmera é velha e sem qualquer aprimoramento, então ao longo da história nós encontramos acessórios pra ela, dispositivos que melhoram suas funções, e também podemos melhora-la com upgrades, proporcionados por Pedras (nesse caso são pedras espirituais que ficam como vestígio dos espíritos, mas não são cristais) que são aplicados diretamente na câmera, e ativados por Pontos de Captura.



Sempre que tiramos uma foto, seja de uma memória, fantasma ou de um eco espiritual, ganhamos pontos, e isso vale também pras fotos durante as batalhas. Esses pontos servem pra melhorar a câmera, só isso.

Quanto a diferença de Memórias, Fantasmas e Ecos, bem... Memórias são apenas resquícios espirituais que ficam gravados em locais específicos. Eles não oferecem qualquer risco, apenas demarcam um local importante para algum fantasma.



As vezes, as memórias podem bloquear passagens, justamente pela ligação com seus respectivos fantasmas, mas elas não chegam a ser uma ameaça. No máximo, conectam locais e indicam caminhos.



Fantasmas são os espíritos dos mortos mesmo, revivendo seus piores momentos, e atacando sem notar.

Agora, Ecos são vestígios de memórias, ativos. Eles repetem os últimos momentos, e algumas das últimas ações, até se converterem em fantasmas. Ecos perambulam por ai, e quando chegam nos locais onde morreram, normalmente se convertem nos fantasmas (ou libertam os fantasmas).



Ecos não são diretamente letais, mas podem oferecer risco justamente por levar até os seus fantasmas.



Com tudo isso, tudo que é preciso fazer é vasculhar o pequeno vilarejo, invadir as casas, conhecer as histórias, resolver enigmas simples, capturar alguns fantasmas e por fim, encontrar a irmã da protagonista que teima em sumir, e tentar sair vivo do vilarejo fantasma.




E em caso de perda, as vezes, temos o gasparzinho pra dar uma força, ou as borboletas vermelhas, que sempre direcionam pro caminho certo. Vira e mexe também aparecem Ecos mas, eles sempre te lascam no fim do caminho.




Ah, pra salvar é preciso fazê-lo em lanternas suspensas em pedestais, apenas quando não há fantasmas por perto, e em caso de Game-Over, o jogo retorna pro último salvamento.



Personagens

Aqui temos uma quantidade até que razoável de personagens importantes, mas não contamos com uma árvore biológica nem nenhum tipo de relatório que os relaciona ou registra. Temos os seus fantasmas, seus cristais e claro, algumas cartas e diários encontrados por ai, mas como a protagonista não está la pra investigar nada, faz sentido ela não se dar ao trabalho de estudar essas histórias a fundo. Porém, eu fiz esse trabalho por ela... e a seguir seguem as principais e assustadoras histórias que conheci:

Mio Amakura



Essa é a protagonista, uma moça que tem uma irmã gêmea, desde que nasceu hein.

Chega a ser o cúmulo da coincidência, mas todas as histórias de Fatal Frame 2 envolvem gêmeos, de alguma forma. A própria presença de Mio no local onde tudo se passa é uma coincidência incômoda.


Acontece que por acaso, ela foi parar em um vilarejo fantasma, com sua irmã gêmea, vilarejo este que por pura conveniência, amaldiçoa principalmente os gêmeos.

Tudo nesse vilarejo gira em torno de gêmeos, inclusive o fato dele ser um vilarejo fantasma é por causa de gêmeos. Acho que escolheram perfeitamente o tema foco pra essa versão "2" do jogo.



Mio não tem aparentemente nada de especial além desse pequeno fato, de ter tido uma irmã gêmea... e sim, isso é algo bizarro. Ela "teve" uma irmã... que está com ela aqui o tempo todo, ou quase.

Mayu Amakura



Essa é a irmã gêmea de Mio, sua irmã mais nova e velha, ao mesmo tempo.



Acontece que Mayu nasceu primeiro, o que a tornaria a irmã mais velha normalmente, porém, dentro das crenças do vilarejo perdido, quando gêmeos nascem, o mais velho é aquele que sai por último. Logo, ela é a mais nova dentro desses critérios.

Isso é importante pois, dentro das crenças do vilarejo, o irmão mais novo deve ser sacrificado pelo irmão mais velho em um Ritual Carmesim, para aplacar a fúria do *.



Ah é, "*" não pode ser nomeado, visto, ouvido ou comentado, nem mesmo em documentos, por essa razão ele é simbolizado por um simples *.



Como Mayu e sua irmã chegaram no vilarejo, elas ativaram o ritual só pela presença.



Mesmo não sendo parte do vilarejo, elas são gêmeas, e por regra, todo gêmeo deve ser sacrificado...



Só que pra deixar tudo ainda mais interessante, Mayu acaba incorporando um espírito de um antigo sacrifício e passa a ter crise de identidade. É por causa disso que vira e mexe, ela sai andando sozinha e se coloca em situações cada vez mais perigosas, pro azar de sua irmã mais nova.



Observação: Não fica claro, mas provavelmente Mayu morreu ainda criança, num acidente provocado por sua irmã, sem querer. 



Ambas corriam e brincavam, justamente próximo ao vilarejo fantasma (sem saber) e Mayu acabou escorregando e caindo de um pequeno barranco. Ela quebrou a perna, algo que provocou uma sequela em sua fase adulta, com ela mancando, porém, há pequenos indícios que ela na verdade não sobreviveu a queda.



Mio ficou traumatizada com o acidente de sua irmã, ao ponto de apagar e evitar os detalhes do mesmo em sua mente. Ela se culpa por isso, e isso é evidente. Mas, o curioso é que quando Mayu aparece, ela nem sempre parece realmente estar la.



Em vários momentos, parece que Mayu é um encosto que assombra Mio, apesar de as vezes também haverem detalhes que indicam o contrário.



Provavelmente, e isso é o que faz mais sentido, Mayu morreu na queda, de fato, mas foi possuída pelo espírito de um fantasma que se identificou com ela, e ela passou a viver a partir daí. É como se ela voltasse a vida, mas só por causa da presença do outro espirito.



Ao voltar ao vilarejo, depois de crescer e tal, o fantasma meio que desperta e faz com que Mayu se identifique com ele, passando a fazer aquilo que o fantasma fez por ela: Reviver.



Mas isso é a história principal do jogo, que depois eu conto. Agora entram as tramas paralelas, igualmente importantes:

O Vilarejo



O vilarejo perdido, ou vilarejo fantasma, se chama "All God". Ele foi um pequeno povoado afetado por uma maldição que exterminou todos os habitantes, e de quebra, transformou o local em uma habitação para fantasmas.

O diferencial dessa cidade fantasma é que, ela não existe no mapa. Na realidade, ela surge, para pessoas que se perdem em uma determinada floresta, e impede que essas pessoas saiam, uma vez que pisam no vilarejo.


Todos que dão o azar de encontrar o vilarejo, ficam presos pelo resto da eternidade. Enquanto vivos são assombrados por todos que morreram la, e após morrerem, seja por fome, acidente ou suicídio, se tornam parte do vilarejo.

Lenda bizarrona né? Ela é baseada em fatos reais! Ou pelo menos inspirado.

Primeiro temos a lenda da Vila Sugisawa.

A lenda diz um dia, um pequeno vilarejo foi massacrado por um homem com um machado, que se matou em seguida.

Então, o vilarejo foi apagado dos mapas, e excluído da história, até que passou a ser visto por pessoas que se perdiam nas florestas japonesas.

Aparentemente, andar perto do vilarejo permitia escutar as vozes daqueles que la morreram, e uma vez que a pessoa azarada encontrasse de fato o local fantasma, nunca mais conseguiria sair.

A entrada da Vila Sugisawa seria demarcado por um Portão Torii e uma placa que alertava sobre o perigo de entrar. Só que, ninguém nunca conseguiu encontrar a vila, ou se alguém achou, provavelmente foi pego pela maldição e nunca mais voltou.

Essa é uma mera lenda que assombra o folclore japonês, porém, existiu o:

Massacre de Tsuyama.

Em 1983 um cara de 21 anos pegou um machado, cortou a cabeça da própria avó, se equipou com uma Espingarda e uma Katana, desligou a energia de Tsuyama e saiu invadindo as casas dos vizinhos, matando geral, até chegar na marca de umas 30 pessoas e se matar.

Isso realmente aconteceu, e diz-se ser a inspiração pra lenda da Vila Sugisawa. Alias, esse é um dos maiores massacres que já ocorreu no japão.

Juntando tanto a lenda de Sugisawa quando o massacre de Tsuyama, surge a lenda de All God, o vilarejo perdido de Fatal Frame 2.



Esse vilarejo foi mergulhado pela escuridão perpétua, trazida pela fúria de *, após consecutivas falhas em rituais para acalma-lo. Perto da entrada do vilarejo, há pedras com imagens de deusas gêmeas, alertando a proximidade para qualquer visitante, mas, antes mesmo da vila se tornar uma lenda urbana em FF, ela já era conhecida por seus estranhos rituais.

Os Folcloristas



Atraídos para pesquisar sobre os rituais do vilarejo de All God, Seijiro Makabe acabou se aprofundando tanto, que condenou sua própria alma, e quase levou a de seu pupilo.

Seijiro Makabe (Kusabi)



Makabe era um folclorista obcecado pelos misteriosos costumes das vilas das montanhas. Um dia, atraído por um pupilo seu, viu a oportunidade de estudar, registrar e explorar todos os mistérios de All God.

Nada se sabia sobre os costumes de la, nenhum forasteiro tinha como sabe-lo, afinal várias das coisas eram codificadas e tratadas como Tabu pelos nativos, como ** e *

Makabe se esforçou muito para entender o que esses símbolos significavam, e de certa forma foi até auxiliado pelo próprio povo, mas quando descobriu o que tudo significava, era tarde de mais pra ele fugir.



"**" significa Ritual Carmesim. Era um ritual no qual dois gêmeos eram oferecidos a um abismo, escondido logo abaixo do vilarejo. O gêmeo mais velho, que nos costumes de la era aquele que nasceu por último, precisava estrangular até a morte o mais novo, e em seguida joga-lo no abismo.

A ideia por trás desse ritual tenebroso, era que os gêmeos eram na verdade uma única entidade divina, separada ao nascer. O ritual nada mais faria do que renuí-los em um único ser, retornando a santidade e divindade de sua natureza ao mundo dos vivos, e dos mortos, ao mesmo tempo.

O gêmeo sacrificado, seria a representação da entidade divina no mundo dos mortos, e o gêmeo sobrevivente seria a representação no mundo dos vivos. Enquanto o gêmeo morto deveria permanecer morto, o vivo deveria ser mantido vivo até seu inevitável fim, onde as duas almas se juntariam novamente no mundo dos mortos. 

A prova que eles tinham de que isso tudo funcionava mesmo, era que sempre que um gêmeo matava o outro, surgia uma borboleta vermelha, a qual simbolizava o sucesso do ritual.

Além disso, a vila mantinha sua prosperidade, e não era atacada pelo "*".

"*" era a forma como eles se referiam ao que habitava o profundo abismo (na verdade era o próprio abismo, também conhecido como "Porta do Inferno", mas visto como se fosse uma entidade viva). Esse ser precisava ser acalmado de tempos e tempos, através do Ritual Carmesim.



Ninguém podia nem sequer menciona-lo, nem mesmo por textos, e aqueles que o faziam eram amaldiçoados no ato. A maldição mais comum de acontecer era a da cegueira, que ocorria quando alguém olhava diretamente para o abismo, logo, para "*".

O povo do vilarejo porém tinha suas formas para lidar com isso, por exemplo, além de esconderem o abismo com construções logo acima, protegidas pelas 4 famílias principais, eles também colocavam pessoas vendadas para impedir que qualquer um entrasse nas catacumbas onde o santo local estava.

Os próprios participantes dos rituais de sacrifício se vendavam no ato, para evitar a quebra do tabu, e apenas os gêmeos tinham certa tolerância a maldição, sendo os únicos que não precisavam de vendas (mas precisavam ser purificados e santificados através de isolamento, pouco antes do ritual).

Pois é, Makabe descobriu isso tudo, pra sua felicidade, mas ai ele descobriu uma coisinha a mais: O Ritual do Kusabi.



Então, caso rolasse algum problema com o ritual dos gêmeos, havia uma alternativa temporária para acalmar o abismo. Era um ritual, onde um visitante do vilarejo deveria ser sacrificado através de uma tortura, constante e cruel, usando cordas (sempre cordas).



Esse visitante, seja um turista ou alguém perdido, tanto faz, geralmente era muito bem recebido pela vila, mimado e bem tratado até o dia de seu sacrifício, involuntário mesmo.



Então, Makabe recebeu de bom grado acesso aos documentos e livros do povo local, recebeu comida, moradia, foi bem tratado, e então descobriu que ele se tornaria o próximo Kusabi... tarde de mais pra tentar qualquer fuga.



Pois é, nem tudo vem tão fácil assim. Mas, Makabe não estava sozinho nessa, ele tinha um seguidor, um pupilo, que tinha lhe apresentado o vilarejo: Ryoso Munakata.

Ryoso Munakata



O nome soa familiar? Deveria, é o nome de um dos fantasmas que assombra Fatal Frame 1.

Antes de se mudar pra mansão onde se lascou, Ryoso já tinha vivenciado momentos bizarros em sua vida. Ele tinha sido um dos visitantes de All God, e por pouco não virou um Kusabi.

Ryoso era amigo de infância de dois irmãos gêmeos que viviam na vila. Ele tinha visitado o local algumas vezes com seu pai, onde cultivou a amizade, mas ficou um bom tempo sem retornar, apenas se comunicando por cartas.

Um dia, Ryoso recebeu uma carta de um de seus amigos, dizendo que precisava de ajuda. Na carta, seu amigo informava que seu irmão tinha morrido por causa de uma doença, e ele precisava urgente que Ryoso o visitasse. 

Nessa época, ele já estava estudando para se tornar um Folclorista, seguindo os passos de Makabe, quem ele respeitava e se inspirava. Foi quando ele contou sobre a vila, e convenceu seu mestre a acompanha-lo numa viagem investigativa.

Só que, chegando la, Ryoso descobriu que seu amigo tinha efetivado o sacrifício, e em breve ocorreria mais um, o qual ele queria a todo custo impedir. Seu amigo pediu ajuda pra Ryoso, que assim o fez... mas as consequências foram terríveis.

Primeiro, o mestre de Ryoso acabou tendo de servir como solução temporária para o que ele e seu amigo fizeram.

Depois, Ryoso ficou com a responsabilidade de levar as gêmeas pra fora do vilarejo em segurança e cuidar delas, mas ele só encontrou uma delas.

E por causa dessa sucessão de erros, o vilarejo inteiro teve de pagar.

O cara sobreviveu, pra ter seu triste fim anos depois, numa mansão assombrada... a mansão de Fatal Frame 1.

Bem, agora começam as verdadeiras histórias assombradas.

Os Kurosawa

No vilarejo haviam valhas grandes famílias, as guardiãs do abismo. Cada uma dessa famílias carregava uma profunda história. Os Kurosawa com certeza são os responsáveis pela história mais tensa, pois acabaram causando a maldição do próprio vilarejo.

O Pai (antigo gêmeo)



Ele era o Sacerdote chefe do ritual, responsável por manter as coisas bem no vilarejo e honrar as responsabilidades com o Abismo. Alias, algo que não fica claro no jogo é o tempo que se leva entre um ritual e outro, e o que define quando será feito, porém, é algo bem óbvio até:

Sempre que nascerem gêmeos, ou aparecerem, o ritual de Carmesim deverá ser realizado. É como se a benção do nascimento de gêmeos fosse algo propositalmente concedido pelo abismo, para que ele testasse e reafirmasse o compromisso dos habitantes de All God.

O pai teve duas filhas, gêmeas, logo, elas deveriam ser sacrificadas e ele não tinha absolutamente nada contra isso, pois ele próprio havia sido resultado de um sacrifício carmesim.



Ele matou o irmão, honrando todos, e no fim se tornou o responsável pela segurança espiritual da cidade. Era uma honra pra ele, a chance de sacrificar suas filhas... 

Porém, pouco antes da vez dela, haviam outros gêmeos que tinham acabado de servir ao ritual, e o remanescente não pensava como o sr Kurosawa.

Sae (sacrificada)



Sae era a irmã mais nova das gêmeas Kurosawa. Ela e sua maninha estavam honradas em servir à cidade, e não tinham problema nenhum com isso. A própria Sae estava disposta a ser enforcada pela irmã, para assim se tornar uma só com ela.

Ambas tinham até uma promessa que as ligava, onde uma nunca poderia ficar longe da outra, e elas honrariam isso também... porém...

Um dos gêmeos remanescentes, de uma outra família, se sentiu culpado pelo que fez ao irmão e não queria que as Kurosawa passassem por isso. Ele tramou para convence-las que aquilo era algo ruim, e ajuda-las a fugir do vilarejo.

Foi ele quem chamou um amigo forasteiro para ajudar na fuga, e quase deu tudo certo, exceto pelo fato de Sae ter tropeçado.



Sae e sua irmã correram dos aldeões pela floresta, pra se distanciar do vilarejo o quanto antes em quanto o gêmeo remanescente distraia a todos, mas no processo, Sae caiu, ficou pra trás, foi capturada pelo povo, e sua irmã a deixou, quebrando inclusive a promessa que ambas tinham.



Sae acabou sendo arrastada de volta pra vila, onde seu pai decidiu sacrifica-la sem sua irmã mesmo, contando com a sorte de que o abismo aceitaria.



Eles enforcaram ela.



E jogaram o corpo no abismo.



Só que esse tinha sido o segundo erro da noite, e eles não tiveram tempo pra concertar. No mesmo instante, o Abismo os atacou, mergulhou a cidade nas trevas e matou instantaneamente a todos, criando assim a maldição de All God.

Mas esse não foi o fim pra Sae...


Yae (fugiu)



Então, Yae é a irmã de Sae, que fugiu sem olhar pra trás e consequentemente, perdeu a irmã pra sempre. Se o nome não lhe é familiar, junte ele ao sobrenome do folclorista que a ajudou a fugir: Yae Munakata.

Sim, ela fugiu com ele, e eles se apaixonaram posteriormente, se casando, sobrevivendo por alguns anos e até gerando uma filha. Mas a irmã gêmea remanescente do ritual que ocorreu erroneamente desenvolveu uma doença.

Yae, aquela que fugiu, é a moça da câmera que morreu enforcada na história passada de Fatal Frame 1, na mansão.

É nesse pequeno ponto que a história de Fatal Frame 1 e 2 se conectam.

Os Tachibana

Essa família é a do jovem rapaz que tentou salvar as irmãs gêmeas e lascou com o povoado inteiro, sendo inclusive ele próprio o resultado do primeiro grande erro.

Detalhe, os aldeões poderiam errar em seus sacrifícios, isso era "aceito" mas, eles precisavam remediar urgentemente com um Kusabi, ou um ritual Carmesim correto. O caos reinaria se eles errassem várias vezes seguidas, acabando com a paciência do abismo, e foi exatamente isso que ocorreu.

Mutsuki (sacrificado)



O mais novos dos gêmeos Tachibana foi o sacrificado no ritual Carmesim que veio pouquíssimo tempo antes do ritual Carmesim das Kurosawa.

Tudo deu certo, o enforcamento foi bem sucedido, seu irmão fez um ótimo trabalho, e o abismo se acalmou. Claro, até que chegasse a vez das Kurosawa.

O problema é que, o irmão de Mutsuki não se sentiu bem ao mata-lo. Pelo contrário, ele se sentiu culpado, e vendo que suas amigas seriam as próximas em breve (enquanto houvesse gêmeos, em certa idade geral era sacrificado) ele decidiu salva-las a qualquer custo.

Itsuki (punido)



Itsuki era o irmão gêmeo remanescente, arrependido que decidiu salvar suas amigas.

Ele tinha contato com um amigo de fora, por cartas, e o chamou para ajudar. Foi ele quem armou tudo para a fuga das Kurosawa.

O problema é que ele não contava com o fato de que poderia ser descoberto, e foi.



Itsuki foi pego no flagra, e foi punido por isso. Ele foi preso e posteriormente enforcado por seu sacrilégio, algo que violou drasticamente uma parte do Ritual Carmesim.



Acontece que, o gêmeo que vive, deve permanecer vivo até o seu fim natural. Sua permanência no mundo dos vivos era o que assegurava o sucesso do ritual e a existência de seu "espírito divino", porém, como ele foi punido com a morte, seu ritual deixou de valer.

Imediatamente, um Kusabi foi oferecido, justamente o mentor de seu amigo, que ele próprio tinha trazido pro vilarejo. O povo só não contava que o pupilo do Kusabi fugiria, e manteria o plano de Itsuki em prática.

Foi ai que tudo deu errado. Um Ritual Carmesim invalidado, com um Kusabi provisório e mais um Ritual Carmesim fracassado. São erros grotescos seguidos que incitaram a ira do abismo, e causaram a maldição da vila.

O tenso é que Itsuki levou sua irmã junto.

Chitose (irmã mais nova)



Pois é, Itsuki e Mutsuki tinham uma irmã mais nova (eles não eram trigêmeos não, alias, já pensou a bagunça!?). Ela era alguns anos mais nova, e era só uma menininha quando o abismo inundou a vila em trevas e morte.



O tenso é que Chitose estava escondida nesse momento, aguardando pela hora segura pra sair, conforme seu irmão Itsuki havia instruído.

Assim, ela morreu presa, escondida, num armário, sem nem entender a razão.

Ela é o fantasma que assombra Mio (e me causou tanta dor de cabeça pra achar).

Os Kiryu

Mais uma família de gêmeos, estes tiveram uma história tenebrosa bem antes do incidente que causou a morte de todos.

Akane (enlouquecida)



Ela era a irmã mais velha e realizou seu ritual com maestria. Ela matou sua irmã, seguiu todos os passos exatamente como eram solicitados. Porém, Akane acabou ficando meio chateada, pois sua irmã era também sua melhor amiga, e teve uma mudança drástica em sua personalidade.

Preocupado, seu pai que era conhecido por fabricar bonecas, decidiu fazer uma boneca em tamanho real de sua irmã, o que deu certo.



Por um tempo, Akane voltou a ficar feliz, passou a conversar com a boneca como se fosse sua irmã, e até ai tava tudo certo... até que a boneca passou a responder.

Azami (sacrificada)



Essa é a irmã de Akane, que foi sacrificada e se tornou uma linda borboleta de sangue. Mas, seu sacrifício foi aparentemente desonrado pelo amor de sua irmã.



Acontece que, quando a boneca dela foi feita, Akane passou a acreditar que a boneca era Azami, e isso de alguma forma chegou la no mundo dos mortos. Não se sabe como, mas Azami reencarnou no corpo artificial construído por seu pai, e alimentado pelo amor de sua irmã.

Só que, isso era totalmente anormal, e sua alma deveria permanecer no mundo dos mortos, conforme o ritual pedia. Isso violava as leis naturais, então seu pai decidiu arrumar as coisas.

Yoshitatsu (pai criador de bonecas)



O sr Kiryu ao notar que sua filha morta tinha voltado, na boneca, ficou extramente preocupado e decidiu agir.

Primeiro, ele tinha percebido que a boneca falava coisas repetidas, que Akane tinha dito pra ela, e enfiou em sua própria cabeça (talvez para confortar a si mesmo) que quem estava na boneca era uma entidade diabólica, não sua filha. Assim, ele decidiu se livrar dela...

Só que Akane soube do que ele faria, e desmembrou a própria irmã boneca, escondendo suas partes pela casa.



Seu pai buscou por todas as partes da boneca pra reconstruí-la e então, leva-la ao Abismo por conta própria, pra sacrifica-la novamente.

Só que Akane, possuída pelo amor por sua irmã, enforcou seu pai e depois foi consumida pela boneca, virando uma só com ela.

Pois é, bizarro né?

Os Osaka

Existem outras histórias paralelas, de menor impacto, como por exemplo as que se passam na casa Osaka.


Na verdade, as histórias mais importantes (secundárias) se passam nessa casa, que é uma das casas dos guardiões (nem chega a ser uma mansão pois não é grandona).


Essa casa era usada como casa de hospedes, ao que parece, pois geral que morreu la não pertence a família Osaka. A própria família Osaka nem aparece, o que é bem estranho afinal, são uma das famílias guardiãs.

Mas beleza, a primeira história é de um casal que morreu na casa, como um dos visitantes após a maldição já tomar conta de tudo. Eles deram o azar de encontrar o vilarejo, e tentaram escapar, sem sucesso.



Na verdade o casal era um geólogo e sua namorada, mas eles não foram juntos. O geólogo, Mimura, foi primeiro, pra vistoriar a região pois em breve uma represa seria construída e inundaria tudo. Então ele deu de cara com o vilarejo e sumiu.



Um tempo depois, sua namorada foi buscar por ele, preocupada, e equipada com uma lanterna (sua bolsa pode ser encontrada na entrada do vilarejo). Ela procurou, chegou até Osaka, e conseguiu localizar seu amado... porém ele a matou, sem ela entender a razão.



Acontece que Mimura tinha morrido já e virou um fantasma vingativo. Ao ver sua amada, ele tentou agarra-la, e isso a matou... ta certo que ele enforcou ela e tal, mas ele fez isso inconscientemente.



Sua amada nunca entendeu porque foi morta, pois nunca notou que seu amado tinha morrido... o mais curioso é que o cara ia pedir ela em casamento... bem trágico né!?

Outra história é a das 3 crianças que brincavam de esconde esconde.




Não tem muito o que contar, as 3 estavam brincando e do nada, morreram, pois ocorreu a devastação por escuridão do abismo. Consequentemente, elas permaneceram escondidas, até que alguém as encontrasse.



Uma vez encontradas, elas passam a assombrar o azarado, enquanto continuam brincando, pra sempre.

Por fim, tem a história da moça do baú.




Uma mulher se escondeu num baú com seu bebê, na hora que o abismo se revoltou e mergulhou a cidade nas trevas. Ela morreu, e seu bebê também.



Ela pode ser encontrada, posteriormente, como fantasma, e libertada de seu caixão... mas seu bebê permanece la, chorando.

Pois é...

Em Osaka também é onde as mocinhas encontram a Câmera Obscura.




Essa Câmera não é a mesma do primeiro jogo, mas sim, uma versão criada por Dr. Aso. Ela era uma câmera protótipo, por isso estava sem praticamente nenhuma função equipada.



O portador era o Folclorista, algo que se sabe pois quando Mio toca na câmera ela tem um flashback do último usuário (coisa corriqueira pras irmãs) e vislumbra seu pavor diante o que vê através dela.



Tudo o que ficou pra trás foi a câmera e o Rádio. Ah é, o Rádio de Cristais também é encontrado em Osaka, e também é criação de Dr. Aso. Ele era tipo um investigador paranormal renomado e tal... mas ele não aparece, nem mesmo como espírito.

Como documentos do Folclorista são encontrados próximos, provavelmente ele tinha conseguido a câmera do Dr. Aso, e o flashback é dele. Tem também uma anotação com a assinatura de Seijiro Makabe citando a origem da câmera e dizendo que Dr. Aso não estava la. Logo, Seijiro usou recurso do Dr. Aso.



Só que Seijiro não morreu ali...

Fantasmas


Bem, pra que fique tudo bem registrado, seria legal ao menos mencionar as batalhas dos fantasmas principais. Muitas delas se repetem, mas, comenta-las é um jeito de mostrar o quanto as histórias de terror antes relatadas impactam na trama. 

Fantasma da Namorada




A moça que foi enforcada pelo namorado que ela tentou resgatar acabou virando um fantasma do tipo que lamenta, e ataca, sem notar.



Ela tem o hábito de se mover rapidamente para os lados para sair de foco e atacar pelas costas.



Fantasma de Sae




O espírito de Sae costuma se personificar em cima de Mayu, então, sempre que ela aparece, é na real Mayu com ela controlando. Só que ela é loucona, alias, além dela rir insanamente logo na primeira aparição, sob vários corpos, ela chega a convocar o Kusabi como seu "capanga".




Mas a própria aparece também como um fantasma agressivo posteriormente, e o mais curioso é que ela é tão poderosa, que só o mero contato com ela resulta em Game-Over.




Sae surge possuindo Mayu, então, inicialmente, ela nunca oferece risco (tanto que é indicada como luz azul) e ela tenta "abraçar" além de pedir pra Yae (no caso Mio, confundida) nunca abandona-la.




Não demora nada, e ela se converte em perigosa, e letal, onde repito, só de encostar é fim de jogo, e nem mesmo a Pedra de Ressurreição (é, tem isso, mas é inútil pois só salva em lutas comuns, e é melhor usar as ervinhas em pasta de cura ou jarros de água purificada, do que contar com essa pedra, que só pode ser carregada 1 por vez).




Em uma parte do jogo, Mio fica sem a câmera, justamente porque foge dela e deixa cair, e o capítulo quase que inteiro é fugir dela e de outros fantasmas, até recuperar a câmera.




No final desse capítulo, é comprovado que Sae era Mayu, pois Mio fica trancada em uma sala e vê Sae se aproximando, claramente, com quimono de sangue e tudo, e ela abre a porta lentamente, sugerindo morte certa.




Mas quando abre, é Mayu, correndo pra irmã, dizendo que sentiu a falta dela e pedindo pra ela nunca mais abandona-la (a mesma frase que Sae dizia).




Sae nunca é derrotada ou enfrentada no jogo, pelo menos não na versão de Ps2, mas um dia eu irei fazer uma análise da versão de Wii então, aguarde...

Fantasma do Folclorista




O Kusabi aparece junto com Sae na primeira vez, como se ambos fossem parceiros. Ele na verdade tava impedindo que Mio se aproximasse de Mayu, que estava possuída por Sae. Se era pra ajudar ou não, sei la, só sei que ele mata com o contato. Mas diferente de Sae, ele é bem lento.



Fotografa-lo não causa nenhum efeito.



Mas ele só aparece nessa parte, e no final como chefão.

Fantasmas dos Sacerdotes Ritualistas




Os caras que sacrificavam os gêmeos usavam roupas especiais pra isso, inclusive talismãs protegendo a visão. Eles são encontrados por ai, as vezes, e usam um bastão ritualístico.




Não são difíceis de prever, eles sempre levantam o cajado bem alto antes de atacar, dando uma enorme abertura pro Fatal Frame.



E as vezes, eles invocam espíritos menores que tentam tocar na Mio.



De resto, são os mais fraquinhos da lista.

Fantasmas dos Guardiões do Abismo




Quando Mio entra em regiões no subsolo, que são próximas ao Abismo, surgem esses fantasmas. São pessoas que foram jogadas la no subsolo pra viverem isoladas e guardando as passagens.




Antes elas eram santificadas, mas chegou num ponto que jogavam qualquer um, geralmente pessoas condenadas mesmo. O tenso é que eles viraram fantasmas cegos pelo abismo, que respondem com brutalidade a qualquer estímulo.



Fotografa-los ativa seus ataques mais fortes, e como a câmera tem deley, é um saco.




O pior é que no fim, Mio tem que passar por uma horda deles, e lutar nem é uma opção por causa da munição. Eles são bem resistentes e fortes.



Fantasma das Gêmeas da Boneca




As gêmeas são um saco de enfrentar. Aparecem algumas vezes, mas apenas 1 delas é o Fantasma Real. A outra é um tipo de Eco.



Fotografar o Eco não causa dano nenhum, mas ele pode causar dano em Mio.




O ideal é tentar fotografar a verdadeira (eu não faço ideia de como identificar, mas acho que é pelo som que ela faz e o tipo de choro).



Ou tentar fotografar as duas juntas. É difícil mas é garantia que o dano será recebido.



Fantasma da Irmã Escondida




A mocinha dos armários é bem triste de enfrentar. Ela tem medo de você, e as vezes quando ataca, ela abraça Mio. É bem triste.



Ela tem um especial, onde começa a chorar, e com isso faz tudo escurecer.



Nas sobras, ela corre de um lado pro outro, e busca uma brecha pra te abraçar.



Cara, ela é o fantasma mais triste do jogo.



Fantasma da Moça e o Bebê




Ela não tem muito mistério, é tipo a Samara do Chamado, que sai de um baú se arrastando enquanto o bebê fica chorando ao fundo. É bem fácil de derrotar.


Fantasmas das Crianças Brincando




No caso das crianças brincando de esconde esconde, elas só curtem a brincadeira. Claro que isso é ruim pra Mio, mas a luta é em 3 etapas. Primeiro elas tentam se esconder, depois tentam pegar Mio de surpresa pelas costas, e por fim, fogem pra tentar se esconder outra vez. 

Fantasmas dos Aldeões com Tochas




Esses são os mais comuns, mas é importante menciona-los pois em uma parte, eles capturam Mayu, bem na hora que as gêmeas tão quase conseguindo fugir. Depois disso Mayu pira na batatinha de vez e se oferece pro sacrifício, como Sae fez.




Os aldeões são os fantasmas mais simples, só andam e batem com as tochas, e normalmente aparecem em grupos de 3 ou mais.

Fantasma do Ritualista Chefe




Perto do fim, pra tentar impedir o último ritual, Mio da de cara com o pai de Sae e Yae, revivendo os últimos momentos da criação relâmpago do Kusabi que precedeu o sacrifício de sua filha.



O cara é praticamente um demônio.




Ele se move lentamente, espera bastante antes de atacar, e se Mio demora pra fotografar, ele simplesmente some...



E invoca em seu lugar dois dos fantasmas sacerdotes.



Ele também reaparece depois que eles são derrotados, com o HP do jeito que tinha ficado.



E repete o processo até ser derrotado.

Fantasma do Kusabi Final




No fim, Kusabi aparece bem diante do templo onde as gêmeas se esganavam. Antes inclusive, da pra ver vários Kusabis descartados, o que indica que os caras do vilarejo tinham o costume de errar bastante.




Kusabi não é tão poderoso no final. Eu simplesmente não sei se ele mata num toque só pois, nem corri esse risco. Fiz todo o possível pra dar só Fatal Frames, usando inclusive o Filme de Fatal Frame (eu tinha uns 7). Matei rapidinho.




No caso, ele é previsível. Sempre levanta a mão bem alto antes de atacar. Eu não me surpreenderia se ele matasse numa só de tão fácil que é Fatal Framear.



E é isso. Ele é o chefe final do PS2.

Pra terminar, gostaria de contar a história de Fatal Frame 2, mas, irei resumir bastante pois, o que tinha de mais interessante já compartilhei. Lembrando, o resumo será do meu jeito...

Fatal Frame II - Borboletas Carmesim




Tudo começa com uma intro que mostra as meninas chegando no vilarejo, sem dizer porque elas tavam por la. Fato é que Mayu que fez mancada pois ela do nada saiu andando no mato e guiou sua irmã até o lugar maldito.




La, elas começam a explorar. Ao invés de simplesmente darem a volta e fugirem, elas exploram... de qualquer forma já era tarde pra escapar pois o caminho de volta muda pra um cemitério que contorna o vilarejo.




Curiosamente, Mayu decide andar sozinha por ai, possuída é claro, e com isso, Mio passa a buscar por sua irmã, equipada com a câmera que achou e mais um monte de aparatos, coisas que não são nem de longe suficientes para lidar com os fantasmas que a assombram.




Depois de muito tentar, ela chega numa mansão onde Mayu estaria. Ela segue umas visões que tem de sua irmã e borboletas vermelhas, mas cara, que merd4 Mayu.




Ela acha a irmã, escondida atrás de um tatâmi e chorando. A anta simplesmente saiu correndo sozinha no meio dos fantasmas e sentou pra chorar? Não! ela tava com o encosto!




Pra variar, depois de se matar pra sair da casa nova que ficaram trancadas, adivinha!? Mayu fica trancada numa sala sozinha, e Mio precisa sair pra buscar a chave, justamente quando elas tinha descoberto como sair da casa. Pode isso?




Mio encontra a chave, volta pra salva-la, mas ela já sumiu. Depois disso ela passa a ver sua irmã andando de novo sozinha, segue ela, e se lasca pra chegar até ela, passando pela casa das bonecas. No fim, ela só se lasca ainda mais, pois perde a câmera.




Ela da de cara com Sae (que era sua maninha dando um salve, com o encosto) e deixa a câmera cair, corre feito louca da fantasma, até conseguir voltar onde a câmera caiu e recupera-la. Porém, mesmo equipada, Sae ainda a persegue e ela nem tem chance de lutar, pois quando Sae aparece, a câmera não consegue fotografa-la. Assim, ela acaba encurralada e Sae decide liberar Mayu mais um teco.




Junto com Mayu novamente, Mio tenta sair do vilarejo a todo custo, descobre um monte de chaves e códigos pra deixar o local, a própria Mayu começa a delirar e passar mal, desmaia e diz o que ela tem que buscar, e no fim, tudo da certo, elas encontram a saída, abrem um templo pra fugir e correm, só pra que um monte de fantasmas apareçam e capturem Mayu, que fica pra trás por causa da perna ruim. Poxa Mayu, outra vez!?



Então, no fim, Mio precisa buscar por Mayu, e impedir o Ritual Carmesim.



Mas ela vai pro templo.



Entra na passagem...



Corre pra longe do vilarejo...



E quando Mayu chama por ela, dizendo que ela vai romper o acordo...



Ela olha pra trás, coisa que o menino fantasma disse pra ela não fazer...



E ai aparece Sae em sua cola.



Mas ai ela acorda, descobre que foi tudo um sonho, que sua irmã ta morta e ela endoidou.



Fim.



Zoera, isso da Game-Over. É tipo um final alternativo que se pega se tentar fugir sem ajudar a Mayu.



Mio vai até a casa onde a entrada pro Abismo ficava.



E depois de peitar o Kusabi e mais uma porrada de fantasmas, ela encontra sua irmã.




Só que, ignorando os alertas dela, paralelos aos alertas de Sae (Mayu fica dizendo pra ela deixa-la, mas Sae agradece por ela ter vindo, e diz que a esperou muito, usando a voz de Mayu), ela se aproxima e cruza o último portal Torii.



Imediatamente, dezenas de fantasmas sacerdotes surgem ao redor. Ambas ficam frente a frente, diante do abismo.



Mio se aproxima de Mayu, hipnotizada.



Se deita sobre ela, enquanto os Sacerdotes batem os cajados (essa frase ficou estranha?).



E ai, Mayu pede pra Mio mata-la, pra ficarem juntas.



Sem pensar duas vezes, Mio coloca suas mãos em torno do pescoço de Mayu.



E a enforca com todas as forças enquanto os sacerdotes dançam.



Mayu morre, com as marcas por asfixia.



Que viram uma borboleta vermelha.



Ela voa, enquanto os Sacerdotes comemoram o sucesso do ritual.



E os guardiões cegos jogam o corpo de Mayu no abismo.



Assim, Mayu vira um mero sacrifício.



E uma borboleta sai do abismo, com Mio se dando conta do que fez e entrando em desespero.



Ela corre atrás da borboleta de sangue, que a tira do vilarejo.



E então, dezenas de outras borboletas aparecem, e ela se mistura as demais.



Depois de simbolicamente se despedir de sua irmã.



Livre, fora da maldição do vilarejo.



E ai, um tempo depois, de dia, Mio aparece sentada num banco.



Com a marca da asfixia no próprio pescoço.



Ela e Mayu estavam juntas?



Fim.

Pois é, esse é o final de Fatal Frame, no PS2.


Existem mais outros finais, nas outras versões de outros consoles (Xbox e Wii) e até mesmo no PS2, mas, eu fiquei revoltado viu.

Cara, pra liberar outros finais, é preciso jogar tudo de novo, no modo Difícil (isso no PS2).


Haja saco pra isso. O jogo é legal mas, eu não gosto de puzzle, ou de exploração, ou de dar voltas e voltas. Eu fiz todo o possível pra explorar cada centímetro do jogo, vi todos os Filmes de Rolo (sim, tem isso, mas não tem nenhuma importância na versão de PS2 por isso, nem mencionei) e tipo, pra que?




Alias, os Rolos não mostram nada de mais, apenas cenas do próprio jogo, que você visualiza por flashbacks.


O final é o mesmo pra qualquer um que zerar o jogo no modo Fácil ou Normal. Eu joguei no modo Normal, explorando tudo. O modo Difícil só é liberado depois de zerar o normal, e só então outro final passa a existir.



O correto seriam finais por mérito, como os de Wii. No Wii além do jogo ter gráficos bem melhores, ele ainda tem um novo esquema de jogabilidade e poxa, qualquer um dos finais pode ser conquistado na primeira jogatina, desde que você mereça!



E tem finais novos, curiosos, sem lógica mas bem curiosos.

Eu sei, porque eu vi... mas não joguei então não analisei... AINDA.

Pois é, apesar de sim, ser o mesmo jogo aparentemente, eu irei analisar separadamente.

Depois de jogar irei decidir se incluo o conteúdo aqui, nessa análise mesmo, ou se faço uma separada como planejei.

Veremos o que ocorrerá.

Eu não vou falar dos outros finais, pois não os conquistei, e pra mim, esse é o final perfeito.

Mayu tava morta já, Mio só finalizou ela oficialmente.

Ps.: "******" significa Spoiler... acho que avisei tarde kkk.

Enfim, é isso.

Espero que tenha curtido... terror mano, fazia tempo né!?

4 comentários:

  1. Ola cara eu tava meio sumido aqui no blog mais estava lendo as suas analises recentes que estão muito boas. No dia que falei sobre os jogos da franquia Resident Evil esqueci de falar do Resident Evil 0 (Zero) e Resident Evil: Code Veronica que são antes do RE 1 e RE 4.

    obs: Tem Fatal Frame 5 no Wii U com o titulo de Maiden of Black Water.
    obs: O link dessa analise não esta na lista. O link que colocou la foi do darksiders 3 corrige isso rs

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    1. Vish, eu devo ter me confundido legal na hora de linkar, valeu o toque ser Mega.

      Sobre o Fatal Frame 5, eu to tentando emular ele mas o CEMU ainda não ta otimizado nele. Até boteia, mas não da pra jogar sem o controle Gamepad.

      Eu já ouvi falar desses RE, e até joguei o Code Veronica a muito tempo (lembro do cemitério logo no começo). Um dia eu vou analisar a série RE inteira.

      Obrigado sr Mega.

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  2. Caraca eu lembro quando eu tinha 11 anos e joguei ele no meu play 2, na época eu tinha medo dele, mais agora com 16 não dá tanto assim, mais ainda dá pra levar alguns sustos, como num jumpscare numa janela específica.

    lembro de quando dei de cara com o Kusabi pela primeira vez, eu morri bem umas 4 vezes achando que ele era um Boss, mais só depois de tanta Noobice, eu descobri que tinha uma porta no canto kk.

    Eu até hoje me perco em algumas partes para achar itens como foi seu caso de achar a chave com o fantasma as vezes o jogo que não quer te ajudar.

    Quando você disse "Ela se Deitou sobre Ela enquanto os sacerdotes batiam o cajado" kkkk eu juro que não quis pensar nisso mais imaginei um surubão entre eles mds, você conseguiu explicar bem a história, mesmo eu tendo visto alguns vídeos eu não tinha entendido muito e no post consegui entender de boas.

    Estou jogando a versão de Wii e confesso que ela tá me agradando,aguardo até o post dela.

    Bom see Yah Msr.Death

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    1. Eu li "Quando criança eu tinha mó medo, hoje, permaneço com mó medo, jogo medonho da porr4" rs... alias, FF é meio lento nos jumpscary e mesmo assim, consegue dar sustos... mó doido isso.

      Talvez eu até cairia nessa armadilha também, apesar de eu ter tentado lutar a primeira vez... mas lembrei de algo parecido no primeiro jogo, em que fugir é a única alternativa. A experiência do anterior que me ajudou muito.

      O mesmo valeu pras coisas escondidas. Se eu não tivesse jogado e analisado o primeiro antes, e sofrido com ele pra entender as mecânicas de FF, eu teria demorado bem mais no 2.

      Olha a malícia jovem ( ͡° ͜ʖ ͡°)... kkkkk

      Obrigado, eu fico bem feliz por ter esclarecido as coisas. Sinceramente também já havia visto alguns vídeos e tal, e também fiquei boiando. Fez-necessária uma boa explicação.

      Ainda não comecei a jogar, na verdade atualmente eu to sem jogar nada, mas tenho alguns planos já.

      See yah Sr Vini.

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