AnáliseMorte: The Legend of Zelda - The Minish Cap

Zelda, ainda há tantos pra se falar, mas nem acredito que nunca falei deste...

The Legend of Zelda - The Minish Cap


Este é o Zelda que explica a origem do capuz de link! Bem... não exatamente... mas fica subentendido que sim... sem contar que ele traz uma série de pequenas revelações que, apesar de minúsculas, são significativas de mais para se ignorar. O uso de termos diminutivos nunca se fez tão preciso, afinal, o jogo fala de criaturas minúsculas que os olhos nus não conseguem ver.

Bem, é muita coisa, pra um jogo tão pequeno, então tentarei deixar a análise num tamanho aceitável... mas não pouparei spoilers.

Espero que goste da leitura.


Antes de começar, preciso adiantar que existem vários outros posts sobre Zelda e eu recomendo que os leia também. Farei muitas referências e tal, mas mesmo se não quiser ler, não se preocupe, dará pra entender.





Minish Cap é um jogo de Game Boy Advance, com uma visão seguindo o modelo clássico dos Zeldas mais antigos, porém com uma arte mais cartunesca, puxada pro estilo apresentado em Wind Waker.



Mas, a jogabilidade se manteve a padrão. Andar por ai, quebrar vasos, cortar grama, fazer puzzles, passar por dungeons e lutar contra chefões, tudo para conquistar o objetivo final de salvar a princesa Zelda.

Claro que há inovações, e baita inovações, pro estilo da câmera pelo menos, como o fato de link dar cambalhotas. Isso ajuda ele a acelerar o passo, quase correndo, algo que chega a ser redundante pois ele pega a clássica botinha de Pégaso pra sair correndo por ai, que da praticamente na mesma.


Botas de Pégaso



A bota apenas acelera em linha reta até bater em algo ou ser interrompido, e ajuda a correr por cima de pântanos movediços sem afundar.



Tem também o fato de link poder pular! Pois é, ele pula... mas não é um pulo livre. Ele consegue pular com auxilio de um equipamento, o último equipamento obtido normalmente, o qual faz com que ele não só pule, mas plane por um tempo.

Capa





Perto de suas habilidades em Breath of the Wild, isso nem é grande coisa.



Link também tem vários outros equipamentos originais que somam legal pra seu arsenal, e fluem muito bem pra jogabilidade colorida e animada de MC, mas... metade do inventário são equipamentos reciclados de outros Zeldas, o que é meio triste...

É comum essas reciclagens, é um padrão aceitável, mas em MC eles perdem algumas boas oportunidades criativas pra, colocar itens que não são nada lógicos ou interessantes, um exemplo é a Lâmpada...

Lâmpada



Eu fiquei revoltado quando ela foi encontrada, pois eu jurava, que o item incendiário do jogo, seria um Palito de Fósforo Mágico ou um Isqueiro Mágico... mas não... é uma Lamparina em tamanho normal mesmo, sendo que quando link a encontra, ele está em seu tamanho miniatura...


E sim, o poder de destaque de link é a habilidade de transitar entre o mundo dos homens e dos duendes, logo, ele tem a habilidade de ficar minúsculo e interagir com os mesmos objetos que interage quando no tamanho normal, mas eles ficam colossais... daí, deixaram passar a oportunidade de pegar um item lógico e coerente com o enredo e momento, e colocaram algo reciclado, uma lamparina (ou lanterna de fogo), sendo que nem fazia sentido, e já era algo batido de outros Zeldas...


Vaso Aspirador



Enfim, tem coisas criativas que nem sentido fazem, mas são criativas então, ta valendo, como o Vaso Aspirador/Canhão de Vento.



Ele é interessante, útil, original e próprio do universo de MC, e divertido de se usar pra sugar os monstros e itens, ou empurrar geral.


Cajado da Inversão



Também tem o Cajado que Faz Girar... ele faz as coisas girarem... e é isso. É útil por causa da lei da conveniência porque na boa, eu não vejo sentido nesse poder.


Arco e Flecha



Bem, de resto, temos os clássicos como Arco e Flecha (sempre), onde consome-se flechas pra disparar, e o herói fica mirando se segurar o botão, podendo andar pra varias direções, sem mudar o alvo.


Bumerangue




Bumerangue e Bumerangue Mágico (da pra guiar ele com os direcionais até ele voltar) para atordoar inimigos.


Bombas



E as Bombas, com direito a uma Bomba com Detonador (só explode quando você quer)...




Só que só da pra carregar um dos dois tipos, e a Bomba com Detonar só é liberada por trocas de Kinstones (depois falo disso).


Espada




E claro, tem a Espada, ou espadas né, pois você coleta algumas ao longo da jornada, que servem pra atacar. Só que, as espadas precisam ser explicadas com muito mais calma então falarei delas depois.

Escudo




O Escudo, que serve basicamente pra defender e andar mais devagar (bom pra andar em cima de gelo sem escorregar muito)...


Potes




E os sempre presentes Potes, pra pegar itens como Água, Leite, Fadinhas ou Poções pra curar.


Garra de Toupeira




Já que falei dos equipamentos tudo, tem também as Garras de Toupeira, que servem pra cavar buracos pelos cantos e também, abrir paredes de terra, ou nuvem...


E sim, tem paredes de nuvem mas eu falo disso no enredo...


Ocarina do Vento




Tem também a Ocarina, sim, um instrumento que ninguém sabia que existia até lançarem no Zelda de 64 e hoje, até no Primeiro Zelda fizeram questão de incluir no lugar da Flauta como um instrumento de sopro característico de Hyrule. Mas, aqui ela não afeta a passagem do tempo, nem é a ocarina do tempo propriamente dita, mas sim, um artefato para convocar o Pássaro dos Teletransporte!




Sabe aquele pássaro que parece um pato e vem voando pra levar link pra onde ele quiser em A link to the Past?! Eu falei dele na análise de "A Link Between Worlds" (tinha esquecido de falar na análise certa). Pois é, o esquema do teletransporte funciona quase da mesma forma, mas com uma nova ave, agora uma azul.


Itens Passivos




Enfim, outros itens que existem mas ficam passivos no inventário são Mapas, Bússolas, Chaves (nesse caso elas se consomem quando se abre portas de calabouços), Corações e Fragmentos (1/4) de corações e por fim, equipamentos como o Bracelete da Força, pra empurrar coisas pesadas, e as Nadadeiras, pra nadar.




Curiosamente, esses dois itens bem clássicos, surgem escondidos no mundo dos duendes, ou seja, estavam encolhidos, e omitidos, num mundo que não pode ser visitado a qualquer momento... mas um dia pertenceram todos ao Herói... talvez. Isso é uma suposição mas, depois falo melhor disso.

Tem também um item novo desses, que é um Bracelete pra Escaladas, que permite que link escale montanhas.


Touca e as Kinstones




A Touca de link é interessante pacas. No começo do texto eu disse que esse jogo explica a origem do gorro do herói mas, tecnicamente, isso não é verdade. O Gorro existiu muito antes de Minish Cap, e já fazia parte do uniforme característico dos heróis de Hyrule, mas o herói que veio antes do link de MC não usava um Gorro, então isso era novidade em sua época (apesar de ser moda a galera usar gorro).




Apesar do título do jogo falar de um "Gorro/Touca Minish" ("Minish" é um dos nomes dados aos Duendes no universo Zelda, o outro nome é "Picori"), a história não gira necessariamente em torno da touca de link, mas sim de uma touca feita pela touca que fez a touca de link. Você entenderá essa frase quando eu falar dos personagens.



Essa touca de link tem vida, e é a companheira de viagem dele (sempre tem isso em Zelda, seja uma fadinha chata, um barco falante, um tablet mágico, um coelho rosa ou apenas um vovô telepata, sempre tem alguém na cola de link) e ela da conselhos e orientações, e não é tão chato quanto poderia, apesar de ser meio revoltado das ideias.




Ele também serve como paraquedas, se expandindo e suspendendo no ar quando há alguma fonte de vento como tornado pra impulsionar. Bom pra fazer voar, quando a Capa ainda não ta habilitada.


As Kinstones por outro lado são uns itens curiosos que só existem em Minish Cap, e servem pra forçar a interação com os NPCs do mundo, mais vezes do que é suportável.




Basicamente, todo mundo tem uma pedra consigo, e você encontra fragmentos de pedras enquanto destrói coisas por ai, logo, quando link junta um pedaço de uma Kinstone equivalente com o de alguma pessoa, alguma coisa boa acontece, seja um baú surgindo pelo mapa, ou um monstro dourado que derruba Ruppies (dinheiro) pacas, ou uma passagem secreta se revelando. A ideia é que, ao se juntar duas partes iguais de uma mesma Kinstone, ambos os donos receberão sorte imediata (mas até onde eu vi, só link que sai faturando).




Esse item serve pra aumentar a vida útil do jogo, afinal muitos dos segredos são revelados somente através da exploração dessas pedras, sem contar que até algumas dungeons exigem essas pedras como chaves, o que torna elas parte do enredo de uma forma ou de outra.



Legal que todo mundo no reino sabe o que são Kinstones, até mesmo os duendes sabem, la no outro mundo, o mundo pequetucho, mas em nenhum outro Zelda elas foram sequer citadas, como se fossem esquecidas... eu creio que isso tenha ocorrido por causa do Grande Cataclismo, mas isso é algo que se aplica a outro Zelda... que falarei apenas no futuro.



Bem, de novidade não há mais nada pra se acrescentar, bora falar dos personagens, depois dos inimigos e por fim do enredo, e ai explico o que ficar pendente.

link




O herói como sempre é um jovem de vestes verdes, dessa vez loiro e ainda criança. Ele acaba virando um espadachim devido a necessidade do momento, onde precisam que uma criança enfrente os desafios e terrores do mundo, para salvar a princesa e o reino.



O jogador escolhe o nome, então como sempre, eu escolho "link". Mas no geral o personagem é a mesma coisa de sempre, um carinha que curte vandalizar geral, e dessa vez ele pode arruinar o mundo no tamanho normal, e no tamanho miniatura.



Link foi escolhido como o herói da vez por ser criança e corajoso, no caso da idade, é porque apenas crianças podem ter contato com os Picori, uma raça misteriosa e minúscula que aparece de 100 em 100 anos. Já o fato dele ser corajoso é um resquício de seu DNA, talvez... pra dizer a verdade não fica claro em nenhum Zelda se os "links" são da mesma linhagem. Eu creio que eles nem sejam, e se forem é apenas por parte da Triforce, estando ela presente ou não, e no caso de agora, não há qualquer indício de um antepassado heroico de link.



E olha que aqui ele tem família. Não é todo Zelda que o pequeno hylian de verde tem um berço. Dessa vez ele mora com o avô dele, mas sua história familiar não é aprofundada, apenas é mencionado que ele é neto de um ferreiro, e pronto.



Link também tem uma amizade com a realeza, com a própria Zelda. Isso é curioso afinal, sendo ele neto de um ferreiro, seria incomum tal conexão com a família real, porém creio eu que isso se deve ao passado oculto que eu vou citar em outra análise, então guarde bem este detalhe ta.



Por fim, a nível de curiosidade, preciso mencionar que Zelda MC começa de um jeito muito parecido com Chrono Trigger. Temos um garoto acordando e indo junto com uma princesa para um festival na cidade, onde eles passeiam juntos até que em um pequeno evento, algo da errado e a princesa acaba se lascando.



Cara. é o mesmo contexto pras duas tramas, mas ambas caminham pra direções diferentes e os detalhes também diferem... ainda assim, é curioso ver essa semelhança... sei la porque, eu apenas achei muito curioso.  

Smith, Avô de link



Smith (nome padrão pra tudo quanto é ferreiro) é o avô de link. Ele também tem uma amizade de longa data com o rei de Hyrule, o que torna a conexão entre Zelda e link um pouco mais lógica.



Sem grande importância na história, Smith surge apenas para dar a arma pro seu neto. Na real, ele entrega uma espada especial para servir de prêmio para uma competição no festival de Hyrule, e seu netinho serve de entregador, aproveitando a companhia que faria a Zelda. 



Essa espada se tornar a arma inicial do herói, mas logo é substituída pela verdadeira espada do jogo, a "Espada Branca", que também é o foco do desenvolvimento da história. Basicamente, link precisa refinar e temperar essa Espada Branca com elementos naturais do mundo minúsculo, para assim reforjar e recuperar a Espada Quadrupla, arma essencial para derrotar o vilão.




E é isso. Lembrando que não é em todo Zelda que link tem parentes presentes, mas isso não algo incomum. Em "A link to the Past" ele tem o tio dele, que também é quem da as armas iniciais, em "Wind Waker" tem a avó dele, e até a irmã, em "Ocarina of Time" tem a Árvore Deku... mas ele é adotado ali... de qualquer forma, vira e mexe tem alguém pra cuidar do pirralho, quando ele é menor de idade ao menos, mas curiosamente, nunca é um "ex herói".



Pois é, os antecessores de link, os outros "links", podem ser parentes dele ou não. Não há nenhuma regra muito menos insinuação de que aqueles que vieram antes do herói, eram da mesma linhagem, e alias, tudo indica que sejam pessoas aleatórias. Deduzo isso pela diferença capilar dos muitos links ao longo das eras... já teve link loiro, castanho e até ruivo! Sem contar é claro com as histórias que colocam os links em pontos muito afastados para se relacionarem de alguma forma.

Zelda




A princesa Zelda surge na casa de link para convida-lo para o evento no castelo, como grande amiga que ela é. Ela não faz qualquer cerimônia e parece se dar muito bem com o garoto, apesar de ser uma princesa.



Zelda é agitada e animada, e faz questão de curtir a feira de Hyrule alegremente, e até compra um presente pra link, seu escudo, que ele usa para defendê-la no caminho até o castelo.



Mas, chegando la, ao assistir ao grande evento de premiação do torneio de Espadachins, para o qual a Espada de Smith seria entregue, o vencedor se revela um vilão, faz um tumulto, e petrifica Zelda.



Pois é, link se torna herói para desfazer a magia que petrificou Zelda, e ele é escolhido pra isso pois ele precisa restaurar a Espada Quadrupla, e pra isso deve-se falar com aqueles que a criaram, os Minish, e como só crianças conseguem vê-los, sobra pro link.



No final, Zelda é muito mais do que apenas um motivo pra caçada a espada. Ela carrega consigo a energia sagrada que pode fortalecer a espada ao máximo. Essa energia, nada mais é que a Triforce da Força.



Confuso? Zelda com a Triforce da Força??? Eu sei... se você conhece as minhas análises e as acompanha, ou conhece ao menos o básico de Zelda, sabe que a eterna princesa de Hyrule carrega consigo a Triforce da Sabedoria, dentre os 3 fragmentos originais do triângulo sagrado, porém, aqui, ela carrega a Triforce da Força... 

Alias, "Triforce" nem é citada neste jogo propriamente dito. Em Minish Cap, ela é chamada de "Força da Luz", pois tecnicamente, nessa realidade, a Triforce é desconhecida. Mas, ela existe... pois é a origem dessa realidade e esta em toda parte... eu sei, eu sei, é meio confuso... então bora explicar:

Em Zelda Wind Waker, no final do jogo, Zelda herda a Triforce da Força.




Pois é, existe uma regra da Triforce em que, ao se usar para desejar, ela se divide e suas partes vão para as mãos dos principais afetados pelo desejo. Isso aconteceu antes, foi por isso que ocorreu a primeira divisão dela em seus 3 fragmentos (Sabedoria, Coragem e Força). Porém, os detentores dos fragmentos acabaram sendo jogados pra novos universos próprios, e seus fragmentos da Triforce para se preservarem permitiram que estes universos se desenvolvessem independentemente. 




Razão pela qual surgiram as 3 Realidades da Triforce (Zelda WW, TP e MM). Mas, as Triforces precisavam se reunir ao menos na mesma realidade, sendo essa uma necessidade natural dos fragmentos (os 3 precisavam ser 1) e um dia os 3 fragmentos conseguiriam de alguma forma retornar um ao outro, em um mesmo plano.

Isso acontece, em Breath of the Wild, os 3 fragmentos se conectam de verdade, tudo graças a Zelda.




Os 3 fragmentos criaram realidades próprias. Na realidade da Sabedoria, a Triforce da Sabedoria estava com Zelda e se manteve assim ao longo das eras. 




Na realidade da Força, a Triforce da Força estava nas mãos de Ganondorf, mas no final de WW o Rei de Hyrule usa a Triforce restaurada pra realizar um desejo e com isso, faz ela passar pras mãos de Zelda. Alias, a Triforce estava restaurada com os fragmentos "falsos" da Triforce, criados pela Força, na realidade da Força. Os triângulos costumam fazer isso, criar versões falsas de suas "irmãs" para dar maior veracidade a própria realidade que constroem, mas geralmente, essas "irmãs" são mais fracas. Por exemplo, em WW, a Triforce da Coragem (que é falsa) estava estraçalhada, e a Triforce da Sabedoria (também falsa) estava quebrada e sem a ponta. A única que tava inteira era a da Força, afinal ela era a real.



Só que, como no final, ela foi removida de Ganondorf por ele próprio (sendo que ele era seu escolhido) e unida as outras duas falsas pra formar a Triforce Completa, o Rei de Hyrule acabou virando o novo escolhido do único fragmento de verdade que existia naquela realidade, mas pra variar, seu desejo era a inexistência (ele deseja que Hyrule e seu passado fique pra trás, pra que o futuro pertença aos jovens da nova era) e com isso, a Triforce da Força é basicamente obrigada a ocultar sua existência, junto com toda a história antiga de Hyrule.



Assim, ela passa pra Zelda (principal afetada pelo desejo) e substitui o fragmento falso da Triforce da Sabedoria pelo Fragmento Verdadeiro da Triforce da Força. Assim, Zelda, na realidade da Força, passa a ter a Triforce da Força ao invés da Sabedoria... 

Mas como a Triforce era parte da história de Hyrule, ela omite sua existência sob um novo nome, um novo mito, e de quebra, passa a ser desnecessário criar versões falsas de suas "irmãs" afinal, a ideia de "Triforce" não existe mais na realidade da Força.



Por isso, ela aparece sozinha como o Sol na vitrine da lenda antiga, e ela é chamada de Força da Luz... 



Além de não haver qualquer menção a Triforce, apesar dela aparecer em detalhes nas roupas, enfeites e escudos da realeza, mas sem qualquer citação. Ela ta la, mas é ignorada.



Agora, a Triforce da Coragem, na Realidade da Coragem, ainda estava com link, mas há um jogo em que ela vai pras mãos de Zelda também, e quando isso ocorre, as 3 Triforces se unem novamente. 



Mesmo elas estando em tempos diferentes, e realidades diferentes, se os 3 fragmentos estiverem nas mãos da mesma escolhida (no caso, "Zelda", em título, não pessoa... pois é, "Zelda" é um título... um dia falo disso) elas poderiam se fundir através do tempo e espaço conectando-se pela entidade em comum. Da mesma forma ocorreria se as 3 acabassem nas mãos dos 3 links, ou dos 3 Ganons, mas o título da franquia é "Zelda" logo, era de se imaginar que ela seria a conexão das realidades.

E sim, tudo se resume a isso... mas ainda falta muito pra completar essa grande história.

Dalfus, Rei de Hyrule




O rei é o líder de tudo mas aqui, é um dos muitos coadjuvantes. Ainda assim, não é sempre que há um Rei em Hyrule, pelo menos não vivo ou aparente. Geralmente ele é exterminado ou vive omitido, pra que o foco da realeza sobressaia na Princesa. 

Aqui ele pelo menos aparece e comanda o reino explicitamente, apesar do sistema atual de Hyrule não ser totalmente monarca... tem um Prefeito na cidade que comanda tudo por la, e o rei tem mais poder simbólico do que real... 




Mas o que importa mesmo é que ele some e ninguém nem percebe.



Na verdade o rei tem o mesmo destino da princesa, sendo petrificado pelo vilão, mas, seu corpo em pedra é trancado em um calabouço e o vilão toma sua forma, assumindo a posição de rei de Hyrule e comandando a guarda real a vasculhar todo o reino, atrás da Força da Luz.



Ninguém se da conta que o rei foi trocado, até ser tarde de mais e o castelo ser transformado em um grande calabouço, com monstros pra todo lado e a galera toda petrificada. 

Photo, o Chanceler




O ministro (que eu chamo de chanceler) esta logo abaixo do Rei no comando, mas como todo o resto é só um coadjuvante. Cito ele para desencargo de consciência pois no futuro precisarei falar melhor desse personagem.




Ele serve na trama para orientar link a como entrar em contato com os pequenos Minish, além de apontar o caminho pra câmara onde a Espada dos Minish pode ser abençoada.



Ezlo



Ezlo é o parceiro de link, seu guia e aliado de aventura da vez, como uma toca mágica que fala.




Ele é encontrado e salvo por link, ao acaso, e curiosamente, ele era justamente o responsável por toda a confusão, além de ser uma peça fundamental para salvar o reino e derrotar o vilão.




Ezlo quem oferece, por exemplo, a capacidade de encolher a link. Se não fosse por ele o herói jamais iria entrar em contato com os Minish.



Ele também é aquele quem criou o vilão, afinal todo o poder do cara surgiu de algo que ele construiu.




Ezlo é um "Artesão Minish" que tinha um assistente e trabalhava em uma invenção descomunal, ele cria uma "Triforce de Pano" que é roubada pelo assistente, e usada para desejar todo o poder que o transforma no vilão.



Depois disso, o assistente ainda transforma Ezlo em uma ave bizarra e verde, sem asas e totalmente vulnerável, colocando-o em perigo e deixando-o para morrer nas mãos das criaturas que ele liberou pelo mundo grande.



A "Triforce de Pano" (como eu chamo) é uma touca mágica, que tem o poder de realizar o desejo de quem a usar. É exatamente a mesma função da Triforce, mas sem todo o resplendor dourado, ou aquele esquema da fragmentação e transmissão. É um artefato artificial com poder absoluto, criado em uma realidade "fictícia", afinal todo o universo das Triforces Fragmentadas é apenas provisório... Detalhe que a chamada "Força da Luz" também é uma criação dos Picori, pelo menos é isso que Ezlo diz, o que coloca essas pequenas entidades como os grandes peões da Triforce.



Claro que no fim, a touca é tirada da cabeça do vilão e Ezlo retorna ao seu corpo minish original, sem contar que Zelda usa a touca para fazer um desejo e restaurar o mundo também a normalidade.

Picoris ou Minish




Picori para os Hylians e Minish como nome nativo, essa raça existe por todo o reino de Hyrule, e quem sabe até pelo mundo, mas ninguém pode vê-los, afinal são minúsculos.



Eles se dividem em várias pequenas comunidades e se diferem pelas roupas que vestem, adaptadas aos ambientes em que vivem. Os que vivem nas florestas usam roupas de matinho, os que vivem nas cidades usam roupas coloridas, e os que vivem nas montanhas usam armaduras com proteções e carregam martelões. Vira e mexe eles viajam para interagir uns com os outros, mas isso demora tanto, mas tanto, que há até um evento centenário só pra isso.



A cada 100 anos, o reino de Hyrule vivencia o "Dia do Picori", quando os portais para o mundo minúsculo se abrem e as crianças podem ver os pequenos seres mágicos passeando por ai. E se a criança tiver uma touca mágica, consegue até passar pelos portais e ir pro mundo pequeno e conhecer os Minish pessoalmente.



Eles falam um idioma próprio, mas link aprende ao comer uma fruta especial, o que permite a comunicação livre entre eles... se bem que Ezlo já falava pra caramba, e no idioma Hyiliano, e tecnicamente link não fala, então a fruta especial permite ouvir os idiomas perfeitamente... seria mais interessante se Ezlo desse a habilidade de se comunicar com o povo pequeno, traduzindo em tempo real o que eles falavam... mas né, MC meio que deixou algumas bolas fora... Ezlo alias, apesar de ser um Minish, não fala o idioma Minish (vai entender!).



Alias, "link não fala" não é de todo uma verdade... o personagem chega a se comunicar verbalmente, mas o jogador não pode ouvir, ou ler, pois a fala de link é a do próprio jogador, então ta na mente do jogador... mas isso é só um detalhe.



Os Picori, ou Minish, costumam ajudar as pessoas secretamente, arrumando coisas, enquanto vivem suas vidas normalmente. Tem uma parte do jogo em que link intervém em uma dessas tarefas dos Minish, testemunhando um momento um tanto quanto familiar, com vários pequenos auxiliando um sapateiro na produção de botas.



Inclusive é nessa parte que o sapato mágico de link, a Bota de Pégasos, é construída. Mas o mais interessante é que isso é uma referência a história dos Duendes e o Sapateiro, que contava justamente sobre um sapateiro que recebe auxílio de duendes enquanto adormece. 

Tem coisas como, sei la, os 7 seguidores do ferreiro Minish, que me fizeram pensar nos 7 anões de Branca de Neve... só pelo fato de serem exatamente 7 mineradores, como os anões que trabalhavam de mineradores.



E tem os moradores dos livros, que me fizeram lembrar imediatamente dos Paginados... isso na real nem é da literatura infantil, mas de um desenho animado mais atual (e feito depois de Zelda MC) chamado "Hora de Aventura". 



Tem um episódio que o herói visita uma biblioteca e na procura por aventuras, descobre uma raça inteira de seres vivendo nos livros, chamados de Paginados... um deles, justamente o que da nome ao episódio (Pedro Papel) até parece com a Triforce Completa, com perninhas... 



Enfim, tem tudo isso ai... e na real, os Minish são baseados em uma crença do folclore Ainu, la no Japão, de criaturinhas minúsculas que ajudavam o povo no anonimato chamadas "Koropokkuru" ("Picori" tem praticamente a mesma pronuncia, só que minimizada, fazendo alusão a como o povo chama os seres a sua própria maneira, enquanto os mesmos se chamam "Minish", também uma provável alusão ao tamanho deles diante os seres "gigantes", afinal, "Minish" vem de "Minúsculo"... eu acho...)

Vendedor de Kinstones




Logo no começo do jogo surge um cara que cerca link e oferece de graça uma Bolsa de Kinstones, pra ele andar pelo mundo combinando peças com as pessoas e fazendo todos felizes. Pois é, ele é um Minish disfarçado, andando no mundo grande e espalhando as Kinstones.



Ele sai por ai encantando a criançada mas, todos recebem Kinstones, logo, parece que este Minish é o verdadeiro responsável pela distribuição das pedras ao redor do reino. Seu trabalho foi tão efetivo que, geral tem alguma pra combinar, alguns até mais de uma, e também tem pedrinha pra tudo quanto é canto, inclusive nos céus e mares.



Em momento nenhum do jogo o cara revela sua identidade como Picori, mas da pra notar só pelo diferente designe de seus olhos, que se assemelha aos de sua raça, e também ao fato dele ter surgido do nada.

Curioso que, sua presença no mundo gigante revela que os Minish podem atravessar os portais entre os mundos também, se quiserem, mas quase nenhum o faz. Isso provavelmente tem a ver com o fato deles odiarem ser notados, algo ligado diretamente ao folclore Ainu. La, os Koropokkuru gostavam de ajudar as pessoas mas eles não eram microscópicos, eram apenas pessoas pequenas que se escondiam.



Então, este Picori simplesmente atravessa o portal, e se coloca em grande risco agorafóbico, só pra espalhar sorte ao mundo. Detalhe que, além dele, os únicos Picori que foram ao mundo grande foram Ezlo e o vilão.  

Treinadores




Só pra citar, existem treinadores espadachins que ensinam técnicas de batalhas pra la de únicas ao link. Eles são encontrados ao longo da aventura, e tem até um morto que ajuda além-túmulo, mas são todos praticamente iguais, e usam uma habilidade de hipnotismo pra ajudar o herói a dominar suas técnicas.



Dentre as habilidades únicas, vale destacar a capacidade de Pular e Atacar com a Espada pra baixo...




Tem também o clássico giro com com a Espada. e os disparos de Luz com a Lâmina, que aqui podem acontecer tanto com os corações no máximo, quanto no mínimo (um recurso de sobrevivência maravilhoso).


Gustaf, Antigo Rei de Hyrule

Em certa parte do jogo, a história fica um tiquinho macabra, com link atravessando um cemitério para conseguir uma Kinstone Dourada, das mãos de um fantasma. Esse fantasma é o antigo rei de Hyrule que queria ajudar, mesmo depois de morto, o herói a entrar em contato com um povo especial, quase tão especial quanto os Minish.



O rei tinha grande amizade com esse povo, e uma ótima explicação para ele ter uma Kinstone seria o esquema dos portais se abrirem de 100 em 100 anos. Logo, aquele Picori Viajante tem uma vida bem extensa, e ao que tudo indica, os demais também conseguem viver por muito mais tempo que um mortal comum, ultrapassando séculos. 



Gustaf apesar de morto, aparece espontaneamente no caminho de link, oferecendo sua ajuda e pedindo para que ele o visitasse no túmulo. Curiosamente esse esquema de fantasmas surgindo já ocorreu em outros Zeldas, e os Reis de Hyrule adoram bancar os gasparzinhos, tipo o que ocorre em Breath of The Wild.

Irmãos Tingle



Só pra citar, Tingle ta aqui também. Tingle é um cara meio louco que se veste de verde e busca duendes/elfos/fadas, como ele (ele acha que é um)... isso desde a época de sua primeira aparição em Zelda MM. O cara tem certo destaque nos jogos em que aparece, sendo um recurso útil mas, secundário e opcional... aqui nem isso. 



Na verdade, ele surge com 3 irmãos de nomes e cores diferentes, e serve pra destravar o Bumerangue Mágico em uma caverna central, que se abre ao trocar Kinstones... e é isso.




Vale citar, afinal Tingle ganhou até jogo próprio na franquia (é spin-off mas, existe) então... tem coisa nele... e um dia eu descubro.

Gorons




Temos Gorons, em pequena quantidade, mas temos. Tecnicamente, da pra contar nos dedos da mão os que aparecem, e são todos basicamente viajantes, mas nenhum é nomeado.



Gorons são um povo de pedra, natural da Montanha da Morte, que neste Zelda não existe (afinal, ele se passa em outra Hyrule). Eles aparecem de forma paralela ao enredo, como exploradores/vendedores, relacionados as Kinstones.

O primeiro Goron que notei foi o que tenta destruir uma parede de pedra, cercada de ornamentos Gorons. Aparentemente é um ponto feito dos Gorons, para os Gorons, mas o acesso é impossibilitado por causa da rocha na entrada. 



Daí, com o poder da sorte de uma Kinstone combinada com uma parede (pois é, as paredes e objetos inanimados também podem combinar Kinstones) começam, as influências nele.




Primeiro com vigor e força suficiente pra romper a entrada...



Depois com um chamado de sorte que convoca outros Gorons, sabe-se la de onde, que ajudam a derrubar as paredes dentro da caverna. Daí eles ficam parados, e link consegue pegar um Pote... pois é, bem útil.



O segundo Goron que notei foi o vendedor de Kinstones. Aparece um Goron, graças a uma combinação de Kinstones, que decide montar uma loja na cidade e vender justamente, essas pedrinhas de sorte. Ele tem um estoque enorme, o que significa que ele passou muito tempo buscando por elas, e então ele fica nessa, vendendo pedras ilimitadamente... e dando umas facadas nos preços pois pra cada uma que se compra, a próxima fica mais cara, até esgotar o estoque e ele renovar, devolvendo tudo ao preço original.



O terceiro Goron é o gigante, que fica dormindo atrás de uma montanha do jogo. Ele acorda após se combinar uma Kinstone com um dos Gorons na caverna. Então, ele oferece pra link a possibilidade de comer seu escudo, e assim refina-lo num escudo polido, o Escudo Espelhado, que é melhor... e é isso.



É extremamente importante mencionar a presença dos caras de pedra, afinal eles são cruciais para a compreensão da cronologia Zelda... mas depois falo melhor disso.

Em termos de história, os Gorons não tem nada a ver com o enredo de Minish Cap, sendo apenas coadjuvantes opcionais.

Povo do Vento


O povo que o rei morto ajuda link a contatar, é o Povo do Vento, uma tribo que vive nas nuvens.




Pois é, existe um grupo de pessoas que tem casa nos céus, e vivem em conjunto, longe da superfície mas que, as vezes, visitam-na, principalmente durante o Festival de Hyrule. Foi provavelmente numa dessa visitas que eles conheceram o Antigo Rei e formaram a amizade com ele, ao ponto de tira-lo do túmulo posteriormente. E sim, eles também parecem ter uma vida mais extensa que o comum...



Eles eram pessoas que viviam na superfície mesmo, mas um dia optaram por ir pras nuvens com sua magia, e construir uma comunidade por la. Eles tem poderes místicos que permitem não só caminhar acima dos céus, mas construir normalmente também, e usam de tornados para viajar de um canto pro outro, através do vento, por isso se chamam de Povo do Vento.



Este é o primeiro Zelda em que eles aparecem, mas acredite, não é exatamente o único. É complicado falar disso agora, pois ainda não escrevi sobre o outro jogo em que eles aparecem, mas um dia explicarei melhor.



O que posso mencionar, e preciso mencionar, é que o Povo do Vento tem uma forte conexão com aves, tanto que a Ocarina do Vento é uma criação deles. Um item capaz de convocar aves para carrega-los através dos céus, mas que não é utilizado mais pois eles usam o próprio vento, e a magia que conquistaram... guarde essa informação.


Pássaro Azul




A ave que é convocada pela Ocarina do Vento é da mesma raça que vários outros pássaros que existem e aparecem, principalmente, no Templo das Nuvens e nas terras do Povo do Vento. Tem muitos deles por ai, e tem em Hyrule também, mas quando link toca a ocarina, é sempre o mesmo que surge para carrega-lo.



Quem é ele, e qual a razão de apenas ele responder a Ocarina? Isso não é explicado, mas ele é especial e tem até nome revelado (Zeffa), sendo credibilizado pela canção tocada na Ocarina.

Grandes Fadas




Também só pra registro, vale mencionar as Grandes Fadas, sempre presentes em Zelda, hora com importância pra caramba, outra sem tanta, aqui as fadas são 3 e servem pra abençoar link, recompensando por sua honestidade ao responder perguntas simples. 



Lembrando que em outros Zeldas, as Fadas e as Deusas tinham tamanha conexão, que compartilhavam até mesmo os nomes.



Eu, creio que as Fadas Grandes são personificações das deusas,  como uma versão da santíssima trindade e tal... e falando nas deusas... 



Deusas: Din, Farore e Nayru



Elas aparecem em carne e osso, em MC, as 3 juntas, lado a lado, mas nenhuma delas se apresenta como divina.




Na verdade, tudo que elas buscam é uma residência para morar, e link as ajuda através de uma side-quest completamente vinculada a Kinstones. Tem que combinar Kinstones com as pessoas certas até uma casa se tornar comprável e uma delas se mudar. 



Link que escolhe quem será a felizarda e em troca, ele ganha um estoque renovável vitalício e gratuito, de uma magia vinculada a Deusa escolhida. Lembrando que as 3 deusas também são a origem da Triforce, onde Din equivale a Força, Farore equivale a Coragem e Nayru equivale a Sabedoria, e as 3 teriam criado não só a Triforce, mas o mundo inteiro com seu poder (A triforce cria mundos então, é isso que isso significa). Essa é uma lenda contada e até ilustrada la no Ocarina of Time.



Pois bem, repare na imagem das fadas la em cima, e na imagem das deusas... percebeu alguma semelhança? Din seria a fada amarela (apesar de sua cor ser vermelha), Farore seria a fada verde e Nayru a fada azul. Eu acredito nisso só pelos coques na cabeça da fada verde, que não só fogem ao estilo capilar padrão das outras fadas, mas que combina muito bem com o cabelo de Farore.



Sem contar que as fadas tem asas de Borboleta, Libélula e Mariposa... o que isso tem a ver? Bem, se link combina Kinstones com as deusas, a sorte revela alguns segredos e em suas últimas combinações, com as últimas Kinstones, surgem 3 borboletas pelo mundo de Hyrule, as quais aumentam as capacidades de link só ao toca-las (uma aumenta a velocidade de cavar, a outra de nadar e a outra de disparar flechas).



Ta tudo conectado!

Dr Left


E por fim, um última citação. Eu poderia falar de uma penca de personagens que de alguma forma ou de outra aparecem em outros Zeldas com maior destaque, tipo o tio Dampé, o eterno coveiro, ou a Anju, a moça das Galinhas/Cuccos, mas se eu fizer isso vou acabar falando de todos os personagens do jogo, afinal Zelda ama reciclar certos personagens... mas alguns são tão únicos e especiais que preciso mencionar, tipo o Dr. Left.



A razão dele ser importante pra se destacar não é apenas o fato dele ter conexão com a Triforce (um dia explico kkk) mas pelo simples fato dele ser um personagem baseado em outro jogo, de uma franquia nada a ver com Zelda: Sim City.



O jogo em questão é um simulador de cidade, originado no Super Nintendo, que permitia criar uma cidade e gerenciar ela, no papel do Prefeito. Daí tem um cara que aparece pra dar dicas de como administrar o povão, e esse cara, é o "Dr. Wright", representado em Zelda como "Dr. Left" (entendeu, direita e esquerda... rs). Daí vem as curiosidades de explodir cabeças:



Em Sim City, pelo menos o de Snes (foi o único que eu joguei ta) a cidade é bem pequena então, não da pra ver a população. Mau da pra ver os carrinhos andando de tão pequeno que tudo é, daí surge Dr. Left, um cara obcecado pelos Minish que estuda os seres pequenos das histórias como se fossem reais. Sacou? É um mega easter-egg! Não só pelo designe do personagem mas pelo contexto dele também!



A outra coisa interessante é a descoberta que aumenta ainda mais a veracidade da minha afirmação quanto a realidade de Minish Cap ser uma projeção da Triforce da Força: Dr. Left tem seu personagem presente apenas em 2 jogos da franquia, o MC, e o Oracle of Season (um dia falarei dele ta) que é basicamente, um jogo que se passa dentro da Triforce da Força!




Pois é, Left existe pois a Trifoce da Força quer que ele exista... e também porque a Nintendo manja dos easter eggs... Mas no futuro falarei melhor disso.

Vaati



E chegamos nele, o vilão, Vaati o mago mais estiloso do mundo. Sinceramente eu adoro esse personagem, apesar dele ser um vilão e tal, eu acho ele muito chique.



Vaati era um Minish diferente, com olhos vermelhos mas, ele não parecia ser mal. Ezlo o tornou seu aprendiz ainda jovem, e após ele criar sua obra prima, o Gorro Minish, Vaati roubou, usou, e desejou todo o poder mágico maligno do universo só pra ele.



Ele se converteu em uma criatura nefasta e poderosa, que amaldiçoou seu mestre e foi pro mundo dos grandes para espalhar o mal.

Vaati participou do torneio de espadachins para ganhar a honra de tocar na Espada Quadrupla, que selava o mal do mundo.



Seu objetivo era destruir a espada, romper o selo e pegar os poderes para si, mas ao fazê-lo, o mal se espalhou e ele ficou a ver navios.




Então, Vaati amaldiçoou a princesa, e sumiu.



Ele depois ficou na cola de link, observando o herói restaurando a Espada Quadrupla e esperando o momento certo pra dar o bote, disfarçado de Rei de Hyrule, e foi ai que ele descobriu sobre o Poder da Luz, a força suprema que movia o mundo, e queria ela só pra ele. Mas, ele não sabia onde esse poder estava e aguardou até que link o encontrasse.



Quando ele descobre que o poder da Luz estava dentro de Zelda, ele se apodera dela, tenta retirar o poder através de Magia, sacrificando ela, mas link impede e o derrota a tempo...



Posteriormente, Vaati se converte em pura essência maligna, mas é derrotado pela Espada Quadrupla empunhada pelo herói, e banhada em energia da Luz.

No final, o Gorro Minish é recuperado, Ezlo retorna a sua forma Minish, e entrega a "Triforce de Pano" para Zelda desejar que tudo voltasse ao normal.



E assim, o mal some, Hyrule se recupera e Vaati é derrotado.

Vaati... pra mim sempre será o melhor vilão de todos, só por ser estiloso!




Obs.: O Gorro Minish tem o poder de realizar os desejos daquele que o usa, mas ele se baseia em seus corações. É um poder absurdo ainda assim, e se considerar que é algo criado por uma criatura especial, porém que não chega a ser divina, é estranho de se aceitar que não haja centenas de acessórios como esse por ai... porém...



A "Triforce de Pano" é a forma que a Triforce da Força encontrou para se personificar fisicamente em sua própria realidade. Uma vez que o termo "Triforce" não pode existir, já que é vinculado ao antigo mundo e faz parte do desejo sua inexistência, ela criou o Triângulo Vermelho de Pano! Na verdade é um cone... mas quando é visto flutuando, é um triângulo!!! E na cor vermelha, só pra variar, que é a mesma cor adotada pela Din, a deusa que apadrinha a Triforce da Força.



São só detalhes ta, eu só to citando pois achei isso bem interessante, e é legal ver por exemplo que quando Zelda usa o capuz, um brilho triangular surge em direção ao mesmo, fazendo aquela manjada alusão ao artefato místico de três pontas que não deve ser nomeado!

Sem contar que o poder da luz estava dentro da própria Zelda, ou seja, ela já tinha a Triforce com ela, o Capuz foi só o gatilho que a pedra criou para seu poder ser utilizado... 

Mas, a história não acabou ainda. Tem várias criaturas em Zelda, eu irei falar delas, de todo o mal que Vaati liberou, e dos chefões, aproveitando também pra contar um pouco mais da história do jogo.

Inimigos

Monstros

Nem sempre eu falo das criaturas de Zelda, pois normalmente elas se repetem nos jogos, mas percebi que é importante deixar registrado em algum lugar quais criaturas aparecem as vezes, para futuras referências, já que tem jogo que algumas criaturas aparecem e outras não. Não são todas as análises, mas algumas são bem interessantes pra fazer algo do tipo, e acho que essa é uma delas. Pra não ficar algo muito muito extenso, vou citar as criaturas em grupos, com base em suas raças e gêneros semelhantes. 

Chuchus, Helmasaur, Leever, Like Like, Winder, Rock Chuchu, Rupee Like, Spark e Spiny Chuchu




Os monstros amorfos são aqueles sem uma distinção de raça ou espécie comum para comparar. Um exemplo são os Chuchus.


São geleias com olhos que perambulam jogando gosma pra todo canto. Eles podem afundar no solo,  formando uma poça de gosma, se escondendo e movendo lentamente pra ressurgir e dar o bote.

Existem vários tipos de Chuchu, o mais simples é o verde, que só faz o esquema de esconder e aparecer, mas tem também o Azul que eletrifica periodicamente, o que é um instinto de defesa bem letal pra quem tentar atacar...



E tem o vermelho, que é meio ninja e consegue se esconder sempre que é atacado, esquivando facilmente.


Tem também alguns tipos ainda mais especiais, onde o Cinza pode se revestir com espinhos para se proteger...


E tem um que usa um capacete de pedra, que também aumenta sua defesa.

Em termos de defesa, também há uma criatura chamada Helmasaur, que é uma bolinha com patas que veste uma máscara de ferro em forma de bico. Correndo de um lado pro outro e dando investidas. Sem o bico, ele se torna inofensivo.


No caso de se esconder, há uma criatura chamada Leever, que costuma entrar no chão e aparecer aleatoriamente, atacando por baixo com os espinhos da cabeça.


Apesar de serem todos criaturinhas chatinhas, nenhum supera o Like Like, um monstro já bem famoso em Zelda, que adora surgir do nada e engolir link e roubar suas coisas, aqui é o Escudo e Dinheiro.


Tem duas versões dele, a mais simples é a marrom que rouba escudos, e tem a amarela, que usa Rupees falsos como iscas pra sugar o dinheiro do garoto.


Tem o Spark que é uma bola de eletricidade que fica andando junto à parede em uma direção fixa até eletrificar link.


Ele poderia ser considerado mero objeto ou obstáculo de cenário, se não tivesse vida própria, vida essa constatada ao se jogar um Bumerangue nele e transforma-lo em fadas pequenas!



E tem os Winders, que são amontados de bolas de fogo que ficam indo de um lado pro outro, batendo nas paredes até queimar link.



Acro Bandits, Beetle, Piranha, Crow e Takkuri, Keese, Moldorm, Octorok, Rollobite, Rope, Spiked Beetle, Spiny Beetle, Tektite




Os animais são criatura que pra mim, lembram animais do mundo real (seja pouco ou muito), como por exemplo as Ropes, que são cobras, simplesmente isso.



Tem os Keeses que são morcegos e aparecem em cavernas, mas são tão fracos que morrem até sendo aspirados...




Tem os Crows e os Takkuris, que são basicamente a mesma coisa, aves que atacam da copa das árvores, e o que difere é que o Takkuri arranca muito dinheiro com suas investidas.


Daí tem uns que são um pouco mais complexos de se comparar com bichinhos, mas ainda é possível, como os Octoroks, que são polvos cuspidores de pedras...


Tem os Spiny Beetles, que são como besouros que gostam de se esconder em casulos improvisados de Pedra ou Mato.



Tem os Spike Beetles, que andam com casulos de espinhos e precisam ser virados com o escudo pra morrerem.



E tem os Tektite que são aranhas de 1 olho e 4 patas que pulam nas montanhas (tudo a ver!)




Tem o "mini-Tektite", que na real se chama "Beetle" também mas nada tem a ver com os que usam casulos. Eles parecem com versões miniaturas dos Tektite, e se escondem embaixo de coisas. Quando são descobertos pulam em link, sem causar dano, mas o deixam mais lento até desgrudarem.



E ai tem o Moldorm, que é um tipo de Centopeia biruta, que já foi chefão em vários Zeldas, mas aqui só tem suas miniaturas presentes.



Pra finalizar, tem criaturas originais de MC, como Acro Bandits, um grupo de toupeiras que se aglomeram e formam uma enorme torre pra atacar de cima.


Tem o Rollobite, que é basicamente uma versão filhote do filhote do Moldorm, afinal tem as mesmas cores e detalhes, mas é um pequeno bichinho que se enrola, parecido com tatu-bola. Serve pra tampar buracos e passar por cima.




E por fim, tem a Piranha, que é um peixe que nada nas nuvens. Esse veio direto de Zelda Links Awakening, e é um monstro que não é tão comum de aparecer. 


La eu tinha citado que ele era um peixe e eu não lembrava de peixes em jogos de Zelda, não naquele formato, e cheguei a categoriza-lo como uma criatura do universo Mario (la eu explico a razão). Mas, bem, aqui ele ressurge, numa reconfiguração do habitual (ao invés de nadar em águas rasas e pular pra atacar, ele nada nas nuvens).



Bow Moblin, Dark Nut, Keaton, Red Dark Nut, Spear Moblin, Ball and Chain Soldier




Esses são os humanoides, criaturas com aparência, postura e comportamento humano, mas que na real são monstros, tipo os Moblins.


Eles andam armados, com lanças e arcos, e atacam o herói, mas são basicamente Javalis Antropomórficos.


Tem também os Keatons, criatura original inclusive, que são raposas humanoides que roubam dinheiro ao dar investidas correndo com suas adagas.


Tem um soldado que eu acho que é uma armadura com vida, chamado Ball and Chain Soldier. Ele fica girando uma bola com corrente, e ataca de longe além de evitar que o herói chegue perto por causa da bola.


Tem também os Dark Nut, já estes são armaduras com vida, ou melhor, são armaduras possuídas por maldade, que atacam violentamente e inteligentemente. Eles são astutos e hábeis com Espada e Escudo, cheios de movimentos, tanto que por várias vezes são mini-chefes de dungeons.


Perto do final do jogo é preciso enfrentar vários deles em salas separadas e cara, eles são muito fortes, principalmente quando tem mais de um na mesma luta.



No fim mesmo, tem que lutar com 3 deles ao mesmo tempo, sendo que eles defendem e atacam de uma forma estratégica e difícil de quebrar, e pra variar, tem tempo!

Moldworm, Mulldozer, Pesto, Scissors Beetle, Sluggula, Madderpillar




A categoria de insetos é um tanto quanto especial em Minish Cap. Como deu pra perceber, tem insetos gigantes (os Beetle e os Tektite) mas, tem todo um grupo de inimigos minúsculos próprio para o mundo dos Picori.

Começando com os Mulldozers, que são pulguinhas malucas que correm enlouquecidamente.




Tem os Pestos, que são moscas que carregam objetos, valendo até bombas, e voam de um lado pro outro buscando alvos para seus dejetos.


Tem as Sluggulas, que são lesmas, lentas, e quase inofensivas, mas que caem do teto e machucam, logo, são inimigos e merecem morrer.



Tem as Scissors Beetles, que são basicamente lacraias que arremessam seus chifres/presas como bumerangues.




E por fim, tem o Moldworm, não confunda com o "Moldorm", apesar de serem muito parecidos. o Moldworm é uma minhoca... só isso. Como ela só surge no mundo dos Minish, la ele parece gigantesco mas na real, é apenas uma minhoca mesmo.



Alias, não posso esquecer do Madderpillar, uma centopeia diferente do Moldorm (o grandão) e que aparece apenas no mundo minúsculo. Ela é um inseto peculiar, uma centopeia com fogo no rabo (literalmente) que expõe seu coração quando é atacada por ele.


Essa criatura é fortinha, e serve como mini-chefe de alguns calabouços do jogo.



Floor Master, Wall Master, Ghini, Gibdo, Flying Skull, Stalfos, Wizzrobes




Esse é o grupo de mortos vivos, ou simplesmente criaturas do além mesmo, como os Ghini, que são fantasmas linguarudos que adoram lamber os vivos.




Tem as Masters, tanto a do chão quanto a do teto, que são mãos vivas e fantasmagóricas que agarram o herói e o leva direto pro inicio das dungeons.



Temos os Salfos, que são esqueletos ambulantes que pulam e jogam ossinho...




E tem a cabeça deles, que sai voando sozinha as vezes (na verdade, tem caveiras pelos mapas e algumas delas fazem isso, por estarem possuídas).


Tem as Flying Skull, que são caveiras flutuantes também, mas essas pegam fogo e ficam girando por ai, além de impedirem alguns movimentos do herói por um tempo se o tocarem.




Tem os Gibdos, que são múmias, mas especificamente Stalfos mumificados, tanto que se a gente queima uma ela vira um Stalfo. Eles adoram agarrar link...



E por fim temos os Wizzrobes, que são fantasmas bruxos, que aparecem e desaparecem, jogando magias.

Tem o comum, na cor verde, que joga energia simples.




E tem os elementais, o Azul (gelo) e o Vermelho (fogo) que congelam e queimam, respectivamente. 



Detalhe que nesse Zelda quando link se queima, ele não toma apenas dano, ele sai correndo pegando fogo!


Armos, Bombarossa, Chaser, Door Mimic, Eyegore Statue, Flying Pot, Torch, Trap, Turrel



Esses são as criatura sem vida, porém animadas. São objetos que atacam.

Bombarossa é um original de MC, é uma bomba minada que flutua e detona se qualquer coisa encostar.



Outro original é o Turrel que é uma estátua que cospe energia, algo até bem comum em Zeda, mas ela tem um formato inédito.

De resto são criaturas já conhecidas, como as Torchs, que são tochas que jogam bolas de fogo onde link tiver.



As Chaser, que são esferas com gilete que se ativam quando link passa na frente e tentam corta-lo.



Tem as Traps também, que são esferas laminadas que andam de um lado pro outro, sem precisar que link entre no caminho.



E tem as Doors Mimic, portas falsas que caem em cima de link se ele tenta abri-las.



 Temn os Flying Pots, que são vasos que voam sozinhos, parecido com as caveiras amaldiçoadas.

E por fim, temos o Eyegore Statue, uma estátua que acorda com uma flechada nos olhos.



E claro, tem o Armos. Deixei ele por último pois aqui rola uma revelação estupenda: Armos são Robôs, não estátuas.




Pois é, eles já apareceram em vários outros Zeldas, como aparentes estátuas que ganham vida quando link encosta, e atacam. A questão é que elas são na verdade robôs, criados pelos Minish!


Em MC isso é revelado através de um minish, que conta que os Armos são construídos a tempos pelo seu povo para ajudar o mundo grande, provavelmente como guardiões de templos sagrados para os grandes (por isso só surgem em entradas de calabouços e calabouços).


Além disso, é preciso mexer nos circuitos dessas máquinas para fazê-las funcionar, pois algumas estão simplesmente desligadas. Link precisa ficar minúsculo, entrar nelas e ativar o interruptor que as liga.


Curioso não? Olhando dessa forma, com essa singela revelação, a visão sobre os demais Zeldas se expande. Se os Minish estavam presentes o tempo inteiro, significa que eles são muito mais antigos que muita coisa já mostrada...


Peahat, Puffstool, Deku



Essa é a categoria das Plantas, ou seja, criaturas com origem mais relacionada ao vegetal do que ao animal.




Peahat são plantas que voam e pousam periodicamente. Elas também carregam explosivos, semelhante a mosquinha, mas no mundo grande.


Puffstool pe um cogumelo que expele poeira. Ele surge no mundo minúsculo e polui tudo com sua areia estranha.




E por fim, Deku, uma raça clássica de Zelda, é indiscutivelmente uma planta que cospe nozes, e depois vende as coisas.


BobOmb e Lakitu



Pra finalizar, falo de duas criaturas que não pertencem ao universo Zelda.


BobOmb é um monstro vindo do universo Mario, uma bomba ambulante que explode depois de um tempo quando acertada. Eu falei bastante dessa criatura e de sua origem em Mario, no crossover maluco que a Triforce da Força causou em Links Awakening... mas agora surgiu mais um...


Lakitu, um monstro pescador que flutua em uma nuvem. Ele é também do universo Mario, mas não chegou a aparecer no LA. Ele surge aqui, como um dos inimigos da Fase dos Céus, sendo que tecnicamente, nem faz sentido sua existência...



Mas claro que, como toda essa realidade é resultado da Triforce da Força, tudo leva a crer que Din era mó fan de Mario e não consegue deixar os easter eggs fora de sua realidade. Claro que, isso é mais um dos muitos easter eggs da Nintendo, mas ainda assim, pode servir pra reforçar a ideia de tudo isso ser apenas uma projeção da Força.



Chefes


Os chefões e mini-chefes são sempre interessantes de se citar, e nessa parte posso até resumir o jogo. Então, aproveitando a oportunidade, enquanto falo dos chefões, conto um pouco mais da história do jogo, pelo menos da parte em que eles são enfrentados, e de como são enfrentados.

Big Green Chuchu



O primeiro chefe é um Chuchu, porém, link o enfrenta estando ele minúsculo.




Pois é, uma criatura comum e fraquinha, se converte num grande chefe para link quando ele fica na forma minish.




Ele surge no primeiro templo visitado por link, ao fundo da cidade dos Picori na Floresta Minish (o povo batizou a floresta com o nome real da raça dos Picori, estranho né?!). 


Link tinha ido buscar o Elemento da Terra, mas bem na hora H surge esse Chuchu pra encher o saco.




Derrota-lo, estando pequeno, é muito mais difícil que o normal. Link usa o aspirador pra tirar o excesso de gosma dele e fazê-lo cair, e assim golpeá-lo em seu ponto fraco, a Cabeça.


Ganhando, link consegue o primeiro elemento pra espada, o Elemento da Terra.


Gleerok




Gleerok é uma tartaruga de fogo que aparece na montanha de lava, quase um vulcão diga-se de passagem, onde uns Minish mineram. Ela é caçada por link enquanto os Minish restauram a Espada Branca pra que os elementos sejam imbuídos.


Alias, apesar dos Minish trabalharem por la, também haviam pessoas de tamanho normal minerando, tanto que há muitos trilhos e carrinhos por ali... alias é bem legal andar de Montanha Russa com esses carrinhos desenfreados... link grita pra caramba... mas continuando...


Gleerok é enfrentada em tamanho normal, e é de fato gigantesca, mas link usa o bizarro cajado da inversão para girar seu casco atacando por trás enquanto ela cospe fogo, deixando ela atordoada...


Pra então andar sobre sua cabeça e pescoço e golpear seu casco, que é seu ponto fraco.



Link precisa derrota-la para pegar o Elemento do Fogo, escondido na montanha, e usa-lo pra refinar Espada Branca.



Mazaal



No Antigo Templo do Vento, que ficava escondido num pântano, em busca do elemento do Vento, link encontra e enfrenta Mazaal, nesse caso tanto no mundo grande quanto no pequeno.


Mazaal é um robô, provavelmente criado para proteger o Elemento do Vento, mas o elemento já tinha sido levado para outro local então a luta contra ele é quase desnecessária... apesar de interessante e divertida.


A máquina tem uma cabeça central e duas mãos, e link precisa ficar pequeno pra desativa-las por dentro, e ficar grande para destruí-las por fora.



É um encolhe-estica do caramba e no fim, Mazaal vai pro beleléu.




O Elemento do Vento havia sido transferido pra um novo templo do Vento, pela Comunidade do Vento, em sua mudança, e link precisa aguardar até o momento certo para ir atrás dele.


Ele só não sai de mãos abanando pois a Ocarina do Vento é conquistada no lugar do Elemento do Vento.



Detalhe: Mazaal não foi criado pelos Minish, apesar de link usar o poder de virar um Minish para destruí-lo. 




Dentro dele, link não encontra botões de ligar e desligar, mas sim circuítos que ele destrói. É tipo o Homem-Formiga dentro do Homem de Ferro... 



Big Blue Chuchu



Sem tempo pra esperar, link faz de tudo pra conseguir as Nadadeiras com um Minish numa biblioteca, e ai vai pro Templo da Água, pegar o Elemento da Água.


La, ele encontra tudo congelado, e precisa passar por vários obstáculos usando a luz do sol para derretê-los (pois é um templo minúsculo), e isso nos leva a dois chefões! 


Na verdade, um Chuchu Elétrico surge como mini-chefe, mas ele é mais difícil que o primeiro chefe do jogo, logo, é injusto tacha-lo de "mini-boss".


Ele aparece de um dos tetos solares, se infiltrando no templo e atacando o herói com ele estando minúsculo.


Ele é derrotado da mesma forma, com golpes na cabeça ao ser derrubado pelo aspirador, mas, ele tem a vantagem de ser eletrificado então, as vezes, seu corpo se protege com raio.



É depois dele que a Lâmpada é encontrada, pra ajudar no degelo do mapa.  O que repito, nem faz sentido afinal link tava miniatura e a Lâmpada surge em tamanho miniatura... mas okay...



Big Octorok

Vencendo o Chuchu e avançando um pouco mais no calabouço aquático congelado, ao se conseguir descongelar o Elemento da Água, um Octorok que estava entalado a tempos (e tinha até criado vegetação) descongela junto engole o elemento e vira o verdadeiro chefe da fase.



Ele é mais difícil de peitar, pois corre de um lado pro outro dando investidas, suga link para devorá-lo e cuspi-lo longe...




E ainda cospe pedras, além de fazer terremotos... 


E jorrar tinta pra escurecer o mapa.




É um chefe bem dinâmico mas no fim, link o queima inteiro...


E coleta o Elemento da Água.


Gyorg Pair






Por fim, link recebe a ajuda do Fantasma do Rei do passado e encontra a entrada pra montanha que leva pro céu. 


La, ele encontra o Povo do Vento, e consegue a autorização para atravessar o novo Templo do Vento, diretamente nos céus.


Link passa por vários obstáculos nas nuvens, enfrenta muitos inimigos, até chegar ao ponto mais alto do templo e lutar contra uma enorme, colossal, gigantesca, Arraia dos Céus... 


Com uma penca de filhotes voando pra todos os lados...


É uma luta intensa, mas graças ao poder da Capa do Pulo, e da Espada com os 3 Elementos já obtidos, link consegue vencer.


Alias, algo que não mencionei é que a Espada Branca conforme é atribuída com os elementos se torna mais forte e também, da o poder da multiplicação pra link.



Pois é, com a espada, cada elemento passa a gerar uma cópia idêntica e sincronizada de link, mas apenas em pontos específicos, com quadros específicos no chão demarcando.



A espada libera esse poder de multiplicação, e com isso, link chega a quadruplicar sua força, no final, quando consegue os 4 elementos.



Esse chefe só é derrotado pois link pode ferir seus muitos olhos ao mesmo tempo, golpeando com seus clones, caso contrário seria impossível. 




No fim, ele conquista o último Elemento, o do Vento.


Os clones também servem pra empurrar pedras grandes...



E acionar múltiplos botões ao mesmo tempo... só pra constar.


Sábio Vaati



Com o poder da Espada Restaurada, através de um templo Minish escondido dentro do Castelo de Hyrule, link abençoa a lâmina reparada pelo Ferreiro Minish das montanhas com os 4 elementos, e ganha um poder de lançar energia nos seres petrificados, e liberta-los. 


Com isso ele já tinha poder para libertar a princesa, mas pra enfrentar Vaati era preciso mais poder, o Poder da Luz. Link descobre que esse poder estava em Zelda, mas Vaati pega ele no flagra e decide tomar o controle da situação, pegando a princesa e retirando o Poder da Luz na base da força.



O Castelo de Hyrule vira um Calabouço, repleto de criaturas e com as pessoas petrificadas, mas link consegue atravessa-lo, encontra e liberta o Rei da maldição da Pedra, dentre outras pessoas. E ai, vai de encontro a Vaati para impedir o ritual de extração.



Ele consegue, com muito suor, chegar a tempo e desafia o feiticeiro Minish, que abre um buraco e o leva pra um ringue próprio só para enfrenta-lo.



Vaati Renascido


Vaati começa apelando com uma forma monstruosa, sua verdadeira forma, grande de feiticeiro.




Ele usa magias com 4 olhos projetados fora de si, e seu ponto fraco é um olho enorme na sua barriga, que só se abre quando os 4 olhos melhores são estruídos.



É meio complicado acerta-lo, pois ele fica teletransportando, mas uma vez derrotado, a luta só esta começando...



Vaati Transfigurado



Ele perde o controle de seu corpo de feiticeiro e se converte em uma criatura ainda mais maligna, repleta de trevas e envolta por olhos. 



Ele usa diferentes magias, de eletricidade e envenenamento, e precisa que seus olhos sejam descobertos da magia negra que os envole para serem atingidos e assim, ele ser derrotado.



Uma tarefa nada fácil pois ele se move loucamente de um canto pro outro, e o mapa fica repleto de obstáculos que desfazem os clones de link.



Mas, no fim, ele é destruído e link consegue salvar a princesa... 



Porém... o castelo começa a desmoronar por causa da magia de Vaati e o casal tenta escapar, indo pra única saída remanescente.



E la, surge Vaati novamente...



Revanche de Vaati


Próximo a saída, surge a essência de Vaati, querendo se vingar do herói a todo custo.




Ele se projeta como um olho grande com asas pequenas, protegido por 4 olhos melhores que só se abrem quando atacam, e com duas mãos gigantes que se movimentam independentemente.



Link precisa primeiro derrotar as mãos, numa batalha que lembra vagamente a do Mazaal, só que um pouco mais complexa. O herói tem de usar o bastão que vira as coisas pra fazer as mãos caírem de costas, quando elas se desprendem de Vaati, e ai se diminuir, entrar nelas e atacar toda a essência maligna dentro delas, até elas explodirem.



Vencendo as duas mãos, Vaati abre os olhos e começa a atacar com eles, o que o deixa vulnerável, mas somente a ataques de Rebate.



Link precisa se quadruplicar para rebater tiros de energia dos 4 olhos ao mesmo tempo, e assim destruí-los, colocando o próprio Olhão de Vaati no chão e descendo o sarrafo. 



Isso se repete algumas vezes até o vilão ser totalmente destruído, e ai... rola o final.



O Final

Vaati derrotado deixa o Gorro Minish livre, e Ezlo se liberta da magia.




Então Zelda usa a Força da Luz junto com o Gorro Minish para desejar que todo o mal seja apagado (o que elimina os monstros) e que Hyrule seja restaurada.



Com isso, Ezlo se despede do herói, e diz que ele ficou estranho sem touca, criando um gorro verde pra ele de presente.



E assim, Ezlo entra no portal pro mundo Minish e o sela, para que os mundos se separassem uma vez mais, levando o gorro mágico consigo, para evitar que mais algum mal ocorresse.



E assim termina Zelda Minish Cap.



Linha Cronológica



Achou que eu ia esquecer de falar disso? Um dos meus objetivos principais com as análises de Zelda é estabelecer minha própria Árvore Cronológica de Zelda, explicando um por um e comprovando onde cada jogo se encaixa na ordem de eventos, algo que contraria a ordem oficial publicada pela Nintendo, a desenvolvedora dos jogos. Claro que, um dia, quando eu tiver falado de todos os jogos e conseguir apresentar cada um dos pontos, farei uma análise única só pra explicar essa cronologia de uma forma resumida e bem mais clara, porém, aqui segue o resumo de como Minish Cap se encaixa na grade criada por mim até então:

Zelda MC seria um dos últimos jogos da cronologia, algo muito diferente do que é afirmado oficialmente (é dito que ele é o 2º jogo na cronologia oficial). Não irei explicar a cronologia oficial, pois não é o caso (farei isso no dia que eu for comparar ambas na análise final), mas explicarei meu ponto de vista.

MC se encontra na verdade na Realidade da Força, após os eventos de Wind Waker. Apesar de sim, os gráficos e designe do jogo se ligarem muito mais ao estilo de WW do que a qualquer outro jogo da franquia, não foi isso que me fez fazer tal ligação, mas sim a geografia de Hyrule, ou melhor, de Nova Hyrule.



Como expliquei nas análises anteriores, após a divisão da Triforce em 3 realidades ela forçou o nascimento e sustentou alguns universos enquanto se mantivesse neles por seus fragmentos. A realidade da Força, que surgiu partindo de Ganon com a Triforce da Força, formou o mundo de Wind Waker onde Ganon triunfou após o desaparecimento do herói, por causa de "Zelda Links Awakening".

Então, após o Wind Waker, a Triforce e Hyrule "deixam de existir" por causa de um desejo do rei, isso num resumo bem bruto. Depois disso, surgem alguns jogos que ainda não analisei (mas conheço e sei exatamente do que falam então, confie em mim, sei bem do que to falando) que mostram o mundo se reerguendo após a inundação de WW. Então, chega num ponto em que ocorre o que é chamado de "Colonização" e um novo reino de Hyrule é formado, em terra firme.

Esse reino se forma em outro lugar, longe de onde a antiga Hyrule existia, então apesar de ter o mesmo nome,  é outro lugar, outro reino, com outra cultura... e é neste reino que Minish Cap se passa.

Um detalhe extra, que coloca este Zelda mais perto do fim do que do início, é a Evolução dos Gorons como tanto menciono. Dead Rocks, habitantes da Montanha da Morte, existiam na era de "A link to the Past" e "Between Worlds", mas evoluíram para os Gorons com o passar do tempo. Os Gorons viraram Viajantes e Imigrantes como é mostrado em Wind Waker, e curiosamente, eles também são viajantes em Minish Cap, e a Montanha da Morte, habitat natural deles, não é um local existente em MC (Apesar de haver um Goron absurdamente gigante escondido em uma das montanhas de MC, não é a Montanha da Morte).

Eu defendo que onde tem Goron, é o futuro... mas vou deixar pra falar melhor disso em outro post, pois ainda tem muita coisa referente a este tema pra discutir.

Existem detalhes a se mencionar como a Ocarina do Vento, ou os itens do Herói que surgem nas mãos dos Minish, mas isso tudo, por mais incrível que pareça, fica tudo pra outro jogo... afinal a história dos Minish pode até ter terminado em MC, mas ainda há dois títulos que continuam seu enredo e trazem mais pequenas grandes revelações cruciais pra cronologia, que um dia falarei.

Por hora, é isso.

Alias, algumas curiosidades antes de terminar:

Minish em Breath of The Wild, quase!



Pois é, em Zelda BoTW sabemos que todos os universos de Zelda se chocaram e tivemos de tudo, desde Zoras até Ritos (alias não há Zoras em Minish Cap, nem a versão antiga, nem a nova, nem os Rito... só pra constar), mas algo que não apareceu foram os Minish... tudo pois eles seriam "Pequenos de mais" pro grande universo de BoTW.

Na minha opinião, eles não surgiram pois não faria o menor sentido Link poder enxerga-los, afinal, ele não é mais uma criança. Apesar que, seguindo por essa lógica, nada impede que os Picori estivessem por todo o BoTW... afinal, Link não enxerga eles mesmo...

A imagem acima é uma concept art presente no próprio BoTW, mas seria incorreto colocar os Minish desse tamanhão... eles são muito menores... 

Minish em Ocarina of Time, talvez...

Ah, isso é totalmente teórico mas, sei la, acho legal mencionar... Se Armos foram criados por Picoris, então os Armos de Zelda Ocarina of Time também?!


Se for o caso, significa que apesar de influenciados pela Triforce da Força em Minish Cap, os Minish já eram um povo existente muito antes da divisão do Triângulo Mágico em 3... 


Curiosamente, uma pista de que eles realmente já existiam naquela época, escondidos, são as "Portas Pequenas".


Em dungeons e alguns pontos de Hyrule, há entradas tão pequenas que apenas Crianças podem passar, engatinhando. A questão é que nem faz sentido haver entradas pra crianças em templos sagrados repletos de armadilhas, tipo o Templo do Deserto em OoT, no qual Link precisa intercalar entre Adulto e Criança pra atravessar, justamente por causa dessas portas...


Legal que o formato delas é exatamente o mesmo da porta grande da entrada do templo em questão, logo... não são apenas buracos... são entradas de fato.


Há textos do lado que orientam a entrada para crianças apenas... mas isso pode ter sido muito bem criado posteriormente a passagem dos Picori... Bem, eles estando por la ou não, é muito suspeito isso ai...

Minish e Sheikahs?

Pra terminar, eu acredito que os pequenos Minish trabalharam por muitas vezes ao lado dos misteriosos Sheikah. No universo de Zelda, muita da "Magia", é "Tecnologia" disfarçada, e tem duas civilizações omissas que parecem ter influenciado todo o mundo, com sua tecnologia... muito semelhante diga-se de passagem.


Da mesma forma que os Picori fizeram Armos, os Sheikah fizeram Estátuas Foguetes com Olhos... 

Mas, tem outro jogo que falarei melhor disso... 

Até la, é só isso.

Obrigado pela leitura, espero que tenha ficado legal e claro... e eu apreciaria seu comentário.

See yah!

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6 Comentários

  1. Muito bom, esse foi o primeiro Zelda que eu zerei, e me fez querer jogar os outros

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    1. Esse é um dos meus favoritos, meus irmão adoram ele, e pior é que é o menor Zelda que joguei... ainda assim é ótimo.

      Obrigado pela leitura sr Jose.

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  2. parabéns por mais um belo post man. todo dia estou por aqui a procura de novidades rs. Já posso ficar atento ao próximo post?

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    1. Obrigado sr Ivan...

      Referente a próxima postagem... depende... se Mega Man Battle Network parar de ser tão chato! Meu deus... que jogo chato... eu to adorando a história mas a jogabilidade ta um saco... odeio bichos surgindo do nada o tempo todo, me perdi dezenas de vezes e isso ta atrasando muito. O ponto positivo é que do jeito que to injuriado, provavelmente no mesmo dia que terminar o game já terminarei o post... mas será um bom post... pode ter certeza. Também acabei de arrumar o controle do PS4 e agora ta dando pra jogar Last of Us tranquilamente, o ruim é que eu voltei meu save todo mas, to avançando já... além disso... o emulador de ps3 ta rodando "Nier"... eu fiquei empolgado pra conhecer a história do prequel do Automata.

      Tirando isso tudo, peguei folga nesse fim de semana então vai da pra me dedicar aos jogos e textos totalmente.

      Logo logo sai texto novo, farei de tudo pra não embromar dessa vez e sr, obrigado pela paciência.

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  3. Obrigado pela resposta! já estou no aguardo!LAST OF US!!!!!!

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