AnáliseMorte: Assassin's Creed - Entenda Tudo Sobre.

Assassin's Creed


Lançada pela Ubisoft, Assassin's Creed é uma franquia de sucesso, repleta de títulos, que encanta jogadores com gráficos sensacionais e bastante parkour. Por muito tempo evitei joga-los, mas hoje chegou o dia de encarar essa trama lotada de histórias reformadas e muita referência conspiratória.



Boa leitura!



Depois dos gráficos, o que mais me chamou a atenção em Assassin's Creed foi a história. Antes mesmo de jogar, eu já sabia que era um jogo mais ou menos baseado em fatos reais, tanto que comprei várias edições pro meu irmão do meio jogar, pra aprender mais sobre história.

Claro que, o que é contado no jogo não é exatamente real, mas é inspirado, e muitas figuras históricas são mencionadas ou apresentadas, com um toque extra de ficção, só pra animar as coisas. 

Eu chego a pensar em Assassin's Creed como um método legal de se informar à respeito de história, para pessoas que não curtem essa matéria. História é chata pra muitos (inclusive pra mim) então, ter alguma base pra estudos, divertida, faz com que tudo se torne mais fácil.

História vs Estória


No nosso idioma, existem duas palavras que se referem ao ato de registrar e contar um evento. "História" com a letra "H" seria um evento real, registrado nos livros escolares e repassado através das gerações. "Estória" com a letra "E" seria qualquer evento fictício, escrito e imaginado pra fins de entretenimento. 

Sinceramente, eu sou daqueles que considera "estória" uma frescura literária, feita por escritores para enfeitar mais nosso idioma que já é desnecessariamente extenso sem qualquer razão. Por isso, cito isso, pois não irei me referir a história do jogo como uma "estória", mesmo sendo algo fictício. 

Continuando...


"AC" tenta reimaginar e reapresentar figuras históricas, tentando mostrar um lado mais conspiratório e misterioso, ao mesmo tempo que ilustra a realidade do passado, não apenas por personagens, mas pelos cenários também.

E é algo estonteantemente lindo.




Eu fiquei impressionado com os gráficos do primeiro jogo, lançado em 2006. Desde aquela época já eram detalhadíssimos, e lindíssimos. A liberdade do personagem em explorar as paisagens só aumenta e melhora ainda mais a experiência, e cara... que vasta experiência.



Tem muita gente que não curte AC, e normalmente todos alegam que os jogos são tudo a mesma coisa, repetitiva em jogabilidade e tal, e até que isso faz sentido, pois em termos de jogabilidade, AC tem um desafio mínimo. Porém, a beleza dessa franquia, inicialmente, tava na história e gráficos.

Ainda assim, a jogabilidade é interessante e repleta de inovações, as quais foram inspiração para modelos de jogos como "Zelda Breath of The Wild" e Batman Arkham (ainda não analisei eles mas eu percebi semelhanças inquestionáveis na jogabilidade). O próprio estilo de AC é tão único que faz dessa franquia quase um gênero novo de jogo.



Pretendo falar um dia de todos os AC que existem, e a franquia evoluiu muito, sempre mantendo seu gênero único, mas aumentando drasticamente a variedade de movimentos e elementos. Eu sei um pouco sobre os outros jogos, mas irei me focar apenas no primeiro, então já preciso falar do maior defeito desse jogo: Legendas.

Na verdade, é a falta de legendas

AC não tinha, nem tem legendas (ele foi relançado algumas vezes entre as plataformas, e nem adicionaram isso) o que vai contra o maior atrativo do jogo, sua história. 

Como o enredo é repleto de referências reais, cheio de nomes que existiram e personagens históricos, a falta de legenda nos faz pensar coisas como "O gordinho é importante?" ou "Serio, onde eu to?", o que agrava a sensação desagradável de estar fazendo a mesma coisa o tempo todo.

Pra quem fala os idiomas suportados pelo jogo (inglês, espanhol, e tem mais alguns, menos português) ou pelo menos os entende, é mais fácil compreender os diálogos e tal, porém, é tanta informação, tanta conversa, tanta coisa falada, que fica difícil se concentrar e entender tudo de primeira.

Tipo, as legendas ajudam a acompanhar certas conversas, principalmente quando há nomes incomuns e palavras de época, termos originais do jogo. Elas ajudam a acompanhar a história, e entendê-la, e sem elas simplesmente fica fácil de mais se desconcentrar. É daí que eu acho que sai a crítica da galera quanto a dinâmica de AC, afinal, como o que difere os momentos é principalmente a conversação, uma vez que não entendemos e pedimos pra pular, tudo fica repetitivo de mais.


Mas enfim, da pra entender as duas histórias de Assassin's Creed se a gente se concentrar bastante... e sim, são duas histórias.


Existem dois protagonistas em AC, ambos jogados ao mesmo tempo, em épocas diferentes, com desafios diferentes, porém interligados.

A história de um, é um pretexto do outro, mas as duas histórias são completamente diferentes, apesar de complementares.

Confuso? Eu sei, é mais ou menos complicado, mas no final da análise você entenderá tudinho, te garanto.


Em resumo, uma história fala de um cara, que consegue acessar as memórias de uma vida passada, através de uma misteriosa máquina, e é forçado a reviver memórias de uma pessoa para os fins misteriosos da galera estranha que o mantém refém em uma sala.



A outra história é a da pessoa que tem as memórias revividas, que na verdade existiu séculos atrás e passou por muita coisa, enquanto descobria as verdades sobre uma seita da qual fazia parte.



Nós controlamos a primeira pessoa, no século XXI, que quando se deita numa máquina vai pro final do século XI onde revive os feitos de um antepassado, e nós controlamos esse antepassado.



É interessante que, quando controlamos o primeiro cara, nós temos movimentos limitados e somos confinados em uma sala, mas quando vamos pro antepassado, nós ganhamos uma liberdade enorme de movimentos, podendo pular, correr, lutar, e por ai vai, além de ganhar acesso a cidades inteiras... desde que a memória delas esteja liberada.



Dentro do sistema, há paredes invisíveis pra limitar o acesso a certos locais antes da hora, então antes de se chegar a parte da história em que essas regiões foram acessadas no passado, nós só podemos ir até certos pontos, ainda assim, com muito mais liberdade que no "presente".

O sistema, chamado Animus, é uma máquina de realidade virtual que utiliza os dados do dna do usuário para leva-lo até vidas passadas, de seus antepassados, e registra-las em vídeo para terceiros assistirem. Uma vez dentro dessas vidas passadas, o usuário assume o papel dele, conrolando seus movimentos. Entretanto, a personalidade, os diálogos e principalmente, as ações, são totalmente originais do antepassado, então, apesar de haver maior liberdade, nada que é feito nessas viagens pelas memórias, pode modificar ou influenciar no que já aconteceu.



O personagem conversa e decide por conta própria, se o usuário causa algum dano ou mata alguém que não morreu naquela época, o sistema ignora essa informação e continua, e se por acaso algo seja feito que prejudique a reprodução da memória, tudo é reiniciado.

Então, a maior liberdade do jogo, na verdade, é o momento menos livre de todos, pois o jogador apenas conduz o carinha por eventos inalteráveis. Apesar de que, é possível escolher os métodos para os fins. Como a movimentação física é livre, podemos escolher se iremos até um ponto pela rua, ou por cima de prédios. Podemos escolher como derrotaremos nossos alvos, e com quais armas lutaremos. Mesmo que nada disso mude qualquer coisa no final, pois os eventos principais se mantém exatamente como ocorreram no passado, ainda é uma liberdade maior do que do primeiro personagem.

Bem, bora falar de toda essa movimentação então, depois falarei dos personagens, daí da história de geral, e por fim, tentarei explicar algumas coisas extras.

Jogabilidade


Controlando o personagem do presente nossos movimentos são bem limitados.

Podemos andar...



Mover a câmera...



Interagir com objetos ou personagens específicos, em momentos específicos...



E entrar na máquina de Realidade Virtual Aumentada, onde assumimos controle do menu de seleção de memórias, exatamente como se escolhêssemos as fases para um  jogo, mas na perspectiva do personagem, não do jogador.



Existem momentos em que da pra fazer coisas além de simplesmente andar entre o quarto do personagem e a máquina, coisas que não são sugeridas pelo jogo, mas se tornam possibilitadas de vez em quando. Esses pequenos eventos oferecem informações pertinentes a história desse personagem, e não são obrigatórios, apesar de interessantíssimos.


Coisas como, subir na pia do banheiro pra ouvir uma conversa na sala do lado...



Pegar uma caneta secretamente do bolso do cara responsável pela máquina e depois usar pra acessar o notebook dele e ver seus e-mails sobre o projeto...



Pegar a senha da mesma forma da mina que manipula a máquina...



Acessar o notebook dela e descobrir quem ela realmente é...

Essas coisas são secundárias, liberadas periodicamente e, se feitas, permitem um conhecimento maior sobre o enredo do primeiro personagem.



Mas, tirando isso, não tem mais nada pra se fazer, exceto é claro no final quando o carinha libera uma habilidade visual que, eu vou explicar no final da analise.

Controlando o segundo personagem, obtemos uma vasta ramificação de movimentos...

Podemos andar, correr, ou correr muito.


Isso define não apenas a velocidade do personagem, mas o impacto dele nos demais personagens...



Existem muitos coadjuvantes npcs, pessoas andando com vasos e objetos, soldados, etc (depois falarei deles tudo) e, um dos objetivos desse personagem é evitar chamar atenção, daí, passar por eles andando evita contatos bruscos, tropeços, quedas, o que evita que todos olhem pra ele.



Mas, passar correndo já gera tumulto, derruba tudo, faz as pessoas questionarem a razão do cara correr, faz ele parecer suspeito pros guardas, e no fim, pode causar problemas.

Mas cabe ao jogador controlar isso e decidir quando quer sair disparado ou não, as vezes nem vale a pena evitar confusão, pois os guardas enchem o saco da mesma forma, então correr é a melhor opção.

Pular

Ao correr, a opção de Pulo fica automática, e só de chegar perto de um objeto ou muro, o personagem se joga e começa a pular e escalar.



Ele pode pular normalmente mesmo sem correr, mas correndo é mais dinâmico, e no caso das escaladas, fica até mais rápido.

Escalar

Ele pode escalar qualquer coisa que tenha algo pra se segurar, sejam janelas, vigas, plantas, frestas, madeiras, buracos, sulcos, ornamentos, etc. A movimentação e o detalhe dela é algo de se encher os olhos, e o personagem é um escalador profissional.



É preciso escalar constantemente, e um dos objetivos do jogo é subir torre altas para mapear tudo, assim obtendo a posição das missões principais e secundárias, além do mapa das cidades em si.



Isso me fez lembrar de Zelda Breath of the Wild, e agora entendo o quanto AC influenciou o jogo de Link. Escaladas pra mapear... foi dai que saiu a ideia. Na época eu não sabia...



Da mesma forma ele pode pular de locais para locais, apenas correndo e se jogando, se equilibrando em diferentes superfícies e, mantendo-se em movimento constante.



O ruim é que é preciso manter a câmera apontada pra direção certa ou então, ele se joga pro meio do nada e pode até morrer, afinal, sua resistência é limitada e quedas tiram muita energia, dependendo da altura...



Exceto se tiver feno. Se tiver feno no chão ou carroças, pode-se pular até da lua que não se perde nem um tiquinho de energia. Isso é mentiroso pra caramba, mas é uma das formas de se descer de prédios altos rapidamente.




Feno é duro pra k7, mas em AC são como bolhas de plasma amortecedoras de impacto.



Eu tenho uma teoria do porquê disso:




Em uma parte do jogo, o segundo protagonista da um salto de fé cegamente em direção à feno, ao lado de outros dois colegas. Um deles chega a quebrar a perna na queda, mas ele mesmo não se fere em nada.



Logo, o Animus entendeu que Feno é algo seguro, considerando a confiança que o cara sentiu (depois falo melhor disso) e mesclando à sua memória. Nem tudo o que o Animus mostra realmente aconteceu daquele exato jeito, e algumas coisas variam com base na psique do usuário e do recordado... então, Feno acaba sendo algo completamente seguro la dentro... diferente de água... mas no final eu falo disso...

Esconder

Fenos também servem como esconderijo, para fazer os guardas deixarem de seguir o carinha.



Existe um desconfiômetro, que define se o personagem é suspeito ou não. Quando ele fica vermelho, todos os guardas da cidade decidem mata-lo, então é preciso correr e dar um jeito de despista-los, pois com eles na cola não da pra fazer missões e avançar na história.



Existem algumas formas pra se esconder ou despistar, e além do feno, da pra se esconder em uns gazebos e esperar até os guardas cansarem  de procurar.



Da pra sentar em bancos com civis do lado, pros guardas perderem o cara de vista.



E da pra entrar no meio de religiosos e andar com eles, pros guardas não suspeitarem por causa das roupas.



Curiosamente, todos esses métodos são muito funcionais e os guardas são burros pra caramba. A Inteligência artificial deles apaga o rosto do cara da memória deles se ele se esconder por alguns segundos. É legal por exemplo correr e levar eles até o topo de um prédio, pular num gazebo, esperar eles falarem "Deixa pra la, ele deve ter fugido" e sair do lado deles, e dançar. Eles nem suspeitam!



Enfim, também da pra simplesmente descer o sarrafo neles e, após matar uma meia duzia, eles desistem de prender o carinha, deixando ele livre até que comece a causar novamente.

Luta


O sistema de luta é outro repleto de opções...



O personagem basicamente enfrenta na base de contra-ataques. É praticamente um jogo de Pedra-Papel-Tesoura, pois apesar de ser possível golpear livremente, em qualquer direção, os inimigos defendem a maioria das vezes, então é preciso fazê-los perder essa defesa.



Ao longo do jogo, os tipos de ataques e armas são obtidos pouco a pouco, o que varia cada vez mais as opções:

Atacar

Com isso, da pra fazer ataques rápidos ou lentos, o que define a força e o impacto. Golpes rápidos tendem a derrubar a defesa dos inimigos pois eles costumam vacilar entre o intervalo de um ataque e uma defesa. Já ataques lentos costumam empurrar o inimigo, o que deixa ele vulnerável por alguns instantes, a mesma forma que deixa o personagem vulnerável pois ele precisa levantar sua espada.


Ah é, tem 3 armas: Espada, Adaga e Faquinha Assassina.



A Espada é uma arma longa, obtida bem no começo do jogo, e é praticamente a arma padrão pras lutas, porém...



A Faquinha Assassina é a arma de assinatura do protagonista. Depois falo dela melhor, mas adianto que é uma arma péssima pra hora de lutar, mas perfeita pra hora de matar na surdina.

Da até pra matar pessoas chegando por trás e enfiando a faquinha sem ninguém perceber, saindo andando enquanto a pessoa cai morta.




E até os guardas perceberem o corpo, o assassino já ta longe. 

Também da pra sair correndo e pular com a faquinha na goela dos outros, é mortal.



Apesar de ser uma arma letal com apenas 1 golpe, se o inimigo percebe a intenção, ele defende facilmente. Daí o fato dela não ser boa pra lutas, já que na hora de lutar normalmente tem mais de 3 caras cercando  o protagonista, todos bem atentos à sua faquinha assassina.

Por fim, a Adaga é uma lâmina de porte pequeno, que é rápida mas não tão forte quanto a espada. É boa pra atacar rapidinho e quebrar defesas por velocidade.



Tem também umas faquinhas de arremesso que vem em conjunto com ela (vem 5 no inicio, depois sobe pra 10 e depois 15 ao longo do jogo) que matam os alvos em um único arremesso.



O ruim delas é que são consumíveis, e uma vez que acabam, precisam ser furtadas de um npc específico (explico depois), entretanto são as melhores armas pra matar em sigilo, afinal são de distância e letais.

Também tem a possibilidade de lutar de mãos limpas, esmurrando geral, o que não é eficiente para matar, mas é o ideal para interrogar. Também explico melhor depois.


Defender

Segurando o botão de defesa, nenhum ataque pode feri-lo, porém, dependendo do impacto, ele pode quebrar a defesa, deixando vulnerável por alguns instantes, empurrar e até derrubar. Também da pros inimigos agarrarem, o que desfaz a defesa imediatamente.

Agarrar

Esse movimento é simplesmente pegar o cara, segura-lo por um tempo e jogar pra longe. Isso serve pra quebrar defesa, e também desorientar tanto o cara jogado, quanto os alvos (da pra direciona-lo pra cima dos outros carinhas).



Tanto o personagem quanto os inimigos podem fazer o movimento de agarrar, e tem uma contra-medida que rompe ele, e da um pé na bunda do frustrado, logo, tanto o protagonista quando os inimigos podem falhar na tentativa de agarrar e ir pro chão no lugar.



Como mencionei, é um jogo de Pedra-Papel-Tesoura. O jogador precisa ver qual o movimento ideal pra usar na hora certa pra superar o movimento do inimigo, seja atacando ou defendendo.

Esquivar

Também da pra esquivar, mas esse movimento é menos útil, pois dentre defender e atacar, esquivar se tornar redundante. O jogador pode sair da direção de um ataque, mas ele não pode atacar logo em seguida, tendo um delay pra se reposicionar.

Essa esquiva também pode servir pra romper a defesa dos inimigos, em um movimento rápido de esquiva+ataque na direção do alvo, o que desfaz a defesa deles, mas é difícil realizar.

Contra-Atacar

Por fim, esse é o ataque mais utilizado, pois é o mais simples e fácil de todos, além de mais eficiente. Trata-se do contra-ataque, onde se aperta um botão na hora que o inimigo ataca, e automaticamente, o ataque é desviado e o protagonista o acerta, podendo inclusive ser letal.



Da pra vencer lutas só ficando parado esperando os inimigos atacarem pra apertar o botão de contra-ataque e deixar rolar. Como é tudo automático, e não há forma de quebrar o contra-ataque, é o melhor movimento pra se vencer as lutas.



Além disso, ele costuma fazer finalizações variadas, com o carinha fatiando os inimigos, enfiando as laminas em tudo quanto é parte, passando facas em gargantas, perfurando crânios, cortando jugulares... é muita sanguinolência.

Viajar

Além de tudo isso, também há movimentos específicos para travessia de grandes planícies.



Primeiro, tem a opção de Cavalgar, onde o assassino monta um cavalo e sai da cidade, galopando em três velocidades, pulando obstáculos, e até atacando de cima do cavalo mesmo. 



Só é liberado ir até onde o sistema permite no momento pertinente da história, então apesar de serem grandes viagens, não são tão livres assim. 



Nesses caminhos também há torres de mapeamento e algumas missões secundárias, mas nada que interfira no enredo, e no máximo, é algo bem divertido de se fazer.



Entretanto, uma vez que se percorre o trajeto de uma cidade à outra e se conhece o caminho, a opção de Viagem Rápida fica liberada (quando o sistema oferece) onde pode-se avançar na história até a cidade desejada. 



Esse recurso se chama Fast Travel, e é bem comum em jogos grandes de exploração pra facilitar as viagens, evitando desperdício de tempo, e em AC, a desculpa que permite isso é "Avanço de Memória", onde o Animus simplesmente pula os dados e coloca o cara numa memória mais a frente.



Só que, no primeiro jogo, isso não é algo totalmente controlado pelo jogador. Só da pra usar o fast travel quando o jogo permite, e se o jogado opta por fazer o caminho longo, negando o "teletransporte" quando a opção surge, só da pra voltar atrás passando por outro "portal divisor de cenário", e como os mapas são bem grandes, isso pode demorar um pouco.


Visão de Águia

Por fim, os assassinos podem enxergar coisas que as pessoas normais não conseguem. A precisão visual deles é maior, então é mais fácil identificar inimigos, aliados e alvos dessa forma.



Ao ativar essa visão, tudo fica azul, e os personagens ficam de cores diferentes, mostrando quem é aliado e quem não é. É algo bem sugestivo, vermelho é perigo, azul claro é segurança.



Essa visão é temporária, e o personagem fica em primeira pessoa quando a usa, não podendo se mover (apenas a câmera). Ao se mexer, ainda é possível ver a aura dos inimigos e aliados, porém elas vão sumindo pouco a pouco.




E... é isso.

Tipos de desafios


Bem, antes de falar dos personagens e das muitas histórias, e acredite, vai ser muita coisa, vou deixar uma palinha dos npcs mais importantes e das missões, pelo menos da maioria delas. São todas padronizadas e repetidas, sendo que conforme são liberadas, destravam uma memória com uma informação da missão principal. Normalmente, só é preciso fazer 2 missões em cada assassinato principal e pronto, já da pra ir pro assassinato, mas, no caso do jogador querer explorar um pouco mais, da pra fazer mais missões. 



São coisas bobas como pegar bandeiras antes do tempo terminar... ou eliminar alguns alvos.



Tem missões de espionagem, em que é preciso ouvir conversas de longe...



E missões de furto, em que é preciso, após ouvir uma conversa, roubar uma carta ou um mapa de alguém.




Alias, esse esquema de furtar itens é a maneira de recuperar as adagas de arremesso quando elas acabam, mas, é preciso furtar de uns cartas cheios de adagas, gordinhos, que ficam perambulando pelas cidades.



Além disso temos as missões de auxílio, tipo proteger um assassino covarde de sarracenos ou templários enquanto o guia até a saída da cidade...




Tem missões de interrogatório, onde é preciso sair no murro com os caras, pra depois interroga-los e no fim, esfaqueá-los (ninguém nunca é polpado).




Existem também missões secundárias que são totalmente voluntárias, como salvar cidadãos de valentões, normalmente soldados que acusam civis de ladrões. Ao defende-los e derrotar as hordas de soldados que surgem, a população meio que se alia ao assassino e surgem capangas ou eremitas.




Os capangas, geralmente marmanjões, são praticamente uma gangue, que fica la paradona até que algum guarda comece a embaçar pro lado de Altair...



Daí vira mó briga de rua, quase uma guerra civil, pois eles seguram os guardas pro assassino assassinar geral.



E, se tudo isso não bastasse, há também npcs como bêbados, leprosos, escravos e mendigos pra atrapalhar o caminho.




As mendigas são as piores, pois ficam o tempo todo parando o assassino, atrapalhando, e pedindo esmola. Os escravos e leprosos apenas são violentos e ficam empurrando, e os bêbados também, mas, os bêbados geralmente empurram em plenas docas... o que é mortal, pois o assassino não sabe nadar.


Pois é, ele não nada... seguindo a teoria do Animus novamente, como ele não sente qualquer segurança na água, ninguém na projeção sabe nadar. Nenhum npc, seja inimigo ou aliado, é capaz de nadar. Todo mundo morre ao mergulhar, e isso, apesar de ser meio forçado, pode ser mais uma atribuição do Animus do que da realidade da época propriamente dita. 


Provavelmente, por não saber mesmo nadar, acabou influenciando seu mundo e memória, não fazendo a menor ideia de como é alguém mergulhando... mas isso é só uma teoria. Como há outros jogos em que ele aparece, vai que a limitação gráfica do jogo é superada e ele aprende a nadar né!?

Personagens


Antes de mais nada, preciso adiantar que essa lista de personagens contará com personagens do presente e do passado, e alguns deles até são baseados em personagens do mundo real mas, o objetivo de AC não é referencia-los. Na verdade, boa parte do elenco é fictício, mas isso não dispensa a "base real", muito pelo contrário. Eu tive de pesquisar muito pra entender isso, mas cada personagem tem uma base histórica focada em um fator da época em que o jogo busca se retratar. Cada um representa uma característica, um evento, mas não como um participante, e sim, um ícone, um representante somente. Irei falar deles, e em seguida resumirei o que exatamente quiseram ensinar ao apresentar tais personagens, e ai você vai entender o que quero dizer com isso. 

Nas partes em que tiver "Um pouco de História", serão essas explicações. Eu tentei resumir, do meu jeito, então acredito que você curtirá a leitura. Mas, se não estiver interessado, são textos curtos e é só pular, são menos de 3 a 4 parágrafos. Ainda assim, recomendo que leia, valerá muito a pena.

Bora la!

Desmond Miles
(1987~)




Ele é um cara que acorda em uma máquina misteriosa, sendo submetido a um programa para reviver as experiências de um antepassado e recuperar informações importantes sobre um objeto perdido.



Na verdade, seu antepassado é um Assassino, de um grupo antigo e centenário de assassinos. Ele é um também, e sabe disso, teve treinamento pra isso, mas fugiu de seu destino.



Porém, pro seu azar, sua seita foi aniquilada e de quebra, os rivais deles obtiveram o poder necessário para conseguir, através das memórias dos herdeiros dos assassinos, descobrir seus segredos e recuperar artefatos místicos.



Ai eles capturaram Desmond e o forçaram a colaborar com as memórias de um de seus antepassados, um lendário assassino que teve contato direto com um dos artefatos místicos mais cobiçados: A Maçã do Eden.

Desmond não sabe nada disso no inicio, na verdade isso tudo foi muito spoiler, foi mal, mas sua história revela esses detalhes de forma tão subliminar que se eu não digitasse logo, talvez esqueceria.



Apesar dele saber que é um assassino, ele não viveu tempo suficiente nessa realidade pra desenvolver suas habilidades naturais de ninja, então ele é bem lerdo. Porém, aos poucos, ele vai liberando algumas habilidades, graças as influências de suas memórias de seu antepassado.



Acontece que a máquina acessa os dados contidos em seu DNA pra revelar a história do passado, mas isso também causa conflito em sua própria personalidade e aos poucos, ele e seu antepassado vão se conectando. 



Já tiveram outros assassinos submetidos ao Animus antes de Desmond, e todos eles aparentemente já eram. Desmond é o "Projeto 17", e o Projeto 16 chegou a enlouquecer com essa conexão, virando praticamente um só com seu antepassado, e pichando o local inteiro com seu sangue, marcando diagramas e profecias. Tudo foi limpo, mas Desmond pode ver isso no final, graças a uma habilidade que desperta de seu assassino interior: A Visão de Águia, que permite que ele veja as marcas do sangue seco.

Altair Ibn-La'Ahad
(1165~1257)



Esse é o antepassado de Desmond, revivido através das memórias biológicas, pelo Animus.




Altair era basicamente um Mestre Assassino, respeitado e temido, mas rebelde, que acaba vacilando e passando por cima das regras vezes de mais.



Logo no começo, depois de Desmond conseguir se sincronizar com os dados corrompidos de suas memórias passadas, ele revive essas falhas de Altair.



Ele atacou um cara que não devia, e quase provocou uma guerra desnecessária. Ele não tinha ordens pra tal assassinato, e agiu por conta própria, arrastando mais dois assassinos consigo. Suas ordens eram apenas pra roubar um artefato antigo do Templo de Salomão.



Depois de fracassar no ataque, ele escapa, e se reporta ao Grão Mestre dos Assassinos, o qual já sabe que ele é todo rebelde, e decide castiga-lo, principalmente depois que um dos assassinos que ele levou pra morte certa voltar, todo ferrado, com o artefato que Altair falhou em obter e acusando ele de traição.



Altair é morto então... mas passa bem.




Acontece que o Grão Mestre usa "O Toque da Morte" pra fazer Altair sentir o gostinho dela (mete uma adaga envenenada só de brincadeira), e ele fica em choque. Depois disso, o assassino é deposto, perde todas suas qualificações e armamentos, é rebaixado a aprendiz, e precisa provar que lembra dos caminhos dos assassinos em uma segunda chance.



É ai que o jogo rola, com Altair tendo de caçar 9 alvos, para crescer em patente e provar que é um assassino de responsa, enquanto descobre que esses alvos são interligados e possuem um segredo profundo que o faria se voltar contra a Ordem dos Assassinos!



Pouco a pouco eu vou explicando isso, quando falar dos nove alvos.



Observação: Quando eu falar dos personagens que de alguma forma geraram comentários de Altair, irei colocar os tais comentários de Altair. Estão entre aspas, e justificados no centro, mas eles resumem basicamente o gameplay. Não porei imagens pois deixaria tudo grande de mais.
Templo de Salomão - Jerusalém
"Eu falhei! Mas não sou culpado. Se Malik não tivesse me detido, Roberto de Sable morreria e a relíquia estaria em nossas mãos. Certamente Al Mualim me dará a razão.
Malik vive. Ele sobreviveu ao ataque sob o Templo de Salomão e voltou a Masyaf com a relíquia. Um consolo pobre para o meu tormento... Eu sou aquele que devia ter vencido perante meu Mestre.
Fiz tudo o que pude, mas muitos dos meus irmãos perderam a vida hoje. Mesmo assim, se não fosse por mim, muitos mais teriam morrido.
As palavras do Mestre me feriram mais do que a lâmina de sua espada. Ele diz que eu sou culpado da perda de todas essas vidas. Ele me despojou da minha posição e das minhas armas. Ele me humilhou diante de meus irmãos. Está errado. Eu não sou um traidor."

Um pouco de História: 
A Ordem dos Assassinos




Os caras realmente existiram! A Ordem dos Assassinos causou o terror entre o século XI e XIII e, foi o grupo que rivalizou as ordens militares europeias (cruzados), estando eles mais ou menos do lado do povo do Oriente Médio. Digo "mais ou menos" pois seus alvos eram qualquer um, fosse do povo Árabe, Israelita ou não, desde que este estivesse ou fizesse algo contra a vontade do Grão Mestre dos Assassinos. Na verdade, a religião Islâmica era um dos inimigos dos assassinos, que tinham sua própria religião (Ismaelismo), ou no caso, visão sobre como o mundo deveria ser e funcionar. Apesar disso, geralmente eles atacavam gente graúda, e seus objetivos eram grandiosos, derrubar mestres e líderes, a galera poderosa, botar pra fud3r, pra assim causar o maior impacto e alcançar os objetivos do mestre.

Eles eram implacáveis, temíveis, e foram o primeiro grupo terrorista da história. Eles eram poucos, mas eram mortalmente leais e cruéis. O termo "assassino" é inclusive derivado de "hashshishin", usado para se referir aos seguidores da Ordem por serem usuários de haxixe, hoje, a palavra é sinônimo de matadores profissionais, mesmo sem fumo envolvido. Mas não haviam comprovações do uso de tóxicos, eram apenas teorias de pessoas que os temiam, e diziam que a extrema coragem que eles tinham se justificava por estarem o tempo todo entorpecidos e fora da realidade. Fato era que os caras eram terríveis.

Eles tinham a vantagem do anonimato, se mantendo entre todos, omissos, surgindo para suas missões assim que comandados, prontos para matar e morrer se necessário, no meio de qualquer um, a qualquer momento. Tudo em nome do Grão Mestre, tudo em nome da Ordem. Uma frase, usada como lema no jogo, pelos Assassinos, diz-se ter sido o real lema dos assassinos: "Nada é verdade, tudo é permitido." Se é real ou não, vai saber, ninguém sobreviveu pra comentar, nem assassinos, nem alvos...


Dr Warren Vidic
(????~)



Esse é o responsável pelos estudos com o Animus, um dos dois únicos contatos que Desmond tem o jogo inteiro.




Ele é um pesquisador, rude, irritado, convencido, porém esperto o suficiente para manipular Desmond ao seu gosto. Ele conduz os experimentos, e busca pela memória correta pra assim, mandar a mesma aos seus superiores e conseguir um pouco mais de crédito.



É possível fazer Desmond roubar uma caneta dele, e com essa caneta acessar o notebook dele, o que permite ler o que ele fala pelas costas de todo mundo. 



Ele é um cientista, com objetivos totalmente científicos, e Desmond não significa absolutamente nada pra ele. Além de sua assistente, ele não tem respeito algum por ninguém ali, e não considera Desmond de forma alguma, cogitando o descarte a qualquer momento. 



Ele já conduziu outros experimentos, provavelmente os outros dezesseis antes de Desmond.

Lucy Stillman
(1988~)




Ela é a assistente de Vidic, uma recém contratada da empresa Abstergo (o nome é mencionado nos e-mails), que banca as pesquisas com o Animus, em nome dos Templários. Ela também é uma Assassina Infiltrada.


Pois é, isso é revelado quando Desmond rouba uma caneta dela e acessa seus e-mails, há alguns codificados com Letras Maiúsculas formando frases que passam uma mensagem bem clara, de que ela é uma assassina. Além disso ela tem um dedo a menos (algo caracterizado pelo treinamento dos assassinos com a faquinha assassina) e apesar dela não dizer com todas as palavras que é uma assassina, ela é.




Ela sabotou o Animus para as memórias corretas de Altair demorarem pra aparecer, e também pra dar tempo de Desmond absorver um pouco de conhecimento.



Ela também foi responsável, no final, por convencer o superior (que só aparece no fim) a permitir que Desmond continuasse vivendo.



Ela também deu o código de liberação do quarto de Desmond (pra ele sair do quarto e ir pra sala do Animus livremente quando ninguém estivesse la)...


E ela também convoca um grupo de assassinos para atacar a Abstergo e tentar liberta-los (mas não funciona, o cientista mostra os sons dos tiros matando os assassinos pelo interfone).




Ou seja, ela tentou, de tudo quanto é jeito, e no fim nem foi descoberta.



Malik Al-Sayf
(1165~1228)


Esse é o assassino que sobreviveu ao ataque que Altair liderou erroneamente, e posteriormente o acusou.




Ele perdeu um braço por causa disso e virou um dos assassinos consultores das cidades (e Jerusalém), que são basicamente informantes que ficam nos polos dos assassinos, orientando e cuidando do trabalho burocrático.



Ele fica puto com Altair desde o inicio por causa de sua situação, e ao ver ele recebendo uma segunda chance, fica ainda mais irritado, e se recusa a ajuda-lo, mas, ao longo do jogo, quando Altair passa pela sua cidade, ele vai reconquistando seu respeito, até que ambos voltam a se dar bem.



Malik no fim é o único aliado verdadeiro de Altair (junto com seus seguidores).



Masun
(???? - 1191)



Traidor dos Assassinos.




No começo do jogo, após falhar em sua missão, porém antes de ser "morto", Altair precisa proteger a cidade de Masyaf, uma cidade onde os Assassinos montaram sua cede, de um ataque dos templários, que vão atrás do artefato que Malik conseguiu pegar.




Mas, eles falham pois Altair consegue vencer, apesar de muita gente se ferrar no ataque. 



Alguém, de dentro, tinha facilitado a entrada pra esse exército de templários, e pra Altair provar que merece sua segunda chance, ele precisa investigar por conta própria, sem ajuda, quem foi o traidor. Mas antes, ele é destituído de sua posição, desarmado, e humilhado, mesmo após seu ato heroico.



Ele descobre que foi Masun, um dos moradores da cidade, que simpatizou com os ideais dos templários, e no fim, ele é morto pelo Grão Mestre.

Masun - Masyaf
"Um homem chamado Masun que abriu as portas. Mas não agiu sozinho. O dono da cesta entregou-lhe uma carta antes do ataque na cidade. Ele saberá mais sobre o cúmplice de Masun. Preciso encontrar aquele basquete.
Talvez eu não encontre o cúmplice, mas acho que o Masun estará no andaime, ao lado do centro da cidade. Tenho certeza de que ele poderá me dizer o que eu preciso saber.
Carta:
Irmão:
Receio que nos tenham descoberto. Não podemos mais nos encontrar. Você deve desaparecer antes que os homens de Al Mualim o encontrem. Se eles descobrirem minha traição, todo nosso trabalho terá sido em vão. Deixei-lhe algum dinheiro com o cipreste morto. Pegue e vá para Damasco. Uma vez lá, esconda-se entre as pessoas. Quando tudo se acalmar, vou entrar em contato com você. Quanto a mim, não posso ignorar que Al Mualim continua a negar a essas pessoas sua liberdade. Um novo mundo se aproxima, um sem guerra, sem medo, sem dor, e devo ajudar da maneira que puder. Você me acharia louco, mas devo ficar em Masyaf. Estarei ao lado do centro da cidade, no andaime, chamando meus irmãos e irmãs. Talvez eu possa fazer você me ouvir. Talvez eu possa fazê-los entender. Que o Pai da Sabedoria ilumine você.
Masun nos traiu! Ele acredita que a causa de Roberto é justa, e ele está disposto a matar por isso. Eu deveria ter cortado a garganta naquele momento, mas eu não sou o único que deve decidir o destino do homem. Vou levá-lo a Al Mualim.
Masun foi executado por Al Mualim por sua traição. Mas mesmo no final, enfrentando a morte, ele insistiu que o que ele tinha feito era correto. Não sei como Roberto teria envenenado sua mente, e estou preocupado que ele seja o primeiro de muitos outros. Nós temos que parar esse Templário."
Um pouco de história: 
Masyaf, e as Bases dos Assassinos




Os assassinos atacaram e conquistaram alguns castelos e cidadelas na Síria, onde montaram bases, e uma das principais, foi a de Masyaf. 

Apesar de serem uma seita misteriosa, eles eram reais e tinham até localização "conhecida", mas como seus postos eram conquistas, eles faziam questão de manter, através de uma organização política simples, o povo sob controle e assim, manter o anonimato. Como a cidade continuava normal, geral da Ordem podia se esconder ao mesmo tempo em que perambulava livremente, como uma milícia, como o novo governo, sem mudanças aparentes.

O povo acabava fazendo parte dos assassinos, parte do disfarce.

Tamir
(1147~1191)



O Comerciante Templário



O primeiro alvo de Altair é um mercador corrupto.




O cara comercializa em meio às cruzadas, indiferente do lado, mas ele tinha uma posição bem clara, ele era um dos verdadeiros templários.




Ele compra, vende e transporta recursos em prol dos cruzados e é pego no flagra mediante um enorme carregamento quando é morto por Altair. Ele também revela, mencionando seus "irmãos", que não estava sozinho e fazia parte de algo muito maior, como Templário entre os mercadores.

Tamir - Damasco
"Quantas armas! Chega para mil homens. E são os ferreiros do mercado Al-Silaah que as preparam. Quando o trabalho estiver pronto, eu deveria descobrir tudo o que posso sobre o que está financiando essas despesas.
Carta:
Irmão Tamir:
Chegou a hora de preparar outro carregamento. Eu sei que você não poderia fazer nada de baladi, mas você pode ter certeza de que sua insônia terá uma recompensa. Precisamos de material para pelo menos mil homens, de modo que o apoio da aliança dos comerciantes é crucial para fazer a entrega no prazo. Eu confio que você sabe como persuadi-los e a quem procurar se precisar de mais dinheiro. Esperemos que ele não tenha esgotado em outra das suas festas. Entre em contato comigo quando o trabalho no mercado Al Silaah estiver pronto. Nós já lembraremos como distribuí-lo entre nossos homens. Que o Pai da Sabedoria ilumine você. - R. (Ricardo)
As vigas que atravessam o pavilhão central do mercado podem ser muito úteis para entrar ... Se encontrar uma maneira de acessá-las.
Quando os guardas forem alertados para minha presença, seria bom ter alguém do meu lado... Eles poderiam ser uma maneira de distrair os guardas e me dar tempo para escapar. Eu tenho que encontrar um homem ou dois, fazer amizade com eles e fazer com que eles apoiem minha causa.
Tamir encontra-se com comerciantes no mercado de Al-Silaah para discutir uma de suas vendas mais importantes. Tamir ficará nervoso e concentrado em seu trabalho e ignorará tudo o que acontece ao seu redor. Aproximar-se nessa situação não será difícil. E é aí que eu atacarei.
Tamir falou sobre os outros. Seus irmãos, ele disse. E ele diz que logo vou conhecê-los também. Ele é estranho, ele pareceu conhecer os planos dos assassinos e falou de Al Mualim. É melhor falar com o Mestre sobre isso."
Um pouco de história: 
Mercadores das Cruzadas




Ainda é cedo para menciona-los pois, a verdadeira presença dos mercadores começa a partir da 4º Cruzada, mas, na história, as terceira cruzada ajudou a desenvolver o comércio no Oriente Médio e, de certa forma, graças as disputas por terras e invasões, surgiram os primeiros Mercadores.

Comprar, vender, negociar, isso sempre teve, era uma forma de manter a economia em desenvolvimento e compartilhar produtos agrícolas, artesanato, vestimenta, alimento, armamento, essas paradas tudo, em meio a sociedade do Oriente. Mas, daí surgiu a Europa, e a necessidade de fazer isso com outros continentes, a longo prazo, por longas distâncias, em grandes quantidades, em números quase inimagináveis. Daí, surgiram os Mercadores, pessoas que se responsabilizaram por administrar toda essa grande negociação, através de rotas comerciais bem elaboradas e estratégicas.

Parece algo simples, bobo, mas foi um estrondoso salto para a evolução comercial entre Europa e Oriente Médio, e apesar dos fins terem sido os da guerra, as consequências finais até que não foram tão trágicas. A galera que tava em guerra precisava se armar em campo e passaram a usar por intermédio os mercadores, para comprar e transportar esses artigos la do outro lado do oceano. Foi um ganho pros dois lados... mas no futuro falarei melhor disso... tem outro jogo da franquia em que "Comércio" é praticamente a palavra chave.

Garnier de Naplouse
(1147~1191)


O Cavaleiro Hospitalário Cruel e Altruísta





Segundo alvo de Altair, ele é um médico medieval, logo, ele é cheio de métodos cruéis e duvidosos, e por ser templario, tudo puxa pro lado religioso também. Porém, fugindo um pouco da realidade da época, seu objetivo real era tirar os enfermos das ruas e coloca-los em algum lugar confortável, sob seus cuidados, não apenas médicos, mas sociais.



Entretanto seu trabalho foi mal interpretado por todos a sua volta, que achavam que ele fazia estudos desumanos nos leprosos.



Altair se infiltra no hospital e o mata ali mesmo.
Garnier de Naplous - Acre
"Garnier geralmente é confinado nos muros de sua fortaleza. Eu duvido que seus pacientes lhe ofereçam proteção, então não será difícil matá-lo. No entanto, entrar na fortaleza é outro assunto ...
Garnier sai do mundo ao seu redor, atendendo a seus pacientes, um a um. Essa obsessão será a sua destruição.
A carta escrita por Garnier é estranha. Ele fala sobre um traficante de armas em Damasco, provavelmente Tamin, e outro homem em Jerusalém. Que segredos poderiam unir dois homens que deveriam se odiar?
Carta: 
Os avanços são lentos. Devemos reclamar o que eles tiraram de nós, ou tenho medo de que eles nos descubram antes de termos a chance de agir. Meu trabalho sobre os substitutos sugere que alguma flora local pode ser usada para induzir um estado similar. Mas os efeitos são apenas temporários, e os indivíduos tendem a desenvolver resistência, o que requer um aumento na dose. Infelizmente, depois de tomar uma certa quantia, eles estão exaustos. Já perdi muitos, algo que parte meu coração. Você deve felicitar seu homem em Jerusalém por sua diligência. Graças aos seus fornecimentos, não tenho que usar os dos locais, o que os deixavam desconfiados. Estou preocupado com a nossa perda em Damasco, embora eu tenha armas e armaduras suficientes para continuar resistindo por mais tempo. Mesmo assim, será necessário cobrir sua perda dentro de um mês, ou nossos soldados terão que usar facas de escultura. O que me traz para ... O que você pretende fazer com o nosso inimigo? Tenho medo de que as perdas que sofremos sejam apenas o começo. Entre as paredes do hospital, eu me sinto seguro, mas seria melhor se cortássemos esse problema de raiz. Você pode contar com os meus homens se necessário. Apenas me diga quais são seus desejos. Que a paz esteja convosco. -G (Garnier).
Os hospitalarios estão substituindo todos os candelabros da fortaleza. Pode ser útil passar pelas vigas. Além disso, os trabalhadores apontaram alguns dos projetos de Garnier que são afetados por reparos.
Alguns dos homens de Garnier deixaram seus postos. Os arqueiros que patrulham o telhado são um problema, mas eu só preciso de alguns momentos para atravessar.
Garnier deixa seus pacientes caminharem livremente dentro da fortaleza. Mas, exceto para os eremitas, ninguém deve entrar em sua área de trabalho pessoal. Embora haja arqueiros que defendam os telhados, não será difícil engana-los.
Garnier de Naplous geralmente é confinado nos muros da fortaleza do hospital e abandona-se ao seu trabalho. Eu sei quando e onde agir.
Isso é certo? Garnier realmente ajudou essas pessoas no hospital? Ele falou sobre curá-los de sua loucura usando ervas e poções. Alguns de seus pacientes agradeceram o trabalho que Garnier fez ... Mas ele era um louco e um açougueiro. Como esses homens encontraram bondade em um homem inclinado ao mal? O que é que não consigo ver? Devo informar Al Mualim."
 Um pouco de história: 
A Ordem dos Hospitalarios




Eles surgiram junto às cruzadas como um grupo de homens devotos e dedicados à assistência dos peregrinos a Jerusalém. Como a galera cristã era atacada no caminho para as terras santas, grupos se ofereciam para protegê-los, e um desses grupos foi o dos Hospitalários. Inicialmente, eles tinham seu ponto de acolhimento na própria Jerusalém, mas daí deu treta, os muçulmanos expulsaram geral durante as cruzadas e tipo, eles foram realocados para outra região, mas a função principal deles também mudou um pouquinho...

De médicos, que na verdade não eram todos médicos (a medicina europeia durante a idade média era bem inferior a do oriente médio, e nem todos ali eram capacitados, e os que eram, deixavam bastante a desejar, por isso, aos olhos dos muçulmanos, eles eram basicamente açougueiros) mas sim, voluntários de famílias ricas da Europa, alguns estudados, acabaram se convertendo em verdadeiros Cavaleiros, indo pra frente da batalha, enfrentando os exércitos sarracenos e fazendo o sangue jorrar, não só por suas amputações cirurgicamente medonhas, mas por espadadas e lanças na goela dos inimigos.

O símbolo dos Hospitalários é uma Cruz Branca num manto Preto, seguindo o padrão dos cruzados, mas eles são um grupo independente da igreja (eles até se formaram com a graça da igreja, mas a longo prazo se desprenderam, apesar de manterem títulos como "Ordem de St. John de Jerusalém" dado por um papa). No final das contas, eles não são da Ordem dos Templários, e existem publicamente até hoje! Pois é, tem até um site deles... e o uniforme mudou um pouco, agora é vermelho e mais, enfeitado. Alias, curiosamente, haviam mulheres dentre os Cavaleiros Hospitalários, e até podia rolar matrimônio entre membros... isso é incomum, considerando que a premissa de Cede Hospitalar evoluiu pra Grupo Militar e naquela época, mulheres militares não eram algo aceito... mas depois falo disso.
Talal
(1157 ~1191)



O Comerciante de Escravos 
Talal é um bandido, um vendedor de escravos, aparentemente sem qualquer inocência, como se fosse apenas um canalha que lucrava com a escravidão resultante da guerra, protegido por seus contatos.



Ele é um arqueiro, que tranca Altair em uma de suas prisões para escravos e tenta flanquear.




Ele arma uma armadilha pra capturar e eliminar Altair quando este tenta mata-lo como um de seus alvos, mas falha e ao tentar fugir, é capturado e morto.




Mas, perto de ser morto, sua mascara cai, e ele revela que seu objetivo não era vender, mas transportar os "escravos" para um local seguro.
Talal - Jerusalém
"Talal parece ser um comerciante de escravos instalado na região norte, ao lado da barbacana. Eu diria que ele é um homem inteligente, mais do que outros a quem enfrentei, que fica à sombra e faz com que seus lacaios paguem os guardas para fazer vista grossa. Seja como for, encontrará o mesmo fim que os outros.
Talal mantém seus escravos em um armazém e de lá os manda para o Acre. A melhor maneira de atacá-lo sem atrair atenção será fazê-lo no armazém.
Talal inspeciona seu mercado de escravos diariamente. Neste mapa, a posição da sua guarda pessoal é indicada. Essa informação será muito útil.
Existem rumores de que Talal não enfrenta as lutas e foge no primeiro sinal de problemas. Neste mapa, há detalhes sobre possíveis lugares onde eu poderia encontrar refúgio. Pode ser de ajuda, no caso dele tentar escapar.
Talal tem inúmeros seguidores leais, dispostos a dar a vida para protegê-lo. Se eles acreditam que seu professor está em perigo, eles vão intervir para dar a Talal tempo suficiente para escapar.
Dizem que a arma preferida de Talal é o arco. Durante uma luta, permite que ele mantenha uma distância prudente com seu predador e tente matá-lo de longe. Vou me certificar de aborda-lo antes que ele dispare sua primeira flecha.
Talal, um comerciante de escravos, tem um armazém na barbacana norte, cheio de seres humanos. Ele os inspeciona diariamente e os prepara para a viagem. Eu não sei exatamente onde estarão seus guardas, mas será fácil ataca-lo durante sua próxima inspeção.
Talal também falou de uma fraternidade e de seus planos para o destino da Terra Santa. No entanto, ele negou que queria vender seus escravos e insistiu que não fazia nada além de salvá-los. Por que um proprietário de escravos salvou alguém? Pode ter mais sentido para Al Mualim."
Um pouco de história: 
Escravidão nas Cruzadas




Nessa época (Era Medieval), a escravidão já havia sido "abolida" na Europa (mudaram o termo "escravo" pra "servo" e tava tudo de boa, por um tempo) mas no Oriente Médio a bagunça só tava começando a se espalhar. Eles comercializavam a escravidão de múltiplas etnias, africanos, povos mediterrânicos, persas, holandeses, ingleses, irlandeses, asiáticos, e por ai ia... a galera que sobrevivia às guerras era escravizada e vendida, e eles também "caçavam" por mão de obra em povos conquistados. Tenso que, os caras extrapolavam em crueldade: Mulheres eram estupradas, usadas como objetos sexuais e procriação pra mais escravos surgirem; E os homens, eram capados, transformados em eunucos, vendidos para califas e gente podre de rica (assim eles eram mais caros) devido sua impossibilidade de cobiçar seus haréns, enquanto serviam. 

A escravidão Árabe contou com os primeiros Navios Negreiros ("Negro" antes significava "escravo", e os negreiros eram os navios de transporte de escravos para outras regiões) e foram uma influência bastante negativa pra Europa. Pode-se até dizer que foi graças a influência deles que o surto da escravidão portuguesa surgiu, graças a constatação do lucro pela venda de mão de obra escrava, testemunhada pelos europeus durante transações clandestinas no século XIV, quando a escravidão "Retornou" à Europa.

Essa menção faz-se necessária pois Talal, o escravista, atua mais como um justiceiro tentando resgatar escravos Árabes, isso numa época em que era algo ainda não divulgado. Como deu pra observar, AC apresenta múltiplos conceitos de época mas, eles só vão ser explorados mais a fundo posteriormente, em outros jogos, em outras histórias, mas o conceito ta aqui.

Abu'l Nuqoud
(1137~1191)


O Anfitrião Recluso da Justiça




Um cara rico, que se mantinha confinado em seu palácio, não por medo, mas por vergonha. Ele foi o quarto alvo de Altair, porém ele levou muitos consigo.



Ele sediou uma festa, para galera de alta classe da cidade, que ele considerava os principais responsáveis por todos os problemas que la ocorriam. Enquanto eles bebiam e festejavam, os pobres sofriam, o povo sofria, com as inúmeras consequências da época, então, na festa, ele envenenou o vinho e depois de discursar, declarou a morte de todos.



Altair o mata, apesar dele também beber do vinho envenenado por se incluir entre os males do mundo, mas ele faz questão de se explicar, explicação essa mais do que plausível.


Abu'l Nuqoud - Damascus
"A melhor maneira de atacar o Rei Mercador é enquanto ele se dirige aos seus convidados. O momento será breve, mas servirá aos meus interesses.
O Rei Mercador recebeu uma grande quantidade de vinho. Ele prepara uma grande festa, e parece muito ocupado com seus preparativos, embora o vinho esteja proibido em sua religião. Se ele pode ignorar as leis do Profeta com tanta facilidade, eu me pergunto quais outros atos ele irá cometer.
O povo de Damasco deprecia o rei Mercador por gastar dinheiro em esplendores extravagantes em seu palácio. Ir a uma dessas partes pode ser a melhor maneira de se aproximar pro ataque.
Carta:
A paz esteja convosco, Hisham:
Eu fiz todo o possível para equilibrar as contas, mas há algo estranho sobre elas: pagamentos ao Regente de Jerusalém e a Guillermo de Montferrat no Acre. Eu pensei que isso poderia estar relacionado com o resgate exigido pelos cruzados em troca de nossos irmãos cativos, mas visto como concluído (que Deus receba suas almas). Parece improvável. Também não explica as entregas a Jerusalém. Se o dinheiro não foi usado para o resgate, no que foi usado? Você também deve saber que festas extravagantes são realizadas ultimamente no palácio do vizir. É absurdo, os cidadãos de Damasco passam dificuldades para ajudar a causa de Salah Al'din, mas seu dinheiro é gasto em banquetes abundantes! Por enquanto, não diga nada ao vizir. Se você suspeitar de algo, tente esconder suas transgressões. Entro em contato com você quando eu tiver descoberto mais. Esteja em paz, Marzuq.
Um mapa dos pontos onde o Rei Mercador colocou sua guarda ... Sem dúvida, será útil.
Alguns criados mencionaram um andaime que deixaram perto dos quartos do Rei Mercador. Eu posso usar o caminho que eles formam para trazer os andaimes aqui. Eu abordarei meu objetivo.
Há uma fonte no meio do palácio do Rei Mercador, a qual eu poderia escalar, se necessário.
Abu'l Nuqoud, um homem corrupto com riquezas inimagináveis, planeja celebrar outra festa hoje. Falará com seus convidados, sem dúvida intoxicados pela estupidez e gula. Esse será o momento ...
Os homens que me mandaram matar são maus. Eles se aproveitam da guerra. É por isso que devo detê-los e garantir que a paz volte para a Terra. Mas então, por que as palavras de Abul me cavam tão fundo? É errado para mim ver algo de verdade nelas? Devo voltar com Al Mualim, ele vai me ajudar a entender isso e esmagar a semente da perplexidade."
Um pouco de história: 
A Ordem dos Califa




Okay, essa será mais complicadinha mas vou resumir: Basicamente há uma divisão política baseada na religião dos povos da ásia mediterrânea, esse chamado de Califado, ou pelo menos deveria existir, mas ele é meio confuso e deturbado (foi se alterando com o tempo). Cada parte dos muitos povos que adotaram a religião Islamita (muçulmanos) tiveram sua forma de seguir os ensinamentos do Profeta Maomé (através do Alcorão), que após falecer, deixou sucessores na liderança, o que a longo prazo deu treta, rolou conspiração, um sucessor matou outro sucessor e ai o povo se dividiu. Criou-se duas facções na sociedade islamita: Sunita, que são os caras que leram e releram, interpretaram e atualizaram as escrituras do Alcorão, chegando a conclusão de que precisam buscar seus líderes conforme o melhor para todo o estado, e os Xiita, que são os caras mais focados nos textos tradicionais, e consequentemente, na sucessão hereditária do poder sobre o povo do Islã perante os herdeiros de Maomé.  Isso gera mó briga entre os povos tudo que dura séculos, até hoje, mas não é esse o caso...

Dentro das posições do Califado, há vários títulos como Califa, Sultão, Xeique, Xá, Vizir e até Marajá (esse foi adotado da Índia). O povo islã passou a dividir o controle de suas cidades em governos controlados por esses comandantes, todos ligados ao peso governamental em contraste com a religião, e no final das contas, são o equivalente a Reis e Políticos, porém bem mais ricos e sustentados pela igreja. 


"Califa" (Sucessor em Árabe) é o mais alto cargo possível, sendo o sucessor de Maomé, isso é claro, para aqueles que o aceitam. "Sultão" (Potência em Árabe) são soberanos governantes de pequenos reinos dentro das regiões árabes, nesse caso, o tamanho de seu poder depende muito mais do quanto eles conquistam e não apenas de seu título. "Xeique" (Ancião em Árabe) é qualquer líder religioso sacerdotal, que acaba recebendo respeito pelo título. "Xá" (Rei em Persa) é o que o nome sugere, são reis de seus reinos, geralmente conquistas (os persas eram bom em tomar o poder). E por fim, tem "Vizir", que significa "Aquele que Assessoria" é o título dado ao segundo no comando, que liga o Califa ao povo. 


Como é mencionado, o "Rei Mercador" é um Vizir, mas como eu também mencionei, as coisas são confusas no oriente médio. Ele responde ao Sultão, que nesse caso, é o cara mais fodão de todos, tanto que nem sequer aparece nesse jogo, só é citado... mas no futuro falarei dele. Ele teria uma visão sunita (tanto que bebe e oferece vinho, desrespeitando o Alcorão) e é contra ideais que prejudicam, evidentemente, o estado. 


Guillermo de Montferrat
(1136~1191)



O Traidor de Reis





Guilhermo é um marquês, que responde diretamente ao Rei da Inglaterra que ta na guerra com ele. Eles chegam a discutir, por causa de uma troca de reféns sarracenos que falhou e virou um massacre, e o Rei joga a culpa nele.




Desacreditando nas capacidades do rei inglês e cansado de receber críticas, ele tenta traí-lo, bola um complô...




Mas é impedido por ser um dos alvos de Altair.



No fim, ele confessa que apesar de putaço pelo rei trata-lo mal, ele só queria a liberdade do povo, e acreditava que o próprio povo devia se liderar.


Guillermo de Montferrat - Acre
"Guillermo se aposenta em sua cidadela toda vez que o rei Ricardo diminui sua autoridade. A delicada relação entre os dois homens também causou divisão entre os seus anfitriões e gerou grande tensão. Desconfio que a cidadela de Guillermo esteja cheia de homens que são leais a ele, não ao rei.
Os homens de Guillermo temem sua queda, mas não se atrevem a pedir ajuda ao rei. Eles falam sobre um terceiro homem, um que eles dizem que vive no porto, mas também não inspira muita confiança. A dúvida governa estes dias e nubla as mentes dos homens. Isso tornará meu trabalho mais difícil.
Carta: 
Mestre: O trabalho continua no bairro da Cadeia do Acre, embora tenhamos preocupação de que Guillermo não seja capaz de terminar. Ele toma seus deveres muito a sério, e quando chegar a hora, as pessoas podem rejeitá-lo. Sem a ajuda do tesouro, uma revolta traria o Rei de volta do campo de batalha, e então seu plano cairia. Não podemos reivindicar os roubados a menos que ambos os lados se juntem. Talvez você deva preparar alguém para ocupar seu lugar, como preparação. Estamos preocupados que nosso homem no porto seja cada vez mais instável. Ele já fala de distanciar-se, o que significa que não podemos contar com ele se Guillermo falhar. Diga-nos seus planos para que possamos realizá-los. Somos sempre fiéis à causa.
O rei Ricardo fará uma visita para Guillermo hoje e espera-se que eles acabem discutindo. Quando terminar, Guillermo certamente retornará à sua cidadela e dedicará o dia a descarregar sua raiva em seus homens, o que o manterá distraído.
Ao menor sinal de problemas, as portas da cidadela se fecham. Se isso acontecer, a única maneira de escapar seria escalando suas paredes.
Este mapa detalha a posição dos arqueiros de Guillermo. Eliminá-los vai abrir caminho pelos telhados.
Os reparos da cidadela são de baixa qualidade. De acordo com o mapa, existe uma estrutura que parece abandonada. Eu farei de seu erro a minha vantagem.
Guillermo e o rei Ricardo se encontrarão hoje, e se acontecer como outras vezes, as coisas não irão bem. Guillermo retornará o furacão e a raiva de sua audiência com o rei e pagará sua frustração com seus homens. A mente distraída de um homem com responsabilidades que ele não sabe assumir me dará a oportunidade de atacá-lo.
Guillermo de Montferrat queria matar o rei. Eu pensei que ele queria reivindicar o trono para seu filho Conrad, mas ele estava errado. Seu desejo era que os habitantes desta terra se governassem, se libertassem do jugo dos tiranos. Eu falo de "um novo mundo". Não entendo o significado dessas palavras enigmáticas. Al Mualim deve ser informado."

Um pouco de história:
O Massacre de Ayyadieh





Guilherme de Montferrat realmente existiu, não apenas ele, mas seu filho (Conrad) citado na carta. Seu filho realmente se tornou, depois da terceira cruzada, o Rei de Jerusalém, nesse caso como senhor das terras mesmo, eleito (depois vou tentar explicar a diferença de "rei" na Europa e Ásia Medieval), enquanto seu pai, bem, ele na nossa história foi um alvo de sequestro na terceira cruzada, resgatado por Conrad, que peitou Saladino! 

Curioso que juntaram alguns fatos pra apresentar ou pelo menos mencionar esses detalhes, e talvez a única coisa que ligue o Rei Richard com Guilhermo de Montferrat seja a discussão que eles tiveram, o que causa toda a fúria dele. A bronca, que o cara toma, é justamente por causa de uma troca de Reféns realizada com Saladino!!! Na verdade, a bronca é por causa do Massacre de Ayyadieh, algo que ocorreu em 1191 em nossa história e em AC1. 

No caso, milhares de muçulmanos foram executados como reféns em negociações falhas entre o Rei Ricardo e Saladino, porém, em AC, a culpa do massacre foi de Guilherme, que acabou causando a execução, que era algo que o Rei não queria fazer.

Majd Addin
(???? ~ 1191)



O Executor Corrupto





Esse cara é um marajá mesquinho que causa a morte de pessoas sob falsas acusações, levando-as para execução em praça pública. 




Dentre suas vítimas, estava um assassino e a missão de Altair é mata-lo antes dele executar seu colega (se deixar ele matar os 4, dá missão falha).



Ele também é um dos alvos principais, e é um canalha, que mata por diversão e poder.




No caso dele, ele é mesmo um canalha, e mesmo em sua mensagem final, consegue irritar Altair, justificando o fato de ser o único executado de forma bem intensa.
Majd Addin - Jerusalém
"Majd Addin parece ter seus próprios planos, diferentes dos que Salah Al'din pode ter designado para ele. Ele está executando pessoas inocentes, acusando-os de serem inimigos da cidade. Ele governa o povo de Jerusalém com um punho de ferro, com medo e loucura. Ninguém sabe quem será o próximo a aparecer sob a sua folha. Mas ... por que ele faz isso? É apenas a embriaguez do poder, ou há algum propósito escondido?
Parece que existem eremitas que criaram alguma confusão na entrada da área de execução. Eu devo aproveitar esse momento, já que os guardas serão distraídos.
Diz-se que Majd Addin obteve sua posição com meios infames. É provável que esses rumores sejam verdadeiros, porque todos os que o precederam pereceram misteriosamente. Aqueles dois homens falantes levaram um mapa com detalhes sobre o andaime. Será colocado ao lado da borda oeste do Templo de Salomão.
Um mapa detalhando as posições dos guardas para a execução de hoje. Isso pode facilitar as coisas.
Majd Addn gosta de dar palestras aos seus prisioneiros antes de executá-los. Ao fazê-lo, vire as costas para a multidão. Será o melhor momento para atacar.
Haverá uma execução hoje e Majd Addin participará da execução pública. Na verdade, ele mesmo será o executor. Devo saber quando este ato cruel será realizado.
Um dos homens que serão executados por Majd Addin é um assassino. Devo concluir minha busca prontamente e proteger meu irmão de todos os danos.
Majd Addin estava louco. Ele matou apenas porque ele gostava disso. Jerusalém deve ser libertada do flagelo do seu reinado, e eu cumprida a minha tarefa. No entanto, esse homem pertencia à mesma irmandade que os outros que eu matei. O que é essa irmandade? Porque eles seguem o controle das cidades? Al Mualim deve ter a resposta."
Um pouco de história: 
Governos nas Cruzadas




Durante as cruzadas, rolou o choque de estilos de governo da Europa e o já arrastado e quase finalizado modelo feudal, e o Império Árabe. Com a luta pelo controle das Terras Santas, principalmente Jerusalém, os dois mundos optaram pelo método mais fácil de aplicar seu domínio, mantendo a ordem atual, sob administração dos novos senhores. Logo, independentemente se fossem cristãos ou muçulmanos no poder e controle das cidades, na prática, o povo viveria exatamente da mesma forma que sempre viveu, ao bom e velho estilo Árabe.

Claro que, eles eram afetados pelas pragas, fomes, mortes e guerras da época, e o povo, com base em toda a bagunça do mundo em que habitavam, se adaptaram a tal vida e assim, formaram uma sociedade em meio ao caos. O povo aprendeu a tolerar os abusos dos senhores, fossem Reis ou Califados, e tocaram suas vidas. Claro que os governantes não eram de todo estúpidos e normalmente não davam motivos pra população se revoltar, dando algo para que eles temessem ou festejassem, normalmente execuções públicas e pequenos massacres.


Majd Addin seria a personificação desse ideal, da miscigenação de conceitos europeus com árabes diante o governo, isso misturado a corrupção de alguns líderes muçulmanos eleitos por sucessão, já nesse caso, vestindo uma falsa pele Xiita, que na verdade pouco se importava com os ensinamentos do Alcorão.

Sibrand
(1157~1191)



O Teutônico Paranoico





Dentre os exércitos metidos nas cruzadas, esse cara tinha controle sobre o mar, cheio de embarcações e tal. O problema é que ele já era o sétimo alvo de Altair, e todos os anteriores eram Templários Verdadeiros. Com isso, ele entra em pânico e passa a temer por sua vida, pois percebe sua conexão com os seus irmãos recém abatidos.




Os Templários já estavam cientes dos Assassinos e de seus métodos, e inclusive sabiam que eles se misturavam em meio aos eremitas, com vestimentas brancas, e ai, Sibrand perde a noção e passa a atacar os eremitas... 




Acusando-os de assassinos, sendo ou não, pois sabia que dentre eles havia alguém querendo mata-lo.




De fato, Altair tava la, chega nele, e o mata no barco dele, com ele tentando se defender com arco e todo coberto de armadura, capacete com chifres e tal... 



Isso porque ele ainda tenta fugir, mandando seus capangas cobrirem ele, com cavaleiros espalhados pelas docas e pela cidade.





Mas no fim, ele vai pra junto de seus irmãos.




Sibrand - Acre 
"Sibrand é perturbado. Seu medo dos assassinos o fez se retirar para as docas. Chegar lá será simples; encontrar ele, nem tanto. 
Sibrand em breve se retirará para o barco privado, sob a crença de que estar cercado por água o protegerá. Será difícil abordá-lo sem ser visto, mas nada é impossível. 
Carta:  
Mestre: A situação é angustiante. Os rumores sobre os crimes dos assassinos continuam me assombrando. Eles nos fizeram sofrer perdas importantes, tanto no Acre quanto em outros lugares. Receio que eu seja o próximo. Pedi aos meus homens que aumentassem suas patrulhas ao redor da cidade (e especialmente nas docas), mas são muito engenhosos. Posso pelo menos confiar em meus homens? Quantos são cúmplices do inimigo? Eu fiz planos para ir ao alto mar. Assim que o navio estiver pronto, embarcarei e navegarei. Eu acho que será o mais seguro para mim. Cercado pela água e protegido pelos meus homens mais leais, será difícil para alguém se aproximar sem ser visto. Se você tem mais pedidos para mim, é hora de entregá-los, antes do meu navio chegar. Que a Paz esteja com você, irmão S. (Sibrand)
Sibrand pretende estabelecer um bloqueio marítimo e impedir o rei Ricardo, a quem ele deveria ser leal, de receber reforços para sua cruzada contra os sarracenos. O que pode impulcionaria Sibrand para cometer uma traição tão alta?  
Este mapa detalha as patrulhas da guarda de Sibrand na área do porto. Eu vou manter no caso de minha viagem me levar para aquele lugar ... e eu suspeito que será assim. 
O mais perigoso de um marinheiro bêbado é uma briga. Sua presença tornará meu trabalho mais complicado. Devo evitá-los a todo custo. 
Parece que os servos de Sibrand não ocupam a região norte das docas. Será mais fácil entrar lá. 
O medo levou Sibrand a perder a cabeça. Escondido no porto do Acre, ele sabe que um assassino virá matá-lo e acredita que ficar confinado dentro de seu navio o manterá seguro. Mas a única coisa que ele fez foi me dar sua localização exata. 
Como os outros homens que matei, Sibrand estava convencido de que libertar as pessoas do jugo de sua fé traria a paz para essa terra. Essa irmandade parece estar procurando a mesma coisa que nós, os assassinos, embora seus métodos sejam brutais e imprecisos. Eu admito que estou confuso. Eu entendo seus objetivos, mas vejo com desagrado os meios que eles usam para esse propósito. Mesmo assim, não posso deixar de me perguntar por que não trabalhamos juntos se buscamos o mesmo? Talvez Al Mualim possa me explicar."
Um pouco de história: 
A Ordem dos Teutônicos





Essa é uma das três grandes ordens militares das cruzadas, sendo basicamente uma adaptação germânica da Ordem dos Hospitalários. Aconteceu o seguinte: Com os peregrino feridos e acolhidos, o número só foi aumentando e aparentemente, uma parte do exército que estava sendo cuidado era alemão, e não manjava de latim e por isso não conseguiam se comunicar, o que fez com que os ingleses e franceses ficassem com prioridade em tratamentos, daí um papa deu aval para criação de uma Ordem para fins de assistência médica formada só de alemães, para diminuir a carga dos hospitalários e tratar de quem eles não conseguiam, e consequentemente, abriu margem pro surgimento dos Teutônicos. A palavra "teutônico" significa "Aquele que vem da Alemanha" e os membros dessa Ordem eram nobres germânicos que se instalaram no Acre. 


Curiosamente, eles também se transformaram em uma ordem militar a longo prazo, exatamente como ocorreu com os hospitalários, e eles ficaram fortões, sendo uma das mais poderosas durante e após as cruzadas. Eles ainda existem até os tempos de hoje, mas agora são uma instituição de caridade, de volta a assistência. O Símbolo dos Teutônicos é basicamente o inverso dos Hospitalários, com uma Vestimenta Branca e Cruz Negra, mas o objetivo era o mesmo.

Detalhe extra, Barbarossa, um dos reis que lutou na Terceira Cruzada, teria morrido afogado, durante seus ataques sob o mar (ele virou até uma lenda Alemã), e ironicamente, os Teutônicos em AC são apresentados como uma infantaria marítima, inclusive Sibrand tenta conspirar contra o Rei da Inglaterra, usando sua frota para barrar os reforços dele e assim, ajudar a apunhala-lo pelas costas, mas, a questão não é essa: Barbarossa era o Rei do Sacro Império Romano Germânico e os Cavaleiros Teutônicos eram um grupo de cavaleiros compostos por apenas nobres germânicos... essa é a ligação entre eles, na mensagem de AC. O Sacro Império Romano Germânico era basicamente um império que buscava reerguer o Império Romano, e eles tinham "Germânico" no título (isso foi adicionado por historiadores depois) pois eram em sua maioria compostos por Germânicos. 


Jubair Al Hakim
(????~1191)


O Incendiário de Livros






Outro alvo de Altair, esse cara comanda um grupo de eremitas para se livrar da literatura. Ele teme os textos antigos e o poder dos pergaminhos, acreditando que se a motivação dos cruzados é a religião, o conteúdo de certos livros poderia agravar ainda mais a situação, logo, era melhor se livrar da papelada.




Mesmo com alguns de seus seguidores contra, a maioria acaba seguindo suas ordens e a missão de Altair é encontrar o local onde Jubair estava queimando livros e discursando, e elimina-lo, isso dentre várias outras queimadas promovidas ao redor da cidade.



Até a esposa dele acaba sendo vítima dessa incursão insana, e curiosamente, Jubair não o fazia por mal. Ele acreditava que os erros do passado não deviam se repetir, e a melhor forma de garanti-lo era silenciando os antigos, queimando suas palavras.



Jubair Al Hakim - Damasco
"Jubair parece obcecado com a purga de toda a cidade e destruindo todas as suas escritas. Mais e mais homens são atribuídos à sua causa. Eles irão encontrá-lo na madrasa de Al-Kallasah. Será onde eu irei encontrá-lo, cercado por seus homens.
Carta: 
Professor: já estamos perto. Logo toda a cidade será purificada. Cada dia mais esclarecido, junte-se à causa. Se você tiver mais ordens, envie-as para o madrasah de Al-Kallasah. Agora vivo aqui, cercado pelos mais leais dos meus homens. Eu suspeito que o assassino vem atrás de mim, como ele fez com os outros. Não tenho medo de morrer em suas mãos. Mas antes de chegar, quero terminar meus trabalhos de casa. Vou mantê-lo informado sobre o meu progresso. Que o Pai da Sabedoria te Esclareça, J (Jubair)
Jubair se reúne diariamente com seus alunos na madrassa. Então, os alunos saem para a rua para espalhar a mensagem de seu professor. Uma dessas reuniões está prestes a começar ... Eu acho que vou comparecer.
Os eremitas de Jubair tornaram-se fanáticos. Eles andam pelas ruas fazendo um discurso para os cidadãos trazerem seus escritos e pergaminhos para queimá-los. Eles acreditam que destruir as palavras e mentiras que outros escreveram ajudará a construir um futuro melhor. Melhor para quem?
Encontrei um mapa de lugares onde os eremitas pretendem queimar livros e outras fontes de conhecimento. Se Jubair escapar das minhas mãos, provavelmente vou procurar ajuda nesses lugares.
Jubair veste roupas bordadas de ouro e um saco cheio de moedas. Poucos fazem justiça a essa descrição, de modo que Jubair seja facilmente reconhecível.
Os alunos de Jubair descobriram onde a esposa dele esconde alguns livros destinados a serem destruídos. Os alunos assumem que o professor desejará queimar os escritos pessoalmente. O lugar em questão é um pequeno jardim.
Carta: 
Mestre Jubair: Tenho medo de que suas suspeitas fossem fundadas. Nós a seguimos como você nos disse, e descobrimos que ela realmente guardou os livros. Nós os teríamos levado, mas acreditamos que é melhor você fazer isso, pois é sua esposa. Abaixo você tem um mapa que o levará ao seu esconderijo. É um jardim vazio, com exceção de um relógio de sol e um banco. Lamento muito sobre isso. Eu sei que não é fácil, mas tenho certeza que você fará o que é certo. Seu irmão, Hakim.
Jubair decretou que toda a escrita de Damasco fosse destruída. Ele diz que suas páginas apenas abrigam mentiras e que essas palavras corrompem as mentes dos homens. Então ele ensina seus alunos, que o apoiam sem reservas e encontram-no diariamente na madrasa de Al-Kallasah. Uma dessas reuniões está prestes a começar. Eu devo ir, mas não para escutar seus desdém, mas para terminar com ele.
Minha missão hoje pesa em minha mente e meu coração. Jubair só queria proteger os homens para que eles não repetissem os erros de seus antepassados. Mas seus métodos eram inaceitáveis, não podíamos permitir que ele continuasse. Privar as pessoas do conhecimento ... não as salva, mas as cega. Mesmo assim, talvez não existisse outra solução além de matá-lo? Eu trarei a Al Mualim a notícia da morte de Jubair."

Um pouco de história: 
Censura nas Cruzadas




Não houve nenhuma grande queimada por parte dos sarracenos durante as cruzadas, não durante a terceira cruzada, e não como demonstrado em AC1, No caso, um eremita que ao invés de proteger documentos ancestrais, os queima, por temor e censura. Mas, no mundo real, já tiveram muitos momentos em que pergaminhos, livros e documentos foram queimados propositalmente pelos mesmos objetivos, isso em diferentes épocas desde 213 A.C. na China (o primeiro imperador da Dinastia Chin mandou queimar tudo que fosse contraditório aos seus ideais), até tempos mais atuais, tipo na segunda guerra mundial, no nazismo. Já, no oriente Médio, ocorreu uma grande e catastrófica queimada numa biblioteca, na verdade num grupo de bibliotecas, o que condenou uma quantidade enorme de pergaminhos irrecuperáveis, e foi bem próximo ao período das cruzadas, durante a invasão dos Mongóis em Bagdá durante o século XII, que foi por pura destruição mesmo.


Mas, a idéia de AC é mostrar o quão delicada a história é, o quão frágil pode se tornar e o risco que corre conforme o homem avança. A mente humana, visando proteção, ou apenas buscando o desejo de eliminar "ideias diferentes" é capaz de destruir tudo, principalmente se for apenas papel. É mais fácil se livrar de livros, papiros, papeis e pergaminhos, do que de sociedades inteiras pré-mobilizadas e idealizadas. Fato é que, isso já aconteceu tanto ao longo da história, a queima de documentos, seja pra censurar a mesma, seja pra evitar proliferação de ideias, seja pra passar uma mensagem de intolerância filosófica, ou seja apenas por pura ignorância e ódio, mas muito já se perdeu. Isso sem contar o que foi editado, substituído ou escondido... Ah, o Jubair mencionado não existiu.

Mas, em tempo, ocorreu uma queimada de textos, porém na França, promovida pela igreja no século XIII. Nela, o objetivo era extirpar os Cátaros, e eliminar tudo o que fosse relacionado a eles. Essa campanha tem uma semelhança com a ideologia apresentada por Jubair, só que um pouco distorcida. Na imagem que coloquei la em cima, o quadro a direita é uma pintura que mostra os Cátaros em uma disputa contra a igreja Cristã pra ver quais bíblias resistiriam ao fogo (só os livros dos Cátaros que queimam na representação artística de Pedro Berruguete). No caso, os Cátaros eram uma ramificação do cristianismo, que rejeitava o papa, isso de forma bem resumida, daí a justificativa pra perseguição religiosa fervorosa.

Maria Thorpe
(1160~1227)


A Mulher de Armadura / Isca




Atrás do último alvo, que alias é o mesmo que ele tentou atacar no inicio de tudo, (aquele cara que ele não devia, que quase destruiu tudo e tal) então, agora era a hora.



Altair vai a um enterro, onde aparentemente seu alvo ficaria completamente exposto. O enterro era uma tentativa de paz entre os cruzados e os sarracenos (cristãos e muçulmanos) para mostrar que os templários não queriam causar problemas. Tanto que, rola dentro de Jerusalém mesmo, e com templários andando lado a lado dos soldados árabes.



Curiosamente, o funeral é do maldito Majd Addin, que era um muçulmano, um governante de Jerusalém abaixo de Salah Al'Din, porém corrupto, e secretamente um templário. Mas, era tudo uma armadilha e na verdade, a pessoa de armadura era outro soldado disfarçado, cercado por cavaleiros prontinhos pra atacar Altair, e também fazer parecer que os assassinos estavam causando os confrontos entre os exércitos nos reinos, jogando a culpa neles.



Após vencer, o soldado tem seu capacete retirado e revela-se ser uma mulher, seguidora de Roberto, o verdadeiro alvo. Ela era uma Templária, mas além disso, era uma mulher, trajada como soldado, em um período em que isso não era nada comum.



É a única pessoa que Altair poupa, sob pretexto de que ela não era seu alvo (porém isso vai contra as suas ações anteriores visto que ele tinha matado muitos outros, só pra adquirir informações, sendo que nenhum deles era um alvo). Resumindo: Rabo de Saia.


Roberto de Sable - Jerusalém
Roberto e seus homens atravessam as ruas de Jerusalém com fantasias ricas e presentes caros. Eles participarão de um funeral. Como o demônio a quem eles fazem respeito não é outro senão Majd Addin, as duvidas me atacam ... De qualquer forma, esse será um bom momento para acabar com a vida desse Templário.
Os homens de Roberto trabalham com os guardas de Jerusalém para proteger o cemitério durante os funerais de Majd Addin. O fato de terem duplicado o controle complica a situação, mas com este mapa eu saberei exatamente onde cada guarda está localizado e poderei evitá-los.
Eles dizem que Roberto quer paz, e ele mostra isso assistindo ao funeral de um muçulmano. Mas eu sei a verdade. Ele não quer que a paz reine, mas controle. Ele quer dominar a terra e seu povo. Não consentirei.
Os homens de Roberto estão bem equipados para combate. Lutar contra todos é uma tolice. Se a situação deixar as minhas mãos, escaparei rapidamente e voltarei a combatê-los um a um.
Chegar a Roberto pode ser difícil, a julgar pelo número de guardas. Se eu me juntar a um grupo de eremitas, terei a oportunidade de abordá-lo mais facilmente.
A guarda de Jerusalém estabeleceu o lugar onde os cristãos serão colocados durante a procissão, para protegê-los no caso de sua presença ofender os cidadãos. O mapa indica com precisão a posição de todos, incluindo Roberto ... Especialmente Roberto.
Roberto de Sable e seus homens estão em Jerusalém para participar do funeral de Majd Addin. Sua presença parece ser um incentivo para a paz entre cristãos e muçulmanos, mas acho que ele tem algo em mente. Eu vou ataca-lo durante a procissão e descobrir o que realmente quer.
Eles colocaram uma armadilha para mim! Roberto saiu de Jerusalém e vai para Masyaf. Esse será o meu destino. Só espero que não seja tarde demais. Se Roberto convence Ricardo e Salah Al'din de que os assassinos são inimigos, nossa fraternidade será destruída. Não podemos enfrentar a força conjunta de sarracenos e cruzados."

Um pouco de história: 
Mulheres nas Cruzadas



Inadmissível.


Os exércitos cruzados eram de âmbito cristão, e a igreja católica era extramente contra a imagem e empoderamento feminino. Mulheres não podiam lutar em guerras, isso era um fato. Mas, poderiam haver mulheres dentre os homens, trajadas como tais, lutando como tais, e enquanto estivessem nas cruzadas, seriam vistas e tratadas como homens perante a igreja, isso é claro, de forma extra-oficial.

Sabe-se que mulheres lutaram na idade média, tiveram vários momentos históricos (já tiveram líderes mulheres, teve a Joana D'Arc, teve a "Ordem da Machadinha", que foram mulheres de Tortosa que se vestiram de homens pra defender suas terras, etc) mas durante as cruzadas propriamente ditas, não há relatos marcantes sobre mulheres mandando ver (isso faz pensar na delicadeza da documentação novamente né?!). De qualquer forma, como visto em AC1, era quase indiferenciável uma mulher de um homem trajados em armadura. Seja la qual fosse a razão dela estar ali lutando, a veste seria exatamente a mesma que qualquer homem, algo que é relatado pelos registros textuais de época, onde "Mulheres de armadura viravam homens".


Roberto de Sablé
(????~1191)



O Teste de Deus


O último alvo dos 9, eis Roberto, rumo a montanha dos Assassinos, para vingar e retaliar as mortes dos templários. Ele se unira a Ricardo I, rei da Inglaterra, enganando-o para que trabalhassem juntos contra um recente mal maior.



No começo de tudo, ele estava em busca de algo, um artefato dos templários, e Altair surge para mata-lo, sem ter qualquer ordem pra isso. Consequentemente, ele da mó surra, e em seguida ataca os assassinos.



Altair ajuda a proteger a base dos assassinos, antes de receber sua sentença de quase-morte, e no fim, esse cara acaba tendo seu exército chutado pra longe. 



Mas, depois de todo o desenrolar da história e todas as mortes causadas, Roberto arranja um novo exército, o de seu rei, alegando que os assassinos eram o verdadeiro problema de tudo. O pior, e o que mais causava temor a Altair, era a possível união dos exércitos sarracenos e cruzados contra os assassinos, algo que seria avassalador, e estava bem próximo da realidade.



Roberto fazia parte dos Templários, que estavam espalhados entre os exércitos e povos, em sigilo, tramando. Aquele que tramou contra o rei Ricardo I era um Templário, e também era um Inglês, e estava junto dele.



No fim, quando Altair surge no meio do exército peitando todo mundo e tentando alertar Ricardo I, e alcançar seu alvo, o rei decide, sem saber em quem acreditar, confiar na vontade divina, conforme os cruzados discursavam, e deixa Altair pra enfrentar Roberto.




Depois de vencer, Ricardo I acredita em Altair e retira seu exército. Roberto também revela, antes de morrer, a verdade sobre Al Mualim, o mestre de Altair.



No fim, tudo foi uma grande manipulação templária.

Um pouco de história: 
A Ordem dos Templários




A Ordem Militar mais famosa e poderosa das cruzadas, representada e também antagonista em Assassin's Creed, na verdade tem duas versões, tanto no jogo quanto na vida real. A ordem dos Templários é diferente dos Templários, mas é uma diferença sutil e quase imperceptível, apesar de ser importante.

Como deu pra notar, as ordens surgiram com objetivos simples de oferecer suporte a peregrinos que desejavam ir à Jerusalém. Esse desejo existia pois essa era a cidade onde Jesus Cristo nasceu, logo, era um ponto sagrado para os cristãos, mas, como os dominantes das terras eram os muçulmanos, eles decidiam quem entrava ou saia, e os cristãos não eram bem vindos, sendo alvos de ataques e tal. Então, surgiram voluntários para proteger esses fieis dos "infiéis", consolidando as ordens, começando inclusive pela dos Templários, Cavaleiros Pobres à serviço do Templo. Claro que, com o inicio das cruzadas para tomada de Jerusalém, a Ordem se converteu numa organização militar e de simples protetores, viraram soltados, e o grupo, que inicialmente era formado de 9 membros (yep, só isso, e eles eram reconhecidíssmos por isso) acabaram se expandindo e virando um exército.

E aí, a Ordem dos Templários se converteu no título "Templário", sinônimo de "guardião da Igreja" e também, um nome para uma organização que triunfou perante inúmeros avanços que, tornaram dela, uma das mais ricas e influentes da história, mesmo este não sendo, nem de longe, o objetivo original. Um bom exemplo disso é: Os Templários criaram os bancos que utilizamos hoje (o conceito já existia, mas na prática eles que aplicaram em ampla escala, para facilitar as negociações dos peregrinos) e como todos sabem, quem comanda o mundo são os Banqueiros. Os Templários, apesar de serem organizados pela igreja em ideal, não tinha nenhuma obrigação com tal, logo, eles eram independentes, o que deixava eles com um poder e influência equivalente ao da Igreja, ao mesmo tempo em que os desvinculava com ela. Era como uma nova grande organização dominante existindo paralelamente (como todos sabem, a Igreja comanda o mundo, depois dos Banqueiros). 

Como os Templários deixaram de existir após as cruzadas, por determinação da Igreja, muitos acreditam que isso é balela e na verdade, a organização apenas transcendeu para um estágio de soberania anônima, mantendo-se ativa por trás da cortina e manipulando o mundo, como sempre fez. É justamente isso que AC acusa, mostrando que, mesmo na época das Cruzadas, os Templários já se dividiam em duas vertentes, a Ordem e O Grupo Secreto, e o grupo secreto tinha o controle sobre as coisas, tanto que, foi só após a queda dos 9 Templários que Jerusalém finalmente foi recuperada, não no sentido de conquistada, mas de liberada para visitas, o que diga-se de passagem, deveria ser o objetivo desde o princípio (se não houvessem interesses econômicos e geopolíticos por parte da igreja e dos senhores feudais).

Ricardo I
(1157~1199)



O Rei Coração de Leão




Ele faz parte do outro lado da moeda que ta enfrentando as cruzadas, rumo às terras sagradas.




Ele aparece algumas vezes, em um encontro com Guillermo de Montferrat no Acre, xingando ele por um erro. No caso, o rei inglês sempre estava em guerra, sempre no campo de batalha, e seu maior inimigo eram os Sarracenos.



O que tava rolando no mundo: De 1189 a 1192 rolou a terceira cruzada, conhecida como "Cruzada dos Reis", pois tinham 3 reis unidos nela, num embate pelas terras santas (que era a desculpa comum das cruzadas), que enfrentavam Salah Al'Din, o líder Sarraceno e conquistador das Terras Santas. Apesar de haverem 3 (Ricardo da Inglaterra, Filipe da França e Barbarossa do Império Sacro Romano-Germanico) apenas 1 rei é mostrado em AC, que é justamente o único verdadeiramente "vitorioso" na história do nosso mundo.



Barbarossa teria morrido afogado (há dúvidas nesse assunto, quem sabe um AC um dia nos conte mais sobre ele) e Filipe adoeceu a abandonou os campos de batalhas. Apenas Ricardo se manteve lutando, e apesar de ter um exército reduzido, ele conseguiu entrar em acordo com Salah Al'Din, o muçulmano que estava sob controle das terras santas de Jerusalém, e consegue acesso as terras, desde que as não profanasse.



O medo de Altair era que, depois dele ter aparentemente frustrado os planos de Roberto em fazer um acordo de paz entre cristãos e muçulmanos, ambos se juntassem contra os assassinos. Como ele consegue provar ao Rei Ricardo que Roberto era um idiota traidor, o rei acaba deixando os assassinos para Altair lidar (que descobre, através de Roberto, que o Mestre dos Assassinos era na verdade um Templário). Depois disso Ricardo se une a Salah Al'Din (que não aparece em AC1) e cria seu acordo de paz.
"Al Mualim é Templário número dez? Não pode ser! Todos esses anos eu vi nele a minha força, meu guia ... Suas palavras eram verdadeiras. E agora eles me dizem que tudo tem sido uma mentira? Não. Mesmo na morte, Roberto ainda estava procurando envenenar minha mente. Ou ... talvez não. Lembro-me o quão cuidadoso o Mestre foi em evitar minhas perguntas, ele mudou de assunto quando perguntei muito profundamente. Você quis me instruir deferência? Ou me ensinar obediência cega? Doce ignorância da verdade ... Há apenas uma maneira de responder a essas perguntas. Devo ver Al Mualim." 

Um pouco de história: 
A Era Feudal




Enquanto no Oriente Médio os caras brigavam pra ver quem comandaria todos os povos, na Europa os povos se organizavam de uma forma bem diferente, através dos Feudos. Basicamente, o povão vivia nas terras dos ricões, que por sua vez cobravam impostos em troca da moradia e proteção. A sociedade se dividia em Nobreza, Clero e Camponeses, sendo que não dava pra mudar de posição... quem nascia nobre, morria nobre, quem nascia camponês, morria camponês, pelo menos essa era a política da época. Os Nobres eram os ricos, os Reis, Cavaleiros e Senhores Feudais. O Clero era o povo da Igreja, que por sua vez tinha status espiritual (e também mandavam na bagaça). E os camponeses eram os trabalhadores, a galera que sustentava o sistema, servindo, trabalhando, movendo a economia, produzindo, pagando tributos e impostos, etc.

Os Senhores Feudais tinham o poder das terras e com isso, controlavam tudo, afinal era tudo deles, mas eles não tinham como administrar terras inteiras sozinhos logo, rolava o esquema de Suserano e Vassalo, onde eles compartilhavam suas terras com nobres menores, que juravam lealdade além de contribuírem com parte dos lucros e impostos obtidos, e assim, assumiam o título de "Vassalos", enquanto os Senhores eram os "Suseranos".

Esse esquema criava a divisão política dos feudos. Enquanto isso, o povão se dividia basicamente entre servos e vilões, onde os servos eram propriedade das terras dos senhores, praticamente como escravos, só que livres para viverem, formarem família, terem sua casinha, desde que fosse ali, naquelas terras, pois eram proibidos de se mudar, e caso as terras fossem passadas para outro senhor, eles iam junto. Os vilões, podiam ir e vir tranquilamente, podiam até criar casinha e estabilidade, mas eles eram livres pra mudar de feudo quando quisessem. Enquanto isso, o Clero, dominado pelo Papa, seguido pelos Bispos, Padres, o povinho da igreja, que controlava tudo, mas tudo mesmo. Eles estavam sobre o real controle do mundo feudal, sendo a palavra Cristã aquela acima de tudo. 

Tanto que, começaram as cruzadas, com o pretexto de recuperar terras santas mas com os objetivos reais de diminuir os problemas europeus (eliminando população dando-lhes um objetivo para lutar). Detalhe que, os Reis nesse período não eram Senhores Feudais, mas sim Líderes Militares, e essa é a posição de Ricardo I. Alias, ele existiu mesmo, e ele realmente fez o acordo de Paz com Salah Al'Din, o que de fato encerrou a terceira cruzada. O acordo foi até bem simples: Jerusalém estava livre pra visitas desde que não fosse profanada.

Al Mualim
(1135~1191)


O Grão Mestre dos Assassinos


O jogo inteiro, a cada missão realizada, Altair precisa se reportar ao mestre dos assassinos, Al Mualim, o Grão Mestre. Ele é sábio, e é o responsável por dar respostas e missões.


Todos são leais a ele, nenhum assassino ousa questiona-lo, e ele é o criador da ordem dos Assassinos, sendo o cara mais importante de todos. Altair, como os demais, o respeita acima de tudo, sem questiona-lo, apesar de ser rebeldão.

Mas, Al Mualim é um Templário.

Ou pelo menos foi um. E não foi qualquer um, ele foi um dos 10 que estavam diretamente ligados ao artefato mistico e santo chamado Maçã do Eden (ou Peça do Eden) que, no caso, era uma esfera dourada de tamanho médio, capaz de controlar a mente de qualquer um.



Foi este artefato que Altair foi incumbido de roubar do Templo de Salomão, mas que fracassou (mas chegou até as mãos de Al Mualim por Malik). Depois de conseguir esse item, Al Mualim decide silenciar os demais que sabiam de sua existência e poder, e encomenda suas mortes pelas mãos se seu melhor assassino, o próprio Altair.



Ele só não contava com Altair se aproximando muito dos alvos perto de suas mortes e absorvendo seus conhecimentos em suas ultimas palavras, o que acabou criando dúvidas em sua cabeça e no fim, o fez enxergar a verdade. Nem todos eram maus, na verdade boa parte, a grande maioria dos templários, tinham objetivos e ideais em comum com os assassinos, apenas diferindo em seus métodos, um tanto quanto mais cruéis e ignorantes.



Porém, Al Mualim era perverso, e objetivava apagar seus rivais para ter todo o poder só para si. Ele não queria libertar a terra santa nem livrar o mundo da guerra, ele queria o controle de tudo, justamente aquilo que acusava os Templários de desejarem. 



Então, Altair vai atrás dele, e descobre que ele usou o poder da maçã na cidade ao pé do castelo, e todos ficaram meio zumbificados, com a mente controlada, seguindo ordens sem ciência. 




Ele chega a confrontar assassinos, seus irmãos, dominados pela maçã, cegos pela magia de Al Mualim...


E após enfrenta-los, e ser salvo por Malik e alguns assassinos que sobreviveram ao controle mental, ele vai de encontro ao Mestre.



La, ele é preso pela magia da maçã, o cara confessa seus planos, confessa ser um templário e revela que não controlou a mente de Altair também, pois não conseguiu, apesar de ter tentado. 



Daí, ele gera 9 guerreiros, memórias dos 9 templários que Altair assassinou, todos ao mesmo tempo, para ele enfrentar.



Após vence-los, ele copia a si próprio, tentando confundir e enfraquecer Altair mentalmente (toda essa luta é psicológica, apesar de visualmente projetada, é tudo na cabeça de Altair, algo que é visualizado e reproduzido pelo Animus como se fosse real).



Depois de vencer as cópias e derrotar o real Al Mualim, que fica se escondendo pelo enorme jardim do castelo, Altair o mata.



Diante suas ultimas palavras, Altair diz que vai destruir a maçã, e Al Mualim o desafia, ciente que não conseguirá.



E, é justamente isso que acontece. 



Altair se levanta, vai até a maçã, ela projeta um mapa do globo mostrando a localização de todos os outros artefatos do eden pelo mundo, e ai ele paralisa admirado, vislumbrante, diante a beleza do artefato.



Malik e os outros assassinos livres também surgem, e param diante o globo reluzente. 



E ai, a informação que os Templários do presente queriam, a posição dos artefatos místicos, é adquirida e registrada, e Desmond é desligado do Animus.

Al Mualim - O Paraíso

"Meu Mestre está morto, como muitos outros aliados e inimigos. A tempestade se dissipou, embora o orgulho dos homens fará as nuvens escuras diminuírem lentamente. Há algo que é certo: com Roberto e Al Mualim mortos, os exércitos sarracenos e cruzados derrubarão suas armas e essa guerra sem sentido finalmente chegará ao fim. Livre das manipulações e planos desses homens malvados, Salah Al'Din e Ricardo descobrirão que eles têm mais em comum do que pensam. A paz voltará para a Terra Santa e, se a discórdia voltar a se unir entre eles, meus irmãos e eu faremos o que for necessário para que as águas voltem ao seu caminho. Masyaf é calma, acariciada pelo vento que rege o vale. O que é esse objeto agora que está em meu poder, o que nubla as mentes dos homens? Não é maior do que uma maçã, mas seu poder supera a de qualquer arma. Seja o mal que pode conter o mais insignificante das coisas. Eu devo destruí-lo. Mas algo para minha mão ... Não. Eu vou continuar um pouco mais, veremos o que pode me ensinar. Talvez eu possa transformar o mal em bom. Foi o que os outros pensaram quando foram controlados? Será esse o seu poder? Converta um fim nobre no mal? Não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que os assassinos precisarão de um guia. Eu devo cuidar deles, curar suas feridas. Vamos marchar juntos para o futuro, e nós voltaremos a emergir, mais poderosos do que nunca. E se o que nos espera é o futuro, o renascimento, então teremos o cuidado de não repetir os erros daqueles que vieram antes. Devemos estar vigilantes, nunca esquecer o passado ..."
Um pouco de história: 
O Velho da Montanha




O criador da Ordem dos Assassinos, é um dos poucos personagens inspirados em um personagem real, nesse caso, Hassan ibn Sabbah. Ele de fato existiu, e foi o grande criador, mentor e líder dos assassinos, aquele que ele chamava de "asasyun", algo aparentemente erroneamente interpretado pelos viajantes como "hashashin", mas que na real significava algo como "Aquele fiel às asas", ou "pessoas fundadas à fé" (é uma segunda forma de se interpretar a origem da palavra "Assassino"). 

Sabe aquele esquema Xiita e Sunita? Então, Hassan estava diretamente ligado a esse problema, sendo que sua ordem, e seus ideais, surgiram de uma variação xiita, no puro Ismaelismo, onde apenas os profetas originais do Islã eram considerados os verdadeiros. Hassan era xiita protestante, e sua ordem foi criada para atacar os sunitas e impedir que os mandamentos fossem feridos.

Sendo ideais sensatos ou não, e apesar de minoria perante o Irã, Hassan foi capaz de montar um pequeno e perigoso exército de infiltrados assassinos que espalharam terror e suas palavras pelo longo de sua vida. O cara era respeitado e todos que lhe seguiam eram cegamente leais, e isso causava pânico aos inimigos. Sob o título de "Velho da Montanha", ele mantinha seus fieis seguidores aos seus cuidados, tinha um harém de mulheres, as quais diziam que ele compartilhava com seus assassinos, e tinha total controle sobre todos que lhe seguiam. Ninguém ousava questiona-lo, ninguém, inclusive davam a vida para provar lealdade à ele, era algo comum, isso fez com que o terror dos assassinos apenas aumentasse, visto que eles eram homens sem medo, e de quebra, fez com que o lado místico de Hassan se estabelecesse, com lendas sobre seus possíveis "controles mentais" e magia.

Tudo isso, é representado em AC, através de Al Mualim.

Explicando o Final

Após encerrar a aventura de Altair e despertar, Desmond se vê diante os verdadeiros donos da empresa que mantém o projeto do Animus em atividade, eles discutem sobre os dados obtidos e decidem descarta-lo, mas, Lucy convence os engravatados a manterem a cobaia por mais tempo viva, visto que pode ser útil no futuro, mesmo considerando os empecilhos que os assassinos causaram nas tentativas de resgate.



Depois disso, Desmond é deixado sozinho e fim... porém...



Ele descobre que pode ativar a Visão de Águia, e enxerga símbolos por toda parte.




Além disso, ele pode entrar na sala de conferências (se os pré-requisitos secundários foram feitos, como pegar as senhas de acesso nas vezes em que Desmond foi controlado) e pode ler mais sobre a empresa misteriosa chamada Abstergo, e sua relação com o passado.



Tratava-se dos Templários, ainda ativos, coletando artefatos misticos ao longo dos séculos e conduzindo a humanidade conforme seus desejos conspiratórios.



Os símbolos que Desmond viu, por outro lado, eram marcas feitas por sangue do projeto 16, o assassino que foi usado antes dele para tentar localizar a Maçã do Eden, e antes de morrer, ele deixou essas marcas para informar aqueles que conseguissem decifra-las.



Os assassinos se habituaram em falar de forma codificada, então isso é bem comum. Mas, não se engane, as marcas não são nada de mais não...

São símbolos proféticos ou teóricos do mundo da ufologia e conspiração.


Não há easter eggs sobre outros jogos nem piadinhas, e são símbolos "sérios" de mistérios reais, porém, não se deixe impressionar muito. Em resumo, são recados do projeto 16, sobre tudo que já descobrimos, mas que ninguém parece ter conseguido interpretar na época, mas é até bem óbvio uma vez explicado:

Os Alertas Codificados:



Palavras Cruzadas*** (Hah, foi um trocadilho!)
"Artefacts sent to the skies to control all nations, to make us obey a hidden crusade. Do not help them"


"Artefatos mandados aos céus para controlar todas as nações, para faze-los obedecerem a cruzadas escondidas. Não ajude eles."


O 16 avisa a qualquer assassino que decodifique seu dificílimo enigma (só ler de traz pra frente, na vertical, de baixo pra cima) que os Templários tão tentando controlar o mundo usando o poder dos artefatos, pelo lançamento de um Satélite, algo que também pode ser lido em e-mais trocados por Lucy e o Dr, mencionando um tal satélite que seria lançado futuramente.

Piramide de Letras



"They drained my soul and made it theirs. I drain my body to show you where I saw it"


"Eles drenaram minha alma e tornaram deles. Eu drenei meu corpo pra te mostrar o que vi"


Aqui ele revela basicamente que os caras pegaram tudo que puderam de sua mente, usando o Animus, e agora ele tava tentando passar seu conhecimento usando seu corpo (seu sangue, através das imagens e marcações) para os próximos que fossem forçados a contribuir para as pesquisas dos templários.


O código e os números




Código de Barras e Data 12/21/2012



O Código de barras codifica 666 (não faço ideia de como descobriram isso, mas deve ter a ver com o segundo AC, pois esse código reaparece la, e é decodificado pelo protagonista ou algo assim), e os números são "12/21/2012" o que é 21/12/2012", o que profetiza o fim do mundo (isso se baseando no calendário Maia e a errônea interpretação dele, junto com um evento que os templários planejam realizar, o lançamento do satélite).

O Mapa:


A Maçã do Eden revela no final várias localizações de peças do Eden, que são artefatos misticos capazes de fazer coisas ainda mais poderosas e variadas do que as que a própria maçã faz. O 16 tentou deixar avisado quais eram as "piores" e, de alguma forma, desenhou suas localizações. Mas, nem todas são muito óbvias... claro que, se cruzar os dados com o que tem no globo da maçã do Eden, fica fácil compreender (puxando pelo Google Maps), mas, algumas são bem mais complicadinhas, pois o cara se deixou levar nos desenhos, apesar de ter sido até que simples.


Tentarei falar quais as localizações, mostra-las no mapa, no mundo real e também no mapa da Maçã do Eden, e resumir o que elas significam. Não da pra especular qual artefato elas escondem, mas, boa coisa não deve ser, pois diante todas as mensagens, relacionadas ao fim do mundo e tal (algo provocado pelo poder de controlar mentes que os templários querem), só podem ser artefatos similares, ou piores. 

Os 3 Triângulos



Curiosamente, eles foram desenhados frente ao Olho de Horus, um símbolo originalmente Egípcio.

Pirâmides de Gizé



Três triângulos fazem alusão às piramides, isso é bem óbvio.



As pirâmides de Gizé ficam no Egito, e são três piramides enormes criadas como túmulos para faraós. O grande mistério sobre elas é como foram construídas, visto que são estruturas gigantescas com blocos gigantescos, que na sua época não poderiam ser movidos sem tecnologia. Mas, presume-se que usaram bastante trabalho escravo e muita matemática, então ta valendo.



No mapa da Maçã do Eden do final do jogo, as grandes piramides são apontadas como um dos locais dos Pedaços do Eden.



A Piramide nos Degraus



Curiosamente, ela foi desenhado nos degraus de uma plataforma.

Templo de Kukulcán



Essa formação piramidal de blocos em escala, seria difícil de definir com exatidão se não fosse o mapa da Maçã do Eden, que aponta apenas 1 localização na região onde estruturas assim foram encontradas, e no caso, seria o Templo de Kukulcán.



Kukulcán é um deus Maia, que é derivado de um deus Azteca, que é derivado de versões mais antigas de deuses la da região do México, todos representados basicamente como "Serpente Emplumada", que é o que os nomes significam (depois falo melhor dele). Essa estrutura foi feita no século XII D.C (yep, enquanto os caras estavam se matando nas cruzadas, os Maia tavam construindo piramides) e ele é, basicamente, uma obra de arte matematicamente perfeita, com degraus equivalentes aos dias do ano e efeitos de luz e som específicos e espantosos, como o fato de bater palmas de um lado do templo e os sons ecoarem como sons de pássaros da região do outro lado, ou o efeito de luz que se forma em certo período das estações, em que a luz do sol parece andar nas escadas na forma de uma cobra. É um bagulho louco. Os Maias eram um povo daora.




Como eu disse, o único ponto que aponta pra América Central no mapa da Maçã do Eden é justamente, a localização do Templo de Kukulcán.



As Montanhas Escondidas



Curioso que esse desenho fica escondido em uma plataforma.

Machu Picchu


A cidade perdida dos Incas, se Altair tivesse seguido o mapa, teria descoberto ela antes dela sequer existir... rs...



A cidade tinha sua existência reconhecida, mas sua localização era um mistério até 1911 quando encontraram suas ruínas em Machu Picchu, essa linda paisagem acima, no Peru. Os Incas eram um povo do século XV que imperava na América Latina, e uma de suas cidades, construída nas montanhas, é esse grandioso e misterioso monumento. O mistério ta, basicamente, nas formações muito bem estruturadas que, pra época, eram improváveis de se trabalhar, principalmente considerando a altura. Mas, tinha até hortinha!




Porém, apesar do desenho de 16 ser muito óbvio, bem preciso alias, dentre todas suas artes, é uma das mais detalhadas, Machu Picchu num aparece no mapa da Maçã do Eden (Olha eu errado ai! Altair não tinha como achar!)

Os Três Animais




Linhas de Nazca - Peru



Outro ponto mostrado no Peru são as Linhas de Nazca, igualmente bem detalhadas e precisamente desenhadas. Não são todas, são apenas alguns dos desenhos (o beija-flor, a aranha e o macaquinho). Mas, é impossível não notar a semelhança...



O grande mistério por trás dos desenhos que o povo de Nazca fez é o fato deles serem enormes, grandes de mais para serem vistos do chão. Eles só podem ser vistos perfeitamente do céu, voando, ou sob alguma plataforma altíssima... ou talvez subindo as montanhas. O fato é que, são muitos desenhos colossais, aparentemente sem razão. Mas, a razão é óbvia: O povo de Nazca desenhava pros deuses. Eles projetavam no chão, como um rascunho em linhas finas, e escavavam em grupo, formando desenhos que normalmente apenas os deuses poderiam ver, como um tributo.




Também no Peru, não há no mapa do Eden um ponto mostrando as Linhas de Nazca, porém, tem um ponto entre Machu Picchu e elas... então, talvez, entre o povo Nazca e os Inca, tinha alguma peça do Eden perigosa.



O Templo e a Montanha




Arakurayama Sengen Park, Japão



Essa imagem me fez ficar admirado... eu fiquei tão feliz. Basicamente cruzei informações obtidas no jogo e consegui a localização exata de mais um dos artefatos. Não foi difícil, mas trata-se de uma posição bem exata, pra uma mistura de diferentes marcos: Monte Fuji, Yonaguni, Arakurayama Sengen Park e por fim (um bônus curioso), Kumano Nachi Taicha.

Monte Fuji



É a montanha mais icônica do japão...



Estruturas de Yonaguni




Ao sul das Ilhas Yunaguni descobriram estruturas submersas gigantescas e misteriosas, que na real fizeram parte de construções da própria ilha, que simplesmente afundaram, isso sendo bem direto (rs). Como ninguém sabe exatamente como essa região deveria se parecer, o 16 apenas escreveu o nome mesmo e pronto.



Arakurayama Sengen Park


Esse parque é um enorme templo, próximo ao monte Fuji, que é um marco turístico do Japão. Ele é composto por várias partes, e é grande pacas, mas o que a imagem mostra é o seguinte:

Portal Xintoísta (Torii) para o Santuário 




No caminho até o Chureito Pagoda em Arakurayama, que é uma torre de destaque que ajuda na localização da imagem, existe um portal torii que é ilustrado também na imagem. É algo muito comum, portais xintoístas pra santuários, mas nesse caso, forma-se uma linha diretamente conectada, seguindo a mesma direção sugerida pelo desenho.

Chureito Pagoda em Arakura, no topo do Santuário




No topo, depois da longa caminhada, tem o Chureito Pagoda, que abre a vista para o monte Fuji. O Chureito Pagoda faz parte do Santuário Akura Sengen em Jujyioshida no Japão, e foi construída como um memorial da paz em 1963. Mas, não se deixe levar pela data da construção... a imagem foi pintada pelo Projeto 16 bem depois, então é bem possível que ele já tivesse o conhecimento preciso dessa construção, e tenha feito as imagens para ajudar na localização.


Existe um templo menor, descendo as escadarias enormes, mas ele não tem o mesmo formato, nem da imagem, nem semelhante ao da torre Pagoda, o que me fez pensar que talvez, o desenho do 16 seja uma referência a outra torre santuário...


Kumano Nachi Taicha



Cheguei a essa outra torre cruzando informações e mapeando tudo. Como da pra ver na imagem a seguir, pelo google mapa, nenhuma das posições que mostrei anteriormente se encaixa exatamente no ponto que o mapa da Maçã do Eden mostrou em destaque:


Porém, curiosamente, achei um templo chamado Kumano Nachi Taicha, muito parecido com o Chureito Pagoda, que fica exatamente no ponto em destaque.


Seria na verdade tudo uma grande trajetória mapeada pra dizer que a peça do eden estaria nesse templo em questão?! Como mencionei, entradas xintoístas são iguais, com escadarias e portais torii, então, tirando a visão do Monte Fuji (que não tem), a posição do templo em Wakayama é a mais próxima da mapeada pela Maçã.




Ou talvez eu esteja procurando pelo em ovo, e na real, o fato do Monte Fuji e do templo de Arakurayama ficarem basicamente na mesma região seja justamente o que a imagem representa, de que ta tudo no mesmo ponto, apenas com uma precisão duvidosa mesmo (é muito provável que eu esteja exagerando na precisão kkk).

Os Simbolos:

3 Aneis Ligados



Aneis Borromeanos




Basicamente são três círculos ligados uns aos outros. Meu irmão chegou a fazer uma piada dizendo que era o simbolo da Olimpíada, o que me fez cogitar a possibilidade de realmente seguir por essa mesma linha de ideologia (ao invés de 5 continentes unidos, seriam apenas 3 - Europa, Ásia e África) mas, ele é o simbolo da Trindade, e como um dos temas recorrentes é religião cristã, é o mais conveniente.



Estrela num Círculo



Pentagrama Invertido






O Pentagrama tem inúmeros significados, todos eles ligados a positividade e a elementos da vida (eternidade, elementos naturais, proteção, sentidos humanos), as vezes até associado à Deus, como no cristianismo onde é visto como um simbolo de proteção e referente a cabeça de deus. Por sua vez, a versão invertida é o contrário, sendo maléfico, e representando basicamente a cabeça do demônio... isso sendo bem direito rs.


Sabe-se que o pentagrama visto e desenhado por 16 é invertido pois a ponta esta voltada pra cabeça do Animus então, a forma correta pra se ver seria invertida. Logo, é provável que ele simbolize a verdade por trás dos templários, que de cristãos nada tinham.

Olho (na frente das 3 piramides)



Olho de Horus




Este é um simbolo que significa poder e proteção. Vindo do Egito Antigo, representa força, vigor, segurança e saúde. É um simbolo tão antigo quanto mistificado, e apesar de ser algo visto como divino (Horus era o deus do Sol, também visto como Falcão, uma entidade de visão e prosperidade) ele acaba sendo confundido com o "Olho que Tudo Vê", um simbolo Maçom e Illuminati (conspiratório) que significa que todos estão sendo observados.


Ah, tem umas matérias que comparam Horus com Jesus Cristo, mas, é balela. Na real, em todas as religiões, há muitas semelhanças entre deuses e divindades, o que até pode levantar certas teorias sobre a veracidade ser provável pela repetição, mesmo havendo modificação... mas no final das contas, as comparações entre certas coisas, como data de nascimento, circunstâncias e afins, isso tudo é ou exagero, ou apenas forçação de barra. Na dúvida vale até dar uma pesquisada mais a fundo pra ver o quanto a galera viaja... 

Olho no Triângulo



O Olho da Providencia


Este é o mencionado "Olho que tudo vê", mas pra ser justo e honesto, ele não é bem um simbolo de origem Maçom ou Illuminati (apesar de ter se tornado um dos símbolos registrados desses grupos). É um simbolo, de Deus, um simbolo divino de observação, onde Deus esta de olho em tudo e todos. No caso, é um simbolo cristão, e ai vem a rivalidade com o outro olho, que é um simbolo egípcio e... rs... no futuro isso vai fazer muito mais sentido... mas resumidamente, os dois olhos estão presentes justamente pra mostrar que são duas coisas diferentes, e opostas.


O Olho da Providencia esta presente na nota de um Dollar, propositalmente pra dizer que Deus esta de olho e a favor da prosperidade econômica americana. Teóricos afirmam que tem dedo de maçons, illuminatis e templários nisso ai, e parte do que AC ensina é que, o mundo é muito mais misterioso porém simples do que aparenta.

Piramide com a Maçã



Piramide do Eden


Por fim, a Maçã do Eden, e os fragmentos do Eden em forma de pirâmide, organizados e escondidos. Também parecem olhos, com as pálpebras superiores baixas, como hipnotizados, o que simbolizaria a Maçã controlando mentes em uma ordem, uma pirâmide. É basicamente o que os Templários buscam tornar realidade no mundo.

As Mensagens do Quarto:



Atrator de Lorenz

Essa figura é a representação de um sistema de equações criado por Edward Lorenz que, resumidamente, ilustra o Caos. 


Basicamente, a fórmula explica e imprevisibilidade da ação e reação. Para fins e previsão meteorológica, Lorenz calculou e chegou a conclusão que, mesmo conhecendo os padrões de algo seguindo valores pré-estabelecidos, uma pequena, por menor que seja, variação no valor inicial altera completamente o resultado final, criando um percurso diferente a longo prazo (a linha "b" segue junto da linha "a" na imagem, até que do nada começam a seguir caminhos diferentes, seguindo a mesma forma, no mesmo padrão, porém por percursos diferentes).

Essa representação é justamente o que liga a figura da borboleta a teoria do Caos, não apenas pela metáfora de uma batida de asas causando um turbilhão, mas pela semelhança gráfica com o sistema de Lorenz. Logo, tudo que é sujeito a uma origem caótica se torna totalmente imprevisível.

Simbolo Circular e Fórmula



Conjunto de Mandelbrot


Fórmula para o Conjunto de Mandelbrot
zn+1 = zn2 + c


Sinceramente, não sei o que significa. Entendi que esse conjunto é um Fractal, o mais lindo e admirado de todos. Fractais são formas geométricas resultantes de cálculos que ao serem reproduzidas, podem ser observadas de qualquer forma, em qualquer tamanho, e manterão a mesma aparência ou padrões. Se aproximar, infinitamente, ou afastar, infinitamente, o desenho será o mesmo, ou irá se distorcer até formar o desenho original novamente, de forma completamente natural. 




O "Mandelbrot Set" é lindo pois tem vários pontos que podem ser explorados e sempre retornam pra forma original, não importa o quão fundo se vá na imagem da fórmula. Essa imagem, é uma fórmula matemática reproduzida visualmente... Onde isso se encaixa em Assassin's Creed? Bem... ainda nãe sei ao certo, mas tem muito mais pra falar no futuro então, deixo pra próxima.

עולם הבא



Olam Haba 
(O Mundo Vindouro)


Esse é um termo Judeu que se refere ao paraíso, na verdade, às falhas do mundo atual e sua correção e preparação para o próximo mundo, um desejo dos Templários.

13.0.0.0.0



Virada de era (b'ak'tun) do calendário Maia
21/12/2012


Em 2012 pensaram que o mundo ia acabar, como sempre, e atribuíram tal profecia aos Maias, só pelo fato do maior calendário deles ter a data máxima apenas até os números 13.0.0.0.0, o que se encerraria ao 21/12/12. Mas, na real, o calendário continuou pra 13.0.0.0.1, só não sendo registrado no exato mesmo plano, pois essa mudança, já prevista pelos Maias, caracterizava o surgimento de uma nova era. É claro, o jogo saiu em 2006, então eles não sabiam, de tudo isso... mas em resumo, é isso rs.


A ideia era reforçar que o mundo acabaria ou passaria por alguma possível grande catástrofe ou mudança nessa data, premeditada pelos Maias, que eram conhecidos por serem bem exatos em suas "profecias calculadas". 

"We are all books containing thousands of pages and within each of them lies an IRREPARABLE truth"



"Nós somos todos livros contendo milhares de páginas e dentro de cada um há verdades IRREPARAVEIS"

Isso é uma mensagem referente ao Animus e como ele é utilizado para retirar e distorcer o que existe dentro das memórias de cada um. 

Dizeres em Árabe



الزلزلة

Az-Zalzala, "O Terremoto".
O "Fim dos Tempos" no Alcorão.





O 99° surah do Alcorão, que descreve o fim dos tempos. O alcorão é o livro divino dos muçulmanos,  equivalente a bíblia pros cristãos, só que menos trágica em sua descrição do fim. No caso, apenas é dito em seus oito surah que um dia o mundo simplesmente vai mudar, a ordem das coisas, os ricos e poderosos simplesmente vão cair, perder o poder, e uma nova ordem surgirá. Essa ordem, fará com que todos se surpreendam e regozijam, com o inédito aspecto novo da humanidade, que antes, apesar de sempre seguir por um ciclo, repetindo o passado, dessa vez não o fará, e criará um mundo diferente. 

O Símbolo com números embaixo



Alfa e Omega (tem duas vezes no quadro)


Apocalipse 22:13
"Eu sou Alfa e Omega, o principio e o fim"
22:13




O simbolo é visivelmente o Omega com algo no centro, parecendo um ponto, mas com os dizeres "22.13" fica fácil entender que é na verdade, "Alfa", minúsculo, simbolizando "inicio", exatamente como descrito no Apocalipse 22:13, um dos versículos finais da bíblia cristã, onde Deus fala de si próprio e de como trará o fim a tudo, por ser quem é.

"Within Emperor Jiajing's sin and Quetzcoaltz's hunger lies the Answers"



"Dentro do Pecado do Imperador Jiajing e a fome de Quetzcoaltz residem as Respostas"


O Imperador Jiajing foi o 11º Imperador da dinastia Ming na China, sendo seu título/nome "Zhu Houcoung". Ele viveu por 60 anos (1507~1567) e seu pecado, além de ser um imperador cheio de falhas, foi a busca pela imortalidade. Ele se tornou obcecado por isso, buscou na alquimia formas de superar a morte, e foi justamente isso que o matou, pois ele morreu envenenado por mercúrio, o que acreditava ser algo que prolongava a vida.


"Quetzalcóatl" é complicado... pra resumir, ele é um deus Azteca, que também tem versões em outras culturas, como na Maia em que é Kulkucán, e é basicamente uma Serpente com Peninhas. Mas, além de ser caracterizado dessa forma, ele é um deus do sol, e como todo deus do Sol, ele se torna um dos concorrentes a Jesus Cristo, tanto que também surgem várias comparações com ele, falando sobre ter nascido de uma virgem, ter feito milagres, essas paradas, mas ai mora um grande, um enorme engano: Quetzalcóatl "semelhante" a Jesus Cristo num era um deus azteca, era um homem, um rei do antigo México chamado Topiltzin Ce Acatl Quetzalcoátl (era comum reis usarem nomes de deuses em seus sobrenomes pra agregar status). Pelo menos, é o que muitas das lendas contam. O cara, um dia, deu piti e sumiu de seu reino, dizendo que um dia retornaria, e fim. 


A "fome" de Quetzalcóatl não esta relacionada ao ato de realização de sacrifícios, humanos ou animais (o homem Quetzalcóatl mudou os sacrifícios humanos pra animais antes de partir) mas sim a múltipla fonte de informações de sua origem. Ele é um deus/homem que esta presente em tantos mitos e culturas diferentes, com tantos nomes diferentes, que fica difícil saber o que é real, e onde esta a verdade. E ai, esta a Resposta: A Busca pelo Místico sem Rumo.

É uma indireta do 16, dizendo para que todos tomem cuidado para não se deixarem cegar pela confusão disseminada pela história distorcida. 

"I've entered the Abyss and never returned"




"Eu entrei no Abismo e nunca mais voltei"


Essa frase se refere ao fato de 16 ter se perdido dentro do Animus. Como é relatado em alguns e-mails, ele acabou tendo suas memórias corrompidas com a de seus antepassados. Ele mesmo nunca voltou de fato.

Provérbios Chineses



Também tem vários provérbios chineses, em chinês. Creio que ele tenha escrito isso mediante suas crises de memória, mas ainda tentando ajudar quem conseguisse escuta-lo. O mesmo ocorre pras mensagens anteriores, escritas em árabe e judaico, mas vou cita-los e explicar rapidamente, sendo que são provérbios, e provérbios não precisam ser "explicados" mas sim "compreendidos"... mas bora la:

"Ouvir é melhor do que não ouvir, observar é melhor do que ouvir, saber é melhor do que observar e fazer é melhor do que saber "
不聞不若聞之 聞之不若見之 見之不若知之 知之不若行之

Significa: Faça mano!

"Você colhe o que você semeia"
個人生死個人了 個人業報個人消

Significa: Mas tome cuidado com o que faz pois tem retorno.

"Um que quer ler em seu futuro simplesmente precisa escrever seu próprio presente"
欲知未來果 今生作者是

Significa: Pra viver no futuro você precisa viver o presente.

"Um homem sem considerações extremas, deve ter preocupações próximas"
人無遠慮 必有近憂

Significa: Fica esperto, principalmente se for bobão.

"Como ser humano, se você quer conhecer o domínio espiritual de Buda, você deve observar, você deve saber que tudo o que você vê no mundo vem da sua própria mente"
若人欲了知 三世一切佛 應觀法界性 一切唯心造

Significa: Você vê o que seu cérebro quer que você veja, seu bobo.

"Um que não esquece o que foi antes é o mestre do que vem depois"
前事不忘後事之師

Significa: Aprenda com os erros passados.

Os E-Mails:




Dentre muitos e-mails trocados, o mais importante com certeza é o visto no pc da chefia da sala de conferências, que relata, em um e-mail destinado ao Dr. Warren, 5 tópicos no mínimo curiosos. O e-mail em questão fala dos avanços do projeto 17, e também menciona ocorrências passadas com projetos anteriores, citando 16 e o 12, sem grandes detalhes. Mas, só no título de cada tópico já surgem grandes revelações que, me fazem precisar explicar... eu transcrevi, traduzindo os textos do espanhol pra português, mas explicarei basicamente o que significam, e ao que se referem, no mundo de AC e no mundo real.



1 - Fruto do Eden (nº3) - Aplaudimos seus esforços para localizar um artefato alternativo após a perda do número 2 no acidente do satélite do DIA. Sabemos que o Sujeito Dezessete tem problemas de adaptação com o Animus e isso está provocando atrasos. Como resultado, calculamos que fazem falta outras 24 horas antes da próxima atualização crítica. Entretanto, preparamos um equipamento de extração e o deixaremos no aguardo. Confiamos em que obtenha a informação que necessitamos. Ele sabe onde estão os emais objetos, mas só não se da conta disso. DEVE desbloquear sua última lembrança ou tudo isso não terá servido de nada.



Esse e-mail fala de Desmond sendo estudado enquanto busca pelo fruto do Eden, e sugere que existem outros artefatos semelhantes e com o poder semelhante, usados anteriormente. Mas, a maçã é o artefato original, apesar de originalmente nem ser uma Maçã mesmo rs. Na verdade, nos textos bíblicos é dito que o fruto, tirado da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, era um Pomo, num formato padrão de muito frutos, dentre eles a maçã. Ao longo dos tempos foi-se traduzindo os textos e criando-se obras de arte que, representaram o fruto como uma simples maçã, o que na verdade não é justo com a frutinha. AC ta mais perto da realidade em mostrar um globo dourado capaz de dar conhecimento àqueles que o manipulam (mostrar um mapa mundial perfeito numa época em que nem se tinha o mapa dos continentes, isso é épico) é bem mais verídico. Tem quem acredita que a alusão da maçã se refere à semelhança ao órgão genital feminino após aberta, e na verdade é uma metáfora ao ato sexual e a ciência deste, que abriu os olhos do primeiro casal da humanidade Eva&Adão (falei dessa forma numa aula bíblica uma vez e riram de mim...) mas, como "maçã" é apenas um erro de tradução, pode não ter nada a ver... ou pode... vai saber. 



2. Projeto Filadélfia - Os dados proporcionados pelo Sujeito Doze do Animus indicam que o navio se manifestou em um estado futuro durante aproximadamente 18 minutos. Não sabemos se a linha temporal é consistente com a nossa ou é paralela. Temos recuperado dados suficientes para reconstruir e reparar o artefato original usado no experimento, mas o departamento de administração se nega a avançar no projeto, aludindo razões paradoxais. A política corporativa segue em pé: Qualquer objeto que interfira ou manipule no tempo deve ser recuperado e será transportado a um lugar seguro.



Em 1943 um navio Destroyer teletransportou de Filadélfia na Pensilvânia, para Nortfolk na Virgínia,
uma viagem que de avião hoje demora pouco mais de 1 hora, mas na época, o fez em alguns minutos, isso, conforme a única testemunha em Nortfolk, um cara chamado Allen que tava em outro navio, disse, afirmando que o navio surgiu num brilho verde e tal, e sumiu depois, e soube que ocorreu o mesmo em Filadélfia por jornais. Mas, posteriormente, outra testemunha surgiu, dessa vez um cara chamado Bielek que disse ter estado a bordo do próprio Destroyer que teletransportou, e ainda acrescentou que ele também viajou no tempo, mas que basicamente foi um resumo do filme Projeto Filadélfia de 1984 (baseado nos relatos do primeiro cara, tecnicamente), que ele assistiu e disse ter feito sua memória apagada do projeto ter voltado... Fato é que o suposto projeto de camuflagem marítima que virou uma viagem espaço temporal acidental, realmente aconteceu, e foi a Abstergo fazendo testes com um dos pedaços do Eden, mas, consequentemente, tendo problemas sérios com isso pois manipulação espaço temporal é algo perigoso, e ai eles tiveram de parar. Logo, viagem temporal celular/memorial não é a única coisa que os Artefatos do Eden podem realizar... o Animus não é a única forma de viagem no tempo e espaço em AC...



3. Incidente Tunguska - Acreditamos que é o resultado direto de um ataque dos assassinos. A estação de investigação destruída, e o artefato também... Encontraram dispositivos alternativos de geração de ondas mas, temos dados insuficientes para iniciar a investigação. O risco de um acidente é muito elevado. As divisões de genealogia e aquisições deveriam tentar localizar descendentes dos sobreviventes ao ataque, sejam assassinos ou irmãos, para continuar a investigação. Ressuscitar essa tecnologia em particular pode ser de grande ajuda para solucionar qualquer problema com a ativação do Satélite. Vamos reunir uma equipe para investigar este tema.


Esse incidente ocorreu em 1908 na Rússia, onde uma região gigantesca chamada Tungunska simplesmente explodiu, sem vestígios de qualquer detonação de bomba ou meteoro. Sem cratera, sem radiação, nada, apenas tudo explodiu, pegou fogo, as árvores queimaram, a terra aplanou, tudo tremeu, mas no fim, nunca descobriram o que houve. Pois bem, o mistério foi solucionado: Os assassinos atacaram uma estação de investigação dos Templários e acabaram com um dos Artefatos do Eden, o que gerou a catastrófica e misteriosa explosão. Eles ainda tão tentando recuperar seus projetos perdidos, e a busca por parentes e descendentes é uma forma de, através do Animus, recuperar as memórias perdidas.



4 - Graal - Nós tiramos o Graal da nossa lista de objetivos. Não há provas suficientes para confirmar sua existência. Um exame atual do Sujeito Dezessete indica que, tirando o Fruto do Eden, os artefatos restantes relacionados com a figura de Cristo são literalmente aparatos ou peças derivadas do Fruto do Eden e não objetos atuais. Mesmo se o objeto for real, é possível que não nos seja de utilidade alguma.



O Santo Graal é o Cálice que Jesus Cristo usou durante a última ceia quando converteu pão e vinho em seu corpo e sangue. O cálice que ele usa se converte num item santo e poderoso partindo daí, considerando que foi um item que teve contato direto com os poderes de Deus. Mas, posteriormente, ele se perdeu. Um dos seguidores de Cristo o recolheu, usou pra coletar seu sangue o que só o tornou ainda mais fod4, depois foi preso por ser um apóstolo de Cristo, e quando solto fugiu de Jerusalém pra Europa, depois o Cálice se perdeu ao longo da história, sob a lenda de que quem o possuísse, seria Todo Poderoso. Como os primeiros relatos da busca e existência do poder do Cálice surgiram no século XII (relatando o Rei Arthur e a Távola Redonda em busca de seu poder divino), os templários acreditaram que a memória de Altair seria a melhor para tal investigação, pois é da mesma época, mas se frustraram legal afinal, o Graal seria um item recente de mais pra ser uma das peças do Eden, considerando todas as outras descobertas, e não tinha como ser um derivado do Fruto do Eden, daí eles descartaram essa busca, simples assim.



5 - Comunicadores Mitchell-Hedges - A analise dos objetos foi completada. A boa noticia é que funcionam, de forma que agora temos um canal seguro de comunicação para o lançamento. Porém, estão muito limitados em número, de forma que só entregaremos a nossas instalações mais críticas. Obviamente, você pode ficar com a que tem.



Explicando: Mitchell-Hedges e sua filha encontraram em 1923 (pegaram em 1924) uma Caveira de Cristal em Lubaantun, Belize, um artefato encontrado fora de sua época, em ruínas Maias. O curioso é que essa caveira, de Quartzo, não tinha como ser esculpida, nem mesmo nos tempos atuais, devido a fragilidade do material, e ela nem tinha marcas de influência artesã tecnológica em sua construção. O que ela fazia numa ruína Maia? Isso nunca foi respondido, mas o mais bizarro é que, posteriormente, um cara chamado Frank Doland (que ficou com a caveira por uns anos) testemunhou efeitos paranormais nela, como sons, vozes, barulhos de animais, caminhões, imagens através do cristal, coisas assim. Mas, o mais interessante de tudo isso, é que a Caveira de Cristal, também chamada de "Caveira do Amor" ou "Caveira do Destino", é apenas uma, de 13 Caveiras de Cristal espalhadas pelo mundo! Dizem, que os Maias espalharam propositalmente sob a profecia de que um dia, caso as 13 caveiras fossem encontradas e postas juntas, tipo as esferas do dragão, algo incrível aconteceria (referente a transferência de mente e tal), algo que mudaria o mundo. No caso, atualmente, acharam uma porrada de caveiras, bem mais que 13 (principalmente depois do filme do Indiana Jones rs) e vai saber o que é verdadeiro e o que é falso dentre elas. 



Fato é que a original e mais famosa, de Mitchell Hedges, é na verdade um Comunicador, que permite entrar em contato e conversar com as demais caveiras de cristal espalhadas por ai. Daí a explicação das experiências paranormais com ela. Detalhe que, essas Peças do Eden descobertas pelos Templários são utilizadas justamente pra facilitar a comunicação, mesmo tendo poucas caveiras por ai... agora porque são Caveiras e de Cristal... bem... As Peças do Eden são misteriosas.

Bem, com isso, acho que é tudo.




Uma curiosidade final (se é que o post já não ta saturado disso rs) é que, além das pessoas de multiplas etnias por toda parte, falando até em idiomas diferentes, tem alguns animais também... na verdade, tem aves, além dos cavalos. Da pra ouvir latidos de cachorros mas, não da pra ver nenhum... mas a águia é uma criatura presente o tempo inteiro, inclusive quando escalamos torres pra mapear, sempre tem uma águia la em cima, voando, e as vezes ela até pousa do lado.



É uma curiosidade importante, afinal Águia tem tudo a ver com a trama... mas eu vou deixar isso pra outras análises...


Alias, que trabalho hein... eu espero que você tenha curtido, pois eu estou satisfeito. Queria registrar tudo o que pudesse sobre AC para no futuro, não faltar nadinha, então, espero ter atingido meu objetivo.

Ainda assim, se acha que faltou algo, ou quer acrescentar, discutir, ou só comentar, manda ver. Eu respondo, sempre, e já adianto que comentários são a maior motivação para futuras publicações. Referente a franquia AC, eu vou ter de me programar melhor afinal, se no primeiro eu já fui tão fundo e demorei tanto... imagina nos próximos! Eu to ansioso pra jogar AC4, e o Origins, meu irmão ta loucão nele, e eu aqui, preso ao primeiro rs.



Pior que a franquia é enorme... mas... um dia né. Eu nem imaginava que falaria dessa fraquia, então, pra tudo tem uma primeira vez.


Obrigado pela paciência... agora vou partir pra próxima e não demorarei não ta. Vou pegar mais leve nas pesquisas... se eu não me empolgar é claro... rs...


Salamaleico! Alias, em AC traduziram frases como "Salamaleico" para "A paz esteja convosco" o que não é de todo errado, afinal é a tradução correta, mas no idioma falado seria melhor "Salamaleico" mesmo... se bem que, tecnicamente não era pra ninguém falar espanhol ou inglês ali, já que é um jogo que se passa protagonizado por árabes, mas também, o Animus tem um sistema de tradução auditiva automática então, é normal isso. Enfim... See yah!

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28 Comentários

  1. Saiuuuuuuu, que delícia, agora vou me deleitar nessa maravilha​

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    1. hehe, por favor. Me diga depois se curtir. Aproveite sr Jose!

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    2. Nossa, foi uma maravilha kkkkkkk, pena que só tem o 1 ainda, gostei muito, me deu vontade de jogar, na verdade todas suas análises me dão vontade de jogar kkkk, tive um pouco de preguiça de ler as cartas kkkkkk, e senti falta da lista de inimigos, mas parece que os inimigos comuns são só uma meia dúzia então n faz muita diferença kkkkkkk, só pra resumir eu amei, se tive mais eu continuaria lendo, como fiz com Megaman x( li todos), tô ancioso pra ver os outros agora.

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    3. Um dia terão mais, pode confiar. Quanto a lista de inimigos, existem soldados diferentes ms não vi necessidade em diferencia-los... seria muito mais "história" pra se contar e, acho que já ta bom assim hehe. Essa é só a primeira análise, estou montando o modelo de AC ainda, as próximas serão cada vez melhores pode acreditar.

      Sr Jose, obrigado pela leitura e pela cobrança, você me ajudou a acelerar o post e trazê-lo a tona. Honrarei sua presença no blog e farei o possível pra trazer mais conteúdo em menos tempo... e até la, eu só agradeço.

      See yah sr.

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  2. Eu que agradeço. Tô ancioso para novos conteúdos kkkkkkk.

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  3. Salve Sr Morte!
    Adoro seus posts enormes e repletos de curiosidades, com trechos de sua opnião e teorias próprias que sempre tem aquele toque de humor e genialidade!
    E que post! muito informativo, e educacional até . Acredito que sou um dos poucos que curtem historia rs meu pai quase se tornou professor de História, e eu cresci com essa figura como pai, me deixando curioso sobre o passado, sobre mistérios inexplicaveis e a forma como o mundo muda através dos anos.
    AC eu me lembro de ir jogar pq tinha acabado de zerar Prince of Percia The Two thrones, e estava louco nos parkour da vida e querendo mais disso. Porém eu tenho péssimas lembranças desse primeiro justamente pela ausencia de legendas. Eu traduzo bem o
    texto mas a fala é complicado... Eu joguei, mas não entendi bulufas. Foi no segundo jogo que me apaixonei pela série de verdade. E agora vem o Sr novamente completar minha infancia explicando o que ficou em aberto no meu passado Gamer rs
    AC criou um gênero de fato, com conceitos copiados em jogos de sucesso hoje em dia, até o Shadows of Mordor tem esse lance de escalar torre para liberar o mapa. Foi um game de peso para a industria, a pesar de concordar com o gameplay repetitivo.
    Agora gostaria de comentar sobre um detalhe,
    a Lucy não ter um dedo por ser uma assassina acabou se tornando um furo na franquia de AC não?
    Eles amputavam o dedo para poder usar a Hiden Blade ( Por favor, faquinha não e.e Lâmina oculta talvez kk ) mas nos próximos ACs, o equipamento deles é atualizado e o lance de cortar o dedo torna-se desnecessário para usar a lâmina, fazendo com que
    os próximos assassinos não precisem amputar o dedo. Como lucy é do futuro e teve que amputar? ( talvez por ser do primeiro jogo, onde isso ainda não tinha sido "inventado" rs)

    Enfim, parabéns pela análise Sr, muito bem escrita e detalhada. Adorei os trechos que contou um pouco mais sobre a referencia histórica real e sobre os mistérios nos simbolos e e-mail, alguns ali eu não conhecia e com certeza irei pesquisar mais.
    E Obrigado Sr, por mais este conhecimento.

    Abraços! e o Sr sabe, estou no aguardo, asioso, pelas próximas análises.

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    1. Sr Chaos, agradecido pela leitura! O sr viu, demorou, muito, mas saiu. Fiz o possível pra deixar completo e fico feliz por ter conseguido...

      Salientando que, o fato de ajuda-lo a compreender, através dos meus olhos e experiência, o que o primeiro (e mais vago da franquia) quis mostrar já me valeu a postagem. É maravilhoso ver que, de alguma forma, contribui pra comunidade e tipo, estou satisfeito. É claro que é só o começo, mas eu queria começar com tudo, começar dando o máximo, e agora nos próximos ACs a coisa vai ficar bem mais... fluída. Os demais são mais "fáceis" de se acompanhar, pois como o sr mesmo observou, o primeiro desanima muito, principalmente por causa das legendas. Gostei dos sr ter gostado... e eu não imaginava que tinha esse passado... fiquei ainda mais feliz!

      Agora quanto a Lucy, mencionei propositalmente. Em AC1 não é citado o esquema do dedinho a menos, na verdade é um mistério no original esse foco que o jogo da na mão dela, mas eu quis explicar pois é uma referência futura à revelação de que os assassinos em treinamento costumam perder o dedo, informação essa que eu conheço, mas que só vem posteriormente, em outro jogo, não no primeiro. Por isso deixei ao léu. Detalhe outro é o da "Adaga Oculta". Eu chamo de faquinha e chamarei assim até ela ser apresentada formalmente... rs... em AC1 isso não ocorre ainda então, me dê um desconto hehe... E sobre o que o sr comentou, o sr está corretíssimo, porém existem poréns, e eu irei menciona-los futuramente. O esquema do dedinho a menos é a ser estudado a parte, em outro AC.

      Bem, sr Chaos, curtiu hein! Eu fiquei empolgado pacas enquanto digitava e pesquisava, e estou satisfeitíssimo com o resultado, além do mais, consegui compartilhar algo realmente importante.

      Agora, bora pra próxima... falarei de Metal!!!!!

      See yah!

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  4. Achei excelente o texto, como poucas vezes li, é realmente um "detonado" mas de conhecimento, não de dicas e como finalizar o jogo.
    Parabéns pelo empenho, espero que o resultado tenha sido de seu proprio agrado pois tenho certeza que será para os leitores.

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    1. Obrigado sr Bilie, descrição mais do que lisonjeante do meu trabalho, eu realmente agradeço.

      Seja bem vindo ao DM sr.

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  5. Ótimo texto...
    Agora eu consegui entender os detalhes da trama,sem legendas fica bem complicado acompanhar.
    Nota se que o senhor obteve um grande êxito em suas pesquisas,tudo no jogo tem explicações e traduções;até os escritos em "sangue seco" o senhor traduziu e explicou,quando eu terminei o jogo eu nem sequer dei importância.ótimo trabalho,meus parabéns e profundo respeito pelo seu empenho fora do normal.
    Outro ponto que eu apreciei bastante foi a explicação histórica de cada ponto da época em que o jogo se passa,nota 10 pra vc.
    Eu gostei bastante do jogo,das cidades,do gráfico,do trabalho artístico...mas ele tem sérios defeitos tanto técnicos;como de jogabilidade repetitiva e monotonia...eu joguei no PS3 e esse jogo é o mais bugado que joguei na minha vida,ele tem um bug bizarro em que o jogo inteiro trava e só dá pra movimentar a câmera e só dá pra sair do jogo reiniciando o console,travou 8 vezes em quanto eu jogava,fora a repetição de jogabilidade é esse erro gravíssimo,não tava mais aguentando jogar isso,já no sexto assassinato eu estava enjoado do jogo...tem outro bug em que o jogo fica na tela de carregamento eternamente e tive que reiniciar...enfim o jogo é bom,mas pra mim foi um fardo bastante cansativo por esses motivos,mas consegui terminar enfim.
    Na série eu já terminei o 3 e o Black Flag,esses são sensacionais e sem problemas técnicos graves.
    Enfim,parabéns pela análise,você fica à cada dia melhor,vlw man

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    1. Vlw sr Gabriel... mesmo.

      Referente a parte técnica, eu joguei no PC então foi a versão original, creio que a que você jogou foi um port e tipo, a Ubisoft é bem criticada por ser péssima nisso. Eu não me recordo de bugs tão pavorosos quanto estes mas, reconheço que é uma realidade... ainda assim, que bom que conseguiu zerar, vale a pena.

      Eu me esforcei muito nesse post, e tenho mó orgulho dele... quis deixar tudo nos trinques pra que os próximos da série ficassem mais simples e fáceis de entender... ou seja, só comecei...

      Enfim, see yah sr...

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    2. Que legal que vai jogar os outros...
      Li em fóruns que o esse jogo tbm deu esses problemas no PC,tem vídeos no YouTube sobre esses problemas...vc deu sorte kkkkk
      Tô jogando agora Thief pro PS3

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    3. Dei muita sorte... pior que eu também li sobre os bugs de AC e já tava até esperando, mas pra mim foi suave... era pra eu ter zerado na paz mesmo rs... o jogo queria isso. Alias, eu to ansioso pra jogar os outros, mas agora só depois de Kingdom Hearts.

      Thief... bom jogo... eu não gosto de First Person mas, ele pareceu bem legal.

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    4. Quando o senhor jogar Bioshock;sua mentalidade sobre FPS irá mudar kkkkkkk
      Eu sempre gostei de FPS,mas Bioshock é muito diferente,é um primor da arte dos jogos eletrônicos

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    5. Eu joguei um pouco, de fato ele é lindo mas ainda assim, são poucos os jogos do gênero que conseguem me segurar... RE7 foi o único que consigo me lembrar de ter zerado.

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    6. Mas eu joguei Bioshock e até tenho o 1, 2 e Infinite... o ruim é que eu não fico muito tempo la... mas são bons jogos... eu que tenho que mergulhar no enredo.

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    7. Eu já terminei o 1 e o Infinite...nossa...esses jogos são inesquecíveis,não sei como explicar.
      No primeiro tem músicas de Billie Holiday nas vitrolas do jogo,eu amo Jazz,então ficou perfeito

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    8. Rs... eu cheguei longe no Infinite, me lembro de ter parado numa parte que a mina abria portais... pra mim foi longe pois como eu disse, eu não duro muito em jogo assim. Alias... cara acabei de passar por uma cena em LoU que me deixou arrepiado... velho...

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    9. Vc parou bem no começo ainda kkkkkkk
      The Last of Us?
      Me conte...

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    10. Morreu gente... isso é tudo. Um cara atira na própria cabeça após matar o irmão menor...

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    11. Enfim, agora é preparar pra próxima analise sr Gabriel.

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    12. Blz man...
      Bom trabalho aí...
      Vc poderia fazer à do Resident evil dead Aim kkkkkkkkk...tem 2 a nós que eu peço hahahaha

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    13. Resident Evil... Dead Aim... anotado. Por ser um jogo de PS2 vai ter de entrar na lista dos jogos de PS2, então ta na fila, logo atrás de Kingdom Hearts 2... desculpe pelos anos de espera, é que RE não é uma franquia que eu curto muito, e pra piorar, Dead Aim é um spinoff dela... então saca... complica. Ainda assim eu já tenho o jogo a anos... to com ele separado e só esperando... vou postar uma foto na página do facebook.

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    14. Blz man
      Qualquer coisa me chama no messenger

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