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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

O Filme Achado de Hoje: Unfriended - Dark Web

Custei pra encontrar esse filme e assistir, mas, consegui! 


Nem grila, eu não vou spoilar nada nesse texto, além do básico pra explicar suas falhas.

Boa leitura.




História


Um jovem encontra um notebook em seu trabalho e o leva pra casa, pra substituir sua antiga máquina em uma vídeo conferência com amigos, porém, na "Noite de Jogos", ele estreia seu novo PC, sem nem se dar ao trabalho de formata-lo (ele descobre a senha de acesso) e assim, se envolve em uma situação aterrorizante, com uma pá de programas dando erro, e pessoas invadindo o chat.

Surpreendente?


A história é bem montada e construída e tem reviravoltas imprevisíveis. Tudo meio que se conecta no fim, e o que achávamos que era real, não era, e vice-versa. Por exemplo, o protagonista tem o hábito de conversar com sua "quase" namorada, que é muda e surda, e cria um programa que usa imagens dele fazendo sinais, codificado pra responder conforme o que ele digita. Ele exagera tanto nos textos que o programa buga, e por muito tempo parece que as atrocidades que ocorrem no filme são consequências desse bug, até que o "outro lado" começa a participar, chegando até mesmo a usar esse bug a favor deles.

Atual?


Como a ideia é mostrar pessoas em seus PCs, se comunicando, o uso de Skype, Facebook, Google e coisas familiares e atuais, apenas enriquece o projeto e aproxima o espectador. Mas o sistema usado é o MacOS... eu prefiro o Windows.

Convincente?


Os vídeos, os diálogos expositivos, as relações, tudo é bem realista, inclusive os métodos dos hackers. Eles causam certas mortes usando apenas tecnologia, e estratégia. É algo bem interessante.

Ausência de Paranormal


Diferente do primeiro filme, esse não usa o paranormal, mas sim a tecnologia, e consegue ser bem eficiente nesse sentido. os hackers sumindo, como eles localizam as vítimas, como eles as eliminam, tudo é muito bem explicado, mostrado e executado.

Motivo da Câmera


Até isso é bem explicado, onde há um motivo claro pra o cara filmar a tela, e tem uma razão pra tudo começar a dar ruim. São usados vídeos do Skype, gravados pelo usuário e pelos hackers, telas de celulares, capturadas pelos hackers e também pelos usuários através do chat do skype, e chega a rolar uso remoto dos computadores pra manter a gravação, tudo com o intuito de reproduzir "o jogo".

Edição áudio e gráfica


Infelizmente, é perceptível a adição de trilhas de tensão, simples sons que aumentam a intensidade do momento, ou tentam, principalmente quando algum hacker começa a conversar. Ao invés do silencio absoluto, introduzem esses sons, que são bem famosos em momentos de aparições fantasmagóricas como em atividade paranormal. 


Isso não compromete o filme, entretanto, deixa claro que ele foi editado além do que era esperado pelo enredo. 


Em termos de vídeo, na lógica não deveria haver edição de imagem, pois era pra tudo ser mostrado como foi gravado, mas em alguns momentos os próprios hackes editam vídeos para compartilhar, como o de uma das vítimas morrendo, sendo lançado no YouTube, logo, censurado propositalmente. 


Mas, em momentos que os hackers causam interferências nas câmeras, para não serem identificados, apesar da edição obvia no filme em si, faz parte de sua história e, é muito bem explicado e plausível, sendo algo "permitido".


Final


Cometeram o mesmo erro do primeiro filme, onde abandonam o gênero found footage completamente, incluem trilha sonora de encerramento e mostram alguém assistindo as filmagens. É lamentável.


Bem, é isso.

Particularmente, eu gostei do filme, apesar de cometerem a mesma porcaria de erro no fim. Ele seria perfeito sem esse final idiota.

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